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Home » Artigos » Um dia de espionagem

Um dia de espionagem

Autor: Artur Perrusi | 24 de julho de 2010 | 16:38h | Artigos | 26 comentários

Relatório n° 1
Missão: Avenida Beberibe

Código: 666

Agente: TC

Na verdade, a ideia toda foi de Dimas. No início, eu não tinha nada com o bolero. Mas o patrão queria porque queria, achando o plano perfeito. Bem, não era tão perfeito assim, porém sua simplicidade reluzia bastante: entrar no Arruda disfarçado de tolinho e descobrir seus segredos! O grande argumento para a minha escolha era que eu vivia na Paraíba. Não era um bom argumento, mas topei por causa da curiosidade e, também, porque tinha uma hipótese a ser averiguada.

Queria saber que tipo de crise vivia o Santinha. Crise?! O que seria uma crise? Bem, após três cervas, concluí que é uma situação na qual um conjunto de circunstâncias, antes tolerável, torna-se subitamente, com o surgimento de um novo fator, insuportável. Em suma, sabia que nossa situação estava tornando-se intolerável, mas não sabia se tal sensação era apenas um sentimento pessoal ou, se a percepção da crise, poderia ser detectada no interior do próprio clube.

No fundo, toda crise é igual, seja no futebol, na economia ou na política. Todavia, toda crise é única, feita de indivíduos e personalidades singulares. Como disse Ducaldo, a enciclopédia do futebol, após a quinta cerveja:

uma crise é o somatório de intuição e pontos cegos, uma mistura de fatos notados e fatos ignorados (irk!, soluçou Ducaldo, bebendo a sexta e continuando) … mas, subjacente à unicidade de cada crise, há uma semelhança perturbadora. Uma característica de todas as crises é sua previsibilidade, em retrospecto. Elas parecem ter uma certa inevitabilidade, parecem predestinadas. Isso não é verdade para todas as crises, mas é verdade em um número suficiente delas para tornar cínico e misantropo o historiador mais empedernido

Sempre me surpreenderei com Ducaldo após a quinta cerva, mas o fato era que eu não era historiador, querendo testar minha hipótese antes de o fato acontecer. Achava que o Santinha estava se extinguindo, como os dinossauros, depois da queda do meteoro. Queria comprovar tal hipótese no olho do furacão: dentro do Arruda. Não sabia ainda que não iria comprovar hipótese alguma, embora fosse descobrir coisas insólitas e inacreditáveis. Se soubesse o que iria acontecer, provavelmente recuaria; mas, era tarde demais! O que me resta agora é contar os fatos para a posteridade.

Relatório n° 2
Missão: Avenida Beberibe

Código: 666

Agente: TC

Diretriz: 8/14

Cheguei no famoso Centro de Disfarces do Torcedor Coral (CDTC), onde um profissional se encarregou de me disfarçar de tolinho. O trabalho foi profissional: fiquei oleoso, cabelos pregados, meio gorducho, mauricinho, cândido e olhos rútilos de abnegação. Fui colocado numa limusine preta, recebi as últimas instruções e peguei a Beberibe. Durante o caminho, li um relatório calculando quais as reações que a minha ação iria produzir. Sabia que o número de reações é infinito, mas o número provável de reações é pequeno o bastante para ser calculado. Contudo, pensava que o Santinha era uma categoria que não podia ser analisada por contingências, envolvendo eventos e situações absolutamente imprevisíveis e que, portanto, não podiam ser previstos por cálculos matemáticos. O Clube do Santo Nome fugia a qualquer padrão lógico. Tinha que me guiar pela intuição e pela temeridade.

Entrei no Arruda facilmente. O disfarce era perfeito. Todos os funcionários eram solícitos comigo. Paparicavam-me, até. Livrei-me do último bajulador, entrei num corredor bem comprido e encontrei uma porta com um letreiro: “PROPRIEDADE DO L.E.F — MANTENHA DISTÂNCIA”.

Deixei toda a esperança de lado e entrei. Estava agora numa salinha. Tinha um grande organograma pregado na parede. Não entendi bem o que estava escrito, mas parecia que existiam três níveis no subsolo do Arruda — cada nível tinha uma cor:  preto, branco e encarnado. Havia um aviso ao lado que dizia “MUDE DE ROUPA E, DEPOIS, APERTE O BOTÃO VERMELHO”. De fato, tinha uma pilha de uniformes brancos. Tirei a roupa e vesti um deles. Então, apertei o botão. Para meu espanto, a salinha começou a descer. Suei frio e tentei controlar-me. A salinha parou na frente de uma porta onde havia pregado um letreiro: VOCÊ ESTÁ ENTRANDO AGORA NO NÍVEL I — SIGA DIRETAMENTE PARA A SALA DE IDENTIFICAÇÃO.

Era o grande teste. Ia ver se o disfarce era bom mesmo. Entrei numa outra sala, e o uma voz mecânica disse: SENTE-SE! SENTE-SE! Sentei e escutei: DIGA O NOME DE CÓDIGO! Era agora que as espionagens de Bosquímano iam ser testadas. Rezei e falei: boiaindanovo!

Então, escutei: ANALISADOR CONFIRMA IDENTIDADE!

A voz fez outra pergunta: TEM ALGUMA VERRUGA? Meu Deus!, essa pergunta… eu não estava preparado para essa pergunta! Bosquímano, my broda, por que não me avisou?! Decidi responder qualquer coisa: não!

Uma pausa, e a voz continuou: TEM ALGUMA ALERGIA CONHECIDA?

E agora? Decidi responder de forma sincera: pólen de erva-de-rato!

De repente, uma sirene de alarme e a voz histérica: RESPOSTA NÃO-CODIFICADA! Então gritei desesperado: não, não, pólen de erva-de-sapo-vermelha! Silêncio total.

Subitamente, a parede na minha frente abriu-se, e a voz ordenou: LIBERADO! Ia agora conhecer os níveis…

Relatório n° 3
Missão: Avenida Beberibe

Código: 666

Agente: TC

Diretriz: 9/14

Peguei um corredor ocre e fui parar na frente de uma porta com um letreiro: CAOS. Abri. Estava meio escuro. No teto, rodava bem lentamente um enorme ventilador. A sala era empoeirada e, lá no fundo, tinha uma pequena mesa de trabalho. Atrás da mesa, estava um gordinho mexendo num ábaco. Parecia fazer cálculos imensos. Cheguei perto e perguntei:

- Por favor, que sala é esta e o que o senhor está fazendo?

Ele me olhou meio vazio e disse com uma voz sonolenta:

- Sou o responsável pelo planejamento do clube…
- Só esta salinha? Não tem nem computador…
- Pois é…
- Aqui não se deve fazer nada!
- Pois é…

Saí da sala arretado da vida. Como organizar a vida do clube com aquela estrutura ridícula? Respirei fundo, fiquei mais calmo e concluí que não tinha descoberto novidade alguma. Convenhamos, sempre tinha sido assim. Qual era a surpresa?

Vi um elevador. Entrei e fui para o nível II. Abri uma porta com um letreiro “DPTO – FUTEBOL”. A sala era um pouco maior do que a anterior, menos empoeirada, mas não tinha ar-condicionado, apenas outro ventilador enorme, rodando um pouco mais rápido. Na sala tinha duas mesas, em cada uma, um computador XT, com DOS 4.04. Dois caras idênticos — a única diferença eram suas camisas: numa tinha escrito TOLICE, noutra, ABNEGAÇÃO; como sempre desconfiei, a diferença entre um tolinho e um abnegado eram suas camisas — estavam ao lado das mesas, mas não trabalhavam; na verdade, gritavam um com o outro. Brigavam feio. Só faltavam ir às tapas! Tentei chamar a atenção, e nada. Gritei, esperneei e nada. Então, exclamei: Santinha! Os dois, subitamente, pararam de brigar, olharam-me um tanto estupefactos, ficaram um tempinho em silêncio e, como se nada tivesse acontecido, recomeçaram a brigar.

De repente, pararam de brigar, apontaram para uma pedra no chão e começaram a gritar:

- A pedra voa! A pedra voa!

Claro que não voava. Por isso, eu disse:

-A pedra não voa.

Um dos caras joga a pedra pra cima e grita:

- Voa, sim! Voa, sim!

Fiquei olhando perplexo a pedra “voando” e até sorri, meio bestificado. De repente, a pedra chega no seu ponto máximo e inicia sua queda. Olhando a pedra cair, os caras se afastam, temerosos. Ainda estava pasmo, por isso minhas reações estavam lentas. Fiquei distraído; então, lentamente, lembrei-me da existência da pedra e olhei para cima… A pedra, que “voava”, espatifou-se na minha testa. Completamente estupefacto, gritei de dor e passei a mão na fronte. Estava com um galo.

Aquela situação maluca encheu meu saco. Departamento de futebol, um carai!

Relatório n° 4
Missão: Avenida Beberibe

Código: 666

Agente: TC

Diretriz: 10/14

Procurei em vão um elevador para, assim, poder descer ao nível III. O que encontrei foi um pequeno poço e um cartaz: MERGULHE E NADE ATÉ O NÍVEL III — MANTENHA OS OLHOS BEM ABERTOS. Como não tinha escolha, mergulhei. No fundo do poço, tinha uma abertura. Entrei e vi um corredor. Nadei quase sem fôlego e, por fim, encontrei uma saída. Emergi, respirei fundo, engasgando um pouco. Olhei ao redor e fiquei espantado. Estava numa colina verdejante. Como era possível? Que lugar bonito! Estava tudo calmo, não tinha vivalma e, ao longe, passarinhos cantavam. Notei, então, que a uns 50 metros havia alguns bustos. Andei até lá e vi as imagens de alguns presidentes do Tricolor. Fiquei pensativo, tentando interpretar o fato. Olhei mais adiante e percebi que, lá no horizonte, tinha uma imensa estátua. Imensa não, na verdade gigantesca. Fui correndo ver o que era. Era tão alta que não dava pra ver a cabeça da estátua. No pedestal, estava escrito em letras garrafais: O VITALÍCIO.

Repentinamente, escutei uma trovoada e percebi que a enorme estátua estava se mexendo. Corri feito um louco e escapei, por pouco, de ser pisoteado. Quando olhei para trás, reparei espantado que a estátua tinha diminuído até o tamanho normal de um homem. Ouvi, mais espantado ainda, a estátua me chamando: _ venha cá! Parei e vacilei. Ia ou não ia? Fui.

Relatório n° 5
Missão: Avenida Beberibe

Código: 666

Agente: TC

Diretriz: 11/14

O tal vitalício estava sentado calmamente num tronco de árvore. Olhou-me e disse:

- Você pensava que passaria desapercebido? Sou onisciente e onipresente. Sei de tudo. Mando aqui. Nada me escapa!
_Mas você é da Coisa!
_E daí? Até por isso mesmo…

Fiquei calado. Sentia-me um hamster diante de uma cascavel. Estava paralisado. Então, ele disse:

- Artur?
- Que é?
- Nada!

Olhei-o assustado. Conhecia o vitalício, mas, agora, parecia mais demoníaco do que nunca, com um cheiro de enxofre desgraçado. Seus olhos ferviam de maldade, e não estava aqui para discutir prosopopeias –  estava aqui para sacanear.

- Artur?
- Sim?
- Nada!

Uma brincadeira infantil e, portanto, profundamente má. Decidi não entrar no jogo.

- Artur?
- …
- Artur?

Silêncio.

Eu estava ganhando!

- Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur? Artur?

- O que é, porra!?
- Nada!

Fiquei nervoso. Não estava ganhando, e sim perdendo. Ele era incansável na brincadeira enervante, e eu não tinha como competir com essa criatura. Não fitava os seus olhos, que brilhavam de uma maldade pura e desinteressada. Olhava pra frente, pra uns arbustos, pois tinha aprendido com a minha avó que, diante de um demônio, olhe sempre para uma árvore. Decidi, então, perguntar ao invés de ser indagado.

- Por que tudo isso?
- Por quê? Ora, por causa do poder! O objetivo do Homem é o Poder. Suprema ambrosia, o poder.
- Mas… por que um poder que beneficia alguns e prejudica o resto?
- O único poder que conta é o poder da águia sobre os carneiros — só existem para ser comidos pela águia. Eu sou a águia do futebol pernambucano!
- Você é monstruoso! Não tem culpa alguma?
- A culpa é um lobo que come o presente depois de ter devorado o passado.
- Meu Deus! — disse desesperado.
- Deus não é a questão, nem a resposta, pequeno verme. A verdadeira questão é saber por que Eva foi tirada exatamente da costela de Adão, já que Deus podia usar um pedaço de madeira, uma pedra ou qualquer outra matéria? Aquela costela estava sobrando? Se não estava, então Adão estaria sendo privado, por Deus, de parte essencial de seu corpo, dado não ser concebível que, desde o início, estivesse presente no corpo humano algo supérfluo. Ou Adão tinha treze costelas de um lado e doze do outro? Era uma espécie de monstro, como os homens que têm três mãos e três pés?

Cruzes, ele é louco, pensei. Comecei realmente a temer pela minha vida.

- Vou morrer? Perguntei cabisbaixo, quase oferecendo meu pescoço.
- Você? Não vale a pena. Você é insignificante — você e o TC.
- Você conhece o TC…
- Conheço tudo. O TC não é nada. Não tem poder. Tomou no servidor. Só será conhecido pós-mortem!
- Onde é a saída? Não agüento mais! A saída, por favor… — disse quase soluçando.
- A saída é ali — apontou para uma pequena construção que parecia um banheiro.

Ele me acompanhou até lá e mostrou a latrina.

- A saída é aqui. Mergulhe e sairá daqui!

Olhei-o sem entender. Fitei a latrina fétida e pensei: não é possível, não é possível! Ele olhou-me de forma feroz. Caiu a ficha e compreendi imediatamente que, se não mergulhasse, seria morto. Mas, antes de me decidir, perguntou-me:

- Artur?
- Sim?
- NADA!!!

Mergulhei, tinha que mergulhar — estava apavorado. Não sei como entrei no buraco da latrina, mas entrei. A gargalhada infernal ainda me acompanhava, enquanto nadava e nadava. Não queria ser a Barbie e morrer na praia. E, quando estava já quase inconsciente, saí num esgoto do Recife, na beira do rio Capibaribe.

Estava imundo. Tinha, de fato, saído de uma latrina. Sentia-me vomitado. Não tinha comprovado minha hipótese. Nem me lembrava qual era. Só estava muito cansado e com medo do futuro. Muito medo.

Medo do futuro do Santinha…

O Santa vai sair da Série D?

  • Sim, mesmo que aos trancos e barrancos. (49%, 33 Votos)
  • Sim, com Givanildo vamos ser campeões! (28%, 19 Votos)
  • Não tem perguntinha mais fácil, não? (9%, 6 Votos)
  • Não, o time é ruim demais. (7%, 5 Votos)
  • Não, porque faltou planejamento. (7%, 4 Votos)

Total de votos: 67

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DimasLins

26 comentários

  1. Henrique
    25/07/2010 | 2:25h
    1

    Qual foi, fera?

    E o gigante era o presidente da FPF?

    Saudações.

    Responder
    • Artur
      25/07/2010 | 9:49h
      1.1

      A latrina lascou minha memória, mas acho que o vitalício era sim o cabra da entidade. Por coincidência ou não, saí num esgoto bem pertinho da famigerada ilha do mangue.

  2. Bosquímano
    25/07/2010 | 10:05h
    2

    Artur, eu lhe falei de todas as perguntas de reconhecimento, com suas devidas respostas, lógico. Acho que você, tal qual Sean Connery, não tem mais idade pra ser um agente secreto de nível internacional. Talvez ainda sirva para descobrir segredos do tipo série d. Todo seu esquecimento tem a ver com a quinta cerveja.

    Artur?

    Responder
    • Artur
      25/07/2010 | 10:48h
      2.1

      Queria me aposentar, mas o Editor-Mor não permitiu.

      A cerveja de Ducaldo tem rivotril. Tá na cara!

      Um clube, que caiu da série A direto pra D, guarda muitos mistérios, certamente.

      Rapaz, não me assuste. E cuidado com o Vitalício.

    • Bosquímano
      25/07/2010 | 10:56h

      o vitalício não tem poder contra os mouros. Lembre-se, eu sou un talibã… ah, se aquele prédio da av. D. Bosco tivesse torres gêmeas!

    • ducaldo
      25/07/2010 | 18:58h

      Eheheheh!

      Artur, sacanagem do carai. Entregar assim minha receita minha receita para esses tempos difíceis.

  3. Dimas Lins
    25/07/2010 | 10:57h
    3

    Artur,

    Acho que você foi descoberto como agente secreto, pois ontem meu carro foi arrastado por um caminhão no cruzamento da BR-101 com a Avenida 17 de agosto e capotou. Ninguém se feriu, mas tive a impressão de ouvir o motorista do caminhão dizer baixinho perto de mim: “Morte ao TC!”. Não terá sido isso obra do Vitalício?

    Saudações corais,

    Dimas Lins

    Responder
    • Artur
      25/07/2010 | 11:21h
      3.1

      Tá vendo?! Vc leu as ameaças do Vitalício contra o TC? O acidente foi planejado.

      Ontem, tomei um chá de Boldo muito esquisito. Por precaução, só tomei um gole. Estou paranóico.

      _Artur?
      _Hein?!
      _NADA!

  4. Hélio Mattos
    25/07/2010 | 15:31h
    4

    Rapaz, não sei se rio ou se saio correndo apavorado e histérico..

    Brincadeiras ou não, a situação é mesmo de arrepiar os cabelos.

    E o blog, agora com este clima soturno, ficou perfeito para botar medo em nós, almas já tão desgastadas pelo sofrimento e horror impostos através dos anos.

    Responder
  5. Hélio Mattos
    25/07/2010 | 15:32h
    5

    Artur?

    Responder
  6. Artur
    25/07/2010 | 19:41h
    6

    Rapaz…

    É um time pra cardíaco. Tô ficando hipertenso. Um sufoco contra o esquadrão do Potiguar, com nove jogadores.

    Bem, não importa, pois tinha que ganhar de qualquer forma. Série D é isso.

    Responder
  7. ducaldo
    25/07/2010 | 19:54h
    7

    Ganhamos a primeira.
    Alguém viu o jogo? Parece ter sido daqueles.

    O gol só saiu após a a equipe do Potiguar ter o segundo atleta expulso. Robinho aos 04 minutos e ìtalo aos 32 do segundo tempo.

    O gol do Santa foi aos 39′.

    Sofreremos.

    PS: CSA 3 x 1 confiança. Com esse resultado acho que ficamos em segundo no grupo.

    Como todo mundo vai bater no Potiguar, nossa classificação será decidida nas partidas contra o Confiança, aqui (01/08), lá (08/08) e contra o Potiguar no Arruda em 15/08.

    Responder
  8. ducaldo
    25/07/2010 | 20:08h
    8

    O texto está hilariante, mas, ao mesmo tempo, assustador.

    O Santa está reduzido a pouco mais do que isso aí.

    Responder
    • Artur Perrusi
      25/07/2010 | 20:18h
      8.1

      Entre o hilário e o assustador, eis o Santinha. Espero que, um dia, lembremos dessa época com humor e gargalhada. Como é difícil torcer por esse clube. Ele pede prova de amor a cada partida. Muitas vezes, as provas cansam a paixão.

  9. ducaldo
    25/07/2010 | 23:11h
    9

    Tutti, Wellington, Luiz Eduardo, Allyson e Edson Miolo (Marcos Mendes); Léo, Goiano (Souza), Dedé (Marcelinho) e Elvis; Joélson e Brasão.

    Esse foi o time que ganhou do Botafogo por 3 x 2. Sairam Allyson (graças a Deus) Marcelinho e Miolo.

    O elenco é o mesmo, com alguns acréscimos razoáveis. Gilberto – que não é pra jogar junto com Brasão; Vitor Hugo – destaque nas duas primeiras partidas; Gilberto Matuto; Menezes – melhor do que Luiz Eduardo e Allyson…

    Por que danado penamos tanto contra times visivelmente piores?
    O que falta para fazermos valer dentro de campo o nosso menor grau de ruindade?

    Responder
    • Artur
      26/07/2010 | 7:54h
      9.1

      Talvez, tenhamos jogadores de time pequeno que não aguentam a pressão de um clube ainda grande.

      Por outro lado, o time aparece invariavelmente bagunçado. Não adquire padrão de jogo durante muito tempo. Pode ser que Givanildo consiga impor o feijão-com-arroz, a melhor tática existente da série D até a série B.

      De todo modo, é um mistério. Só os historiadores do século 22 poderão ter um olhar retrospectivo e, quem sabe, saberão da resposta.

    • Hélio Mattos
      26/07/2010 | 9:15h
      9.2

      Mistérios do Santa Cruz…

    • Bosquímano
      26/07/2010 | 19:44h

      Leo. O mistério é Leo.

    • ducaldo
      26/07/2010 | 20:52h

      É.
      Léo era o ponto de equilíbrio do time, além de ser o melhor jogador.

      Acho que ele começou a treinar com bola, mas duvido que fique. Até no Coralnet ele não consta mais na lista de atletas.

      Uma pena. Ele até poderia fazer o papel que Jackson faz quando as pernas ajudam. Com a vantagem da boa condição física e a boa marcação.

      Dedé, Evandro, Léo e Vitor Hugo fariam um bom meio campo.

  10. Hélio Mattos
    26/07/2010 | 16:46h
    10

    Dimas, antes de tudo saiba que eu sou um completo analfabeto, ignorante, besta quadrada mesmo em matéria de computadores e suas contingências/suscetibilidades.
    Mas, seguindo o seu conselho, fui no google com a palavra explorer 8 e saí apertando um monte de pitôco em seguida, jurando que essa bobônica nunca que ía dar certo..
    Rapaz…. E num é que os comentários estão lindos e completinhos agora?
    É isso aí, blog do torcedor tbém é suporte técnico!
    Saudações Corais!

    Responder
  11. Erick Ramo
    27/07/2010 | 1:34h
    11

    O texto é perfeito!!!
    O Santafidelidade também deve estar em algum calabouço desse submundo coral. Continua “em manutenção”… Uma das últimas alegrias para um tricolor exilado, a de ser sócio em dia, está sendo lentamente usurpada sem o menor escrúpulo.

    []‘s
    Erick Ramo

    Responder
    • José Edson-Coral do ABC,SP
      27/07/2010 | 14:35h
      11.1

      Concordo com você Erick, sobre o texto e sobre o Santafidelidade, ultima
      mente já não estava grande coisa(VTNC) fazer o pagamento via internet, pois o pagamento que fiz em abril até antes do site entrar em manutenção
      não havia aparecido no historico de pagamento. Em maio por motivo de morte
      de um parente estive em PE e fui ao arruda fazer pagamento da mensalidade
      e reclamei do pagamento efetuado e que não aparece, deram-me o email de
      uma pessoa responsável pela tesouraria(Geane) enviei email relatando o que
      aconteceu e até agora nenhuma providencia foi tomada, o que me leva a con
      cluir que está sobrando dinheiro no arruda.
      Saudações corais.

  12. André Tricolor Virtual
    27/07/2010 | 15:04h
    12

    Grande “Artur”, sempre com uma nova “Odisséia Coral nos Espaços” …

    … Tomara que não tenhas encontrado baratas na latrina. Aí seria dose …

    Responder
  13. Gustavo Rabelo
    28/07/2010 | 9:35h
    13

    Evidentemente que o foco é subir par a série “C”, mas o Santa precisa de renda – convide seus amigos tricolores para o ARRUDÃO HOJE às 20:30h!

    SANTA CRUZ X TREZE

    Segundo notícia do coralnet entre os relacionados teremos Léo em sua reestréia hoje!! O garoto é bom e precisa contar com apoio da Torcida para que ele se sinta acolhido!!!
    Acho que devemos esquecer o episódio da sua transferência… Léo sabe jogar e é uma peça importante para o Santa na ida do Santa para série C. No jogo de hoje é uma boa oportunidade dele voltar ao ritmo de jogo.

    É isso!

    Saudações corais a todos(as) !!

    Gustavo

    Responder
  14. ducaldo
    28/07/2010 | 14:33h
    14

    Dimas, confirme a informação divulgada no twitter do TC. Acho que Léo chegou a participar do jogo contra o Atlético goianiense lá em Goiânia.

    Responder
  15. André Tricolor Virtual
    28/07/2010 | 15:30h
    15

    “Ducaldo”,

    Inclusive, esse jogo em Goiânia foi o último de Léo pelo Santa, antes de sua contusão ter se agravado e ter iniciado os rumores de sua saída para o botafogo.

    Responder

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