Cheguei ao Arruda por volta das 14:50h, junto com meu irmão Felipe e seu filho Gabriel, de apenas 4 anos, mas de dar inveja a muito torcedor marmanjo. Biel, desde os 2 anos e meio, já canta o hino do Santa e vibra com o time. E mais, já sabe que o Náutico é pra baixo e a coisa ruinzinha mais ainda.
Mas como eu dizia, cheguei ao Arruda disposto a encontrar a galera do Blog do Santinha e Sanfona Coral no Colosso. Não sei o que aconteceu, mas o Colosso estava fechado. Aí houve, no bom sentido, a primeira cissão do Blog e da Sanfona: Anízio e a galera da comunidade do Santa Cruz no Orkut foram para o bar do Galvão, enquanto o desencontro fez a galera da Sanfona ficar tomando umas geladas nas imediações do setor de arrecadação.
Enquanto isso, muita gente do lado de fora e pouca gente do lado de dentro do estádio. Foi essa minha primeira sensação. Entrei cedo nas sociais, por causa de Gabriel, e fiquei observando o movimento. Logo, logo, as sociais ficaram cheias e as arquibancadas passaram a apresentar um bom público.
Pouco depois, chegou meu amigo Gilson e relatou um fato interessando que tinha acontecido com ele. Para evitar as prováveis filas que, no final, se consumaram, Gilson foi ao Arruda no dia anterior para pagar sua mensalidade e comprar o ingresso do jogo. Mais desinformado do que náufrago numa ilha deserta, Gilson se dirigiu ao setor de arrecadação pouco abastecido, achando que poderia pagar a mensalidade no cartão de crédito. Nem cartão de crédito, muito menos ainda Cred Pio (30, 60 e 90). Meio empulhado, Gilson disse que não estava com o bolso forrado o suficiente para comprar o ingresso e atualizar sua situação no Santa. Eis que Fred Arruda, Vice-Presidente do Mais Querido, ali por perto, ouviu a conversa e se propôs a emprestar o dinheiro a meu amigo. Gilson ainda rebateu: “como é que eu vou te pagar?” e pensou, “afinal, você não me conhece”. Fred disse que estava sempre por ali e bastava Gilson procurá-lo nos dias de jogo. Gilson não aceitou e acabou arrumando um jeito de comprar o ingresso e atualizar seus débitos. Dito isso, eu pensei na mesma hora: “não é só a torcida que tem confiança na diretoria, mas a diretoria também tem confiança na torcida coral”.
Início de jogo e parecia que o Santa ia aplicar uma goleada. A goleada não veio e eu passei a observar outra coisa. Raul, irmão do meu dileto amigo Manequinha e neto de um dos irmãos Valença, autor do hino oficial do Santa Cruz, ao contrário do que de costume, não emitia nenhum grunhido em direção ao campo. Nada de chamar o juiz de ladrão ou mandar o técnico ir para aquele canto ou ao menos esculhambar um jogador por uma jogada medíocre. Nada. Final do primeiro tempo, fui investigar. A resposta veio do irmão e do amigo Fernando: os gases estavam impedindo Raul de se sentir à vontade nas sociais. Na verdade, estava impedindo muitos torcedores de se sentirem à vontade também.
Dentro de campo, o time parecia lento e sem criatividade. No segundo tempo, o Belo Jardim passou a ousar mais e a trazer perigo para o Santa. Mesmo assim, o goleiro tricolor não parecia se sentir ameçado. Ameaça mesmo pairava nas sociais, por causa de Raul.
No final, dois a zero, resultado satisfatório, diante da falta de preparo físico e da falta de entrosamento. Resultado bom mesmo veio fora do campo: mais de 15 mil pagantes e uma renda de um pouco mais de R$ 89 mil. Falta ainda descobrir os números atuais dos sócios em dia no Santa Cruz. Mesmo assim, já dá para perceber que essa torcida só vai dar de goleada.
Em tempo, Raul não aceita ser o responsável pelas sociais não estarem lotadas.
Saudações tricolores,
Dimas Lins










Dimas, ainda bem que sentei longe de você e seu amigo Raul, durante o jogo…
Um abraço!
A burrinha tá voltando novinha, de cores de vibrantes.
Sds tricolores,
Ivan Patriota.
Grande dimas,
Perfeito seu texto, inclusive a parte flatulenta !!!
Grande abraço e parabéns