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Home » Fim de jogo » Divagações sobre uma estréia

Divagações sobre uma estréia

Autor: Dimas Lins | 14 de maio de 2007 | 12:00h | Fim de jogo | 24 comentários

Foto: Anízio Silva

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Dimas Lins
 
O Torcedor Coral acaba de atingir um nível transcendental nunca dantes alcançado na harmonia entre seus cronistas. Tanto assim, que dois autores escreveram um texto de forma complementar, um sobre a festa e o outro sobre o jogo, relativo à estréia do Santa na Série B. Perrusi, nosso comentarista técnico, tático e psiquiátrico, abraçou a análise do jogo, enquanto eu me ative a gréia que foi a grande festa ocorrida na sede social do clube, sábado passado.
 

Foto: Anízio Silva

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A lendária Sanfona Coral também esteve lá

E faz sentido, pois como estou na fase paz e amor, tanto quanto Lula na campanha do primeiro mandado, mesmo enxergando as falhas da equipe, prefiro dar tempo ao tempo, pois a hora é de apoiar e acreditar. E citando novamente o Presidente da República, adiro temporariamente ao coro: “deixa o homem trabalhar”.

 
A festa foi arretada. Uma onda de tricolores invadiu, no bom uso da palavra, a sede social do clube. Os organizadores haviam previsto algo em torno de 200 participantes, mas com base na minha estatística (o bom da estatística ser sua é que você não precisa perder tempo com informações sobre a metodologia e pode chutar o número que quiser que, ainda assim, ficará com certo ar oficial, mesmo que não seja), cerca de 450 tricolores estiveram presentes. Sucesso de público e crítica.
 
E foi gente de todas as gerações, sem distinção de sexo e idade. Houve apenas distinção de cores, já que o público invariavelmente usava preto, branco e vermelho. E como era véspera do Dia das Mães, não faltaram mamães no evento.

Foto: Anízio Silva

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Mamães no evento cívico

 
Mas também tivemos momentos de tensão e olha que não falo do jogo. Faltava pouco mais de uma hora para o início da partida, quando os técnicos chegaram para instalar o telão e conectar a tv por assinatura. Mas tensão mesmo ocorreu quando Eduardo Tiburtius, presidente da ATASC, informou, utilizando-se do sofisticado sistema de som, que a cerveja havia acabado. Pânico geral. O estádio, ou melhor, a sede veio abaixo. Mas o próprio Tiburtius tranquilizou a rapaziada comunicando a chegada de um novo carregamento contendo o precioso líquido. Menos mal. Mas, agora falando sério, nos próximos eventos, precisamos fazer alguns ajustes para melhorar a qualidade, como aumentar o número de atendentes e garantir que apenas o pessoal que comprou a pulseira possa degustar a feijoada. Mas lembremos que foi o primeiro de muitos e, como tal, é unanimidade que ele atingiu com louvor o objetivo.
 
Tivemos, verdadeiramente, um encontro festivo. Brincando, brincando, tínhamos público maior na sede social do que no Ipatingão. A torcida gritava, empurrava e incentivava o time, como se estivéssemos perto dos jogadores e eles pudessem sentir a nossa presença. Aúnica coisa que causou estranheza na torcida foi o fato de o time não ter entrado em campo no primeiro tempo. E olha que o juiz esperou bastante, mas vendo que o Santa não viria, iniciou a partida mesmo assim. Soube depois que algum repórter havia perguntado por que a equipe só entrou em campo no segundo tempo e que alguém da comissão técnica havia informado que a delegação coral confundiu o horário de início da partida. Vamos tentar, da próxima vez, jogar os dois tempos, pois assim teremos mais chances de ganhar.
 
Mas deixemos isso para lá que sexta-feira estaremos juntos mais uma vez no Mundão, desta vez dentro do estádio, empurrando o time e mostrando que somos a maior pontência do campeonato. Agora me arretei e só aceito ser campeão. Culpa de Edinho que me convenceu disso.
 

Foto: Anízio Silva

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Artur Perrusi

 
Com prudência e moderação, apesar da cabeça meio inchada de cachaça e frustração, tentarei ser justo com o time e com Muniz. Inicialmente, darei uma opinião bem pessoal: a decisão tática mais importante no futebol moderno é o modo de atuação do sistema defensivo. A partir daqui, define-se praticamente as formas de atuação dos outros setores da equipe. Por isso, olhando o nosso plantel e algumas características da série B, até que achei adequada a implantação do esquema 3-5-2 por Muniz. Por exemplo: temos bons laterais que podem transformar-se em bons alas. Além do mais, esse esquema possui uma flexibilidade tática interessante: de cara, pode-se variar de 352 para um 532, pois tais sistemas são variações de um mesmo conceito: no primeiro, temos dois alas; no segundo, dois laterais que viram alas quando atacam.

 
A crítica inicial que faria ao time do Santinha seria a seguinte: jogamos no 532, sem a variação para o 352. O que aconteceu? Os laterais continuaram laterais, raramente transformando-se em alas. Mas o problema não foi apenas esse… existem outros ― discutirei depois toda essa questão.

 
Seguimos.

 
No 352, apesar de muitos defenderem a inclusão de três zagueiros-zagueiros nesse esquema, acho mais interessante a proposta de incluir, entre os dois zagueiros, um líbero. Teríamos assim dois zagueiros fortes e velozes (nessa tática, a velocidade é imprescindível, mais inclusive do que a força), um na esquerda e outro na direita, marcando por zona (prefiro dessa forma) os dois atacantes adversários; no centro, o líbero, mais técnico, podendo ser até mais lento, ficando na sobra. Aqui, vejo uma vantagem na escalação de Leandro: pode jogar como zagueiro, como líbero ou como volante. Nesse sentido, o time pode variar taticamente de um 352 para um 442, variando a posição de Leandro de líbero para volante.

 
Posto isso, e olhando o que escrevi, estou novamente na contra-corrente, pois a maioria dos tricolores, além da ojeriza a Muniz, discorda do esquema 352. Bem, continuo apoiando Muniz e acho o esquema factível; porém, faço as seguintes críticas à atuação do time:

 
- reafirmando a primazia tática da defesa, defendo que o entrosamento e o posicionamento do sistema defensivo são até mais importantes do que o talento do jogador, ao contrário do que acontece do meio-campo para frente: aqui, o talento e a improvisação imperam. Ora, a defesa do time ainda está um tanto desentrosada, o que é natural para jogadores que estão começando a jogar juntos nesse momento;

 
- Muniz errou ao escalar Alan ao lado de Marcelo. Deveria ter escalado Hugo, pois teríamos assim dois zagueiros rápidos, na esquerda e na direita. Com Alan, Marcelo ficou sobrecarregado e Leandro, ao invés de ficar na sobra, passou a combater diretamente o atacante, eliminando sua função de líbero ou de zagueiro-volante;

 
- no primeiro tempo, o time não conseguiu sair do 532, esquema excessivamente defensivo, que atraiu o adversário ao nosso campo e dificultou a transformação dos laterais em alas. Notem: nossos laterais ficaram sem saber o que fazer, com uma baita crise de identidade: ser ou não ser lateral ou ala? Ora, com o adversário perto da área, é impossível os laterais não recuarem, deixando a função de ala no limbo (que, aliás, por decreto do Papa, nem existe mais). O que foi que aconteceu? Jogar no 352 exige uma condição que foi desprezada pelo nosso time no primeiro tempo contra o Ipatinga: adiantar e começar a marcação a partir do meio-campo, transformando os laterais em alas. Ao marcar o adversário no nosso campo, nossos alas foram obrigados a recuar, virando meros laterais, e ficamos com uma linha de proteção de sete defensores (3 zagueiros + 2 laterais + 2 volantes)! É dose. Em suma, ficamos sem meio-de-campo ― o rebote virou monopólio do Ipatinga. Ora, o que significa “adiantar a marcação”? Significa que a defesa é ativa o tempo todo (não espera o adversário), procurando retomar a posse de bola no menor tempo possível, com o objetivo de levá-la à área rival também no menor tempo possível. É um conceito que envolve tempo e espaço: quanto mais rápida e mais próxima da área adversária for a retomada da posse da bola, mais condições de gol serão produzidas;

 
- outro problema: não vejo necessidade de jogarmos com dois volantes. Já temos Leandro que pode jogar como líbero e como primeiro volante. Pra que o acréscimo de mais um volante? Sem adiantar a marcação e com dois volantes, a equipe fica ultradefensiva. Certo, pode-se jogar com dois volantes nesse esquema, contanto que o segundo volante seja também um armador. Ora, César Baiano parece não ter o cacoete de armação de jogadas. Seu passe é medíocre, e erra muito, a ponto de ter sido o principal responsável pelo primeiro gol do Ipatinga. Por que não colocar Marquinhos como armador? Ele tem passe e, nessa função de médio-volante, não precisa de muita marcação, principalmente numa situação em que o time marca a partir do meio-campo. Pode-se ainda pensar em Jairo nessa função, embora o prefira mais adiantado porque é mais veloz do que Marquinhos, e precisamos de velocidade no ataque. Além dos dois alas, jogaríamos com um volante, um armador e um meia no meio-de-campo (ainda temos, caso venha, Carlinhos para testar como meia);

 
- o que aconteceu no segundo tempo? Muniz tirou um zagueiro, colocou um atacante, adiantou a marcação e mudou de esquema. Acertou? Sim, acertou, mas eu não faria isso. Pra que mudar de esquema, se já temos um problema de entrosamento? Uma coisa é mudar, outra é variar o esquema. Manteria a mesma tática, adiantando a marcação, e faria somente uma substituição: tiraria um volante (César Baiano, preferencialmente) e colocaria Jairo, recuando Marquinhos. Talvez tirasse Marco Antônio (muito ruim, nem atacante, nem meia) e colocasse Cláudio. Dessa forma, o time não ficaria tão vulnerável na defesa, e foi essa vulnerabilidade que permitiu o segundo gol do Ipatinga.

 
Bem, o que espero para o segundo jogo:

 
- Que Muniz não mude o esquema por causa de uma partida. Que não seja torcedor e pense no entrosamento. O pior defeito do fanático é a pressa. Caso mude o esquema, mostrará uma vacilação e uma insegurança inquietantes;

 
- que Muniz faça a equipe compreender a diferença entre um 352 e um 532, mostrando que essa diferença está no local e na forma da marcação e na transformação dos laterais em alas. Diante de um adversário com zagueiros de baixa qualidade para iniciar as jogadas, o time pode começar a marcá-los mais próximos à meta adversária; diante de um adversário que, ao contrário, possua zagueiros de boa habilidade para sair jogando, é recomendável que o time procure pressioná-los entre a intermediária inimiga e a linha do meio-campo. Quando os atacantes avançam para marcar a saída da bola, é fundamental que o meio-campo e a defesa também avancem ao mesmo tempo, para criar o efeito de "compactação" e reduzir a "área útil" de jogo adversária. A compactação é fundamental para realizar a mais eficiente (e também mais difícil) forma de marcação ativa, que é a marcação sob pressão. Com esse tipo de marcação, o time vai reduzir a visão de jogo do adversário e o seu espaço, induzindo-o a erro ou a uma má qualidade no passe, facilitando a retomada da bola. A idéia é simples, mas o entrosamento (sua realização prática) é mais complicado. Precisa de tempo;

 
- que perceba que o time precisa de dois zagueiros velozes: Marcelo e Hugo. Que mantenha Leandro no esquema. A figura de Leandro condensa três variações táticas importantes: zagueiro, líbero e primeiro volante;

 
- que o time jogue com um volante. Caso queira jogar com dois volantes, pelo amor de Deus, ao menos adiante a marcação!

 
- que Muniz veja o potencial de Jairo. Raramente, joga mal. Pode ser meia ou armador. Acho promissor o dueto Marquinhos / Jairo.

 
- que deixe Marco Antônio no banco. No ataque, no seu lugar, prefiro ainda Cláudio e na meia, Jairo.

 
Fazendo uma avaliação geral, achei o time razoável, nivelando o jogo contra um adversário difícil e na sua casa. E digo logo: se o time foi razoável, Muniz foi a mesma coisa, com um ponto positivo: fez as mudanças que melhoraram a equipe no segundo tempo. No meu entender, não foram as melhores mudanças, mas não eram as piores. Por enquanto, não precisa ser carbonizado, como está sendo, por vários tricolores.
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24 comentários

  1. Anizio Carlos da Silva
    14/05/2007 | 13:08h
    1

    Pois é Dimas, destaque para a volta triunfal da Sanfona Coral, que nos deu bastante sorte na inesquecível campanha de 2005. Espero que no próximo jogo com telão, a sanfona toque lá na frente – nada contra o colega que tocou seresta no teclado, mas forró é bem mió.

    E Artur Perrusi deveria pedir demissão da universidade e apostar na carreira de treinador, sua análise tá arretada!

    Responder
  2. Manoel Valença
    14/05/2007 | 14:46h
    2

    Grande Artur e Grande Dimas,

    Seja 3-5-2, 5-3-2, 3-6-1, 4-4-2 , o que quero é ver a garra que vi sábado.

    Estamos no caminho certo.

    abraços

    Responder
  3. Claudemir Pereira - Mameluco Tricolor
    14/05/2007 | 16:55h
    3

    Cidadãos Tricolores!

    Confesso que tive inveja dos senhores por terem participado dessa bonita festa, que só não foi completa pela ausência da vitória. Parabéns a todos que contribuíram com o evento.
    Apesar de confirmar presença, não pude ir por motivos profissionais, uma porra de avaliação e planejamento de projeto me tirou a paciência e também do ARRUDA.
    Quanto ao jogo, não posso falar, apenas escutei os últimos 10 minutos, e isso é muito pouco para expressar uma opinião.
    Sexta-feira não há trabalho que me empeça de ir ao ARRUDA ver meu SANTINHA jogar.

    Saudações Tricolores

    Responder
  4. Artur
    14/05/2007 | 17:56h
    4

    Por 10 paus, tiro licença sem vencimento da universidade e viro técnico do Santinha. Uma vez, psicografei Rinus Michel, por isso estou preparado para implantar a sanfona holandesa, mistura tática entre a Sanfona Coral e o Carrossel Holandês.

    Responder
  5. insatisfeito
    14/05/2007 | 18:25h
    5

    hehe, vou ser claro. O meu esquema, se técnico fosse, seria o Carrossel Holandês, que é armado em 352 ou 343 – como os holandeses jogam até hoje – Só tem um problema esse esquema. Precisa de gÊnios jogando bola. Todos atacam, todos defendem. Para um 352, que tal experimentar Hugo como líbero? Vem cá, Adriano tá voltando, será que não vão querer empurrá-lo no time titular? quem sairia? Meu time titular Gottardi (Ou Alexandre Villa); Russo, Marcelo, Leandro. HUGO e Marquinhos/PE; Amaral, Marco Antônio e Marquinhos/SC; Miro Bahia e Marcelo Ramos. No 442, poderia botar César Baiano, no lugar de um zagueiro, nesse caso, Leandro. Ou adiantava leandro e amaral perdia a posição. Que acham?

    Responder
  6. insatisfeito
    14/05/2007 | 18:27h
    6

    Agora, uma coisa do Carrossel a gente poderia fazer: Adiantar-se em cima do lançador, para deixar o atacante adversário em impedimento e roubar rapidamente a bola.

    Responder
  7. Bosquímano
    14/05/2007 | 19:33h
    7

    Normalmente eu concordo futebolísticamente com o Perrusi e essa nao será diferente agora. Até porque eu sóposso “ver” os jogos pelo rádio. Quem sabe eu tenha a sorte de a Rede TV transmitir um e eu consiga captá-la pela internet, dessa forma conseguir ver mal e porcamente ojogo do coritiba enquanto escutava o do Santinha.

    Mas a questão é outra. Sou um defensor exagerado, eu diria, do futebol ofensivo. Só há uma coisa que eu maistenharaiva que ver umtimejogando na retrenca, é ver esse time com jogadores suficientemente técnicos para não jogar na retranca. Honestamente, nao sei se esse éo caso do Santinha. De longe, me parece que falta qualidade suficiente para o time jogar mais aberto. Assim, contra a corrente, e minhas teses ofensivas, defendo um time mais fechado que time de Zagalo. TAlvez, com sua análise, Perrusi tenha descoberto a forma de salvar minha alma doi nferno futebolístico…

    Responder
  8. Enildo
    14/05/2007 | 21:22h
    8

    Concordo com o Artur: Que Jairo seja efetivado para atuar no meio revezando-se com Marquinhos na criação de jogadas ofensivas. Quanto ao Marco Antônio, que seja dispensado e tragam Fábio Oliveira do Atlético Goianiense.
    E o telão, hein? Na entrada duas tartarugas vendendo os bilhetes e anotando os nomes no canhoto para concorrer ao sorteio (não aguentei esperar e anotei eu mesmo o grupo que foi comigo: meu irmão, seu filho e o amigo Sérgio), Faltou mesa, faltou cadeira, faltou cerveja, refrigerante, “tira gosto” para aqueles que não foram para feijoada, faltou time prá torcer no 1°tempo, mas sobrou entusiasmo da torcida e confiança no futuro! foi dukrai!

    Saudações Tricolores!

    Responder
  9. Gerrá
    14/05/2007 | 23:56h
    9

    enildo, fábio oliveira parece que foi para o remo. artur, qual seria a escalação do time, com jairo e marquinhos no meio?

    Responder
  10. Artur
    15/05/2007 | 8:16h
    10

    Gerrá, minha escalação seria a seguinte:

    Gotardi, Piauí (ou Marquinhos Caruaru), Hugo, Leandro, Marcelo e Russo; Amaral (ou César Baiano), Marquinhos Catarina e Jairo; Marcelo Ramos e Miro Bahia.

    Marquinhos jogaria como armador e, numa marcação mais adiantada, marcaria por zona um dos volantes adversários. Ele revezaria com Jairo não só a função de meia, como também a de armador. Acho que o time assim ficaria mais equilibrado. Nem muito defensivo, nem muito ofensivo.

    Contudo, diante dessa afirmação de Muniz, fico na minha: “Não sou radical. O esquema 4-4-2 é mais ofensivo, o 3-5-2 é para atletas mais defensivos, depende dos alas. No sábado, colocamos dois meias, tiramos o Leandro”.

    Bem, parece que Muniz não compreendeu que o 352 pode ser ofensivo, até mais do que o 442 (duas linhas de quatro, como fazem muitos times europeus) – para não depender tanto dos alas, escala-se um volante, um armador e um meia, e não dois volantes e meia. Acho que Muniz está confundindo, na prática, o 352 com o 532. Tal confusão não é rara entre os técnicos brasileiros; por isso, o 352 é visto como um esquema defensivo por aqui.

    De todo modo, não sou numerologista: o conteúdo de qualquer esquema depende do modo de marcação (esperando o adversário, no meio-campo ou pressão), de quantos vão atacar e defender, se o time vai priorizar o meio-campo como o local de onde partem as armações da jogada ou não, se vai jogar defensivamente, no ataque ou no contra-ataque, e por aí vai.

    Bora ver o que está ruminando Muniz. Aos poucos, ele vai me irritando…

    Responder
  11. insatisfeito
    15/05/2007 | 10:32h
    11

    Outra, a União Soviética de 1982 tinha um esquema interessante: 2 zagueiros, seis no meio atacando e defendendo em bloco e dois atacantes. Só perdeu no Saldo de Gols para a Polônia de Boniek e Lato; Detalhe: Só não saiu invicta da copa porque perdeu do Brasil na estréia.

    Responder
  12. Zarzar
    15/05/2007 | 13:19h
    12

    Rapaz, porque listar nomes para técnico do Santa se temos o Artur Perrusi? Por isso é difícil unanimidade quando se fala em esquemas táticos. No Brasil, cada torcedor é um técnico. Portanto, não podemos estar de fora do dia-a-dia do clube exigindo que o técnico realize nossos pensamentos táticos. Como nós ele tem suas convicções.

    Acho que nesse momento deveremos apoiar o Santa Cruz, seu técnico, seus jogadores, seu Presidente e por ai vai… Estávamos ávidos por mudanças profundas no Santa Cruz, e hoje elas estão acontecendo, no tempo que devem acontecer. Acho que a única coisa que deveremos cobrar é a publicação mensal do balancete para que acompanhemos as movimentações do Santa, deveremos cobrar transparência, mudanças do Estatuto, etc.

    O futebol passa a ter menor importância nesse processo, embora ele seja a mola propulsora de investimentos e caixa para o Clube, porém da maneira como ficamos(herança maldita das duas últimas gestões)precisamos muito deixar a emoção de lado e dar tempo ao tempo. Tenho esperanças sim nesse grupo pelo que vi no segundo tempo contra o Ipatinga. Acho um grupo forte e qualificado para a segunda divisão.

    “Lembrem-se tudo que estamos vivendo hoje é fruto maldito das últimas duas gestões”.

    Responder
  13. Valter Azevedo
    15/05/2007 | 13:42h
    13

    Bom, Charles já disse que vai jogar no 4-4-2. Deve jogar com Marco Antonio de meia (preferia Jairo, ainda achando que precisa urgente de outro meia). Ou seja, treinou o tempo todo no 3-5-2 e já vai mudar. Isso é que é treinador !

    Eu acho o 3-5-2 razoável, já que temos dois laterais que sabem apoiar (ou seja, alas). Ainda permite variação para um 5-3-2 (se quiser segurar mais) e também para um 4-4-2, com Leandro jogando de volante. A questão seria César Baiano, que não faria bem essa função de meia. O problema com Jairo, ao contrário, é que, para mim, não faz bem a função de segundo volante. Vamos ver o que acontece.

    Saudações Corais

    Responder
  14. Leonardo Jr.
    15/05/2007 | 18:55h
    14

    Gostaria de ter uma pocisão mais incisiva sobre o time. Não tenho. A variação do primeiro para o segundo tempo me deixou com várias pulgas atrás da orelha. Não gostei de alguns jogadores, mas acho que seria leviano querer crucificar alguém no primeiro jogo do campeonato.

    Continuo confiante!

    Vamos ao Arruda na Sexta!

    Responder
  15. Fabiano Pinheiro
    15/05/2007 | 19:48h
    15

    Perrusi, seu comentário é inteligentíssimo e só me faz aumentar a admiração por tão ilustre pessoa.
    Todavia, gostaria de acrescentar alguns pontos a mais.
    O 3-5-2 é um esquema que exige maior tempo de trabalho para ser bem assimilado.
    Também pede, como voc~e brilhantemente colocou, um volante que saiba armar com qualidade, coisa que dificilmente a gente vê nas invencionisses dos treinadores brasileiros.
    Já o 4-4-2 pode variar também variar pra 3-5-2 ou 5-3-2, principalmente quando o elenco possui um jogador eclético como Leandro jogando como volante. Lembre que o time de Giva que subiu usava Neto muitas vezes como zagueiro, transformando o esquema em 3-5-2.
    defendo que o time precisa manter um esquema para conseguir o mais rapidamente um padrão de jogo, mas discordo do 3-5-2 como opção. Então é melhor mudar logo e a partir de então manter o esquema que é mais facilmente assimilado e trás melhores resultados.
    Além disso, discordo da sua conteporização quanto ao paepl de Charles nas substituições quando afirma que se ele não fez a melhor sustituição tamb´me não foi a pior, afinal, só tem 5 jogadores de linha no banco e 3 entram no jogo. Então, se ele não fez a melhor alteração, que outra opção poderia ser pior? Claro, isso dentro do razoável, né? (colocar Sidrailson no gol não vale).
    Um forte abraço, e continuemos todos juntos e firmes no apoio ao nosso santinha.

    Responder
  16. Fabiano Pinheiro
    15/05/2007 | 19:57h
    16

    Gotardi; Russo, Marcelo, Hugo e Marquinhos Caruaru(Piauí); Amaral, Leandro, Jairo(Marco Antonio) e Marquinhos Catarina; Miro Bahia e Marcelo Ramos. O time é esse!!! (engraçado que é o mesmo de Perrusi, mas com Leandro como volante, num 4-4-2).

    Responder
  17. Artur
    15/05/2007 | 23:00h
    17

    Grande Fabiano,

    como você bem disse, nosso time é o mesmo, só o esquema difere. Acho ainda que, com o 352, o sistema defensivo fica mais consistente. Mas isso é uma especulação. Na verdade, defendi o 352, porque muitos tricolores acharam um absurdo o uso desse esquema por Muniz. Tentei mostrar que era factível. Queria também defendê-lo, já que está sendo incinerado pelas fogueiras tricolores. Só que, pelo que estou vendo, Muniz possui uma visão diferente da minha em relação a ao esquema de jogo. Confesso que é difícil adivinhar o que pensa o cabra. Muitas de suas declarações são infelizes e só causam confusão. Mas quero arriscar, pois ainda espero estar certo em defendê-lo. Do contrário, farei, pela milésima vez, o que faço sempre no futebol: autocrítica – ainda faço um texto sobre a imponderabilidade do futebol.

    Minha única preocupação agora, independentemente da numerologia, é que nosso técnico seja coerente e insista numa tática, fazendo o time adquirir rapidamente o entrosamento. Com a chegada de Carlinhos, temos tudo para engrenar – mas não quero ser otimista para não me frustrar prematuramente. Enfim, o cabra tem opção, até para fazer variações táticas. Bora ver.

    Responder
  18. milton pereira
    16/05/2007 | 0:18h
    18

    Já imaginou, no jôgo Vasco X Coisa, as duas torcidas gritando CAZÁ, CAZÁ, CAZÁ, vASCO, VASCO, VASCO !misturado com

    Responder
  19. milton pereira
    16/05/2007 | 0:21h
    19

    …misturado com COISA, COISA, COISA ? A torcida do Vasco devia vaiar os imitadores !

    Responder
  20. Gerrá
    16/05/2007 | 8:56h
    20

    artur e fabiano, a grande verdade é que estamos engolindo charles e fazendo esforço para aceitá-lo e apoiá-lo. no fundo, no fundo, queríamos outro treinador.

    Responder
  21. insatisfeito
    16/05/2007 | 10:50h
    21

    gerrá, isso é vero. E temos nomes no mercado; vamos ver o que ocorre contra Barueri e CRB

    Responder
  22. insatisfeito
    16/05/2007 | 12:17h
    22

    Já botaram o apelido de Maria Bethania no homem (Carlinhos Paraíba), se ele jogar um terço do que Bethania canta, tá bom demais.
    (Saudades de Marinês, esse ano, o São João será mais triste sem Sivuca e Marinês).

    Responder
  23. Claudemir Pereira - Mameluco Tricolor
    16/05/2007 | 15:15h
    23

    Cidadãos Tricolores!

    Mais uma vez venho expressar minhas preocupações com essa cobrança, creio eu ainda fora de hora, em relação a Charles Muniz. Como disse em outros comentários, agora é que Charles está trabalhando com um grupo formado, se não por ele, com a participação dele. E devemos ser coerente, pelo que ouvi falar, infelizmente não vi o jogo, o time mostrou-se diferente do pernambucano, pelo menos no segundo tempo, quando conseguiu dominar a partida, empatar o jogo e se a vitória não veio, foi por um capricho.
    Portanto, esqueçamos este assunto, pelo menos, até a terceira rodada, quando poderemos, com mais elementos, fazer uma crítica mais justa e cobrar atitudes da diretoria.

    Saudações Tricolores

    Responder
  24. Claudemir Pereira - Mameluco Tricolor
    16/05/2007 | 15:18h
    24

    Ps. se colocaram um apelido em Carlinho Paraiba, é que o clima entre os jogadores está muito bom e isso também faz a diferença na hora do pega pra capar.

    Saudações Tricolores

    Responder

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O Torcedor Coral não se responsabiliza pelas opiniões de seus leitores, mas se reserva ao direitor de excluir, sem aviso prévio, os comentários que:

1. Façam acusações sem provas;
2. Configurem qualquer tipo de crime, de acordo com as leis do país;
3. Contenham ofensas pessoais a quem quer que seja, mesmo que o ofendido seja reconhecidamente um canalha;
4. Defendam ou enalteçam o LEF, pois nós somos liberais, mas nem tanto assim;
5. Utilizem e-mails falsos ou inexistentes;
6. Fujam sistematicamente do assunto proposto no artigo;
7. Tenham características de chat ou bate-papo;
8. Copiem textos publicados em outros espaços virtuais, ao invés de publicarem os links das matérias originais.
9. Publiquem sistematicamente os mesmos comentários;
10. Publiquem comentários com prevalência em caixa alta, que é o mesmo que gritar na internet;
11. Manifestar-se com intolerância à liberdade de opinião.

Algumas palavras estão programadas para cair automaticamente na moderação de modo a facilitar o cumprimento das regras. Assim, seu comentário será liberado o mais rápido possível, se for constatado que não houve violação.

O sistema anti-spam do Torcedor Coral, utilizado para evitar malwares ou vírus, ocasionalmente poderá reter indevidamente um comentário legítimo. Também poderão ser retidos indevidamente os comentários que contenham dois ou mais links, pois são através deles que ocorrem ataques ao blog. Tão logo esses casos sejam identificados, os comentários serão liberados.

Lembre-se, o trabalho no Torcedor Coral é realizado de forma voluntária por cada um dos editores, cronistas, moderadores e colaboradores, já que todos atuam profissionalmente em outras áreas. Dessa forma, tenha paciência, caso seu comentário não seja liberado imediatamente.

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