Depois que o campeonato pernambucano começou, as discussões sobre o Santa Cruz se limitaram praticamente às quatro linhas. Nada mais natural, já que os tricolores estávamos sentindo falta de ver a bola rolar no campo de jogo desde a nossa eliminação precoce da Série D do ano passado. Além do mais, o início da peleja nos deixou com um medo lascado de nem jogar a competição nacional que nos cabe. Técnico ultrapassado e futebol medonho foram responsáveis por essa impressão. Finalmente, depois que Dado Cavalcanti assumiu, apesar da derrota da última quarta, voltamos a ter esperanças. Mesmo assim a tendência é seguirmos até o fim da competição lutando para ficar no G4. Se vier a taça, será um ganho inesperado, ao menos para mim.
Mas aproveito o dia e o intervalo entre um jogo e outro, já que o Santa jogará apenas no próximo domingo, para mudar de assunto. Vou deixar a bola de lado para tratar de outras coisas.
Já disse aqui e repito agora: ando entristecido com o Conselho Deliberativo do clube. A última reunião foi no fim do ano passado, quando os conselheiros foram convocados a discutir a adesão do Santa Cruz à Arena Capibaribe. Ciente da derrota iminente e utilizando-se de boa estratégia política, FBC se antecipou à decisão que já se desenhava no conselho e anunciou o nosso desinteresse no projeto do governo para a Copa de 2014. De lá para cá, o legislativo do clube parou de vez. Já estamos em março e nada mais aconteceu. Nenhuma convocação, nenhum convite, nenhuma reunião. Nada mesmo.
A responsabilidade por essa paralisação recai sobre a mesa diretora, principalmente sobre o seu presidente, Roberto Arraes. Homem de fino trato, Arraes assumiu o Conselho Deliberativo após o impedimento do Desembargador Bartolomeu Bueno, que foi obrigado a deixar o cargo, depois de consultar, por iniciativa própria, o Conselho Nacional de Justiça. Tão logo assumiu, o novo presidente ganhou o respeito dos conselheiros por sua capacidade em saber lidar, sem grandes abalos, com os diferentes grupos representados no Deliberativo. Arraes buscou dar continuidade à discussão da reforma do estatuto, mas não conseguiu avançar muito. Os trabalhos seguiram lentamente e, a certa altura, já ameaçavam terminar o ano de 2009 inconclusos, como de fato aconteceu. Alguns conselheiros, inclusive eu, sugeriram na tribuna que as reuniões fossem intensificadas e passassem a ocorrer duas vezes por mês para dar velocidade e aprovar o estatuto ainda no ano passado, para que seus efeitos valessem já para as próximas eleições. A proposta foi vista com simpatia, mas o ritmo dos encontros não se modificou e as próximas eleições ainda serão regidas pelas regras antigas. Pelo normativo atual, por exemplo, um dirigente pode ferir o estatuto do clube o quanto quiser, sem que praticamente nada lhe aconteça. No caso da eleição, assunto que deixa qualquer tricolor desconfiado e com os cabelos em pé, não fosse a veia democrática de FBC, que teve o mérito de publicar a lista de sócios um ano antes da eleição – coisa rara no Santa Cruz – a atuação do Conselho Deliberativo seria ainda mais desastrosa.
Durante todo esse tempo, não houve um e-mail sequer da mesa diretora que justificasse o recesso inesperado e inoportuno. Por isso, a insatisfação já começa a crescer entre alguns conselheiros. Alguns deles, inclusive, só pretendem pagar a mensalidade do conselho, quando houver reunião, como forma de forçar novas convocações. Para quem não sabe, os recursos arrecadados pelo conselho contribuiu, ainda que dentro de suas limitações, para a sustentação do clube durante o segundo semestre de 2009, período mais crítico de vacas magras.
Sem que ocorram as reuniões rotineiramente, a sala do conselho vai criando mofo e juntando teias de aranha nas paredes e nos móveis. Com a discussão política deixada de lado, restam aos conselheiros assistirem aos jogos da tribuna de honra, enquanto comem um cachorro-quente.
Por hora, apenas pão e circo.










1ª Venda de Rovésio sem prestar contas a ninguém
2º venda de Rozembrick e Carlinhos Bala sem prestar contas a ninguém.
3º embolsar antecipação de cotas da televisão sem prestar contas a ninguém
4º fabricar eleitores fantasmas para votarem, isso é tudo que o LEF quer que o Estatuto do Santa Cruz tenha o mesmo valor de um papel higiênico melado.
eles não estão afastados e sim infiltrados e o que é pior torcendo contra para que tudo saia errado para voltarem em Dezembro e acabar com o resto.
Estamos voltando à época do Iéti na presidência do referido órgão…. kd a diferença também no Conselho?
Dado confirma Dedé e Serginho contra a Cabense,Jogadores serão os substitutos de Leo e Elvis, suspensos, para a partida deste domingo, no Arruda.
o compromisso do senhor ROBERTO ARRAES é apenas com FBC e não com o Santa Cruz.
bem disserama aí, o estatuto do Santa Cruz tem o valor de um papel higiênico melado.
e esse conselho deliberativo não serve para nada.
Enquanto não mudarem o estatuto (isso é muito dificil), e a partir de então o Conselho se tornar independente e desvinculado na eleição da presidencia do executivo, tudo continuará como sempre foi.
concordo em parte GERALDO MESQUITA. mas qual é a dificuldade de se mudar um estatut?
Porra, que pergunta, Almir?!
Mudar o estatuto é um processo extremamente complexo, sabia não?!
Implica uma mistura de física quantica com biologia molecular, misturando tudo num estudo helicoidal das bases nitrogênicas das rubricas do estatuto, mais um cálculo randômico das probabilidades infinitesimais dos comportamentos dos conselheiros.
Em suma, o que se precisa mesmo é de vontade política.
Tenho a sensação que desconhecemos quem colocamos para Presidente do Clube, Para Presidente do Conselho e para outros tantos cargos estratégicos no Santa Cruz.
Salvo engano quando FBC foi convidado a se eleger Presidente, uma das suas primeiras exigências foi diminuir o números de conselheiros de 500 para os atuais 250.
Outra condição foi a de indicar toda a diretoria e todos os outros cargos com pessoas do seu círculo de confiança.
Aceitando estas condições, estávamos concordando em ficar fora das principais decisões do Clube.
Sou do entendimento de que os atuais dirigentes por entenderem que fazem mais pelo Santa Cruz, do que todos que passaram pelo Clube juntos nos útimos 20 anos, como se estivessem fazendo um grande trabalho de voluntariedade cristã.Como a Cruz Vermnelha faz hoje no Haiti.Não acham necessário fazer o Conselho se reunir, por um motivo simples, debater pra quê, se já está tudo decidido com começo, meio e fim.
Sabe a história daquele homem da carroça, que vive colocando na frente do Burro uma Cenoura, para poder ir pra onde quiser.Pois bem acho que FBC é o homem da carroça, e o burro , dou um doçe para advinhar quem é.
Eu quero saber é de quem é a cenoura.
Oxe Fabiano e tu gosta de saber da cenoura dos outros é?
Artur, resposta muito boa.
kkkkkkkkkkkkkkkk
Sds. Corais