A saga do Tri-Super, o ano que não terminou

Santa Cruz, Tri-Super-Campeão em 1983

Santa Cruz, Tri-Super-Campeão em 1983

André Nascimento, o Cobrão

Éramos a quarta força cantada e decantada por todos os lados. Um time desacreditado que havia participado frustrantemente da Taça de Prata daquele ano. No jogo de Estreia, vencemos o Santo Amaro, por 3×0, se a memória não me falha. No banco de reservas, apenas dois jogadores, nada mais, nada menos, que Birigui e Ricardo, o Rocha.

Aquele campeonato foi sensacional, sob todos os aspectos. Não dá simplesmente pra falar apenas da última partida. Não dá! Ela retratou, brilhantemente, o que foi aquele ano para todos nós Tricolores.

Permitam-me referenciar alguns detalhes daquele campeonato cujos fatos são advindos exclusivamente de minha memória. Portanto, passível e possível de haver erros e omissões, mas que certamente serão dirimidos e retificados pelos nossos amigos do Blog:

De fato, os times da barbie e da coisa, além do Central, eram, aparentemente, melhores que o nosso. Eram mais estruturados e já tinham uma base montada. Na barbie, tinha no gol Cantarelli, os zagueiros Ivan e Zé Eduardo, Manguinha era uma excelente cabeça de área e no ataque havia Mirandinha, Heider e Baiano. Um timaço. A coisa conquistou, no ano anterior, o tricampeonato e prometia o tetra, até então inédito para o clube. País, Marião, Merica, Joãozinho e outros mais faziam parte daquele excelente time. No central, tinha-se Neto, um belo jogador de meio de campo e um time arrumado que sempre fazia suas feridas aos grandes da capital, sobretudo ao Santa Cruz (como até hoje);

Tínhamos apenas um time a ser montado, jovem, raçudo e um excepcional comandante, Carlos Alberto Silva, nosso grande diferencial;

Destaca-se nosso goleiro Luiz Neto, que fez um campeonato brilhante tendo Birigui naquele ano como seu goleiro reserva. Na linha de zaga, o destaque era pro promissor lateral Ricardo, oriundo dos juniores. Gomes, na raça, e Edson Furquim, na técnica era, sem dúvidas, uma boa zaga. Contando, ainda, com o experiente Almeida. No meio campo, o jovem capitão Zé do Carmo, fazia do tripé com o intempestivo Ângelo e o craque Henágio. Na frente, o guerreiro, ou melhor, diabo loiro, Gabriel, símbolo maior da raça coral e o artilheiro Django. Peu, vindo o Flamengo de Zico, completava o ataque;

Naquele ano, não perdemos uma só partida para a coisa. Detalhe: logo no primeiro jogo, vencemos por 1×0, com um gol do ponteiro esquerdo Bebeto e quase no fim da partida numa falta próxima da área, o Sr. Manoel Amaro de Lima, juiz do jogo, inicialmente marcou falta fora da área, para minutos depois marcar o pênalti em favor da coisa. Confusão generalizada. Eis que, de repente, as luzes do Estádio José do Rego Maciel apagam-se. Um único caso que vi até hoje de uma cobrança de pênalti não se concretizar. Dias depois, vencemos esse jogo, no tapetão, por 10×0. Que saudade! Ficou até hoje conhecido como o jogo do apaga luz (fato histórico)!!

Até hoje os rubro-negros falam que perdeu o campeonato por causa desse jogo. Mentira. Na verdade, a própria coisa venceu aquele primeiro turno derrotando a barbie na final;

Na prática, o campeonato foi muito disputado. Das seis fases até então existentes, cada um ganhou duas. Ao contrário do que muita gente afirmava, o Santa também ganhou uma outra fase, justamente a primeira fase do segundo turno, mas perdeu a final pra barbie. O Santa venceu a última fase do último turno. Foi a partir daí que o time começou entrar em campo de mãos dadas, vestindo calção preto, ao invés da cor branca. Superstição, ou não, não perdemos nenhum jogo. Dez anos depois, a seleção brasileira entrava no mesmo gramado do Arruda, para jogar as eliminatórias da Copa de 94, exatamente do mesmo jeito até a conquista do tetra nos Estados Unidos, isto é, de mãos dadas. Em campo, tanto num como noutro jogo, estava Ricardo, o Rocha. (fato histórico);

Disputamos o terceiro turno com a coisa lá em Caruaru, num jogo extra, porque o time da suzy estava temendo jogar no Arruda, já que naquela época todos os clássicos eram disputados no Colosso. Resultado: 1×0 pro Mais Querido, numa tabela de Django com Henágio e golaço do “Negão”. Aliás, se DM9 é rotulado como carrasco da coisa com seus belos gols, Henágio fazia miséria contra o time do mangue. Em uma das partidas, justamente quando se disputou a final da primeira fase do segundo turno, Henágio pegou a bola na divisão do campo, partiu em direção ao gol, dribrou Merica, depois Bianchi, veio Marião e, por fim, colocou no ângulo na meta defendida por País na barra do Canal. Um golaço, merecedor do gol do fantástico na época;

Naquele ano, houve um jogo que a coisa saiu vergonhosamente de campo antes do fim da partida (jogadores simulando contusão) depois de levar 3 gols da barbie. Ficou conhecido aquele jogo, como o jogo do cai-cai (fato histórico);

Dois grandes tumultos marcaram os clássicos daquele ano. O primeiro, o goleiro da coisa, País, chutou Django, após uma cobrança pênalti, num jogo que vencemos por 2×0 (justamente  jogo do golaço de Henágio citado acima). O outro foi a vez do próprio Django chutar Albéris, lateral esquerdo da barbie. Henágio pegou a bandeirinha de escanteio e meteu nas costas de Ernesto Guedes, então técnico da barbie. Tumultuo generalizado. No final perdemos o jogo e o segundo turno pra barbie;

Nos jogos do supercampeonato, todos foram empates. No primeiro jogo, em 04.12.83, Santa e coisa. Arruda cheio. Destaque para atuação brilhante de Luiz Neto. Pegou até pensamento. Depois, em 07/12/83, empate de 0×0 entre coisa e barbie. Domingo, 11/12/83, novo empate, dessa vez, entre Santa e barbie, 1×1. Arruda com público de mais de 50 mil espectadores. Lá pelas tantas, com o empate sacramentado, os dois times apenas tocando a bola, enquanto as duas torcidas unissonamente cantavam canções de despedida para coisa. Era o fim do tetra. Algum tempo depois, lançou-se um best-seller, chamado “por que perdi o campeonato?”, de autoria de Luciano Bivar (fato histórico);

Já éramos vice-campeões, no mínimo. Garantimos nossa vaga para a Taça de Ouro de 1984, o que hoje seria a Série A. O sentimento do clube e da torcida já era de dever cumprido, afinal para o time que começou o campeonato totalmente desacreditado, chegar a uma decisão contra um Golias já era uma vitória.

Uma partida extra estava marcada. Era justamente o domingo 18 de dezembro de 1983. Era um domingo ensolarado. Tipicamente nordestino. A cidade de Recife estava repleta de carros desfilando bandeiras tricolores e alvirrubras. Não se falava outra coisa. Havia, de fato, algo diferenciado pairando ar. Era o dia da decisão do Supercampeonato de 1983.

Em campo, Santa Cruz e barbie. Lotando o Arruda muito mais de 80 mil pessoas, em sua maioria torcedores do Mais Querido (o público divulgado foi de pouco mais de 76 mil pagantes). Não consigo esquecer aquele jogo.

Acompanhei todos os treinos daquela semana. Menino, ficava ao final dos treinos aguardando os jogadores saírem do vestiário para seus carros. Falava com todos. Fui todos os dias ao Arruda. Nosso capitão, Zé do Carmo, falava nas rádios que o Santa entraria com 33 jogadores, numa menção de raça que cada uma iria jogar por três.

Chegado o dia do jogo. Resolvi assistir à partida no meio da arquibancada inferior, logo ali onde ficava a lendária Santamante (que, juntamente com a Força Jovem – que mais tarde fui integrante por cinco anos – e os Cobrões eram as três torcidas organizadas do clube, bem diferente em tudo das torcidas de hoje). Quase morri. Fui literalmente empurrado pela torcida tricolor para o lado da barbie. Não cabia mais ninguém no Arruda. Eis que por pura sorte ou capricho do destino, encontrei meu tio, alvirrubro, um dos responsáveis pela minha paixão por futebol, e, sem qualquer outra alternativa, terminamos vendo o jogo no anel superior, na torcida da barbie, pasmem-se. Detalhe: estava usando um tênis e meião, calção amarelo e uma camiseta do Santa (uniformes que passei a usar em todos os jogos desde final do terceiro turno) e assisti ao jogo tranquilamente no meio da torcida adversária; se fosse hoje, certamente aquele menino de apenas 13 anos de idade não estaria aqui contando essa magnífica história (fato histórico).

Bom, quanto ao jogo posso dizer que foi uma partida emocionante. Sem igual. Jogo disputado. Início às 17hs e ninguém apostaria que ia terminar por volta das 21hs. No campo, os guerreiros tricolores: Luiz Neto, Ricardo (o Rocha), Gomes, Edson Furquim e Almeida; Zé do Carmo, Henágio e Ângelo (in memoriam); Gabriel, Ivan e Peu (Santos, hoje técnico de futebol). No banco, simplesmente Carlos Alberto Silva.

Nos noventa minutos de jogo houve empate, onde por muito pouco não vencemos a partida, isto porque a barbie empatou aos 41 minutos do segundo tempo com gol de Mirandinha, quase sem ângulo. A turma das sociais já estava pra invadir o campo. Confesso que cheguei a pensar no pior. Em plena arquibancada alvirrubra, um senhor berrava aos quatros cantos dizendo o seguinte: não é possível o náutico perder pra um time que só tem o goleiro, um jogador e um técnico! Em verdade, ele quis dizer Luiz Neto, Henágio e Carlos Alberto Silva. E a prorrogação chegou e se foi sem as redes balançarem. É a chegada a hora dos pênaltis. Dramaticidade total!

Bom, nos pênaltis, perdemos uns e a barbie perdeu outros. O que posso, sucintamente, descrever daquela partida foi a cena que jamais saiu da minha cabeça. Porto, ponta direita da barbie, vai para a cobrança. Barra da Rua do Canal. Porto chuta e Luiz Neto defende. O goleiro fica literalmente deitado, agarrado com a bola. Expectativa sem igual. Ninguém sabia o que Laerte Marquezini, juiz do jogo, iria fazer. Ele se aproxima de Luiz Neto, olha, conversa com o jogador e finalmente gesticula afirmando que a bola não entrou! PQP! O estádio tremeu. Literalmente tremeu e balançou. Eu gritei – euforicamente – no meio da torcida deles, vendo minha torcida vibrar. Não sei quantos e tantos braços levantados tinham. Eram muitos. Milhares. Quis o destino que eu presenciasse essa magnífica cena do lado de lá. Uma imagem fantástica que jamais esqueci (fato histórico).

Depois disso, a torcida invadiu o gramado, mas não havia acabado o jogo ainda. Tinha nosso pênalti a ser cobrado. Depois que a PM tirou a torcida, era quase nove horas da noite e jogo não acabara!

Nosso zagueiro Gomes foi chutar. O coração saía pela boca. Emoção pura, indescritível e única. Uma bomba quase no meio do gol, selou o campeonato. Era o gol do título. Gol do Supercampeonato. Do Tri-Supercampeonato. Delírio total dos tricolores. Não dá pra esquecer. Aquele domingo, 18 de dezembro de 1983, não esquecerei nunca. Levarei pro túmulo. Nem eu e certamente nenhum dos tricolores que lá estavam.

Um destaque muito especial para Carlos Alberto Silva que, ao lado de Evaristo de Macedo, foram dos dois maiores treinadores que eu presenciei trabalhando nas Repúblicas Independentes do Arruda.

Foi a conquista da raça, da perseverança, da luta e, sobretudo, da humildade. Batemos os Golias, um a um.

Na verdade, passados exatos 30 anos, aquele lindo domingo ensolarado e entrando sob o luar da noite, não passou. De fato, o ano de 1983 não terminou. E nem terminará!

Rendo minhas homenagens a todos os jogadores campeões. A você, particularmente, grande Luiz Neto, meu ídolo e baluarte daquela inesquecível conquista. À comissão técnica, especial ao grande Carlos Alberto Silva, à direção do clube (Marciolino Lins), à presidência (Vanildo Ayres), e, sobretudo, aqueles tricolores que estiveram presentes ao Arruda, tanto os que aqui estão, como os que já se foram, como seu Edgard, ou seu “Dega”, meu vizinho tricolor que me deu um abraço emocionado já fora do estádio ao término da partida, dizendo-me com as lágrimas caídas no rosto: “Meu filho, nosso Santa Cruz foi campeão!”.

34 Comentários

  1. Texto muito legal. Tive algumas lembranças, Henágio, Baiano, Luiz Neto…E Carlos Alberto Silva. Para meu saudoso pai, o eterno treinador do Santa Cruz. De fato, tinha até esquecido que depois ele foi para coisa…

  2. Tribomjardim
    2

    Eu estava lá….estava sim…..invadi o gramado à altura do atual escudo……eita gota serena…..Peu deu uma botada em Edson Gaucho que o cabra cagou-se….só acho que quem estava era Django……

  3. Tribomjardim
    3

    E Henágio…craque mesmo..nível seleção……cheguei de madrugada….

  4. Quero ser o primeiro a comprar a CAMISA DO THIAGO CARDOSO.

    VAMOS AJUDAR ESSA DIRETORIA QUE NOS RESGATOU DAS CINZAS!

    PARABENS ALN & DIRETORES!

  5. Esse jogo foi o supra-sumo do futebol. Estive lá na geral (hoje, anel superior). E quando se é garoto, as emoções se multiplicam por dez.
    Cobrão, valeu! Recordar com palvras, foi simplesmente sensacional.

  6. Arnildo Ananias de Oliveira
    6

    À RESPEITO DESTE JG HISTÓRICO,

    Vim de férias com a família a Recife ao final da 1ª fase do 3º Turno e fui jogar um pocker, na casa do sogro de um amigo (ambos burro-negros), um empresário da construção civil q era, à época, o maior construtor de casas populares aqui de Pernambuco, ligado politicamente ao falecido Senador Roberto Freyre. Havia 6 (seis) pessoas compondo a mesa e, só eu, era tricolor. Os outros três eram auvirosas.

    Apesar de ter ganhado no pocker, passei o jg todo ouvindo piadinhas dos presentes do tipo “é, tá é fácil o Santa Cruz ganhar este 3º turno: ñ pode perder uma única partida sequer das seis q tem de disputar, nessa 2ª fase”!

    Voltei logo após pra Brasília e, todos já descreveram o q ocorreu, partida a partida. Nesse 18 de dezembro, estava em São José dos Campos/SP, em visita aos familiares da esposa, na semana de Natal, quando o locutor de rádio interrompeu a transmissão do jg q estava fazendo, pelo campeonato paulista acho – ñ me recordo qual – pra anunciar q o Santa Cruz acabara de sagrar-se campeão pernambucano de 1983.

    Saí feito um louco dando pulos defronte à casa dos sogros, naquele calorento dia de dezembro e atravessei a rua pra contar o feito a um senhor palmeirense q morava defronte.

    Por coincidência, 10 anos antes, ainda solteiro e morando em São José dos Campos, agora numa noite gelada, em que o saudoso João Saldanha interrompeu a transmissão radiofônica de um jogo (acho q do Vasco), na Rádio Nacional do RJ, na voz do “garotinho” José Carlos Araújo, pra dizer q o nosso SCFC acabara de sagrar-se PENTA CAMPEÃO Pernambucano de 1973, com 2 gols de Ramon! O Saldanha era um fervoroso admirador de nosso Clube.

    Dispensável dizer q saí q nem um louco pelo Centro da Cidade, aos gritos, sob os olhares atônitos dos Joseenses, q ñ sabiam o q tava acontecendo, me vendo com aquela camisa branca, de listas horizontais, análogas às do SPFC.

    SAUDASANTA

  7. Arnildo Ananias de Oliveira
    7

    CORRIGINDO: Senador Marcos Freire

    SAUDASANTA

    • Não sabia dessa do Grande João Saldanha ter sido admirador de nosso Santinha. Marcos Freire que era torcedor da barbie *?) e dizem alguns de seus admiradores, foi morto em um acidente fabricado – o que eu não acredito… Seja como for, MF foi corajoso ao enfrentar a ditadura militar, sofrendo, inclusive atentados à sua vida e honra por isso. Recordo-me de uma eleição, acho que de 74 em que ele disputou com o famoso alvirrubro Wilson Campos – o nome do ct da barbie – e pai dos carlos e andré. wilson campos era o candidato da arena – o partido de sustentação da ditadura. Interessante é que ele foi cassado pelo próprio geisel! Um caso raro de político da rena cassado.

    • Eduardo Ramos
      7.2

      Arnildo, sou um privilegiado! Dos títulos estaduais conquistados de 1969 até 2005, só não estive presente em 1976 (estava fazendo um estágio em uma e,presa de Engenharia) e 2005 (o jogo foi em Petrolina).

      Participei ativamente da campanha de Marcos Freire para governador, em 1982. Posteriormente, ele mostrou o seu lado incoerente, ao subir em um palanque dos que foram criados e nutridos pela ditadura. Uma decepção.

  8. Gustavo Santos
    8

    Infelizmente não fui a esse jogo. Ouvi todo na rádio. Tinha 10 anos e não deu para ir. Morava no hipódromo, pertinho do Arruda. Mesmo a uma certa distância, o barulho do Arruda era imenso. Foi meu primeiro título como torcedor. Não acompanhei os títulos dos anos 70, pois era muito pirralha.

    Saudações tricolores……

  9. Sem dúvidas para mim, o mais difícil, o mais empolgante, o mais emocionante Campeonato Pernambucano que eu vi.

    Foi um campeonato cheio de histórias, confusões e disputas até o fim. Lembro nos penaltys a torcida em peso de mãos dadas nas arquibancadas, cadeira, camarotes. Nunca vi em todo tempo que acompanho futebol coisa igual.

    Foi histórico.

    • Concordo. Aquele campeonato foi único. Por isso mesmo é tão lembrado.

    • Eduardo Ramos
      9.2

      O título mais emocionante foi o de 1993, em uma virada histórica contra o Náutico.

    • Eduardo,

      Em termos de partida final concordo com você foi de 1993. Agora o campeonato de 1983 foi recheado do começo ao fim, daí ser inesquecível.

  10. om as férias no futebol, as especulações tomaram conta nos bastidores dos clubes. No Santa Cruz, a ansiedade por contratações de peso é grande. Nomes como Wescley, Marion (Betim), Didira, Lúcio Maranhão (ASA) e Lúcio (Fortaleza) foram tocados pela Imprensa. No entanto, o diretor de futebol coral, Constantino Júnior, logo tratou de desmentir alguns rumores.

    “Não temos nenhuma proposta concreta, pois nosso foco são as renovações. Chegamos a negociar com eles (Wescley e Marion), mas nada de forma direta. Didira também, mas Lúcio Maranhão e Lúcio nada. Zero”, garantiu o dirigente.

    Vale lembrar que o Santa Cruz busca renovar o contrato de atletas como o goleiro Tiago Cardoso, o meia Raul e os atacantes Flávio Caça-rato e Dênis Marques. Tudo indica que Raul seja o primeiro a ser anunciado pelo clube.

    Folhape

  11. Leandro Rodrigues
    11

    Muito bom para os mais novos, como eu, ver a narrativa de glórias do nosso Santa Cruz à luz dos olhos de tantos torcedores experientes que consiguiram alcançar essa época.

    Que o Senhor nos conceda o maior tempo de vida possível a fim de presenciarmos mais a dias de alegria com o Santa Cruz.

    Saudações Corais.

  12. Artur Perrusi
    12

    Estava lá. Grande texto, Cobrão.

  13. Eduardo Ramos
    13

    Na decisão de 83, quando Mirandinha empatou aos 41 minutos do segundo tempo, um torcedor das Barbies gritou que o Santa Cruz era time de corno. Eu rebati na hora:”Corno é você! Comi sua mulher e ela é uma merda!”. Ele disse que ia me pegar no fim do jogo. Eu disse que era pra resolver na hora e pulei (eu era magrinho! Kkkk) pra sair na porrada mas fui seguro por uns amigos Tricolores. Depois do jogo, a barbie desapareceu. Aí, foi somente felicidade geral!

    • Eduardo,

      Eles passaram o ano inteiro afirmando que o Santa só tinha Luiz Neto, Henágio e Carlos Alberto Silva. Até hoje não se conformam com a perda do título. Enquanto o Santa sobrava raça dos jogadores, a barbie era o retrato de sua torcida, “engomadinha”. Isso ficou mais que provado quando na prorrogação, mesmo com um homem a mais, foram incapazes de ameaçar o gol de Luiz Neto.

  14. Arnildo Ananias de Oliveira
    14

    E AS RENOVAÇÕES? E AO REFORÇOS? O TEMPO URGE. JÁ Ñ BASTA IRMOS JOGAR 3 PARTIDAS EM CAMPO NEUTRO?

    Diretoria, pés no chão tudo bem. Agora, ñ me venham com inflexibilidade, nem arrogância. Sei q a nossa realidade ñ é das melhores. Mas, todo mundo quer uma valorização, é óbvio. Coibir exacerbação, tudo bem tb. Porém, ñ me cheira bem esse negócio de “ultimato”.

    Agora qto a Memo, Deus me livre! Podem emprestá-lo pro Central. Por falar nele, ñ se ouve falar no Natan. Esse aí sim, apesar de todos os pesares.

    Outra coisa (VTNC): achei paupérrima a pauta de comemorações pro no Centenário. É o q penso.

    SAUDASANTA

  15. Essa diretoria do Santa Cruz só pode está brincando com o torcedor tricolor. É um tal de precisamos de vocês prá isso, precisamos de vocês prá aquilo. É tanta redundância que me enoja.
    Quando um diretor do Santa abri a boca e diz que precisa do torcedor para poder contratar determinado jogador, pagar a folha salarial do clube e etc,etc e etcs, simplesmente, esse diretor está jogando a responsa na cacunda do pobre torcedor. É como se ele estivesse dizendo: “não contratei o Tiago Cardoso por quê vocês torcedores não contribuírão suficientemente.
    VTNC, o torcedor do Santa já sabe muito bem o que deve fazer. Agora é com vocês.
    AH, prá lembrar: deixe-nos em paz !

  16. Eduardo Ramos
    16

    Não questiono a idoneidade dos atuais dirigentes. O que o grande patrocinador do Santa Cruz quer saber: como foram gastos os mais de R$ 2.000.000,00 arrecadados nos jogos contra Luverdense, Betim e Sampaio Correia?
    Quanto é a folha do Santa Cruz com os encargos sociais e trabalhistas?
    Renovar o contrato de Tiago Cardoso é imperativo.

  17. Interessante como é poderoso o efeito manada. Alguém diz: “É azul claro!”. Os que estavam falando o tempo todo em “laranja” vão começar e discorrer sobre tons azuláceos, até que, finalmente alguém diga “azul escuro”. Somos tri-campeões e campeões nacionais. Agora começam a surgir inferências sobre a administração dos (parcos) recursos do Santa Cruz. Onde isso vai parar? Enquanto isso a coisa e a barbie encheram o vocês sabem o que de dinheiro das tais cotas de tv. E nós a ver navios. (Um amigo da barbie costuma dizer que se o Santa Cruz tivesse o dinheiro que eles tiveram no ano passado, seria sido campeão do mundo). Quando ALN diz que o Santa Cruz, mas que qualquer outro clube de massas precisa de sua torcida para manter-se minimamente competitivo eu acredito nele. (e o apoio não é espiritual ou emocional, é dinheiro pura e simplesmente). Dinheiro, aquilo que Gertrud Stein disse que separava os homens dos animais. Até porque, de minha posição, não tenho como nem porque duvidar dele. Uma coisa é uma necessária posição crítica e alerta. Outra é discórdia sem fundamentos; a suspeita gratuita; a queixa sem propósitos (explícitos). De minha parte, continuo a comemorar os resultados alcançados. A cada dia o seu fardo, como Diria São Mateus. Sinceramente, as tais não renovações não me tiram o sono.

  18. ALN, Tininho e alguns outros diretores queriam e sempre queriam Sandro “naúfrago” Barbosa como técnico até o fim da série C.
    Já os torcedores: imploravam, choravam, se descabelavam, chingavam, morriam pedindo outro treinador. E nada. Só quando a situação ficou insustentável para Sandreco, a diretoria foi obrigada a contra-gosto contratar um técnico de verdade.
    Ponto para a torcida.
    Não sou contra a diretoria, só precisam escutar mais as vozes da arquibancada.

    • Nisso vc está certo. De fato, acho que pela diretoria ainda estaríamos com Sandro Barbosa – ou ele teria pedido para sair.

  19. Arnildo Ananias de Oliveira
    19

    NESSA TOADA,

    aliada ao fato q jogamos 3 mandos de campo pela janela – sem esboçarmos, aparentemente, nenhuma reação jurídica! – ñ antevejo coisa (VTNC) boa na Copa do NE. Grandes perdas técnicas e, principalmente, FINANCEIRAS.

    Se passarmos da 1ª fase já será lucro. À menos q, entre o Natal e o Ano Novo, aconteça TUDO q ñ aconteceu, até agora.

    Quem tava achando nosso time fraco pros nossos compromissos no Ano de nosso Centenário, vá dando Graças a Deus se, pelo menos, o mantivermos pra 2014. E ñ venham esnobar o DM9 pois o q vejo “livre” aí no mercado, ñ tira as chuteiras dele nem com uma garrafa de 51 na cabeça.

    Só vejo uma tênue esperança: o garoto Wagner, da Copa SP do ano passado.

    É isso aí.

    SAUDASANTA

  20. André Tricolor Virtual
    20

    Grande Cobrão,

    Narrativa emocionante. Era muito pequeno e não estive nesse jogo, mas suas palavras foram tão reais que a todo estante me senti presente. Ser Torcedor do Santa é Amor Puro!

    Que as desgraças do passado estejam guardadas nos museus do esquecimento. Que esses últimos três anos de glórias sejam combustíveis para novas conquistas.

    Acredito que seria importante uma grande contratação de “nome”, para motivar ainda mais a imensa torcida apaixonada do Santa. Sou a favor da repatriação do atacante Grafite.

    Abraços a todos e boas festas!

    VIVA SATINHA !!!

  21. André Tricolor Virtual
    21

    * VIVA SANTINHA !!!

    Caramba foi a emoção do gol do Gomes …

  22. Arnildo Ananias de Oliveira
    23

    REALMENTE UMA BOA NOTÍCIA:

    contrato do garoto Wagner – em quem vejo um futuro muito promissor, jogador tão ou mais frio q o nosso DM9 – estendido até 2016:

    http://www.coralnet.com.br/noticias_ler.asp?id=19943

    Saravá!

    SAUDASANTA

  23. Aos que fazem o blog( Dimas&cia)e aos que participam com
    seus comentários, UM FELIZ NATAL E UM 2014 COM SAÚDE E
    PROSPERIDADE, que no próximo ano o tricolor do arruda
    conquiste tudo que disputar.
    No natal pensem no aniversariante, no ano novo pensem
    no Santinha!
    Saudações Corais.

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