Classificado! Decisão deve ser no ARRUDA!

Classificado! Decisão deve ser no ARRUDA!

Graças à Torcida e ao time, nessa ordem, estamos classificados. Mudamos o treinador, escolhemos o novo comandante. Fomos a campo como poucas vezes nessa série C. Lotamos duas vezes o Arruda, nos momentos decisivos. Colocamos dinheiro no caixa do clube. O time sempre alternou momentos bons e ruins, como todos os times dessa série C. Sendo que, nos últimos jogos, a vontade, o comprometimento e a determinação tem sido uma constante. Foi assim contra o Sampaio Corrêa, jogo difícil, onde o ponto conquistado valeu a pena. Ontem, o roteiro não mudou. Desfalcado, com várias mudanças, sem os nossos goleadores, um por opção pessoal e outro por contusão, somente a vitória nos interessava. E, ela veio. Da nossa limitação, veio a nossa virtude! Da limitação técnica de um Renan Fonseca surgiu um zagueiro seguro, que não faz falta, ganha todas as bolas levantas na nossa área. E, ainda nos brinda com um gol em um jogo decisivo. Da autoconfiança exagerada de Luciano Sorriso, surgiu um jogador que nos jogos decisivos está sempre presente, pedindo a bola, vibrando em campo e orientando os demais jogadores. Da limitação já conhecida de Caça-Rato, ressurge o CR7 que estamos acostumados a ver. Raçudo, não desiste nunca. Dos 18 anos dedicados a profissão de treinador de futebol, sem muito prestígio, demos a Vica a oportunidade de crescer. O investimento feito fez o novo comandante chorar ao final do jogo. Emocionado, reconheceu que a Torcida Coral merece ser feliz; sentido-se parte dela. Junto a ele, com certeza, milhões se juntarão em um só choro, possivelmente, no dia 27 de outubro. Um choro de...

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O Santa de Sandro e Raul

O Santa de Sandro e Raul

Não estava no Recife ontem. Longe do Arruda, acompanhei todo o sofrimento da nossa vitória, sentado no sofá. Sem dúvida, todo o torcedor tricolor prefere assistir o jogo no Arruda, afinal a visão é bem diferente, melhor. Assistindo o jogo pela TV, no entanto, é possível enxergar o jogo sob um outro ponto de vista. Ontem vi em campo o Santa Cruz de Sandro Barbosa. Começou o jogo e o Santa Cruz em cima, pressionando o adversário. Poucas oportunidades, muita vontade; pouca qualidade técnica, muita raça. O adversário idem. Há anos que o jogo entre Santa Cruz x Fortaleza se transformou em um clássico nordestino. Ontem enfrentamos o líder do campeonato. Sem querer falar muito do adversário, mas já falando, eu não vi no Fortaleza nenhuma superioridade, em termos de time, em relação ao Santa. São times iguais. Por sinal, nessa série C a maioria dos times fala a mesma língua: “raçanês”. Voltando ao Santa, Sandro sempre deixou claro que nunca pensou em ser treinador, que não se preparou para ser treinador, mas que não pensou duas vezes em aceitar o pedido do Santa. “Foi o único time que eu vesti a camisa e me arrepiei… É o meu time do coração”, já reiterou várias vezes. É claro que não é só a vontade e o amor que farão o Santa Cruz voltar aos seus dias melhores, mas, numa série C, esses ingredientes são a base. Ontem eu vi em campo o Santa Cruz de Sandro Barbosa. O time se superou na força de vontade. Saímos atrás do placar com um gol bisonho fruto de um erro bobo de Leandro Sousa e de uma falha de Tiago Cardoso. Contra um time que veio para empatar, a situação ficou mais difícil ainda. Mas, o time não parou de lutar. Controlando a minha maluquez, que já xingava o meia Raul, eis que o número 10 resolveu aparecer. Com a sua lucidez, fez dois gols de gente grande! O primeiro no último lance antes do intervalo, de cabeça, mas que poderia ter sido de mão tamanha a categoria e o destino que a bola teve. O segundo, e decisivo, foi um petardo fora da área! No dia do Rock, tinha que tocar Raul! Ao contratar Sandro para ser treinador, a diretoria deixou claro que Sandro seria o “capitão” do grupo. Que todos os jogadores iriam “correr por ele”. Depois das experiências de Martelotte, Pedra e...

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Luta, erros e um bom empate

Luta, erros e um bom empate

Time desacreditado. Um empate fora de casa já seria considerado um ótimo resultado; imagine um empate com gols. O jogo começou a mil. Renatinho, titular absoluto do Santa e que joga muita bola, fez o dele mais uma vez. Paulo César desencantou após mais de 1 ano sem marcar. Com um início arrasador, o Santinha abriu 2 x 0. Depois, o que se viu foi uma sucessão de erros e luta em campo. O time limitado do Santa errou demasiadamente, mas nunca deixou de lutar. A primeira falha foi do paredão, Tiago Cardoso. Um frangaço e o Fortaleza diminuiu. Depois veio o erro de Marquinhos ao perder o pênalti, com direito a um escorregão. Em seguida, a burrice do fraco Tiago Costa e uma expulsão justa. Para minimizar o jogador a menos em campo, Martelotte que já tinha substituído errado antes (Renatinho por Sandro Manoel) ainda trocou um atacante por outro defensor (Éverton Sena). Pronto, era tudo o que o também limitado time do Fortaleza precisava. Foi atrás do empate e da virada. Mas, como disse, o time nunca deixou de lutar e acreditar. Éverton Sena, ele mesmo, tão criticado e queimado por jogar fora de sua posição e também por ser limitado tecnicamente, acertou um chutaço no canto do goleiro empatando o jogo. Resultado justo. Justíssimo. Como disse antes, “um empate fora de casa já seria considerado um ótimo resultado; imagine um empate com gols”. Entretanto, o resultado final ficou com um gostinho de que era possível ter ganho. O time do Santa é mais limitado do que o limitado time do ano passado, o treinador ainda é um aprendiz na profissão, olhar para o banco de reservas é pensar em trocar seis por meia dúzia. Mas, o futebol é jogado dentro de campo e a vontade, a luta, até agora está fazendo a diferença. Tirando o jogo contra o Campinense, na Paraíba, não se pode negar que os jogadores demonstram muita vontade em campo. Natan é o maior exemplo disso. É sempre bom lembrar que perdemos duas vezes para o Fortaleza no ano passado na série C, onde sequer ganhamos um jogo fora de casa. Este ano já ganhamos fora de casa e estamos disputando em pé de igualdade com todos os times. Times que em nada diferem dos times que enfrentaremos na série C. Se chegar um pouco de qualidade nesse time...

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Timinho!

Timinho!

  3 x 0, fora o Baile. Vergonhoso. Dos 11 jogadores que iniciaram a partida, 10 eram do time do ano passado. Desentrosamento? Dos 11 jogadores que iniciaram a partida, 10 fracassaram contra adversários como o Águia de Marabá. Qualidade? Dos 11 jogadores que iniciaram a partida, alguns são pratas-de-casa, que não cansamos de valorizar e apoiar. Outros experientes, que já demonstraram capacidade de jogar bem. No banco, um treinador novo, aprendiz. Dentre todos, nenhum conseguiu honrar o nome do Santa Cruz ontem. O adversário? Mais um dentre tantos que preferimos desqualificar ao invés de olharmos para o nosso próprio time. Quando a bola é pouca, a capacidade é limitada e a vontade é pequena, o time “grande” vira um timinho. Esperando, ainda, que consiga crescer na hora...

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O pequeno grande Santa (2)

O pequeno grande Santa (2)

A série D é um inferno e a Série C é um purgatório. O pensamento inicial era o de que o Santa Cruz iria entrar na competição e simplesmente estraçaiá os adversários. Ledo engano. O pior é ter que se rebaixar para jogar contra eles. O jogo de ontem (Luverdense 2 x 1 Santa Cruz) nos trouxe mais uma derrota. Por incrível que pareça, nenhuma surpresa. Basta observarmos os jogos anteriores do time. E, se formos além, relembrarmos como foi nossa participação na série D nos jogos fora de casa em 2011 (ao todo 2 vitórias, uma em João Pessoa e a outra quando o time já estava classificado para a série C). Sobre o jogo, falar o quê? Perdemos. E com as derrotas as “velhas” desculpas vêm à tona. O que fazer? _Ganhar os próximos. Simples assim? _Sim. Para o Santa Cruz que eu acredito e que eu quero ver renascer é o que deve ser feito. Mesmo com treinos secretos, treinador retranqueiro e tudo que já cansamos de discutir aqui, é o mínimo que se espera do time. Do elenco do Santa, escolhendo onze jogadores, na sua posição, seja quem for, temos obrigação de ganhar do Águia, Luverdense, Icasa, Guarany e alguns outros. Não precisa de treinador para isso. Além do resultado, outro fato me deixou mais perplexo no jogo de ontem. Fato, até então, inédito para mim. Não me lembro de ter visto um time entrar em campo com o uniforme errado com o objetivo único de atrasar o início de jogo. Algo pequeno, digno do pequeno grande Santa Cruz. Pode-se até discutir que o horário do jogo é imprópio, que o time não pôde treinar no campo de jogo, que o presidente intimidou a arbritragem, etc. Mas um time entrar com o padrão errado propositadamente mereceria, no mínimo, uma boa punição. Talvez, esse seja o preço que temos que pagar para ver o Santa Cruz voltar a ser o que já foi um dia. Penoso. Realmente, a série D foi um infermo. Ver o meu Santa Cruz jogar (e perder) contra times que os jogadores vieram a pé ou de bicicleta para o jogo ou contra times cuja folha era de R$ 12,5 mil, foi horrível. Ufa, passou! E agora, ter que ver o Santa Cruz se apequenar diante do Guarany-CE, Luverdense, Cuiabá… Realmente, essa série C é um purgatório mesmo! Que passe...

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O pequeno grande Santa

O pequeno grande Santa

Maior folha da série C (R$ 800 mil), treinador mais caro, jogador do banco ganhando R$ 30 mil sem nem jogar, maior torcida e melhor média de público do Brasil. O Santa Cruz é o pobre rico desse campeonato brasileiro da série C. As dificuldades que são utilizadas como desculpas servem para aqueles que não conseguem enxergar além do próprio nariz. Se, para o Santa Cruz, os obstáculos são gigantescos, imagina para os outros. O Icasa-CE, time que está empatado conosco na classificação em número de pontos, há poucos dias estava “sem presidente e sem treinador”; isso para não falar dos outros. O Santa Cruz é o feio bonito dessa série C. Todos os times irão jogar contra o Santa com uma vontade extra de ganhar. Claro, óbvio e nada mais justo. Qual o jogador desse campeonato que não gostaria de vestir a camisa do Santa Cruz? Qual o jogador que não gosta de jogar em um estádio com a maior média de público do Brasil? Qual time paga mais que o Santa Cruz nessa série C? Qual time chama mais atenção da mídia (com dois jogos já transmitidos ao vivo para todo o Brasil) do que o Santa Cruz? O Santa Cruz é o pequeno grande desse Campeonato. Não me conformo em ver um time olhando seus adversários com uma “falta de respeito a si mesmo”. Sobrevalorizar os adversários é desrespeitar a si mesmo! Considerar um empate com o Cuiabá um bom resultado é se apequenar! É para treinador de time pequeno! Aceitar o 6º lugar na tabela em um grupo com 10 times após seis jogos é pequeno para quem se acha grande. Não se trata de sonho, utopia ou algo similar exigir que o Santa Cruz jogue um bom futebol e consiga o acesso sem maiores dificuldades à série B. A maior dificuldade estaria no jogo mata-mata, pois em uma partida a ‘sorte’ pode ser decidida. Mas, em um grupo inicial da série C, onde se classificam 4 times e jogamos contra o 8º lugar do campeonato cearense, contra o Águia de Marabá e o Guarany de Sobral, é querer me convencer que o meu time é pequeno. O time mais barato que formamos nesses dois últimos anos, o time campeão de 2011, sabia o peso que da camisa que vestia. Impunha sua limitada qualidade  técnica, procurava minimizar suas fraquezas, revelava jogadores e ainda era capaz de...

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