Bala na rede

Foto: Ademar Filho/Estadão Conteúdo - Efeito sobre imagem: Dimas Lins

Foto: Ademar Filho/Estadão Conteúdo – Efeito sobre imagem: Dimas Lins

Parece que a minha resolução de suspender as atividades do TC até o início da Série B entrou em desuso, posto que, ainda que vagarosamente, tenho escrito um pouco mais agora do que em todo o primeiro trimestre. Justifico-me alegando que, embora o assunto seja perverso, a causa é nobre e toda causa nobre merece nossa manifestação.

Refiro-me à violência que impera no futebol brasileiro, extensão de nossas mazelas sociais e miséria humana que se manifestaram mais uma vez antes, durante e depois do clássico ocorrido na Ilha do Retiro no último domingo. O constrangimento físico e moral sofrido por torcedores mostrado nas TVs e nas redes sociais merece nosso repúdio e indignação. As imagens de tricolores espremidos e massacrados na passagem estreita para acesso ao estádio é um deboche à cidadania e direitos e garantias individuais e lembram o gado (mal) conduzido para o abate. A violência é o troco que o torcedor recebe ao pagar por um ingresso de uma partida de futebol. O espetáculo não pode parar.

Neste domingo, sobrou violência para todos os lados. Entraram em campo balas de borracha, cassetetes, sprays de pimenta e a já conhecida estupidez das torcidas organizadas. A polícia, bom que se diga, também apanhou. Foi vítima de sua própria violência e da inapetência e inaptidão do Estado de Pernambuco em lidar dignamente com a segurança de seus cidadãos. O preceito constitucional de que ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano e degradante é jogado na lata do lixo a cada clássico local.

Contudo, a imagem mais chocante deste domingo foi, sem dúvida, a tapa disparada por um policial na cara de um torcedor que comprava água mineral. Agressão gratuita que parte de quem deveria proteger. A ação da polícia militar muito lembra a de um passado recente em que fora aparelhada para reprimir cidadãos em nome da ordem e da repressão nos anos de chumbo. E há quem sinta saudade e peça a volta da ditadura militar. Mas isso é outro papo.

O Santa Cruz, em Nota Oficial (leia o texto na íntegra abaixo), tornou público o seu repúdio e considera que “a violência que atingiu seus torcedores não foi casual”, mas fruto da “recorrente falta de estrutura oferecida pelo clube mandante para receber a torcida visitante” e cobra da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) apuração dos fatos, responsabilização e punição nos termos do Estatuto do Torcedor e do Regulamento do Campeonato Pernambucano. Também relata com perplexidade a truculência de alguns policiais militares que agrediram de forma covarde aqueles a quem deveriam proteger.

Há tempos não piso na Ilha do Retiro. Não por despeito ou rivalidade besta, mas pela falta de condições e também pela hostilidade com que é tratada a torcida tricolor em dia de clássico.

Entretanto, enxergar o problema unilateralmente é olhar com miopia. Há pouco tempo, uma tragédia pairou sobre o Arruda e resultou na morte de um torcedor rubro-negro atingido por um vaso sanitário. A tragédia não escolhe lado, nem formas.

Na minha pobre visão, a culpa é de todos: do Poder Executivo Federal e do Congresso Nacional, a quem caberia perceber que alguma coisa está fora de ordem e que é preciso repensar e reconstruir a lógica da segurança pública e da defesa social; do Estado de Pernambuco, incapaz de reaparelhar sua polícia e de torná-la mais humana; da própria polícia, a quem cabe garantir a defesa social e proteger, em primeiro lugar, o cidadão; das torcidas organizadas, que mancham de violência os arredores dos estádios de futebol; do Ministério Público e da Justiça, morosos e inertes nas ações contra esta violência brutal; dos clubes de futebol, desaparelhados de estrutura adequada para receber a torcida em seus estádios; e, finalmente, dos torcedores, que costumam enxergar adversários esportivos como inimigos.

Meus filhos crescem longe das arquibancadas. Enquanto eu não notar mudanças significativas no quadro de violência que ronda o nosso futebol, prefiro deixá-los em casa, onde, aliás, também estou  desde o fim do ano passado.

Os torcedores de Santa Cruz, Náutico e Sport são, antes de tudo, seres humanos. E merecem muito mais do que bala na rede.

NOTA OFICIAL DO SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE SOBRE A VIOLÊNCIA SOFRIDA PELA TORCIDA CORAL NA TARDE DE 5 DE ABRIL

O Santa Cruz Futebol Clube vem tornar público seu repúdio veemente à violência sofrida pela sua torcida no acesso ao Estádio da Ilha do Retiro, no clássico de domingo, 5 de abril de 2015. A violência que atingiu os torcedores do Santa Cruz não foi casual. É consequência da recorrente falta de estrutura oferecida pelo clube mandante para receber a torcida visitante.

Na ocasião, foi disponibilizado apenas um portão com poucas catracas para o acesso de quase 6 mil torcedores, causando tumulto e retardando a entrada ao estádio, como vem se tornando praxe nos clássicos realizados entre os dois clubes na Ilha do Retiro. Esse descaso gerou uma aglomeração desnecessária diante do portão mencionado, onde homens, mulheres, jovens e crianças ficaram expostos a riscos como empurra-empurra e confrontos com grupos de torcedores rivais, conforme pode ser comprovado por uma série de fotos que circulam desde ontem nas redes sociais.

A garantia do acesso tranquilo, ordeiro e seguro para a torcida visitante é um dever do clube mandante. A negligência – deliberada ou não – não pode ficar impune. O Santa Cruz Futebol Clube cobra da Federação Pernambucana de Futebol que os fatos sejam devidamente apurados e, confirmada a responsabilidade, que o clube mandante seja punido nos termos do Estatuto do Torcedor e do Regulamento do Campeonato Pernambucano.

Também causaram perplexidade as imagens veiculadas pelas emissoras de TV e redes sociais da truculência de alguns policiais militares que deveriam garantir a segurança de homens, mulheres, jovens e crianças, mas, ao contrário, agrediram de forma covarde aqueles que eram as vítimas da incompetência e negligência alheias. Não foi a primeira vez que torcedores e imprensa relataram agressões gratuitas praticadas por alguns policiais militares completamente despreparados para lidar com os torcedores que frequentam os estádios pernambucanos.

Não queremos acreditar que a violência praticada por alguns agentes do Estado esteja relacionada ao preconceito de setores da sociedade contra as camadas de mais baixa renda da população, exatamente o estrato social que caracteriza a torcida coral. Por isso, o Santa Cruz Futebol Clube espera que o Governo do Estado de Pernambuco identifique e puna exemplarmente os responsáveis. E que, de uma vez por todas, a postura da Polícia Militar passe a ser de respeito aos torcedores e suas famílias, independentemente das cores do seu time de coração.

19 Comentários

  1. Fred Arruda
    1

    Excelente observação Dimas. Não faz muito tempo que o torcedor do Sport foi assassinado no Arruda com um vaso sanitário. Fui a Santa Cruz x Nautico na Arena PE com mando de campo do Santa Cruz (nosso!!!) e só havia uma entrada pra torcida do Nautico tambem. Tudo bem que a Arena PE nao é a Ilha, mas é a mesma situação. O Sport foi negligente, como são negligentes todos os mandantes. Como você bem observou, “a tragédia não escolhe lado”.

  2. Pois é Dimas, também defendo que deveríamos colocar o foco da discussão, entre outros, nas diretorias dos clubes.
    Pois creio eu que quem determina(exceto no caso das Arenas administradas por terceiros) o número de catracas e portões que serão abertos pra determinado jogo seja responsabilidade da diretoria dos clubes, sem contar os casos de venderem(bem) mais ingressos que a capacidade do estádio, como exemplo aquele ano de Mancuso contra a coisa que tinha “quase tanta gente” fora do arruda ainda pra entrar do que já dentro do estádio, e com ingressos na mão!

    Por isso mais importante que notas de repúdio(que tem seu valor) são as ações implementadas pelas diretorias pra pelo menos amenizar essa situação caótica da polícia diante de multidões.

    Agora, não posso deixar de registrar, que pelo menos no Arruda a minha impressão de um ou dois anos pra cá essa questão dos jogos com multidões que eu fui a diretoria vem APARENTEMENTE conseguindo reduzir problemas maiores que eu já vi e vivi bastante em outras épocas.

  3. Certeiro, Diminhas. Certeiro!

  4. Santana Moura
    4

    Louvo a sua decisão de escrever num momento tão tenso como este Dimas, pois mais vozes precisam se erguer contra este verdadeiro massacre psicológico e físico que tem sido imposto aos torcedores do Santa Cruz, dentro e fora do Arruda. Não é uma questão de espaço é uma questão de escolha. A Polícia escolhe o lado sobre o qual vai sentar a lenha e tem sido sempre do lado tricolor. Eu pessoalmente, venho colecionando fatos que presencio sobre abuso de poder e autoridade, epa, “autoridade”? desse pessoal da Polícia que mais se parecem com torcedores da coisa enrustidos e raivosos. Eles não discriminam idade, gênero, cor, raça, o raio que os parta, jogam tudo no bolo e rotulam é do Santa Cruz podemos bater. Tem sido assim porque considero que apenas notas de repúdio não resolvem nada, é preciso criminalizar estes caras que se dizem policiais, nem os certos capitães do mato eram tão brutais, portanto, junto-me à sua indignação para dizer que a violência contra a torcida do Santa é sim gratuita e não me falem que é por causa de torcidas organizadas, a deles – do Sport – faz o que quer, inclusive, dentro da nossa casa e até hoje está impune!

    • Hélio Mattos
      4.1

      É isto aí, Dona Santana!
      Existe sim, uma arquitetura da pancada no torcedor tricolor, por parte da polícia em todo jogo que tem naquela pocilga!
      Vejo muitos casos de violência no Arruda também, mas não partindo de atitudes gratuitas dos policiais, principalmente dentro do espaço reservado à torcida visitante. (Eles).
      Ao contrário de Dimas, tenho ido para praticamente todos os jogos lá no chiqueiro nos últimos 5 anos e a única vez que não vi a polícia chegar batendo de graça nos tricolores, foi na ultima vez em que fomos campeões e teve todo aquele movimento que culminou na proibição de organizadas naquele jogo específico. Posso garantir que foi a ÚNICA partida em que eu não presenciei o pau cantando só do lado tricolor nestes últimos tempos.
      Certa vez fizeram até o absurdo de pegar um integrante da jovem, atravessar todo o estádio para inexplicavelmente passar com ele pelo meio da nossa torcida!
      Aí já viu né? A confusão foi enorme e depois só foi eles voltarem cheios de reforços e razões… Desde este dia, que foi mais ou menos quando recomecei a frequentar aquele buraco, que fiquei extremamente convicto de que existe um orquestramento proposital de toda esta violência policial.
      Lembram do caso das crianças que tiveram que ir passando mal para o gramado, devido ao spray de pimenta? Nunca vi nada disto acontecendo no Arruda.
      Você está certo Dimas, quando diz que a violência não escolhe o lado, mas esta sistematização da porrada no torcedor visitante eu te garanto que só acontece na ilha de lost.

    • Tricolor Revoltado
      4.2

      É isso ai Dona Santana.
      Há pouco tempo atrás, eu estava na sede do Santa Cruz, no jogo de ida pela Copa do Brasil, contra o Inter/RS, quando um grupo de cavalos, montados sobre cavalos, invadiu nossa sede, colocando seus animais sobre crianças, velhos e quaisquer que estivessem às suas frentes. UM ABSURDO COMO EU NUNCA HAVIA VISTO. Aquela agressão polici@al deveria ter levado aqueles infames polici@is a uma punição exemplar, assim como este dito polici@l que agrediu com um tapa ao torcedor tricolor. Todavia, em “todos” os casos, é provável que eles sejam condecorados.

  5. Tricolor Revoltado
    5

    Dimas, parabéns pelo texto.
    E de texto em texto o TC vai cumprindo seu papel…

  6. Gostaria de fazer uma perguta Dimas: Você não vai mais aos jogos por conta da violência dos torcedores ou por conta da polícia?

  7. Graças ao nosso “competente” poder público, os estádios viraram lugar para marginais. As pessoas de bem têm que se contentar com a telinha. Ou melhor, não apenas os estádios, mas as ruas das cidades nos arredores dos estádios em dias de jogos não são seguros para um cidadão. E nem mesmo um ônibus ou metrô. Há tempos não vou aos estádios. Eu gosto de ver “bola na rede”, e isso eu vejo na TV. Se for para o estádio estou correndo sério risco de ver “bala na rede” como diz o tema do Dimas.

  8. Espero que o Santa Cruz jogue bem, jogue com garra e vença esse jogo contra o Central. Vamos ao Arruda Família Tricolor, vamos levar nossas famílias, vamos chamar nossas amigas e amigos para irmos todos ao Arruda nesse sábado para apoiarmos o Mais Querido nesse importante jogo do campeonato pernambucano. Lembrem-se o Santa Cruz precisa do nosso apoio. Vamos ao Arruda Galera Tricolor.

  9. Arnildo AnaniasdeOliveira
    9

    PRA QUEM SIMPATIZA ESSE TIME “MUTRETEIRO”, MEUS PÊSAMES:

    Segundo meu irmão, q me ligou há pouco do RJ, o BAÊA aprontou mais uma (e vai ficar por isso mesmo, pra variar): após estar sendo desclassificado pelo Nacional de Manaus, da Copa BR, em plena Salvador (2 X 2), o juizinho deu 200 minutos de acréscimo e eles fizeram um gol (parece q, irregular) pro juiz poder acabar o jg. FINAL: Mutreta FC 3 x 2 Nacional. Tava passando no FOX mas me recuso assistir certos jogos. Lembram como eles saíram da C naquele jg contra o Fast, tb de Manaus? E a “coincidência” do até então time do Acre perder pros juvenis do ABC de Natal?

    E LEMBRAR Q NÓS, MONJES BENEDITINOS, VAMOS ENFRENTÁ-LO NA SÉRIE B!

    OREMOS: ” Ave Mª, Cheia de Graças,…”

    SAUDASANTA

  10. Arnildo AnaniasdeOliveira
    10

    DIGO: time do AC até então invicto na competição e com o artilheiro da série “C” perdendo ESTRANHAMENTE um pênalti contra o sub_20 do ABC e o jogo terminou 0 X 0.

    Tivesse ganho o Acre, o jg em Salvador (q atrasaram propositalmente em meia hora) passaria a ser um mero amistoso.

    E depois dizem q tenho nóia contra certos times do BR a exemplo das coisas RECIFE e BAHIA.

  11. André Tricolor Virtual
    11

    Dimas,

    Parabéns pelo texto.

    É vergonhoso e constrangedor o que se passa em cada jogo lá na Madalena.
    E certamente se os fatos tivessem ocorrido no Arruda, na segunda-feira o Colosso estaria interditado pelo FBI,

  12. Parabéns Dimas pelo excelente texto, que serve como um grito
    de alerta, já passou da hora das “autoridades” darem novos
    treinamentos as polícias deste país.
    Dimas, hoje parabenizo também ao Santinha, estamos em mais uma
    final, que se não houver tramóia será contra o Salgueiro.
    Aproveito também para mencionar nomes de três jogadores que vi
    jogando na Ferroviária de Araraquara(provável campeã da A2 pau-
    lista) são eles, Roberto(l.esquerdo), Renato Xavier(volante) e
    Alan mineiro meia-atacante, este principalmente pois é um joga-
    dor de boa técnica e guerreiro bem ao estilo que a massa coral
    gosta.
    Saudações corais.

  13. Alvaro Luís Afonso Simões
    Especial para o UOL

    Em um de seus magistrais livros, “A Marcha da Insensatez”, Barbara Tuckman relata como a humanidade, no ápice de suas realizações, é levada a atos contrários ao seu próprio interesse. Essas decisões acontecem pela incapacidade do ser humano, iludido pela certeza de sucesso eterno, entender e se adaptar às mudanças em sua volta. Tal incapacidade pode ser observada no futebol brasileiro há vários anos.

    A insensatez graça na gestão do futebol. A leitura dos resultados de vários clubes em 2014 mostra um quadro alarmante não só em termos de suas dívidas, mas também porque vários mostram prejuízos, sem uma clara tendência de reversão.

    Nesses últimos meses, em inúmeros artigos, entrevistas, programas de televisão e rádio, a situação do futebol brasileiro é escancarada como falimentar como, por exemplo, em “O Seu Time Vai Acabar”, publicado pela revista Placar.

    Diante dessa conjuntura, as entidades organizadoras do futebol brasileiro deveriam estar preocupadas com a saúde de seus federados. Paradoxalmente, as demonstrações financeiras (os balanços) da CBF e de das demais federações de futebol não mostram nenhum tipo de alerta a respeito do que se passa.

    Para não aborrecer demais o leitor com a descrição de uma dezena de balanços, ofereço reflexões sobre apenas dois: o da Federação Paulista (FPF) e o da Confederação Brasileira (CBF). Opto por não analisar o da Federação Carioca porque o balanço dessa entidade foi publicado com ressalvas pelos auditores.

    Dos R$ 34 milhões de receitas operacionais da FPF, mais de R$ 20 milhões são classificados como receitas comerciais. Mas qual é exatamente o produto comercial vendido pela FPF? Posso estar enganado, mas o produto futebol é desenvolvido e sustentado pelos clubes. Não deveriam eles gerir e auferir essas receitas? Porque eles as deixam nas mãos da FPF? Falta de capacidade comercial?

    Em 2013, as receitas da CBF foram R$ 436 milhões, dos quais R$ 113 milhões vieram de direitos de transmissão e comerciais – com jogadores pagos pelos clubes que os desfalcam nos secundários campeonatos locais, sem ressarcimento – e R$ 278 milhões em receitas de patrocínios. A CBF, com certeza, vai muito bem, com R$ 70 milhões investidos em aeronaves e outros R$ 70 milhões usados em 2012 para a aquisição de um terreno na Barra da Tijuca.

    De acordo com a CBF, “esse imóvel destina-se a acolher sua sede, imóvel que apresenta condições à altura da grandeza de suas tradições e da extraordinária fase de expansão, tanto do esporte futebol no Brasil, quanto da própria CBF, motor desse desenvolvimento, a exigir instalações materiais condignas de modo a atender aos requisitos específicos de funcionalidade da CBF”. Em resumo, a CBF se enxerga como o motor do desenvolvimento do futebol brasileiro.

    Parodiando Niklas Luhmann, notável sociólogo alemão, será que quando os clubes convidaram as federações para sentar à mesa, eles imaginariam que iriam trabalhar para elas “engordarem”?

    É lógico que as federações não são as únicas culpadas pela atual condição dos clubes, mas, nessa relação, aparentemente, os clubes são apenas sugados. Está mais do que na hora de os clubes assumirem o seu próprio destino e atuarem com vistas ao seu crescimento e à altura de sua grandeza e do futebol brasileiro.

    “O poder de comandar frequentemente afeta a capacidade para pensar” Barbara Tuckman

    http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2015/04/19/clubes-brasileiros-sao-sugados-pelas-federacoes-de-futebol.htm
    __________________________________________

    Realmente essas federações e CBF precisam ser repensadas. Aqui mesmo na nossa federação pernambucana, por exemplo, enquanto os clubes atolados em dívidas, ela abocanha 8% de toda renda dos jogos de seus times filiados, acho uma percentagem alta pra uma instituição sem tantos custeio.

  14. Não pude ir ao jogo ontem e tive que assistir pela tv.

    Do jogo o resultado foi ótimo, mas definitivamente tamos mal de atacantes, ontem mesmo com 2 a mais uma boa parte ainda nos “enrolamos”.

    Betinho pro estadual da pro gasto, mas pra série B tá complicado.

    O tão criticado por mim e por muitos Emerson Santos, ontem até que jogou pro gasto.

    A justificativa que Ricardinho tinha dado pra colocar Bileu no lugar do volante welington era que o Bileu tinha melhor passe, distribuía melhor a bola… NÃO foi isso que vi do jogo. Pra mim welington ainda é titular nesse time dentre as opções atuais!

    Gostei da estreia do Nathan acho que ele com mais ritmo de jogo pode ser útil, já o Pedro Castro mais uma vez achei fraco, mas fez uma ótima cruzamento no escanteio pro terceiro gol do Santa. Assim como renatinho no primeiro gol.

    A defesa é essa que temos aí com tiago costa na lateral esquerda e renatinho na sua sombra.

    Biteco muito inconsistente; João Paulo ótimo(esse eu acho que, infelizmente, não vai demorar muito por aqui). E Bruninho também mantendo uma ótima regularidade.

    E por incrível que pareça, Nininho tá evoluindo muito a cada jogo!

    QUE VENHA A COISA OU O CARCARÁ NA FINAL!!

  15. Arnildo AnaniasdeOliveira
    15

    VEJAM A DIFERENÇA QUANDO SE FAZ UMA GESTÃO SEM FALCATRUAS:

    http://www.coralnet.com.br/noticias_ler.asp?id=23123

    SAUDASANTA

    • Vamos Alírio, bota prá torar nesses ladrões que querem destruir o Santa Cruz. Tem todo meu apoio! Nunca esqueça: “O bem sempre vence”.

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