Para inglês ver

Para inglês ver

Bombou no Twitter o belíssimo texto D for dazzling (D para deslumbrante, em tradução livre) do professor irlandês James Armour Young, sobre a invasão da torcida coral a João Pessoa em um fim de semana em que as chuvas e inundações maltrataram o nordeste brasileiro, com nove mortes, deslizamentos de terra e 500 famílias desabrigadas em Goiana, onde 16 mil tricolores fizeram uma jornada a capital paraibana para ver o Santa Cruz estrear na Série D. O texto ganhou notoriedade, quando o repórter esportivo Matt Scott do jornal inglês The Guardian, um dos mais importantes do mundo, citou o texto de Young em sua coluna na nota Buoyed in Brazil (Impulsionado no Brasil, ou algo assim). Pensou-se, a princípio, que o professor era inglês e também correspondente do jornal londrino. Na verdade, James Young trabalha no Brasil há seis anos e está há quatro em Recife, como constatou o blog Goleada-PE, parceiro do TC, numa entrevista exclusiva com o professor irlandês. A razão é do artigo é simples: Young apaixonou-se pelo Santa Cruz. Tanto que abriu um blog chamado I see a darkness – The quixotic story of Santa Cruz Futebol Clube´s dark night of the soul (na tradução livre, Eu vejo uma escuridão – A quixotesca história da noite escura da alma do Santa Cruz Futebol Clube), onde escreve em inglês sobre o nosso clube. Young está de partida para Goiânia, capital de Goiás, mas garante que volta para acompanhar os jogos do Santa Cruz. “Não posso perder o acesso coral à Série C”, avisa. Esse irlandês é mesmo...

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A Série D é nó cego

A Série D é nó cego

No final da noite do domingo, recebi em minha casa a visita de Nó Cego, ex-comentarista do TC no Twitter e o maior chato de galocha que já tive notícias em toda a minha vida. Perto dele, Seu Lunga é um homem gentil e caloroso. Ainda me lembro de nosso último e desagradável encontro, no Arruda, para assistir a um jogo do Santa Cruz pela Copa do Nordeste. Nó Cego, para quem não o conhece, é cego de nascença, mas costuma dizer que perdeu a visão nos cinco a zero que o Santa levou do Bahia na Fonte Nova, pelo campeonato brasileiro de 1981, depois de ter ganho a partida de ida por quatro a zero. Desde aquele tempo, fica cego de raiva com um mal resultado do Santa Cruz. ― O Santa Cruz voltou a fazer raiva – disse Nó Cego com seu habitual mau humor. Nó Cego certa vez declarou que a sua melhor qualidade é o mau humor. Tenho dificuldade em associar qualidade à índole de quem se exalta por causa de sua propensão a manifestar com uma boa dose de facilidade a raiva contida. Sua tese é que o mau humor lhe deixa alerta e mais crítico, portanto, com uma visão mais aguçada da vida e, por tabela, do Santa Cruz. Nessas horas, argumentar com Nó Cego é puro desperdício de tempo, mas, apesar do nosso convívio já ultrapassar a casa dos dez anos, ao que parece, ainda não aprendi. ― Mas a gente ainda não é líder? – lembrei da nossa comodidade na tabela, apesar de dois empates seguidos. ― Você é mesmo um tonto! – assenhorou Nó Cego. Não reparou que temos um jogo a mais e que podemos cair para a terceira colocação na próxima rodada? ― Reparei, mas o Guarani também tem um jogo a mais, não é verdade? – rebati, tentando trazê-lo de volta à razão. ― Guarani é o meu carai! E eu quero lá saber daquela porra de coisa cearense! Quero é saber do Santa Cruz, que empatou com aquela porcaria no Arruda diante de mais de 42 mil espectadores. Depois acharam pouco e empataram novamente, dessa vez com o juvenil do Porto. Ah, vão se lascar! ― Mas, rapaz, o campo não tinha condições de jogo e, portanto, o resultado era imprevisível, já que debaixo d’água não tem como jogar futebol. Por isso, não se pode culpar...

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Mil

Mil

Hoje, o Torcedor Coral atinge a marca histórica de mil publicações. Por isso, atuais e antigos colaboradores decidiram prestar uma homenagem ao blog que acompanha o Santa Cruz e sua torcida, a mais apaixonada do Brasil, desde 03 de dezembro de 2006. Parabéns a todos os que fizeram e fazem o TC: editores, cronistas, colaboradores e leitores.

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Torcida não ganha jogo

Torcida não ganha jogo

Por muito pouco, não fui ao jogo. Questões familiares, como cuidar de menino e outros ajustes. Felizmente, tudo se resolveu, mas entrei no estádio quando a partida já tinha começado. Do lado de fora, um contra-senso: a facilidade que se viu para a entrada de sócios não foi a mesma para os torcedores de arquibancada. Uma fila imensa se formava da Rua das Moças até a frente da sede do clube e isso, pelo menos, com 5 minutos de bola rolando. Entrei tranqüilo, porque fui para a cadeira cativa. Sempre preferi as sociais, mas o medo de voltar a ter uma crise reumática falou mais alto. Achei prudente assistir ao jogo sentado do que ficar em pé durante noventa minutos. Torcida não ganha jogo. Mas bem que poderia. Aliás, se tem uma torcida que merece ganhar jogo é a nossa. Comparece, prestigia e apóia o time. Bota mais de 42 mil torcedores num jogo de Série D e, de quebra, ainda deixa um bom dinheiro nos cofres do clube. Por ela, os jogadores poderiam ter corrido mais. Deveriam ter entrado acesos no primeiro tempo, como fizeram no segundo. A estreia na Série D foi assim. A estreia no Arruda também. O time sonolento em campo contrastou com a torcida ligada na arquibancada. Torcida não ganha jogo. Mas bem que poderia. Se ganhasse, certamente não haveria frouxidão na marcação. O Santa do campeonato pernambucano não deixava jogar; o da Série D deixa o adversário correr solto. O time de guerreiros só entrou em campo no segundo tempo. O time do primeiro tempo não lembrou, nem de longe, o campeão pernambucano. Quantas falhas grotescas da zaga, do meio e do ataque! Pelo Santo Gral, que bolinha é aquela de Rodrigo Grahl? Segundo tempo, outra postura. Para um comentarista de uma rádio local, a evolução do time se deu com a entrada de Têti. Fiquei com vontade de rir, mas lembrei que não rio de piada de mau gosto. A evolução do time se deu com a chamada geral no vestiário, com o puxão de orelha de Zé Teodoro. Torcida não ganha jogo. Se ganhasse, jogaríamos com a mesma pegada nos dois tempos. Se ganhasse, alguém botaria a bola para dentro e nossa maior esperança de gol não seria um zagueiro. Se ganhasse, teríamos contratado um meio que saiba armar jogadas e possa criar outras alternativas de ataque, além de alçar bolas...

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Não me espere para o jantar

Não me espere para o jantar

A saga dos tricolores que se aventuraram na viagem a João Pessoa na estreia do Santa Cruz na Série D: uma prova inequívoca de amor ao clube.

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Ambiguidade

Ambiguidade

Ontem retornei ao trabalho e hoje retorno oficialmente ao Torcedor Coral depois de 45 dias de licença saúde. É bem verdade que nesse meio tempo publiquei alguns artigos, mas os últimos foram uma republicação, além de pequenas notas sobre futebol (aproveito a oportunidade e retifico a minha posição em relação ao sigilo do orçamento...

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