A história do (Super)(Bi)Campeão

A história do (Super)(Bi)Campeão

Histórico. As grandes conquistas sempre ficam marcadas no tempo e a dimensão exata da sua importância só aumenta com o passar dos anos. Apesar de únicas, algumas vezes nos faz pensar que já experimentamos sentimentos iguais. Das histórias contadas de geração em geração, da emoção do relato de quem viveu à época, é possível voltar-se ao passado, sem perceber, vivenciando os novos sentimentos do presente. A história narrada por meu pai sobre a vitória por 3 x 2 frente ao Sport, em plena Ilha do Retiro é um desses casos marcantes que nos remete ao passado. Jogo de final de campeonato, na casa do adversário, é sempre assim, tenso do início ao fim. Embora o gol marcado por Aldemar logo no início do jogo com menos de 5 minutos do primeiro tempo parecesse anunciar que vitória seria fácil, eis que, no final, o adversário faz um gol e passou a pressionar até o último minuto. Dramaticidade e emoção são ingredientes que não poderiam faltar a uma conquista tão importante. O Recife parou para celebrar a festa do Povão. De tão triunfal, o título virou hino pelas mãos de Capiba. Santa Cruz Santa Cruz Ao teu passado de glória És o querido do povo O Terror do Nordeste No gramado Tuas vitórias de hoje Nos lembram vitórias Do passado Clube querido da multidão Tu és o supercampeão Santa Cruz, Supercampeão de Pernambuco. Hoje, não tem como não voltar ao passado e viver o presente, relembrando as histórias contadas através do relato de quem viveu à época. A histórica vitória por 3 x 2 frente ao Sport, em plena Ilha do Retiro, foi um feito marcante. Jogo de final de campeonato, na casa do adversário. Embora o gol marcado por Branquinho logo no início do jogo com menos de 10 minutos do primeiro tempo parecesse anunciar que vitória seria fácil, eis que, no final, o adversário faz um gol e passou a pressionar até o último minuto. Afinal, dramaticidade e emoção são ingredientes que não poderiam faltar a uma conquista tão importante. A história já estava escrita e se fez presente. Os que foram a Ilha do Retiro, na verdade, foram em busca do passado. Foram em busca das grandes conquistas, dos momentos históricos, do terror do Nordeste, do Supercampeão. Foram atrás do Santa Cruz de Zequinha, Mituca, Lanzoninho e voltaram com o mesmo grito de Campeão ecoado há 54 anos. Os craques do...

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A Esperança em campo

A Esperança em campo

A Esperança em campo. Resta-nos ela.   Desde o Pernambucano de 2011, o futebol apresentado pelo Santa Cruz é uma ilusão. Algumas peças saíram e várias outras foram contratadas, embora a base tenha se mantido. A diretoria, a comissão técnica e a maior parte do elenco. Até agora, o fato é que o time “não deu liga”. Tivemos sim, algumas vitórias seguidas, mas sempre jogando um futebol que não convencia por três partidas seguidas. Se terminamos 2011 humilhados pelo Tupi, esse ano sofremos com um time de Itacoatiara-AM, que se chama Penarol. Mas, onde está o erro? Somente aqueles que vivenciam o dia-a-dia do Clube poderão dizer com exatidão. A nós, torcedores, cabe opinar. Os devaneios do treinador Zé Teodoro e o péssimo futebol individual de alguns jogadores surpreendem o mais racional torcedor do Santa Cruz. Ouvir as escalações do treinador e as suas entrevistas antes/durante/após os jogos são um martírio que não merecemos. Recentemente ele falou “em Pernambuco, eu sou o único treinador que coloca o time para frente”. Cada um com sua quimera! Basta! O futebol apresentado pelo Santa é um futebol feio. Os frequentes chutões são marcas registradas quando um time não tem um sistema de jogo definido. A tática é bem clara: bola para o adversário e marcação forte. Assim que o adversário perder a posse, temos que contra-atacar e buscar o gol, no seu erro. Em 2011, mais especificamente no Campeonato Pernambucano, essa tática funcionou bem, devido às características dos jogadores que tínhamos e a capacidade do treinador que adota esse sistema de jogo como seu único método de ação. O Santa Cruz, jogando no seu limite, ganhava confiança do torcedor com o passar dos jogos e se agigantava. Já no Campeonato Brasileiro, o futebol abaixo da crítica, contra times inexpressivos, foi salvo com a ajuda da piedade e do goleiro do Treze. Meses se passaram, mas o futebol apresentado pelo time é o mesmo. Não existe novidade quando se fala em Zé Teodoro. Não adianta pensar que ele fará diferente. Não tem como. Os times que ele treinou ao longo dos seus mais de 15 anos como treinador comprovam isso. Não se pode negar, todavia, que a tática pode dar certo em algumas ocasiões. Leandro Souza, Weslley e até Tiago Cardoso contribuem para o baixo desempenho do time. Espinha dorsal do time, os jogadores foram vitais nas conquistas do ano passado e, neste...

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ALN, o Conselho Deliberativo e as Marias do Arruda

ALN, o Conselho Deliberativo e as Marias do Arruda

O ano era 2004. Finalmente, teríamos uma eleição ‘democrática’ no Santa Cruz. De um lado, o candidato da oposição Antônio Luiz Neto e do outro lado o candidato da situação Romerito Jatobá. O que era para ser um momento histórico para as Repúblicas “Independentes” do Arruda, tornou-se em mais uma triste lembrança. Um fato curioso que chamou a atenção de todos os sócios que foram votar era o número de pessoas, especialmente mulheres, que sequer sabia onde ficava a sede do Santa Cruz. Elas chegavam em kombis e se multiplicavam. Eram as Marias do Arruda, tantas eram as mulheres com o nome de Maria. No final, Romerito Jatobá recebeu 895 votos, enquanto que o seu adversário, Antônio Luiz Neto, da chapa Santa União, obteve 442. Romerito Jatobá foi eleito e o candidato Antônio Luiz Neto entrou na justiça para invalidar a eleição. Esqueceu, porém, que eleição de clube é diferente de eleição municipal/estadual. O resultado da justiça foi o despacho do Juiz Dorgival Soares de Souza (leia aqui). Anos depois, Antônio Luiz Neto torna-se o candidato da situação em mais uma eleição ‘democrática’ no Santa Cruz contra o candidato da oposição Sérgio Murilo. Dentre os aliados de Antônio Luiz Neto está o ex-presidente Romerito Jatobá (seu antigo concorrente da eleição anterior). Os jornais e as redes de televisão denunciaram a prática de compra de votos. Segundo o presidente do Clube à época da eleição, Fernando Bezerra Coelho, não houve conduta alguma que ferisse o Regulamento do Clube. O resultado é que Antônio Luiz Neto foi eleito presidente com 1.134 votos e Sérgio Murilo com 301 votos. Mesmo com as denúncias, não houve por parte da chapa perdedora o interesse de entrar na justiça. Eleição de clube é diferente de eleição municipal/estadual, como explica o desembargador Bartolomeu Bueno (veja aqui), visto que não “fere nenhuma norma, não transgride nenhum dispositivo do Estatuto do clube”, dizia FBC à época (veja aqui). Surpreendendo a muitos, inclusive a mim, Antônio Luiz Neto obteve resultados expressivos em seu primeiro ano de mandato. Fez um time campeão, atualizou salários de funcionários, resgatou a autoestima de muitos torcedores e, principalmente, trouxe de volta a perspectiva de anos melhores. O chamado Time de Guerreiros tornou-se campeão e reacendeu o amor da torcida mais apaixonada do Brasil pelo seu Clube, um momento como poucos nos últimos trinta anos do Santa Cruz. Hora de alavancar a Instituição Santa Cruz!...

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O Pardal professor

O Pardal professor

  Os pardais são aves cosmopolitas e adaptam-se bem a áreas urbanizadas.   O pardal é a espécie de ave com maior distribuição geográfica O pardal é nome genérico dado aos pequenos pássaros da família Passeridae. Os pardais alimentam-se à base de insetos. O pardal é um pássaro muito comum em Pernambuco, podendo ser facilmente encontrado na região da Zona Norte de Recife. Dizem que tem um que vive reinado, de barriga cheia, no Arruda. Mas, está sem nome. Atende, apenas, pela alcunha de “professor”. Somente, hoje, o “professor” ajudou a dar um prejuízo de, no mínimo, de R$ 700 mil. No final, o pardal piou dizendo “não vamos fazer uma tempestade em como d’água…”. Se não fosse suficiente, ainda reclamou da torcida que, segundo ele, “só apoiou o time a partir dos 43 min. do 2o. tempo, ao invés de apoiar o jogo todo”. Dizem que os pardais são uma praga e tomam o lugar de espécies nativas, podendo levá-las à extinção. Dê um nome ao “pardal professor”  e leve-o de presente. Porque eu não sou inseto....

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A Instituição Santa Cruz

A Instituição Santa Cruz

Uma grande chance. É assim que defino o momento atual do Santa Cruz. ALN e sua diretoria estão vivendo um momento único para mudar, de ume vez por todas, a história recente do Santa Cruz. Em outubro de 2010, ALN foi eleito acusado de “compra de votos”, escolheu Ataíde para diretor das divisões de base, Sandro como gerente de futebol, Alberto Lisboa como diretor de futebol e tinha em Zé Teodoro sua 5ª ou 6ª opção para treinador. Tudo começou assim. Sombrio. Mas, com competência e um pouco de sorte, ALN surpreendeu. Os ajustes foram feitos, tudo mudou e, para o nosso bem, deu certo. A aprovação de ALN e sua diretoria pode ser vista na esperança de cada torcedor coral por dias cada vez melhores. Críticas, claro, sempre irão existir, também para o nosso bem. Neste momento, após 18 meses na presidência do Santa Cruz, ALN já conhece todos os obstáculos que ainda impedem a certeza de um futuro promissor ao Clube. Além disso, já deve ter percebido que a “Instituição Santa Cruz” é frágil. O sistema presidencialista, na verdade, é um sistema individualista. Os que assumem o Clube, em muitos momentos, se vêem sozinhos e tomando ações que podem resultar em benefício ou malefício para o Clube. E ninguém, não mais que ninguém, é capaz de demovê-lo desses atos, afinal, como não se cansam de dizer “o sistema é presidencialista”. É verdade que o “sistema é presidencialista”, mas não precisa ser “individualista”. É preciso renovar, olhar para frente, fortalecer a instituição. Sem querer me aprofundar nessa questão, vou me deter, especificamente, na eleição de presidente do Santa Cruz, visto que é um assunto que interessa a vários torcedores corais e, também, ao fortalecimento da Instituição Santa Cruz. Afinal, recentemente vimos que ALN estava tentando ampliar o prazo do mandato presidencial de 2 para 3 anos. Sabe-se que o futebol é cheio de altos e baixos. Quando se está por baixo é preciso trabalhar e ter a serenidade para saber que um dia a maré poderá virar. E, quando se está por cima, é necessário continuar a trabalhar para evitar que a queda seja cada vez menor. Há dias, entrei em contato com alguns tricolores que estão no dia-a-dia do Mais Querido buscando informações sobre a eleição do Santa Cruz, mais especificamente, sobre a lista de sócios. De concreto, poucas informações. Vejamos o que diz Estatuto:   § 1º...

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Assobia, Pardal

Assobia, Pardal

Renatinho é titular. Léo é titular. Éverton Sena, mesmo tendo deficiências, está jogando mais do que os atuais zagueiros do Santa. Natan, se não fosse de vidro, seria titular indiscutível. Memo é o dono da posição. Simples, para qualquer torcedor coral, difícil para um pardal. Todos prata-da-casa. A pressão da torcida foi bem feita. Público de Ilha do Retiro no Mundão do Arruda, a Inferno minguada, e o patrocinador master do Clube, a torcida, arretada com o blá-blá-blá falado pelo presidente ALN e por Zé Teodoro. Torcedor não é besta, vê que o planejamento no futebol foi mal feito para 2012 e que o seu treinador roubou o cargo do seu Presidente. A vitória de hoje foi do Torcedor do Santa Cruz ! 6 x 0, a maior goleada do Campeonato Pernambucano de 2012 até o momento. Até Memo fez gol. Óbvio que o time ainda precisa de reforços, mas a base montada é essa. Agora sim, podemos discutir se Renatinho joga melhor na lateral esquerda ou na meia, se Léo deve jogar de segundo-volante ou um meia mais recuado. Enfim, esse sim, é um trabalho para ser feito por quem está dia-a-dia no clube, treinando os jogadores. Já as invenções, vamos deixar para os cientistas. Um domingo tranquilo tranquilo para o Torcedor Coral. Assobiam os passarinhos. Até mesmo o Pardal do Arruda....

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