Santa Cruz Futebol e Cultura

Amigos, confesso que ando cansado, sem muito saco pra escrever. Aliás, para escrever sobre futebol tem que ter alegria e, convenhamos, alegria tem sido artigo de luxo nas bandas do Arruda ultimamente. Fico aqui dando voltas na frente do computador, buscando alguma idéia e nada… estou na mais profunda seca! Outro dia, conversando com Dimas sobre a situação do mais querido, chegamos à conclusão de que do mato do Santinha não sai nem mato, quem dirá coelho.

Taí, achei o mote!

Essa semana, sobretudo no dia seguinte à derrota frente ao esquadrão do Icasa, se falou muito em refundação do Santa Cruz. Alguns comentários postados no Blog do Santinha, além de alguns artigos publicados pela imprensa pernambucana tocaram no assunto. Não sei se falavam no sentido figurado ou não. Mas não importa. Resolvi também entrar também nessa jogada e passar a defender a refundação como única forma de sobrevivência digna do Mais Querido. Digo sobrevivência digna, porque acredito que possamos reverter essa situação e conseguir a nossa tão sonhada manutenção na série C. Aliás, todo torcedor é um crédulo por natureza. Se eu mesmo fui fiscal do Sarney – fazia questão de ir ao supermercado com minha tabela na mão só para conferir o preço do iogurte de morango – imagina se não acredito que podemos ganhar do Icasa, Campinense e Salgueiro?

Mas vamos em frente.

Gostei muito do texto do Roberto Vieira, aí embaixo, mas tô cansado de perder quase sempre ou de comemorar empate heróico contra o campinense, com todo respeito que a equipe paraibana merece. “O amor cresce na derrota”, ele disse, mas eu digo que o amor também cansa da derrota de sempre. Quero preferir, nem que seja uma vez na vida, Pelé a Garrincha. O Brasil que deu certo frente ao Brasil que morreu pobre, porém amado. Ou, como diria Caetano, “queria querer gritar setecentas mil vezes como são lindos os burgueses”, melhor, quero ser Burguês! Quero ganhar título e dinheiro. Esqueçam a balela do meu último texto. Não quero me vangloriar de ter a torcida mais fiel. Podem me chamar de torcedor de resultados, pois quero resultados mesmo. Viva a lógica instrumental!

Mas deixando de devaneios e voltando ao tema principal, não acredito que possamos voltar a ser o que fomos. Acho que o Santa Cruz Futebol Clube é um doente terminal e duvido que o Dr. House* seja capaz de dar jeito. Claro, reconheço que o Santinha não vai morrer tão fácil. Hoje em dia a tecnologia é capaz de deixar um sujeito completamente morto viver por muitos anos, até que a família encha o saco e mande desligar os aparelhos. Ou não tenha mais dinheiro para manter o vegetal no hospital.

Pois bem, minha proposta é mandar desligar os aparelhos. Sou a favor da eutanásia. Defendo a morte digna. “Tem mais samba no encontro que na espera”, dizia o velho Chico com toda razão. É muito mais digno morrer do que ficar mendigando ajuda da FPF pra ganhar do Salgueiro. Portanto, sugiro literalmente que matemos o Santa Cruz Futebol Clube e que façamos um funeral com todas as honras que ele merece. No dia seguinte, porém, ressuscitaremos o Santinha! Ou como diria o Tarso Genro, refundaremos o Santinha.

Criaremos o Santa Cruz Futebol e Cultura, essa é minha sugestão de nome.

Este clube nasceria sem dívidas, com uma nova direção, e principalmente com um novo modelo de gestão, mais participativo e democrático. Transparente acima de tudo. Com milhares de sócios e milhões de torcedores. Este clube nasceria no dia 3 de fevereiro, no pátio de Santa Cruz, no Recife; seria tricolor, encarnado, branco e preto; seria um clube do povão e primaria pela formação de jogadores. Aí uma diferença, não formaria apenas um jogador de futebol, formaria um cidadão também. Para ser jogador de base neste novo time, o garoto teria que estudar, o clube daria alguma ajuda de custo para os que são arrimos de família, ou apenas ajudam em casa trabalhando. Seria uma espécie de Bolsa-escola tricolor. Além de estudar numa escola formal, a garotada também estudaria noutro tipo de escola. Ali eles aprenderiam a história de um antigo clube de futebol que existiu em Recife há muitos anos, história da sua terra, da terra de Santa Cruz – “a solução são os bascos”, profetizou o Perrusi há algum tempo. Aprenderiam essa história como se fosse a sua própria. Os jogadores deste clube teriam cultura, uma cultura em três cores.

Depois de alguns anos de sofrimento, calculo 5 ou 6, este clube já estaria disputando de igual pra igual o Pernambucano. Estaria na série b do brasileiro, disputando para subir, ou, quem sabe com algum golpe de sorte, já estaria na série A. Aí, outra diferença, o Santa Cruz Futebol e Cultura teria estrutura. Nome limpo na praça. Seria atrativo e não o contrário. Os jogadores iam querer jogar aqui e para tirar um prata-da-casa, só com um bom dinheiro.

Se for necessário, venderíamos o Arruda (ou o que sobrou dele) pra bancar esse novo projeto. Nesse mundo de crise, muitas vezes é preciso vender a própria casa e viver de aluguel. Tudo em nome da sobrevivência. Ou alguém acredita que a Arena Coral vai sair do papel? No começo, usaríamos os campos dos nossos rivais, fazer o quê? Já fizemos isso outras vezes e provavelmente voltaremos a fazer. Paralelamente, entraremos na briga pelo estádio da copa do mundo. Assim, em 2014, ano cabalístico, teremos um estádio moderno e digno da nossa grandeza.

Para quem pensa que isto é impossível, eu cito o exemplo da Fiorentina, que faliu, se acabou, nasceu de novo com outro nome, disputou as divisões inferiores do campeonato italiano e conseguiu voltar e, principalmente, se manter na séria A do Calccio. Este ano, voltou a disputar a Champions. Convenhamos, amigos, que são 5 ou 6 anos se compararmos com aos quase 30 que levamos sofrendo?

No mais é isso, companheiros, vamos confiantes na vitória de domingo. Eu acredito!

Nota do autor:

Metade deste texto foi plagiada de mim mesmo, do finado blog Futebol e outras histórias. A propósito, se um dia me encontrar numa situação vegetativa, desliguem os aparelhos, me dêem uma injeção de algum troço e me matem logo, fica aqui o registro para uma futura briga judicial.

Nota da redação:

*Dr. House é personagem de uma série americana de televisão. Infectologista e nefrologista, ele, na maioria dos casos, consegue chegar a diagnósticos precisos, salvando os pacientes que se encontram à beira da morte nos últimos instantes. House é dono de um  mau humor lascado e costuma manter um comportamento anti-social com os colegas médicos e até mesmo com os pacientes. O caso do Santinha parece mais complicado do que os habituais pepinos que o médico costuma pegar. O clube sobrevive graças a aparelhos e há notícias de que a energia não foi paga. Em condições assim, talvez nem Jesus salve o Santa, quem dirá Dr. House.

34 Comentários

  1. Como sonho delirante ou, mais apropriadamente, como pesadelo angustiante posso até mesmo admitir que isso algumas vezes passa pela cabeça de algum tricolor. Mas, esse discurso de refundação, encabeçado pelo “falso tricolor” José Nivaldo Júnior, não deve contaminar a imensa massa tricolor pernambucana. Não precisamos disso mas, sim, de atitudes concretas como, por exemplo, acenar para a diretoria e para os patrocinadores com uma avalanche de novos sócios, dispostos a tirar o Santa Cruz do atoleiro e forçar, com a força popular da torcida, que os dirigentes abram as contas do clube com transparência, para que sua apaixonada torcida saiba como estão sendo aplicados os recursos. Só uma atitude como essa poderia salvar o Santa e abalaria a estrutura dos rivais.

  2. Arnildo Ananias de Oliveira
    2

    Grande BOSQUÍMANO,

    No início da administração (!?) desse diminutivo das trevas, dei uma sugestão ao Fred Arruda – até então, um vice-presidente atuante e admirado com a “capacidade ímpar” de trabalho desse presidentizinho de merda – de “declarar falência” do Santa Cruz Futebol Clube e, logo a seguir, criar o Clube de Futebol Santa Cruz. Não precisava mudar as 3 cores.

    Não estava (re) inventando NADA: apenas “plagiando” o que fez o SPORT CLUB SÃO JOSÉ de São José dos Campos/SP, nos anos 70, época em que fui para aquela Cidade do Vale do rio Paraíba, estudar informática no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

    O São José DECLAROU FALÊNCIA e se auto-intitulou EXTINTO: só com esta decisão meu sogro (sou casado com uma ex-funcionária da Fábrica de aviões EMBRAER) perdeu 2 cadeiras cativas que possuía lá e o São José ZEROU SUAS DÍVIDAS com fornecedores e Cia.

    No dia seguinte (re)criaram o SÃO JOSÉ SPORT CLUB com ZERO DÍVIDAS. A “mascote” que era a “Águia do Vale” passou a ser o “Formigão do Vale”. O time CONTINUOU auvi-negro. E o São José, logo depois disso, chegou a vice-campeão paulista. Não obteve o título de CAMPEÃO, frente ao SPFC, porque, à época, se não me falha a memória, a Federação Paulista “obrigava” que os 2 jogos da decisão fosse no “maior estádio do Estado” (leia-se MORUMBI).

    Então, tua idéia não é de toda má.

    QUE DEUS NOS AJUDE

  3. insatisfeito
    3

    Alejandro, off-topic, que achou da maledetta tabela do futebol olímpico que escalou um Brasil x Argentina na semifinal masculina e um Brasil x Alemanha na feminina? Acho que bode rouco exportou a tecnologia de fazer tabela.
    Ah, dependemos de um Tal de Rosembrick Bezerra de Lira para classificarmos
    quem promete uma grade de cavalo branco pra ele no final do jogo? Desde que faça o gol e dê o passe para outros dois? (no final de cada jogo faltante)

  4. André Tricolor Virtual
    4

    Valeu “Bosquímano” !!!!

    Grande “Arnildo” , lembro dessa sua história, contada lá pelas bandas do Arruda, em uma grande noite de “QUINTA SANTA” . E como vc também acho que não seja uma ‘má’ idéia!

    Hoje o SANTA CRUZ é ‘quase’ um NÁUFRAGO, afogado nas IRRESPONSABILIDADES de seus próprios dirigentes, e NÓS TORCEDORES ‘flutuamos’ em um mar de tristeza que parece não ter fim sem um único fio de cabelo para segurar, porém com a voz solta no ar, clamando para se SALVAR!

    Abraços a todos !!!!

    >>> VIVA SANTINHA !!!!

  5. Wilton Monteiro
    5

    PERFEITO!
    Simples assim…
    Valeu, Bosquímano

  6. Carlos Orlando
    6

    Muito legal o texto. Particularmente, acredito em RESSURGIMENTO ao invés de refundação. Que o Santa renasça mais forte, proporcionando alegrias a sua torcida, tão carente de vitórias expressivas.
    Que este espaço, assim como o Blog do Santinha, possa formar opiniões que levem o nosso time querido, a sua verdadeira condição de time vencedor. Passando evidentemente, pela modernização de sua gestão.
    Abraços e saudações corais!

  7. Gustavo Queiroz
    7

    Concordo com Bosquímano, adoraria torcer por um Santa Cruz vitorioso, nenhum clube sobrevive apenas de paixão e derrotas. Quero um Santa Cruz VITORIOSO!!!!!

  8. Gostei muito do texto e da idéia de “refundar” o Santa cruz.

    Até por que, dependendo do nosso resultado final na série C, teremos que recomeçar praticamente do zero.

    Arnildo mandou bem no comentário.

  9. Caindo na série D, a proposta de refundar o Santinha talvez não seja mais uma questão de opinião e sim de necessidade. Mesmo assim, haveria problemas imensos, do tipo: e se algum grupo permanecer com a antiga marca do clube? Ficaria com os troféus? Com a história do clube? Quem ficaria com o Arruda? Seria vendido?

  10. Bosquímano é um provocador. Seu texto nos provoca, mas o desafio proposto é o de uma reflexão profunda. Vou confessar que sinto uma dor imensa ao pensar no fim do Santa, ainda que seja para o seu ressurgimento imediato.

    A dor da perda seria tão forte, que não sei se suportaria. Friamente, acho a proposta viável. Quero crer nela. Até porque, como disse Artur, com a queda para a série D, talvez a questão fosse de necessidade. Não sei bem. Meu juízo não atina perfeitamente. É efeito das derrotas. É efeito da ação de canalhas e tolinhos.

    Quero crer na salvação do Santinha. Ainda que ele morra e ressuscite no terceiro dia.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

  11. Elvimario Araujo junior
    11

    Podemos fazer um Santa Cruz Futebol Clube, moderno, dinâmico, grande novamente. Vamos afastar esses dirigentes viciados, retrógados, medíocres, vamos colocar dentro do clube pessoas que o amem, que tenham responsabilidade e que trabalhem para fazer o Santa voltar a ser grande. Sou a favor da permanência do nome, não vejo necessidade de mudança. Saudações Santacruzenses!

  12. milton pereira
    12

    É! Os burronegros iriam adorar essa falência e essa refundação. Comprariam o Colosso por qualquer dez mil réis, e o Santa perderia todas as suas glórias e os seus títulos e as suas tradições, e o novo Clube (?) não seria campeão de nada e será que a maior torcvida do Nordeste iria torcer pelo novo clube SANTA CRUZ DE NÃO SEI O QUE ? Desconfio que essa ideia só pode ter partido de BURRONEGROS !

  13. milton pereira
    13

    …desconfio de que…

  14. Bosquímano
    14

    Vamos por partes, como diria Jack.

    O texto é provocativo mesmo, infelizmente uma provocação cabível. É uma hipótese que em se confirmando a queda (toc, toc, toc), ganhará muita força. Mas a proposta pode ter um sentido figurado também.

    Independente do que aconteça essa semana, a questão é definir se vale a pena prolongarmos esta situação ou tentamos uma medida radical em nome da sobrevivência? A propósito, vocês lembram daquele médico que estancou uma hemorragia cardíaca colando o coração do paciente com super-bond? Pois é, a proposta de decretar falência e recomeçar outra vez é uma espécie de super-bond pro coração tricolor. O que resta saber é em que nível de desespero estamos.

    Respondendo a Artur e por tabela ao Milton, não tenho idéia do que se passaria com a marca, mas creio ser possível continuar com ela. A tradição seria a mesma, minha mãe mudou de sobrenome quando casou e nem por isso deixou de ter a mesma história. Sobre os títulos, pode ser que oficialmente eles não sejam desse novo Santa Cruz mas afetivamente, que é o que vale para o passado de glórias, não creio que mudaria nada.

    Escapando da queda, entretanto, abre-se alguma possibilidade de salvar o Santa Cruz. Assim mesmo, seria preciso uma “refundaçao”. Não seria necessário decretar a falência e criar um novo clube, isto supondo que haverá mudanças (para melhor) em dezembro e que a série C do ano que vem será, em tese, mais organizada e, portanto menos deficitária. No Santinha há que repensar tudo, e mudar quase tudo. Em caso de manutenção na C, talvez só não fosse necessário mudar as cores, o nome e o sobrenome. Mas caindo, acho que teremos que mudar de sobrenome.

    O Arruda é a parte. O custo de manutenção de estádios como o nosso é altíssimo. A triste verdade é que o Arruda do ponto de vista financeiro nos dá mais prejuízo que lucro. Do jeito que estamos, será muito difícil mantê-lo de pé. Aliás, estamos com metade dele há um bom tempo. Estamos há quase uma década tomando medidas paliativas pra garantir a liberação do estádio. Sem manutenção alguma, nem as reformas necessárias na estrutura, ele vai continuar caindo aos poucos. Pra mim a única solução pro nosso estádio é o Arena Coral sair do papel. Pois, além de uma reforma completa, garantiríamos um Arruda auto-sustentável e ainda poderíamos ganhar uma nova fonte de renda. O porém é: alguém acredita que esse projeto sairá um dia?

    Por esse mesmo motivo, Milton, acredito que nenhum dos nossos rivais locais compraria o Arruda. Eles já tem os seus campinhos, acanhados é verdade, mas que lhes basta para as suas torcidas. Ademais, nenhum dos dois tem dinheiro para essa empreitada. É mais barato para eles irem reformando aos poucos seus campinhos.

    No mais, a discussao está aberta.

  15. Luiz Ernane
    15

    Espero que os senhores possam acreditar no que falo desde o começo.

    Precisamos dos oito pontos para nos classificar para a terceira divisão próximo ano, ou seja, duas vitórias nas duas próximas rodadas.

    infelizmente não formamos um time robusto, capaz de enfrentar um campeonato tão peba como este.

    Sete pontos garante uma vaga na terceira divisão próximo ano, mas sete pontos não é possível pela matemática, o santa só pode chegar a dois, três, quatro, cinco, seis, ou oito. então deveremos ganhar as duas próximas partidas.

    Abraços.

  16. Geraldo Tricolor da Iputinga
    16

    É simplesmente de arrepiar o descaso, a indiferença da nossa imprensa com o que acontece com o Santa Cruz.
    Se depender dela, de Edson Nogueira e do presidente do conselho, O Santa se acaba.

    O que fazer para reconstruir o clube? Quais nomes liderarão essa reconstrução?

  17. Luiz Ernane
    17

    Geraldo, o problema não é arranjar um líder honesto comprometido, é desmacarar os responsáveis pela destruição de um clube com uma torcida gigantesca.

    Estu triste.

  18. Bosquímano
    18

    Luiz Ernane, os esponsáveis já estao mais que desmascarados. Todos os diregentes dos últimos 30 anos. Alguns devem ser punidos por homicídio doloso e outros culposo, mas todos têm culpa.

    Quanto aos 8 pontos, pode ser. mas nao me iludo…

  19. Bosquímano
    19

    Até acredito, já disse que sou crédulo, mas nao me iludo

  20. Depois dessa eu duvido muito que apareça algum reconstrutor.

    Serão quatro meses sem futebol e, portanto, sem receita alguma.

    No próximo ano começarão a pipocar novas execuções trabalhistas decorrentes das ações de 2007/2008. Foram mais de 70 jogadores contratados e dispensados.

    Inclua-se aí as ações resultantes da demissão de vários funcionários ocorridas em 2008.

    Esse número vai aumentar com as dispensas decorrentes da desclassificação, e eu tenho medo que até os jogdores da casa sejam dispensados ou peçam para sair.

    Afinal de contas, um jogador na faixa dos 18/20 anos, e que não é exatamente bem tratado no clube, não vai querer ficar marcando passo.

    Aliás, sem receita quem é que vai pagar a merreca que eles ganham?

    E o que dizer dos funcionários, há meses sem receber, e da precária estrutura do clube, movido à base de gerador?

    São tantas as mazelas, que nem uma lista telefônica as comportaria.

  21. Futebol é um jogo. É difícil fazer de um jogo nossa vida. Nesse momento, o Santa acabou, talvez, para minha geração. Ainda não morreu, porque não desapareceu. Pode voltar? Poder pode, mas daqui a quanto tempo? Uma geração inteira? Teremos saco para esperar? Temos nossa vida para levar.

    Na série D, a salvação não será a gestão. Na série C, uma boa gestão poderia até levantar o clube. Na série D, complementando a análise de Ducaldo, os problemas tornar-se-ão incontroláveis e insolúveis. Não temos dinheiro, e só muito dinheiro resolveria o problema, mas não temos dinheiro.

    Só subsiste na série D time pequeno. A grandeza do Santinha será, ironicamente, seu grande adversário. Qual o clube grande que sobrevive, tornando-se pequeno?

    E ainda temos a eleição, em dezembro, um evento regido pelo Imponderável do Arruda. Quanto pior o clube, menos chance de uma diretoria decente ganhar. Quanto pior o clube, mais aumenta a possibilidade de o pior ganhar.

  22. Como disse no texto anterior, há entre nós uma verdade incontestável: o Santa nos mata aos poucos a cada dia.

    Faço parte de uma grande geração perdida. Temo por minha filha, pois não sei se seria justo fazê-la torcer pelo Santa e torná-la uma sofredora, sob premeditação.

    Como diria Renato Russo, “a escuridão ainda é pior que essa luz cinza”.

    “Mas estamos vivos ainda.”

    Saudações corais,

    Dimas Lins

  23. Concordo com a idéia!!!!!!!!!

    Vamos refundar nosso amado clube!!!!

    FORA EDINHO E SEUS IMUNDOS SEGUIDORES!!!!!!!!!

  24. Já dizia um profeta do apocalipse: o fim do mundo está próximo…

    Domingo, todos no Arrudão. Pode ser nossa chance, nossa última chance.

  25. Debaixo do sol não há nada novo não sejamos tolos.

  26. ai..ai…
    a noite será longa.

    Não li texto nenhum. nem blog do santinha, nem aqui, nem pn.

    não tô conseguindo, não. misto de impaciência, tristeza, raiva..sei lá.

    VTNC!!!

  27. Perfeito o comentário de Artur.

    Como eu disse antes, com a desclassificação ficaremos quatro meses sem futebol e praticamente sem receita.

    Como conseguiremos montar um time decente para o campeonato Pernambucano de 2009?

    Faço a pergunta por que necessitaremos formar um time que nos dê um boa colocação no pernambucano e, consequentemente, a classificação para a série D.

    Nós não estamos descendo para a série D. Estamos nos habilitando a brigar para disputar a dita cuja com outros clubes de Pernambuco em 2009.

    Quem assumir o clube para o biênio 2009/2010 terá que fazer a mágica de montar um time minimamente competitivo – sem dispor de recursos financeiros – e nos classificar para a quarta divisão.

    O inferno não será a quarta divisão, mas, como eu falei antes, não disputar nem ela. O que significará ter o clube parado de abril até dezembro de 2009.

    Pesadelo é pouco para qualificar tal situação.

  28. Bosquímano
    28

    Ducaldo, nao dá a idéia. Do jeito que os canalhas e os tolinhos sao predadores, é provável que eles levem a sério.

  29. Coronel Peçonha
    29

    Ainda temos chances matemáticas de passar à próxima fase, pessoal!!!

    Com Bagé no comando, grande técnico, eu acredito.

    Com Edinho na presidência, grande dirigente, eu acredito.

    E tem mais, ainda é possível que a gente não caia para a Série D, bastando “apenas” ficar entre os 4 melhores terceiros lugares. Uma maravilha.

    Estou alternando momentos de tristeza com momentos de indiferença. Chama o Perrusi!!!

    O Santa Cruz é minha pátria.

  30. Luiz Ernane
    30

    Gostaria de perguntar ao Bosquímano qual seria o embasamento jurídico que daria suporte à idéia de criar um outro clube, pois o que me parece é que o antigo Santa Cruz acabaria e deixaria seu grande passivo para um mundo do nada.

    Ao meu ver isso só seria possível se o ativo também morresse com o antigo clube, ou seja, nada de Mundão do Arruda.

    Mas a idéia é perfeita, pois o maior patrimônio de um clube é a sua torcida, e somos a maior do NE, e esta nunca vai deixar de torcer para a futura potência futebolística.

    Gostaria de lembrar que o próximo estatuto deve ter ferramentas capazes de fornecer uma proteção maior contra essas aves de rapina (diminutivo) que adoram ganhar dinheiro a custa do sofrimento dos torcedores.

    Abraços,

  31. Luiz Ernane
    31

    Outra observação:

    O novo Santa Cruz começaria do nada, segunda divisão do PE, últimas colocações no Ranking da FIFA, nenhum título no seu acervo, etc.

    É necessário ter uma estrutura administrativa grande como sua torcida, com funcionários, investimento em propaganda para divulgar o novo Santa, etc.

    É difícil, mas não impossível.

    aguardo a resposta da pergunta anterior.

  32. Luiz Ernane
    32

    Luiz esse texto tinha sido escrito ainda no pernambucano como uma provocaçao, que a cada dia infelizmente foi se tornando uma opçao plausível. Não tenho a menor idéia das questoes jurídicas. Confesso que nao sei os caminhos a tomar. O que sei é que outros clubes fizeram isso. A Fiorentina foi um clube grande que decretou falência e voltou, mas nunca li sobre os processo. Por outro lado, tenho (ainda) dúvidas sobre a necessidade real de decretar falência e criar um novo clube.

    Mas concordo contigo que é impossível se livrar das dívidas e ficarmos com o patrimônio físico. Que, diga-se de passagem, está caindo aos pedaços. Em nome da salvaçao do Santa Cruz, nao veria com “maus” olhos uma possível venda do Arruda, por exemplo. Veria com tristeza, é verdade, mas talvez seja a última maneira de diminuir a gangrena.

    Abraços

  33. Bosquímano
    33

    Ei, pera ai, quem escreveu o comentário anterior foi eu, o Taleban da foto.

    Pau na cabeça endoida mesmo. Acabei assinando como Luiz Ernane…

  34. Concordo plenamente com a idéia do texto. Inclusive achei excelente o nome de Santa Cruz Futebol e Cultura. Acho que é um caminho que tem que ser pensado com seriedade. Não dá pra torcermos pra um time “fantasma”, que não tem sequer conta bancária.
    A re-fundação do Santa como um clube moderno e democrático é uma – talvez a única – solução.
    Temos também que nos desapegar do Arruda. A estrutura dele não é viável para a maioris dos times do Brasil, que dirá o Santinha. Temos que fazer o que toda empresa faz: enxugar os custos e maximizar as receitas.
    Um abraço.

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