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Home » Artigos » Sete pontos

Sete pontos

Autor: Artur Perrusi | 28 de agosto de 2009 | 0:15h | Artigos | 21 comentários

sauvas

As saúvas salvarão o Santinha. São profissionais e pensam na base.

Seguirei o gancho de Bosquímano e falarei sobre o departamento de futebol. Evitarei propostas mirabolantes e custosas, já que a atual situação não bate com o ridiculamente vistoso e estamos sem grana. Não discutirei projetos, pois tenho certeza de um fato: o Brasil é o cemitério dos projetos. Todos estão no limbo — ou estavam, já que o Papa aboliu esse lugar tão prestigiado pela teologia católica. Aliás, acho até que projeto dá azar. Falou em projeto, a gente já sabe que não dará certo.

Nesse sentido, serei esquemático:

  1. Os nossos dirigentes devem ter uma visão de futebol. Devem constantemente responder às perguntas: qual é o futebol mais adequado ao clube e que respeite suas tradições? Como realizar essa filosofia de jogo, logo, o que fazer? Como adequar os princípios gerais às circunstâncias?
  2. No nosso departamento deve existir um gerente ou manager, isto é, um profissional que entenda de gestão esportiva. É fundamental que tal profissional esteja completamente afinado com as diretrizes do departamento, ou seja, com a visão de futebol dos nossos dirigentes. Embora tenha autonomia gerencial, o manager está subordinado à direção de futebol.
  3. Pela tradição, a filosofia de jogo do clube baseia-se na raça e no jogo ofensivo, independentemente de divisão. Como qualquer clube grande e de tradição, o Santa tem uma identidade futebolística. Perder essa identidade é perder um patrimônio histórico – faz tempo que o Santa não tem uma identidade no futebol! Por conseguinte, os times jogarão sempre ofensivamente e com muita raça, desde a escolinha até os profissionais. É uma questão de hábito.
    1. Sendo hábito e tradição, técnico retranqueiro não entra no clube. Para bom entendedor: o Santinha jamais jogará com uma multidão de volantes, exceto em circunstâncias bem especiais. Inclusive, nesses casos, o técnico pedirá desculpas públicas: _ desculpe, torcida tricolor, mas o time não jogou segundo as nossas tradições!
    2. Raça é a condição necessária; jogo ofensivo é a condição suficiente. Jogador que não sua a camisa, que profana o manto sagrado, rua!
  4. Nossa tradição, além da raça e do jogo ofensivo, é formar times com jogadores da base e da região nordeste (e um ou outro das outras regiões). Atualmente, estamos absolutamente descaracterizados. Somos uma caricatura de nossa história. Temos uma manancial enorme na região e não aproveitamos. Temos uma oferta e não damos vazão. Temos que “comprar” essa oferta – transformar em demanda agregada. Devemos ser o Athletic Club de Bilbao do Nordeste. Só entra Basco no clube!
  5. A prioridade do departamento de futebol é a formação da base. Investir na base; comprar e investir no CT. Trabalhar a base é juntar passado, presente e futuro. É juntar planos de curto, médio e longo prazo. Como?!
    1. A base é a base do time profissional. O ideal é que a base do time titular seja formado pela base, tão ligados?! O resto do elenco seria composto por jogadores da região e de fora. Além disso, essa estratégia é econômica.
    2. A base é uma Escola. Estamos formando cidadãos. O Santa é Paidéia (aqui)! É formação e educação, ao mesmo tempo. O clube tem uma responsabilidade social com seu povo. Mas quem entende disso é o grande Claudemir Pereira (perguntem ao cabra).
    3. A base é formação profissional. Jogador é um profissional do futebol. Tem profissão. Óbvio? Quando o óbvio é problema, algo está profundamente errado. O jogador precisa saber que tem, diante de si, uma carreira. O prata-da-casa precisa ter a possibilidade de fazer carreira no clube. E profissional tem teto salarial. De cada um, segundo sua capacidade, a cada um, segundo seu trabalho 8-) . Cada etapa tem seu  valor; cada passagem tem uma recompensa. E aumento salarial é condicionado pelo orçamento do clube.
  6. Técnico é funcionário do clube. É subordinado às diretrizes do departamento de futebol. Técnico tem autonomia, mas relativa. Qual é o perfil de técnico mais adequado à nossa tradição? Essa é a pergunta. Técnico retranqueiro? Não. Técnico autoritário, mandão, que não trabalha em equipe? Não. Técnico que despreza a base do clube? Não. Temos que parar de contratar, de forma randômica, técnicos alheios ao perfil almejado, que trazem um caminhão de jogadores e, depois, vão embora, ficando por isso mesmo. — somos os maiores colecionadores de caminhões do futebol brasileiro. Cada técnico contratado recomeça o trabalho do zero. É uma (re) inicialização eterna a partir do vazio. É um boot  do nada. Tome formatação, e o HD fica sempre travando. Não tem memória RAM, carai! Não há prosseguimento, desenvolvimento, evolução, continuidade. Assim, começa-se do nada e chega-se ao vazio. Entre o ponto de partida e o de chegada, é necessária a mediação do departamento de futebol. Serão nossos dirigentes que garantirão a continuidade do trabalho. São os guardiões da tradição.
  7. Um departamento de futebol organizado, profissional e com diretrizes claras é fundamental, bem mais importante do que um técnico. Pelo que li até agora nos blogs, a discussão está centrada num problema imediatista, pois estamos discutindo quem será nosso técnico e não como será organizado nosso departamento de futebol. Discutindo futebol, saberemos como será o nosso departamento e, consequentemente, o perfil do técnico, logo, saberemos escolher um técnico adequado aos nossos objetivos.

Bem, por enquanto, é isso. Noutro artigo, aprofundo mais o tema. Mas serei sincero: acho essa discussão, dadas as circunstâncias, um tanto utópica. É mais uma tentativa, por assim dizer – tentar é uma forma de se preservar a dignidade. Além do mais, é o que nos resta, cá entre nós — tentar… Pois não vejo ninguém pensando futebol, desse jeito, no nosso clube. Só vejo imediatismo. Só vejo o velho blablablá. Aquele papo de ex-dirigente, de ex-presidente, com mentalidade de futebol amador, que entende tudo de futebol, principalmente de derrotas.

_Ah, eu acordava bem cedinho e ia dar mingau para os nossos craques!
_Ah, eu levava os jogadores para passear!

Ou ainda, mais recentemente:

_Ah, eu dava porrada em jogador!

Tratam jogador de futebol na base do clientelismo, do jeitinho e do paternalismo. Na verdade, atrás dessa cordialidade toda, há muita violência e descaso. Vejam como nossos pratas-da-casa eram tratados. Lembrem-se de como era a concentração dos meninos: parecia o Aníbal Bruno! Vejam essa zona que é o contrato de trabalho no futebol. Chega dessa mentalidade datada. Acabou, morreu, escafedeu-se. Sem profissionalismo, bye-bye! Os tempos são outros, para o bem ou para o mal. Queremos saúvas!

O futebol mudou; nós é que não mudamos.

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21 comentários

  1. Geraldo Tricolor da Iputinga
    28/08/2009 | 8:58h
    1

    O tal planejamento de que tanta se fala começa exatamente por aí. No caso específico do futebol, o time tem que ser montado sob o comando de um treinador realmente antenado com o momento atual. Tem que saber onde buscar valores, e, portanto ser bastante informado e com facilidade de relacionamento. Entretanto não pode ter carta branca total e ser o todo poderoso no clube. O departamento de futebol para isso precisa de gente com conhecimento e capacidade administrativa e de gestão de pessoal.
    Quem comanda o futebol não pode esquecer que:
    - O Santa Cruz é um grande clube e com uma gigantesca torcida.
    - Um bom time começa por um bom goleiro.
    - Um bom elenco tem que ter necessáriamente tres molas mestras:
    Um bom goleiro
    Um bom meia de armação
    e um goleador ( o time não tinha nenhum dos três no brasileiro da série D).

    Responder
  2. Marinalva Serpentina
    28/08/2009 | 9:07h
    2

    Arturzinho, meu lindinho, o problema do nosso santinha é que não temos base ou jogador que se destaque. Não falo isso por maldade não, viu amorzinho, mas como um clube sem estrutura nenhuma vai revelar algum jogador?

    Por que será que a gente nunca se destaca por exemplo na copa são paulo de juniores? É simples, não temos estrutura. Não temos nem uma boa merenda pra dá para os meninos.

    Você propoe um sonho que só a gente sonha, mais ninguém. FBC não sonhará junto com a gente. Por isso, quando eu penso em base, só lembro do meu estojo de maquiagem.

    Falar em maquiagem, acho que é isso que FBC vai mostrar na próxima reunião do conselho. Seu plano para 2010. Ando tão desesperançadinha. Acho que o LEF vem por aí e volta cantando a musiquinha linda de chico buarque “pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto/eu to voltando/poe meia duzia de brahma pra gelar, muda roupa de cama/eu to voltando…”.

    E euzinha com saudade do tempo que a gente era um clube de verdade prefiro Ataulfo Alves:

    Eu igual a toda meninada
    Quanta travessura que eu fazia
    Jogo de botões sobre a calçada
    Eu era feliz e não sabia

    Ai, que saudade da professorinha…

    Mari

    Responder
  3. Artur
    28/08/2009 | 9:33h
    3

    Hehe…

    Certo, não temos base ainda, exceto para maquiagem, mas temos vários jogadores que, inclusive, não foram testados convenientemente. De todo modo, o time pode ser formado através de um trabalho sério de olheiros. E o investimento na base pode começar ontem!

    Responder
  4. joãozinho
    28/08/2009 | 10:08h
    4

    olha, artur, quem são estes vários jogadores?

    Responder
  5. Artur Perrusi
    28/08/2009 | 10:26h
    5

    Alguns remanescentes da base: gilberto, muller, yuri, Bitton, Breno… Ducaldo é que sabe os nomes dos jogadores que não foram aproveitados e que, talvez, mereçam mais tempo de teste.

    Mas, concordo, são poucos. Por isso, inclusive, o conhecidíssimo técnico Dado Cavalcanti chamou alguns jogadores do juvenil: “Wesley, de 17 anos, os zagueiros Gomes e Antônio, ambos de 18 anos, o volante Mizinho e o meia Natan, esses dois de 19″.

    Responder
  6. Bosquímano
    28/08/2009 | 11:59h
    6

    Perrusi, você matou meu próximo texto. Esse sonho, perfeitamente realizável, dona Serpentina, é parte do modelo de gestão do Barcelona, que, por sua vez, o copiou do Ajax.

    Nalvinha, querida, você tá coberta de razão. É provável que FBCzinho peça o seu estojo de maquiagem emprestado. Mas já que você falou em música, a gente pode responder ao presidentinho lindinho também em música, na voz de Zequinha Baleirinho: “baby você não precisa de um salão de beleza, há menos beleza num salão de beleza, a sua beleza é bem maior do qualquer beleza de qualquer salão…”

    Ah, Perrusi, já que você falou em bascos, em bom euskera, direi: GORA SANTINHA!

    Responder
  7. Milton Santos Jr.
    28/08/2009 | 12:58h
    7

    Concordo com Artur quanto à filosofia de jogo etc. Continuo achando também que um Departamento de Futebol é mais importante que treinador. Deveríamos ter um “manual para contratação de ténico de futebol” e outro para contratação de jogador ( de preferência com psicotécnico para detectar e excluir aqueles que têm fobia do gol). Acho apenas que para montar um Departamento de Futebol Profissional vai demorar uns dez anos(conto nos dedos da mão direita de Lula os clubes no Brasil que o tenham). Nessa situação, um treinador com “moral”, respeito profissional e bagagem (quando olho a mudança da Barbie com esse Geninho…) seria a saída emergencial. O respaldo da Diretoria fora de campo é, evidentemente,imprescindível.

    Responder
  8. ducaldo
    28/08/2009 | 14:39h
    8

    Pois é, Artur.

    Seu texto é perfeito – utopias à parte. Tantas vezes debatemos esse tema aqui no TC, que torna-se até redundante levantá-lo mais uma vez.

    Redundante para nós, claro. Para os nossos dirigentes,que parecem sofrer de alzheimer, sempre será novidade.

    E o esquema continua o mesmo: não se aproveita ninguém, independentemente da qualidade e,quando tudo dá errado,chama-se os garotos às pressas para compor o próximo pega-na-rua.

    Realmente não há grandes revelações vindas da nossa isípida base, mas há , seguramente, gente que se identifica com a camisa e, na pior das hipóteses, melhor ou igual à maioria dos que vieram de fora para bater canelas na série Dedão 2009 – e custam mais barato.

    Não temos estrutura, e necessitamos de um CT decente. Mas, não precisa ser algo do outro mundo – até por que quanto maior a estrutura, mais difícil mantê-la.

    Qual a estrutura que tem o Porto que nós não temos ou não possamos ter, a curto ou médio prazo? E o Corinthians de Alagoas?

    O Corinthians Paulista, maior vencedor da copa São Paulo de Juniores, ainda descobre a maior parte dos seus jogadores no que eles chamam de terrão. Depois é que eles vão para o CT, que não nada do outro mundo.

    Talvez antes do CT, estejamos necessitando de gente mais capacitada, com olho clinico para descobir talentos.

    O nosso Futsal tem uma super estrutura à disposição? Creio que não. A precariedade me parece a mesma. No entanto vem revelando atletas e ganhando tudo há um bom tempo – já houve final de campeonato entre Santa Cruz A e Santa Cruz B.

    Claro, o futsal exige menos recursos, etc, etc….. Mas, por que não acontece o mesmo, ou pelo menos parecido, com o futebol de campo?
    O que é que faz a diferença?
    Não seria o trabalho, a qualidade de quem trabalha com um e com outro?

    Adiantaria um belo CT sem gente à altura para descobrir e trabalhar talentos?

    Talvez a reforma deva começar por aí.

    Responder
  9. Adams Matos
    28/08/2009 | 15:20h
    9

    ATENÇÃO DIRETORIA
    olho nesse NATAN!!!!
    o garota é fera, e idolo dos demais garotos da base.
    digo isso porque enquanto ele jogava, eu conversava com os outros atletas da base e não houve um só garoto que não tenha elogiado o desempenho do colega como meio-campista
    do SANTA.
    agora é lamentavel que de aproximadamente 20 garotos que eu vi jogar naquele dia, apenas um(Natan) tenha mostrado um futebol de primeira.

    Responder
  10. João Tiago
    28/08/2009 | 15:27h
    10

    Amigos tricolores,

    Eu fico aqui me perguntando: Será que esses artigos que dizem o óbvio de maneira tão simples nunca chegam aos diretores e presidentes? Será que as opiniões postadas aqui nunca servem ou não tem quem as represente junto à diretoria?

    Responder
  11. Artur
    28/08/2009 | 17:04h
    11

    Pois é…

    Na década de 70, apareceu Cruyff no Barça. A holandização do clube de Barcelona começou nessa época.

    Lembro que o Ajax joga de maneira igual do time profissional até o infantil. Não é isso, Bosquinho? Escreva o artigo para confirmar isso.

    Grande Ducaldo, somos repetitivos e dizemos o óbvio. Desde que o TC nasceu que falamos de obviedades. Alguma repercussão? Nenhuma! Mas continuamos tentando…

    Alguém lá da diretoria lê? Talvez. Levam a sério? De forma alguma. Mas continuamos tentando…

    Responder
  12. J. Antonio
    29/08/2009 | 11:40h
    12

    As vezes fico me perguntando por que um jogador da base não se fixa na posição a partir daquela partida em João Pessoa contra o Treze pensei que Gilberto ia ser efetivado pelo aprendiz.
    Porque as outras equipes dão chances Neymar no Santos só tem 17 anos e é titular, Taison no Inter, um lateral esquerdo no Flamengo que não lembro o nome outros jogadores no Corinthians no Vitória também mas no Santa Cruz isso não existe temos que engolir atacantes como Roger, Aleandro, Reinaldo.
    Espero que o planejamento para 2010 incluia também a saida dessa série D e não só para o maior campeonato do mundo mais importante que a Copa do Brasil, que o campeonato brasileiro, que a copa libertadores, que o campeonato mundial de clubes que é o campeonato Pernambucano., pelo menos é assim que pensa os dirigentes, ao campeonato pernambucano tudo e as outras competições vai de todo jeito zé buchudo de treinador, cara de cachaça de atacante e assim por diante.

    Responder
  13. Fita Azul do Brasil
    29/08/2009 | 20:10h
    13

    A questão é muito simples o trabalho de base do Santa Cruz é totalmente equivocado a muito e muito.Insistinto em dar chance a jogadores que nao tem qualidade por exemplo quanto tempo perdemos em dar chance a Batata, O ridiculo goleiro Joao Carlos, O Pessimo Goleiro Anderson, Leandro Biton, Elvis (Ainda especula-se que estao trazendo de volta),e Mais recentemente Miller, Tomas Anderson, Memo, Etc… Jogadores que tomam espaço de outros que poderiam surgir, dessa forma , temos prejuizo dentro de campo pois estes jogadores ruins nos levam ao fracasso. Temos que ter rotatividade na experimentaçao de jogadores nao podemos perder tempo dando chances e mais chances a quem nao correspondem.

    Responder
  14. tritritricolor
    30/08/2009 | 7:44h
    14

    Fita Azul Brasileiro, pergunto? estes jogadores todos prata da casa que citastes são ruins ou foram jogados às feras(vede a diferença entre uma outra opção) apos os pseudos craques TRAZIDOS a peso de ouro PELO PROFESSOR terem fracassado? Pelo teu raciocinio jamais formaremos bons jogadores. Pelo que vejo e ja se vão 50 anos acompanhando o mais querido os prata de casa SÓ E SOMENTE SO foram escalados para tapar buraco APOS fracasso e MAIS fracasso da rebarba contratada no sul. Pelo teu raciocinio, o mal que Batata nos causou foi nos classificar no brasileirão de 1999.

    Responder
  15. Janio
    30/08/2009 | 12:06h
    15

    Entre os diversos pontos elencados pelo Autor, gostaria de me ater ao que entendo ser o mais importante. Que é O aproveitamento dos pratas da casa e dos atletas da Região.
    Já fui um defensor desta tese, todavia observando os últimos resultados, começo a rever esta posição.
    Na série C de 2008, o time era basicamente composto pelos atletas oriundos da região e pelos pratas da Casa, vale observar a ficha técnica de Santa Cruz e Campinense, ou Conta o Salgueiro, na última fase, que podemos confirmar a informação. E o único destaque foi o Goleiro Glédson,justamente ele que veio do Oeste/SP, e que hoje defende o gol do Rival na série A.
    Na última partida da Série D, quando empatamos contra o CSA, tínhamos em campo Tamandaré, Alex Xavier,Alexandre Oliveira, Neto Maranhão,Juninho, e Paulo Rangel, todos eles contratados a times da região. Represntando Mais da metade do time. Além de Jaílson, Gilberto, Aleandro, Parral, que se incluem neste critério, e que foram aproveitados em alguma oportunidade.
    Entendo que aplicar pura e simplesmente esta filosofia, é Particar uma fórmula superada e ineficaz.
    Lançar atletas da região ou pratas da Casa num clube comoo Santa Cruz, pressupõe que eles tenham tido uma formação condizente com o alto rendimento que dele vai ser exigido.
    Que em outras´palavras quer dizer Boa alimentação desde a infância, acompanhamento médico e odontológico, exames periódicos, suplementos alimentares, terapeutas…antes mesmo de se pensar em Preparaçao Técnica e física.
    Então ficar esperando que pratas da casa Desnutridos, mal preparados, sem acopanhamento algum, e que moravam até a pouco tempo nuum local denominado de Carandiru. Resolvam a qualidade de um time. È apostar que algo sobrenatural aconteça. E Olhem que estou flado da Base do Santa Cruz, não quero nem saber como é a do Treze, CSA, Vera Cruz , Cabense.
    Estes são os problemas, quanto a solução. Começar a prestar as condiçoes necessárias aos garotos sub 13, para que tenham uma preparação avançada. Botar pra fora toda esta geraçao perdida Gilberto, Tomas Anderon,Memo,Max e cia. E trazer os jovens do Sul/Sudeste,que rceberam todo um investimento , ao lngo de sua formação, e que enxergam o Santa CRuz, como uma ponte para o sucesso profissional.

    Responder
  16. Eduardo Ramos
    30/08/2009 | 12:12h
    16

    Há um bom tempo sem postar, principalmente, depois das agressões que sofri por defender, sem criticar qualquer outra opção para técnico do futebol profissional, à contratação simpatia-quaqse-amor Givanildo Oliveira, eis que venho para este espaço “dimastológico” execercitar a minha Tricoloridade.

    Ontem, tive a satisfação de rever meu estimado amigo Ducaldo, de conversar com nosso desembargador Bartomeu Bueno, de compartilhar alguns momentos de 100% Santa Cruz, com Marcelo Beltrão, Edward, Hélio Matos, Fabinho Tricolor, Ednaldo Araújo, Gomes, com a nossa musa Dani de Chiló, e tantos outros tricolores.

    Artur, a quem não conheço pessoalmente, mas admiro pelos textos, concordo com a necessidade urgente e imperiosa da valorização dos jogadores de base. Uma escola tipo a quem foi implantada pelo Mestre Gradim, e que descobriu, Naércio, Luís Neto, Carlos Alberto Barbosa, Alfredo Santos, Givanildo, Luciano Veloso, Ramon, Fernando Santana,…

    Ontem, eu comentei (confesso que ainda não havia lido o texto de Artur Perrusi) sobre a falta de oportunidade para o zagueiro Bruno, cujo “defeito” é ser prata-da-casa. O atacante Gilberto e o próprio Tomas Anderson se juntam a Miller, para serem “bancários”. As precipitações com valores da região permanecem: Paulo Rangel, foi artilheiro no Salgueiro, e entrou numa fogueira contra o CSA. perdeu oportunidades de gol mas tentou fazer, enquanto Reinaldo…nem tentar, tentou. Paulo Rangel merecia continuar no grupo, mas, quem somos nós, vis mortais, para querermos ter a ousadia de querer ensinar ou indicar jogadores.

    Conversei com Calípio Palmeira, rubronegro mas consciente. Ele me disse há 30 dias: “O Santa Cruz é o meior celeiro de jogadores de Pernambuco”. Calípio Palmeira é profissional do ramo e, conhece profundamente, os caminhos para um profissionalismo que tenha como sustentação principal, cidadãos-jogadores. É isso, Artur Perrusi, antes de ser craque na bola, o jogador tem que ser craque em cidadania.

    Saudações Corais.

    Responder
  17. José Edson-Coral do ABC,SP
    30/08/2009 | 14:49h
    17

    Bem vindo de volta Eduardo Ramos,no TC, você nunca sofrerá
    agressão, aqui as opiniões são respeitadas, eu por exemplo,
    já tive discordancia com bosquímano, com Fabiano Pinheiro e
    nunca partimos para a agressão e/ou desrespeito.Sobre o pon-
    to principal do texto(a base)eu lembro muito bem que o Santa
    no passado nunca teve um CT e sempre revelou bons jogadores,
    o que está faltando hoje; bons “olheiros”, para descobrir
    garotos com potencial para se tornar bons jogadores e aí o
    Santa Cruz fazer o trabalho correto para transformar estes
    jovens em cidadãos-jogadores e não deixar que empresários
    entre no circuito e transforme os jovens em jogadores-merce-
    nários.
    Saudações corais.

    Responder
  18. Hélio Mattos
    30/08/2009 | 15:07h
    18

    Com relação ao comentário do Fita Azul do Brasil, gostaria de discordar no que diz respeito ao jogador Miller.

    Andei acompanhando alguns treinos (só assim para vê-lo jogar) e posso dizer com bastante convicção tratar-se dum jogador bastante habilidoso e aguerrido, apesar de sua baixa estatura e porte franzino.

    Concordo em gênero, número e grau com o restante citado.

    Olá Eduardo Ramos, foi realmente um prazer compartilhar de tantas boas companhias neste que foi um lindo sábado de sol na sede do Santa Cruz Futebol Clube.
    Um abraço para você!

    Responder
  19. JOÃO MULAMBO
    30/08/2009 | 21:26h
    19

    pelo amor de deus givanildo nao. esse treinador nao sabe montar time e nao valoriza jogador da base.
    aos que defendem givanildo, nas duas ultimas vezes que ele treinou o santa cruz, a base foi esquecida.

    Responder
  20. Dimas Lins
    30/08/2009 | 23:17h
    20

    Apóio a filosofia, garanto que sim, mas a verdade é que não temos estrutura para revelar jogadores. Se algo assim acontecer, será um lance casual de um em um milhão.

    Para começarmos a ter resultados satisfatórios com a base é preciso investir. Neste aspecto, um Centro de Treinamento ajudaria bastante, mas é preciso ir além. É preciso investir na formação do jogador, na alimentação, na cidadania. Antes de tudo, formemos gente.

    Pessoalmente, ando desesperançado com a nossa base. Não vejo grandes revelações nem perspectivas no curto prazo. Mas a culpa não é dos garotos. É sempre do clube que habituou-se a apenas apagar incêndios e esqueceu que pra frente é que se anda.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

    Responder
  21. jathyles Miranda
    31/08/2009 | 11:44h
    21

    Nossos blogs são p/ mim, minhas maiores fontes de conhecimentos e informações sobre o nosso Santa Cruz .
    Mas,
    Será q os dirigentes do mais querido tb lêem ? Será q eles se importam c/ o q a gente tá escrevendo, comentando ?
    Aqui é onde o direito a voz se faz presente , essa é a única possibilidade de ouvir parte dessa apaixonada torcida .
    mas será q eles se preocupam c/ isso ?
    Um belo texto como este chega até FBC ?

    Responder

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