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Home » Artigos » Dentro e fora dos muros do Arruda

Dentro e fora dos muros do Arruda

Autor: Dimas Lins | 1 de abril de 2008 | 20:00h | Artigos | 11 comentários

protesto-31032008.jpg

Publicação Simultânea com o Blog do Santinha

Jogo da Poliana

Inácio França

Não adianta eu perder tempo falando da minha indignação quando, ao chegar na avenida Beberibe, encontrar a torcida e sócios do lado de fora, impedidos de entrar no clube cujos cartolas adoram apelar por apoio. Estou um tanto otimista hoje de tarde. Por isso, consegui enxergar o lado bom dos acontecimentos.

Poderia ter entrado, afinal sou conselheiro eleito, mas meu filho de 14 anos foi barrado pela trupe circense colocada diante da entrada que costumo usar para pagar minhas mensalidades. Resolvi ficar do lado de fora.

Primeiro aspecto positivo: caiu a máscara dos dirigentes. O dono da fábrica de cachaça, por exemplo, está mais interessado em receber de volta o dinheiro que botou lá dentro (pelo que li no blog do Diário de Pernambuco, foram R$ 140 mil). Para ele, que se lasque qualquer discussão ou debate sobre o Santa Cruz. Por isso mesmo, o Blog do Santinha enviou hoje pela manhã o seguinte e-mail para a Companhia Muller de Bebidas, primeiro passo para a próxima campanha do blog, intitulada “Tricolor não toma Pitu”. Rima riquíssima.

Como torcedor do Santa Cruz Futebol Clube, clube que tem como presidente do Conselho o sr. Alexandre Ferrer, proprietário da Pitu, estou – junto com toda torcida – imensamente insatisfeito com a atuação do mesmo. Por essa razão, em protesto, gostaria de anunciar gratuitamente durante 30 dias a marca da Caninha 51 no blog sob minha responsabilidade: http://www.blogdosantinha.com/

Caso seja do interesse dessa empresa, favor enviar arquivo com a logomarca para o e-mail fornecido. Repito: o anúncio não implica em qualquer ônus para a Cia. Muller de Bebidas.

O diminutivo, por sua vez, deixou de lado o discurso de neo-democrata e trouxe a público os recursos usados nas eleições de dezembro de 2006 para identificar os locais onde estavam sendo “fabricados” os sócios fraudulentos: os honestíssimos delegados da Polícia Civil, que compareceram em doses cavalares, para intimidar a torcida. É melhor assim, agora sabemos com que estamos lidando. Outra coisa positiva.

Agora, bom mesmo, foi descobrir a nova cara da Inferno Coral. É bem verdade que todos já tínhamos percebido isso nas arquibancadas, principalmente na partida contra o Petrolina, quando a moçada carregou o time no colo, cantando o hino e apoiando o tempo todo, sem agressões ou pressão sobre os atletas. Ontem, a Inferno comportou-se de forma civilizada, elegante, sem ameaças. Eu já ia escrever que eles pareciam lordes, mas lembrei que os lordes ingleses patrocinaram matanças em tudo quanto é parte do planeta.

É verdade: nem palavrões havia nos gritos de ordem contra os cartolas. Frustrado, fiquei sozinho usando a rima rica acima mencionada.

 Assim que acabar esse texto vou ligar para Edinho, o novo presidente da TOIC e marcar uma pertinente entrevista.

Melhor ainda foi a notícia que o sanfoneiro Chiló trouxe. Ele me deu a notícia que deve estourar ainda hoje. A história é a seguinte: o regulamento maluco do campeonato pernambucano inclui um artigo (o 54, salvo engano) que prevê uma decisão de qualquer jeito, mesmo se o mesmo time vencer os dois turnos. Nesse caso, haveria um único jogo decisivo, entre o campeão do hexagonal do título, também conhecido como módulo verde, e o campeão do hexagonal da morte, o módulo amarelo. O problema é que esse artigo não foi divulgado por causa da influência que os dirigentes rubro-negros exercem sobre a imprensa pernambucana. Agora, o presidente da coisa avisou que seu time se recusa a disputar essa decisão. Se eles não entrarem em campo, o Santa vence por WO e pode ser campeão pernambucano.

Pois é, essa deveria ter sido nossa postagem de Primeiro de Abril, mas Gerrá foi mais rápido e escreveu essa cascata do patrocínio. E vocês caíram.

A manifestação dos cururus

Dimas Lins

Foi difícil não comparar a manifestação de ontem com a festa de posse do presidente, pois elas trazem algo em comum: a participação espontânea da torcida coral.

Entretanto, ontem a expressão pública do torcedor coral demonstrava sentimentos diametralmente opostos àqueles da posse. Ao invés de aplausos, vaias; ao invés de apoio, gritos de “fora!”; ao invés de satisfação, revolta. Os tricolores-cururus já não estão mais passivos, nem aceitam mais que este ou aquele gestor leve o clube para o abismo.

Na posse do presidente, o clube estava aberto e a torcida era bem-vinda. Ontem, carros de polícia com direito a delegados especiais, portão cerrado e corredor polonês impediram o acesso dos tricolores ao auditório do clube. É fácil ser democrático apenas quando a democracia lhe convém. Difícil mesmo é respeitar as diferenças e encarar as críticas de frente. O mesmo homem que disse em sua posse “me cobrem!” decidiu fugir da cobrança. E, em entrevistas, desdenha agora de quem o elegeu.

E ontem, enquanto o conselho escolhia permanecer no País das Maravilhas de Alice, os tricolores-cururus ensinavam a homens trôpegos e faltos de juízo que ser complacente também é ser responsável pelo afundamento do clube.

E se do lado de dentro do clube o conselho aprovava palavras vazias ao invés de prestação de contas – não foi apresentado um balanço sequer na reunião de ontem: contas sem números, não são contas – do lado de fora, tricolores-cururus exigiam seu clube de volta.

Do protesto, sinceramente, esperava mais gente. Três dos quatro ônibus aguardados trazendo tricolores não apareceram. Outro fato interessante é que alguns membros da oposição não puderam entrar na reunião do conselho. Talvez não fossem conselheiros; talvez não estivessem em dia com o clube. Vai saber.

Não sei aonde esses caminhos vão nos levar, mas sei que andar para frente é preciso. Ou melhor, pular é preciso. Por isso, pula cururu! Salta, sapo-boi! Pois só assim o Santa Cruz será de sua torcida novamente.

Para finalizar, anuncio que a partir de agora só tomo Caninha 51. E você?

A reunião do Conselho Deliberativo de 31 de março de 2008.

Coronel Peçonha

Meramente lamentável. Assim pode ser resumida a reunião do Conselho, que – segundo convocação – trataria da aprovação das contas de 2007, homenagearia os supercampeões de 1957 e “assuntos correlatos”. Essa reunião deveria ser realizada amanhã, no dia 1° de abril, por razões óbvias.

Destaco a PEQUENEZ das atitudes do sr. Presidente do Conselho Deliberativo, o sr. Alexandre Férrer: é o PIOR inimigo do sr. Edson Nogueira. Tivesse menos ignorância na condução das reuniões, menos grosseria com seus colegas de Conselho, um pouco de bom senso, poderia reduzir toda a pressão a que está sendo submetido o presidente do Executivo, mas parte para o deboche, a má educação, a truculência e, portanto, gera uma animosidade totalmente desnecessária.

Um dado impressionante: das cerca de 70 ou 80 pessoas que ficaram fora da sede, esperando a reunião, faltaram vários integrantes da Inferno Coral, por um motivo muito estranho: três dos quatro ônibus contratados não apareceram…

Vamos aos relatos:

  • Aberta a reunião, o conselheiro Dimas – um senhor que desde 1950 freqüenta o clube e que pediu a palavra fora da pauta – prestou homenagens a todos os que foram responsáveis pelo Supercampeonato de 1957, tendo o Conselheiro e ex-presidente Rodolfo Aguiar fazendo inserções complementares. Foram os únicos que fugiram da pauta e não foram mal tratados pelo Presidente do Conselho.
  • O conselheiro Flávio Lins, pela ordem, pediu que fossem efetivados todos os conselheiros “convidados”, mas o presidente do Conselheiro grunhiu que não seria o caso, indeferiu a intervenção de outros conselheiros e abriu a palavra para o presidente do Executivo, sr. Edson Nogueira.
  • Insta destacar que O Insatisfeito, conforme me disse após, tentou lembrar que ASSUNTOS CORRELATOS estava na pauta, mas o déspota do conselho, digo, presidente do Conselho não lhe franqueou a palavra.
  • Edson Nogueira falou por menos de vinte minutos e, ao final, entregou o parecer do Conselho Fiscal, sobre as contas do Executivo de 2007, retirando-se – “por questões éticas” – já que haveria votação .
  • O presidente do Conselho disse que quem permanecesse sentado aprovaria as contas e, antes de dizer que as contas tinham sido aprovadas, alguns conselheiros se levantaram e pediram para falar. Houve certo mal estar pela atitude sempre irônica e grosseira do sr. Alexandre Férrer, mas foi franqueada a palavra a dois Conselheiros.
  • Manoel Gomes, benemérito, falou que nunca ouviu falar que as contas fossem rejeitadas, que tal somente quase ocorrera na gestão de Jonas Alvarenga, mas que certamente as contas seriam aprovadas; o problema seria a MÁ GESTÃO do atual presidente. Alertou ao presidente do Conselho que havia democracia e que todos deveriam ser escutados, não censurar a palavra de qualquer pessoa. Manoel Gomes ainda argumentou que deveria haver reunião ordinária e outra reunião extraordinária, mas o sr. Alexandre Férrer limitou-se a jocosamente indagar “se o conselheiro gostaria de dormir no clube”.
  • Em seguida, falou Fernando Veloso, parabenizando o conselho pela justa homenagem as supercampões, leu o edital para a Assembléia Geral de 12 de maio de 2008 (sobre destituição ou não do atual presidente do Executivo) e tentou entregar cópia do edital e de assinaturas de quase trezentos sócios, o que não foi aceito pelo sr. Alexandre Férrer, sob a alegação de que o requerimento deveria ser entregue na Secretaria do Executivo. Veloso lembrou que a Assembléia Geral é independente do Deliberativo e que a reunião ocorrerá, queiram ou não queiram alguns conselheiros, bem como o fato de que sequer foram citados os números gerais do balanço (destaco: o que foi lido sequer disse, por exemplo, que entraram 700 mil e gastaram 700 mil; nada!).
  • Quando o presidente do conselho já ia começar a homenagem, o conselheiro Flávio Lins – em ato de coragem, diante da truculência e estupidez da condução da reunião – levantou-se e declarou que se absteria de votar, pois não havia qualquer transparência, que a reunião do Conselho estava igual ao governo chinês e que tinha votado em Edinho para mudar uma prática antiga do clube, mas que teria se sentido traído.
  • Em seguida, a homenagem começou. Insta destacar que formalmente não houve votação e deliberação sobre as contas, mas diante do festival de cafajestice – mais um – ocorrido no conselho, subentende-se que as contas foram aprovadas.
  • A homenagem foi esvaziada, com a sala já reduzida em número de presentes, mas sempre bom lembrar que o supercampeão Jorginho falou em nome de todos.
  • O presidente do conselho encerrou a reunião, mas foi alertado pelo conselheiro Paulo Araújo que ASSUNTOS CORRELATOS estava na pauta e que tinha sugestão. A resposta foi “Assuntos correlatos? Vocês já falaram muito, fiquem conversando aí”. E retirou-se, levando sua indignidade, imbecilidade e estupidez juntas. Chega deu pena de Edinho: se este é um dos seus homens de confiança…

Síntese do discurso de Edson Nogueira:

● Diante dos pedidos de aparte pelos conselheiros, disse que esperava reunião de alto nível, por serem todos de excelente nível;

● Relatório administrativo e financeiro de 2007: em 1942, o Santa já era o mais popular e sofreu grande crise, sem dinheiro para saldar as dívidas;

● com apoio da torcida e de abnegados, venceu a crise e chegou em 2008;

● com a saída de Carlinhos Paraíba, repete-se a crise e precisa-se da mesma força para se vencer a crise atual;

● No Departamento Administrativo, houve rigor por gastar muita energia elétrica, houve redução de pessoal (e outra redução ainda ocorrerá);

● Setor de arrecadação: movido “a emoção”, a arrecadação cai quando o desempenho do time está ruim; os projetos para blindar o setor e evitar essa ligação time-arrecadação falhou porque as pessoas que assumiriam tais projetos de blindagem não puderam assumir as funções;

● Projeto Celpe: os conselheiros João Caixeiro e Antônio Torres foram nomeados para renegociar a dívida, a dívida foi renegociada (em 12 anos), haverá correspondência para todos os 500 conselheiros, já que apenas 14 conselheiros se cadastraram junto à Celpe e a sede será religada à Celpe;

● Protocolo de adesão ao Timemania: recorrendo a ex-presidentes (e ao atual vice-presidente Fred Arruda, conforme salienta o Blog do Santinha), conseguiu-se aderir ao programa que evitar que ex-presidentes respondam por dívidas de FGTS, IR e INSS;

● Restauração de equipamentos do futebol profissional: alguns poucos conselheiros, citou-os nominalmente, possibilitaram a reforma da cozinha, restaurante, concentração, departamento médico e área administrativa do futebol, inclusive com auditório para entrevistas;

● Finanças: diretores que injetaram no clube R$459.590,99 (não explicou como foi esse aporte e se veio direto de contribuições particulares, mas é provável que sim);

● Ônibus: a Minasgás deverá entregar o ônibus dentro em breve;

● Placar: a Frevo fornecerá os placares, para dois locais no campo, o que foi conseguido por conta do relacionamento do clube com a empresa, através de permuta (mas não explicitou pelo que seria a troca);

● Arena Coral: através dos tricolores Eduardo e Sérgio Esteves, pela Engipar, 4 potenciais investidores estão sendo sondados, inclusive um protocolo de intenções já estaria sendo elaborado  deverá ser assinado nos próximos 45 dias por um investidor, que construirá a Arena Coral e um shopping center, tudo sem custar nada ao Santa Cruz.    

O Santa Cruz é minha pátria.

Teatro de bonecos do Cabeça de Macaíba

Gerrá da Zabumba

Não sei o que é pior, assistir a uma reunião do Conselho Deliberativo ou ver o nosso Santa Cruz jogar. Alguém disse já na saída do clube, “isso aqui é um circo”. Discordo totalmente. Circo é um lugar aonde a gente vai se divertir. Aquilo ali é um grande teatro, pena que a peça encenada é de um mau gosto terrível.

Eu tinha prometido a mim mesmo que não entraria hoje no Santa Cruz. Que não iria ver a reunião do Conselho, mas curiosidade mata e terminei me traindo. Resolvi entrar. Tive até que pagar ingresso.

Um auditório lotado, cheio de jornalistas, seguranças e um bocado de gente travestida de conselheiro. E alguns amigos bons também. Mas vamos falar do teatro, ou melhor, da peça que assisti.

No papel principal os presidentes e fazendo participação especial os ex-presidentes. Coadjuvante é o que não falta, são os puxa-sacos, os empregados e os dirigentes. O Presidente do Conselho faz um papel de um cara extremamente grosso, daquele tipo de sujeito que fala gritando, tenta ridicularizar as pessoas e parte pra ignorância quando pega alguém um pouco inteligente pela frente. Nessa peça, ele está cagando e andando para o estatuto do clube. O Presidente do Conselho, com sua atuação, consegue deixar muita gente enfurecida e com ódio dele.

Fazendo participação especial, os ex-presidentes representam personagens que são sabedores de histórias a respeito do clube e se mostram como donos da verdade. Procuram envolver a platéia com suas falas emotivas, mas que na maioria das vezes, torna a peça cansativa e deixa o público impaciente. A impressão que fica é que o público não os vaia, apenas por respeitar a idade dos atores.

E os atores coadjuvantes, esses são patéticos, mas são perigosos. De besta eles não têm nada. Têm a tarefa de confundir. Andam para um lado e para o outro, conversam com a platéia, fazem joguinho de cena. Alguns desses coadjuvantes, seguindo o exemplo de quem faz o papel principal, tentam intimidar, desviar o foco da atenção e sacanear com o público presente. Muitas vezes dão uma de santo para tentar enrabar o sacerdote. Fazem o papel mais ridículo da peça.

No roteiro, o público deveria interagir com os atores. Mas a platéia não é das melhores. A maioria não consegue falar nada. Muitos parecem que não deveriam estar ali, seus semblantes são de quem está no lugar errado. Outros até que tentam participar do enredo, mas não conseguem se encaixar muito bem.

Ah, ia esquecendo de falar do outro papel principal, a do Presidente do Executivo. Esse tira onda com todo mundo. Faz aquele humor sem graça, que só agrada a ele e aos seus amigos. Muitas vezes deixa a platéia perplexa com suas colocações e muita gente também têm verdadeiro ódio dele.

É este o teatro que vi ontem. Uma mistura de comédia, tragédia, chanchada e besteirol. E com o valor do ingresso caríssimo.

DimasLins

11 comentários

  1. josias de paula jr
    2/04/2008 | 0:24h
    1

    Valeu pelos textos. Um quadro bem rico do dia de ontem. Parabéns.

    Responder
  2. Fábio Belmino
    2/04/2008 | 10:22h
    2

    “BEM VINDO A 64″
    Segunda- feira 31 de março de 2008.

    Sede do arruda fechada,inúmeros seguranças particulares, quantitativo pra fazer inveja a qualquer bairro, de Polícia Militar, batalhão de trânsito e Policia cívil com suas tropas de elite. Delegados especiais de destacamentos especiais da polícia civil, armas à mão.
    Não vivi o príodo da ditadura mas me senti transportado ao início da década de 60.
    Um clube que nasceu do povo o mais popular de todos hoje encontra-se patrulhado.
    O que o tempo faz…
    o mesmo presidente que entrou nos braços do povo e proclamou aos quatro cantos que o clube sempre estaria aberto,que não andava com segurança,que sempre iria diálogar e ouvir a torcida, criticou duramente a gestão anterior pela centralização, truculencia e não abrir o clube a torcida.
    Esperar o que de uma pessoa que se formou na ditadura e com orientação voltada para apoiá-la, tornou-se delegado por nomeação nessa época sombria e triste da história brasileira e sempre andou de mãos dadas com pessoas que tem sua história vínculada ao apoio a ditadura.

    O Santa Cruz precisa mais do que nunca retornar ao povo, a época dos porões do DOPS parece não ter acabado para o atual presidente.

    CURURUS DE TROVOADA UNIVO-OS!!!!

    Não temeremos represália, ameaças e truculencia.

    VIVA A LIBERDADE,VIVA O SANTA CRUZ!!

    Responder
  3. Fábio Montarroyos.
    2/04/2008 | 18:21h
    3

    Caros Torcedores do Santa Cruz.

    Sempre defendi uma maneira mais radical, mais agressiva, até mesmo mais corajosa de tentar expulsar o diminutivo do Santa Cruz. Sem ser por esse caminho, duvido muito, que o mesmo deixe o Santa Cruz em paz. Lancei, nos comentários, várias experiências vividas pelas torcidas do Bahia/BA, do Corinthians/SP e até mesmo do nosso có-irmão Clube Náutico Capibaribe. Para alguns, fui interpretado como sonhador, como desconhecedor das normas e das leis, como sei lá o quê! Lembro-me também que cheguei a comentar, que para tirar o Santa Cruz desse buraco temos que ter muita coragem, muita raça e muita vergonha na cara! Hoje, embora não o conheço, só vejo uma uma pessoa com capacidade de salvar o Santa Cruz: Fernando Veloso. Foi o único que foi para as rádios, foi o único que enfrentou as feras, foi o único que inflamou a torcida. Se o Santa Cruz conseguir sair desta humilhante situação, seremos eternamente grato ao cidadão Fernando Veloso. O resto é só blá, blá, blá!!!

    Responder
  4. André Tricolor Virtual
    3/04/2008 | 0:01h
    4

    … Pois é grande “Fábio Montarroyos”, agora FALTOU VC LÁ NO DIA 31, TENTE PARTICIPAR DOS MOVIMENTOS, FICAR ESPERANDO QUE OS OUTROS FAÇAM TUDO É MUITO CÔMODO!

    Responder
  5. insatisfeito
    3/04/2008 | 8:38h
    5

    ARTIGO 29 – A Assembléia Geral será convocada pelo Presidente do Executivo, ou por seu substituto legal, ressalvado o disposto no inciso VIII do art. 17, mediante edital publicado 03 (três) vezes em jornal de grande circulação e na internet na página oficial do Clube, com antecedência de 20 (vinte), 30 (trinta) e 45 (quarenta e cinco) dias da data prevista para a sua realização.

    PARÁGRAFO ÚNICO – Do Edital de Convocação constarão obrigatoriamente os motivos que a ensejam.

    ………………………………………………..

    ARTIGO 17 – Aos sócios de qualquer categoria, respeitadas as disposições deste Estatuto, cabem os seguintes direitos:

    ……………………………………………..

    VIII – convocar extraordinariamente a Assembléia Geral ou o Conselho Deliberativo, desde que indiquem o objeto da convocação, mediante apresentação de um requerimento assinado no mínimo por 1/5 (um quinto) dos sócios que estejam com os deveres sociais em dia;

    ………………………………………………

    Eles estão se baseando que não foi publicado na Coralnet…

    Esses artigos são do novel Estatuto do Clube.

    Responder
  6. Fábio Montarroyos.
    3/04/2008 | 10:02h
    6

    Caro André Tricolor Virtual.

    Quando falei que o resto é só blá blá blá, não falei em forma de chute. Para você, que não sabe, estive presente na reunião de 24 ou 25 ( não me recordo o dia exato ) de março. O que escutei foi Tininho e Jomar dizendo que o Santa Cruz estava fazendo contratações criteriosas ( trazendo Jean aos 37 anos com o joelho podre e há 07 meses sem jogar ), esperando o ônibus ( de luxo ) cedido pela Minasgás e esperando também a instalação do maravilhoso placar eletrônico. Caro André, infelismente, não tenho tempo disponível para engolir sapos e escutar blá, blá, blá. Cheguei a dizer no auditório que não iria mais para esse tipo de movimento. Quanto ao movimento do dia 31, realmente, não compareci, pois, tinha um compromisso importante, ao qual, se eu perdesse, me custaria um preço alto. Você foi muito infeliz na sua colocação: ” … tente participar dos movimentos … ” Não estou esperando as atitudes dos outros de maneira cômoda, como falastes, porém, não sou obrigado a aceitar a passividade de ninguém.

    Responder
  7. André Tricolor Virtual
    3/04/2008 | 16:40h
    7

    … Uma grande parte da torcida ‘Fábio’ não está passiva a toda essa situação que se instalou no Arruda, também tenho compromissos muitas vezes inadiáveis, porém no momento que me proponho AJUDAR,pode ter certeza que faço isso com muito ESFORÇO … Não fique chateado comigo, talvez o que tenha te dito serve para outras pessoas, que além de não ajudar, ficam criticando o trabalho dos outros, ainda assim que seja apenas ‘blá blá blá’ !!!!

    abraços !!!!

    Responder
  8. O Domador de Leão.
    3/04/2008 | 19:52h
    8

    Sou sócio mas não estou em dia, devo uns 03 meses, se eu pagar esse debito vou ter direito a participar da assembleia extraordinária convocada pelos socios ???

    Responder
  9. insatisfeito
    4/04/2008 | 8:58h
    9

    ARTIGO 22 – O sócio que infringir dispositivo deste Estatuto será punido pelo Executivo sempre na seguinte ordem: advertência; suspensão de até 90 (noventa) dias, em caso de reincidência da mesma infração; exclusão do quadro social, na segunda reincidência da mesma infração; multa.

    PARÁGRAFO 1º – A suspensão do sócio não o isenta do pagamento da contribuição social, privando-o, porém, dos direitos concedidos por este Estatuto.

    PARÁGRAFO 2º – A pena de multa será imposta a título de indenização quando a infração acarretar dano material ao Clube, podendo ser aplicada como complementar a qualquer outra.

    PARÁGRAFO 3º – Ao sócio excluído, por força do presente artigo, cabe recurso, sem efeito suspensivo, para o Conselho Deliberativo, dentro do prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da comunicação da exclusão, que deverá apreciá-lo em 30(trinta) dias.

    PARÁGRAFO 4º – Toda punição será precedida de procedimento que garanta direito de ampla defesa.

    ARTIGO 23 – O sócio que atrasar o pagamento da contribuição social por mais de 30 (trinta) dias, não poderá freqüentar o Clube.

    ARTIGO 24 – São motivos para exclusão direta do sócio além dos citados nos artigo precedentes:

    I – manifestar-se ofensivamente contra o conceito do Clube;

    II – não respeitar as deliberações dos poderes do Clube;

    III – faltar com o devido acatamento a membro dos poderes do Clube, quando em suas funções;

    ARTIGO 25 – Os sócios poderão propor ao Presidente do Executivo a punição de um sócio que incidir nos artigos 22 e 24, desde que, em número de 15 (quinze), assinem uma denúncia justificando os motivos da proposta, que deverá ser apreciada em 30(trinta) dias.

    O Estatuto nada fala de que 3 mensalidades não pagas geram exclusão
    vou pesquisar mais.

    Responder
  10. insatisfeito
    4/04/2008 | 9:01h
    10

    ARTIGO 50 – Perderá o mandato o Conselheiro que, sem causa justificada:

    a) deixar de pagar a contribuição mensal a que está sujeito, por 03 (três) meses consecutivos.

    Responder
  11. insatisfeito
    4/04/2008 | 9:13h
    11

    ARTIGO 82 – Ao Presidente do Executivo compete:

    I – poder criar o departamento de jovens com mesmo número de diretores determinado pelo artigo 77, a fim de desempenharem a função de assistentes dos Departamentos, proporcionando ao Clube uma renovação diretiva;

    II – admitir, punir e excluir sócios;

    III – contratar para os diversos setores de esportes, instrutores e técnicos comprovada experiência;

    IV – executar atos administrativos mediante autorização escrita e sucessivamente numerada, ainda que tenha caráter reservado, sobretudo se os seus efeitos repercutirem na posição financeira das obrigações sociais;

    V – divulgar os atos administrativos e as notas oficiais;

    VI – fiscalizar todos os departamentos e dependências do Clube, bem como os serviços a cargo do Executivo;

    VII – apresentar anualmente ao Conselho Deliberativo, para apreciação: relatório social e esportivo; relatório administrativo, econômico e financeiro do Clube, além das demonstrações contábeis, todos relativos ao seu mandato, anexados a estes, parecer da Comissão Fiscal;

    VIII – decidir sobre os programas desportivos e sociais, propostos pelos respectivos diretores;

    IX – solicitar autorização ao Conselho Deliberativo para aquisição de títulos de crédito público;

    X – resolver quanto a contratos e ajustes necessários ao Clube, ressalvado o que dispõe o artigo 87, deste Estatuto, quanto ao patrimônio imobiliário do Clube;

    XI – decidir a respeito da cessão ou arrendamento de qualquer dependência do Clube com a anuência do Conselho Deliberativo, ouvida a Comissão Patrimonial, salvo os casos que não importem períodos maiores que 15 (quinze) dias e habitualidade;

    XII – convocar o Conselho Deliberativo e as Comissões Patrimoniais e Fiscais, em caso de necessidade;

    XIII – indicar ao Conselho Deliberativo os nomes dos sócios que se tornaram merece dores do título de Benemérito, com a devida justificação;

    XIV – organizar a proposta orçamentária de cada ano e enviá-la ao Conselho Deliberativo para apreciação, ouvida a Comissão Fiscal;

    XV – dirigir e administrar os trabalhos e bens do Clube, zelando pelos seus interesses, promovendo o seu engrandecimento;

    XVI – sugerir ao Conselho Deliberativo a abertura de créditos extraordinários e suplementares ao orçamento aprovado, ouvida a Comissão Fiscal, bem como a apreciação dos que forem abertos em regime de urgência;

    XVII – estudar a conveniência da aquisição de imóveis, por recomendação da Comissão Patrimonial, submetendo-a a aprovação do Conselho Deliberativo;

    XVIII – autorizar o registro oficial dos sócios-atletas, quando propostos pelos respectivos diretores de departamentos, nas federações a que o Clube for filiado;

    XIX – manter a ordem e a disciplina internas, com a máxima energia;

    XX – submeter à apreciação da Comissão Fiscal os balancetes mensais, que deverão ser expedidos pela Tesouraria em no máximo 120 (cento e vinte) dias e depois publicá-los nas dependências do Clube;

    XXI – prestar a todos os demais poderes do Clube os esclarecimentos que forem solicitados;

    XXII – representar o Clube em juízo e em suas relações com terceiros, de acordo com os dispositivos do Código Civil Brasileiro. Quando essa representação for relacionada com contratos pertinentes aos bens imóveis, será exercida em conjunto com o Presidente da Comissão Patrimonial;

    XXIII – nomear os diretores-adjuntos, em face da indicação dos respectivos diretores;

    XXIV – nomear os representantes do Clube junto às federações a que esteja filiado e bem assim os que forem necessários a representação externa, no país ou no exterior;

    XXV – autorizar as despesas ordinariamente orçadas e as extraordinárias de imediata necessidade, submetendo a última à apreciação do Conselho Deliberativo no prazo máximo de 30 (trinta) dias.

    XXVI – visar com o Tesoureiro todos os documentos atinentes à tesouraria, e com ele assinar os cheques;

    XXVII – rubricar todos os livros destinados ao serviço do Clube;

    XXVIII – assinar todos os contratos, ajustes e demais documentos de igual natureza, ressalvado o disposto no item XXII do presente artigo;

    XXIX – assinar correspondência que julgue de maior relevância ou significação social;

    XXX – publicar, em jornal de grande circulação, até o último dia do mês de abril, as demonstrações financeiras na forma definida pela Lei nº 6.404, de 15/12/1976, após terem sido analisadas por auditores independentes.

    ARTIGO 83 – O Presidente do Executivo estará automaticamente destituído do cargo na hipótese de, não exercendo atividade político-partidária, vir a registrar candidatura a cargo eletivo para o Poder Legislativo ou para o Poder Executivo.

    PARÁGRAFO 1º – Aplica-se o princípio estabelecido no “caput” deste artigo ao Presidente do Conselho Deliberativo, aos Presidentes das Comissões Patrimoniais e Fiscais, aos Diretores, assessores e funcionários.

    PARÁGRAFO 2º – Será passível de exclusão dos quadros sociais aquele que se utilizar da imagem, da marca, dos símbolos e dos hinos do Clube em campanhas políticas.

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