Carrancas do São Francisco, de Camilo Tavares

Tenho boas recordações de Petrolina. Visitei a cidade durante muito tempo da minha vida profissional. Nessas idas e vindas, fiz muitos amigos e vez por outra torno a vê-los para botar a conversa em dia. Entre um papo e outro, uma bebericagem, é claro, para dar o tom da conversa.
Guardo na memória a cidade que tinha – ou tem, não sei mais, porque deixei de acompanhar os indicadores – um dos maiores índices de desenvolvimento do Brasil. É uma terra onde tudo é tipo exportação. Pena que a maior parte das frutas e verduras de excelente qualidade é enviada ao exterior e não às cidades brasileiras.
Já vi muita coisa maravilhosa naquela terra. Dá gosto ver aqueles campos fecundos cheios de hortaliças e frutas tropicais. A terra irrigada com o auxílio de tecnologia de ponta faz tudo virar fartura. Não bastasse isso, as vinícolas do país descobriram a região. Conta-se que em pouco tempo o Vale do São Francisco se transformará no maior produtor de vinho do Brasil. Coisa grande.
Entre as belezas locais certamente está a Ilha do Rodeadouro, cuja posse é disputada à tapa por pernambucanos e baianos. A ilha mistura contemplação para os olhos e descanso para o corpo. Foi lá onde comi a mais gostosa piranha da região. Que fique claro que falo do peixe.
E se falo em peixe, difícil não lembrar do São Francisco. O rio é um espetáculo à parte. Suas águas levam riqueza, prosperidade, cultura e beleza para todo o vale. O rio corta ainda duas cidades que por muito tempo foram manchadas por uma monstruosa sombra de ciúme. Caetano que o diga. Tomara que as carrancas já tenham levado para longe essa emulação sem pé nem cabeça.
Petrolina realmente me traz boas recordações. Mas a melhor delas é referente ao título de campeão pernambucano que o Santa conquistou por aquelas bandas, em 2005. Talvez por isso, Petrolina tenha sido o lugar propício para que a equipe retomasse o caminho das vitórias fora de casa.
Por isso, deixemos de lado, por hora, o fato de o jogo não haver sido primoroso e de o gramado ser tão ruim que a gente ainda custa a acreditar que uma partida oficial de futebol pode ser jogada ali. Deixemos tudo isso de lado e vamos nos contentar com a vitória e com as ausências de Russo e Max, o que já é um começo.
E embora eu não seja supersticioso, não acho que seria uma má idéia se o time tomasse um banho nas margens do São Francisco, para amenizar o odor contraído em alguns anos passados.
Pensando bem, não será um banho que irá limpar a sujeira no Arruda.









É Dimas… Vencer sempre é bom! E com certeza, Petrolina nos traz ótimas recordações!
E com relação ao Gramado(ou a falta de um)… Lembremos que na série C é disso pra baixo! O Time tem que se adequar a esse tipo de piso e jogar com inteligência, pois essa será nossa toada em 2008.
Dimas,
Nunca fui a Petrolina mas, após ler o seu texto, bateu a maior vontade de fazer uma visita.
O Vale do São Francisco não só está produzindo muito, como está produzindo vinhos de ótima qualidade. Há um vinho chamado Rio sol, produzido sob a supervisão de enólogos portugueses, que é muito bom. Também tem o Fortaleza Seival que, se não engano, é produzido no mesmo esquema e alguns com a marca da vinícola Miollo.
Valeu pela lembrança de 2005.
O futebol deu uma melhorada, mesmo levando em consideração a fragilidade do adversário.
Com a regularização de Anderson e Alexandre, a tendência é a gente se ver livre de Genalvo e do Boneco de Olinda.
Zé do Carmo mostrou coragem ao barrar Rosembrick e espero que mantenha, pois o Mago está completamente sem condições físicas. E já começou a estrilar nas entrevistas.
Estamos precisando de um meia, um “camisa 10″ legítimo, que faça sempre aquilo que Nildo faz apenas esporadicamente e com ar de cansado.
Leonardo tem razão no que falou a respeito dos campos. Vamos ter coisa bem pior do que o gramado do estádio do Petrolina nos jogos da série C, e não adianta reclamar. É se acostumar e pronto.
Grande Dimas,
Belo texto, bela cidade, bela vitória, péssimo futebol.
Mas, como você disse, Russo e Max já sairam. Faltam Genalvo e Josemar, daí, talvez as coisas melhorem !!
Ah! Ia esquecendo, lugar de rosembrick é no banco mesmon
ducaldo, você agride a um dos ícones do carnaval de Olinda, aliás, aos bonecos de Olinda, que tanto embelezam a festa momesca na bela cidade, ao adjetivar Josemar de boneco de Olinda.
Dimas, tenho uma ligação muito forte com Petrolina, cidade que conheço desde 1979. Em 1985, enquanto engenheiro da Celpe, projetei e fui o responsável pela construção e montagem de 3 torres metálicas com 63m de altura, para a travessia de duas linhas de transmissão sobre o Rio São Francisco. As torres ficam à jusante da Ponte Presidente Vargas. Militante sindical, organizei com o apoio de engenheiros locais e da Emissora Rural, um Ciclo de Palestras sobre navegabilidade do Rio São Francisco e ReformaAgrária. Denunciei em entrevista na Emissora Rural, a poluição do Vleho Chico pelos curtumes instalados na região.
Depois te mando fotos que tirei na mnha última visita à Petrolina, em 2005.
Pode ser meio ofensivo aos bonecos, Eduardo.
Mas, se ele fosse contratado pela secretaria de Turismo de Olinda, seria uma boa. O santa se veria livre e Olinda ganharia o primeiro boneco vivo do mundo. Um caso sem precedentes (Pinóquio não conta).
já está na hora de esquecermos rosembrick, assim como já esquecemos tantos outro. este jogador não tem condições de jogar futebol por dois motivos: não tem físico e não tem massa cinzenta. se ele contentar-se em ficar no banco, será útil, se ele fizer beicinho por isto, é pra mandar embora. suas firulas não enganam mais ninguém.
Ando adoentado desde ontem pela manhã e, se não houver uma melhora súbita daqui para 16h, dificilmente irei ao jogo.
Uma pena. A questão é que doença quando vem não quer nem saber se é dia de jogo do Santa.
Saudações corais,
Dimas Lins
Ih, Carlos Henrique, depois do golaço de hoje, o Mago da Bola não pode ser esquecido.
Dimas, encontrei teu irmão (acho que é Henrique) antes do jogo. Ele me disse que você está adoentado. Torço por sua breve recuperação.