A Esperança é Azul

A Esperança é Azul

FBC se ausentou, Raimundo atrapalhou anunciando antes do jogo decisivo que haveria dispensas, mas Givanildo voltou. E, com eles, as vitórias. Foram 5 jogos com  Givanildo no comando do time: 3 vitórias (2 fora de casa) e 2 empates. A vitória da classificação foi suada, aos 45 minutos do 2º tempo. Embora quase classificado, todo torcedor do Santa Cruz estava com a pulga atrás da orelha esperando o jogo encerrar. E, de repente, pênalti no jogo. Só que desta vez a favor do Santa. Isso mesmo, pênalti pro Santa Cruz no minuto final do jogo! Brasão cobra a penalidade e faz o gol da vitória. Imagina só, Brasão (aquele mesmo, que durante a semana ficou caladinho) batendo o pênalti e marcando o gol em pleno Rei Pelé. Pronto, foi uma explosão só, um momento para extravasar toda uma insegurança em relação à classificação do time. A vitória foi fundamental para esquecermos, pelo menos por um tempo, o ano passado. Precisávamos vencer para mostrar a nós mesmos que somos capazes de superar qualquer time seja onde for, ainda mais numa Série D. Foi o início da festa coral em Maceió. Simultaneamente, os fogos de artifício tomaram conta do Recife. Santa classificado para a próxima fase. Agora que deixaram a gente chegar, ninguém vai nos segurar! Vamos mudar o rumo desta história. A sorte já mudou para o nosso lado, haja vista os dois últimos jogos. É isso o que queremos: voltar. Voltar para o nosso lugar, afinal, poucos clubes do Brasil tem uma torcida tão apaixonada como a nossa. A nossa vaga ainda está lá, em aberto, e não foi preenchida por nenhum clube. Antes, porém, temos um longo caminho pela frente. Mas o momento é de sentir o gostinho da vitória, ou melhor, das vitórias. Queremos esquecer o passado recente, e lembrar o passado do temível Terror do Nordeste, do Santa Cruz das vitórias impossíveis, do Santa Cruz das multidões! Que venham novas contratações, pois Givanildo é um bom treinador, não é um milagreiro. Que FBC continue fora e não volte tão cedo. Que Raimundo Queiroz só faça escutar o treinador. Que a torcida continue fazendo o seu papel e lembre-se de 1999. Afinal, pouco importa se o time é limitado para uma torcida que joga pelos onze. Dia 5 de setembro, em pleno feriadão, todos no Arrudão! Vamos de preto, branco, vermelho e azul. Sim, porque, agora, a esperança é...

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Por qué no te callas?

Por qué no te callas?

No estado atual que se encontra o Santa Cruz, qualquer pequeno gesto, por mais simples que seja, parece uma grande ajuda. Torna-se muito difícil para um Clube nas nossas condições fazer exigências. Desta forma, acabamos perdendo muitas vezes a consciência dos nossos atos, engolindo o nosso orgulho e nos sujeitando a migalhas. Nós tricolores estamos vivendo este inferno coral há anos. Foi neste cenário que surgiu mais um salvador da pátria: FBC. Exigiu tudo o que considerava justo e foi aclamado, como poucos, para presidente do Santa Cruz. Muito mais marqueteiro do que administrador, o atual presidente fez escola. Logo, contratou o diretor Raimundo Queiroz que chegou com toda a pomba dos anos de sucesso no Goiás. Hoje, o diretor de futebol não possui crédito nem com os jogadores que contratou. Na última sexta, foi vergonhoso ver a quase rebelião dos jogadores no centro do gramado e o diretor assistir tudo passivamente, sendo aconselhado a não intervir. E nós tricolores continuamos assistindo a todo este inferno coral. No entanto, o que mais me chocou veio após o jogo do Santa contra o Confiança, do jogador Brasão. Recebido de uma forma acolhedora, logo se tornou manchete nacional tamanha a receptividade que a torcida do Santa Cruz fez para ele no Twitter. Marqueteiro profissional, encontrou no Arruda o caminho fácil para protagonizar suas “cenas de amor incondicional”. No início, retribuía com disposição, garra e alguns gols. Depois, passou a retribuir com cartões amarelos, atuações apagadíssimas, escassez de gols e falta de respeito. Desse jogador, vieram as três últimas cenas marcantes. A primeira foi no jogo contra o Potiguar já válido pela série D. Ao comemorar o último gol que fez com a camisa do Santa, foi capaz de ir de encontro aos torcedores santacruzenses presentes para xingá-los. A segunda ocorreu poucos dias antes, onde, de forma desrespeitosa, fixou uma nota de venda do carro em sinal de protesto contra o atraso salarial nas paredes do próprio clube. A terceira foi a pior delas. Após o jogo do último domingo contra o Confiança, onde o mesmo teve mais uma atuação ridícula, sendo inclusive substituído, o jogador deu uma declaração daquelas que só se escuta dos candidatos populistas que se aproveitam, em épocas de eleições, para “matar a fome” do povo, nem que seja por dois dias apenas, em troca de votos. Brasão disse em entrevista após o jogo que irá comprar 50...

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Acabou o Mandato. Que venha a sorte.

Acabou o Mandato. Que venha a sorte.

No começo, veio a exigência de disputar o cargo de presidente sem nenhum outro concorrente. Depois, sem promessas, vieram as obras de recuperação do estádio que deram novo ânimo à torcida coral. Pronto, neste momento chegava ao fim à gestão do Secretário e início da administração de Fernando Bezerra Coelho. Com Fernando Bezerra Coelho, vieram muitas promessas, quase todas não cumpridas (muitas das quais ainda imortalizadas em seu microblog), e as constantes demonstrações de incompetência administrativa na gerência de um clube de futebol. Após 10 meses de mandato, o resultado de sua administração foi a gestação do pior time já visto na história do Santa Cruz, capaz de terminar em último lugar de uma chave composta por Central, Sergipe e CSA, e amargar a 28ª posição dentre 39 participantes da série D do Campeonato Brasileiro. Como se não bastasse, com mais de 15 meses de mandato foi capaz de mudar pela segunda vez todo um planejamento, não abdicando, todavia, de continuar sendo goleado pelo Porto, perdendo para o Central e humilhado em plena na Série D, após 20 meses no cargo de presidente. Com Fernando Bezerra Coelho, o clube aceitou calado o Presidente da Federação Pernambucana de Futebol dizer que já fez de tudo para ajudar o Santa Cruz, mas que o time, mesmo assim, não conseguia, e não consegue, ganhar de jeito algum. Com Fernando Bezerra Coelho, o clube assistiu de forma submissa o seu principal jogador demonstrar sua insatisfação à desorganização administrativa do clube com os quase três meses de salários atrasados fixando um papel de venda do seu carro nas paredes da própria Instituição. Com a administração de Fernando Bezerra Coelho, o Santa Cruz passou a assumir, por direito, o título de terceira força do Estado de Pernambuco e ter de volta o seu Estádio. Algo meritoso para o Presidente e sua Diretoria que traçaram este objetivo no final do ano passado. E, se servir de consolo, conseguiu alcançar uma posição bem superior à ocupada na gestão do presidente anterior. Mas, como nem tudo é tempestade, eis que aparece uma luz no túnel. E a luz no final do túnel veio, incrivelmente, com a própria declaração do quase-ausente presidente Fernando Bezerra Coelho. Para bom entendedor, o presidente deixou claro que, na prática, sua gestão encerrou-se, que suas práticas gerenciais fracassaram, que não sabe mais o que fazer e que vai esperar os resultados para definir seu...

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Espírito, Santa!

Espírito, Santa!

Em plena Copa do Mundo, vários torcedores viajaram mais de 100 km para assistir o jogo do Santa Cruz contra o Botafogo-PB, depois das fortes chuvas que caíram no Recife. Será que todo este esforço foi por um simples jogo, que não decidia nada, válido por um Campeonato que ainda não empolgou? – Com certeza não. Será que todo este esforço foi ‘apenas’ para ver o Santa Cruz jogar? – Com certeza não! Acredito que essa dedicação dos torcedores corais pode ser traduzido no sentimento de carência, da vontade de ter um time pra chamar de seu. Da necessidade de mostrar apoio e receber de volta a confiança de que tudo dará certo; de que o pesadelo terá fim. Mas, após os últimos jogos do Campeonato Pernambucano e de três vergonhosos jogos da Copa do Nordeste, a confiança não chegou. Após 20 meses para se formar um time, a direção do Santa Cruz não foi capaz de montar um time que amenizasse a carência da torcida. É inadmissível não termos, depois de tanto tempo, um time confiável para disputar a série… D! Digo, confiável, não invencível. Pois, como o futebol é um jogo, sabemos que podemos perder ou ganhar. Mas, disputar uma série D, com a sensação que corremos sérios riscos de permanecer nela, é muito humilhante. Entretanto, apesar do pouco tempo, ainda podemos mudar o curso desta história. Depois do frustrante jogo do último sábado, surpreendeu-me a declaração do nosso treinador: “o time rendeu nas duas primeiras partidas … essa era a vitória que o time precisava”. Francamente!. Frase típica de um “professor” que tenta evitar as críticas, não do Dado Cavalcante que me surpreendeu como treinador. Frase de quem não viu o jogo, de quem parece não ter detectado os problemas do time que tem em mãos. Os três jogos da Copa do Nordeste foram dignos da nossa realidade, da situação onde nos encontramos, de uma série D. Foram uma vergonha! Todos os torcedores que viajaram para lá e os que assistiram a(s) partida(s) podem afirmar se estou faltando com a verdade. E olhe que eu não vi o último jogo, apenas escutei. Mas, pelo jeito, consegui enxergar com os ouvidos bem mais do que o treinador e os jogadores entrevistados após o jogo. O que mais me preocupa é que o time é o mesmo que disputou o Campeonato Pernambucano deste ano. Ou seja, ninguém poderá...

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Castelo de areia

Castelo de areia

A situação vexatória atual do Santa Cruz não é novidade para ninguém. Quanto mais pensamos nas justificativas, mais elas aparecem. Hoje, o momento é de encontrar soluções e agir. Mas imagine quando a solução, se encontrada, não é implementada? Vira uma decepção total. O mais distante torcedor sabe que uma das possíveis soluções para tirar o time do buraco encontra-se dentro do Clube. Para ser mais preciso, estou falando das categorias de base do Santa Cruz. Terminado o Campeonato Pernambucano de Juniores deste ano, o Santa Cruz fez 22 jogos e obteve 36 pontos. Ficou atrás de times como Ypiranga e Vitória, e a uma distância gigantesca do Náutico, que terminou com 53 pontos, e Sport, com 59 pontos. Isto depois de mais de um ano e meio (19 meses) de mandato do presidente FBC. Com todo respeito aos envolvidos, os números falam por si só. É claro que logo aparecerão os que dizem que ‘a faixa etária média dos jogadores que disputaram o campeonato foi inferior a máxima permitida’, que ‘o time da base não é pra ser campeão e sim para formar jogadores’, que ‘o foco agora deve ser tirar o Santa da série D’, que ‘tudo está melhorando’. Enfim, essas histórias que escuto há anos e não conseguem mudar o meu pensamento de que tudo não passa de uma desculpa para demonstrar a falta de planejamento ou uma forma de esconder que o fortalecimento da base está longe de ser uma prioridade. Em outros tempos, não muito distante, mesmo com o time profissional caindo pelas beiradas, nós éramos campeões nas categorias de base e revelávamos jogadores. Se não aproveitávamos, era outra questão relacionada à nossa competência. Hoje, nem isso. É bem verdade que não podemos deixar de ressaltar os aspectos importantes também. Para quem viu a estrutura física das categorias de base do Santa Cruz, há uns 4 anos e compara com a atual, não restam dúvidas que melhorou consideravelmente. Os jogadores da base, hoje, possuem um ambiente físico, se não ideal, pois ainda se encontra localizado debaixo das arquibancadas do Arruda, minimamente confortável. Sem dúvida, as melhorias feitas devem-se a um pequeno grupo de abnegados (não confundir com a outra espécie de abnegados) que vinha ajudando na base. Entretanto, e infelizmente, este grupo foi seriamente fragilizado; alguns tiveram que sair e outros acabaram transferidos para o futebol profissional. A verdade é que os frutos da...

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Te Espero no Arruda, Santa!

O jogo de hoje vale muito. Bem mais do que uma classificação. Bem mais do que os ‘cifra$’ que irão entrar na conta do Santa Cruz. O jogo de hoje vale a reafirmação do Santa Cruz. O jogo de hoje dá início aos vinte dias mais importantes do semestre. Que o time reencontre a superação pois a torcida está doida pra reencontar o time das vitórias impossíveis. Que o time reencontre o futebol pois nós nos veremos domingo no Arruda, incondicionalmente. Até a volta, Santa Cruz. Quem sabe, no Aeroporto. —————————————————————————————————————————————————- Atualizado às 6:00 hr (23 de abril de 2010). Sim, o Atlético-GO mereceu ganhar. Não porque é mais time, mas sim porque jogou melhor os dois jogos. Ponto Final. Dado Cavalcanti foi muito feliz na análise pós-jogo e não lhe critico sobre o esquema de jogo adotado. Nereu Pinheiro cansou de fazer isso no Santa. Sabendo das fragilidades do time, temos que saber a hora certa de atacar. Quando se perde não necessariamente se tem algo de errado. Se Tutti, André Leonel e os demais jogadores pararem de dar certos tipo de declarações e cobrarem internamente uma maior doação nos jogos, será melhor para todos. Não precisa falar via imprensa o que deve e pode ser resolvido dentro do grupo. Infelizmente, não vai ter festa no Aeroporto. Quem sabe, a festa estará guardada para a Sede, na Avenida Beberibe. A nossa Sede é maior, comporta mais tricolores. Te Espero no Arruda,...

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