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Dimas Lins
Uma boa notícia, mas que, individualmente, tem efeito financeiro insignificante. Depois de praticamente dois meses que autorizei o débito na conta da Celpe para doar um real ao Santa Cruz, finalmente o dinheiro foi descontado. Para aqueles que optaram pela doação através da conta de energia, não percam as esperanças. Numa noite chuvosa, quando você não estiver esperando, indubitavelmente o débito virá em sua conta. Não esqueçam apenas de conferir se o nome do Santa Cruz aparece na fatura como o clube beneficiário. Afinal, depois do esforço, você não vai querer entregar sua grana ao inimigo, não é?
Dito isso, vou ao assunto do dia, que é o que interessa. Alguns tricolores podem não gostar da abordagem deste texto, mas é semana santa e mando a prudência aos diabos, com perdão do trocadilho.
Exceto pelo desejo de quebrar a invencibilidade da coisa, o campeonato pernambucano chegou ao fim, mesmo com os jogos incompletos. Dessa forma, todas as atenções se voltam agora para a Série B e foi pensando nela que o presidente caiu em campo. E, sinceramente, não sei se acho isso bom ou ruim. Talvez seja bom porque o presidente assumiu as rédeas das contratações na tentativa de evitar outro apagão no futebol. De apagão já basta o caos aéreo causado pelo governo, aeronáutica, controladores de vôos e, porque não dizer, pelos equipamentos obsoletos. Talvez seja ruim, por que isso me leva a refletir sobre a real necessidade de manter dez diretores de futebol, já que é o presidente quem dá as cartas. Com todo mundo no clube voltado para o futebol, vejo o sonho de um departamento verdadeiramente profissional cada vez mais distante. Mal comparando, é como se todos os jogadores do time, inclusive o goleiro, fossem sempre atrás da bola, esteja ela onde estiver.
Como tricolor, venho torcendo fervorosamente para que a diretoria acerte o prumo e o futebol saia dessa inércia. Entretanto, por mais crédito que possamos dar à atual gestão, não posso ignorar que terminou o campeonato e a gente só levou lapada no toutiço. Tanto assim que se cada tricolor quisesse encenar a paixão de Cristo já vinha carregando a sua própria cruz.
Não sei vocês, mas vez por outra me bate uma sensação de que alguma coisa ainda não encaixou no clube. É como se o campeonato mundial de fórmula um tivesse começado e a Ferrari ainda não tivesse acertado seu carro. Por isso me sinto frustrado com a campanha medíocre que o Santa fez. Fala sério, quem de nós, após as eleições, imaginaria que o time fosse ser uma desgraceira dessas? Puxa vida, será que eu fiquei até o final da apuração cantando Madeira Que Cupim Não Rói, para continuar sofrendo que só a peste? Como é semana santa, me apresso a responder que não, antes que alguém atire a primeira pedra. Mesmo assim, é de lascar. Eu sei, eu sei. Conheço tanto quanto vocês a herança maldita advinda das gestões anteriores, principalmente desta última. Sei também que o buraco financeiro é mais embaixo. Sei de tudo isso. Mas torcedor apaixonado que se preze não acha graça dessa desgraça.
Sei que o leitor pode estranhar e achar que eu entreguei os pontos. Longe disso. Apresso-me novamente para dizer que continuo acreditando na diretoria coral. Votei e apoiei a chapa da oposição e continuarei apoiando, enquanto houver democracia, honestidade e vontade de construir um novo Santa Cruz. Temos muito chão pela frente para dar a volta por cima, e por certo daremos, mas acho que já apanhamos demais e me dou o direito de desabafar. Vamos quebrar um pouco esse tabu que esta diretoria não pode ser criticada. Pode sim e deve. Para o bem dela e, principalmente, para o bem do Santa Cruz. Afinal, depois de quase quatro meses mantendo a calma à base de ansiolítico, tem hora que o sujeito confunde Diazepam com Buscopan, endoida o cabeção e chuta o pau da barraca.
Por exemplo, me emputeço com esse negócio do presidente insistir em Charles Muniz no comando da equipe. Edinho deixa o pobre do treinador numa fogueira arretada. Daqui a pouco, ele vai ficar tão queimado com a torcida que não terá mais clima nem para voltar às divisões de base. Tomara que esse momento nunca chegue. Porra, Edinho, poupa o cara desse constrangimento! E poupa a gente desse sofrimento! O presidente achou pouco o mandato que deu a Givanildo e agora empurra Charles Muniz goela dos torcedores abaixo. Esse negócio de garganta profunda é coisa de torcedor da barbie e da suzie.
Mas eis que encontro o meu remédio e me recomponho. Sendo assim, aproveito para pedir desculpas aos leitores por não publicar a entrevista com Edinho ontem, como havia prometido. Mas é que o presidente, como é de conhecimento de todos, estava no Rio Grande do Sul há vários dias e não foi possível realizar a entrevista. Muito embora se ele estivesse aqui, eu não teria tido tempo também. Mas a entrevista ainda está de pé e espero fazê-la o mais breve possível. Não sem antes tomar o meu Diazepam. Ou seria melhor Gardenal?










Dimas, eu concordo com você que a diretoria pode e deve ser criticada, mas diante do panorama exposto abaixo fica complicado. Haja Lexotan.
“Edinho desabafa em meio às críticas
Publicado em 04 de abril de 2007, às 23:13
Por Redação CoralNET
Matar um leão por dia, da forma que for possível. Essa vem sendo a missão do presidente do Santa Cruz Edson Nogueira desde que assumiu o cargo, em dezembro. Porém, nem todos concordam com as soluções encontradas pelo presidente para os problemas. Principalmente no que concerne ao time de futebol .
Mais recentemente, o alvo das críticas foram as contratações do zagueiro Marcelo e do lateral-direito Russo, destaques do Central no Pernambucano 2007. A mais questionada é a de Russo, atleta experiente, de reconhecida qualidade, porém, com uma fama não muito boa no extra-campo. Nogueira recebeu várias ligações criticando a contratação.
Diante disso, o presidente desabafou. Edinho, como é conhecido, falou sobre as gravíssimas dificuldades financeiras do clube, os problemas para trazer reforços e as críticas que vem sofrendo, bem maiores do que as ajudas disponibilizadas.
Contratações
“Todo mundo quer Frank Sinatra, mas o dinheiro sequer dá para trazer Waldick Soriano. Todo mundo quer o time do São Paulo, um time ideal, mas não há dinheiro. Com o que temos, procuramos trazer os destaques de Pernambuco, que acabam tendo essa rejeição. Russo está contratado, ficará à disposição do Charles, é uma unanimidade entre a imprensa. Estamos atrás do Danrlei, já houve proposta e contraproposta, até segunda teremos uma definição, enquanto isso, já me foi passado outros nomes. Independente de acertar ou errar, a culpa vai ser do presidente e eu estou assumindo”, contou.
Problemas Financeiros
“O clube ia fechar mais cedo ontem por que não tinha R$800,00 para comprar diesel (para manutenção do gerador). Os jogadores não iam ter alimentação hoje por que o clube não tinha R$700,00 para fazer uma feira. A Justiça determinou agora que eu tenho prazo de 25 dias para quitar uma dívida trabalhista de R$26.800,00, senão posso ser preso. Tem oito títulos protestados em meu nome, por que o clube não tem como pagar. Estou com meu nome comprometido”, revelou, lembrando que a ajuda nesse quesito vem sendo rara.
Críticas
“Existe a crítica, é algo geral. Dirigente, conselheiro, sócio, imprensa. Todo mundo nessa hora é treinador, se mete nas contratações. O clube precisa de uma série de coisas, tem dia que não tem nem R$200,00. Vou fazer uma enquete agora, quem for a favor de um jogador , venha com o dinheiro para ajudar a bancar”, encerrou.
Fonte: Agência CoralNET de Notícias
Ducaldo,
Acho pertinente sua colocação, inclusive o desabafo do presidente. Entretanto, perceba que não entrei no mérito das contratações, apenas que o clube possui dez diretores de futebol e é Edinho que vai atrás de novos jogadores. E para que servem os dez? Quanto a Charles Muniz, mantenho minha opinião, até porque se o time começar a levar lapada, Edinho vai ter que mudar.
Entendo a situação financeira do clube, tanto que faço a minha parte, como você e muitos outros que frequentam assiduamente este blog e o Blog do Santinha. Mas a grande massa de torcedores não vai para estádio nem paga mensalidade em dia com o time apanhando de todo mundo. Os times menores de Pernambuco são melhores que o Santa com menos recursos. Veja o caso do Vera Cruz.
Tem outras coisas que não precisam de dinheiro, como por exemplo, a prestação de contas mensal prometida na campanha.
Não quero aqui abrir criticas à diretoria quanto a questão financeira, até porque entendo as dificuldades. Entretanto entendo que há falta de concatenamento nas ações. Isso dá uma sensação de confusão e desorganização. E é isto que, principalmente, o departamento de futebol vem mostrando ao grande público. Sem contar que virou moda Edinho dizer que vai ser preso.
Como disse, apóio a diretoria e continuarei apoiando, mas acho que há erros que vão além das finanças.
Saudações tricolores,
Dimas Lins
Mais uma grande coluna Dimas!
A diretoria pode e deve ser criticada. Não sou um patriota da diretoria. Dou apenas meu apoio como sócio em dia e frequentador do Arruda. Meu apoio é, principalmente, político, porque os monstros que foram retirados do clube estão vivos e podem retornar. Meu apoio, também, é pessoal, porque acredito em muita gente que está trabalhando atualmente no clube (são pessoas competentes e de confiança).
Contudo, embora honestos (pelo menos, aparentemente), há muitos dirigentes, principalmente os que estão alocados no departamento de futebol, com uma inquietante mentalidade amadora. E nosso presidente parece que tem dois pés: um, na modernidade, leia-se Fred Arruda; outro no amadorismo, leia-se departamento de futebol. O problema é que o pé amador está em cima justamente do carro-chefe do clube: o futebol. Ora, essa campanha desastrosa no pernambucano mostrou o quanto é amadora a direção de futebol e o quanto Edinho compartilha desse amadorismo.
Colocar 10 dirigentes no futebol, por exemplo, como se esse número fosse cabalístico e como se esse fosse o problema, foi um decisão lamentável de Edinho. O departamento de futebol precisa de profissionalismo e não de “assistencialismo” – pra que ex-presidentes no futebol? Acumula ou muda o quê, carai?
A inquietante centralização das decisões parece, também, que está levando a um desgaste da imagem do presidente. Aqui, não entendo, pois o discurso de Edinho sempre foi o discurso da descentralização. O que está acontecendo? Talvez, Edinho não confie (dada a campanha desastrosa) mais na direção de futebol. Caso seja isso, mude a direção! Ela foi avaliada e, até agora, não passou no teste. Caso continue a confiança, deixa a direção trabalhar de forma autônoma. Mantenha a direção, mas faça mudanças de gestão que dêem um perfil profissional ao futebol. E sem ex-presidentes, por favor.
Contudo, a manutenção de Muniz no comando do time é uma decisão arbitrária de Edinho. Arbitrária e errada (oxalá que eu esteja errado). Não é uma desgraça, mas desgasta a direção desnecessariamente. Eu sei que não há consenso na direção de futebol. Parece que está aparecendo um racha por lá (minhas informações são indiretas, por isso o dito precisa ser confirmado). E sem consenso, a possibilidade de erro é grande. Não seria uma surpresa ocorrer a demissão de alguns dirigentes do futebol. Vamos aguardar. E torcer.
Edinho, um VENCEDOR não chora !
Dimas, voce continua irretocavel nos seus comentario (desculpe, mas meu teclado nao esta permitindo colocar acentos, e portanto, vou cometer alguns erros para me fazer entender). Entretanto, algumas assoes dessa diretoria estao identicas aa passada, como por exemplo, impor sua vontade e excessiva centralizassao. Lembra de Mendonsao com a imposissao de Ricardo Rocha e onde fomos parar? No que se refere aa falta de dinheiro e solidao do cargo, nao eh novidade no nosso Santa Cruz. Eh soh colocar a memoria para funcionar. Futebol foi, eh e serah o carro chefe do tricolor. As vitorias e a confianssa da torcida precisam retornar, caso contrario as situassao ficarah bastante dificil.
Dimas, não esqueça de perguntar se essa política de bichos vai ser mantida para o Brasileiro, ou seja, premiação só se subir. Se for assim, Série C na certa. Também pergunta se é bom começar um campeonato com um técnico que a torcida não aprova. Se isso não poderia precipitar um troca de técnico. Um braço.
Boa Páscoa pra todos !
Dimas, seu desabafo foi perfeito. A esperança é a última que morre, diz o velho ditado. Sinceramente falando, acredito piamente que a verdade nua e crua, é que, apesar da transformação no âmbito político/administrativo do clube em seu setor social, no departamento de futebol as mudanças (pelo menos é a conclusão que eu chego através dos comentários que leio por aí) foram poucas, e nós vamos brigar para não cairmos para a terceirona, para só ano que vem com um time mais ou menos arrumado tentar algo mais. Com relação a Charles, não sei se ele é tão ruim como dizem, acho que os erros que cometeu foram mais em função da sua insegurança quanto a confiabilidade do elenco. Eu vi várias partidas do Mais Querido na era Mauricío Simões, e nunca vi o time jogar bem. era um time esforçado que dava chutões para o ataque, a chamada ligação direta. Com Givanildo na campanha de 2005 vi quase todos os jogos na série B e muitas partidas ganhamos graças ao goleiraço Cléber e ao oportunismo de Reinaldo. Mas o time tomava sufoco do criciúma, ganhava de 3 x 1 e o melhor em campo era Cléber. Então, técnico por técnico fica com Charles que pelo menos conhece os bastidores do clube. Gostaria que existisse olheiro de técnico, descobrisse um Caio Jr para o Santinha, um José Mourinho por aí precisando de uma oportunidade.
Fico por aqui, estou de viagem, uma ótima páscoa à torcida coral e em especial ao leitores e autor deste blog.
Dimas, depois de reler o seu texto, a entrevista e, posteriormente, seu comentário e o de Artur Perrusi, atentei para os detalhes apontados por vocês.
Especialmente no último trecho da entrevista, quando reclama de dirigentes (!!!!), conselheiros e sócios se metendo nas contratações, Edinho passa a impressão de isolamento, de ter resolvido centralizar em suas mãos quase tudo que diz respeito ao clube, e não era bem esse o perfil administrativo prometido nas eleições. Nesse e em quase todos os pontos abordados não há o que acrescentar ao seu comentário e ao de Perrusi.
Abro uma exceção no tocante ao técnico. Embora não seja exatamente seu admirador, não acho que a permanência dele seja um desastre. A proposta de Edinho é fornecer as melhores condições de trabalho possíveis e, caso não corresponda, trazer outro.
É verdade que Charles cometeu alguns erros, principalmente no jogo contra a barbie, quando deu uma de estrategista e desmanchou o que tinha conseguido de melhor até aquele momento. Mas seus erros não foram maiores, nem em maior quantidade, do que os cometidos por Givanildo, com toda sua experiência.
Mais do que a permanência do técnico em si, preocupa-me o significado dessa permanência. Arbitrariedade (como diz o Perrusi)? Briga interna? Falta de confiança no departamento de futebol?
Acho que vou ter que renovar meu estoque de diazepínicos.
Saudações tricolores!
Ducaldo, mestre do futebol,
Concordo contigo: a permanência de Muniz não é um desastre; porém, penso que seja um desgaste desnecessário para a direção do clube, pelo simples fato de que ele não é o técnico ideal para a segundona (pelo que vejo, a maioria dos tricolores pensa assim, inclusive você). Tudo bem, é difícil definir o técnico ideal, mas, pelo menos, temos uma posição mais ou menos clara: nesse momento, o ideal não é Charles. Pode dar certo? É evidente, mas nesse momento, sem sabermos o futuro, a sua manutenção é uma aposta arriscada.
E, claro, um outro problema: essa aposta está sendo feita de forma isolada, firmada apenas pela vontade de Edinho, ou é um consenso da direção do futebol? Caso seja uma arbitrariedade de Edinho, o desgaste será maior, se o time não apresentar resultados, logo no início da segundona. Caso seja uma proposta de consenso, fico mais tranquilo, pois mostraria que não há racha no futebol; além do mais, trabalho em equipe socializa e amortiza crise – mesmo assim, sendo consensual ou não, a permanência de Muniz não é a melhor solução dentro do leque, mesmo limitado, de opções.
De todo modo, gostaria de obter mais informações sobre os bastidores atuais do Santinha. A impressão, para o sócio comum, como eu, é que o clube está menos transparente. A gente fica sem saber como está ocorrendo as tomadas de decisão – não que tudo deva ser transparente, não é isso, mas ficaria mais seguro em saber que as decisões estão sendo adotadas de uma forma coletiva. Ou que as decisões estão sendo feitas com planejamento e discernimento (as decisões parecem confusas e atabalhoadas).
Bora ver.
Artur, eu não nego que Charles seja uma aposta arriscada. Mas se as dúvidas em relação a ele são grandes, não são menores em relação a todos os nomes ventilados até agora.
Antes de começar o campeonato Givanildo era praticamente uma unanimidade. No entanto foi o que se viu: Umas indicações bem ruinzinhas, teimosia em manter alguns jogadores e não dar oportunidade a outros (principalmente os da casa)…….
Não sei se Edinho, arrependido de ter dado carta branca a Givanildo, está agora apostando em um treinador ao qual praticamente não dá carta nenhuma. Afinal de contas, na montagem do elenco, o nosso Duque da Cornualha está mais pra rainha da Inglaterra: não apita nada.
Pelo menos uma vantagem indiscutível ele tem. Se for demitido como treinador, volta às suas funções de origem e não teremos que arcar com mais uma ação trabalhista.
Quanto à transparência administrativa eu concordo inteiramente com você. As coisas não progrediram como se esperava e eu também gostaria de saber mais.
Forçosamente, pagaremos pra ver.
Rapaz, este blog ta ficando melhor que o blog do santinha! atualizacao bem mais frequente! Parabens.
Ducaldo,
Em relação ao técnico, não há unanimidade, é verdade. E neste aspecto, não há lado certo ou errado na defesa da permanência de Charles Muniz. Há apenas opiniões.
Quando insisto em manter a minha opinião sobre o técnico, me baseio em duas premissas: a primeira é que Muniz nunca quis ser técnico, pois ele tem dois títulos pernambucanos e, se quisesse, tinha investido na sua própria carreira tempos atrás; a segunda, ainda que ele quisesse, faz tempo que Muniz não faz esse papel e, sendo assim, não dá para jogar o cara às feras. Ele é um bom profissional e não pode ser desgastado assim. Além do mais, torcedor não quer saber se o técnico é experiente ou começou ontem, ele vai cobrar resultado do mesmo jeito.
O texto, antes de ser uma crítica, pretende humildemente agir como um alerta. Afinal, a frustração depois de uma grande expectativa é bem maior. A diretoria precisa estar atenta, pois o apoio da torcida não será para sempre se nada mudar. Basta enxergar que a grande massa coral já pulou fora.
Saudações tricolores,
Dimas Lins
Dimas,
Estabelecendo tais premissas, fica efetivamente difícil discordar de você. Até por que, como disse antes, não sou um entusiástico defensor da permanência de Charles Muniz à frente da comissão técnica. Apenas estou pagando pra ver o resultado da aposta e remoendo, cá com meus botões, os motivos da insistência de Edinho e da conformada aceitação do encargo por parte do treinador.
“Mais do que a permanência do técnico em si, preocupa-me o significado dessa permanência. Arbitrariedade (como diz o Perrusi)? Briga interna? Falta de confiança no departamento de futebol?”
Quanto aos demais aspectos abordados no seu texto, veja que no comentário de Nº 8, do qual copiei o trecho entre aspas, eu deixei clara a minha concordância já no primeiro parágrafo.
Que venha a entrevista, com o mesmo capricho do seus textos e um panorama mais claro do que acontece no nosso clube.
saudações tricolores!
Dimas, é bom mesmo conferir na conta de luz se vem o nome do Santa Cruz como clube beneficiário. Vá lá se o presidente da celpe não seja um burro-negro, e desvie nosso real para o time da ilha do caranguejo. Já temos um na presidência da FPF que dá um trabalho desgraçado, imagina outro eheheh…
SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!
Eu acho que Charles Muniz é um profisisional com muita personalidade com sua decisão de permanecer no cargo que lhe foi confiado. E se teve erros, como teve, não foram erros imperdoaveis, pela circunstancia de ser técnico interino inexperiente (?) . Qualquer técnico de ponta comete esses tipos de erros (ou coisa pior, tecnicamente). Portanto,acho que devemos deixar o homem trabalhar, como deixaríamos, se fosse qualquer outro técnico que alí estivesse, naquela confusão !
Ganhamos da coisa. ÓTIMO! É sempre bom ganhar daqueles sebosos. Espero que isso sirva de ponto de partida para uma melhor situação do time. A série B se avizinha e não podemos nos dar ao luxo de fazer uma campanha abaixo do razoável.
Quanto ao Clube, muitas pessoas estão dispostas a ajudar, só não sabem como. Espero que as portas do Clube estejam abertas a quem tem tempo livre e possa ajudar. E que as pessoas cheguem junto!
Daqui de Natal vou fazendo o que me compete: me manter em dia com o Clube e sempre que possível irei a Recife só pra ver o Tricolor jogar. E, ao contrário de uns e outros aí, NÃO QUERO que a direção me dê os ingressos. Quero pagar por eles.