Torcedor-TV, violência e organizadas…

Escrever sobre o Santinha sem futebol é de lascar. Cadê assunto? Vou escrevendo… Escrita automática, sei lá, procurando inspiração nalgum canto.

Violência?! Bem, pode ser. Começarei falando sobre esse tema.

Um dia, era inevitável acontecer. O que acontecia em São Paulo agora acontece no Recife. Não temos mais encontros pacíficos entre torcidas organizadas. Ah, saudade de um tempo em que as brigas aconteciam, mas geralmente eram brigas de bêbados. A paz no fut parece um crepúsculo, definhando lá no horizonte. Ao fundo, toca-se um réquiem. Uma vez, vindo de um clássico, presenciei um encontro, digo, uma batalha, entre membros da Fanáutico e membros da Inferno Coral; talvez, menos violenta do que o habitué paulistano, mas perfeitamente comparável. Em suma, o vírus da violência já chegou, estando pronto para virar uma epidemia. Só falta uma morte…

Falando de violência, pensei na televisão. Acho que, por causa de toda essa situação, o fut brasileiro está se transformando numa enorme televisão. Quem tem coragem de ir ao estádio? Não é preferível sentar defronte uma TV e assistir ao jogo na telinha? Não é muito mais seguro? Sem dúvida. Inclusive, podemos presenciar, atualmente, o surgimento do torcedor-tv e, até mesmo, a defesa da telinha como o melhor palco para assistir a uma partida de futebol. O torcedor-tv está para o fut, assim como o espectador-DVD está para o cinema…

(sinceramente, são chatos os espectadores-DVDs; são os que mais falam nas salas de cinema)

Nada contra; afinal, cada macaco no seu galho, embora ache, pessoalmente, muito melhor o cinema ou o estádio do que o DVD ou a televisão. Na verdade, o torcedor-tv é um produto atávico da violência. Seria um personagem pobre e sem alma. Causa uma certa pena. Naquela relação privada entre o torcedor e a telinha, há um deserto de sentido. Falta graça. Não há estética. Falta comunhão. Não há catarse.

(aliás, o torcedor-tv é aquele que aparece nas pesquisas sobre as torcidas).

Futebol é estádio de futebol. O estádio é a ágora das emoções esportivas (uau, blog é inspiração). Faz parte da natureza humana berrar um grito de gol num estádio lotado. A necessidade de ir ao estádio de futebol é a necessidade de beleza que todo torcedor tem na sua alma. Uma necessidade que liberta. Como já se perguntou Carlos Drummond de Andrade:

como pode ser bárbaro um povo que tem como maior abstração de triunfo o grito de gol?

Sou torcedor-tv apenas por necessidade. Uma necessidade que constrange. Quem pode ainda presenciar um Arruda, lotado num clássico,  sabe do que estou falando. E estádio lotado é estádio colorido, repleto de bandeiras e de torcedores uniformizados. Sim, torcedores uniformizados. Não consigo visualizar uma festa de futebol num estádio de futebol lotado sem torcida organizada. Mas, e a violência das organizadas? Bem, a violência…

Nesse momento, tentarei abordar a relação entre as organizadas e a violência por um ângulo um pouco diferente. Não discutirei especificamente a Inferno Coral, por exemplo, mas sim o problema geral das organizadas. Utilizá-la-ei apenas como modelo e ilustração. Digo logo que já assisti a várias partidas do Santinha junto da Inferno Coral… Sinceramente, não consigo ter o raciocínio da PM e ver naquela multidão de adolescentes pulando e cantando um ajuntamento de marginais. Não nego que, na torcida organizada, há vários rituais ou comportamentos que estimulam as relações de agressividade; não nego também que tais relações podem se transformar rapidamente em violência, dependendo do contexto. Contudo, não consigo perceber a torcida organizada como uma entidade essencialmente violenta, nem entender o raciocínio correlato de que, acabando com as organizadas, acabaremos a violência nos estádios.

De mil torcedores, se há 50 realmente violentos e arruaceiros, a confusão está formada e, caso haja violência, esta pode se tornar incontrolável. O pavio curto é formado por esse núcleo de torcedores, geralmente pequeno, que funciona invariavelmente como o estopim da violência. E, na maioria das vezes, a violência das organizadas nunca se concretiza, realizando-se num complexo aparato de mise-en-scène, no qual o teatro e a simulação de violência — a “exibição” da torcida — parecem ser mais importantes do que propriamente o confronto físico entre as torcidas. De todo modo, acontecendo a violência, o desafio seria tentar individualizar cada torcedor violento da organizada, e não, como é feito pela polícia brasileira, perceber todo torcedor organizado como necessariamente violento. A polícia inglesa produziu tal “individualização” com resultados interessantes; a polícia brasileira possui condições técnicas de fazer o mesmo.

Não percebendo a organizada como essencialmente violenta, pode-se não só resgatá-la como expressão legítima dos torcedores, como também pensar numa repressão inteligente, sem ser “marginalizadora” — do tipo: é negro, é pobre, logo delinqüente —, às suas manifestações violentas. Pode-se pensar, assim, numa repressão inteligente, mas principalmente propor uma ação pedagógica entre os torcedores organizados. Mas qual é a atual “pedagogia”? Ora, é a “pedagogia” da afronta. Acho horrível aquela fila indiana de adolescentes, cercada de cavalos e PMs, que a gente vê comumente no caminho para o estádio. É uma fila de refugos e o objetivo explícito da polícia é a humilhação. Repressão é confundida com rebaixamento moral. Não é política pública de segurança, pensada e planejada, é preconceito e burrice. Tal conduta só gera mais violência e muito, mas muito mesmo, ressentimento. E ressentimento é o alimento dos violentos.

Tal ação educadora necessitaria de uma ação conjunta do Estado e dos clubes, interpelando as organizadas e imputando-lhes uma função sócio-esportiva. Seria literalmente um resgate. Responsabilização dos clubes, cadastramento dos torcedores, assistência social, reorientação pedagógica dos “organizados”, e por aí vai —as organizadas podem ser uma boa mediação entre uma política social e os jovens pobres da periferia. Tudo isso é factível. Só falta vontade política.

O Brasil possui o toque de Midas do monstruoso. Transformou meninos e meninas de rua em perigosas criaturas; transformou boa parte da alegria de um estádio de futebol num pesadelo. Gostaria de ver as medonhas criaturas transformadas novamente em crianças; gostaria de apreciar o espetáculo estético das torcidas… em paz. Repito: tudo isso é factível, só depende de vontade política. Sei, sei, vamos esperar sentados…

Enfim…

… saindo de um clássico, perguntei uma vez a um membro da Inferno:

-Vocês sabem quem faz as arruaças?

-Sabemos, sim…

(aposto que todo mundo sabe…)

-Então, por que não denunciam os cabras pra polícia?

-Tá louco, meu chapa? Pra quê? Pra levar porrada da PM?

Eis a questão, tricolores.

18 Comentários

  1. Hélio Mattos
    1

    Pois muito bem Sr. Artur, eu, sendo você, em toda falta de inspiração sairia correndo para o teclado.

    Pois é cara, ando muito puto também, a me lembrar de um tempo que caminhávamos lado a lado com nossos rivais nas entradas e saídas dos estádios e, por mais putos que estivéssemos naquele momento (poderia ser na humilhação de uma goleada), nenhum grupelho partia para dar num torcedor adversário que estivesse só, sem que houvesse uma reação imediata por parte de todos, no sentido de coibir aquilo.

    Um belo e nostálgico exemplo disto ocorreu diante dos meus olhos no carnaval deste ano , durante todo o desfile do Minha Cobra.
    Fiquei até emocionado ao vermo-nos passando por entre vários grupos de burronegros e alvirosas que, obviamente tiravam sua onda e que nós revidávamos pura e simplesmente na energia do alto astral e criatividade. Ai que saudade me deu..
    Houve sim, um pequeno começo de rusga entre dois ridículos (bêbados) travestidos de “jovem” que passaram correndo provocativamente pelo meio do bloco e um punhado de caras que lá estavam vestidos de inferno mas, na mesmíssima hora se deu o que já falei aí em cima. Componentes do próprio bloco tomaram a frente e disseram NÃO. Quem quisesse brigar que fosse para bem longe dali.
    E assim se passou todo o restante do defile. Tirações de onda, hinos, paródias, gritos de guerra de todas as torcidas, respeito ao outro e alegria.

    Agora, quer ver o circo pegar fogo?
    Separe os blocos em torcidas distintas, crie entre eles uma zona morta, uma terra de niguém, bote o batalhão de choque para tomar conta dessa obrigatória separação e por fim chame a mídia para registrar os acontecimentos. Tá formado o caldeirão em que os que se sobressaem são exatamente estes ciquenta seres humanos dentro de milhares, e não o contrário.

    Foi isto que eu vi no penúltimo jogo contra o náutico lá no Arruda (aquele lindo 4 a 2), quando estava indo pelas ruas de trás do estádio e, ainda bem longe, havia uma pequena multidão espremida numa ruela, cercada de carros, cavalos e policiais do choque, esperando a ordem para seguir em frente.
    Mas, o que mais me chamou a atenção foram os repórteres vídeofotográficos. Estavam visivelmente com sangue nos olhos, à espreita de algo que eles tinham certeza que ía acontecer. Eu também tinha e passei direto para, no outro dia, confortavemente instalado no aconchego do meu lar, assistir de camarote aquele evento das pedras atiradas de cima do estádio sendo repetidas à exaustão, com direito à círculos identificadores das pedras e tudo mais.

    Pois é Artur, penso eu ser muito oportuna esta sua correlação, mesmo que indireta, entre violência e torcedor-tv.
    Não à toa exportam todo um sistema deste aí de cima para os quatro cantos do Brasil, assim como o modus operandi do banditismo organizado ou não.
    Afinal de contas, apesar de toda a conversa bonitinha de paz nos estádios, pombas brancas e etc, eles lucram mesmo é com as pessoas cada dia mais trancafiadas em seus apartamentos, geladeira cheia de bregueços, jornalzinho na porta e tv de plasma numseiquantaspolegadas a todo vapor.

    Mas, deixando de lado meu abuso pela mídia, uma ação que eu penso que SERIA realmente educadora, SERIA a de colocar o bom senso das pessoas para funcionar novamente e acabar com todo este sectarismo de torcedores, comandado pelos batalhões de choque da vida. Digo bom senso porque, quando misturadas, iria prevalecer a ordem imposta pelos muitos mais milhares de torcedores que saem de suas casas para relamente curtir e vibrar com as belezas inenarráveis deste jogo que movimenta enormes multidões.
    Acabar com aquela separação vergonhosa de pessoas dentro do estádio, para mim seria como se forçosamente acabasse com aquela pulha entre dois caras que estão prestes a brigar no colégio, quando aparece sempre um fidirapariga pra botar as mãos dos dois lados dizendo “a cara da mãe de um e a cara da mãe do outro”.
    Mas o bom senso anda mesmo em baixa , o que tá pegando mesmo nos dias de hoje é o estilo proibitivo, o estilo levanta muro (e deixa a rua pros bandidos), o estilo sorria você está sendo filmado ( e afunda o pé depois de passar na lombada), o estilo é proibido tomar dois copos de cerveja e dirigir seu veículo (por ruas e estradas sem as mínimas condições) e por ai vai.
    Utopia?
    Propostas como esta têm de tudo para cair no ridículo coletivo, mesmo que, no futuro eu acho que vão rir mesmo é de como as coisas funcionavam hoje.

    • Artur Perrusi
      1.1

      Hélio, li teu comentário no Blog do Santinha. Algumas vezes, a “moderação” é invocação do sistema, tipo o spam que pega o comentário sem motivo aparente. No cômputo geral, raramente moderamos comentários, aqui, no TC. Quando o sistema pega o comentário, como todo mundo aqui trabalha e não tem tempo, o comentário fica preso um certo tempo, até que alguém de nós note e o libere.

  2. Arnildo Ananias de Oliveira
    2

    Desculpe Perrusi, vou fugir do tema e divulgar isto:

    PARECE QUE A SENSATEZ COMEÇOU A SURGIR NO HORIZONTE.

    VEJAM UM TRECHO DA COLUNA “DIÁRIO ECONÔMICO” DO DIÁRIO DE PERNAMBUCO DE HOJE:

    A Odebrecht, vencedora da licitação para participar da parceria público-privada da construção do estádio, não costuma entrar em bola dividida e reluta em investir R$ 532 milhões, para administrar a Arena durante 30 anos.

    A participação é incerta e talvez, para o Estado, tenha chegado a hora do ponto do retorno, obtendo aval da Fifa para zerar tudo e reformar o Estádio do Arruda.

    Seria mais barato, mais viável e dirigiria o desenvolvimento urbano para uma região esquecida do Recife.

    SAUDASANTA.

  3. Arnildo Ananias de Oliveira
    3

    Perrusi,

    Mais uma vez, pra variar, v. tá coberto de razão. Fico tb mui constrangido quando vejo um bando de garotos sendo humilhados pela polícia, num “corredor-polonês”, em dia de grandes jogos. É a tal estória de tomar o todo pela parte.

    Por outro lado, não culpo a radicalização daqueles que já foram vítimas desse “núcleo pernicioso dessas torcidas” da generalização em chamá-los de marginais. Tb não substimo a solução desse problema num País tão carente de segurança e outras coisas (VTNC).

    É o q penso. Parabéns pelo texto.

    SAUDASANTA

  4. Milton Santos Jr.
    4

    Gostaria de acrescentar um componente de motivação dessas “arruaças” que me parece fundamental para entendê-las. Acho que li foi num Caderno Mais desse da Folha de São Paulo(ainda tenho paciência de filtrar os vieses ideológicos do conteúdo desse forra gaiola) que o comportamento humano seria induzido pela busca do reconhecimento e não tanto pela busca do bem material. Este seria um meio para o alcance do primeiro. O que vejo são muitos jovens, sem bens materiais, sem esperança de ascensão social, sem um caminho para a busca de algum reconhecimento social, pelo contrário tornam-se “invisíveis” à maioria das pessoas e que só passam a ser vistos quando “aterrorizam” e chamam a atenção da mídia. Nesses momentos eles são notados, despertam temor, passam a ser alguém na vida. Depois dali, inidividualmente, tornam a viver o dia a dia das humilhações da falta do trabalho, do desprezo da falta do dinheiro, da “invisibilidade” .Ficam acumulando energia para o próximo clássico.

  5. Geraldo Mesquita
    5

    O tema, o texto, as idéias. Tudo muito bem colocado e aqui pra nós: eu mesmo com inspiração e passando dias olhando pro teclado não consigo escrever nem metado. Pena que mesmo aqueles que se interessam pelo assunto e começam algum tipo de ação, logo param deixando transparecer que na verdade não existe interesse em resolver a questão.

    Meu caro Arnildo, que boa notícia. Eu costumo dizer sempre que se o México sem nenhum aviso prévio, conseguiu organizar e realizar uma copa em três anos, porque um projeto não pode ser mudado e viabilizado em quatro? Quem sabe, o bom senso esteja surgindo e crescendo nos homens que realmente decidem.

  6. Eita que a discussão está boa!

    Hélio, esse exemplo da ‘minha cobra’ é muito interessante. A “festa” preserva a rivalidade, mas sem violência? O que aconteceu no futebol? A rivalidade virou guerra. O adversário, inimigo. O futebol deixou de ser festa?

    Grande Arnildo, bora esperar os desdobramentos dessa notícia. Confesso que não tenho mais esperança em relação à arena coral. Será que a Odebrecht está querendo mais dinheiro? Nessas horas, sou paranóico e conspirativo.

    Milton, agora não tem “Mais” na FSP 🙂 Vc tocou num ponto importante. Inclusive, muitos pesquisadores colocam o “reconhecimento” como uma categoria importante para entender a violência.

    Geraldo, a inspiração virou um artigo raro e de luxo. Esse texto mesmo é requentado e recauchutado.

  7. Hélio Mattos
    7

    Tô sabendo Perrusi, a história do “óidio” foi mais de gréia mesmo.

    É que realmente dá uma frustração medonha você e seu comentário não publicado no meio da madrugada, depois de tanto trabalho.

    Quanto a estes problemas de moderação, eu percebo já faz tempo que são aleatórios. Fico até achando graça quando muitos pegam ar de verdade por conta disto..

    Vamo nessa!

  8. Hélio Mattos
    8

    Sim! E a propósito, fui moderado tbém por lá!

    Acho que foi mais pelo tamanho do texto, sei lá..

  9. Olá Perrusi, bom tema esse que você abordou e concordo com você. Morando em Salvador acompanhei muitos clássicos BAVI principalmente na Fonte Nova e uma coisa que me chamava atenção no estádio era um setor do estádio chamada mista, a torcida do Vitória e do Bahia ficavam misturada na maior paz, hoje devido a violência das organizadas, inchada de bandidos, isso não existe mais. Devido a isso, clubes como o Inter de PA estão restringindo o ingresso apenas ao sócio do clube para tentar diminuir a violência. Só para esclarecer, não sou contra a Organizada, sou contra as organizadas que insitam a violência e deixam bandidos se infiltrarem para cometerem seus crimes. Abs.

  10. marcelo almeida
    10

    Polícia para quem precisa, quem precisa de polícia?
    Se o arruaceiro é filho dó vizinho, tem que baixar o sarrafo. Se é seu filho, a polícia tem que argumentar, dialogar antes de agir…Se não resevam zona neutra e ocorrer uma briga de organizadas, de quem será a culpa? Da polícia claro…A ação da polícia sempre será constrangedora para alguém, senão não é polícia…O que não pode é a sociedade aceitar que a polícia seja constrangida a ponto do revide, do resguardo da moral do oficial sobre o civil através do recurso da truculência…Conversem com amigos que são policias e perguntem quantos deles já foram xingados, afrontados e desrespeitados individualmente por torcedores em estádio de futebol…pois já conversei e os casos narrados chegam a beira do absurdo…E aí eu falo dos torcedores comuns também.Quando eu ia pra campo sozinho meu pai dizia, polícia por perto fique quieto…Deve ser por isso que antigamente a simples presença da polícia aquietava os ânimos, hoje parece que exalta e aí vem, “E eu tenho medo de polícia? “Eu pago meus impostos por isso posso lhe xingar e gritar com o dedo na sua cara”.

  11. marcelo almeida
    11

    Antes que eu seja mal intepretado, não sou adepto do autoritarismo como resolução para violência. Sou adepto da educação. Mas como educar a polícia para tratar com deseducados e ao mesmo tempo preservar sua autoridade? Em suma, o que discuto é: Se a polícia é um mal necessário, vamos no mínimo respeitar esta necessidade. porque sem polícia é pior, alguém duvida?

  12. Nestes dias em que a Mega-Sena acumula, dá em mim uma gana danada de ganhar.

    E entre os meus sonhos está o de ressuscitar, com recursos próprios, AS ANTIGAS XARANGAS (É ASSM QUE SE ESCREVE?), QUE TANTO ANIMAVAM DE FORMA SADIA, FAMILIAR, AS ARQUIBANCADAS DO ESTÁDIO.

    Seria assim:

    – compraria cerca de 40 instrumentos (orientado por um maestro do ramo);
    – contrataria ess maestro e 40 músicos fuderosos (todos tricolores), associaria todos ao Santa, para entrarem para as sociais;

    – entrariam duas horas antes do jogo, e sairiam na poeira;
    -só tocariam músicas DO SANTA CRUZ, COMPOSTA POR TRICOLORES DE RAÇA (TEMOS MUITOS), e ritmos pernambucanos e nordestinos, pra resgatar nossa diversidade.

    Nesse meu sonho, seriam tardes alegres, sadias, e não precisaríamos ficar ouvindo gritos de guerra que estimulam os arrastões, as agressões, e os assaltos aos próprios tricolores dentro do NOSSO ARRUDA.

    Já que enfrentar esse tipo de câncer pode não funcionar, pelo menos não seríamos refém desse tipo doentio de “Torcida”, num momento tão mágico e saudável que é torcer pelo nosso Santa Cruz.

  13. Geraldo Mesquita
    13

    Procurei mas não encontrei reportagens feitas pela imprensa local e que estejam disponibilizadas.
    O programa Na Geral, fez uma série de reportagens sobre as organizadas e que podem ser vistos utilizando os links abaixo:

    http://www.youtube.com/watch?v=JZjOPUIm9zM&feature=related

  14. Geraldo Mesquita
    14

    Ùltimo link da reportagem:

  15. Geraldo Mesquita
    16

    Último link da série:

  16. André Tricolor Virtual
    17

    É lamentável que exista tanta violência por parte dessas pessoas que integram as chamadas ‘organizadas’! E a violência gratuíta, irracional, não tem nada haver com futebol, e sim, trata-se de um Problema Social, de Respeito ao próximo, de viver com as diferenças …

    O Ministério Público diz simplesmente que não pode prender os ‘vândalos’ porque, os mesmos não podem ficar juntos de ‘outros marginais’ !!!! Mas também não conseguem nos tranqulizar e garantir nossa volta para casa! Já presenciei várias badernas, roubos, bombas dentro de ônibus, janelas quebradas, guerra de pedradas e até EU e o grande amigo “Ducaldo” já levamos uma carreira daquelas da própria turma da Inferno na Encruzilhada! Eles roubam a ‘eles’ mesmos e se agridem e mancham o clube e o Futebol!

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