
Fred Dias
Nós torcedores apaixonados pelo mais querido, costumamos ouvir, ler e ver diversos programas jornalísticos produzidos pela nossa imprensa desportiva. Tem dos mais variados e para todos os gostos. Desde aqueles em que o foco é a perua, passando pelos que são os donos da verdade, os que só querem fazer gréia e os poucos que fazem um jornalismo sério, dentro do preceito ético e imparcial.
Diversas vezes, ouvi em todos estes estilos de programas, sem exceção, a cobrança para que os clubes pernambucanos se profissionalizassem em todos os seus setores, de forma a fomentar para o torcedor, seu cliente alvo, uma melhor estrutura e para que fossem quebrados os preceitos arcaicos e coronelistas que ainda imperam no futebol pernambucano.
O Santa Cruz, na atual gestão, para alegria de poucos e espanto de muitos, está profissionalizando todos os departamentos do clube. Senão vejamos: existe dentro do clube um diretor administrativo, um diretor de futebol, um diretor de marketing, todos profissionais da área, além de uma empresa terceirizada para assessoria de imprensa.
Esses dias, essa própria assessoria de imprensa terceirizada implementou uma série de regras para os jornalistas que fazem a cobertura do dia-a-dia d’O Mais Querido, para organizar a presença dos mesmos dentro do clube e controlar o canal de notícias, criando uma reserva de mercado em relação à informação. Sinal de que o tão cobrado profissionalismo está chegando pelas bandas do Arruda, certo?
Nem tanto. Ou melhor, não é assim que pensa a profissionalíssima imprensa pernambucana.
Houve esbravejamentos dos mais variados. Tinha pra todo gosto. Desde aquele que não mais ia dar noticias sobre o Santa Cruz, até aquele que defendia exarcebadamente a liberdade de expressão e o repúdio a censura imposta dentro do mais querido.
Senhores, na hora, me veio na cabeça o filme O Quarto Poder, do diretor Costa Gravas, estrelado pelos atores John Travolta e Dustin Hoffman.
Pra quem não viu o filme, trata-se da história de Sam, um trabalhador comum que desesperado por não ter recebido seus salários, invade armado seu local de trabalho (um museu) e faz todo mundo de refém, inclusive o repórter (Dustin Hoffman) que estava no local.
Há uma discussão do poder que a mídia exerce sobre a opinião pública, fazendo uma espécie de jogo com as suas emoções. Quando as emissoras exibiam imagem positivas de Sam, o personagem de Jonh Travolta, o público ficava a favor dele, mas quando outras redes divulgavam imagens denegridas, o público se posiciona contra. Pode-se perceber também, sensacionalismo no filme, quando o jornalista em vez de ajudar Sam, manipula a informação para prejudicá-lo.
No filme, Costa Gravas discute o poder e a manipulação da mídia para favorecer os interesses de terceiros na incessante busca da conquista de audiência. Na verdade, a imprensa é o primeiro poder no momento de construir uma imagem e também de destruí-la, não importando se para isso irá prejudicar pessoas e atrapalhar vidas.
Quando dentro do Arruda havia um presidente que tudo permitia, escancarava as portas para a imprensa e lhe privilegiava todo tipo de informação, em virtude de sua busca incessante de audiência, esta lhe concedia uma séria de privilégios. O clube se afundava cada vez mais, no entanto, ninguém falava do presidente que tinha um apelido no diminutivo.
Hoje, o Santa Cruz, possui uma diretoria que visa a adoção de uma série de medidas que são implementadas em todos os grandes clubes do país e do mundo. A informação é um recurso privilegiado e a venda deste produto tem de ser feita em primeiro lugar para os clientes e consumidores da empresa, no nosso caso, os sócios e torcedores do clube.
Os clubes brasileiros começam a despertar para o poder da mídia, criando canais para que o torcedor que tenha interesse no assunto e no acesso à informação privilegiada pague por isso, gerando diversos ganhos para o clube. É o caso, por exemplo, da TV criada pelo Flamengo e pelo Corinthians.
Lá os jogadores primeiro dão entrevista aos profissionais do clube, que vão vender o produto como beneficio ao seu sócio e ao seu torcedor. Somente depois é que a informação é repassada aos demais meios de comunicação.
Absolutamente normal e profissional, como tanto cobram.
Ah sim! Ia me esquecendo da cartilha!
Pelo dicionário UOL – Michaelis, cartilha quer dizer: 1) Livrinho em que se aprende a ler; 2) Tratado elementar de qualquer matéria; 3) Compêndio de doutrina cristã.
Acho que chegou a hora da imprensa esportiva pernambucana ter uma cartilha sobre o que é profissionalismo.









Parabéns Fred,
Já passou da hora de limitar o movimento da falsa imprensa Pernambucana.
Só vejo materias onde o Sport e Naútico são os melhores , já ouvi falar no rádio que a Coisa vai ser campeão da Libertadores e Mundial e só ganhar da LDU dá para acreditar ?
Espero em Deus que eles saiam na 1 fase da libertadores .
Sobre o Santa pouca materia e até dificil de encontrar e quando encontro é só para falar coisas ruins.
Maistenho tenho fé que vamos calar a boca de muito jornalista …..
Santa , hoje e sempre.
Caro Fred
Causa-me espanto, saber que os profissionais de
imprensa, estejam reclamando do Santa por tentar por
ordem na sua casa. Aqui em São Paulo, há muito tempo
os clubes estabeleceram criterios para entrevistas de
jogadores, são destacados dois e a frente de um painel
com as logomarcas dos patrocinadores do clube respon
dem as perguntas. O que eles(da imprensa) querem, é
continuar com a desorganização que se vê atualmente.
Outra coisa que poderia ser posta em prática, é, em dia
de jogo não deixar reporteres entrar no gramado antes
do ínicio do jogo para entrevistar jogadores.
Saudações Corais.
Engraçado que nenhum jornalista desses perguntou sobre Mirinda? Jogam a perua, mas não têm coragem quando estão na frente de nossa profissional diretoria.
Já comentei o texto de Fred lá no blog do santinha, mas não custa repetir: um texto exemplar!
A nossa “emprença” estava acostumada à casa de “mãe-Joana diminutiva”, com todo mundo circulando à vontade e, depois, mentindo descaradamente.
Em qualquer clube que se preze a imprensa pode exercer suas funções, desde que siga as regras (escritas e não escritas) estabelecidas.
Não se trata de impedir o trabalho dos profissionais (risos) da nossa mídia esportiva, embora muitos mereçam, mas de organizá-lo de acordo com o funcionamento e os interesses do clube.
E mesmo se a diretoria resolvesse impedir a entrada de quem quer que seja, o que seria contraproducente, pois possivelmente nos traria alguns prejuízos, poderia fazê-lo, levando-se em conta que o Santa Cruz Futebol Clube é um entidade de direito privado.
O clube tem o dever de manter informados os seus torcedores e sócios, mas pode escolher os meios que utilizará para fazer trafegar essas informações.
Os profissionais (risos II – a missão) da imprensa querem trabalhar? Então tratem de exercer seu ofício com um mínimo de ética e competência, artigos difíceis de encontrar na nossa mídia “marron-esportiva”.
SE É PRA MELHORAR? ENTÃO VAMOS ORGANIZAR!!! SAUDAÇÃO TRICOLOR………….
Mas os tempos estão mudando acho bom essa turma do microfone RECICLAR, ou estão pensado que vai ser como antigamente que botavam um fofoqueiro na porta do clube e depois faziam oba oba no ráio. Agora mudou deixou de ser casa de mãe joana AGORA TEM DIRETORIA. VIVA FBC. DÁ-LHE SANTINHA O TRICOLOR MAIS AMADO DO MUNDO.
Tem que ter cartilha e reciclagem para essa turma do microfone. Precisam ler sobre a imparcialidade, bom comportamento, não fazer fofoca. Isso nao é imprensa??? É só falação em rádio são tendenciosos, torcedores raivosos, que vão para rádio dizer dezaforo a imensa torcida do Santa Cruz, essa sim merece respeito e se começar a mudar de estação eles vão perder o emprego deles. Só ouço a Capibaribe ainda nos respeita como torcedor e Jamil é nosso embaixador.
Emprença, acho melhor vocês lerem o Estadão, hehe!
Parabéns pelo texto, Fred. Mais que oportuno. Não é à toa que na Rádio Clube, semanas atrás, um tal de José Gustavo e de Roberto Nascimento tiveram a ousadia de propor uma pesquisa ao vivo por telefone. O tema era um diretor que “controleasse” o trabalho de Capella. Quais os nomes sugeridos na pesquisa?
1. Zé Neves; 2. Romerito; 3. Mirinda
Pelo amor de Deus! Está mais que claro a quem essas caras representam. Aí me vem falar de profissionalismo! Vão estudar! E deixem o Santa Cruz em paz.
Primeira vez que visito o site, texto muito legal.