Maturidade

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Creio que os jogadores do Santinha não mostraram apenas garra e sentido tático na partida contra a Coisa; não, mostraram algo mais, que diz respeito, inclusive, à política de contratações. Eles mostraram maturidade… Explico-me — afinal, não se pode escrever “maturidade” de uma forma leviana. Bem, maturidade, basicamente, em dois sentidos:

a) os jogadores exibiram um controle emocional bastante evidente – quando jogavam melhor, aos 36 minutos, acontecia o gol da Coisa. 36 minutos do segundo tempo, cá entre nós, é um tempo fatal num clássico. É cheiro de derrota certa. É um penar que dura até o fim do jogo. Porém, logo em seguida, o craque do time perde um pênalti. Confesso que fiquei desolado, por mim, pela torcida e por Marcelo Ramos. Sua solidão diante do azar incrível era trágica como uma peça shakespeariana. Estava rendido ao peso do poder de uma trave. Mas os cabras não baixaram a cabeça – faz muito tempo que não via essa determinação, essa luta contra o destino. Sandro, por exemplo, era um inconformado, um Prometeu gritando “odeio todos os deuses”, principalmente a falsa criatura da FPF. Eles foram pra cima e conseguiram o gol. Reverteram o fado e transformaram a tragédia em alegria.

Pois é, pessoal, fiquei místico, porque esse jogo deve significar alguma coisa (Coisa?! Ora, vá tomar no cu, Coisa!) – depois do pênalti, estava a ponto de dizer (aliás, disse, sim): “porra, isso só acontece com a gente”. Não aconteceu. É um sinal. Dobramos na esquina certa, depois de milênios de bifurcações calamitosas.

São homens de ferro, esses jogadores.

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(Homens de ferro que fazem chorar homens de manteiga. No Arruda, os brutos também amam e… choram. Há cronista do TC que não assume a beleza de ser um dia uma… mulherzinha – hehe. Não foi um choro na solidão de um pobre estado. Chorou por tudo e por todos — todos os tricolores. Foi qual humano na alvorada entoa / Do Santa Cruz aos longes céus um hino /  E na riqueza dessa paixão que evoca / Já sua sorte com a dos sóbrios não troca)

Continuando: b) profissionalismo e respeito ao clube. Salvo engano, os jogadores parecem ter um senso de profissionalismo acentuado. Parecem pessoas maduras, sabendo o que querem na profissão. Tive a nítida impressão que compreenderam o valor do clube e, sobretudo, da torcida. A desolação de Marcelo Ramos, quando do pênalti perdido, é um fato; o desespero de Sandro em reagir no jogo é outro; a raça de Thiago Matias, mais um. Eles jogaram pensando na gente. É uma imagem cara. Faz séculos que não vejo isso no Arruda — aliás, mesmo em 2005, não tive essa sensação (talvez, a raça de 99).

Estava cansado de jogadores com um rico salário e pobres de espírito. Que faziam do futebol uma brincadeira, feito uma balada. Mas o futebol, atualmente, exige opções. Jogador é um atleta. Precisa escolher. Tem uma profissão. Precisa de uma ética, de uma deontologia. Juntar paixão e profissionalismo. Realizar um ensinamento de Camus: “O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol”. Enfim, fazer do futebol a melhor profissão do mundo, aquela que faz a alegria do povo.

Por isso, tenho essa impressão. Que eles compreenderam um fato fundamental da própria vida. Sim, eu acho que nossos jogadores sabem que existe um momento raro, mas precioso, no futebol, justamente aquele que vale a pena viver e realizar na sua profissão: quando um time faz carne com sua torcida, faz história. Eles vencem a morte, porque jamais serão esquecidos.

29 Comentários

  1. “11 de fevereiro de 2009 | 2:03h”

    A glr desse blog eh foda! postar cronica as 2 da manha lol Vlw por matar um pouco do meu tedio 😀

    Vlw glr, abracos e saudacoes Coral!

  2. Artur,

    Ótima análise. E belas palavras quando você diz que quando um time faz carne com sua torcida, faz história. Eles vencem a morte, porque jamais serão esquecidos.

    Não sei o quão longe esse time irá. Ainda aguardo algumas partidas para ver se o padrão dos dois últimos jogos se manterá.

    Mas posso dizer, desde já, que me identifico com o time, como há tempos não me identificava. Assim como eu, tantos outros. E isso é um mérito dos jogadores e da comissão técnica.

    Acabou a fase de ninguém mais respeitar o Santa. Pode ganhar, mas terá que suar a camisa.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

  3. Um time que faz um cabra daquele tamanho chorar copiosamente feito uma mulherzinha merece todo o meu respeito.

  4. Eta nós, isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais,
    permita-me o poeta usar palavras dele para definir este blog
    que cada vez fico mais fã, falar mais o que? só aplaudir,
    parabéns Artur, lindo texto, ultimamente os artigos postados
    teem retratado tudo que a torcida sente e eu tenho orgulho
    de fazer parte desta. Outro dia falei algo sobre perseverar
    e vejo que a equipe do Santa Cruz está neste caminho e não
    tenho dúvidas que alcançarão seus objetivos.
    Saudações Corais.

  5. Certeiro, Perrusi.
    Penso exatamente como Dimas, incluindo a beleza das palavras “quando um time faz carne com sua torcida, faz história. Eles vencem a morte, porque jamais serão esquecidos”.

    Ah, concordo tb com o seu comentário a respeito do choro de mulherzinha de um cabra daquele tamanho.

  6. Claudemir Pereira
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    Cidadãos Corais,

    Confesso que me lembrei dos times montados nos anos de 1970, pois, a determinação dessa equipe me fez lembrar aqueles excretes e por isso me arrisco a dizer que ora já sentimos uma grande empatia entre o elenco e a torcida. Essa empatia, tão bem transcrita por Artur, pôde ser vista no dia seguinte ao jogo, quando a torcida da coisa (que coisa, vai tomar no cu, coisa), praticamente desapareceu da cidade, enquanto nós festejávamos, com nossas bandeiras e camisas, o renascimento de uma mística, a de ser novamente o TERROR DO NORDESTE.

    Saudações Corais

  7. Putz, Artur, desse jeito eu vou chorar igual a homem que chora feito mulherzinha (Geó, seu choro já virou adjetivo).
    Daqui de tão longe, tenho que me satisfazer em acompanhar os jogos do Santinha por vídeos disponíveis na internet. Ainda bem que há vocês para transmitir a emoção da torcida. Sei que há imagens que valem mais que mil palavras (a foto já postada no TC de Gerrá abraçado a sua companheira na torcida é um lindo exemplo disso). Mas, por outro lado, para quê imagem se o TC conta com tão brilhantes narradores?
    Vocês fazem a festa da nossa saudade tricolor. Obrigada.

  8. Arnildo Ananias de Oliveira
    8

    Esse ARTUR PERRUSI é inigualável: quando crescer queria ter a metade dessa habilidade pra mim fazer entender, dessa forma tão sucinta e clara.

    Quanto um time como o nosso SCFC, que tem aquilo roxo, consegue essa “grande empatia com nossa torcida”, como disse acima o amigo CLAUDEMIR PEREIRA, saim de baixo.
    Tá vendo Claudemir: aquelas lindas camisas brancas, quando vestindo HOMENS GUERREIROS, não dão azar: muito pelo contrário, faz tremer o adversário.

    QUE DEUS NOS AJUDE NA MEDIDA DE COMO JÁ VEM FAZENDO POIS, SE MELHORAR, ESTRAGA.

    E QUE NUNCA MAIS PERMITA TERMOS UM PRESIDENTE que passe todo o dia no Clube.

  9. Arthur, vc consegue colocar em letras o sentimento de toda uma nação: A NAÇÃO CORAL!

  10. Quando sonhamos sozinho é apenas um sonho. Quando sonhamos juntos, é a realidade que começa…
    Esta realidade começou a acontecer no Santa Cruz.

  11. Dimas, cancela meu contrato.

    Com você, Bosquímano, Geó e Artur escrevendo por aqui, qualquer outra coisa (Coisa?! Ora, vá tomar no cu, Coisa!)vira nota de rodapé.

    Artur, carai, assim é covardia.

  12. Murilo Lins
    12

    Excelente síntese sobre o comportamento do time no clássico.

    Profissionalismo e respeito ao clube foi tudo que não vi nos últimos anos no Arruda e vi no jogo de domingo.

    Podemos sofrer seguidas derrotas e mesmo assim transformar os nossos jogadores em guerreiros, ídolos e heróis. Este pequeno paradoxo resume o sentimento de empate no domingo contra a coisa.

    Nosso time foi guerreiro e profissional e, acima de tudo, respeitou o clube, a camisa que vestia e sua imensa torcida, transformando-a em “mulheres choronas”. Mas não em mulheres quaisquer e sim naquelas que remontam a antiga Grécia de Aristóteles e Ptolomeu – “Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas, choram por seus maridos heróis e amantes de Atenas.” (Chico Buarque de Hollanda).

    O choro de domingo resgatava o orgulho de ser tricolor, mas, apesar dele e principalmente por ele, não devemos nos esquecer jamais que o tricolor é antes de tudo um forte(Euclides da Cunha saberia reconhecer isto nos dias de hoje).

    Murilo Lins

  13. EXCELENTI TEXTO,PARABENS,

    ABRAÇOS CORAIS.

  14. Fabiano Pinheiro
    14

    Maravilha de texto, Artur!
    Traduz com clareza o sentimento de grande parte da massa tricolor.
    Parabéns!

  15. “Chorei, chorei./Até ficar com dó de mim…”. Mas além de tudo o que já foi dito, acertadamente, sobre o time – motivos suficientes para emocionar qualquer humano, verdadeiramente humano -, aquele dia era meu aniversário. E veio-me todas as memórias tricolores familiares, as minhas próprias, e as palavras de alguns afirmando que a vitória no clássico seria meu melhor presente. Infelizmente, dado ao rodízio de textos existentes aqui no TC, não pude publicar um texto que fiz sobre esse clássico… no dia de meu aniversário.
    Assim como não pude escrever sobre o jogo prévio, o 7 x 1 no Serrano, no qual estava presente e o qual me deu plena certeza de que não perderíamos contra a coisinha miúda.
    É isso.

  16. Bosquímano
    16

    Géo é mulherzinha, lálálálálálá

    Ducaldo, deixa de onda…

  17. “Infelizmente, dado ao rodízio de textos existentes aqui no TC, não pude publicar um texto que fiz sobre esse clássico… no dia de meu aniversário.”

    Rapaz, p q rodizio?? Qnt mais textos melhor!!
    Ve isso aih Dimas…..
    ABAIXO AO RODIZIO NO TC!!!

  18. Geó,

    Deixa de onda! hahaha

    Saudações corais,

    Dimas Lins

  19. milton pereira
    19

    Deixem-me também dizer uma coisa (Coisa ? Oh, Coisa, vai TNC): O Santa Cruz e o Náutico deviam deixar o Campeonato, pois do jeito que está a safadeza dessa “Federação” talvez só se acabe quando a COISA conseguir, a custo dessas artimanhas inescrupulosas desses sacripantas burronegros, ser hexacampeões, conforme ouví dizer. de fonte anônima,que o presidente da FPF disse, certa vez. Acredito! Depois. ele colocaria outro burronegro para continuar a bandidagem (José Joaquim, certamente).

  20. Julio Vila Nova
    20

    Perrusi, faço minhas as palavras de Arnildo. Você sabe bem o traçado das letras. Assim como Dimas, e outros tantos cronistas. Sorte nossa! VAmos em frente!

  21. Anderson Seabra
    21

    Deu a lógica. Depois de toda estrutura montada no extra-campo, o Sport sagrou-se campeão do 1º turno do campeonato pernambucano. O título do primeiro turno começou a ser construído com grande contribuição da FPF, esta entidade, personificada na pessoa de Carlos Alberto de Oliveira, modificou o módulo de disputa do campeonato contrariando não só o estatuto do torcedor como também 11 agremiações subversivas aos interesses deste coronel.

    O inicio precoce do campeonato teve como objetivo que o time vermelho e preto disputasse todo o 1º turno com a equipe titular, diminuindo assim o risco de perda do referido turno, pois se a competição começasse tarde, o Sport teria que entrar com um time misto no campeonato regional.

    Para a disputa do primeiro turno, premiou-se também a equipe leonina com uma partida a mais logo no inicio da competição. O que é de estranhar é que nos campeonatos mais remotos o clube sempre fazia mais partidas em casa no segundo turno…

    Jogar contra o Sport era ter a certeza que a equipe adversária teria pelo menos um jogador expulso durante o jogo.

    O Santa Cruz ?! Coitado… Quando começou a ameaçá-lo tentou-se tirar dele logo um mando de campo. Este mesmo Santa Cruz foi prejudicado pela arbitragem quando Cláudio Mercantes não deu um pênalti claro em cima de Thiago Matias no clássico. Wilson Souza? Deixa pra lá vamos apenas falar em que ainda está em atividade…

    E finalmente pra completar a esculhambada competição, o coronel mais uma vez atuou, antecipou o clássico dos clássicos para o sábado, de forma a salvaguardar a equipe leonina do desgaste da viagem para o Chile, onde quarta-feira esta mesma equipe disputará a Taça Liberta as Dores da América.

    Parabéns ao “glorioso” Sport Club do Recife que dentro de campo conquistou o vice-campeonato estadual de 2009.

  22. olha, vou dizer. só um besta para não saber que aquela coisa ia ganhar o 1º turno. me esperem no 2º que vcs vão pagar caro.

  23. Fabiano Pinheiro
    23

    Meus amigos tricolores,
    O Santa Cruz não disputa um campeonato pernambucano; são três: um para dar o título do campeonato e que é dividido em 2 turnos. Mas existem mais dois campeonatos por dentro deste, que são em pontos corridos: É o que classifica campeão e vice para a Copa do Brasil e o que classifica os dois melhores clubes, excluídos coisa, barbie e Salgueiro desta disputa.
    Digo isso pra lembra que domingo (ou será sábado?) teremos mais um jogo que vale 3 pontos. São pontos importantes para nos distanciar cada vez mais de Porto e Cabense, nossos mais diretos adversários à série D. E também são pontos fundamentais para nos manter à frente das barbies nos mantendo na dianteira para conquistar a segunda vaga para a copa do Brasil sem depender de ranking.
    Além disso, ainda existe uma outra disputa: A disputa para provar que temos a maior e MAIS APAIXONADA TORCIDA DO BRASIL. Por isso, é importante ir a campo e manter a nossa incotestável superioridade na média de público e renda.
    Domingo, todos ao Arruda!!!!!

  24. Fabiano, para a copa do Brasil a gente vai de qualquer maneira.

    Sempre entramos como convidados e pelo critério do ranking.

    Em 2007 ficamos em 7º lugar e, mesmo assim, disputamos a copinha em 2008 – fomos eliminados na primeira fase pelo poderoso Fast Clube de Manaus. Tá lembrado?

  25. Fabiano Pinheiro
    25

    Estive no clube hoje e percebi que o trabalho continua a todo vapor. Observei gente cuidando da pintura externa e interna do estádio, vi gente lá no alto das torres de iluminação ainda ajustando, aperfeiçoando cada vez mais nossos novos refletores. Vi gente pintando também a área da sede, gente fazendo limpeza etc.
    No clube, encontrei grandes tricolores que têm se dedicado exaustivamente ao Santa Cruz como Sergio “faz tudo” Travassos e nosso conhecido e reconhecido Fred Arruda. Encontrei várias pessoas e catei informações importantes sobre nosso sistema de sócios. É certo que houve problemas e ainda há. É certo que o formato ainda não é o ideal. Mas também podem ter certeza que chegaremos lá.
    O importante é lembrar que nenhum outro time daqui, que eu saiba, tem um sistema desse tipo. O Santa Cruz sempre quiz, mas nunca conseguiu tornar real o sonho de se associar via internet.
    Hoje, mesmo com todos os problemas, isso já é realidade. E os problemas fazem parte da implementação de qualquer sistema novo, principalmente, deste porte.
    Todavia, os ajustes têm sido feitos. Hoje, com a parceria com a Hotlink, o link do clube deu uma substancial melhora, o que tem possibilitado o acesso sem tantos travamentos como antes. Por outro lado, nossa diretoria está atenta às opiniões dos torcedores e sócios do mais querido e, com certeza, em breve teremos novidades no formato do sistema de sócios com a gente podendo, por exemplo, emitir o próprio boleto ou pagando a mensalidade via cartão.
    Vamos aguardar e continuar apoiando nosso Santinha.
    Mas enquanto isso, meus amigos tricolores, nosso clube continua nos dando alegrias dentro de campo como na virada de ontem em Petrolina. Por sinal, provavelmente seremos o único clube que jogará contra o Petrolina em seu reduto, num campo com gramado sem a menor condição de jogo (se brincar é pior do que o da ilha do xié) e com um vestiário que sequer água tinha.
    Por falar na rodada de ontem, não gosto de comentar sobre outros clubes, mas pelo menos 3 carrinhos que deram ontem no jogador Ailton do Central foram bem mais violentos do que o que levou à expulsão direta de nosso Leandro Gobatto. E olhe que um dos carrinhos foi dentro da área e nem faltou o juiz marcou. Mas errar é humano e essa quantidade de erros em favor da coisa e contra nosso time é apenas coincidência.
    Por isso e por muito mais, não podemos baixar a guarda.

  26. Fabiano Pinheiro
    26

    É verdade, ducaldo, mas não é 100% garantido não. Depende de não ficarem muitos times fortes no ranking fora da clasificação da copa do Brasil.
    Esse ano, por exemplo, Vasco e Fluminense correm o risco de ficarem de fora. São dois que já estariam na nossa frente no ranking. Santos, Atlético (MG) e outros podem ter o mesmo rumo.
    Ou seja, é muito difícil o Santa não entrar na Copa do Brasil pelo ranking, mas não é impossível. Melhor, então, a gente se garantir conseguindo a segunda vaga do pernambucano, que virá se a gente ganhar o segundo turno ou, caso a coisa vença o segundo turno, com a gente ficando em segundo na classificação geral.

  27. Muito bem colocado, amigo Artur.
    Vc foi muito feliz quando escreveu que “eles jogaram pensando na gente”, foi justamente o que eu percebi quando ouvi nosso treinador dizer nas entrevistas antes da partida, que a sua maior preocupação era fazer com que o time não decepcionasse sua torcida, e realmente foi o que constatamos em campo. Vimos um time de Homens, com H maiúsculo mesmo, de profissionais, com raça e gana de mudar o destino, contra tudo e contra todos! faz tempo também que não vejo isso.
    Sugiro que esse texto seja enviado ao time e que seja fixado no vestuário dos nossos guerreiros atletas, a fim de que eles saibam que nós confiamos neles, e que juntos, torcida e time, como o nosso glorioso passado mostra, chagaremos à vitória, contra tudo e contra todos como sempre foi, sem dinheiro, sem ajuda dos árbitros e da Federação, pois não é por acaso que possuimos o título de TERROR DO NORDESTE e temos a torcida mais apaixonada do Brasil.

    Esse time é realmente FORA DE SÉRIE!

    Com o Santa contra tudo e contra todos!!!

    Emmanuel Kenio

  28. Caramba, que texto. Os textos de Artur colocam qualquer cronista esportivo (e uma penca de “não-esportivos”) no chinelo. Não tem nem para Armando Nogueira. É o Nélson Rodrigues do Santinha.

    Ao ensinamento de Camus, acrescentaria um de Shankley:

    “The socialism I believe in is everybody working for the same goal and everybody having a share in the rewards. That’s how I see football, that’s how I see life.”

  29. Santana Moura
    29

    Nossa mãe que texto mais lindo!!!!!
    Você expressou em poesia tudo que alguém pode falar da beleza de um time de futebol profissional, que adquiriu identidade com sua torcida. Aliás, isto não é novidade no Santa, os que chegam por lá não tem jeito se apaixonam mesmo, porém, garra e determinação, espírito de luta e abnegação assim, eu vi também em 83 e 99; eu estava bem perto deles posso testemunhar!! Por isto ficaram na história como este time atual vai ficar. Ele será lembrado como “a equipe dos homens que, em campo, ressussitaram a Fênix Coral”, porque fora do campo Deus enviou um anjo e todo um coro junto, para reativar os amores que não morem jamais. Parabéns Perrusi!!!!!

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