O Último Regresso

Foto da T.C.M.O.E.E. Minha Cobra O Carnaval chegou. A programação está feita. Tem Cobra Fumando, tem A Minha Cobra, tem o Triloucura. Só tem alegria com o Santinha no Carnaval. Porque carnaval é para se curtir, ser feliz. Tomar uma cerveja gelada e escutar muito frevo. Ao som de Capiba, Antônio Carlos Nóbrega, Braúlio de Castro, Bubuska, Carlos Fernando, Chico Nunes, Edson Rodrigues, Edy Carlos, Inaldo Moreira, maestro José Menezes, maestro Spok, maestro do Forró, maestro Nunes, Leôncio Rodrigues, Marambá, Naná Vasconcelos, Sebastião Lopes, Walmir Chagas, Nelson Ferreira, Edgar Moraes, Raul Moraes, João Victor, Raul Valença, Chico Nunes, Edson Rodrigues e Getúlio Cavalcanti. Todos tricolores, porque o Santa Cruz, além de um clube, também é o retrato mais fiel do frevo de Pernambucano. “… Porque o Santa Cruz nasceu com a vocação popular, e estes brilhantes artistas, também com honrosa vocação popular musical, emprestaram-na para o que há de mais rico no futebol pernabucano, talvez do Nordeste. O Santa Cruz é um marco irrefutável na cultura do povo pernambucano, do povo nordestino, que merece registro e imortalidade. E estes grandes artistas contribuem para essa imortalidade, numa simbiose gloriosa, onde um eterniza o outro, e a história fica mais bela, ao som de frevos, marchinhas, maracatus, mangue-beats e tantas outras manifestações que só nosso Pernambuco possui, nas alusões artísticas desses ídolos ao Eterno Santa Cruz Futebol Clube…” (Gomes) E por falar em Getúlio Cavalcanti, homenageado do carnaval, nunca pensei que a sua música mais executada fosse, na verdade, uma alusão ao Santa Cruz de hoje. Bom Carnaval! Último Regresso – Getúlio Cavalcanti Falam tanto que meu bloco está, dando adeus pra nunca mais sair. E depois que ele desfilar, do seu povo vai se despedir. Do regresso de não mais voltar, suas pastoras vão pedir: Não deixem não, que o bloco campeão, guarde no peito a dor de não cantar. Um bloco a mais é um sonho que se faz o pastoril da vida singular. É lindo ver ver o dia amanhecer, ouvir ao longe pastorinhas mil, dizendo bem, que o Recife tem, o carnaval melhor do meu Brasil...

Leia Mais

Meu Eterno Amor

A vida, por si só, já é feita de desafios. Quando vivemos possuídos pelo sentimento da paixão, ela se torna ainda mais instigante. Os apaixonados sofrem em proporções maiores as tristezas de uma derrota, martirizando-se ao extremo nos momentos de dor. O mesmo ocorre nos períodos de felicidade, onde todo o deslumbre da vitória contida é extravasado. Isto porque quase tudo na vida que é valoroso tem dois lados. Afinal, é o risco do sofrimento que faz os apaixonados lutar, de forma incontrolável e inexplicável, por sua paixão. É difícil saber como e quando uma paixão nasce. Pois, ela pode nascer e morrer pouco tempo depois, sem nem sequer ser compreendida. Foi o que quase aconteceu em 1914, quando, após nascer, por dificuldades financeiras, a morte foi vista de perto. Entretanto, o bom da paixão é que, quando verdadeira, ela tem o poder de renascer nos momentos mais difíceis; como ocorreu após dezesseis anos de raros momentos de felicidade, mais precisamente em 1931, quando a emoção pode ser extravasada, e, finalmente, foi erguido o Pavilhão da Paixão no lugar mais alto de Pernambuco. Três anos depois, em 1934, Pernambuco ficou pequeno, e o Brasil teve que se curvar ao representante deste sentimento incontido, mas já identificado em corações pernambucanos. Desde então, perdeu-se a vergonha de demonstrar o que se sente, seja branco ou preto, mulher ou homem, rico ou pobre. Neste momento único, na euforia ou na angústia, não existe diferença, todos são iguais e compartilham da mesma compaixão. Porque a vida não é feita só de vitórias, nem a paixão é alimentada apenas da felicidade. Paixão também é sofrimento, recolhimento e despedida. Foi este o sentimento da excursão suicida de 1943, foi isto o que restou do sonho de 1974 e é esta a sensação que insisti em nos possuir desde 2006. Porque a paixão é assim, sofrida e sentida, mas poucas vezes entendida. Incontrolável, porém, a mesma paixão que é enterrada nos momentos de angústia, é capaz de ressuscitar nos impulsos da felicidade. Porque o desafio da paixão é esse, manter-se viva nos momentos em que ela é dada como morta. Basta recordar o arremate de Tará, o chute de Lanzoninho, a defesa de Luís Neto, a cabeçada de Ramón, o pulo salvador de Birigui ou a bomba rasante de Célio, para que ela volte a pulsar em uma prova de que existe vida após a morte....

Leia Mais

A Nossa História

Depois de 9 meses sem ganhar um jogo no arruda, conseguimos. Mas, bastou uma rodada. Agora, já são três anos sem ganhar um clássico sequer. São 14 anos com 1 título apenas, de Campeão Pernambucano. Talvez a culpa seja do juiz, como chegaram a insinuar em 2007 quando fomos rebaixados à Série C. Não adianta mais encontrar o(s) culpado(s). Adianta, sim, ter competência para mudar a situação atual. Enquanto ela não vem, é melhor ficar com o que temos de melhor. A nossa história, os nossos “hinos”. Porque, atualmente, vivemos dela.   HINO OFICIAL DO SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE Nos anais, nos calendários Fiquem sempre por lembrança Teus lauréis extraordinários De bravura e de pujança Nos esportes tua história É orgulho a que faz jus Este símbolo de glória Que é teu nome Santa Cruz Uma voz proclama e canta É a voz das multidões Santa Cruz, querido Santa! Campeão dos campeões Esta multidão tamanha Gente pobre que te aclama Lembra o ouro que se apanha Nos cascalhos e na lama Esse ouro é sangue, é vida É delírio, raça, e amor A bandeira tão querida A bandeira tricolor.   O MAIS QUERIDO Santa Cruz! Santa Cruz! Junta mais esta vitória Santa Cruz! Santa Cruz! Ao teu passado de glória. És o querido do povo O terror do Nordeste no gramado Tuas vitórias de hoje Nos lembram vitórias do passado Clube querido da multidão Tu és o Supercampeão...

Leia Mais

Um Parto

Foi este o sentimento que envolveu a torcida coral no último sábado. Diferentemente da maioria dos partos, o período de espera foi angustiante e sem motivos para comemorações. Sem dúvidas, foi um dos mais longos e tristes da história do Santa Cruz: 9 meses sem vitórias no Estádio José do Rego Maciel. E, assim como a maioria dos partos, todos os envolvidos estavam aguardando que este período chegasse ao fim. Todos estavam ansiosos, torcendo para que o relógio andasse mais rápido. Finalmente, a espera terminou. É bem verdade que o “parto” em si foi dolorido, sofrido e adiado muitas vezes. Parecia que ia ser mais fácil, porém, no final, teve que vir acompanhado do costumeiro sofrimento. Aquela angústia que toma conta de toda a família apaixonada. Agora é esperar a “criança” crescer, criar “corpo” e ganhar conjunto. Com certeza, algumas quedas virão. As quedas são, até certo ponto, naturais e freqüentes para quem nasce subnutrido. A subnutrição é um grave problema que revela de forma cruel a sua fragilidade. No entanto, ela tem cura, principalmente se for tratada o quanto antes. Cabe, aos responsáveis, adotar medidas urgentes visando “encorpar” o seu frágil conjunto. As medidas todos sabem quais são. Deve-se cuidar, principalmente, do tronco, onde estão todos os órgão vitais! O pior é que nós não estamos queremos esperar o tempo necessário para que o metabolismo se desenvolva. Queremos fazer o tempo andar mais rápido; o que para nós já é devagar demais. Mas, infelizmente, esse será o preço que temos que pagar por algo que não merecíamos. Entretanto, não adianta ter esse pensamento. Não vai adiantar. Temos, sim, que pensar de forma positiva, olhando para frente e tentando acelerar este processo. Afinal, quem sabe nós não estamos presenciando um novo nascimento? Segundo meu amigo Dimas, pai recente, nos primeiros meses após o parto, muitas “noites sem sono” e muita “m…” ainda está por vir. Por outro lado, ele também me confidenciou que muitos momentos marcantes de felicidade também virão acompanhados. É esperar pra ver… o segundo...

Leia Mais

Simplicidade

Depois de várias promessas, todos sabem como o Santa Cruz terminou o ano passado. Jogamos a Copa Pernambuco com um time totalmente diferente do Campeonato Pernambucano e da Série D, e, com a diretoria afirmando que, caso ficássemos em terceiro lugar no Campeonato Pernambucano de 2010, o primeiro objetivo no ano seria alcançado. Mudado o “planejamento” pouco ousado, pelo menos na teoria, o Santa iniciou o Campeonato Pernambucano com apenas 1 jogador que terminou como titular a Copa Pernambuco. A estréia contra o Sete de Garanhuns foi difícil (2 x 1, de virada), mas foi melhor do que os amistosos e os treinos preparativos. Em seguida, veio o segundo jogo e empate contra o Central (1 x 1). Parecia que o mundo ia desabar novamente. Ontem, fizemos o terceiro jogo. Mesmo ainda sem empolgar, o resultado final foi diferente e conseguimos voltar a vencer (2 x 0). Vencemos porque fizemos o simples, embora ainda com algumas invenções, mas sempre acreditando que poderíamos ganhar a qualquer momento. Tivemos a sorte de o adversário ter um jogador expulso, mas, também, a competência de tirar proveito da situação. Nesta etapa é mais importante vencer do que jogar bem e perder, pois, é preciso estreitar os laços de confiança entre o time e a torcida, tão abalada nos últimos anos. E isto só se consegue com vitórias. O velho jargão de que “no início do campeonato não se pode cobrar entrosamento” é perfeitamente compreensível. No entanto, não se pode aceitar invenções nem desculpas de falta de estrutura ou de qualidade técnica para aceitar um empate diante do Central no Arruda ou justificar as substituições mal feitas, por exemplo. É necessário fazer o simples. Não se pode ficar inventando no futebol. Existem jogadores que não tem a mínima condição de vestir a camisa dos “aspirantes” do Santa Cruz e todos os torcedores sabem quem são. Todos aqueles que acompanharam os últimos anos do Santa Cruz precisam alertar a Comissão Técnica que, persistindo no erro, o final será o mesmo de anos anteriores. Deve-se por um limite nos chamados “testes” de jogadores que estão no Santa Cruz há um bom tempo e não demonstraram futebol para isso. Quando o diretor Raimundo Queiroz anunciou a contratação dos três jogadores do Porto (Baiano, Joélson e Guego) eu tive a certeza de que, finalmente, novos ares seriam vividos no Arruda. Eis que, dos três, apenas Joélson está jogando de titular e é atualmente quem...

Leia Mais

O ano da zebra coral

O ano do futebol começa no dia 13 de janeiro. E, assim como nos últimos, a torcida coral se refaz na esperança de que a lógica do futebol não ocorra dentro das quatro linhas. Dos prováveis 11 jogadores que começarem jogando contra o Sete de Garanhuns, nenhum deles iniciou o campeonato do ano anterior. Fato normal, quando não existe planejamento. O treinador coral é o mesmo que esteve há 25 atrás e que não deixou saudades. As poucas informações que temos sobre o time, com base nos amistosos e treinos, equiparam-se a dos últimos sofridos anos. Enfim, a lógica do futebol não nos parece favorável. Mas, ainda bem, que o futebol não é uma ciência exata. É claro que existe certa racionalidade no futebol fruto da competência profissional dos seus gestores. Mas também é sabido que outros fatores, às vezes externos à vontade do gestor, podem modificar o resultado do futebol, somando-se o fato de que o planejamento não ocorre de forma imediata. Embora muito aquém do que se esperava, não se pode negar que melhorias foram feitas. As esperanças estão depositadas no trabalho de quem já provou que entende de futebol profissional (Raimundo Queiroz), respaldadas pelo apoio financeiro que o presidente FBC conseguiu para o Santa Cruz. Estes, somados à força da torcida coral, podem modificar qualquer previsão. Afinal, quem não tem uma história pra contar sobre futebol? Quem não conhece a palavra superação em um elenco limitado? Ao longo de sua história, poucos foram os títulos ganhos pelo Santa “de forma antecipada”. Os mais marcantes, em geral, foram frutos da nossa superação. É isto que me motiva ao ponto de deixar o meu lado racional de lado e acreditar que o campeonato pode nos trazer boas surpresas. A maior delas, ver o Santa Cruz ser campeão. Todos nós sabemos que o campeonato se inicia com a taça de campeão bem longe do Arruda, mas este caminho, hoje natural, pode se modificar. Temos que acreditar, confiar e apoiar. Criticar na hora certa e aplaudir nos passes errados. Já passou da hora do clube coral mostrar sua força nos gramados. Já passou da hora de termos um time pra torcer e não apenas uma torcida pra se orgulhar. Quem sabe 2010 seja o ano em que adotaremos um segundo mascote: a Zebra Coral. A zebra que na sua constituição genética guarda resquícios de nossa origem. Preta e branca são suas...

Leia Mais
22 de 28...10...212223...