¿Papá, por que soy del Atlético?

Desenho: Weberson Santiago

Aqui na Espanha, dizem que essa é a primeira pergunta que todo pequeno aficcionado do Atlético de Madrid faz a seu pai (ou a sua mãe, nunca se sabe de onde vem a paixão clubística do rebento) no exato momento em que se entende por gente. Bem, começo esse texto assim pensando no meu querido chefinho, Dimas, que anda perdendo noites e noites de sono aterrorizado imaginando o que responder no dia em que sua cria, Maria Luiza, lhe fizer a fatídica pergunta. Imagino o pânico de Gerrá e Alessandra, quando Mariá chegar bem mansinha e soltar a interrogação. Ou outros tantos tricolores na mesma situação.

Que fazer companheiros?

Freud certa vez escreveu, em um artigo espetacular sobre futebol, que a definição clubística de um garoto ou da garota, não sejamos machistas, só se sedimenta e se torna um caminho sem volta depois da fase fálica. Bem, não sei sé há uma fase fálica feminina, para Freud tudo pode, quem sabe alguma coisa com nabos ou pepinos. Enfim, Artur, ou Sylvio Ferreira, podem explicar isso melhor que eu. Aproveitando a embalagem, no Blog dos Perussi há um estudo de caso muito interessante sobre o citado assunto. De toda forma, o que o pai da psicanálise queria dizer é que não adianta muito encher o recém nascido de roupinhas, camisas, bandeiras, bola… nada, nada disso resolve. A definição clubística só virá mais tarde, quando o pequeno, ou pequena, começar a se entender por gente.

Mas nem tudo é matemática nesse mundo, alguns pais são muito vivos e conseguem enrolar muito bem seus filhos. Inventam histórias, títulos épicos, feitos heróicos, um montão de fatos e assim conseguem forjar novos torcedores para as suas fileiras. Quando eles descobrem a verdade, companheiros, é tarde demais, já não há volta. Já sedimentou a paixão. É mais ou menos isso é o que passa a cada nova geração de torcedores do Atlético de Madrid. Um dia desses perguntei a um amigo espanhol qual era seu time. Ao ouvir que ele era do Atlético, perguntei o porquê e ele respondeu mais ou menos isso.

Outro dia estava conversando via Skype com um casal de primos que vive no México. Ela, até poucos meses atrás, uma entusiasta coisística. Ele, apenas um tricolor normal. Nunca foi um Bacalhau, é verdade, mas sempre foi um tricolor cumpridor do seu papel nas Repúblicas Independentes do Arruda. Hoje, penso que é um herói. Pois bem, a história começou assim. Se encontraram completamente bêbados numa terça-feira de carnaval, quase ao raiar do dia seguinte, de cinzas, e começaram a namorar, casaram foram pro México e tiveram um filho. Não houve nenhum problema na hora do garoto tomar a decisão mais importante da sua vida. Ele é tricolor e pronto. Tão tricolor que não tardou nada para fazer a mãe virar a casaca. Sim, o garoto, com a ajuda do pai, ou vice-versa, conseguiu fazer a mãe abandonar a coisa.

Mas, como disse, estávamos no Skype, falando sobre assuntos de pouca importância, como a vida, México, Espanha, calor, frio, governo Lula, Zapatero, Bush, imigração, enfim, hablando tonterías. Quando do nada, ela me pergunta:

– O que faz uma pessoa virar casaca da coisa pro Santinha justo agora?

Não gostei da pergunta, imaginei que ela queria desvirar a casaca e continuei como se nada tivesse acontecido. Falei do 50° do verão de Granada, da nova normativa européia para a imigração, das celebridades e da música do Creu versão evangélica. Não adiantou muito e ela insistiu:

– Por que uma pessoa deixa de ser coisenta e vira tricolor logo agora que a coisa ganhou a Copa do Brasil e o Santinha tá aí firme e forte lutando pelo acesso à série D?

Enrolei, desconversei outra vez.  Mas tava claro que não tinha como fugir da resposta. Imaginei mil teorias, mas a única frase que consegui dizer foi:

– Nina, finalmente você entendeu que o futebol é muito mais do que essa lógica instrumental.

Que diabos quis dizer, me perguntei. Mas segui na embromação:

– Ganhar e perder faz parte do futebol. O que os coisentos não entendem, nem vão entender nunca, é porque quase 10 mil pessoas vão ao Arruda numa quarta-feira à tarde, sem ser feriado, para ver uma partida de um torneio semi-profissional. Há outros fatores que influenciam nossas paixões. O futebol antes de ser uma competição mercadológica, matemática, na qual o que importa é apenas ganhar (dinheiro), deve ser algo lúdico. Deve ser o lugar onde os amigos se encontram para celebrar apenas o fato de se encontrarem, de serem amigos, e coincidirem algumas de suas paixões. O torcedor do Santa Cruz é um eterno apaixonado e não há nada melhor do que estar apaixonado.

Juro que não me reconheci dizendo essas coisas, parecia até o Professor Astromar, mas o importante é a conversa funcionou e ela respondeu:

– É mesmo, esses coisentos são muito chatos mesmo. Só estão como pinto na merda, porque andam ganhando. Queria ver se eles estivessem na série C, se seriam tão apaixonados como dizem. Você viu que vão sair num sei quantos mil ônibus pra Campina só pra ver a estréia do Santinha na série C? É de série C que estamos falando, porra! Isso é que é torcida, caralho!

Tranqüilizei-me. Esta está convertida, glória a vós, Senhor! Obrigado Senhor Jesus!

Assim, seguimos falando sobre a vida, México, Espanha, calor, frio, governo Lula, Zapatero, Bush, imigração e projetos de futuro. Neste último ponto minha espinha gelou. Eles voltam pro Brasil em janeiro. De imediato pensei no pequeno Chico. Me calei por um bom tempo imaginando a desilusão do garoto quando chegar e descobrir que o Santinha anda do jeito que anda, e, ainda por cima, a coisa estará na Libertadores e a gente na terceira, ou quarta (toc, toc, toc) divisão. Tentando um alento, pensei que em dezembro tem eleição, mas pensei também na nossa oposição, que já tem chapa e tudo, menos projetos. Não tive muitas esperanças. Apenas encerrei o papo dizendo que ela pensasse muito em seu filho e que esse não seria um bom momento pra voltar pro Brasil.

Esse texto sonolento vai pra Nina, Camarão e Chico. Três tricolores que mereciam muito mais.

Vai também para Maria Luiza, que deixou Dimas com uma cara de bobo danada num dos últimos posts.

E obviamente vai para o chefinho, que além de me pagar em merrecas européias, perde suas preciosas noites de sono elaborando a resposta pra pergunta que fatalmente virá.

Nota do autor:

Como o leitor um pouco mais atento pode ver, esse texto foi escrito numa madrugada antes da estréia do time na série C. Peguei o texto de volta para reescrever, mas não sei por que esperei outra madrugada para não fazer mudança nenhuma. Acrescentei apenas a babada de ovo no chefe.

24 Comentários

  1. Trazer coisentos pro caminho certo vem sendo algo raro nos últimos tempos, mas também tenho uma história desse tipo pra contar. Tenho um primo de 13 anos, Felipe, que até pouco tempo se dizia torcedor do Preá da Ilha.

    No entanto, influenciado pelos amigos tricolores e pela goleada sobre o Vera Cruz no 1° Turno do Pernambucano (bendito golaço de Rosembrik), o guri passou pro lado certo da força, virou tricolor e nem as seguintes decepções com o Santinha e ilusões da Coisa o fizeram mudar de idéia.

    Ao saber do fato, é lógico que eu e meu pai apoiamos. Contra o Central, levado por nós, Felipe visitou o Arruda pela primeira vez e foi mais uma voz a cantar o “E eu não paro, não paro não”. Contra o Potiguar, estava lá novamente, dessa vez vestindo o manto coral e, se nada nos atrapalhar, contra o Campinense estaremos lá mais uma vez, pra assegurar que esse novo tricolor não saia do rumo certo jamais.

  2. Adriano Lucena
    2

    A excursão AMANTES CORAIS, sairá às 17:00h da Rua Cícero Dias da Cruz, COLÉGIO SANTA HELENA – Tamarineira. Vestindo as três cores (Encarnado; branco e preto) do nosso time do coração, não faltando: Animação; Determinação e Confiança que traremos a VITÓRIA nessa jornada do SANTA CRUZ rumo ao seu futuro de glórias.

    CARAVANA AMANTES CORAIS – ATENÇÃO AINDA TEMOS VAGAS

    PROGRAMAÇÃO DA VIAGEM:
    HORÁRIO DA SAÍDA: 17:00h;
    VALOR:R$20,00
    TRANSPORTE: MICRO-ÔNIBUS RCR, COM ARCONDICIONADO
    LOCAL DA CONCENTRAÇÃO: RUA CÍCERO DIAS DA CRUZ, 177- TAMARINEIRA;(COLÉGIO SANTA HELENA);
    PONTO DE REFERÊNCIA: D.N.O.C.S. (Estrada Velha de água fria)

    CONTATOS: André Lucena (94325963), Adriano Lucena (87123844) ou Murilo Monteiro ( 94364801)

    RECOMENDAÇÕES:
    Não esqueça de vestir seu manto coral, traga sua bandeira, sua fitinha tricolor, vamos cobrir Caruaru com as cores do mais querido, tudo com muita paz, respeito e alegria..

    EM CARUARU:
    ESTÁDIO LACERDÃO ADQUIRIR OS INGRESSOS
    RETORNO: LOGO AO TÉRMINO DA PARTIDA PARA O MESMO LOCAL DA SAÍDA (COLÉGIO SANTA HELENA).

  3. Leandro Leite
    3

    Nunca fui a jogos longe do Arrudão, muitas vezes por motivos acadêmicos e profissionais. Como estou muito confiante que teremos exito hoje, estarei lá, prestigiando o nosso time em busca da classificação.
    Só falta resolver como irei, mas é certo que vou.

    Alguém tem alguma informação sobre excursão saindo de Paulista?

    Abraços Tricolores

  4. Arnildo Ananias de Oliveira
    4

    Esse Atlético é um fenômeno tal qual o Santa Cruz pois, apesar do Real Madrid, parece ganhar mais adeptidos a cada dia.

    E o que dizer do homônimo de Bilbao, orgulho do “País Basco”?

    Não acho nada difícil fazer um herdeiro tricolor. O problema é v. estar convicto que está fazendo a “coisa certa”.

    Induzi e obtive sucesso pois todos os meus 3 filhos são tricolores. O filho homem (o do meio) até de forma mais exagerada que eu.

    Entretanto, não foi por isto que aí está (este arremedo de Clube) que os contaminei com este amor que só Freud explica.

    QUE DEUS NOS AJUDE E TENHA PIEDADE DE NÓS.

  5. Arnildo Ananias de Oliveira
    5

    digo adeptos

  6. Felipe Camarão
    6

    Obrigado, bosquinho. Tá muito legal o texto.

  7. Manequinha
    7

    Bosquímano , que testo fantátisco. Parabéns amigo.

    Essas histórias são impcompreensíveis mesmo. Domingo agora, contra o Potiguarm acho que salvei mais uma alma. Aqui no trabalho, tenho um colega chamado Saulo, tricolor ausente dos campos, mas, que passa o dia ligado nos blogs, jornais, resenhas etc.

    Bem, o filhinho dele, Léo, é tricolor, 7 anos, mas, estava fraquejando. A pressão da mãe, coisenta, e de um amigo do pai, também coisento era grande. Saulo chegou para mim e pediu que por favor levasse ele e o filho para as sociais para salvar o pirralha.

    Dito e feito.3 cachorros quentes, 2 salsichões, 3 refrigerantes, ciclete, amendoim , salgadionho, 2 gols e um show da torcida depois, o pequeno Léo saía maravilhado do Arruda.

    Esse eu salvei.

    Mais tarde, de Caruaru, mais notícias

  8. Manequinha
    8

    texto. eita que a pressa para chegar em Caruaru faz o cara não saber nem mais digitar

  9. Freud, no seu suntuoso estudo sobre a compulsão por pepinos e cenouras, deu o veredicto:

    _Barbie e Coisa têm uma fixação na fase anal!

    Porém, alguns pesquisadores da alma humana, depois do mastro broxa da Casa das Pulgas, passaram a defender que a Coisa tem uma fixação fálica.

    Quando Freud analisou o caso do tricolor, percebeu que sua paixão está relacionada à superação do complexo de Édipo. Em suma, o tricolor sublimou sua paixão pela mãe no Mais Querido!

  10. Pois é, meu primo, tardou 3 décadas, mas finalmente começei a entender que, realmente, futebol é muito mais do que essa lógica instrumental. E foi, posso te garantir, essa inexplicável fidelidade da torcida coral que me fez deixar de ser coisenta para tornar-me uma, ainda um tanto quanto tímida, tricolor.
    Somente uma questão me deixou intrigada: será que só agora, beirando os 30 anos, que eu começei a me entender por gente???

    Gracias pelo texto. Muito bom.

    Beijo grande.

  11. Bosquímano, ótimo texto.

    Concordo que realmente não adianta paramentar a criança desde o nascimento, mas é bom prevenir.

    E quando chegar a idade certa, tomar as devidas providências (levar ao estádio é a principal delas).

  12. Artur, isso esclarece por que o ritual de morte lá deles é o harakiru.

  13. o ideal seria levar ao estadio.sempre.

    nossa torcida é de longe a mais fiel.as coisetes morrem de inveja pelo fato de termos as melhores medias de publico.
    chegaram ao ponto de dizer que o ingresso do santa contra o central no mundão,foi 3 por 50 centavos.

  14. Carlos Orlando
    14

    Pois é…quando criança meu pai me levava pra ver os jogos no Arruda e na época, eu via em campo: Detinho, Luciano, Givanildo, Herb..depois o time com Nunes, Pio, Fumanchú, Lula, Pedrinho & cia…e mesmo pequeno ficava extasiado com a torcida tricolor . Sei lá, acho que já nasci tricolor mesmo. Mas concordo que é fundamental levar a gurizada ao estádio e colocá-los no rumo certo.
    Abraços e saudações santacruzenses.

  15. Paulo Aguiar
    15

    Ufa, que “torada” ….
    conseguimos um empate-vitória !!!

    Vamos lá, Santa !!!

  16. Lillington
    16

    que maravilha de texto, Bosquímano.

  17. Bosquímano
    17

    Amigos, Karlos Felipe e Maneca, é sempre muito importante salvar as almas das pessoas sem o SAnta Cruz no coraçao. Porém, mais importante que salvá-las, é mante-las no caminho do bem. Assim que, todo coidado é muito pouco, nesse momento de provaçao.

    Arnildo, a torcida do atlético pode nao ser a que mais cresça da espanha, mas que é uma das mais apaixonadas, se nao for a mais, isso é. Quanto ao Atlethic, isso mesmo, em inglês, de Bilbao, a questao nacionalista é básica para manter a fidelidade dos torcedores. Nao gosto dos nacionalismos exagerados, mas tenho uma profunda simpatia pelo time basco, por que é um time que simplesmente nao obedece nunhuma dessas leis, quase dogmáticas, do mercado. Mais que o discurso nacionalista, a fama de só aceitar jogadores bascos, o time tem um mais importante, e que poderia nos servir muito bem. O Atlhetic de Bilbao monta sua equipe com mais de 90% dos jogadores formados em sua casa. Os outros menos de 10% sao bascos de fora. Este ano, o clube terá seu primeiro atleta negro, e nao é por racismo, um garoto filho de imigrantes africanos, que nasceu no País Basco, e é da cantera, assim eles chamam a prata da casa. O mais interessante disto, é que esta equipe, fora os gigantes Madrid e Barça, é a única que nunca foi rebeixada em quase 100 anos de campeonato, nem no período franquista!

  18. Bosquímano
    18

    Nina, quanto à sua questao, há um outro estudo sobre futebol e a alma humana, este com um viés lacaniano, que diz que os coisentos nunca se entederao por gente porque nao se entendem, nem entendem nada que nao seja. Sequer podem ser considerados gente.

    Mas reconheço que este é um estudo muito radical. Prefiro a compreensao dos pesquisadores citados por artur. Ou seja, a fixaçao fálica do mastro broxa. Essa teoría pode ser comprovada pela quantidade estratosférica de viagra vendido a pessoas com camisa burro-negras, nos dias seguintes à broxada fenomenal do objeto de consumo burro-negro. Aliás, o próprio grito de guerra!? deles é:
    “pela coisa tudo, mas tuuuuuuudddddoooooooo meeeeeessssssmmmmooooo! ai! ui!”

  19. Bosquímano
    19

    todo CUIDADO é pouco, analfabeto!!!!!

  20. Leandro Leite
    20

    Raça o time teve ontem, sem duvida, mas qualidade passou longe! Na defesa apenas o goleiro passa confiança, pq a zaga é uma mãe. O time criou oportunidades mas as finalizações… PQP! até Edmundo perdeu gols em lances absurdos. Enquanto o amigo de Bob Esponja (Patrik)esteva em campo, esteva???? foi um jogador a menos no time do Santa. Eu torço muito pelos atletas formados em casa mas Memo nem ajudou nem ficou apagado no jogo, atrapalhou tamanha a ruindade, até o Bajé ter que tira-lo na metade do primeiro tempo. Quanto a Cléu melhorou o desempenho do time.
    Meu agradecimento a Marco Antonio, porque fatalmente aquele penalti seria o golpe de misericordia no nosso time que aquela altura estava perdido em campo, e na esperança da nossa torcida. Obrigado Marco Antonio.

    O resultado deve ser comemorado, pois ainda estamos na luta.

    Santa Cruz siga em busca das glórias futuras

  21. Bosquímano,

    O texto foi de arrepiar, ainda mais porque eu passarei por isso dentro em breve.

    Mas tenho confiança nos meus métodos. Aliás, Felipe matou a charada: levar ao Arruda sempre!

    Quanto ao jogo, falei com meu irmão, que estava lá. E ele disse que a partida foi tudo isso mesmo. O risco de parada cardíaca elevou-se absurdamente no seio da torcida coral. O próximo jogo, verdadeira decisão, dirá para que viemos.

    No mais, o relato de Maneca, por e-mail, é importante. O time ainda mostra muitas falhas, mas começa a ter um boa pegada. E se for assim mesmo, certamente tem a mão do técnico. Neste aspecto, a diretoria acertou na contratação de Bagé, ao que parece.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

  22. Sylvio Ferreira
    22

    Caro Bosquímano,

    A língua materna é a que prepondera quando da entrada da criança no mundo.
    Caso a mãe não queira fazer da língua que domina (e que é função sua inscrevê-la no corpo da criança) a única língua existente, a criança descobrirá a língua paterna (a que se opõe ao tabu do incesto), em forma de Lei.
    Em assim acontecendo, estarão dadas as condições necessárias para que um pai que ama o Santa Cruz, por exemplo, não venha a ver a sua cria torcendo por um outro clube distinto do seu.
    Muito dificilmente um pai será bem sucedido no seu intento se a mãe não se dispuser a se colocar na função de um abre-alas linguístico – exatamente aquele que sinaliza que para além dela própria e do próprio pai existe um operador linguístico chamado “O Mais Querido”. Saudações corais!

  23. Que texto, Bosquinho! Sou desses que cham que esses últimos anos ruins que o Santa teve, acompanhado pela multidão fiel, gerou uma marca na torcida muito forte. É a “maior da capital”, como dizia Alvarenga: ” a imensa e fiel torcida tricolor”. Isso atrai muita gente!

  24. Beleza de texto, Bosco, só li agora. Tem fotos da Nina e do maridão tricolor, lá no México?

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