1978 – O ano que não acabou

 

santa-cruz-de-1978.jpg

 Semana passada, recebi do tricolor Enildo uma foto do time do Santa Cruz de 1978. A fotografia me fez lembrar de um tempo em que o Mais Querido era respeitado em todo país. Apreciei a foto, mas não satisfeito, instiguei Enildo a escrever sobre aquele ano. O texto é longo e, por isso mesmo, rico em detalhes. Enildo, com precisão e rara memória nos conta a história de um dos melhores times já formados pelo Santa Cruz.

Saudações tricolores,

Dimas Lins


Enildo Lemos C. Vasconcelos
 
Pegando o gancho naquele livro do Zuenir Ventura sobre a revolta estudantil nos anos de chumbo, liberação sexual das mulheres, amor livre, etc., etc., eu creio que não há título melhor para descrever o longínquo ano de 1978 para nós, tricolores.
 
Foi um ano que começou, futebolísticamente falando, ainda em 1977, considerando que o Brasileirão daquele ano estava em sua 3ª fase, e nós entramos num grupo em que toda imprensa do Brasil, e não apenas a recifense, nos credenciava como, ao lado do Palmeiras, o favorito para passar para as semifinais. Afinal, os concorrentes da chave eram: América/RJ, Clube do Remo/PA, Desportiva/ES e o Operário/MT, além do já citado Palmeiras.
 
Pois bem, iniciamos logo com um tropeço do krai em pleno Arrudão: 2×2 contra o América/RJ, depois de estar atrás do placar por duas vezes e de dominar o jogo do início ao fim. O América fez 2 gols em rápidos contra-ataques com Dé e Almir e empatamos com Nunes e Fumanchu. Saímos para jogar contra o perigoso Operário que tinha um presidente riquíssimo e era muito amigo dos caras da antiga CBD, e eles conseguiram segurar o 0x0 com o nosso time. A seguir, ganhamos da Desportiva por 2×0, enfiamos 3×1 em pleno Pacaembu no Palmeiras, mesmo jogando com 10 jogadores (Nunes foi expulso ainda no 1º tempo quando estávamos ganhando por 1×0 gol do próprio). Fomos decidir a vaga em casa, contra um Clube do Remo, já eliminado, e precisando ganhar por uma diferença de 2 gols ou mais, o que nos garantiria os 3 pontos (vitória simples só valia 2).
 
Aí começou a putaria: 1º) o Operário, que era o nosso único concorrente aquela altura, conseguiu manter o horário do seu jogo com um Palmeiras eliminado para as 22:30, ou seja, jogaria parte do primeiro tempo e todo o 2° tempo sabendo do nosso resultado e se teria chances de chegar lá; 2º) a FPF, para variar, não esboçou nenhuma reação para defender o seu afiliado, e finalmente 3º) a imprensa notificou com um atraso de 5 anos numa reportagem da revista Placar sobre a máfia da loteria, que o nosso goleiro Joel Mendes tinha se vendido para o operário. Afinal, desfez-se o mistério. Como um dos melhores goleiros do País leva um gol bisonho daqueles – uma bola “recuada” de cabeça pelo número 10 do Remo, um tal de Mesquita e ele abre os braços e deixa ela passar mansamente entre eles, quase tocando na sua cabeça – tudo isso aos 44 do 2º tempo, nosso time sem o seu principal jogador e artilheiro que foi estava suspenso. Resultado: ganhamos por 2×1. Mas coincidentemente o Operário meteu 2×0 no Palmeiras – todos os gols após o encerramento do nosso jogo – e levou a nossa vaga das semifinais, sendo eliminado pelo São Paulo que ganhou nos pênaltis o título daquele ano em cima do favorito Atlético/MG. O Atlético, na minha opinião, era o único time melhor do que o nosso naquela época, com Cerezo, Marcelo, Paulo Isidoro, Reinaldo, Ziza… enfim, também um timaço. Na época pensei: que falta fez aquele pontinho perdido em casa contra o América/RJ…
 
Vida que segue, Nunes é convocado para a seleção que iria se preparar na Europa para a Copa da Argentina, aliviando um pouco do nosso sofrimento pela melancólica eliminação no Brasileiro. Ganha a posição de Reinaldo fazendo o gol da vitória sobre a então Campeã Mundial Alemanha Ocidental, em plena Munique. E, aqui na terrinha, a Diretoria se mexia e trazia o melhor jogador de Sergipe e um dos melhores pontas esquerdas que já passaram por Pernambuco (quiçá o melhor). Era Joãozinho que veio do Confiança, onde também tínhamos ido buscar Nunes 3 anos antes, e formamos o melhor ataque que já vi jogar no nosso Santa Cruz: Fumanchu, Nunes e Joãozinho.
 
Dá-se início ao Brasileirão 78 e mais uma vez somos destacados como favoritos ao título, afinal tínhamos o melhor treinador em atividade no País – Evaristo de Macedo – e um timaço entrosado e que jogava para frente seja quem fosse o adversário, independente do local. Até o temido Atlético/MG, que estava invicto há um longo tempo, nos enfrentou no Arruda e levou 3×0 no saco! Foi um passeio. Em todas as fases (3) terminamos em 1º lugar, fomos eleitos o melhor time do campeonato até o “mata-mata”.
 
Aqui peço licença para discorrer sobre um jogo contra o Sport (que, justiça se faça, também tinha um bom time, com nosso ex-goleiro Gilberto, Samuel, Cardoso, Assis Paraíba, Miltão, Mauro…), que aconteceu pela terceira fase onde pegamos Fluminense, Dom Bosco, Portuguesa, Operário/MT e a coisa, ops, Sport. Pois bem, o jogo começou quente, o Sport partindo pro abafa e logo com 1 minuto de jogo, após uma cobrança de escanteio, o lateral Cardoso cabeceia a bola na trave, ela resvala pelo lado esquerdo da área e cai nos pés de Pedrinho. Esse passa para Wilson Carrasco, que vê Fumanchu pronto pra dar o bote, e lança a bola. Resultado: Fumanchu ganha na corrida, sai na cara de Ivan – Gilberto não estava em campo – e fuzila 1×0 prá nós! Aí, eles se desesperam. Partem pro tudo ou nada e, em outro contra-ataque pela ponta esquerda, é a vez de Joãozinho fuzilar: 2×0. No 2º tempo eles já voltaram “amaciados”, o suficiente para ficarem na defesa e garantirem uma derrota “honrosa”, mas nada que impedisse que Nunes, após cruzamento de Joãozinho fizesse o seu e fechasse o caixão deles: 3×0. Após o jogo ainda encontrei com 2 colegas de colégio burro-negros e fomos, eu e meu irmão, tirando onda com a cara deles até a conde da boa vista.
 
Vem o mata-mata. PQP, eu tinha certeza absoluta que a gente passaria pelo Internacional e pelo vencedor de Palmeiras x Coritiba. Minha dúvida era o Vasco na final, pois era o time do presidente da CBD – o mesmo que simulou a contusão de Nunes na granja Comary para poderem justificar a convocação de Roberto Dinamite – altamente mafioso e manipulador. Pois bem, o Internacional era um time de respeito, com Marinho Peres, Falcão, Batista, Jair, Valdomiro, Escurinho, mas o nosso time também era foda com Paranhos, Carlos Alberto Barbosa, Givanildo, Betinho, Wilson Carrasco, Fumanchu, Nunes e Joãozinho. O jogo estava truncado, muito disputado no meio de campo até que sobrou uma bola para o experiente Pedrinho e ele quis fazer uma gracinha na frente de Batista, resultado: Perdeu a bola e Batista cruzou na cabeça de Jair, Inter 1×0. Ainda fizemos uma pressão, Gasperin, o goleiro deles, defendeu uma falta na gaveta cobrada por Betinho, mas o 1º jogo foi isso mesmo: 1×0 para eles.
 
Veio o 2º jogo no Arrudão e logo aos 11 minutos Nunes faz um gol de raça: 1×0 pra gente! Pensei: é hoje! O Internacional todo recuado e só dava Santa Cruz, mas eles seguraram o 1×0 no primeiro tempo. Aí, veio o 2º e a ducha de água fria. Logo no início, Alfredo Santos se enrola com a bola, fica com mais pernas que uma aranha até que aparece um tal de Bill, um centroavante trombador que eles tinham, rouba a bola e fica na cara do goleiro: 1×1. Fomos pra cima com tudo, mas, já perto do final, em outra merda de Alfredo Santos que se enrosca novamente com esse Bill (se bem que achei que foi falta na bola), eles viram, pronto: nos fudemos de novo e no Arruda! Saí do campo como uma barata tonta procurando uma justificativa para aquilo tudo. O nosso freguês Palmeiras tinha passado e eliminou o Internacional nas semifinais, indo fazer a final com o jovem e perigoso Guarani de Zenon, Renato, Careca e Bozó que, contra todos os prognósticos – após eliminar a coisa com 2×0 na ilha e 4×0 em campinas, passou também pelo Vasco – terminaria campeão daquele ano que tinha tudo para ser nosso!
 
Vale o registro que estávamos invictos durante todo o ano, vindo a perder a invencibilidade justamente quando não podíamos perder.
 
Ainda chegamos a disputar o torneio Pernambuco/Bahia e ganhamos com sobras, vencendo o Bahia 2 vezes: 2×0 (gols de Nunes) e 3×1 (Fumanchu2, e Joãozinho) em  plena Fonte Nova, mas o gosto amargo continuava.
 
Aí deu-se um mini-desmanche: Fumanchu queria voltar para o Rio e o Fluminense fez uma proposta altíssima por Nunes (na época foi a maior transação do futebol brasileiro) e terminou levando os dois! Wilson Carrasco pediu alto para ficar (estava emprestado pela Ferroviária de Araraquara) e acabou indo jogar na Portuguesa. Como solução, nos valemos do prata da casa Jadir improvisado de ponta-direita, já que Gonçalves contratado junto ao Dom Bosco não foi aprovado, no lugar de Fumanchu. Carlos Roberto foi para a meia esquerda no lugar de Wilson Carrasco e efetivamos o reserva Neinha que fomos buscar no início do ano junto ao Treze de Campina Grande.
 
Prestes a iniciar o pernambucano, a coisa, sabendo que só ia levar lapada, pediu o penico e não disputou o Campeonato, o qual ganhamos com os dois pés nas costas. Marcamos mais de 100 gols, tivemos o melhor ataque a defesa menos vazada e o artilheiro da competição – Neinha. E para coroar a campanha e minimizar a nossa frustração, arranjaram uma “final” contra o Náutico no campinho dos aflitos e o resultado não poderia ser outro: 4×0 com direito a olé e gols de Betinho e Joãozinho (3) – ou foram três de Betinho e um de Joãozinho?
 
Sei lá, só sei que, mesmo com esse título incontestável, aquele ano em que nós éramos considerados por todos a melhor equipe do País, ficou no ar como se não tivesse acabado até hoje.
 

32 Comentários

  1. Grande Lembrança Enildo, ainda mais nesses tempos de Julianos, Robervais, Badés….

    Esse é o meu Santa Cruz de todos os tempos. No fatídico jogo contra o Inter, se não me angano, o time foi : Joel Mendes, Carlos Alberto Barbosa, Levi Culpi, Alfredo Santos, Pedrinho, Betinho, Givanildo, Wilson Carrasco, Nunes, Joãozinho e Fumanchu.

    Esse time foi líder geral na 1ª fase e líder do seu grupo na 2ª e na 3ª fases, chegando ao mata-mata invicto. Terminamos em 5º lugar com 48 pontos em 29 jogos, sendo 16 vitórias, 11 empates, 2 derrotas (PQP), 52 gols pró e 23 contra. O freguês Palmeiras ficou em segundo com 44 pontos em 32 partidas.

    Ficou-me a mesma sensação de algo inacabado, de uma tremenda injustiça, dessas que só o futebol é capaz de proporcionar. Lembro que até a revista Placar – eu era leitor assíduo – chegou a botar na capa uma possível final entre o Santa e o Guarani. Não lembro direito da capa, mas havia a chamada com uma interrogação: San x Gua? No mínimo merecíamos chegar à final. Desnecessário dizer que tomei uma das maiores cachaças da minha vida e nem fui trabalhar no outro dia.

    Claro que não se pode esquecer o time do penta e aquele de 1975, mas esse de 1978 era quase perfeito, especialmente o meio-campo e o ataque. Bons tempos.

    Saudações tricolores!

  2. Ducaldo,

    Do time daquele jogo contra o Internacional vc só confundiu a zaga: Levir já tinha sido vendido ao Colorado do Paraná (que anos depois se fundiria com o Pinheiros formando o Paraná Clube), quem jogou foi Paranhos – era pau puro!

    Saudações Tricolores!

    Enildo

  3. Complementando: O time de 1978 tem a maior série invicta do brasileirão até hoje; são 27 partidas sem derrota, sendo que o time que mais se aproxima desta marca é o Palmeiras de 1972-1973, com 26 partidas sem perder.

    Saudações tricolores!

  4. Marcos-Garanhuns
    4

    Espetacular narrativa do tricolor acima. Histórias iguais a essa só escutei até hoje do meu amigo Bacalhau, aqui em Garanhuns. Confesso que as lágrimas chegaram, lembrei da minha infância feliz, lembranças de um Santa Cruz quase que imbatível. Parabéns a Dimas e ao tricolor Enildo.

  5. É verdade Enildo. Naquele jogo a zaga foi formada por Paranhos e Alfredo. Valeu pela lembrança.

  6. Robson/Piauí
    6

    Companheiros, apesar da ressaca moral pela derrota, principalmente naquela circunstância, para uma criança de 12 anos, que era o meu caso, no fundo no fundo, o sentimento era de orgulho. Meu time era muito bom, era execelente. Ficou claro que o emocional, a vontade exasperada de vencer atrapalhou naquele dia. Éramos imbatíveis até o primeiro confronto contra o Inter. O primeiro jogo eu vi pela tv, o goleiro deles foi o melhor em campo. Terminada aquela partida, com a quebra de nossa invencibilidade, mas a certeza que em casa seria diferente. Ansiedade, foi isso que nos impediu de chegar ao objetivo. Até hoje eu tenho um time de botão com aquela famosa e clássica formação. Paranhos e Pedrinho não eram essas coisas. Meu pai não gostava muito de Alfredo Santos, apesar de eu não concordar, mas o resto do time só tinha craque. Até Joel Mendes se garantia. Hoje nosso time é apenas uma caricatura daquela seleção.

  7. Coronel Peçonha
    7

    Grande Enildo,

    Recorde-nos sobre a “raça” das susies ao abandonar o estadual. Eu tenho péssima memória, não me lembro o motivo disso. Me lembro que eles não jogaram e que as barbies depois queriam fazer o mesmo.

    Por que foi que eles abandonaram o estadual? Isso é bom para desmistificar o que se diz hoje por aqui.

    O seu texto, por exemplo, traz fatos – que lembranças eu tenho; Fumanchu e Ramon sempre foram meus atacantes no futebol de botão – que parece nunca terem existido.

    Vamos resgatar a verdade!

    Parabéns.

    O Santa Cruz é minha pátria.

  8. Coronel Peçonha
    8

    Mais um detalhe: quando Ramon ganhou a artilharia nacional, só se dizia que era muito fácil fazer gol no Santo Amaro, Ferroviário, América, etc, ao contrário dos outros concorrentes do sul maravilha.

  9. Dimas, no site do Milton Neves tem várias fotos da seleção pernambucana da década de 70, dá uma olhada lá:

    http://miltonneves.uol.com.br/qfl/

    É só fazer uma busca por “Santa Cruz”, um abraço!

  10. Valter Azevedo
    10

    Grande Enildo, você é foda mesmo !

    Tava lá nesse jogo. Lembro bem dele. Do golaço de Nunes (jogo com Nunes já começava 1 x 0 pra gente …), da festa da torcida … e da virada dos colorados. Grande time aquele. Fumanchu, Nunes e Joãozinho foi o melhor ataque do Santa que vi jogar, no estádio. Talvez o melhor mesmo de todos os tempos. E com um meio-campo que tínhamos, era festa. Bons tempos … Acho que nunca mais veremos isso, mas também não precisamos ver o que estamos vendo hoje. Mudanças urgentes, antes que a série C bata a nossa porta.

    Saudações Corais

  11. Artur Perrusi
    11

    Grande texto Enildo, memorialista do Santinha! Reconheço que o time de 78 foi “o” time do Santa, mas 75…

    Naquele ano, sofri bem mais do que 78, justamente por causa daquela derrota em Porto Alegre – sabia que seria difícil ganhar do Inter, ainda mais naquela época em que, como agora, o Inter era potência. Mas 75 foi de lascar. Jogávamos no Arruda e, passando pelo Cruzeiro, iríamos decidir a final no nosso campo contra o Inter. O gol da derrota foi aos 48 minutos (num tempo em que era raro algum juiz deixar o jogo passar dos 45 minutos), de Palhinha, na barra da rua do Canal, na minha frente. Pena que jogamos sem nossa grande estrela, Mazinho, o Deus de Ébano – aposto que, com sua presença, a história teria sido diferente.

    Até hoje, acredito piamente que fomos roubados, e a velha guarda (meu pai, por exemplo) nem pode ouvir falar do juiz desse jogo (?). Ai, ai, se ganhássemos… Como o “se” é doloroso. Não deveria existir “talvez” na vida. Quem sabe… Além o mais, já tínhamos ganho do Inter no Arruda com um gol de falta de Pio. Ganharíamos, novamente, tenho certeza. Mas a certeza faz parte do condicional, infelizmente.

    Aquele gol e Palhinha, fez-me desabar (já esperava, todos esperavam, a prorrogação) – já durante o jogo perguntava constantemente ao meu pai, se criança tinha enfarte; ele dizia que não, e eu não acreditava… Era pequeno e soube ali o que era o significado da perda. Um aprendizado um tanto amargo, confesso. Chorei como nunca chorei na minha vida. Fiquei tão desconsolado que meu pai esqueceu-se de seu sofrimento, ao ficar preocupado comigo. Senão seriam dois tricolores, um pai e um filho, aos prantos no Arruda.

    A história do Santinha é fascinante, mas tem seus momentos ingratos. 75 foi um deles…

  12. caramba, muito foda!!!
    o texto e o comentarios dos tricolores estao perfeitos!

    nao presenciei esses grandes times do Santa Cruz, mas tenho fé de que vou ver ainda mais outros times q vao entrar pra historia do Santa e do Brasil!

    FORÇA SANTA CRUZ!!

  13. Também não presenciei o Santa Cruz dessa época. Parabens a esses grandes tricolores (ducaldo, Robson/Piaui e outros) que acompanharam esses times espetaculares que o Santa teve.
    Espero um dia ver o nosso Santinha repetir essas grandes fases.

    SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!

  14. Texto do caralho! Nasci em 78! Acho q vou ter que nascer de novo!

  15. Timaço,tinhamos tudo para ser tri-campeões nacionais defato.Ao analisar vários jogos em video pude constatar que sempre que estávamos em condições de disputa próximos a alguma final,sempre algum jogador por motivos alheios dava uma furada e acabava com o trabalho um ano todo.Precisamos corrigir isso para que não volte a acontecer no Futuro,pois não tem dúvidas que estamos nos reerguendo.

    du@!!!!

  16. Tiago silveira
    16

    Genial…

    Infelizmente eu nasci em 1978, quer dizer num sei se digo infelizmente pois vejo que foi(e pelo que já tinha escutado, não com tantos detalhes) um grande ano pro nosso eterno Santa Cruz Futebol Clube.
    Sou de uma família de tricolores, eternos amantes, meu avó(em memória) me contou algumas histórias e meu pai outras, mas como ele mesmo me diz sempre: “Esse não é o Santa Cruz Futebol Clube que eu conheço”.

    É por isso e por outras coisas, que tenho a certeza que o Santa Cruz Futebol Clube esta passando somente por uma tempestade, e que certamente num futuro não tão distante veremos, e contaremos essas e muitas outras histórias para a futura gereção de tricolores…

    Eternamente SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE!!!

  17. Como dizia o velho Jack, vamos por partes – e me desculpem pelas respostas longas, mas quando eu falo do nosso Santa Cruz, eu não consigo ser sucinto:
    1) Não sei de onde o amigo Dimas tirou o Cavalcante, mas meu nome é Lemos Correia Vasconcelos;

    2) Ducaldo, não são 27 partidas invictas, e sim 35, pois a nossa última derrota havia sido em 1977 no mineirão para o Atlético/MG (3×1 de virada, nosso gol foi de Nunes) e jogamos mais 8 pelo Brasileiro daquele ano: 1×0 no Guarani(Nunes); 3×0 Americano(Nunes,2 e Alfredo Santos); 3×2 Grêmio lá em POA(Jadir, Almir e Fumanchu); e os 5 jogos que eu mencionei no inicio do texto (América/RJ, Operário, Desportiva, Palmeiras e Remo);

    3)Grande Coronel, a desculpa “oficial” da coisa para pular fora do campeonato foi que o mesmo era deficitário, mas o que eles tinham era muito medo mesmo da Seleção do Arruda – tiveram sorte de só jogarem duas partidas conosco em 78: levaram de 1×0 e 3×0, além de estarem devendo muito aos seus jogadores – Ivan e Amilton Rocha tão logo terminou o campeonato brasileiro foram para o Palmeiras, Mauro – que era o melhor jogador deles foi para o Cruzeiro junto com o lateral esquerdo e hoje empresário de futebol Nivaldo, praticamente de graça, apenas para pagar os boleiros e os liberarem para outras equipes – lembro que eles mandaram fazer adesivos com a frase “sem a coisa qualquer um á campeão”, em 79 faturamos o BI e demos o troco mandando também imprimir adesivos com a frase: “E com ele é mais fácil!” – meu pai comprou uns 10 para distribuir com a família;

    4) Grande Artur Perrusi – o inspirador da gloriosa torcida “Besta Fubana”, realmente aquele time de 75 também é inesquecível, até porque ele foi totalmente reformulado depois que perdemos o hexa em 74, Luciano foi para a coisa, Erb pro Guarani, devolvemos os gaveteiros Raul Marcel e Celso pro Palmeiras, Paquito voltou para o Coritiba e trouxemos meio time do Grêmio juntamente com o seu ex-treinador Carlos Fronner – Jair para o gol, Renato Cogo(o único que não aprovou) era lateral-direito, Carlos Alberto Rodrigues, meia esquerda e o inesquecível Mazinho Deus de Ébano, além de Vôlnei e Alfredo “galêgo” do Guarani e Fumanchu do Vasco – lembro que o pernambucano serviu para “encaixar o time” – terminamos atrás de coisa e timbicha, o início do brasileiro foi “meia boca” começamos perdendo para o São Paulo de virada no Arruda por 1×2, mas a partir da 2ª fase do Brasileiro, já com Paulo Emílio como técnico não teve prá ninguém, até aparecer aquele juiz no jogo contra o Cruzeiro e empatar o jogo no finalzinho do 1º tempo _ tava 1×0 prá nós e entraram uns 4 jogadores do cruzeiro em impedimento: Palhinha, Joãozinho, Zé Carlos(que fez o gol) e salvo engano o Roberto Batata, foi uma ducha de água gelada em cima da empolgação do time e da torcida, lembro que o saudoso Ivan Lima recusou-se a gritar gol, falando sobre o roubo absurdo, limitou-se a dizer:”o juiz decreta o empate da partida”, diga-se de passagem que disputaríamos a final tb no Arruda pois naquela época o time que tivesse a melhor classificação na fase anterior, decidiria em casa em jogo único, e como vc bem lembrou, haviamos vencido o temível Internacional no Arruda com um gol de falta do Pio, e tínhamos tudo para repetir a dose, sem falar que o time sentiu muito a ausência de Mazinho, que teve a perna quebrada de forma criminosa por Júnior do Flamengo, quando metemos aqueles 3×1 em pleno Maracanã e os eliminamos das semifinais. Também fiquei com um tremendo sentimento de perda após aquele jogo – só para o pessoal mais novo ter uma idéia do nível do time, Nunes era banco de Ramón, Vôlnei(outro craque de bola) era banco de Mazinho; Carlos Alberto Barbosa teve que suar muito para ganhar a posição de Orlando na lateral direita e no gol quem era o titular: Gilberto ou Jair?

    Finalizando e só para aguçar a curiosidade da turma: quem foi o juiz que nos roubou naque jogo?

    Saudações Tricolores!

  18. Enildo, eu usei o critério de série invicta em um mesmo campeonato, adotado pela revista placar, por isso nossos números são divergentes, porém corretos.
    O palmeiras, por exemplo, conseguiu jogar 26 partidas sem perder no brasileiro de 1972 e repetiu o feito no brasileiro de 1973. Até hoje é o time que chegou mais perto da nossa marca, adotando o critério acima.

    O árbitro que nos tirou da final em 1975 foi o Armando Marques. Grande time e outra grande injustiça que nos aconteceu. Até o mestre Didi, treinador do Fluminense naquele campeonato, falou: “O Santa Cruz vai dar muito trabalho na final”. Errou duplamente na sua previsão.

    Em 1975 nós realmente começamos “meia boca”. Terminamos a primeira fase com 12 pontos, em 5º lugar no nosso grupo. Ainda asim tiramos uma casquinha da barbie (2×1) e empatamos com a coisa (3×3). Depois o time engrenou e só foi parado pelo apito do sr. Armando Marques.

    saudações tricolores!

  19. Enildo,

    Falha nossa, já está corrigido.

    Mais uma vez, grande texto e esperamos outros.

    Saudações tricolores,

    Dimas Lins

  20. Ducaldo,

    O juiz ladrão foi outro: Romualdo Arppi Filho.

    Dimas,

    Como te falei, tô numa guerra danada, mas quando folgar um pouco vou tentar enviar outro texto.

    Saudações Tricolores!

  21. Na minha fonte, não muito confiável é verdade, consta Armando Marques. Mais uma vez você está certo.
    Creditemos o prejuízo na conta do famigerado “rei do empate”. Aliás, justamente o ábitro conhecido como “rei do empate” deu a vitória ao nosso adversário.

    Saudações tricolores!

  22. Junior Melo
    22

    Caro Arthur perrusi, você me fez lembrar quando venvemos o inter no arruda com um gol de pio de falta. que maravilha, estou arrepiado de lembrar daquele dia parece que estou vendo a pancada da intermediária no canto esquerdo de manga. aliaz tirando a sua invencibilidade naquele campeonato. É…… BONS TEMPOS! VIVA O SANTA CRUZ DE TODOS OS TEMPOS!

  23. Marco - direto de Natal/RN
    23

    Meu pai tem sorte, ele viu a grandíssima fase do Santa Cruz (inclusive estava no Colosso naquele famoso 5×0 que enfiamos na coisa imunda). Nunes e Vôlnei era a dupla de ataque.
    Já eu vi Merixica e Nenê… sinal dos tempos, infelizmente.
    Já fomos grandes, merecíamos um título brasileiro. Hoje não merecemos nada mais que uma série B. :-\

  24. Edilson Lyra
    24

    BOAS LEMBRANÇAS!!!

    Sou paulista, tenho “apenas” 37 anos, mas lembro-me muito bem dessa fase do Santa! Que timaço!! Olha, até o início dos anos 80 (acredito que até após uma goleada inexplicável que o Santa levou do Bahia, 5X0 em 1981), o Santa era, sem dúvida dos clubes que jogavam para vencer o campeonato Brasileiro. Tenho até hoje um jornal que narra um dos grandes jogos daquela época, a final do 1º turno do Pernambucano de 1980!! Vocês podem estar pensando, como um paulista pode saber de tudo isso sobre o Santa! RESPONDO: SOU PRIMO EM PRIMEIRÍSSIMO GRAU DE CARLOS ROBERTO, MEIA-ESQUERDA CITADO NA REPORTAGEM, e tive a felicidade de acopanhar toda essa fase feliz da história do Santa. Como já era (e continuo sendo) são paulino, não foi difícil me simpatizar também com a coral!!!

    ABRAÇOS

  25. Prezados Enildo e Dimas Lins,
    Estava fazendo uma pesquisa de imagens do Santa Cruz quando me deparei com a maravilhosa foto lá de cima, do timaço de 1978. Lamentavelmente a imagen não expande, isto é, foi publicada com o seu tamanho reduzido e, além disso, aparece ligeiramente distorcida.
    Sou colecionador de fotos virtuais de times de futebol. Em alguns casos, também me utilizo das imagens com boa resolução para fazer meus próprios times de futebol de mesa (jogos de botão), uma paixão que me acompanha desde garoto.
    Por isso escrevo a vocês: primeiramente para parabenizá-los pela excelente matéria e, também, para solicitar o envio da imagem daquele timaço via e-mail, caso seja possível.
    Peço-lhes apenas a gentileza de reproduzirem a imagem em alta resolução, ou seja, escaneá-la com uma resolução mínima de 300dpis, ok?
    Um abraço a ambos e muito sucesso!
    Vitor
    vsbotonismo@gmail.com

  26. Espetacular relato!

  27. antonio saraiva
    27

    falar do santinha e voltar ….stou emocionado bandeira de 4 metros na social camapanha dos 20 mil socios,curiosoidade fomos campeao nos aflitos viemos tds de pes p/sede com minha badeira ,chegamos a sede antiga levaram minha bandeira nao me lenbro do ano se alguem estuver com ele por favor devolvame,com tudo nunes arrenbentou saiu uma foto com nunes lendo a revista placar ou manchete esportiva e me chamaram p/tira foto para jornal eu nao fui. arrancada de joazinho p/esquerda caramba.betiho,pedrinho,fumanchu,terto.gtopo gigio.saudades a unica briga de torcida era guerra de laranja saudaçoes tricolores acabaram com meu santa eu nao sei comoe q um presidente faz aquilo e uma vergonha

  28. antonio saraiva
    28

    eu de novo aqui enildo nos fale do jogho do santa com o santos com pele eu fui com meu pai e tambem do santa com a seleçao da thecslovakia.sudaçoes tri.tricolor.tri;tritri.tri.tricolor

  29. geraldoalves
    29

    Que tempo bom foi esse,será que volta?

  30. geraldo alves
    30

    Vamos sempre agreditar nesse grande time.

  31. Paulo Sales
    31

    os anos 70 passaram e o santa merecia ter conquistado um titulo nacional pois foi disparado o melhor, coisa que só acontecem no futebol brasileiro quando a verdade e ofuscada pelos interesses politicos
    a desconvocação de Nunes foi ridicula se ele já estivesse no flamengo não aconteceria de jeito nenhum…

  32. JOSIAS DANTAS FERREIRA
    32

    Sou torçedor do Santa Cruz,desde 1969,no começo do PENTACAPEONATO(1969-1973),assisti no ARRUDÃO,diversos jogos,levava meu filho com três anos até que ele hoje é tricolor também,hoje, meu neto de 05 anos,também é tricolor doente…É muito legal acompanhar a história do santa.Até
    torçedores rivais”tiram o chapeu”prá nosso gigante tricolor..Embora passando por crises,SANTA CRUZ,impõe medo nos adversários.Muito boa a “reconstituição da historia,dos jogos,batalhas,atletas,etc,etc,,Parabéns!!!! Abraços!!!!!

Trackbacks/Pingbacks

  1. Blog do Santinha » Rádio do Santinha 1 - Santa Cruz 5 x 0 coisa (1976) - [...] Obs.: O texto foi enviado originalmente pelo autor, Enildo Lemos, para o extinto site www.santacruz.esp.br em 2001, e recentemente…
Regras de moderação do Torcedor Coral
O Torcedor Coral não se responsabiliza pelas opiniões de seus leitores, mas se reserva ao direitor de excluir, sem aviso prévio, os comentários que:
1. Façam acusações sem provas;
2. Configurem qualquer tipo de crime, de acordo com as leis do país;
3. Contenham ofensas pessoais a quem quer que seja, mesmo que o ofendido seja reconhecidamente um canalha;
4. Defendam ou enalteçam o LEF, pois nós somos liberais, mas nem tanto assim;
5. Utilizem e-mails falsos ou inexistentes;
6. Tenham características de chat ou bate-papo;
7. Copiem textos publicados em outros espaços virtuais, ao invés de publicarem os links das matérias originais.
8. Publiquem sistematicamente os mesmos comentários, repetições de ideias ou opiniões;
9. Publiquem comentários com prevalência em caixa alta, que é o mesmo que gritar na internet;
10. Manifestem intolerância à liberdade de opinião;
11. Tenham características de perseguição a outros leitores;
12. Manifestem, implícita ou explicitamente, mensagens eleitorais, tanto de candidatos a cargos no clube, quanto de partidos políticos;
13. Contenham mensagens abusivas, desagradáveis, ostensivas, cansativas e que não se utilizem de bom senso.

Algumas palavras estão programadas para cair automaticamente na moderação de modo a facilitar o cumprimento das regras. Assim, seu comentário será liberado o mais rápido possível, se for constatado que não houve violação.

O sistema anti-spam do Torcedor Coral, utilizado para evitar malwares ou vírus, ocasionalmente poderá reter indevidamente um comentário legítimo. Também poderão ser retidos indevidamente os comentários que contenham dois ou mais links, pois são através deles que ocorrem ataques ao blog. Tão logo esses casos sejam identificados, os comentários serão liberados.

Lembre-se, o trabalho no Torcedor Coral é realizado de forma voluntária por cada um dos editores, cronistas, moderadores e colaboradores, já que todos atuam profissionalmente em outras áreas. Dessa forma, tenha paciência, caso seu comentário não seja liberado imediatamente.

Para comentar regularmente, o autor deve ter um comentário aprovado anteriormente no Torcedor Coral.

Os casos omissos serão definidos pelos editores do blog.

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *