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Foto do Arquivo: Dimas Lins |
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Edinho: habilidade na articulação do futebol |
Dimas Lins
Exagerando, a semana passada representou para o Santa Cruz e sua torcida o mesmo que representou para o mundo aqueles trezes dias turbulentos de outubro de 1962, quando todos aguardavam com ansiedade o desfecho do confronto político-militar que envolveram os Estados Unidos e a extinta União Soviética por causa da instalação em Cuba de mísseis de médio alcance.
Mantidas as devidas proporções, os oito dias que abalaram o Arruda quase levaram o presidente tricolor para a cadeia, por causa de dívidas trabalhistas não recolhidas, das quais ele é depositário fiel. Os tais vinte por cento do acordo com a justiça do trabalho que devem ser recolhidos todo mês.
Pois bem. O que me chama a atenção não é o pagamento da dívida do trabalho, mas o fato de que, no meio de toda essa desordem financeira, Edinho ainda arrumou tempo, cabeça fresca e habilidade política para avançar na mudança do departamento de futebol, sem causar nenhum dano aparente nas hostes corais.
Digo avançar porque, em minha opinião, o futebol, carro-chefe do clube, não vinha realizando um bom trabalho e precisava de mudanças para minimizar o efeito nas finanças do clube causado pelo abandono dos torcedores de resultado.
A primeira mudança veio com a saída de Givanildo, quando Edinho se escalou para compor a direção de futebol. Ainda que negasse, o ato do presidente, além de demonstrar claramente a insatisfação com os resultados alcançados, apontava para uma espécie de intervenção branca no departamento de futebol. Agora, com a inclusão de mais cinco membros, Edinho simultaneamente reforçou o grupo e diluiu o poder de cada integrante sem precisar remover nenhuma peça deste complicado jogo de xadrez. A saída de algum dirigente, nestas condições, poderia rachar o grupo. Com habilidade, Edinho modificou o panorama e evitou a ruptura do tecido social.
Não entro aqui no mérito se a diretoria de futebol estava bem qualificada ou não. Até porque seria fácil avaliar dessa forma agora e esquecer que as contratações surgiram quando o Santa possuíam apenas três jogadores profissionais no elenco (Anderson, Sidraílson e Fabrício Ceará, o homem-polvo).
O próximo passo de Edinho é dividir a responsabilidade da campanha do Santa Cruz na Série B com o Conselho Deliberativo do clube. O presidente dirá, em bom português, que se todos quiserem um time competitivo terão de compartilhar com ele a responsabilidade disso. Caso contrário, fará constar em ata a decisão da assembléia que o Santa lutará apenas para evitar o rebaixamento para a Série C. O efeito prático seria o constrangimento de todos em assumir esta decisão.
Edinho deixa claro que fará a sua parte, mas como prometeu no período eleitoral, cobrará também.










Belesa, Dimas Lins, maravilha, que ensaio sensacional, é assim que um verdadeiro tricolor se define e mostra o quanto ama este clube de tres cores e essas cores tem nome.
A encarnada é alegria como se fosse o sol Pernambucano.
A branca representa a sensatez e o equilibrio.
O preto é a força, é o brilho do ébano, o qual se usa para escopir toda a grandiosa historia da umanidade deste a epoca de cristo.
Resumino: todas essas cores estão reunidas no glorioso pavilhão do nosso amado Santa Cruz Futebol Clube o tricolor do Arruda da AV. Beberibe.
Fiz este entremeio para dizer como me emocionou a maneira pela qual voce tratou o nosso heroico Presidente, este homem estar no meio de uma gerra fria paresse mesmo com a desavensa dos Estados unidos e a istinta União Sovietica como foi sitado no inicio.
O presidente Edinho é no momento o nosso Kennedy tenho sertesa e esperança que ele vai remover com toda a sua habilidade os mísseis e as perigosas minas que ainda estão escondidas nus porões do arruda.
amanhã é outro dia, e essa agonia vai passar.
Saudações tricolores.
Jediael costa Araujo.
São Vicente – São Paulo.
Prezados compnhairos: Sobre a “turbinada” que Edinho deu na diretoria de futebol, sinceramente não sei se foi bom ou ruim. Tento explicar: Se não estou enganado agora são 10 os diretores. Não será gente demais? Esse pessoal vai tirar dinheiro do bolso para colaborar? Sobre a segunda pergunta, digo que sou contrário a esse tipo de ajuda. Apesar da gravíssima crise, este tipo de associação do patrimônio particular com patrimônio do clube, historicamente e comprovadamente, não traz para o clube resultados financeiros positivos. Além do que, vai de encontro a proposta inicial de Edinho de profissinalização do clube. Prefiro aguardar os próximos meses para poder ter uma opinião mais abalizada.
Robson/Piauí,
Concordo contigo nos dois aspectos. Pode parecer contraditório, mas não é. Explico-me. Em relação à diretoria de futebol, não creio que as modificações parem por aqui. Perceba que eu falei em avançar. Isso é opinião minha, mas acredito que Edinho está fazendo as mudanças em estágios, para não criar arestas. Volto a dizer, não ouvi ninguém do clube me dizer isso, mas a forma como as coisas estão acontecendo me fazem raciocinar assim.
Também concordo com a profissionalização do clube e acho que “passar o chapéu” não resolve problema nenhum. Entretanto, a profissionalização vem com o tempo, patrocínio, parcerias e dinheiro. E convenhamos que ainda falta muito para que tudo isso ocorra e que no auge da crise, tem-se que contar com as armas que estão à mão.
Espero, tanto quanto você, que num futuro próximo, o clube esteja profissional ao ponto de andar com as próprias pernas.
Saudações tricolores,
Dimas Lins
Grande Dimas,
Parabéns mesmo. Edinho é um herói. Nunca nós, simples e anônimos torcedores, recebemos tanta informação e tivemos tanta transparência e sinceridade sobre o nosso clube. Claro que não devemos apenas lutar para não cair. Porém, acho que, precisamos contratar BEM. Isso não significa contratar CARO. A mesma transparência para pedir ajuda ( o que deve ser feito, afinal, se o Santa é nosso, nós devemos ajudar , cada um como pode ) deveria ser usada para contratar. Tipo : Contratamos 3 fulanos, que são bons jogadores, e, juntos, recebem 100.000 por mês. Precisamos de 15.000 por jogo pra pagar isso. Se não tiver 15.000 por jogo, lascou tudo. Com time bom e com resultados, a torcida do Santa é um cheque visado.
Esse time e essa torcida precisa de uma sacudida. Algum jogador que mexa com os brios dos torcedores ( quem não lembra do efeito Mancuso ? ). Algum jogador, ou até mais de um, que mexam com o time e assumam junto com a diretoria a responsabilidade. Enquanto Edinhoe seu obestinado exército trabalham nos bastidores, esses jogadores trabalham dentro de campo. Assim conseguiremos. E, o pior tá pasando. O time, apesar de muitas falhas, está um pouco melhor. Temos já uma base para reforçar. O $$$ começa a entrar mais agora. Tudo vai se resolver. Edinho nos liderando e nós ajudando como pudermos.
Saudação e, mais uma vez. parabéns Dimas.
É, também acho que tem gente demais nesse depto de futebol. Edinho foi político. Eu teria trocado cinco por cinco. Não sei como vai ser o relacionamento entre os dois grupos. Vamos ver como vai funcionar. Pior não pode ficar, não é mesmo ? Não gostei da brincadeira do nosso presidente, de dizer que coloca uma saia se o Santa for rebaixado. Não cabe isso. Dá margem a brincadeiras. Ontem mesmo o idiota do Haroldo Rômulo, da Jornal, disse que se o Santa não ganhasse do Ypiranga ele iria fazer isso.
Vamos em frente. Domingo temos que vencer, mesmo sem Marcelo Ramos.
Saudações Corais
O que eu ouvi, na Rádio Jornal, foi o H.Costa dizer que Edinho falou que vestiria saia SE O SANTA NAO GANHASSE DO YPIRANGA, o que é diferente de dizer SE FOSSE REBAIXADO. O que o H.Costa, que é nitidamente burronegro, fez foi dar motivação ao Ypiranga. É preciso ter cuidado com o que se fala para essa imprensa marrom, pois, em se tratando do Santa, ela distorse tudo, pra prejudicar o tricolor e beneficiar a COISA!
PS. É preciso desmentir, para desmascará-los !
Cidadãos Tricolores!
Acredito que realmente Edinho foi diplomático nessa modificação da Diretoria de Futebol. Na minha opinião ele não poderia afastar os que iniciaram a composição, pois ali estão tricolores e aliados de primeira hora. Entretanto, era necessário agregar os antigos Presidentes em tarefas importantes e de visibilidade. Talvez seja muita gente para o departamento, mas acho que no futuro haverá uma mescla e ficarão ali, pelo meno seis nomes.
Outro fato dessa modificação é quanto ao poder de mobilização de possíveis parceiros que esses nomes têm, afinal já foram Presidentes e são pessoas de referencia em suas atividades profissionais. E assim, quem sabe, conseguiremos novos parceiros e começaremos o tão sonhado profissionalismo do nosso SANTINHA.
Saudações Tricolores.
Quando os remanecentes de gestões passadas sairam do direção, como João Caixero?
Edinho faz política, e Dimas é intérprete refinado: entende de futebol e ainda manja de bastidor. Bolchevicamente, digo que Edinho, leninisticamente, deu um passo pra trás e dois pra frente. Em suma, como disse Dimas, avançou!