![]() |
Dimas Lins
Passei o final de semana com um cisco no olho. Foi insuportável. Começou no sábado, no início da noite, e até agora ainda sinto dor.
No começo, achei que fosse uma bobagem, um cisco qualquer. Depois, já bastante incomodado, pedi para minha esposa soprar no meu olho para tentar expulsar o fragmento invasor. Nada. Partir então para o lado científico e coloquei, inúmeras vezes, soro fisiológico. Nada. Já eram duas da manhã quando o desespero bateu e eu mergulhei o olho em um recipiente com água. Meu olho esquerdo quase morreu afogado e, mesmo assim, nada. Cansado e já meio sem alternativas, Arrisquei todas as fichas numa última tentativa. Talvez se eu chorasse, o grânulo de poeira pudesse ser expelido pelas lágrimas. Era só me concentrar em algo triste que eu sabia que a secreção límpida, incolor e salgada faria o resto. Pensaria no Santa Cruz, pois nada era mais desolador do que o jogo contra o Marília. Quem sabe eu não cairia no choro. Ao menos o resultado do sábado serviria para alguma coisa. Nem cheguei a me concentrar muito. Chorar foi fácil. Difícil foi parar. Rios de lágrimas depois e… nada! O argueiro ainda estava lá. Pensei com meus botões, “puxa, Charles, nem ao menos esse consolo?”.
Exausto, fui tentar dormir. O cansaço venceu a dor e eu, finalmente, caí no sono. De manhã, fui acordado pela sensação incômoda, desta vez, mais intensa. Repeti à exaustão tudo o que tinha feito na noite anterior e o resultado se manteve inalterado. Mesmo assim, só à tarde entreguei os pontos e me dirigi a uma emergência oftalmológica.
Além dos funcionários, não havia ninguém no hospital. Preenchi a ficha e me pediram para esperar. Perguntei se o médico estava atendendo algum paciente, não havia ninguém, mais mesmo assim, eu precisava esperar. Já que era assim, pedi então a gentileza de ligarem a TV, enquanto o médico terminasse de fazer seja lá o que fosse. Achei que a minha sorte ia mudar, pois antes mesmo de aparecerem as primeiras imagens na tela, já ouvi o narrador gritando o primeiro gol do Fluminense contra a coisa. Foi o meu o primeiro sorriso em 24 horas. Minutos depois, finalmente fui convidado a adentrar o consultório médico.
Enquanto a médica me examinava, percebi um olhar de espanto. Perguntei se estava tudo bem e ela, já um pouco preocupada, disse que meu olho estava cheio de grânulos. Ao examinar mais de perto, espantada, ela percebeu que eram pequenos fragmentos de uma partida de futebol. No meu olho, a oftalmologista encontrou dezenas de passes errados, falhas na marcação, desorganização tática e péssimas substituições.
– Nunca havia visto algo assim na minha vida! – ponderou a médica.
– Doutora, pra ser bem sincero, tenho visto muito isso, desde o ano passado.
– Estou vendo neste fragmento recém retirado do seu olho que, no intervalo do primeiro tempo, o técnico fez uma boa leitura do jogo.
– Pois é, lê, ele leu, mas escrever que é bom, nada! Não está vendo aí nestes ciscos, como foi o segundo tempo?
Depois que a médica finalmente retirou do meu olho todas as partículas da partida, fui embora para casa. No final, restou um arranhão na córnea e a sensação de que outros ciscos virão.










Grande Dimas,
Teu cisco no olho fez comanhia a uma diarréia terrível que eu tive. Pelo amor de Deus, que danado foi aquilo no jogo ?
Mas, São Caetano que se cuide.
Cidadãos Corais!
Comentar o incontentável é uma tarefa muito ingrata. Não estou me referindo ao texto de Dimas, mas ao jogo de sábado, quando vimos um time totalmente perdido em campo, não perdido pelo resultado – que ainda não estava feito – mas perdido por não se encontrarem uns aos outros.
Tenho aqui, por várias vezes, defendido a manutenção de Charles Muniz e, não vou agora pedir sua cabeça, mas como entender a volta de um esquema tático 3-5-2 que nos custou o fracasso no primeiro jogo? Todos nós vimos, no primeiro tempo, que o meio campo errava por demais, e os dois volantes, que fazem a proteção da zaga, não se entendiam e constantemente a bola, ou era rifada ou o passe era totalmente errado, propirciando o contra-ataque do time do biscoito e, consequentemente, sufocando a defesa. Todos queriam uma mudança para o segundo tempo, que veio, não a esperada. Colocar Dudu (porra! o cara tem nome de picolé) que é zagueiro no lugar de um volante de criação é foda, e o pior é que, como Russo não jogou nada, o cara ainda teve que se virar de ala. Por que não sacar Wendel e em seu lugar colocar Jairo ou Leandro, que já deu provas de que pode jogar na posição? Permanecendo, assim, com o mesmo esquema de jogo. Outra coisa, se Russo não estava nem apoiando e tão pouco defendendo e Carlinhos estava no banco, por que não coloca-lo para jogar?
Embora faça aqui as minhas criticas, não sou profeta do apocalipse, acredito que o time, ainda, irá corrigir esses erros e encontrará o caminho das vitórias fora de casa.
Saudações Corais
Acho que o time foi um pouco covarde, mas tava até razoável no primeiro tempo. No segundo é que foi a lástima. Meu amigo Charles nessa foi mal.
Mas o que eu menos entendo é porque Hugo não entra. O cara é unaminidade junto a torcida. E aí eu penso; tudo bem, cada um tem sua opinião. O técnico não pode atender cada torcedor. Mas ir contra uma unaminidade? É quando eu reinvento uma famosa frase e digo que “quem vai contra uma unaminidade é burro”.
Foi assim no início do campeonato com Romeu, Badé, Alex Pinho etc.
Demorou um pouco com Adauto, e agora tem nosso zagueiro que é preterido em favor de Alan pesadão e vovô Dudu (me lembra muito o Robertão cara de Scania).
Todo mundo que a zaga com Marcelo e Hugo. Mas Charles insiste no erro. Vamos ver agora, com a zaga titular suspensa. É capaz de Charles entrar com Dudu e Adriano.
Meu Deus!!!!!!!
Sou otimista, mas não sou doido, não. O Santa mereceu vencer o fortaleza, mas contra o Marília a derrota foi um resultado justo.
Mesmo assim, acredito que uma luz vai iluminar nosso Charles e ele vai voltar a agir com simplicidade, sem inventar. É só não atrapalhar muito, pois o grupo é bom e vai reagir e voltar às boas apresentações.
Uma das coisas que me fez defender Charles foi ele ter dado oportunidade, praticamente lançado, Hugo, Leandro e Jairo no time titular.
De uns tempos pra cá ele parece ter virado o disco. Só em último caso esse pessoal entra. Pensei cá com meus botões: Ele está tentando preservar os caras, evitando que sejam queimados em sua juventude e inexperiência.
Nada disso. Esse “meninos” já foram colocados à prova quando o time estava enfrentando uma situação bem mais difícil do que agora. Entraram em clássicos, em jogos antes dos quais havíamos passado por algum vexame.
Aliás, a estréia deles foi em um jogo da primeira divisão, quando estávamos rebaixados e todos esperavam uma humilhante goleada diante do Cruzeiro.
Jairo ele até tem colocado no time, mas durante pouco tempo. Já Hugo e Leandro, no máximo têm ficado no banco.
Para o próximo jogo não teremos Marcelo e Alan. Eu estou quase apostando que ele vai escolher entre Dudu, Adriano e Sidrailson. Hugo não ficará nem no banco, mais uma vez.
O mesmo acontecerá com Leandro, pois com a volta de Cesar Baiano ao time titular ele terá que disputar a reserva com Wendell. Advinhem quem ficará com a vaga!
Dimas, foi mais do que um cisco. Foi uma conjuntivite das boas.
Depois do Jogo contra o Fortaleza, derrota que considero injusta apesar das falhas exibidas, eu pensei que o time daria um passinho adiante contra o Marília. Ledo engano.
O time entrou encolhido, marcando antes ou nas proximidadades do meio campo. Varias vezes vi nosso atacantes, que deveriam estar incomodando os zagueiros adversários, esperando na linha divisória do gramado o avanço dos dito cujos.
No segundo tempo ficou pior: encolhido e confuso com as mudanças promovidas por Charles. Na primeira, resolveu inventar o mesmo falso 3-5-2 que nos ferrou em Ipatinga, dessa vez ao invés de Leandro o volante/zagueiro foi Dudu. Segundo o repórter da Globosta foi Marquinhos que soprou para o treinador -”professor eles estão no 3-5-2-”, ainda no primeiro tempo.
Logo em seguida à estratégica mudança o time do biscoito fez o gol. Mais mudanças e a confusão aumentou. Parecia um bando em campo, lembrando alguns dos nossos piores momentos no campeonato pernambucano.
O estado de confusão da equipe está mais ou menos explicado; já a timidez, pra não usar outro termo, nem um pouco. Será que foi medo de tomar de 7×1 feito o time que eu não ouso dizer o nome?
Para o Jogo da próxima sexta teremos problemas, pois vamos jogar, provavelmente, com uma zaga que nunca atou junta antes. E Teremos de volta um volante que não vinha jogando bem.
Espero que, pelo menos, volte o nosso ataque titular. Ou corremos o risco de perder a primeira em casa.
Voltando ao assunto dos “meninos”. O Corinthians está com um time de meninos jogando a primeira divisão e se dando muito bem. Os nossos, que segundo alguns valem milhões, não servem nem para a segundona?
Já pensou se Charles fosse o técnico do Santos em 1956 ou 1957?
Cidadãos Corais!
A leoa de rabinho em pé virou animadora de festa, acessem:
http://i7.photobucket.com/albums/y278/LBR-Rademacher/sport.jpg
Saudações Corais.
Adorei essa frase:
¨SOU CONTRA a troca de técnico de futebol…
… SOU A FAVOR da contratação de um¨
abraços!!!
Só me procupa uma coisa no treinador: é ele perder o domínio sobre o grupo. Enquanto isso não estiver ocorrendo, vou apoiar Charles já que a decisão do Sr. Presidente foi tomada. Fui contra, mas, opinião vencida, não há por que ficar dando murro em ponta de faca. Charles errou, mas não vai ficar errando para sempre, ele ouve e aí reside sua vantagem, quem sabe ele não será a síntese dos 10.000 técnicos que vão a campo. Continuidade no trabalho é importante. Miremo-nos nos nossos exemplos recentes onde obtivemos resultados com elencos limitados. De 2002 a 2005: Heron Ferreira, Péricles Chamusca, Roberval Davino (este tirou leite de pedra) e Givanildo. O que passou menos tempo foi Roberval, creio que 8 meses. Ano passado, tivemos Givanildo, GIba, Espinosa, Maurício Simões, Ernesto guedes e Fito Neves. Se contarmos a partir do Brasileiro (abril a metade de dezembro) não dá nem 2 meses para cada treinador. Vejam e comparem os resultados, em 4 anos, 4 treinadores, em um ano, 5 treinadores. Agora é ter paciência com o treinador e exigir garra dos jogadores que a qualidade indivdual demonstrada é suficiente para voltarmos à 1ª Divisão (PS: ainda gostaria de ver o Romerito dispensado do Goiás vestindo a camisa tricolor coral do Arruda).
Quando o time tá completo, joga em casa, tá tudo tranquilo, Charles se sai bem. Mas na hora da onça beber água, quando se diferencia homem de menino, quando há necessidade da mão do treinador, Charles defeca na madeira, via de regra. É na hora da dificuldade que a gente mede a qualidade.
Mas não há nada de novo nisso. Charles tem muita adjetivos a seu favor. Ele é bom caráter, provavelmente os jogadores gostam dele e o respeitam, ele sabe contratar bons jogadores da região etc. Mas tem defeitos graves na lentidão e dificuldade decidir em momentos de dificuldade etc.
Vale aí o custo pelo benefício em função da condição financeira do clube e das opções que o mercado nos oferece. Não é tão simples. Peu, por exemplo, é uma aposta de altíssimo risco. Pode até dar certo, mas não seria prudente para o Santa nesse momento (talvez para um trabalho de longo prazo sem tanta urg~encia de resultado). Heron é outro exemplo, que seria ótimo pro Santa Cruz. Também concordo ser um ótimo profissional. Mas totalmente inviável, pois o cara tá ganhando os tubos nessas arábias da vida.
Não sei a resposta pra isso, mas prefiro continuar confiando em Edinho (afinal, sou babão de Edinho, né?).
Até quando, não sei!
Talvez o jogo de sexta seja esse divisor de águas. Um resultado positivo reforça a confiança no trabalho até agora realizado. Um resultado negativo expõe a urgência numa mudança de rumo em relação ao comando do nosso time.
É esperar, apoiar e ver.