Dimas Lins
Costumeiramente, nos textos relativos às resenhas das partidas do Santinha, gosto de abordar o pré-jogo. Especialmente, elogiaria a organização na sede, ontem à noite, que propiciou um ambiente confortável e agradável aos torcedores para que pudessem assistir ao jogo do Santa Cruz contra o Fortaleza. Porém, não me sinto motivado a fazer isso. Na verdade, depois da derrota, da forma como ela aconteceu, perdi a motivação atém mesmo para balançar os braços, enquanto ando.
Justiça seja feita, aquele trio de arbitragem, verdadeiramente, não vale aquilo que o gato enterra ou aquilo que o camelo, em suas jornadas, deposita nas areias do deserto. Para dizer o mínimo, o árbitro e seus assistentes deixaram em campo um rastro de incompetência, pois, numa única partida, anularam um gol legítimo de Marco Antônio, marcaram dois pênaltis inexistentes a favor do Fortaleza e deixaram de marcar um pênalti a favor do Santa. A situação foi tão séria que, após o jogo, Muniz, reconhecido por sua mansidão, criticou duramente o juiz. Edinho, presidente coral, também não deixou por menos e baixou a lenha. Como torcedor, não gosto de perder. E gosto menos ainda de perder por danos causados pela arbitragem. Para aquele comboio de quengas e lote de cornos, cartão vermelho.
Mesmo com vontade de terminar o texto, antes mesmo de ter começado, reúno as últimas forças para elogiar a postura de marcação da equipe, o que propiciou alguns contra-ataques perigosos (parte deles postos a perder por Adauto que, aliás, não tem serventia para o time). Também aproveito para dizer que não concordei com a decisão de Charles Muniz de não levar nenhum lateral para compor o banco de reservas. Talvez Muniz confiasse na versatilidade de Leandro, que entrou no segundo tempo. Por falar em lateral, Piauí, destaque do último jogo, pouco apoiou o ataque coral, possivelmente por solicitação do treinador para não desguarnecer a defesa. Isto reduziu nossas opções de chegar ao gol. E já que falamos de ataque, Marcelo Ramos fez falta. E muita. Não temos, no elenco, ninguém à altura, ou mesmo à meia altura, para substituí-lo. Isto pode nos prejudicar ao longo do campeonato.
Para finalizar, ainda preciso ressaltar que, mesmo considerando todas as desgraças da arbitragem, também é fato que o Santa Cruz não teve atitude para decidir a partida, quando esteve com um jogador a mais. O time não soube aproveitar a vantagem e, também por isso, sucumbiu.
Resta-nos agora esperar pelo próximo jogo e torcer por uma recuperação. Mas que dessa vez, sejam apenas onze contra onze.









O Santa foi roubado:
Penalty em Marquinhos no primeiro tempo;
Gol de Marco Antonio anulado;
Expulsão de atleta do Fortaleza que agrediu Thiago;
Penalty marcado no último minuto.
Vejam bem, foram erros no atcado, todos esses, que infuíram diretamente no resultado.
O Santa merecia ter vencido com folga, foi melhor, teve atitude, pegada e inteligência. Dizer que poderia ter decidido quando tinha um jogador a mais é fácil, mas mesmo estando na casa do adversário, chegamos ao gol de empate, perdemos dois gols feitos e sufocamos o adversário dando poucas opções de sequer sair de seu campo. E isso mesmo tendo perdido nosso único atacante nato que era Thiago.
Me permita discordar de você Dimas: Se o time tivesse vencido de 3×1 não haveria de sua parte, com certeza, qualquer crítica à atitude da equipe.
Crítica mesmo somente a atuação muito ruim de Adauto e a bobeira de Cezar no penalty bobo cometido. Até Alan melhorou um bocado.
Vale ressaltar que os fdps da Globo não mostraram o penalty em Marquinhos, nem a agressão em Thiago e sequer o gol mais feito perdido por Alan. E Rembrandt ainda falou que o penalty foi duvidoso. Dúvida de quê ele teve?
Mais é quando nos agridem que a gente costuma sair mais fortalecido.
É só o começo, tem muito jogo pela frente e não vão conseguir nos roubar todas as partidas.
Vamos em frente que sexta tem telão novamente. Nos dois primeiros não pude ir. No próximo, prometo minha presença. Garanto que vai dar sorte!!!!!
Fizemos o dever de casa ! Ótimo ?
-NÂO!
Temos que fazer mais! Hoje, dos 20 times que disputam a série B, estamos em 11º lugar, fazendo 100% de aproveitamento em casa, média de 3,5 gols pró e 0,5 gols contra. Só estamos nesse colocação porque fizemos estes gols (fenômeno arruda) senão estaríamos em 15º lugar, próximo a temida zona do rebaixamento.
E a culpa… do JUIZ ?
Se todos acreditarem nisso, vou passar a acreditar também, pois não é isso que eu vejo.
Vejo um time caseiro, com medo de ganhar fora de casa, achando-se pequeno. Quem o faz crescer é o fenômeno arruda, é a torcida.
abraços!!!!
Caso o JUIZ fosse homem e não tivesse marcado aquele penalty absurdo, e nem vou falar dos outrros lances, o Santa seria o vice-líder da série B.
E você Pulo Aguiar, qual seria o seu comentário, então?
A culpa foi do Juiz, sim! Mas sabemos que precisamos superar até isso. E vamos, pois o time deixa claro a quase todos que está crescendo e que não é caseiro, pois merecia ter vencido ontem e merecia também melhor sorte no jogo de estréia contra o Ipatinga.
Fabiano,
Me desculpe, mas se Carlinhos e Alan tivessem tido a COMPETÊNCIA de colocar a bola para dentro do gol, os erros do soprador de apito não teriam feito diferença no resultado da partida. Fomos INCOMPETENTES! Não soubemos ganhar um jogo que estava na nossas mãos. E acredito que admitir isso é dar um grande passo rumo a uma evolução da equipe.
Teremos um grande avanço para a próxima partida: Cesar Baiano levou o terceiro amarelo!!!! : )
E vem mais chumbo do grosso´por aí, com as arbitragens “mandadas” pela CBD. E ninguem protesta junto à CBD, e vão continuar nos oubando, do mesmo jeito que fazem aquí, no Campeonato Pernmbucano ! Já ví esse filme antes !
…roubando
Concordo plenamente com o comentário de Paulo Aguiar. E digo mais: Pra time bom, não tem juiz ruim que atrapalhe. Esse negócio de culpar juiz, tá ficando cansativo. Claro que o Santa foi prejudicado, mas se os nossos jogadores tivessem feito os gols que perderam, ninguém lembraria do árbitro. Nossa situação é crítica, porque faze o dever de casa não é suficiente para garantir a classificação. Tem que ganhar fora e isso, para o Santa, é coisa mais difícil do mundo. Todo mundo ganha fora ! O Ceará, que tem um time medíocre, já ganhou duas partidas na casa do adversário. Fortaleza, São Caetano e Brasiliense idem. O Santa não. A barra fica pequena, a bola pesa feito chumbo e o campo duplica de tamanho. Cada jogador atua com 2 barras de chumbo, em cada perna. No próximo jogo, Cesar Baiano não joga. A lógica manda ele colocar Leandro ou Wendell, Mas, é capaz de ele escalar Sílvio Belém como segundo volante. Adauto é o único com escalação garantida, para alívio… do adversário. Hugo ??? Ele não quer nem papo. Deve ser porque ele é ruim de bola e velho ! Tudo isso é uma pena porque, apesar de tudo, o Santa formou um bom time. Ah, um técnico e um preparador físico ! O Santa iria voar baixo.
Fabiano,
É verdade que os erros se sobressaem quando perdemos e, por isso mesmo, é possível que, de fato, não houvesse crítica de minha parte se o Santa tivesse ganho de 3×1. É possível. Entretanto, esse argumento não anula o fato de o time não ter tido atitude, quando estava com um jogador a menos.
Além do mais, você deve lembrar que, mesmo na vitória de 4×1 contra o CRB, fiz uma breve crítica e Leo foi bastante incisivo que o time não jogou bem. Na ocasião, nossa crítica foi atribuída a um pessimismo da gota e a síndrome das sociais. Mas a crítica na vitória estava lá.
Aproveito para externar, mais uma vez, minha opinião sobre essa tal de síndrome das sociais. Para mim, isso é lenda, pois ela é tão participativa quanto qualquer outra parte de estádio. Os gritos que às vezes saem das sociais para o técnico, dos quais eu acho que não acrescenta em nada, ocorrem pela proximidade. Imagino que, se o banco de reservas ficasse próximo a arquibancada, aconteceria o mesmo. Aí seria a síndrome da arquibancada. Acho, inclusive, que as socias é o reduto de quem não abandona o clube, pois me cansei de ir para jogos com o estádio vazio e apenas com algum público lá, independente dos resultados.
Como torcedor, enxergo o jogo com o coração, mas tento também enxergá-lo com um senso crítico. Procuro não ser ufanista, nem só para ver o que há de bom, nem o que há de ruim. É claro que, como torcedor, nem sempre consigo.
Entretanto, perceba que direcionei minha crítica à falta de atitude quando estávamos com um jogador a menos, pois de resto, gostei da postura da equipe, tanto que coloquei no texto.
Aproveito para dizer que acredito na equipe e em Charles Muniz, pois temos tudo para chegar à primeira divisão. Basta ver a evolução que tivemos do campeonato pernambucano para cá. Hoje, creio que o time é bom, mas precisa superar algumas deficiências, para não se perder pelo caminho. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra.
Para finalizar, gosto dos seus comentários, pois, além deles movimentarem o debate, nos instigam ainda mais a refleti sobre as coisas do Santa Cruz.
Saudações corais,
Dimas Lins
Isso para mim tá com cheiro de neve.
Mais precisamente Zé Neves.
Olho aberto.
Criticar? sempre! Sempre haverá motivo de crítica. Time algum é perfeito, time algum passa 90 minutos sem dar alguma bobeira na marcação. Todavia, para entender sobre um time é preciso situá-lo no contexto e no resultado.
Contra o CRB o Santa foi criticado por dar bobeira na marcação. Cara, num time que vence de 4×1?
O problema do pessoal da social, e não tem nada a ver com o pessoal de arquibancada ou outros setores, é um povinho diferente mesmo, é o exagero, o pessimismo exagerado, que não ajuda, que desmotiva, afasta o torcedor, inibe o atleta e enche o saco de quem tá junto.
Nada de Ufanismo, nem pessimismo. O segredo tá no meio.
Se às vezes eu exagere um pouco pro Ufanismo, talvez seja pra tentar compensar o excessivo pessimismo, negativismo. Aquela coisa de: ó dia, ó azar… O time vence bem, você super feliz, hora apenas de comemorar e fazer a torcida acreditar, voltar a campo e o grupo ganhar confiança (os investidores também se aproximam quando o clima é positivo) aí vem aquele cara e dar um banho de água fria (se alguém viu o interessante documentário “Extremo Sul” vai identificar muito bem esse personagem”) e dizer que “é… mas o cara errou aquele passe, mas o outro perdeu um gol feito, e até que temos um matador, mas esse num fica mas nem dois jogos no arruda, Catarina num marca, Amarla num passa, gotardi num sai jogando…” Até se ronaldinho Gaúcho tivesse no time o cara diria: É… Prende demais a bola, ronaldo num sabe cabecear, Kaká é bonito demais pra ser jogador de futebol…”
Peraí, e esse cara ainda vem falar que eu sou ufanista, que não enxergar os erros vai acabar com a gente (parece até que a gente faz parte da comissão técnica, parece até que ficar chamando Charles de burro ajuda alguma coisa).
Esse “realismo pretensioso” não ajuda em nada. Ver os erros não é ficar vendo cabelo em cabeça de sapo. Nada disso! esse tipo de atitude só prejudica, desanima, afasta, empobrece e entristece.
Erros o time tem, sempre terá, qualquer time tem, e quem tem que estar atento a isso é a comissão técnica. A gente tem é de comemorar que, mesmo com erros, mesmo com deficiências, temos um time com ATITUDE. E querer dizer que o time é caseiro por conta de dois jogos, sendo um na estréia, com um início ruim (aí, sim, aquele primeiro tempo é passível de crítica, pois foi ruim, e seria até inverossímel negar isso) e o segundo contra um time que lidera a competição… Comparar com outros times que venceram adversários pífios fora de casa, sei não!
Pegamos duas pedreiras fora de casa, um na estréia com o time se entrosando e com uma formação errada no primeiro tempo. No segundo fomos bem, assim como fomos bem nos dois tempos lá contra o Fortaleza. O time levou um gol e reagiu, empatou e foi pra cima, encurralou, teve hora que parecia zorra, e o cara vem dizer que faltou atitude? Acho que não! E acho que as pessoas confundem ser críticos com criticar.
Muitas vezes acontece até o contrário: a crítica se dá pela falta de consciência critica, por questões psicológicas de auto-defesa, por ouvir comentários na rádio e aquilo entrar direto no seu cérebro sem o processamento crítico. E aí, o “ufanista” o cidadão que diz que o time tá bom, pode ser justamento o mais crítico, por não concordar com uma campanha destrutiva, negativa, nociva falsa etc.
Bem, falei demais, me perdi um pouco, nem sei mais bem onde estou, mas isso tampouco interessa.
O no final de tudo, vocês podem é estar certos e eu redondamento enganados. Mas cada deve pensar com sua cabeça, né? E todas essas cabeças juntas – espero – verão o santinha campeão da série B.
Fabiano Pinheiro
Eta cara arretado de bom !
Léo e Dimas,
Parabéns pela visão fria de jogo. Foi isso mesmo. Apesar do juiz, que realmente errou feio contra nós ( não acho que foi roubo, foi erro ), esse jogo era nosso. Tivemos no mínimo uns 30 minutos de domínio total, sem nem ameaça do Fortaleza passar do meio campoe o que fizemos ? NADA. Tocamos a bola de lado, como se fossemos um time pequeno satisfeito com o empate. Claro que matemáticamente, o empate era bom, mas, o jogo foi uma chance EXTRAORDINÁRIA de marcar 3 pontos fora de casa, o que nos deixaria na liderança ISOLADA do campeonato e tiraria 3 pontos de um concorrente direto.
NÃO SOMOS TIME PEQUENO !!! Se nosso presidente afirma, se nós torcedores batemos no peito com orgulho pra dizer isso, a postura do time tem que ser essa , dentro ou fora de casa : SOMOS A MAIOR POTÊNCIA DA SÉRIE B.
Gente, quem tem medo de ganhar, invariavelmente, PERDE. Foi isso que aconteceu. Perdemos dois gols embaixo da barra, o juiz nos prejudicou , mas, se forçassemos um pouco mais, esse jogo seria uns 3×1 no mínimo a nosso favor.
Charles, Torcida, Edinho, Jogadores, pensem como TIME GRANDE. Façam feito Atlético-MG e Grêmio fizeram, se imponham e sejam grandes.
No demais, gostei muito da postura de nosso querido Santa. O empate ( apesar de tudo que eu disse agora ) não saiu por acaso. Meteremos uns 3 no Marília. Seremos líderes daque a 2 rodadas, mas, Adauto ninguém merece. Pelo amor de Deus, quem tiver acesso a Charles Muniz ( que na minha opinião demorou muito pra mexer no time ), mande Adauto embora hoje.
No mais, tamos no caminho certo. Acreditar, pensar e agir grande. E colocar isso na cabeça : QUEM TEM MEDO DE VENCER, INVARIAVELMENTE, PERDE.
Abraços
O Santa tava com o jogo nas mãos. Não era ameaçado pelo adversário e pedeu gols feitos com Alan e Carlinhos Paraíba. Não concordo com o Manoel. Não acho que tivemos medo de vencer, até se considerarmos as oportunidades criadas. O que houve foi uma acomodação natural por estarmos jogando fora. Fica a frustração por perceber que o Fortaleza estava entregue em campo, mas o que ficou para mim foi o lado positivo, um time seguro dentro de campo, consciente, tocando bola e se defendendo bem. Não tinha visto isso nem contra o Barueri nem contra o CRB.
como também sou filho de deus, vou dar o meu pitaco.
eu não marcaria o penalti contra o santa cruz. por outro lado, garanto que marcaria o gol que alan perdeu.
brincadeira de lado, não vi o time sem atitude. vi, o que faz tempo que não vejo. o time do santa cruz jogar fora de casa e encarar o adversário, jogando de igual pra igual, sem medo e por várias vezes encurralando o fortaleza. o que dificulta é você ter no ataque a dupla marco antônio e adauto, e na proteção de zaga cezar baiano. aí, é bronca.
Perfeito Gerrá. Eu não posso dar pitaco pois vi apenas um compacto. Mas juntando o tal compacto com tudo que li até agora, inclusive na nossa imprensa marron, o nosso time foi melhor, merecia ter vencido e foi garfado.
A arbitragem foi decisiva para o resultado sim. Por menos do que isso a competente e “boa” Ana Paula está na geladeira (e, imagino eu, com os bicos durinhos. Eita!).
Do César Baiano estamos livres. Falta chutar o Adauto.
Não é possível que depois de três atuações tristes do “anódino” (obrigado Artur) jogador,o nosso treinador vá insistir em mantê-lo no time. Aí já será o caso de fazer e entregar um abaixo-assinado ao “Pastor”, pedindo pelamordedeus que ele tire o dito cujo da equipe titular.
Caros amigos,
Antes de reentrar na discussão promovida pelo texto, gostaria de estabelecer algumas premissas sobre a minha opinião, copiando a iniciativa de Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada (parte dela nem tem a ver diretamente com o texto acima):
1. Somos todos torcedores do Santa Cruz, sócios ou não, frequentadores das sociais ou não, e, por isso, desejamos o bem do clube, até que se prove o contrário;
2. A opinião de um torcedor, seja ele presidente, sócio ou não-sócio, não é mais nem menos importante do que a de qualquer outro tricolor (minha opinião trata-se apenas de uma consideração pessoal que pode estar radicalmente certa, absurdamente errada ou muito pelo contrário);
3. Sou partidário da atual diretoria, enquanto ela trilhar o caminho da honradez, honestidade e a busca do soerguimento do clube;
4. Sou torcedor de rádio, mas também de TV, de jornal, de blog e de ir ao Arruda em todos os jogos (há exceções, é claro), mesmo em amistosos, com o time jogando em casa ou fora (pelo telão), independente do adversário;
5. O torcedor de rádio é tão tricolor quanto aquele que frequenta o estádio (não tenho como mensurar quem é mais tricolor);
6. Acredito que seremos campeões da Série B (é apenas uma crendice minha, ufanismo talvez);
7. Confio no trabalho de Charles Muniz (veja o texto “Charles, anjo 45″ do Blog do Santinha para compreender a minha posição);
8. Compreendo a situação financeira do clube (creio que a diretoria faz mais do que pode);
9. Acredito que todo torcedor tem o direito de criticar ou elogiar o time, na vitória ou na derrota, sem, necessariamente, ser radical ou coisa que o valha (possivelmente há radicais de parte a parte);
10. Nem toda crítica traz, enraizada em si, um pessimismo da gota (ressalvo que alguns, e aqui não direciono a ninguém, devem ser pessimistas até umas horas, tal como outros são otimistas mesmo sem razão de ser e eu, posso estar tanto de um lado, quanto do outro ou de nenhum deles);
11. O apoio ao clube, ou a confiança no time, ou no técnico independem da opinião sobre um jogo específico;
12. Os sócios em dia contribuem para a sustentação o clube (o dinheiro de quem paga em dia entra no caixa independentemente dos jogos no Arruda), quer o time esteja indo bem ou mal;
13. Apoio ao clube, ou à diretoria, ou ao técnico, ou ao time não significa isenção de críticas ou de elogios (cada partida tem sua própria história e o conjunto dessas histórias ajuda a entender a qualidade ou deficiência geral do time), seja o torcedor sócio ou não;
14. Não sei se toda unanimidade é burra, mas acredito na liberdade de opinião e expressão e creio que a discordância de qualquer ponto de vista é salutar e bem-vinda;
15. É possível que alguns de nós tenhamos falta de consciência crítica (afinal, somos apenas torcedores), mas não creio que façamos isso por auto-defesa ou por ouvir comentários nas rádios (eu vou a, praticamente, todos os jogos no Arruda e procuro assistir, também lá, os outros jogos).
Feito isso, parto para os esclarecimentos em relação ao texto em questão:
a) O ponto central do texto é a crítica ao trio de arbitragem, não ao time (vejo evolução a cada partida);
b) O texto elogia a postura da equipe, com exceção de Adauto (muito embora o autor acredite na baixa qualidade técnica de César Baiano);
c) A falta de atitude está direcionada ao momento crucial da partida, quando o Santa Cruz estava com um jogador a mais, não referenciando a todo o jogo (ao meu ver o time teve atitude, de uma maneira geral);
d) Mesmo não sabendo se a crítica foi direcionada ao autor, me antecipo e esclareço que o texto não tem o objetivo de dar um banho de água fria, apenas de observar questões cruciais da partida;
e) A crítica à atitude do time, quando esteve com um jogador a mais, não invalida a atuação do trio de arbitragem, nem crucifica, em momento algum, a atuação geral do time;
f) O trio de arbitragem influenciou no resultado da partida.
Finalmente, procuro esclarecer minha opinião em relação aos comentários:
I) Não vejo o Santa Cruz como um time caseiro;
II) O fato de alguns jogadores perderem “gols feitos” não diminui a influência da arbitragem;
III) Sem a intenção de sofismar, não enxergo o pessoal das sociais como povinho, pessimista exagerado, desmotivador ou que inibe o atleta (talvez até encha o saco de quem está junto). Ao contrário, há um pouco mais de 3 mil sócios em dia ajudando o clube, dentro de suas limitações, a resolver a situação financeira;
IV) Fabiano, para descontrair, acrescento que Ronaldinho Gaúcho, de fato, às vezes, prende a bola;
V) Também, para descontrair, acrescento que não acho Kaká bonito;
VI) Fabiano, atribuí o adjetivo de ufanista a mim mesmo e a mais ninguém, basta ler meu comentário (se dei a entender isso, humildemente peço-lhe desculpas, mas estava falando apenas de mim);
VII) Fabiano, perdoe-me por citá-lo novamente, mas como não sei a quem você se refere, me antecipo e descontraio. Não sou pretensiosamente realista (talvez eu seja até pretensiosamente o cara mais alienado que eu conheço!);
VII) Fabiano, se serve de consolo, também me perdi no comentário (queria fazer uma coisa mais séria e acabei indo pelo lado da descontração).
No final das contas, críticas ou elogios, temos um espaço democrático para discutir o Santa Cruz. Sejamos todos bem-vindos a este debate.
Saudações corais,
Dimas Lins
Cidadãos Corais!
Gostaria de ter entrado nesta discussão antes, no entanto com meu computador quebrado só me resta o do trabalho.
Acho extremamente positivo toda essa polêmica – se é que pode ser chamada assim – em torno do texto do Dimas e digo por quê. Por que em outros tempos não nos daríamos o trabalho de discordar e opinar. Também, por que apesar de opiniões diferentes estamos unidos em objetivos comuns, apoiar as transformações no arruda e levar o time de volta à primeira divisão, isso é o que demonstra os comentários.
Quanto ao jogo, faltou pouco para o SANTINHA me dar meu presente, se não fosse as atitudes do juiz e bandeirinha teríamos conquistados os três pontos. Não sei se faltou atitude quando ficamos em vantagem numérica, acho que faltou perna, vi o time um pouco cansado e por isso os toques de lado e para trás. Acho que foi isso. Mas mesmo assim, concordo que o time evoluiu.
Saudações Corais
Apenas uma observação: somando as diversas opinões negativas, temos, Adauto não presta, Césár Baiano não presta (esse realmente não me engana), Russo, Marco Antônio, Alan, idem. Assim, dos 11 titulares do último jogo, cinco não servem, apesar disso, mandamos no jogo e não ganhamos por acomodação. Preparem-se, senhores, para o mar de felicidade que será nossas vidas quando estivermos com o elenco ideal!!
Complementando…um mar de felicidades, repleto de cervejas Frevo.
Caros tricolores,
É muito proveitosa uma discussão feito essa!
Que bom seria se na época de Zé Neves, Romerito e tantos outros tivéssemos tantas opiniões críticas.
Eu admito: costume ser um crítico ferrenho, mais do meu time do que do juiz ou do time adversário. Parto do pressuposto que temos que formar um time para ganhar onde quer que seja, mas que pode perder por circunstâncias adversas (juiz, time adversário), mas não por falta de alguma competência nossa. Prefiro olhar primeiro os nossos erros, é isso que eu quero dizer.
Por exemplo, para mim a vitória contra o CRB não foi tão ¨maiúscula¨ quanto dizem. Comecei a analisar bem os fatos e percebi que ela foi construída no primeiro tempo com um bom futebol, mas que o placar não condiz com o jogo. Recebi um mail de um grande amigo, conselheiro do CRB, revoltado com a atuação do juiz. Eu pensei que ele estivesse doido… mas, depois de rever os lances tive que admitir: o juiz, na dúvida, foi favorável ao time da casa nos dois primeiros gols do santa. (quem tem dúvidas veja os lances http://www.nordestefc.com.br). Para mim, naquele jogo, vencemos porque fomos competente e o CRB não foi! Eles reclamaram do juiz, mas não perceberam que perderam, no mínimo, dois gols feitos, só com a barra na frente, e com um goleiro que não transmite confiança alguma, fraco.
Enfim, respondi ao meu amigo: olhe primeiro o seu time, depois olhe a arbitragem. Se, num jogo as (in)competências forem iguais, o juiz pode decidir. No entanto, se algum time se sobressair com mais ou menos competência, o juiz deve ficar pra segundo plano.
Assim eu penso. Abraços!!!!
Maravilha que existem opiniões diferentes. Se todos pensassem como eu, isso aqui seria um saco!
Dimas, pode me citar quantas vezes quiser, você é um arretado!
Esse Blog tá muito bom!
E me desculpem uns errinhos de digitação que só percebi depois.