Arestas

Arestas

Independente do título da Série D, a temporada atual já foi pra lá de vitoriosa para o Santa Cruz. Fomos campeões pernambucanos e conquistamos o acesso à Série C, o primeiro passo rumo à retomada da dignidade perdida. O caminho da redenção do Santa Cruz foi traçado pela diretoria dentro e fora dos gramados. Além da ideia de montar um time capaz de sair da Série C sem os traumas desse ano, há em discussão, ainda, a construção do tão sonhado Centro de Treinamento, em parceria com um grupo paulista, bem como a modernização do Arruda. Ambos os projetos ainda são tratados internamente e pouca coisa se sabe deles, inclusive sobre suas viabilidades, afinal se sonhar é bom, melhor ainda é manter os pés no chão. Porém, sempre há um porém, nem tudo são flores nas Repúblicas Independentes do Arruda. As desavenças entre Zé Teodoro e Albertino dos Anjos, diretor de futebol, ao se tornarem públicas, deram o primeiro sinal de alerta para a próxima temporada. Depois do jogo contra o Cuiabá, pela semifinal da Série D, Zé Teodoro deixou vazar sua irritação com o dirigente coral. Do lado de cá, de quem não conhece todas as intimidades do clube, difícil é apontar a razão de tanta celeuma, pois é impossível tirar conclusões por aquilo que é dito na mídia. Publicamente, há um jogo de cena, onde ninguém quer aparecer como o patinho feio nesta história. Por isso, não me apresso em apontar o dedo no nariz de ninguém e dizer categoricamente: “você é o responsável!”. Aliás, disse certa vez um de nossos diretores que não se deve tomar ao pé da letra tudo aquilo que é dito por eles mesmos nos meios de comunicação. Por isso, de toda essa confusão, só chego à conclusão, independente de quem tem razão, que Zé Teodoro, mais uma vez, pisou na bola ao expor publicamente questões internas do clube. Aliás, Zé Teodoro tem ultrapassado os limites do bom senso para impor a renovação de seu contrato. Ao exigir publicamente mudanças radicais na estrutura do clube como condição de sua permanência, Teodoro, das duas uma: ou anda botando banca demais ou arma o cenário ideal para saltar fora do Santa Cruz. Volto a repetir o que disse lá atrás quando Zé Teodoro a cada entrevista falava de interesses de outros clubes na sua contratação. Nosso técnico é profissional e como tal tem o...

Leia Mais

Xô, Seridê!

Xô, Seridê!

Vulcão Tricolor (Mestre Forró e Orquestra da Bomba do Hemetério) A ressaca do acesso ainda é braba e o fígado não deixa o cérebro funcionar a todo vapor. Por isso, por enquanto é só comemoração. Amanhã, já sem a sensação de ter engolido um guarda-chuva, a gente volta com a programação normal. Enquanto isso, fique com as notícias do acesso coral no Brasil e no mundo. Brasil Bom dia Brasil SporTV Jornal Nacional R7 Terra Esportes Folha de São Paulo O Globo O Globo 2 Estadão Sport Clube Bahia Juca Kfouri Exterior Romênia França Espanha Portugal Inglaterra Argentina Se você sabe de mais algum link no Brasil ou no exterior que vale a pena destacar, coloque na seção de comentários que a gente adiciona a...

Leia Mais

Oração tricolor

Oração tricolor

Quando entrardes em campo e ouvirdes a nossa voz, Jogai por nós! Quando olhardes em volta e perceberdes que não sois onze, mas milhões, Jogai por nós! Quando tiverdes que lutar por cada palmo de chão e sentirdes uma multidão a vos empurrar, Jogai por nós! Se vos aperceberdes fraco para vencer o adversário, tomai a nossa força e Jogai por nós! Se cairdes no chão, segurai em nossas mãos e Jogai por nós! Se perderdes a esperança, apoiai em nossa fé cansada e Jogai por nós! Se pensardes em vos entregar, olhai em vossa volta e Jogai por nós! Se vossas pernas não vos aguentar, escorai em nosso ombro amigo e Jogai por nós! Se faltardes técnica, renascei em nossa vontade e Jogai por nós! Quando fordes a caminho do gol, botai nossa chuteira em vossos pés e Jogai por nós! Quando tiverdes que vos tornar impenetrável, juntai vossas mãos às nossas e Jogai por nós! Se buscardes o caminho da glória, segui a nossa luz e Jogai por nós! Enquanto não soar o último apito, uni vosso corpo à nossa alma e Jogai por nós! Lutai, até o fim, lutai! E tereis, então, a nossa eterna...

Leia Mais

Atiraste uma pedra

Atiraste uma pedra

Deu um rebu lascado o aumento do preço do ingresso no Arruda para o jogo contra o sexta-feira Treze. Mais ainda, a redução do quantitativo dos ingressos do Todos Com a Nota. De um lado, há o argumento de que a diretoria coral está certa, porque é preciso fazer caixa até o fim do ano, pagar bicho do elenco, em caso de classificação, e outras coisas mais. De outro, o dedo aponta para a diretoria coral, como se fosse Judas Iscariotes, que traiu a torcida ao se vender por quarenta dinheiros. Ainda há uma terceira via, a dos tricolores que consideram inoportuna a abordagem desta questão às vésperas do jogo mais importante do ano. De cara, discordo dessa opinião. Depois do jogo, seja lá qual for o resultado, o assunto não terá mais importância e se perderá nas profundezas do mar sem fim. Por isso, ou falamos agora ou nos calamos para sempre. Além do mais, não abordar as questões de interesse do clube e, portanto, do torcedor, por causa da véspera de uma decisão é o mesmo que dizer amém para qualquer coisa que a diretoria faça, mesmo que seja uma grande bobagem. Já dizia o filósofo Descartes – que não descartava uma boa lapada no toutiço dos outros – apoio incondicional é a cabeça do meu dedo. Mas deixemos de lado toda essa prosopopeia e vamos direto ao ponto: é justo o aumento do ingresso no jogo mais importante do ano para o Santa Cruz? Do ponto de vista econômico, sim, pois não há que se falar em justiça, mas na lei da oferta e da procura. Portanto, não há dúvidas que vai ter tricolor disputando à tapa um ingresso para assistir ao que pode ser o marco da retomada do Santa Cruz a caminho da Série A, depois da estagnação na cozinha do futebol brasileiro. Assim, nessa forma de ver, o valor do ingresso majorado é cabido. O aumento, embora afete o bolso de cada um de nós, vai ser bancado pelo torcida, ávida por testemunhar um raro momento de felicidade na história recente do nosso clube. Há mais dois argumentos fortes em favor da diretoria. O primeiro é que o futebol vem correspondendo. Fomos campeões pernambucanos e, mesmo aos trancos e barrancos, estamos a um empate de sair da Série D. O segundo é o jargão que diz que não se faz futebol sem grana....

Leia Mais

O técnico e o monstro

O técnico e o monstro

Não deu em nada a nossa tentativa de jogar limpo no extra-campo, apesar da brilhante ideia de oferecer uma grana a Zé Teodoro, como uma espécie de bicho pela vitória, para que ele escalasse o time dos sonhos da torcida coral. Nosso fracasso se deu por algumas razões. A primeira delas é que no futebol ninguém nunca ouviu falar em jogo limpo e acha que a gente estava de sacanagem. Os bastidores do mundo do futebol entendem apenas a linguagem da mutreta pesada, mala preta e o escambau a quatro, que faz a festa de cartolas, trio de arbitragem, zagueiros, goleiros e até gandulas. E no TC, infelizmente, somos todos pudicos, defensores do “que vença o melhor, desde que seja o Santa Cruz”. ― O que eu vou dizer aos meus filhos, se subornar alguém? – disse Artur Perrusi. ― Você não tem filho, seu psiquiatra de merda, portanto não tem que dizer porra nenhuma! – categorizou Nó Cego. ― Mas, e se eu ainda tiver? ― Deixa de bobagem, que pela idade é bem capaz de tu nem dar mais no coro! – replicou Nó Cego, com a sensibilidade de um Tiranossauro-Rex numa loja de cristais. O outro fator do fracasso de nossa atuação no extra-campo foi a insignificante quantia arrecadada para a operação: R$ 53,25. O valor foi tão desprezível que preferimos guardar a grana para tomar umas cervejas depois do jogo contra o Treze/PB, no Arruda, seja qual for o resultado. Além do mais, não teve um cristão e leitor do nosso site, que depositasse uma merreca sequer na conta que disponibilizamos durante toda a semana por aqui. Nessas horas, me pergunto onde estão os defensores da malandragem. O terceiro e último motivo é que soubemos por fonte segura que Zé recusaria a proposta. “Não vendo, não troco, nem dou e tampouco aceito cartão!”, teria dito o treinador. Sem possibilidade de atuar no extra-campo, restou-nos a tentativa de compreender o que se passava na cabeça do nosso treinador. O objetivo era descobrir se ele retornaria, nessa fase decisiva, aos bons momentos do campeonato pernambucano ou manteria esse futebol mequetrefe da Série D. Para estudar a mente de um homem como Zé Teodoro, ninguém melhor do que um psiquiatra de carteirinha. Perrusi puxou de sua estante uma literatura médica chamada Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (O estranho caso do Dr. Jekyll e o Sr....

Leia Mais

Extra-campo

Extra-campo

Domingo, manhã de sol e eu pensei com meus botões se não havia alguma coisa errada. Sempre que o Santa joga, chove; portanto, minha lógica tinha alguma lógica. A cada nova gestão no clube, costumo procurar o presidente e propor uma nova fonte de receitas. Se quiser ganhar alguns trocados, basta jogar no sertão no período de estiagem; mas se objetivo é botar as mãos em petrodólares, é só marcar alguns amistosos no deserto do Saara. Árabes têm dinheiro pra chuchu, sem rimas. Ninguém ainda me deu ouvidos, mas desconfio que o Santa, em breve, poderá montar na grana e disputar de igual para igual com o Barcelona qualquer campeonatozinho internacional. Ganhar o Brasileirão será favas contadas. Seremos campeões até enjoar. Dia de jogo do Santa Cruz sempre tem cerveja antes e depois. Antigamente, havia também o durante, mas Dudu das Meninas acabou com a greia, em nome do Pacto Pela Vida. Minha mãe, a contragosto, me deixava beber, minha mulher também deixa, mas o Governo, não. Tomara que a violência tenha sido reduzida a zero tendendo ao infinito para que o meu esforço não seja em vão. A Copa do Mundo vem aí. Quero ver só se os gringos vão deixar de beber durante as partidas no Maior Elefante Branco no Meio do Mato do Brasil. Mas, como eu dizia, a gente sempre se reúne antes de cada jogo para tomar umas e mais algumas. A brincadeira começa cedo, dá uma pausa meia hora antes do jogo e retoma logo depois. Só de sacanagem, liguei para Geó, pé frio como ele só, ou melhor, como Chiló, o sanfoneira da lendária Sanfona Coral. Geó costuma fazer beicinho e dizer que eu não o chamo mais para os jogos do Santa, que só quero papo com Gerrá da Zabumba, Paulinho e Artur Perrusi. Ciúme de mulher ainda vá lá, mas de homem… ― E aí, bora? ― Vou não. Estou assistindo ao 18º episódio da 7ª temporada de Friends. ― Mas fresco! Artur, Paulinho e Nó Cego toparam na hora, assim como toda a família Lins. Felipe Camarão estava a caminho do aeroporto, triste que só cachorro magro em porta de açougue. Ducaldo recuou. Seu cardiologista, que é rubro-negro, proibiu. “Emoções fortes demais”, teria dito o tal médico. Dei alguns conselhos a Ducaldo. Disse para ele fazer como eu, pois ser tricolor é pré-requisito para qualquer médico. ― Qual é...

Leia Mais
19 de 74...10...181920...3040...