![]() |
Dimas Lins
Ontem, um evento de proporções épicas tomou conta do Recife. Desta vez, não era mais um jogo do Santa, mas o casamento de Rose e Manoel Eduardo Valença, o popular Manequinha, grande tricolor e cronista deste blog. Passo a vocês um relato do melhores momentos.
O casamento começou com uma hora de atraso. Alguns tricolores mais chegados atribuíram a responsabilidade ao noivo. Comentava-se nos bastidores que Maneca, ainda trajando bermuda e chinelos, teve que ser rebocado de um boteco, por volta das 18 horas, onde assistia ao jogo do Mais Querido. Surgiram informações desencontradas dando conta que a noiva foi pessoalmente buscá-lo. Sob o risco de suspensão da cerimônia de casamento, Maneca achou por bem deixar o local. De zero a zero, bastava o resultado do jogo contra o Avaí.
Noivo pronto, noiva animada, vem o apito do padre e começa a partida. No início, jogadas ensaiadas como a entrada dos padrinhos, pais do casal e os noivos. Numa jogada de craque, o noivo cravou um broche do Santa Cruz em seu traje elegante. A torcida vibrou e rapidamente fez-se uma ola na igreja, por ocasião da sua passagem.
No altar, um padre de fala mansa e empolada dava sinais de que comemorara o casamento, antes da realização da cerimônia. Surgiu um boato que ele estava, horas antes, assistindo ao jogo com Maneca, versão esta ainda não confirmada pelo noivo. Para surpresa geral, o sacerdote em questão era nada mais, nada menos que Charles XVI. Ele mesmo! Nosso ex-técnico voltara a sua verdadeira função, ministro dos sacramentos da igreja. Equivocaram-se aqueles que achavam que o papa Charles XVI fora rebaixado à coroinha. Ele, de fato, voltara à sacristia, mas como o dono da paróquia.
Em suas palavras, um sermão amargurado. Charles XVI apresentou jogadas ensaiadas e esquemas táticos que, segundo ele, infelizmente não foram cumpridos à risca pelos jogadores. Nas palavras do sacerdote, os jogadores eram adoradores de panelinhas. Certa vez, ao verificar se todos estavam repousando na concentração, Charles XVI encontrou uma caçarola na cama de um dos jogadores. Um escândalo! Maneca, num auxílio luxuoso, abriu uma garrafa de vinho, em pleno altar, para acalmar o nosso sacerdote e garantir a realização da cerimônia. No final, Charles tomou a última lapada e fez a noiva prometer fidelidade e meio mundo de coisa, mas esqueceu de fazer o mesmo com Maneca. Em outras palavras, o padre deu um cheque em branco ao nosso cronista.
Depois de uma bola na trave (Manequinha colocou a aliança no dedo anular da mão direita), finalmente um golaço: aliança no canto esquerdo, dedo da noiva também. Fim de jogo, um para o noivo, uma para a noiva. Neste caso, até Charles XVI achou o empate um bom resultado.
A festa do casamento começou e o noivo, já meio bicado, agradeceu ao público. Microfone em punho e sob o olhar desconfiado da noiva, Maneca avisou a todos os presentes que aqueles que saíssem antes das cinco da manhã não seriam convidados para o seu próximo casamento. Juro que ele disse isso! Murilo (meu irmão), Gerrá da Zabumba e Beto Gordo, todos tricolores, além dos demais convidados, poderão confirmar a história.
O evento festivo foi suntuoso. Tanto assim que alguns convidados acharam que Maneca tinha sido patrocinado pelo Torcedor Coral. Horas depois, descobri que o casamento foi patrocinado por um grupo árabe, dono de um conglomerado da indústria do petróleo, e que Maneca estaria intermediando a extensão do patrocínio ao Santa Cruz. Poderemos futuramente, quem sabe, ter as nossas dívidas convertidas em petrodólar.
Maneca e Rose pareciam estrelas de hollywood, cercados de paparazzi por todos os lados. Lá pelas tantas, o noivo, diante das câmeras, depois de agradecer aos patrocinadores, puxou junto a orquestra várias músicas reverenciando o Santa Cruz, para a alegria geral. Tristeza apenas para um pequeno grupo de torcedores da barbie e da cachorra de peruca. Abro um parêntese para registrar que voaram plumas alvirrosas e cachos de peruca de cachorra para todo lado, quando a orquestra tocou as músicas I will survive (Eu sobreviverei) e It’s rainning man (Está chovendo homem). Maneca justificou suas execuções dizendo que seria injusto tocar apenas as músicas do Santa. Pensei na hora que aquilo poderia ser prenúncio de uma enfiada no jogo de hoje da coisa. E não é que foi?
No final, o único detalhe negativo do casamento foi a farrapada da lendária Sanfona Coral que, na hora H, não subiu ao palco, pois seus integrantes acharam melhor ficar por ali, tomando umas e aproveitando a gréia geral.
Brincadeiras à parte, nosso abraço a Maneca e Rose. O Torcedor Coral deseja, de todo coração, muitas alegrias e felicidades. Que a união dos dois seja tão indissolúvel, quanto é o nosso amor pelo Santa Cruz.










Parabéns, grande Maneca, a você e a Rose. Sejam felizes!!!
Tá vendo! O mundo não está perdido.
Parabéns, Maneca! Só tome o cuidado de não repetir o último resultado do Santinha na sua lua-de-mel.
Ver a coisa levar de cinco na Ilha, não tem preço.
Dá-lhe tricolor do aruda!
Digo, arruda!
Parabéns Maneca!!
Felicidades e tudo de bom!
P.S.: E vê se não demora muito na lua de mel, porque tá faltando cronista nesse Blog!
E Amaral coveiro não vem mais… pelamordeDeus, quando vão aprender a divulgar contratação apenas quando o cara estiver com o contrato assinado???
Repetir os erros dos outros é burrice, Santo Cristo! :-\
Parabéns, e muitas felicidades para o casal.
Confirmo tdas as palavras de Dimas,, parabens aos noivos …………………….. q. festaum em maneca….