E Evaristo não veio

Paralela ao grande debate sobre a dívida astronômica do Santa Cruz, outra polêmica, secundária é verdade pela atual situação financeira do clube, passou a fazer parte das conversas dos torcedores corais: afinal, Evaristo vem ou não?

E Evaristo não veio. Nem para a posse. Os motivos que levaram o treinador a desistir ainda são desconhecidos. Em entrevista a uma das rádios locais, Edinho, presidente eleito do Santa Cruz, disse que, durante toda a manhã, tentou sem sucesso contato com Evaristo. Assim, até mesmo Edinho foi pego de surpresa.

A esta altura do campeonato, não creio que valha a pena especular sobre a desistência de Evaristo. Mas o fato é que, apesar de todas as especulações da imprensa local e do Rio de Janeiro, a decisão do treinador nos pegou desprevenidos.

Mesmo assim, a diretoria eleita não perdeu tempo e foi em busca de Givanildo Oliveira, que ficou de dar uma resposta até a próxima segunda-feira. O torcedor coral conhece bem Givanildo, principalmente pela sua última passagem no Arruda, à qual conquistou o campeonato pernambucano e levou o Santa de volta à primeira divisão. O torcedor deve lembrar também que faltando apenas três jogos para o fim do campeonato pernambucano, tendo o Santa como favorito, Givanildo foi embora para o Atlético/PR e nós vimos o título ir junto com ele. É interessante como essas pequenas coisas do futebol, para mim, perderam o sentido diante das dificuldades dos dias de hoje. Por isso, apesar da forma como Giva saiu do Arruda, espero que ele seja o novo treinador para a próxima temporada, ou como quer a diretoria, para os próximos dois anos. Talento ele tem para fazer um bom trabalho.

Apesar deste imprevisto, apesar do buraco negro tricolor, que transformou a nós torcedores em dublês de economistas e, para os cachaceiros de plantão, apesar de não haver comemoração na solenidade de logo mais, nada tirará o brilho coral do dia de hoje. Mesmo de volta à segunda divisão, mesmo falido, mesmo com uma revoada de jogadores, mesmo assim, o dia de hoje mudará a história tricolor. Reforço minhas palavras que a queda da “Bastilha” foi apenas um marco, pois a verdadeira revolução coral só se dará com o tempo. E hoje, mais que tudo, é tempo de acreditar e de reconstruir.

Vamos hoje para o Arruda, como se fosse uma decisão de campeonato. Vamos receber e apoiar o novo presidente do Mais Querido e mostrar a todos os pernambucanos com quantos torcedores se faz uma nação.

Saudações tricolores,

Dimas Lins

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