A coisa excetuada

Pretendia tratar de um assunto diferente. Minha idéia inicial era publicar hoje um artigo sobre um ex-diretor coral, com passagem recente pelo clube, que me deixou uma boa impressão como pessoa e como profissional, mas a decisão do campeonato pernambucano de ontem me fez adiar os planos.

Mesmo assim, deixo claro que não pretendo falar do jogo ou dos times especificamente. Deixo, como sempre fiz, nossos adversários para lá, quer seja por suas vitórias, quer seja por suas derrotas, pois o que me interessa e o que me diz respeito é o Santa Cruz.

O título conquistado ontem por um de nossos rivais é mais um capítulo da nova ordem do futebol brasileiro, iniciada na segunda parte da década de 80. Capítulo este que prefiro chamar de regime de exceção, onde os privilégios são para poucos e a míngua, para muitos. Em outras palavras, uma minoria se dá bem em detrimento da maioria. Assim, inverte-se a lógica e a exceção torna-se a regra. Para os que ainda não me compreendem, falo das prerrogativas e dos privilégios que dão o direito a um punhado de clubes de participar de um campeonato de futebol em condições de excepcional desigualdade, onde o acesso ao dinheiro gordo faz toda a diferença e enterra o brioso, mas utópico e ingênuo princípio do esporte, onde o importante é competir.

Esta diferença torna-se ainda mais gritante em Pernambuco e em Goiás – o Atlético-GO é, ao meu ver, a exceção temporária ao regime de exceção, pois a fonte de seus recursos não tem o caráter permanente, como aquela garantida religiosamente pelo Clube dos 13 – onde há apenas um clube que goza de tais privilégios.

No âmbito local, chamo este regime de exceção de a coisa excetuada, por razões óbvias. Essa condição privilegiada vem, aos poucos e silenciosamente, enfraquecendo o nosso campeonato e levando clubes tradicionais, como Náutico e Santa Cruz, à morte lenta e gradual, pois se perde a possibilidade de competir em condições de igualdade, não pelo merecimento alheio, mas pelos privilégios concedidos por uma entidade elitária, a partir de sua associação com uma rede de TV. Mais do que isso, toda essa conjuntura asfixiante conta com a conivência ou, no mínimo, com a omissão do poder público, que deveria zelar pelo principal esporte do país, e da CBF, mais preocupada com os milhões gerados pela seleção brasileira do que com as mazelas do nosso futebol.

As duas últimas décadas aqui na terrinha refletem bem a nova ordem. Enquanto o atual campeão pernambucano foi penta duas vezes, o Santa Cruz ganhou apenas dois títulos estaduais. É bem verdade que nos últimos trinta anos reinaram nas Repúblicas Independentes do Arruda a pilantragem ou a incompetência, com raras e honrosas exceções. Isso quando as duas não andaram de mãos dadas, lado a lado. Mas as gestões desastrosas que passaram por nosso clube não explicam o contexto desse parágrafo, por uma razão simples. Se temos as nossas mazelas – que não podem ser minimizadas com a intenção deliberada de não enfraquecer o argumento contrário à legitimidade do regime de exceção – os outros igualmente também as têm, em maior ou menor grau. Por isso, elas por si só não justificam a diferença gritante entre um grupo de afortunados e  outro de miseráveis. A pilantragem e a incompetência, infelizmente, são regras no futebol brasileiro, não exceções. Assim, parafraseando uma campanha publicitária nacional, os nossos pilantras e incompetentes não são piores do que os pilantras e incompetentes dos outros.

Se todos são iguais na pilantragem e na incompetência, a chave para explicar tão grande distância entre uns e outros, não é novidade para ninguém, está mesmo no istmo entre os privilegiados e excluídos provocado pelo Clube dos 13. A manutenção do status quo de alguns representa a aniquilação a longo prazo de outros. Por causa desse sistema maldoso, sei que vamos morrer, só não sei o dia.

Assim, pergunto-me, com retumbante insistência, onde está o mérito em ser campeão com favorecimentos tão desleais? Quem é mais digno de aplausos, o campeão pernambucano, que recebe uma mesada mensal, como um típico filhinho de papai, ou o Santo André, vice-campeão paulista, que deixou para trás três gigantes favorecidos pelo mesmo regime de exceção?

Mas vale lembrar aos nossos diletos adversários locais no mundo da bola que mesmo entre os eleitos do regime de exceção também há desigualdade. Se no âmbito local o dinheiro fácil vale muito, no âmbito nacional ele não passa de alguns trocados. Assim, o mesmo clube que detém a hegemonia do futebol pernambucano, não passa de um mero figurante nas competições nacionais. Sua possibilidade de fazer uma campanha melhor no campeonato brasileiro é proporcional à nossa chance de conquistar um título estadual.

A competitividade só voltará a ter vez no futebol brasileiro, quando os critérios de divisão dos recursos gerados pelas competições forem mais justos. Para tanto, basta que nos espelhemos nas soluções encontradas por outros países. Garanto que em muitos deles há critérios mais razoáveis. Que o diferencial financeiro entre uma e outra agremiação seja conquistado por seus próprios méritos, através de gestões sérias e competentes, de ações de marketing para valorização da marca, da força de sua torcida e de contratos com patrocinadores ou outros caminhos igualmente viáveis.

A diferença entre os excluídos, hoje reduzidos a meros figurantes locais, e os figurantes de luxo no cenário nacional é que entre nós não há ilusão. Há tempo temos a consciência que as partidas e os campeonatos são ganhos fora das quatro linhas. O futebol brasileiro, aquele que de fato entra em campo, vive na ilha da fantasia.

53 Comentários

  1. Bosquímano
    1

    Diminhas,
    o texto é perfeito, direto.

    Talvez a solução para isso deva vir de série b, competição em que os excluídos são maioria.

    Lembro que em 2002, Palmeiras e Botafogo disputaram a série b com a seguinte divisão da renda. 4 milhõs para o palmeiras, 2 milhões para o botafogo e 1 para o resto, se não me falha a memória, o Santa ganharia algo em torno de 70 mil.

    Pois bem, pouco antes de começar a competição, chegou-se a discutir um rompimento dos demais clubes com a emissora. A coisa, claro, ficou contra.A idéia era os demais clubes não liberariam as imagens de seus jogos. Restaria então, para a globo, pagar 6 milhões para televisionar apenas as partidas entre palmeiras e botafogo.

    Por essa mesma época, na Itália, os clubes das séries b e c, não permitiram que os seus jogos fossem televisionados até que a divisão das cotas fose mais justa. Resultado: o início campeonato italiano de todas as séries foi atrasado em 1 mês.

    Na espanha também aconteceu algo assim.

    Seria necessário que os excluídos fossem capazes de peitar os donos do fut nacional, ameaçando parar tudo caso as cotas não sejam revistas.

    A propósito, você já me deu a deixa para o próximo texto. Vou falar do golpe dentro do golpe.

  2. Walter Moura
    2

    Parabéns, Dimas. Disse tudo. É hora de começar a reagir contra essa ditadura que se instalou no futebol brasileiro e reduz os campeonatos mais importantes a uma disputa entre privilegiados ou a uma pantomima.

  3. Milton Santos Jr.
    3

    É isso mesmo, Dimas, e não dá para ficar parado. Acho que já há mobilização no parlamento contra essa “coisa”. Cabe a gente se integrar a essa articulação juntamente com outros grandes do N e NE. E bater todo na Ra´dio, nos blogs, na televisão.

  4. insatisfeito
    4

    Poderiamos fazer o mesmo que foi feito na Italia…. enquanto nao pagar direito, nao jogo!!!!!!!

  5. Geraldo Mesquita
    5

    Meu caro Dimas, você mostra uma fotografia nua e crua do nosso futebol. Infelizmente, um setor da sociedade que deveria bater incansavelmente nessa tecla que é a nossa imprensa, até pela força de penetração, infelizmente quase nada trata a respeito. Preferem colocar uma venda nos olhos e bradarem (segundo êles) os “feitos heróicos” da turma lá da Ilha da Fantasia. Só se preocuparam em passar o campeonato todo tratando do mesmo assunto: o regulamento injusto porque não beneficiava o clube que fizesse a melhor campanha, como se todos não soubessem antecipadamente qual o final da competição. Se acontecesse algo diferente, seria apenas uma obra do acaso futebolístico.
    E o que dizer do presidente perpétuo da federação que quando lembra dos excluídos, abre a boca apenas para dizer que vive ajudando. Até o regulamento do campeonato foi feito para ajudar.
    Então talvez esteja aí a razão de existir da FPF: pegar algumas migalhas e “ajudar” os excluídos, desde que ninguem incomode o caminhar do seu protegido.

  6. Belo texto. Concordo com tudo que foi posto. Ontem, após o jogo, em uma breve passaeda pelos twitters e orkuts da vida constatei que o veredito geral era exatamente este: a supremacia do Sport é fruto da verba do C13. Não há grandes diferenças administrativas e estruturais entre eles e os rivais, há sim uma diferença gigantesca de orçamento.

    Rubronegros mais sensatos (existem?) já chegaram a concordar comigo: o Sport é um clube com estrutura defasada, que investe pouco na formação de atletas, endividado e com uma diretoria amadora, assim como Santa e Náutico são. Nada justifica tamanha superioridade, exceto o $$$ do C13.

    No entanto, não acho correto colocar a questão em termos simples, de mocinhos e vilões. Não adianta desdenhar a conquista deles. Ora, os rubronegros estão querendo o melhor para eles e estão certos. Tiveram méritos políticos para entrar no C13, algo que não tivemos, e não por que não queríamos nos misturar com aquela laia, mas sim por que estavamos na Série B. Não podemos nos esquecer que, quando o estabilishment nos beneficiou na década de 70, fomos muito felizes.

    Se somos tão prejudicados assim pelas circunstâncias (e somos), então o desejo de mudança tem que partir de nós. Mas o que vejo é que ficamos esperando um intervenção do Poder Público ou que aqueles que hoje são beneficiados ponham a mão na consciência e resolvam repartir o bolo.

    Dito isso, então pergunto, o que têm feito os dirigentes de Santa, Náutico e demais excluídos (Ceará, Fortaleza, ABC, Vila Nova, Remo, Paysandu, Ponte Preta…) para mudar o quadro? Nada, é a resposta. Pelo contrário, é como se eles não quisessem mudar o quadro, eles querem passar a fazer parte da “máfia”, como ficou claro dia desses, quando Fábio Koff acenou com a possibilidade de o Santa entrar no C13 e o que se viu foram comemorações. O Náutico, quando na Série A, reclamou da miséria que receberia como cota, não lembro os valores, mas ganhou um ou dois milhões a mais apenas e se deu por satisfeito.

    Ou seja, temos que reclamar sim dos “mafiosos”, mas o principal é rever nosso comportamento, que, de certa forma, está mais para cúmplice de que para vítima.

  7. Na minha humilde opinião ,não temos uma diretoria atuante,um presidente q viva o cotidiano do clube,q reclame da arbitragem e exija arbitro de fora (quando aquele golzinho anulado de forma errada acontecer,ou aquele penalty …),que cobre satisfação da imprensa por matérias que esculhambem (ainda mais) a nossa imagem, que cuide daquela fachada (q p/ mim é uma vergonha),q intervenha na relação pessoal do elenco e baixe o faixo das ” estrelas”, q se imponha diante da federação…
    Acho q título é consequência de atitudes e o extra-campo conta muito.
    FBC ,sou grato pela recuperação do nosso estádio,mas EU QUERO TÍTULOS !
    mas é difícil um título se a gente inicia a competição pensando em ficar em 3º

  8. Artur Perrusi
    8

    Falta “política externa” e “boca no trombone”.

    Futebol é que nem política, uma “sociedade do espetáculo”. Ninguém consegue escapar da aparência, logo, da hipocrisia. Atores que se dizem inimigos, por debaixo do pano, fazem alianças. Faço a hipótese que não exista, propriamente, “excluídos” no futebol brasileiro. Eles são a fração dominada do bloco de poder que domina nosso futebol. Sua “exclusão” é funcional ao sistema. Com suas práticas de gestão, suas safadezas, reproduzem a si mesmo e o C13. Estão todos no mesmo saco, só que o saco tem hierarquia.

    Pois, se não é assim, como explicar essa passividade, essa indolência, essa medicância dos ditos “excluídos”?

  9. André Tricolor Virtual
    9

    Eita “Dimas”, que pancada! É por isso que a ‘coisa’ adora ‘mastro’, precisa sempre de um amigo pinto pra experimentar novas sensações!

  10. Walter Moura
    10

    Qualquer solução para o problema da disparidade nas receitas da televisão passa necessariamente por um acordo entre os clubes excluídos, ou insatisfeitos, em torno de um projeto comum. Sem isso, tudo fica como está.

  11. Paulo Aguiar
    11

    Dimas, concordo na maioria. Com certeza, tudo terá um fim. Só espero que não seja o fim dos ‘exilados’. É algo absurdo e desproporcional.
    É uma morte lenta do futebol norte e nordestino; sem dúvida.
    A concentração de riqueza está cada vez maior. Que, diga-se de passagem, ocorre não apenas no Brasil. Sendo que, claro, o Brasil é um ‘mundo’ se comparado com os países da Europa.

    Mas, vou abrir um grande parênteses:

    No entanto, não podemos utilizar isso como desculpa para o nossa situação. Nossa situação é vexatória. Só nós conseguimos tal façanha. Faça um levantamento da nossa renda no ano e veja que deveríamos, no mínimo, estar entre os cinco primeiros da série B.
    O próprio Campeonato PE é um exemplo. Comparando nossa renda com a do Porto, Central e Salgueiro, somos ricos. Mas, nos últimos 4 anos somos iguais no futebol (ainda com dúvidas).

    Ademais, acho que a nossa distância é bem maior do que a ‘distância do pobres do C-13’. Santo André, Sport, Paulista podem ganhar uma Copa do Brasil e também fazer uma boa campanha no Brasileiro. Mesmo que raro, mas sempre algum surpreende, feito Avaí e outros.

    Simplesmente porque existem ‘excluídos’ que tentam chegar lá. Mas, nós aceitamos e nos acomodamos. Nós fazemos planejamento para sermos 3 lugar de PE. Isso foi planejado pelo próprio Presidente e Diretoria este ano.

    Se o dinheiro serve para distanciar os outros do Santa, porque não serve para distanciar o Santa dos ‘mais pobres’?

  12. Tiago Maranhão
    12

    Texto excelente, Dimas, parabéns. Vou citar como exemplo de “critérios mais razoáveis” apenas a Liga mais rica e bem-sucedida do planeta, a Premier League.

    Embora a hegemonia de Manchester United, Chelsea, Liverpool e Arsenal possa sugerir uma grande disparidade na distribuição dos direitos de televisão, os valores são negociados coletivamente pelos 20 clubes da Premier League e distribuídos de maneira bastante justa e objetiva. A divisão segue a seguinte lógica, conforme o relatório anual da Premier League 2008/2009:

    — 50% dos valores domésticos são distribuídos igualmente entre TODOS os clubes;
    — 25% são pagos proporcionalmente conforme o MÉRITO, dependendo da posição do clube na classificação final do campeonato;
    — 25% são pagos de acordo com quantidade de jogos televisionados de cada clube, com um mínimo de 10 jogos ao vivo garantidos.
    — 100% dos valores vendidos para TVs estrangeiras distribuídos igualmente entre TODOS os clubes.

    Como resultado disso, o clube que menos recebeu dinheiro na temporada 2008/2009 foi o vice-lanterna Middlesbrough, com 30,9 milhões de libras, e o que mais recebeu foi o campeão Manchester United, com 51,5 milhões de libras. Como o próprio relatório aponta, isso representa uma proporção de apenas 1:1.66 — e, vale lembrar, baseada em critérios objetivos, pois quem mais recebeu foi o clube que simultaneamente foi campeão e teve mais jogos televisionados.

    No Brasil, temos um grupo de clubes que negocia unilateralmente os direitos televisivos de TODOS os clubes (e exclusivamente com uma única rede de TV, que, por sinal, hospeda o próprio site oficial desse grupo), depois divide praticamente tudo apenas entre os SEUS membros (e, ainda assim, sem muito critério, a não ser o da influência política) e finalmente distribui umas migalhas aos demais. Dessa forma, conforme dados que peguei de um blog (pois não temos nada remotamente parecido com um relatório anual), temos uma proporção de 1:6.17 entre os clubes que menos receberam (Santo André, Avaí e Barueri, com R$3,4 milhões) e os que mais receberam (São Paulo, Flamengo, Corinthians e Palmeiras, com R$21 milhões) — fonte: http://emanuel-junior.blogspot.com/2009/05/as-cotas-de-tv-do-brasileirao-e-o.html.

    Para quem tiver interesse, o relatório da Premier League pode ser lido aqui:
    http://cde.cerosmedia.com/1F4aaa54da8d35d012.cde

    Há uma parte introdutória que explica o modelo, a partir da página 98, e uma tabela com a distribuição dos valores a cada clube, na página 101, que pode ser entendida sem conhecimento do inglês (títulos das colunas: Place = classificação no campeonato; Equal Share = é a parcela distribuída igualmente; Facility Fees = parcela distribuída de acordo com a quantidade de jogos televisionados; Merit Payment = parcela distribuída proporcionalmente conforme a classificação no campeonato; Overseas TV = direitos vendidos às redes de TV de fora da Inglaterra).

    Já me alonguei demais, mas queria encerrar com a seguinte reflexão dos inventores do futebol:

    “Este modelo, baseado em monetizar o interesse global na Premier League e na distribuição justa e responsável das receitas, tem sido o fator chave do crescimento da Liga nas últimas 17 temporadas” — ‘e o responsável por fazer o futebol inglês renascer das cinzas’, eu acrescentaria.

  13. Arnildo Ananias de Oliveira
    13

    Atentem para o que DIOGO DE SAMPA postou no blog do Santinha ontém às 14:38 e pro que postei, logo depois (mas que só foi liberado pela moderação lá pras 21:01 hrs):

    DIOGO DE SAMPA
    6 de maio de 2010 às 14:38

    Publicada em 6/5/2010 às 13:27

    C13 finaliza proposta de mudança no estatuto

    LANCEPRESS!

    O Clube dos 13 finalizou a proposta de mudança de estatuto. Quer incluir mais 40 clubes, 20 das Séries A e B, mais 20 pelo ranking da CBF.

    Em futuras votações, os 20 membros atuais do C13 terão peso 6 e os demais, de um a três, dependendo da Série. A proposta será submetida aos membros do C13. É preciso 2/3 dos votos para aprovar a mudança em Assembleia.

    O que postei:

    ARNILDO ANANIAS DE OLIVEIRA
    6 de maio de 2010 às 21:01

    DIOGO EM SAMPA,

    Onde pegaste esta informação do c13? Se não “abrirmos os olhos” (e ficarmos ausentes do processo) vamos ficar só com as migalhas e seremos “eternos pau mandado”.

    Tá na hora de se contatar os Presidentes dos Clubes GRANDES (apoio dos 2/3) pois a Coisa, por sua índole, vai “tumultuar e colocar areia até onde puder”. Não tenho dúvidas disso. Ele sabe que o C13 é o “abismo e a meia-água” que nos separa e provoca todo esse apartheid de títulos e projeção nacional (afora os “pilantras’ de sempre que vivem carcomendo o próprio Clube).

    SAUDASANTA.

    Complementando: Se a Coisa Maldita dos Infernos, é um “Zé Ninguém” perante os dito GRANDES do futebol brasileiro, SE NÓS ENTRARMOS no C13 (suponho com peso de ZERO pontos pois estamos na 4ª divisão), seremos o que?

    É PRA SE PENSAR. E isso SE ENTRARMOS MESMO!

    SAUDASANTA

    PS-Depois que vi q a notícia é do LANCEPRESS

  14. Arnildo Ananias de Oliveira
    14

    Vejam aí esta manchete do Lancenet (não consegui captar a DATA DESTA MANCHETE, fui lá agora). A Ponte Preta, outro grande deserdado do c13, não está “dormindo de touca”. Pergunto: e nós?

    Ponte Preta – Lancenet.com.br
    Ponte busca inclusão no C13 ainda este mês 16h23:

    SAUDASANTA

  15. Arnildo Ananias de Oliveira
    15

    SÓ PRA NÃO ESQUECER (e substimar), lembrem-se: o próx Presidente da Coisa Maldita dos Infernos vai ser o MESMO que já vetou nossa entrada no C13. É bem verdade que hj já não tem toda aquela força pois se precisa do apoio de 2/3 mas GATO ESCALDADO TEM MEDO DE ÁGUA FRIA.

    SAUDASANTA

  16. João Tiago
    16

    Títulos estaduais de PE:
    até 1997 (antes do ixpó no C13)
    ixpó – 29
    santa – 23
    barbie – 18
    constatação: Equilíbrio c/ leve vantagem para o ixpó. Vantagem que foi conquistada basicamente na primeira década do campeonato, quando o clube já tinha mais de 10 anos de fundação e já competia c/ jogadores profissionais.

    depois de 1997 (depois do ixpó no C13)
    ixpó – 10
    santa – 01
    barbie – 03
    constatação: Precisa dizer alguma coisa?

    —-

    Quanto ao comentário de Paulo Aguiar, concordo que nossa situação é vexatória. Dentro desse cenário do futebol nacional, a “parte que nos cabe nesse latifúndio” é a série B. Deveríamos estar lá.

    Já em relação ao nosso desempenho no PE em relação ao Central, Porto, Salgueiro, por exemplo, é importante lembrar tb que eles não tem os PROBLEMAS

  17. João Tiago
    17

    que nós temos. Tem menos $$ mas tb tem menos DÍVIDAS.

  18. Tiago Maranhão,

    Muito oportuno os dados da Premier Ligue que você nos trouxe. Dá bem para ter uma idéia das distorções que ocorrem por aqui.

    Informo apenas que seu comentário ficou retido, porque o sistema interpreta como spam um número “X” de links nos comentários.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

  19. André Tricolor Virtual
    19

    “Dimas”,

    Agora não basta o dinheiro em mãos, é necessário competência na sua gestão, transparência e honestidade … Senão, boa parte da grana vai parar em contas fantasmas em paraísos fiscais!

    E não podemos esquecer os clubes intermediários que precisam também de apoio, pois se não, o PE deveria ser realizado apenas com uma ‘triangular’, Santa, coisa e barbie!

    Abraços a Todos,

    >>> VIVA SANTINHA !!!!

  20. Paulo Maciel
    20

    O pulso ainda pulsa
    O pulso ainda pulsa

    CBF,FPF, clube dos 13 e a queridinha
    Incompetência, ciúmes, cleptomania
    globosta, impren$a e suas mentiras
    jcoisa, blogcoisa, aderbicha, falsa notícia

    O pulso ainda pulsa
    O pulso ainda pulsa

    Játôbebo, truculência, estupidez, paralisia
    organizadas, baderna na avenida
    tjd-pe, ladroagem, ameaças, árbitros e bandeirinhas,

    O corpo ainda é pouco
    O corpo ainda é pouco

    caixeros, pastores, hipocrisia
    diminutivo dos infernos, de recursos a sangria,
    José fezes, carlos fezes e guaraná mirinda
    bode rouco, suzy, barbie e a coisinha

    O pulso ainda pulsa
    O pulso ainda pulsa

    …..até quando ???

  21. insatisfeito
    21

    GOLEIRO
    Darci (Santa Cruz)
    (o bom e velho mão de lodo)

    LATERAIS

    Júlio César (Suzie) Robinho (ex-Santa Cruz – ainda bem!!!!)
    (o imperador das peladas (pedala, robinho. pedala até
    lá de mustardinha) a china e fica por lá)

    ZAGUEIROS

    Memo (ex-Santa Cruz) Igor (Barbie)
    (estou procurando nemo (ver igor jogar pior
    e o futebol de memo até hoje) do que ouvir sepultura)

    MEIO-CAMPISTAS

    Nal (Sete) Vassoura (Vera Cruz) Odair José (Coisa) Felipe Pinto (Barbie)
    (nem te vi jogar. mas, por ser (das piaçavas fuleiras, (pior como cantor ou jogador?) (com o viagra mais barato,
    do sete, merece estar aqui) de dois contos) será que o pinto cresce?)

    ATACANTES

    Caio (Salgayro) Flávio Caça-Rato (Cabense)
    (após aquele gol perdido, (fez o migué, dançou o rebolation
    confesse: és ator, não?) e morreu na praia)

    TREINADOR

    Lori Sandri e Júnior (ex-Santa Cruz – Graças a Deus!!!!)
    (este aqui é tão ruim, que nem pra ajudar
    a encontrar foto que remeta ao nome…)

  22. insatisfeito
    22

    opinião Pai Aqui, do DP, edição de nomes, este que vos fala!!!

  23. Paulo Maciel
    23

    Clube dos Treze convoca os Senhores Presidentes das entidades associadas, para participar da Assembléia Geral Extraordinária que será realizada no dia 31 de maio de 2010, às 10:30 horas, em primeira chamada e às 11:00 horas em segunda chamada, observado o disposto no Art. 59, incluso II e parágrafo único, do Código Civil e mais os dispositivos estatutários, abaixos transcritos, no Escritório de Representação localizado na Rua Pedroso Alvarenga,

    http://clubedostreze.globo.com/uploads/noticias/Edital_02.jpg

  24. Paulo Maciel
    24

    Essa é a reunião para aumentar o numero de filiados com mais 20 das séries B e C e 20 pelo ranking da CBF. Os clubes atuais terão peso 6 nas votações futuras e os demais peso de 1 a 3, dependendo da série que estejam.

    É a promessa de Fábio Koff em aumentar o numero de filiadoas do C13 para a criação da liga nacional de clubes de futebol.

    Será que isso vai refletir em diminuir as disparidades.
    É necessário 2/3 dos votos para ser aprovada a reforma estatutária.
    Vamos esperar pra ver… e cobrar que a suzy seja A FAVOR DE PERNAMBUCO e aprove o aumento.

  25. Arnildo Ananias de Oliveira
    25

    SE ENTRARMOS NO C13, como ficará essa venda ANTECIPADA dos direitos televisivos até 2014? Com a palavra o (ir)RESPONSÁVEL por esta “façanha”. Olho aberto Miguel Moura!

    SAUDASANTA.

  26. Paulo Aguiar
    26

    Acho que essa do C-13 será só o famoso ‘Agamenon’….
    No final, vai ficar $$$ tudo como está.

  27. ducaldo
    27

    O clube dos 13 é o inverso da Santa Ceia – só tem Judas.

  28. ducaldo
    28

    Falta dar um jeito de fazer a malhação…..

  29. A manobra do C13 parece mais cooptação. Barra, inclusive, a formação de ligas de clubes das divisões do futebol brasileiro. Mantém o status quo e a repartição absurda dos patrocínios. O C13 incha para evitar mudanças na hierarquia do fut nacional. A tática é conhecida: “façamos logo a revolução, antes que o povo a faça”

  30. Santa Cruz Sempre
    30

    Posts 27, 28 e 29 têm razão. Mas, e daí? O C13, aliás C20, aliás a partir da próxima semana, C60, tem o contrato com a emissora monopolística. Não há muito o que fazer: ou entra para o C60 ou faz o quê?

  31. Cláudio Guimarães
    31

    É necessário explicar a trágica situação: não passar da 1ª fase da 4ª divisão.

    Será culpa da CIA, DO FBI, MÁFIA DOS 13, DA COISA E ETC?

    Esse nosso ressentimento ou sentimento de JUSTIÇA É VÁLIDO.

    mAS Cadê Marco Maciel, André de Paula e etc?

    Se eles entraram na Máfia dos 13, vocês acham que eles se abalam com nossos argumentos?

    Tiram é onda.
    Não estão nem aí.
    Explico: o nosso Santa Cruz – capitaneado por Moleques nesses últimos 30 anos (raras exceções) – perdeu o bonde.

    Eles, não.
    Então, nesse quesito, eles foram mais competentes que nós. Doi-me escrever isso, pois pela minha idade, posso dizer a vocês que eu vi o verdadeiro Santa Cruz.

    MAS – POR ORA – TEMOS QUE SAIR DESSE BURACO QUE SE CHAMA 4ª DIVISÃO.

    Grande Abraço e Saudações Corais.

  32. Cláudio Guimarães
    32

    Resumindo, era pro Santa Cruz ter enxergado na frente e – unido – penetrar nesse Clube dos 13. Mas não tivemos “dirigentes” á altura.

    Mas estavam preocupados com outras coisas… E nessa preocupação o tempo passou, e agora fica tudo mais difícil.

    Os sacripantas e venais que se apossaram durante muito tempo do Mais Querido. Deu no que deu.
    Nossa vida é um mural de lamentos permanente.

  33. Post 30: fazer o quê?! Pergunta difícil pra dedéu.

    Eu vou ouvir música e esperar os embates epopéicos da série D.

    Quanto ao Santinha, o negócio é entrar no C13. Melhor lá dentro do que fora. Melhor subalterno do que “excluído”. Quando a conjuntura se fecha e não temos mais opções, porque o bonde passou, por causa da nossa inanição, da falta de saber o que fazer, bem, o negócio é relaxar e gozar.

  34. Cláudio Guimarães
    34

    Artur, vocês da nova geração, podem fazer tudo em termos de futebol: menos relaxar e gozar e abandonar o time. Sei que você jamais abandonará o Santa.

    Tenho fé que uma nova geração guerreira assuma o Clube das Multidões, e aliando competência com garra e astúcia, possa fazer ressurgir o MAIS QUERIDO.

  35. Gilberto
    35

    Amigos,
    Temos que entrar logo no C13, e teremos um vota pois estamos na serie D . entretanto se trabalahar mos certo que acredito que a atual diretoria esta fazendo logo estares na serei B e com direito a peso 3 nas votações, somando a isso o grande apelo da torcida teremos melhor cota que Nautico e os outrso 60 que vão entrar no C13.
    Porque acredito na atual gestão, porque pegamos o time falido nos últimos 30 anos tivemos uma ou duas adm. regulares e agora temos u projeto um grupo um time que para jogar serie D ta de bom tamanho e pelo que pude ver nos jornais já temos dois reforços . um lateral que foi eleito o melhor de GO. ou seja poderia estar jogando no club de serie B ou A. e hoje esta no Santa.
    Sei que estamos de cabeça baixa mais os nossos ex-diretores tomaram decissão errada em não colocar o Santa no C13 quando podia e ter a melhor verba, acredito que teve gente que levou vantagem.
    No adv. o ex-porte teve mais visão , mesmo tendo uma gestão fraca entretanto muito suprior a gestão do Santa.
    Por outro lado vjo pessoas falando em dinheiro para o club ter um bom time e pergunto.
    1- Você é sócio ? se sim está em dia ?
    2- Você sabe que tem que pagar um ingresso mais carro para ter um time melhor ?
    3- Não adianta botar 60 mil pessoas a preo de média R$ 5,00 reais, isso não paga funcionarios, jogadores , comissão tec. manter o Arruda bem.
    Temos que pagar um preço melhor .
    Ex. Semi final do Santa com Naútico no Arruda renda manos de R$ 300.000 mil .
    Semi final do Santos renda R$ 2.540.000,00 .
    eles ganhão mias dinheiro que nos ganhamos em um ano , só em um jogo.
    Tudo bem que temos um campeoneto de menor visão mias e diferença e gritante.
    Bem lá tinha menos pessoas no estadio.
    Bem senhores enquanto não estivermos na serie A para ter melhor renda temos nos que bancar o time junto com patrocinadores , que hoje temos melhor que os clubs da serie B ( materia revista veja ).
    Para renascer leva tempo.
    PAra c ortar uma arvore grande e frondosa basta um serra , mais para ver essa arvore crecer levas varios anos e só plnatamos a semante a um ano e meio.
    Infelismente essa é a verdade , que venha logo o C13 se eles são ruims que estajamos do lado deles pelomenos vamos ter mais dinheiro e quem sabe uma dia ter um CT e revelar jogadores, entretanto amigos isso passa por dinheiro .
    Sei que estou sendo repetitivo mais dinheiro time bom , sem dinheiro time ruim.
    Felicidades e vamos sair da serie D.

  36. insatisfeito
    36

    Pois e, para cortar uma arvore grande e frondosa basta uma $erra!!! falou tudo!!! hehe

  37. Grande Cláudio, eu sou velho, pergunta a Dimas. Assistimos aos jogos nas cadeiras, porque tenho dores nas costas e não aguento ficar nas arquibancadas. O tempo não poupa nem os belos, como dizia minha avó. Inclusive, preciso de viagra para relaxar e gozar 🙂

    Sou tão velho que é tarde demais para abandonar o clube.

    O futuro está nas mãos de Ducaldo, o representante da nova geração.

    Repito: entremos no C13, porque não temos mais opção. Brigar com a realidade é morrer.

    E basta um serra para cortar uma árvore grande e frondosa — hehe…

  38. Cláudio Guimarães
    38

    CARO ARTUR, velho sou eu, que não tenho seu senso de humor e a sua leveza (não venha dizer que é gordo, pois o obeso aqui sou eu…)
    eheheheheh

    Rabujento, perco-me no tempo e fico lembrando de Mirobaldo, Facó, Pio, Detinho e etc.
    Grande abraço pra você.

  39. Achei muito positiva a inciativa de Rivaldo de ajudar o Santa Cruz. Um belo exemplo. De minha parte, to cheio dessa conversa mole de prata da casa. Sempre que o Santa dependeu deles em seus momentos mais críticos, eles falharam. Só fizeram amarelar. Por mim, podem levar todos, gilberto, elvis e cia. Por outro lado, trazer o pessoal instigado e querendo aparecer do interior paulista é mais produtivo. Afinal, como mostra o exemplo de carlinhos dedada, na primeira oportunidade eles beijam o escudo do clube que estiver pagando seu arroz. Ademais, a tal Lei Pelé, praticamente inviabiliza a formação de quadros profissionais nos clubes sem grandes patrocínios. Então, que venha o pessoal do Mogi e faça história no clube.

  40. ducaldo
    40

    Artur, você está querendo se esquivar dos seus deveres.
    Eu sou pelo menos oito anos mais velho (faço 50 em fevereiro de 2011) e tenho.. como direi para não chocá-los… pelos brancos em volta das jóias de família.

  41. ducaldo
    41

    Na verdade, essa geração de Élvis pra cá comeu o pão que cabeção amassou.E até nem acho que tenha muita gente aproveitável entre eles.

    Mas, quer pelo menos um momento crítico em que se não fosse por eles o Santa Cruz teria se ferrado? O torneio do rebaixamento em 2008.

    A política sempre foi essa – sempre que o time estava na barca traz a rapaziada. Melhorou um pouco? volta todo mundo para os juniores. Piorou? traz de volta. Qual é o profissional que se desenvolve desse jeito?

    A ironia aí é que Rivaldo foi atleta da base do Santa, era chamado de cai-cai e, se não chegou a ser dispensado, foi dado de troco na negociação de Leto e Wálber.

    Carlinhos dedada foi formado também, vejam só, nas divisões de Base do Santa.

    Talvez o caminho seja esse – virar um time do interior paulista.

    Como estão surgindo alguns jogadores que mesmo a imprensa escrota daqui tem dado (sem trocadilhos)alguma atenção – casos de Nathan, Vitor Hugo e Neto – melhor economizar e dispensá-los antes que comecem a amarelar.

    Aliás, para ficar mais bem feito, acabemos de uma vez com as ditas divisões de base e sigamos o caminho inverso… dos clubes paulistas, gaúchos, e outros.

    Que venha a produtiva cavalaria paulista.

  42. Hélio Mattos
    42

    Muito bom o texto.
    Brioso, mas utópico e ingênuo conceito de que o mais importante é competir…

    E o pior é que ficamos mesmo entre a cruz e a espada pois, se não adentrarmos agora neste balaio escroto de gatunos, poderemos ficar mais uma boa penca de anos escanteados e chorando o momento perdido.
    E agora com certeza sim, numa barca solitária sem qualquer tipo de comunicação com o resto do mundo, pois em se confirmando esta entrada de uns tantos a mais na panela, ficaremos sem a possibilidade de impor qualquer tipo de pressão como a que o Bosquímano falou que houve no campeonato italiano, por parte dos escanteados.
    Aliás, que escanteados? Se agora seremos todos parte de uma grande, desigual e feliz família?

    Muito feliz a observação de que os espertíssimos donos do futebol brasileiro estão querendo mais é cooptar o que resta deste mesmo futebol, que ainda pode se sublevar de uma hora para a outra.
    “Vamos fazer logo a revolução, antes que o povo a faça!”
    Seria cômico se não fosse trágico.

    Eu, de minha parte, fico aqui a matutar mais uma vez sobre a frase “Brioso, mas utópico e ingênuo conceito de que o mais importante é competir…”

  43. insatisfeito
    43

    eu sou da seguinte opiniao, primeiro, entra, depois, briga la dentro, melhor do que ficar de fora e ver a coisa disparar nos titulos aqui e a nossa grande torcida, em poucos anos, caber num fusquinha……

  44. O fato é que, do primeiro título do Santa Cruz, em 1931 (o sport já tinha 7) até o ano de 1997 (ano em que entraram no clube dos 13) os dois clubes possuiam RIGOROSAMENTE a mesma quantidade de títulos. Podem fazer as contas e conferir.

    E quando à essa reunião do clube dos 13, convidando outros clubes a fazerem parte, NÃO SE ILUDAM. Os atuais membros jamais votarão algo que os prejudique. Se entrar é para receber migalha, é um cala-a-boca. O ideal seria formar uma liga do norte/nordeste (Santa Cruz, Nautico, Ceara, Fortaleza, Remo, Paysandu, Campinense, Trze, ABC, América, etc..).

  45. ducaldo
    45

    Em pouco anos nossa torcida caber num fusquinha? Duvido.

    Passamos 10 anos – de 1995 a 2005 – sem ganhar nada, e não me consta que a torcida tenha encolhido.

    Ontem fui ao Alto José Bonifácio festejar o aniversário do “11 Belmonte” e aproveitei para observar a quantidade de camisas de times circulando no local.

    Nem sinal de diminuição. Se o datafoda-se subisse por ali não teria publicado aquela ridicularia.

    Aliás, parece que o campo dessas pesquisas é bem restrito.

  46. O DataFolha não sobe no Alto José Bonifácio. Só pesquisa em bairros de classe média, se possível em inglês. Já o Ibope possui amostragens fixas para cada clube do eixo.

    A pesquisa é feita assim:

    _Responda, por favor: vc torce pela Coisa, pelo Framengo ou pelo Curíntias?
    _Pelo Santinha.

    Imediatamente, o “pesquisador” coloca a resposta em “Outros”. Depois, o “Outros” transmuta-se em “São Paulo”, “Palmeiras”, e por aí vai. Dependendo da insistência do entrevistado, transmuta-se o “Outros” em “Portuguesa” ou “Barbie”.

    Há boatos de que o último “pesquisador” do DataFolha, que subiu o morro, vestia a camisa da Coisa. Não há mais notícias do pobre coitado. Foi enquadrado em “erro amostral”, e não se discutiu mais isso.

  47. ducaldo
    47

    Quando o instituto datafoda-se publicou pesquisa semelhante em 2008, eu postei um comentário que depois alguém reproduziu lá no blog do torcedor. Acho que continua valendo.

    “Só para dar uma idéia da qualidade da dita cuja:

    Diz com todas as letras que a nossa torcida somada às da Barbie e da Coisa correspondem a 32% dos torcedores do estado e, portanto, 68% dos pernambucanos torcem para times de fora.

    No Estado todo – Corinthians 8%, Flamengo 7%, Palmeiras 5%, São Paulo 5%. Total : 25%. 68-25= 43

    Os 43% restantes torcem para quais times?

    Se os mais populares somam 25%, como é que o total dos menos populares alcança 43 %?

    Na capital o percentual muda e os times de Pernambuco têm 60% e as equipes de fora com 40% !!!!!

    Na capital – Palmeiras 3%, Flamengo 3%, Corinthians 2%, S. Paulo 2%. Total : 10%

    40-10=30

    E os 30% que faltam torcem para quem?

    Mais uma vez, se o percentual dos mais populares mal chega a 10%, como é que os menos populares (outros) alcançam 30%?

    Cartas pro Datafoda-se.

    Na capital:
    Times de Pernambuco – 60%
    Palmeiras 3%,
    Flamengo 3%,
    Corinthians 2%,
    S. Paulo 2%
    Outros 30%.

    No Estado
    Times do Pernambuco – 32%
    Corinthians 8%,
    Flamengo 7%,
    Palmeiras 5%,
    São Paulo 5%
    Outros 43%

    Eu nunca tinha visto uma pesquisa onde os chamados “outros” fossem em maior número do que os citados nela nominalmente.

    Já a pesquisa da Placar, na capital, dá exatamente o contrário –

    Times do estado – 89,4%
    Outros – 10,6%

  48. insatisfeito
    48

    Dom Ducaldus I, meu temor e que, com a ausencia de titulos e a hegemonia quase que eterna do popoti, esse fenomeno acabe acontecendo e a gente se transforme numa portuguesa de PE, participa, mas nao ganha…… ja vi muito jovem tricolor, dos estagiarios da LAR, que mudaram de Santa pra popoti, meu medo nao e nos de hoje, e nos de amanha… basta continuarem as coisas como estao.

  49. Se ajudar, por que não a Cavalleria Rusticana?

    Nâo tenho uma opinião formada, mas como esse é um fórum de debates, gostaria de apresentar meu ponto de vista. Hoje, até que me provem o contrário, sou contrário a existência de uma divisão de base no Arruda. Acho que nesse momento de exceção, para não dizer desesperador, o Clube deveria concentrar esforços e atenção no time profissional. Investir na formação de um jogador é algo de elevado risco; risco acentuado pela Lei Pelé. É paradoxal que um clube onde se usa água da piscina em seus vestiários (como ironizou aquela triste figura, infelizmente não o da Mancha) ainda mantenha um time de juniores e seus custos associados. Por falar nisso, a coisa do inferno decidiu o campeonato com o Vitória. Ora, para mim seria mais sensato observar se há alguma promessa no Vitória que gastar com essa preparação incerta. Talvez meu ponto de vista esteja viesado pelo fracassos recentes dos “prata da casa”. Acredito em resultados de um time formado por profissionais cientes de que o esforço e a disciplina trazem resultados. E não em “nossos” valores. Cansado de guerra, prefiro confiar nos mercenários de sempre aos “meninos chorões” que sempre amarelam quando mais precisamos deles. Para mim chega, vendam logo o Elvis enquanto há interessados. Não acho que Pernambuco seja um celeiro privilegiado de novos valores. Os dois mais conhecidos em atividade, cira e dedada não conseguem sair. Gostaria de ler argumentos contrários aos meus.

  50. Santa Cruz Sempre
    50

    Post 49, há vários argumentos contrários à sua ideia.
    Não vou falar que vi serem lançados Luciano, Fernando Santana, Cuíca, Marco Antônio, nem outros que foram recrutados em campos de pelada, como Ramon e Givanildo. Nem Rivaldo, que saiu do banco, fez 3 gols certa noite contra o América e no jogo seguinte voltou para o banco. Não quero ser saudosista, vamos em frente.
    A lei Pelé diminuiu o lucro obtido na venda de um jogador formado nas bases, mas não acabou com ele. Essa receita é fundamental para todo grande clube. No exterior costuma ser maior que a da televisão. No Brasil, o São Paulo tem se mantido na dianteira graças a ela, no mais suas receitas não são maiores que as de Coríntians e Palmeiras, por exemplo.
    Claro que é preciso haver competência e honestidade por parte da diretoria, para fazer bem o primeiro contrato, para pagar todas as obrigações trabalhistas em dia (evitando distrato automático) e para saber se é hora de reformar o contrato, com aumento de salário e da multa rescisória. Caso contrário são feitas negociações escabrosas como a de Rivaldo, para citar somente uma. Ou simplesmente estúpidas, como tantos outros.
    Mas se faltarem esses dois atributos à diretoria (e como faltaram, lamentavelmente, nos últimos 25 anos!), então nada vai resolver e a decadência será inevitável. Felizmente começamos a mudar.
    Por ter maior identificação com o clube, o bom prata da casa também costuma ser importante em campo, antes de ser vendido. Atualmente temos pelo menos um no elenco (que quase não jogou no campeonato), e um ou dois outros que podem chegar lá, e não estou falando de Gilberto, que fez vários gols pelo Vera Cruz e está de volta.
    A divisão de base é importante até na formação de torcedores, qual é o garoto bom de bola que vai torcer por um time que não tem juvenil?
    Como disse que não tem opinião formada e me parece ser um jovem, espero ter ajudado vc a perceber o equívoco de depender somente de jogadores formados pelos outros. O ideal sempre foi a mistura equilibrada entre jogadores da base, da região, de centros maiores (mas sem nome ainda) e experientes.
    Saudações corais.

  51. Olá, não sou jovem não, longe disso…
    A lógica que julgo oportuna nesse tipo de análise é a “custo benefício”. Quanto a isso, estou cada vez mais convicto do erro em não concentrar esforços no time principal. o Santa Cruz precisa, no curtíssimo prazo de um título. Acho, então, que após essa tábua de salvação no mar revolto, pode-se até pensar em sua reativação. Mas hoje, em minha opinião, a manutenção é desperdício de dinheiro e esforços. Isso para não falar em uma eventual fábrica de questões trabalhistas. Volto a defender o que falei no posto anterior: mais oportuno é observar os valores dos times do interior.
    Terminei não me posicionando sobre a importância do comentário sobre a predominância da coisa no futebol daqui. Concordo plenamente. Desesperado, então, pergunto: FBC leu este comentário? Qual sua opinião sobre o assunto?

  52. Texto perfeito!

    Pq nunca conseguimos concientizar nossa diretorria a formar uma comitiva com senador, deputado e tudo que for influencia para que a liderança do clube dos 13 veja o mal que está causando especialmente no futebol pernambucano. Não podemos ficar calados assistindo tudo isso.

  53. Putz nunca tinha pensado que o Santa e o Nautico não recebem mesadinha como o ixport. O Ramalhão não deixou 3 deixou 5 clubes que recebem mesadas pra atras porque Guarani e Portuguesa também mordem o deles do clube dos 13. Mas ve si o meu Ramalhão conseguiu segurar os jogadores do vice-paulista…

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