Foto: Marcos Michael/JC Imagem

Junta mais essa vitória!
Toda vez é assim. Artur Perrusi e eu nos encontramos um pouco depois do almoço para tomar umas biritas e seguir para o Arruda nos fins de semana. Desconfio que ele me considere um sujeito de hábitos estranhos, de gosto estranho, por causa das minhas sugestões incomuns. Outro dia Artur se espantou, quando o chamei para comer uma lula na chapa num bar qualquer da cidade. A bicha veio inteira e o cara ficou de queixo caído, boca aberta e baba escorrendo ao me ver comer a iguaria feito um fidalgo. Psiquiatra de carteirinha, nesse dia ele sugeriu, com bases em estudos freudianos, que algo tinha subido a minha cabeça. Segundo ele, havia certo cheiro aristocrático no ar. Rejeitei qualquer insinuação ou pecha alvirrosa. Prefiro botecos, deixo claro, mas depois do carnaval tive que entrar numa dieta lascada por ordens médicas. É que as minhas taxas estavam saindo do limite de prudência e comida de boteco não combina com programas de emagrecimento e coisa e tal. Já perdi sete quilos de lá pra cá e pretendo perder mais. Perrusi quase se convenceu com o meu argumento, mas, com a sobrancelha arqueada, recuou incrédulo ao me ver tomar uma caipifruta, bebida típica da torcida adversária. Expliquei que a cerveja estava vetada, mas carinhosamente ele disse “então bebe uísque, porra!”.
Começamos a peleja num bar do Parnamirim, território suspostamente alvirrubro, e depois seguimos para o Arruda. Paramos no bar da piscina, onde encontrei mais dois irmãos metralhas – Felipe e João Lins – para retomar os preparativos. Pedi novamente uma caipifruta, mas o garçom fez cara de desdém e, com a voz irritada, disse que só tinha cerveja. Sem alternativas, concordei. A cerveja veio estupidamente quente e ensaiei uma reclamação, mas o garçom me interrompeu bruscamente, achando que eu era exigente demais, e com firmeza disse que dali a pouco eu iria querer copo limpo também. Recuei diante de um argumento tão irrefutável.
Lá pelas tantas, pedimos a conta e chamei Perrusi para assistir ao jogo nas cadeiras. Ambos somos freqüentadores das sociais desde criança pequena e um convite desses soa estranho pra dedéu. Primeiro, freqüentar um bar no Parnamirim, depois beber caipifruta e agora mais essa. Expliquei que as sociais estariam lotadas e eu precisava mesmo era assistir ao jogo sentado, já que meu problema reumático não me deixaria passar duas horas em pé impunemente. Contrariado, Perrusi topou, mas insinuou que eu pagasse o ingresso. Feito Brasão, dei uma de doido e caí fora.
Já nas cadeiras, sentou-se ao meu lado um sujeito camarada que, sem cerimônia, puxou uma garrafa de uísque. Perguntei quem ele havia subornado para conseguir a bebida. Ele não deu nenhuma pista, pois certamente me achara com cara de espião. Mais tarde, um pouco mais tranqüilo, revelou que não eram só os políticos que escondiam coisas na cueca. Contou também que havia apostado com um amigo alvirrubro que o placar seria três a zero para o Santa. Sujeito corajoso esse.
Começou a partida e o Santa foi pra cima e a torcida também foi junto. Nos primeiros quinze minutos, dois jogadores corais foram substituídos por contusão. Que Deus me perdoe, mas pensei com meus botões que bem poderia ter sido Alysson no lugar de Leandro Cardoso e que Baiano pipocou, já que a torcida pegava no seu pé.
O Santa foi superior desde o início, mas o gol não saía. Até que Miolo, que fazia uma partida bem mais ou menos, bateu uma falta e o fraquíssimo goleiro Gustavo foi atrapalhado por um jogador coral e a bola morreu no fundo das redes. Santa um a zero.
O time voltou para o segundo tempo querendo jogar no contra-ataque. E foi numa roubada de bola na intermediária que, depois de acionado, Brasão marcou um golaço cobrindo o goleiro. O Arruda veio abaixo. Brasão puxou um cartaz com a foto da filha em mais uma grande jogada de marketing. Meu amigo do lado, aquela altura, já botava um copo de uísque na minha mão. Juro que tentei rejeitar, pois não sou de infringir a lei, mesmo que ela estabeleça tolices, como proibir bebidas alcoólicas em estádios de futebol. Entretanto, o tricolor não aceitou devolução. Antes de tomar o primeiro gole, ainda tive o cuidado de me certificar que o uísque não tinha cheiro de cueca.
O time coral continuava bem, mas, com dois a zero, cometeu o pecado da soberba. Achando a partida ganha, passou a jogar com displicência e deixou o Náutico crescer. Assim, quase tornou um jogo fácil num pesadelo. Do cruzamento de uma falta cobrada pela direita, o Náutico descontou, aos 38 minutos do segundo tempo. Dois minutos depois, também de um cruzamento pela direita, numa jogada confusa, veio o empate. Irritação geral. A pedra já havia sido cantada nas arquibancadas, só Carolina e o Santinha não viram. O Náutico, tínhamos consciência, não empatara a partida. Fora o Santa, que se tornara arrogante por dez minutos, que entregara o empate.
Com os pés de volta ao chão, o time coral só precisou de um ataque para mostrava quem era o dono do jogo. Marcos Mendes recebeu dentro da área e chutou, Gustavo defendeu parcialmente e a bola sobrou nos pés de Brasão que, com a categoria, tirou o zagueiro da jogada e colocou a bola para dentro do gol, longe do alcance do goleiro. Novo delírio. O estádio veio abaixo. Loucura total. Louco também foi Brasão que tirou a camisa, durante a comemoração, e foi expulso. Nessas horas não perdôo e gritei um porra, Brasão, que merda!
Restavam poucos minutos para segurar o resultado com um jogador a menos. Aí veio a pá de cal. Marcos Mendes (ele de novo!) fez um ótimo lançamento da esquerda e deixou Jackson sozinho na entrada da área. Gustavo, que a torcida coral não sente nem sentirá saudades, saiu inadvertidamente do gol e o nosso meio-campista só teve o trabalho de tocar por cima. Quatro a dois. No centro do campo, Goiano e Bala, que a gente também não sente saudades, se estranharam e foram expulsos. Fim de jogo, vitória merecida num clássico de muitas emoções.
De volta ao bar, reconheci que a minha angústia residual sumira, afinal, ganhamos um clássico. Enquanto tomava a minha caipifruta, sob o olhar desconfiado dos outros tricolores, Perrusi lembrou intrigado que ao contrário dele, eu não me desesperei depois do empate alvirrubro. Respondi que, como Ivan Lins, também aprendi muito nesses anos, por isso, não desesperaria jamais.
Tudo mentira. Achava, de fato, que o Santa poderia ganhar o jogo a qualquer momento, só não percebi que o segundo gol do Náutico saíra aos quarenta do segundo tempo. Minha calma vinha da desinformação.
Às vezes, amigos, a ignorância faz um bem danado.









Realmente Dimas, deixar a barbie empatar aos 40 min do 2º
tempo e encontrar força para fazer mais 2 gols em 6 minutos
é muita emoção e haja coração para suportar tanta emoção!
Falei no post logo após o jogo com o foguinho, que podería
mos pensar no bodão 2010, apesar do Alysson, continuo com
esse ponto de vista, as próximas vitimas serão, porto,suzy e
foguinho, quem viver(se os corações corais aguentarem estas
emoções)verá.
Saudações corais.
Único reparo, quem foi expulso não foi Goiano, mas Édson Miolo.
Para o jogo contra o Porto estamos com muitos desfalques. E é um jogo-chave! Ganhando, enterramos o Porto e praticamente nos garabtimos no G-4. Vai ser difícil.
Ontem foi show de bola!
ps: mesmo tendo sido excluído pelos amigos…
Pois é, Dimas, também gritei e chamei Brasão de irresponsável, naquela hora; mas se ele fez aquilo pra zerar o segudo amarelo, e estar disponível pro clássico na Ilha, tá valendo.
Dado vai fazer uito, ainda, por esse time. é até prerigoso esperar sempre mais de um talento novo, mas eu arrisco esse sentimento co o Dado.
Ele precisou tirar leide condensado de pedra de sal. E conseguiu;
Ele resgatou elvis e Marcos Mendes melhorou;
Ele já deu mais consistência ao Miolo;
ele já deu padrão de jogo, volume ofensivo e noção de postura em campo.
Então eu me arvoro a esperar mais desse garoto.
Vitória de Dado, da ousadia de Brasão, do espírito de grupo deo time (tá ouvindo, Joelson?), e dessa torcida maravilhosa, que merece a faixa de campeão.
E dá-lhe, dá-lhe, Santa Cruz!
Marcos Mendes (!!!!) deu o passe para os dois gols de desempate!!!!
E ainda o JCoisa não dá nota pra ele….
Pessoal, é muito azar também. Matuto, fica fora 15 dias. Agora Jackson também 15 dias. Certo que isso ocorre, mas, precisava ocorrer de vez com dois jogadores fundamentais?
Matuto é lasca, mas Natan substitui Jackson, mas perderemos na experiência….
É isso Dimas,
O Terror do Nordeste pode estar voltando!!!
Tivemos competência pra ganhar de 4 x 2, mas tivemos sorte pra ganhar de 4 x 2 (se é que vocês me entendem….).
Quem sabe tudo mudará a partir de agora…
Maneca, acho que “azar” foi acontecer com estes dois jogadores. Mas, o que está ocorrendo no arruda é sério. Falta uma melhor qualidade na preparação (fisiologista, preparador, etc…). Em menos de dois meses já se machucaram 7 jogadores, média de 1 por semana (Alex Xavier, André Leonel, Dedé, Gilberto Matuto, Baiano, Leandro Cardoso, Jackson).
Vamos lá Santa!!!
O melhor desse gol de Brasão foi ter deixado o goleiro de bunda no chão. Um goleirinho de rapariga que deu um prejuízo do garai prá gente ano passado por leva gol vagabundo. Brasão tirou o zagueiro, obrigando-o se arrastar por alguns quilômetros para fora do campo, com um leve gingado fez o goleiro tingir os fundos do calção com a cor do gramado, esperou a misera se levantar só para ver ele se esticar todinho de novo numa bola inalcançálvel e milimetricamente alçada para lhe raspar a ponta dos dedos.
Os problemas musculares também atingem a coisa. Menos um pouco a barbie, pois tem mudado constantemente o time. E isso ocorre por conta da maratona de jogos que desgasta muito a musculatura e a deixa mais suscetível à lesões. Isso de um modo geral, pois há situações como a de Dedé que o cara já chegou machucado.
gol do santa é bom,bom.
gol do santa é bom,bom, bom.
goldo santa é bom, bom.
Se o santa fizer fica melhor
gol do santa é bom, bom.
gol do santa é bom, bom, bom.
gol do santa é bom, bom.
se o santa fizer fica melhor.
se liga zagueiro que lá vem brasão.
mas que golaçoço.
mas que golaço.
mas que golaçoço.
mas que golaçooo.
Alô minha torcida, não se preucupa no gol eu tenho um paredão.
ele é o tuti, o homem de gelo, e vai agarrar o pancadão.
se fizer mais um vai ser bom de mais,santa na frente, oponete atrás.
se liga zagueiro que lá vem brasão.
mas que golaçoço.
mas que golaço.
mas que golaçoço.
mas que golaçooo.
Concordo com o Milton Jr. A picardia de Brasão no terceiro gol foi digna dos melhores.
Chefinho, ser superior, explica aí como você perdeu 7kg. Eu precisava perder 10kg e ganhei 5kg. Agora, sem essa de tomar caipifruta!
vcs podem me informar se o coralnet está funcionado?
O árbitro do jogo Santa X Porto: Antonio Hora Filho, o sergipano que atua pela FPF.
Alguém se lembra de como foi a atuação dele no ano passado, nos trêes jogos do Santa que ele apitou?
Hora de ficar de olho, pois, como disse Sandro Coralense no post 5 do Blog do Santinha, temos muita gente pendurada, e não dá pra entrar pela metade no jogo de domingo.
A REUNIÃO DO CONSELHO tá confirmada para amanhã Dimas ? È bom ficar ligado ! Tá rolando muitas “conversas” nos bastidores.
Saudações Corais
Até que enfim, um texto com o legítimo sabor de um clube vitorioso!
Foi muito bom escutar, durante todos os dias que antecederam este jogo, todas as opiniões dando conta de que o Santinha ganharia (inclusive a própria torcida cor de rosa e silva que não compareceu..) e o mesmo corresponder em campo.
Foi um passo importantíssimo mesmo em direção à manutenção no G4 e concordo com um post acima que diz que, se ganharmos do Porto na quarta feira (fato em que acredito piamente), estaremos definitivamente na relação de times habilitados a competir na série D. Daí que as prioridades e objetivos inerentes passam a ser de outro nível..
Parabéns a todos nós, que nunca deixamos de acreditar e vamos que vamos, agora peitar definitivamente de vez a cadelinha emperucada dentro do seu próprio chiqueirinho.
E, com relação ao foguinho, acredito ser muito possível (a despeito das maquinações que possam ocorrer por lá) a nossa passagem para a terceira fase da Copa do Brasil.
Saudações Corais!
Gente, hoje eu fui dar comprar algumas coisas nas proximidades do Mercado de S. José e a palavra que mais ouvia era “BRASÃO isso…” “Ah, é porque Brasão”, “Rapá tu visse Brasão…”
Amigos e Amigas Corais está decretado:
“Mudou a estação e estamos no outono, mas nós temos Brasão que está incendiando o Clima do Pernambucano”
Santa Cruz, Santa Cruz, junta mais essa vitória ao teu FUTURO de Glória!
Saudações Corais Santacruzenses À Todos(as)!!!
Lance essa campanha no Blogdosantinha e estou extendendo para o Torcedor Coral; é o seguinte: parafraseando Obama – “YES, WE CAN!”
Este foi o slogan/lema da campanha de Obama à presidência dos EUA. Ele com isso afirmava e conclamava os eleitores para o fato que eles poderiam sair do atoleiro em que estavam (que semelhança não?). Achei pertinente com nosso momento em que a persistência a nossa resiliência (ano passado há um artigo nesse blog que fala disso e nós hoje vivemos esse momento!
Sim Tricolores apaixonados, sim nós podemos!!
YES, WE CAN!!!
Geo tem razão, o jogador expulso foi Miolo e não Goiano. Fica aí o registro.
Roberto Gomes, a reunião do conselho foi transferida para o dia 30. O motivo, segundo a convocação, e’ para ter mais gente. Tomara que não tenha nada por trás disso.
Saudações corais,
Dimas Lins
Gostei Dimas, parabéns!
Expressas nossos sentimentos. Eu mesma não sei escrever assim, reles mortal que sou! Então me delicio com o que voce(s) escreve(m).
Assim também é o meu sentimento quanto a torcida organizada, em lances importantes, fico muda, acho até que fico com os meus órgãos em repouso, só os da visão, o coração e a respiração (os dois últimos imprescíndiveis para a vida), continuam a trabalhar.
Sou contra aos marginais que estão infiltrados nessa torcida, aí eles não fazem falta, como aconteceu em alguns jogos passados em não comparecerem, nós ganhamos. Por falar nisso, o que eles pretendem ao colocarem as faixas de cabeça para baixo? No blog de Lédio Carmona ou o outro (esqueci o nome) ambos do sudeste, exaltaram o SANTINHA, aí uma pessoa fez um comentário, levando em consideração uma das fotos enviada por um coral, aonde se via claramente a tal faixa de cabeça para baixo, ficou abismada, como quem não acreditasse nas palavras diante da imagem, puxa!
Só mais uma coisa, nosso jogo de quarta é muito mais importante porque é nosso concorrente direto. Domingo um empate já tá bom, se vier a vitória, melhor ainda.
Vamos é para a final, com manchete: SANTA CRUZ, TIME DA SÉRIE “D”, CAMPEÃO DE PERNAMBUCO, VENCENDO TIME COM BASE DE SÉRIE “A”. E continua: Com longanimidade, superação, união, determinação, fé, capacidade de Dado e toda a Comissão Técnica, assim como o empenho do Presidente e demais diretores etc., etc., e o apoio da TORCIDA MAIS APAIXONADA DO BRASIL o TRICOLOR DO ARRUDA consegue esse grande feito. Quantas vezes o sonho não se torna realidade? Vamos prá frente! Esse pode ser concretizado.
Saudações em preto, branco e encarnado seeeempre.
Com carinho
Rosa Lucia
YES, WE CAN
Não quero ser alarmista mas o Nattan tb ñ poderá jogar: voltou a sentir a contusão na região pubiana. Mais do q nunca, o nosso grande timoneiro “vai ter q tirar leite de pedra”.
Mas, apesar de tudo, YES, WE CAN.
SAUDASANTA.
Não se preocupe, Arnildo. O nosso timoneiro vai consultar o livro vermelho. Preto, branco e vermelho.
Prezados amigos e amigas Corais:
Ontem de novo ganhamos do Porto… nós temos que nos acostumar com as vitórias, nós somos e continuaremos a ser o “Terror do Nordeste”, quiçá do Brasil!!!!
Eu creio que, apesar de tantos desfalques, conseguimos dar conta do recado em cima do Porto e talvez isso demonstre que não dependemos deste ou daquele jogador especificamente… o maior complicador pra nós são as laterais e Jakson que está no DM!
Sim Tricolores apaixonados, sim nós podemos!!
YES, WE CAN!!!
Boa noite.
hoje o glorioso Clube Atlético mineiro está fazendo 102 anos de vida e glórias.
Acesse: http://blig.ig.com.br/marguitte/ e deixe seu recado para o maior de Minas.