Retrospectiva Coral 2012

Retrospectiva Coral 2012

  Final de ano é sempre momento de reflexões. E, pelo 4º ano consecutivo, publico no Torcedor Coral uma retrospectiva do que foi o Santa Cruz no ano. Antes porém, tendo por base a retrospectiva 2011, observo que nossas esperanças sofreram um abalo. Apesar de termos saído da famigerada série D e conquistado o bi-campeonato estadual novamente frente ao nosso maior rival, caímos pela soberba, arrogância e falta de humildade. Justamente, o Clube no qual o presidente fala que é administrado pelos sócios, que quem manda é o torcedor, caiu com o seu presidente mordendo sua própria língua. Não foi o torcedor que fracassou no 2º semestre, mas sim o Presidente e a sua Diretoria que ignorou o torcedor e administrou o clube da forma que quis. Antônio Luiz Neto, que foi uma grata surpresa em 2011, destinou o segundo semestre para fazer a política que o fez (e faz) um dos vereadores mais bem avaliados em Recife. Abandonou a nau coral que, sem rumo e sem comando, naufragou na série C. Atrasou salários e fez lembrar o Santa Cruz de anos atrás. Designou o treinador Zé Teodoro e Sandro Barbosa para comandar o Clube responsáveis por tentar convencer mais de 20 jogadores de que jogando um péssimo futebol o time poderia vencer e engrenar a qualquer momentos. Alguns acreditaram no conto de fadas, a torcida não! Dênis Marques apareceu e, calado, está indo embora. Não sabe se aceita uma proposta salarial maior para ir embora, ou é melhor ficar no Santa ganhando menos e com a mordomia de treinar menos. Tiago Cardoso mostrou, mais uma vez que, quando joga, é um grande goleiro. Éverton Sena voltou a ser uma promessa. Natan continua sendo uma icógnita. Renatinho, literalmente, parou de crescer; embora ainda seja grande o seu futebol. De grande mesmo, o show de Paul McCartney. Adquirimos um terreno para a Construção de um Centro de Treinamento (CT), que no papel já nasce defasado com apenas 1 campo oficial. Sonhamos com uma Arena e um CT de verdade, cujas esperanças foram renovadas com o último discurso do ano de Antônio Luiz Neto. A oposição mostrou que é muito fraca, aventureira, que mal consegue formar uma Chapa de Conselho Deliberativo. Boa no discurso, fraca no papel e na prática. A situação é unânime no Clube e tem tudo (com mais competência, claro) para voltar a fazer o Santa Cruz grande. A torcida...

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Promoção: Leve 2, Pague 2

Promoção: Leve 2, Pague 2

Depois do anti-marketing coral através da divulgação do fraco site oficial do Clube no jogo do Brasil, o clube resolveu fazer uma promoção para o jogo do Cuiabá. É sempre assim, quando o time tá mal, novas medidas são criadas para atrair o torcedor coral ao estádio. Quando o time está bem, a política é a contrário: aumento de preços dos ingressos. Mas, essa não é uma prerrogativa particular do nosso Santa Cruz. Raros são os clubes que adotam postura diferente, que valorizam seus sócios. O fato é que a torcida do Santa Cruz não precisa de promoção para ir ao estádio, quando o jogo é atraente. Basta-lhe cobrar um preço acessível, condizente com a sua realidade que ela vai ao estádio. Mas, obviamente, toda promoção bem feita é bem-vinda ainda mais quando se refere ao valor do ingresso cobrado e que valorize o seu torcedor, principalmente, o seu torcedor fiel. No próximo domingo a diretoria do Santa Cruz anunciou uma promoção. Para o sócio coral a promoção do Santa Cruz para o jogo contra o Cuiabá já foi classificada como um faz de conta. Trata-se, na verdade, de um aumento no custo do sócio comprar o ingresso. Se antes o sócio pagava R$ 15 pelo ingresso, a nova “promoção” divulgada pela diretoria coral anuncia que o sócio terá que pagar R$ 30 com direito a dois ingressos. Isso mesmo: Leve 2, Pague 2. E ainda chamam isso de promoção. A verdade é que existe sim beneficiados nessa promoção em virtude da queda no preço em alguns setores. Por exemplo, o torcedor que compra ingresso de arquibancada terá uma redução, afinal ele pagava R$ 20 e agora pagará R$ 30 por dois ingressos. Enfim, é uma promoção que beneficia os torcedores que podem comprar o ingresso mais caro, ou seja, a minoria. Para se ter uma ideia, no último jogo no Arruda, de um total de 28 mil torcedores, cerca de 594 torcedores pagaram por ingresso de arquibancada (R$ 30) e 468 torcedores compraram ingressos de conselheiros (R$ 30). Pronto, são esses 3,5% de torcedores que terão vantagem direta na compra de ingresso, em termos financeiros. E qual a vantagem dos sócios nessa promoção? Para alguns sócios, será permitido levar um outro torcedor para as sociais do estádio. Ou seja, o benefício é mínimo se comparado a desvantagem causada. Agora, o sócio é obrigado a comprar e pagar por...

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O Anti-Marketing coral: o Site Oficial do clube

O Anti-Marketing coral: o Site Oficial do clube

A Torcida do Santa Cruz é o maior patrimônio que o Clube tem. Enquanto cada vez mais os departamentos de Marketing dos clubes de futebol estão se profissionalizando, no Santa Cruz esta nunca foi questão prioritária. Uns dizem que por falta de dinheiro e/ou desconhecimento de causa. Eu entendo pouco da área de marketing e menos ainda da situação financeira do clube, mas me atrevo a dizer que as duas justificativas citadas não supera à ignorância daqueles que desconhecem o potencial de um bom departamento de marketing. Há tempo gostaria de escrever sobre o Site Oficial do Santa Cruz. Não preciso dizer da sua importância enquanto ferramenta única de um maior entrelaçamento e rápido meio de contato entre uma instituição, no caso o Santa Cruz, e seus apaixonados torcedores. A falta de dinheiro e/ou desconhecimento de causa são incabíveis como justificativa para o fraco site oficial que possuímos. Basta um pequeno acesso, isso quando o site não se encontra fora do ar, para percebemos erros grotescos como a data/informação da última partida realizada pelo Santa Cruz ou mesmo ainda encontrar jogadores como Eduardo Arroz, Dutra, Geílson e Carlinhos Bala na lista de atletas do Clube. Volto a reescrever a frase inicial do texto: A Torcida do Santa Cruz é o maior patrimônio que o Clube tem. E agora complemento dizendo que o site oficial é um dos mais qualificados serviços de anti-marketing que o Clube faz. De forma quase similar à análise anterior, meu desconhecimento é quase total do ponto de vista do processo de criação de um site oficial, entretanto, como usuário e torcedor, atrevo-me a dizer que a mudança do antigo site para o novo serviu apenas para digitarmos o nome do nosso clube no endereço da web. Anteontem, tivemos o jogo da seleção brasileira no Arruda, na nossa casa! Precisa-se de apenas uns dedos, de uma mão, para contar quantos clubes no Brasil receberam a seleção do seu país em seu estádio nos últimos 5 anos. Independentemente do apelo atrativo do jogo, o fato é que a divulgação da marca Santa Cruz foi muito fraca. A exposição ficou muito aquém do esperado. Mais de 500 jornalistas cadastrados e poucas informações sobre o Santa Cruz Futebol Clube. Concordo com os que falam que o Marketing / Site Oficial não deve ser prioridade no momento, discordando apenas na justificativa: deveria ser prioridade “para ontem”. Obviamente, não estou me referindo aos profissionais...

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Que seja feita a minha vontade!

Que seja feita a minha vontade!

  Informação nova: Reforma do Estatuto não está consolidada Leiam a matéria publicada por Rodolfo Bourbon aqui e vejam o meio encontrado pelo Clube para continuar a votação (sem ainda se preocupar com sua ampla discussão). Parece que, mais uma vez, o Clube esqueceu de ler o seu próprio Estatuto ao anunciar que a Reforma foi aprovada. Cabe, agora, aqueles que forem contra essa “reforma” irem ao Clube votar. E, também, aqueles que forem a favor irem ao Clube exercer o seu direito e votar pelo sim. A situação da aprovação não muda muito, mas seria bom uma mobilização de ambas as partes discutindo os pontos positivos e negativos da reforma. A grande chance. Um clube devastado, financeiramente e politicamente. Rasgaram-se todas as regras, se é que elas um dia existiram, e elegeram um presidente. Tudo e todos ao seu lado, menos a competência para formar um time razoável, que vencesse adversários sem tradição alguma. Fracasso. Surge um presidente. Quase todos e tudo ao seu lado, e a herança de 6 jogadores remanescentes dos juniores. Contratou o 6º treinador da lista; convidou Sandro, recém-aposentado, para ser diretor de futebol, Ataíde para ser auxiliar técnico. Tudo planejado e … muda-se tudo! Eureka, deu certo! Sucesso. Campeão Pernambucano em 2011, Acesso à série C e Bi-Campeão Pernambuco em 2012. Do fracasso para o sucesso, a sensação de poder. Mas, “o poder é o afrodisíaco mais forte”, já dizia Henry Kissinger. E o Conselho do Santa Cruz continuou inoperante. Todos sabem. Porém, não é verdade dizer que sempre foi assim. Neste blog, muitos já participaram do Conselho Deliberativo e vivenciaram períodos mais atuantes; inclusive no período onde o presidente do executivo atual era o presidente do Conselho Deliberativo. Mas, a quem interessa um Conselho Deliberativo forte? _Os últimos anos da história recente do Santa Cruz mostram que ao Presidente do Clube é que não interessa haja vista os vários meses sem uma única reunião e com pautas insignificantes. E a quem interessa a reforma do Estatuto e a ampliação do mandado de 3 anos para o Presidente do Clube? _A história recente do Santa Cruz mostra que a torcida é que não é, haja vista baixo número de presidentes reeleitos que tivemos nos últimos anos. Um bom presidente consegue ficar 4 anos na presidência, de forma legítima, cumprindo o Estatuto, sem precisar esconder listas de sócios, sem precisar atualizar mensalidades de sócios em atrasos....

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O pequeno grande Santa (2)

O pequeno grande Santa (2)

A série D é um inferno e a Série C é um purgatório. O pensamento inicial era o de que o Santa Cruz iria entrar na competição e simplesmente estraçaiá os adversários. Ledo engano. O pior é ter que se rebaixar para jogar contra eles. O jogo de ontem (Luverdense 2 x 1 Santa Cruz) nos trouxe mais uma derrota. Por incrível que pareça, nenhuma surpresa. Basta observarmos os jogos anteriores do time. E, se formos além, relembrarmos como foi nossa participação na série D nos jogos fora de casa em 2011 (ao todo 2 vitórias, uma em João Pessoa e a outra quando o time já estava classificado para a série C). Sobre o jogo, falar o quê? Perdemos. E com as derrotas as “velhas” desculpas vêm à tona. O que fazer? _Ganhar os próximos. Simples assim? _Sim. Para o Santa Cruz que eu acredito e que eu quero ver renascer é o que deve ser feito. Mesmo com treinos secretos, treinador retranqueiro e tudo que já cansamos de discutir aqui, é o mínimo que se espera do time. Do elenco do Santa, escolhendo onze jogadores, na sua posição, seja quem for, temos obrigação de ganhar do Águia, Luverdense, Icasa, Guarany e alguns outros. Não precisa de treinador para isso. Além do resultado, outro fato me deixou mais perplexo no jogo de ontem. Fato, até então, inédito para mim. Não me lembro de ter visto um time entrar em campo com o uniforme errado com o objetivo único de atrasar o início de jogo. Algo pequeno, digno do pequeno grande Santa Cruz. Pode-se até discutir que o horário do jogo é imprópio, que o time não pôde treinar no campo de jogo, que o presidente intimidou a arbritragem, etc. Mas um time entrar com o padrão errado propositadamente mereceria, no mínimo, uma boa punição. Talvez, esse seja o preço que temos que pagar para ver o Santa Cruz voltar a ser o que já foi um dia. Penoso. Realmente, a série D foi um infermo. Ver o meu Santa Cruz jogar (e perder) contra times que os jogadores vieram a pé ou de bicicleta para o jogo ou contra times cuja folha era de R$ 12,5 mil, foi horrível. Ufa, passou! E agora, ter que ver o Santa Cruz se apequenar diante do Guarany-CE, Luverdense, Cuiabá… Realmente, essa série C é um purgatório mesmo! Que passe...

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O pequeno grande Santa

O pequeno grande Santa

Maior folha da série C (R$ 800 mil), treinador mais caro, jogador do banco ganhando R$ 30 mil sem nem jogar, maior torcida e melhor média de público do Brasil. O Santa Cruz é o pobre rico desse campeonato brasileiro da série C. As dificuldades que são utilizadas como desculpas servem para aqueles que não conseguem enxergar além do próprio nariz. Se, para o Santa Cruz, os obstáculos são gigantescos, imagina para os outros. O Icasa-CE, time que está empatado conosco na classificação em número de pontos, há poucos dias estava “sem presidente e sem treinador”; isso para não falar dos outros. O Santa Cruz é o feio bonito dessa série C. Todos os times irão jogar contra o Santa com uma vontade extra de ganhar. Claro, óbvio e nada mais justo. Qual o jogador desse campeonato que não gostaria de vestir a camisa do Santa Cruz? Qual o jogador que não gosta de jogar em um estádio com a maior média de público do Brasil? Qual time paga mais que o Santa Cruz nessa série C? Qual time chama mais atenção da mídia (com dois jogos já transmitidos ao vivo para todo o Brasil) do que o Santa Cruz? O Santa Cruz é o pequeno grande desse Campeonato. Não me conformo em ver um time olhando seus adversários com uma “falta de respeito a si mesmo”. Sobrevalorizar os adversários é desrespeitar a si mesmo! Considerar um empate com o Cuiabá um bom resultado é se apequenar! É para treinador de time pequeno! Aceitar o 6º lugar na tabela em um grupo com 10 times após seis jogos é pequeno para quem se acha grande. Não se trata de sonho, utopia ou algo similar exigir que o Santa Cruz jogue um bom futebol e consiga o acesso sem maiores dificuldades à série B. A maior dificuldade estaria no jogo mata-mata, pois em uma partida a ‘sorte’ pode ser decidida. Mas, em um grupo inicial da série C, onde se classificam 4 times e jogamos contra o 8º lugar do campeonato cearense, contra o Águia de Marabá e o Guarany de Sobral, é querer me convencer que o meu time é pequeno. O time mais barato que formamos nesses dois últimos anos, o time campeão de 2011, sabia o peso que da camisa que vestia. Impunha sua limitada qualidade  técnica, procurava minimizar suas fraquezas, revelava jogadores e ainda era capaz de...

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