
Não tem rico nem pobre. Não tem famoso nem desconhecido. Não tem bonito nem feio. Todo jogo de futebol simplesmente se decide de uma única maneira: são onze contra onze e ponto final.
Digo isso devido ao nosso famigerado restinho de ano. Acompanhando as notícias sobre o futebol do nosso Santa, acho impossível não traçar uma série de paralelos entre a série D e o ano passado, nesse mesmo período de hibernação futebolística. Escutei imprensa e torcida dizerem que se mantivéssemos o mesmo time e a mesma comissão técnica que terminou o pernambucano, seríamos francos favoritos ao título da série D. Discordo, afinal são onze contra onze, amigos.
Jogamos duas vezes contra o Porto, time que disputaria a série D. Perdemos uma delas. Jogamos duas vezes contra o Americano, que nem a vaga para a série D conseguiu, perdemos as duas. A questão não são os onze jogadores que entram em campo, mas, como eles entram em campo. Não vejo diferença entre um craque mascarado que não quer jogar e um mediano esforçado, dedicado e comprometido com equipe. Alguém se lembra de Edmundo ano passado quando atrasaram os salários dele? Alguém se lembra das seguidas contusões de Juninho?
Bom, acho que o principal dessa série D é poder pagar tudo certinho. Isso é básico. Toda empresa tem que ter despesas compatíveis com as receitas. Mas, e se nossa campanha de sócios arrecadasse um milhão por mês, adiantaria ter uma folha desse valor para disputar a quarta divisão? Adiantaria pagar 100 mil a um medalhão que teria que viajar três ou 4 horas de ônibus para jogar contra um time que ele nunca ouviu falar? Nesse ponto eu concordo em contratar os destaques do pernambucano. Mas, antes que falem mal de mim, porque o ano passado fizemos isso e deu no que deu, deixe-me explicar.
Ano passado, não contratamos os destaques do pernambucano, esmolamos alguns jogadores do pernambucano. Pedimos quase pelo amor de Deus para o Porto ceder sem custos três jogadores. Passamos uma semana para fechar a liberação do “craque” da Cabense. E, esses jogadores que estavam chegando, vinham para um time fadado ao fracasso devido à falta de crédito da diretoria. Os jogadores chegaram sem compromisso com o time, com a torcida e sem responsabilidade, uma vez que, jogaram num time que foi sétimo no pernambucano. Além disso, disputamos 12 rodadas e até a décima ainda estávamos contratando e estreando jogadores. Num campeonato de metas curtas, o planejamento não pode ser por demanda. Contratar um jogador, descobrir que ele não tem condições de jogar no Santa e dispensá-lo após três jogos significa perder 50% de uma fase. E isso aconteceu conosco.
Esse ano, estou vendo as coisas diferentes. Vejo motivação nos contratados, vejo que eles estão acreditando no projeto (quem não acredita, que saia mesmo). Vejo condições de pagar todos em dia. Vejo que, se não temos um “esqueleto” de time formado, temos já algumas costelas. Vejo planejamento bem feito ao ponto até de negar fazer amistosos agora para não queimar ninguém. Tenho esperanças sim mas, não esperanças bestas de um torcedor, tenho uma esperança crítica pelo que estou vendo. Acredito no Santa sim, mesmo achando o grupo que vamos jogar na série D mais forte que o da série C do ano passado.
Vai dar certo dentro do campo? Não sei, afinal, como escrevi no início, são sempre onze contra onze. Porém, nossos onze podem ficar tranqüilos, afinal, eles nunca estarão sós, sempre terão no mínimo uns 20.000 pertinho deles. E acho que com vinte mil e onze contra onze, temos muito boas chances.
P.S.: Tão dizendo por aí que a seleção vai jogar no Arruda para ver se o gramado está bom o suficiente para o Santa desfilar na série D.









Maneca, em tese concordo com tua tese. Só me surpreendo com notícias de que, por exemplo, Márcio Barros não tem a carteira profissional assinada nem o FGTS recolhido. Isso me dá um desânimo imenso.
Caso nos organizemos, trouxermos jogadores do nível técnico dos que estão chegando, pagando em dia, motivando torcida e elenco, acho que chegaremos onde queremos. É fundamental fecjar logo o elenco. E, nesse tópico, essa semana não foi boa. Teve-se que eperar FBC chegar para tratar as coisas. Pelo amor de Deus! Se Pedro Henrique e Márcio Barros não forem ficar, haverá de se contratar outros para o ataque. Então resolva-se rapidamente isso.
Prezados tricolores,
O marcio está desmoralizando a nossa diretoria, colocando o clube na justiça e todos aceitando, inclusive a diretoria falando em melhorar o seu salario para ele ficar.
o mesmo empresario dele ( *** ) tem outros jogadores que também vão colocar o Santinha na justiça. Pergunto: esses caras vão vestir o nosso manto com garra.Claro de NÃO.
Em tempo: foi contratado o sergio china para economizar, mais o cara só faz lobby para formar sua equipe, isso é ridiculo.
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***Editado pela moderação.
Olha, há dois lados da moeda nesta questão de Márcio. Se ele ficar, poderá ser um estorvo para o clube, pois desmotivado, poderá ser uma erva daninha entre os jogadores.
Se ele sai sem multa, na minha concepção, desmoraliza a diretoria, pois fica claro que o contrato não vale o que está escrito.
Acho que ele não deve sair de graça. Se fosse o contrário, ele estaria indo buscar na justiça tudo pelo pé.
Mas a minha maior preocupação está na falta de grana. Se houver atraso de salário dos jogadores, o barco afunda.
Saudações corais,
Dimas Lins
Gostei das contratações.
Ouvi em uma rádio que o Santa alegou que Márcio Barros não entregou a CTPS para ser assinada, apesar da solicitação do clube.
É comum alguns empregados mal intencionados, não posso dizer que é o caso, não apresentarem a carteira de trabalho para reclamarem posteriormente na justiça que estavam trabalhando sem registro.
Se não me engano, o advogado de Thiago Capixaba disse a mesma coisa.
O procedimento correto seria o trabalhador se apresentar com toda a documentação antes de começar a trabalhar. Faltou a CTPS…volte e traga a documentação completa.
Imagino que nos casos dos atletas desconhecidos que citei acima, isso seria resolvido rapidamente ( interesse deles de jogar em um clube grande).
No caso de um jogador famoso, o clube quer amarrar o contrato rapidamente antes que um concorrente atrapalhe.
O ponto principal, e é a minha sugestão, é que o Santa Cruz deveria ter um “manual” ou o nome que queiram dar para a contratação, desligamento, renovação de contratos, etc. Isso evitaria muitos problemas futuros. Quais os procedimentos que os setores pessoal, jurídico e médico devem seguir?
Queremos a profissionalização do clube. Temos que ser organizados em todos os setores.
Víbora,
Concordo contigo. A idéia do manual é perfeita e fica para futuras gestões. Aliás, podemos apresentar isso na reunião do conselho.
Saudações corais,
Dimas Lins
Apenas reforçando a informação sobre Márcio Barros.
Estão confundindo falta de registro com falta de anotação na CTPS.
O empregado sem registro não tem depósito do FGTS, recolhimento do INSS. A empresa não entrega recibos de pagamento, etc. Como dizem popularmente, ele é “clandestino”.
No caso de Márcio, houve uma falta de anotação de CTPS. Ele está registrado.
Vocês perceberam que ele se reapresentou. o procurador dele está falando em negociar. Quando um jogador sabe que tem razão, ele desaparece do clube e entra com reclamação na Justiça.
Espero que a diretoria tenha calma e não tome uma decisão precipitada. Acho que nosso direito é bom.
Corroborando o que diz Víbora, o juíz negou liminar a Márcio. Só voltará a avaliar o processo, depois de ouvido o Santa Cruz, dia 20 de julho – após o começo da série D, portanto.
Esse cara não pode sair de graça. Se não quer jogar, coloca ele em separado, treinando só. Mas de graça, de forma alguma!
Outra opção é: libera ele nesse momento, mesmo que sem o pagamento de multa, tendo como contrapartida a extensão de seu contrato, mantida a multa. Assim, possa ser que ele, de fato, se valorize e ao fim do nacional alguém queira lhe pagar a multa. O contrato poderia ser prorrogado até final do ano que vem, ou até o meio do ano que vem.
É isso.
DEIXA ESSE MERCENARIO SAIR SE ELE QUISER AGORA TEM Q BOTAR MORAL PARA OS DIREITOS DO SANTA CRUZ……………
SAUDAÇÕES TRICOLORES DAS BANDAS DO ARRUDA…………
Beleza Manoel pelo artigo, concordo com seu pensamento.
11×11 é isso aí.
Ao meu ver, Mácio Barros já era, não tem mais condições de vesir a camisa do Santa. Visto o que ele declarou para a impre$$a. Pode pegar o beco, mas ao nosso clube cabe recebeu a multa que tem direito e ponto final.
Sandações Santacruzenses… Sempre..
Vejam as palavras do Presidente do São Paulo em Nov 2008
“Em 2009, nossa arrecadação vai triplicar. Não vamos mais precisar vender um jogador por ano para fechar a conta. Assinamos uma parceria com a Visa, que vai reformar todo o setor térreo do Morumbi. O anel inferior terá acabamento de shopping center. As obras começarão já em janeiro, e não é balela. Vamos ter cinema, churrascaria de alto nível, escola de inglês. Todos os assentos serão trocados, os banheiros serão refeitos, nenhuma peça do que está lá hoje vai ficar. Vamos aumentar a cobertura, quem estiver nos primeiros bancos do anel inferior não vai tomar chuva. E na obra não vai entrar um níquel do São Paulo.”
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Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, ao “Estado de S.Paulo”
Alguma coincidência com o que tem sido feito (ou tentado) no Santa Cruz?
Esse é o verdadeiro caminho. O time vem a reboque. Temos um estádio que possui inúmeras áreas para serem exploradas. E agora também temos a vontade política para fazê-las. A inauguração da loja tricolor é só o primeiro passo. Temos que prosseguir nesse caminho, pois quando menos se esperar, estaremos na série B e talvez A, mas com sustentação para manter e aumentar o nr de sócios, camarotes alugados para empresas corporativas, etc.
São Onze contra Onze, mas o que pode ser uma igualdade numérica. Também Pode ser algo de uma diferença imensurável.
Por exemplo: 11 jogadores com salários atrasados,Não é a mesma coisa que 11 jogadores com salários e premiações em dia.
11 Jogadores sem condições de alimentação, de estrutura médica e fisioterápica precária, sem fisiolista, sem uma preparação adequada. É bem diferente de 11 jogadores bem alimentados, bem acompanhados clinicamente e com um trabalho físico dispondo de aparelhagens modernas.
Penso que só motivação, e contratar certo não é o bastante para uma boa campanha.
11 é igual 11 , pode ser que não.Depende.
Agora falando do momento, não temos o que temer!!
Meus argumentos se baseiam nos seguintes fatos:
- A 1a fase da série D (que vai até inicio de Agosto) vai ser um passeio. O representante de Alagoas deverá ser definido só no final desse mês. Daí serão mais uns 15 dias no mínimo para contratações e formação do elenco, pois todos os melhores jogadores do Murici ou CSA foram dispensados. Mal vai dar tempo para treinar a parte física e quando começarem a parte técnica, estará em cima do jogo de abertura;
- Em relação ao Central a situação é bem semelhante ao time de Alagoas, com agravante de ter perdido seus melhores jogadores (o Porto também);
- Da mesma forma que não existe bons jogadores disponíveis para o Santa que tem mais cacife para contratar, também não existem para esses times;
- Resta o Sergipe, que tb não é lá essas coisas;
- Enquanto isso, estaremos com o elenco fechado, treinando fisicamente e tecnicamente a mais de 1 mês, com 6 amistosos realizados para ajustes.
Dessa forma, não posso deixar de afirmar que a 1a fase já está no papo.
Em relação ao resto do campeonato, o santa possivelmente já terá uns 15.000 sócios em dia, arrecadando com isso uns R$ 300.000, podendo reforçar o elenco com jogadores da série B e até da A. No primeiro mata-mata, pegaremos possivelmente o segundo do outro grupo do NE, que é mais fraco que o nosso.
No segundo mata-mata, temos que ficar entre os 8 de 10.
No terceiro e decisivo mata-mata, faremos valer a nossa tradição com o arruda lotado!!!
E aí o que acham???
Maneca, concordo plenamente, sem grana, é fracasso na certa.
É melhor termos um time com um nível técnico um pouco abaixo e mantermos os salários em dia, do que contratar jogadores tarimbados e atrasar os compromissos.
Dá-lhe Santinha!
concordo com o amigo esse ano temos 1
elenco motivado não 1 ação caridosa
esse ano com a força da torcida vamos arrancar a elite.
Manoel, só não assino em baixo por uma pequena discordancia,
não fazer amistosos, time só pega entrosamento jogando, com
relação ao Marcio Barros, estão fazendo celeuma sem motivo,
pois ele é apenas um jogador esforçado, nada mais, e jogador
esforçado se encontra aos montes desde que receba em dia.
A previsão do CRB na série C é de uma folha salarial de R$
100 mil, por que teremos que gastar numa série inferior três
vezes mais?. É só contratar jogadores que realmente queira
aparecer pro futebol e amarrar bem o contrato dele com o
Santa Cruz.
Saudações corais.
Muito boa a análise apontada pelo texto.
No meu caso nos dois anos eu iniciei o campeonato convictos no ano passado convicto que não lograríamos êxito e esse ano convicto que seremos campeões.
Essas convicções ambíguas logicamente tem uma contextualização.
ai que saudade do meu Santinha….
Concordo integralmente com o Manoel.
Este ano a função está completamente outra.
A motivação nem se fala e, a programação está, dentro das nossas possibilidades, sendo feita de forma muito séria.
Sobre os amistosos,acho de nmuito bom tom que eles ocorram. Deixa a imprensa falar se, por acaso a gente se der mal em algum deles (muito factível, inclusive), pois a hora de testar, de se aclimatar, de errar e consertar é estam mesmo!
Sdções tricolores!
Ainda com relação a Márcio Barros é importante que a diretoria não esqueça e mantenha os salários dele em dia e não atrasar seus compromissos decorrentes como FGTS e INSS. Como foi dito pelo companheiro acima, uma coisa é falta de registro na CTPS e outra é falta de anotação. Houve época que era comum nos clubes atrasar qualquer recolhimento propositadamente para liberar o atleta, incentivamdo para ele ir buscar disfarçadamente na justiça sua liberação, tudo de comum acordo com o seu empresário, cuja “negociação” era feita dentro dos gabinetes e o clube como sempre não ganhava nada e servia como engorda do atleta e dos bolsos dos envolvidos.
Saudações Corais