Costumo banalizar a autocrítica, principalmentequando discuto futebol. Talvez, porque seja uma discussãomuito, muitodifícil. Não há consenso. E é uma forma de discussãona qual uma boa retórica e uma boa argumentação traz uma imensavantagem à defesa de uma posição. Comonão tenho retórica, e a argumentaçãojá se escafedeu após a décimacerveja, utilizo muitas vezes o berroparademonstrarmeusargumentos. Umpouco de dissuasãosempre é interessante numa discussão futebolística.
Masnãoeraisso o que queria dizer. Na verdade, quero fazermais uma autocrítica; quero mudar, novamente, de opinião. Vou direto ao fato: apoiei, inicialmente, Muniz parasernossotécnico; depois do jogocontra o Náutico, diante dos errosescandalosos, mudei de idéia e passei a defendersua defenestração. Agora, mudonovamente de opinião: apóio Muniz.
Antes de os leitores ficarem impacientes com meu vaivém, minhaargumentação é a seguinte:
a) naquele jogocontra as Barbies, segundofontes, Muniz estava apavoradocom a possibilidade de levar uma goleada. Porisso, montou o time de uma formaextremamentedefensiva. Deu no que deu. Seumedo tem uma explicação prosaica: nunca confiou no timemontadopor Givanildo. Não é seutime. Os critérios de contrataçãonão passaram peloseucrivo;
b) os jogadoresque foram contratados, na suamaioria, dadas as circunstânciasfinanceiras, faziam parte da terceiralista de reforços de Givanildo. Embora seja umbomtécnico, o velho Giva nunca soube indicarjogadores. Eleerramais do queacerta. Imaginem, então, a qualidade de suaterceiralista!
c) Muniz é adepto do trabalho de base e da procura de novosjogadores da região e de boleiros, relativamentejovens, que queiram despontar no futebol. E é o que está fazendo agora Edinho! E digo logo: as informaçõessobreesse Carlinhos do Nacional de Patossão as melhorespossíveis. Falam até de umnovo Tabata. Masnão sei se será contratado. Umamigomeu de Patosjuraque Carlinhos não irá para o Santinha, o que seria lamentável. Emsuma, as novascontratações estão sendo realizadas commaisponderação e commaiscálculo — não é, ainda, umplanejamentodigno de umDepartamento de Futebolprofissionalizado, masjá é umavançoemrelação à situaçãoanterior. E essa novaposturanão é uma invençãosolitária de Edinho, pois tem o dedo, podem tercerteza, de Muniz;
d) Muniz errou contra o Náutico - e contra o Sport? Entrou novamentecomumsistematáticodefensivo, pois temia a derrota humilhante. Eu faria o mesmo, depois do desastre contra a Cabense. Sóque ele melhorou a marcação e foimaisinteligente na armação do time. E, no segundotempo, deixou de sertreinador e virou técnico: adiantou a marcação e encurralou a leoa. Ounão? Essa decisão foi fundamentalpara a vitória, e a responsabilidade é de Muniz. Deu umnótáticoem Gallo. Porqueninguém diz isso? Cadê os elogios?!
Viro a casaca. Contra o Náutico, espinafrei Muniz, pois ficara surpreendido comtantabesteira; já no jogocontra o Sport, surpreendido novamente, tenho quereconhecerque Muniz foi muitobem. E, confesso, sou tricolor, vivo de luz e de esperança. E fiquei com a esperança de que, talvez, Muniz…. dêcerto.
PS: no futebol, sou paranóico e gosto de teoria conspiratória. Todoparanóicoacerta o alvo, diz umditadopsiquiátrico. Porisso, acho curiosíssima a síndrome de cidadania do promotor Maviael Souza. O cabra é impetuoso e extremamentepreocupadocom o bem-estar dos torcedores. Maspraqueinterditar o Arruda? Porquenãointerditar a políciaquenão conseguiu evitar as agressões? Porquenãointerditar as pedrasque apareceram no Arruda? Oupunir os torcedoresque as jogaram? Enfim, a quem interessa essa interdição? Ou melhor: vai beneficiar a quem essa interdição? O futebol pernambucano? Não. Então, quem? Interditar o Arruda significa o descréditonacional do estádio. Ora, a canarinha não vai jogar num estádioquejá sofreu uma interdição; não, ela vai jogar num outroestádio, aquele patrocinado peloClube dos 13, aliperto do mangue, é claro. Nadamaislógico, nadamaisútil. Curiosíssimo esseafã do nossopromotor.
Assino em baixo, até por que é algo que já está decidido e discuti-lo não vai levar a conclusão nenhuma. Aguardemos o resultado.
Esse promotor é um imbecil, ou um espertinho, à procura de alguma notoriedade. Está equivocado quanto ao que poderia ser objeto de medida legal e usando a instância errada. Acredito que a interdição, se esse fosse o caso, pertence à esfera da justiça desportiva.
O estádio só pode ser interditado quando os fatos decorrem diretamente da sua falta de condições para sediar o evento esportivo, o que não se aplica ao nosso caso.
Será que ele lembra do que ocorreu antes (na venda de ingressos) e durante o jogo barbie x coisa, em “la bonequera”, no primeiro turno?Coicidentemente, nosso clube, que não teve nada com a história, foi punido por tabela. Alguém precisa avisá-lo para pedir a interdição da maquete dos aflitos.
Aliás, as medidas a serem tomadas na esfera da justiça comum, em relação ao acontecido no nosso estádio, estão na Portaria baixada pelo
Juizado Especial Cível e Criminal do Torcedor (Jetep) que trata da repressão à organizadas. Ele precisa ser informado desse fato também.
Lembro que o Sr. Jatobá, em entrevista grunhida a uma dessas emissora de rádio, falou que não temia o MP estadual e sempre dava uma chegadinha por lá. Será que esse promotor não faz parte da curriola?
Creio que a máfia que foi defenestrada do Arruda e aquela que habita o mangue da madalena pode realmente estar por trás de mais essa sacanagem.
Não duvido nada disso. Aquela corja imunda que foi botada pra fora não tem preocupação nenhuma com o Santa Cruz. O que eles queriam e querem é parasitar o Clube, sugar tudo dele.
E agora, fora da mamata que era o Tricolor, tenho certeza de que eles trabalham contra nos bastidores.
Desde o dia em que Muniz assumiu o comando do Santa, não digitei uma palavra criticando seu trabalho. Sempre compreendi as suas dificuldades, assim como as de Givanildo, em comandar um grupo fraco tecnicamente.
Nunca se pode avaliar um profissional se o time é ruim, isso é o que penso, não sei se alguns dos amigos tricolores pensam assim também.
Mas será que o time era ruim mesmo?
No jogo contra o Vera Cruz o Santa se portou relativamente bem, veio o desastre contra a Cabense, e por último a melhor partida da competição, contra a coisa. Como disse Artur, dando um nó tático em Gallo, inteligente na armação do time e encurralando a leoa, Muniz passou para os incrédulos o que realmente sabe e poderá fazer de bom para o Santa Cruz.
Ah! Sobre a interdição do Arruda, isso não vai acontecer. Mas todo cuidado é pouco, os urubus carniceiros (imprensa nojenta, bode rouco, a coisa do mangue) estão sempre ao redor querendo nos prejudicar.
Artur tem um equilíbrio em sua argumentação de dar inveja a muitos cronistas. Suas ponderações praticamente nos deixam sem argumentos para divergir. Mas, mesmo assim, vou dar uma de advogado do diabo e, enquanto ele tenta apagar a fogueira, e vou jogar mais lenha. Só para apimentar um pouco a discussão.
Desde o primeiro dia em que Charles Muniz foi investido no cargo de treinador, eu me posicionei contrário à decisão da diretoria. Tê-lo como interino é uma coisa, de forma permanente, outra. Sempre enxerguei que Muniz não queria assumir o cargo, mas o apelo do presidente o fez mudar de idéia. Muniz nunca quis ser técnico, seja no Santa ou em qualquer outro time. Sua vocação era outra e ele sempre foi um estudioso em sua área. Tanto assim, que foi campeão estadual duas vezes e, nem por isso, tentou levar adiante a carreira como treinador. Não obstante, ainda que Muniz quisesse sê-lo agora, há anos de defasagem em sua preparação nesta carreira. Se o time não fizer uma boa campanha na série B, esta diretoria terá sua credibilidade comprometida diante da mesma torcida que a colocou lá. E não importará se o trabalho fora de campo estará sendo bem feito.
Sempre fui partidário de que, mesmo com um time ruim, é preciso um bom técnico. Pois um excelente profissional consegue tirar leite de pedra. Concordo, é fato, que houve uma boa apresentação do Santa diante da coisa. É inegável o dedo de Charles. Mas percebam as oscilações da equipe em todo o campeonato, inclusive no período em que ele esteve à frente. Talvez isso tenha feito Artur também oscilar em sua opinião.
No mais, o jovem Robinho, trazido pelas mãos de Charles e que veio para teste nos juniores, foi devolvido, tendo jogado um pedaço de uma partida no profissional, numa grande fogueira. Não sei se o cara era bom de bola ou não, apenas me pareceu incoerência.
Notícias não oficiais (e como não são oficiais não podemos creditá-las como verdadeiras) dão conta de que outro treinador estaria praticamente contratado para a série B, mas a vitória contra a coisa mudou o rumo da história. Todos os diretores queriam mudanças no comando técnico, exceto Edinho.
Agora, só me resta torcer para que Charles Muniz nos faça ver que estávamos errados. Quanto a mim, serei o mais ardoroso torcedor do treinador tricolor.
Estava vendo o jogo do São Paulo contra o São Caetano. Meu objetivo era, na verdade, ver como São Caetano jogava. E, fiquei espantado !! Que time !!
Mas, o que isso tem a ver com a crônica, bem escrita, pelo Artur ?
- Simples. No início do ano passado, o time do mangue contratou um técnico que treinador, ¨inexpressivo¨, que tinha treinado apenas 2 times (figueirense, 15 meses seguidos e fortaleza). Em nenhum foi campeão. Mas, fez um bom trabalho em ambos. Lembro-me que o time do mangue não tinha sequer elenco – vinha de uma quase queda para a terceira divisão do nacional – para disputar um campeonato regional. Resultado, o treinador indicou um monte de jogadores (junto com a diretoria), muitos desconhecidos e conseguiu ser campeão pernambucano em cima de um time já formado – o nosso Santa. Na segunda divisão este treinador – Dorival Júnior – sempre se manteve entre os quatro primeiros, quando em uma única rodada ficou fora da lista dos quatro, foi demitido.
Mas, onde se encontra Dorivar Júnior hoje ?
- Ele está treinando um time da série B, finalista do campeonato mais difícil do País, que acabou de golear o São Paulo por 4 x 1 em pleno Morumbi. Detalhe: o São Paulo foi eliminado da competição com apenas 2 derrotas: as duas para o São Caetano.
Para mim, um Time deve escolher um treinador como escolhe (ou deve) um jogador. Se quisermos um mais experiente, temos que contratar um mais velho, mais rodado, com títulos. Se quisermos um mais dinâmico, temos que contratar um mais novo, mais atuante, que quer vencer. O que nos falta é competência para encontrar um bom treinador, seja experiente ou dinâmico. No entanto, vários times conseguem fazê-lo. Nós, não!!
Enquanto isso, vamos dando chance a um treinador que há 10 anos só sentou no banco de reservas por 3 meses, apenas. Que indicou um jogador por uma fita de vídeo e por um treino que fez – Robinho, que já pediu para sair. E, que é amigo do presidente… assim como Evaristo, Givanildo…
Se Dimas é um advogado do diabo, tô lascado, já tô no Inferno! Hehe… Bem, defender Muniz não é tarefa fácil, ainda mais que minhas oscilações são difíceis de controlar. Com os argumentos de Paulo e de Dimas, quase mudo de idéia e assumo que sou mesmo esquizofrênico. Mas não quero me internar, seria uma humilhação para um psiquiatra, assim tentarei uma tréplica (claro, boa parte de minha argumentação, dadas as circunstâncias, repousam em algumas “esperanças”):
a) Muniz não quis e não queria ser técnico. Mas os verbos estão no passado. Agora, ele quer, e muito, pois do contrário teria recusado o cargo ou se colocado explicitamente como interino. Aceitar esse desafio nas atuais condições do clube é um sinal, convenhamos, de coragem e de determinação – pode ser um gesto temerário, mas o perfil de Muniz, com seu jeito de padre e de pessoa ponderada, leva-me a crer que o cabra pensou bastante, antes de aceitar o imbróglio. Ele se acha capaz de dar conta do recado; por enquanto, isso é um dado positivo. Se fracassa, terá de me procurar para uma consulta, pois teria uma auto-avaliação completamente delirante;
b) como bem argumenta Dimas, dado o tempo que passou distante da função de técnico, é muito provável que Muniz esteja defasado. Contudo, aqui, estou diante de uma caixa preta, porque não sei se, de fato, ele está defasado. Pessoalmente, acho que a avaliação de um técnico passa menos pela escalação e pelas mudanças, que porventura fizer durante o transcorrer da partida, do que pelo trabalho cotidiano, do dia-a-dia na semana – bom técnico é aquele que sabe treinar o time, organizando-o e posicionando-o taticamente. Existem várias técnicas para fazer isso (coletivo e outros babados). Giva, por exemplo, é um bom técnico, mas seus treinos são absolutamente convencionais. Ele não é um “professor” e sim um intuitivo (ele é bom durante o transcorrer da partida, pois tem visão de jogo. Mas seus treinos são apenas de posicionamento e têm como base os coletivos. Ele é o rei do feijão-com-arroz. Seria interessante, nesse sentido, saber como são os treinos de Muniz – na minha opinião, é essa observação que confirmará ou não sua defasagem;
c) de todo modo, mais do que o esquema tático, o fundamental na série B é grupo, união, raça e… salário em dia. Muniz parece ser um bom motivador e já se livrou das malas do time. Terá uma ajuda preciosa de Edinho, outro motivador competente – já os salários dependem da direção do clube e de nós torcedores. Só quero que Muniz “arrume” o time. Um time arrumadinho, e estou satisfeito. Acho isso factível com o padre. Qual é o técnico, que se enquadra nas condições financeiras do clube, e que vai além do “arrumadinho”? Paulo citou Dorival. Concordo, mas ele está longe de nossas atuais condições. Um técnico “além”, só na base da amizade, como foi a vinda de Giva. Quais outros? Paulo tem razão quando discute um aspecto importante: não temos ainda a competência necessária para encontrar um técnico desconhecido, um “achado” que se revele competente, como um Dorival. Por isso e inclusive, os outros nomes que já foram perfilados aqui e no blog do Santinha deixam-me tão inseguro quanto Muniz. Aliás, os nomes ventilados na imprensa, que nem me lembro mais e que substituiriam Muniz depois da partida contra a Coisa, não eram grande coisa; ao contrário, eram apostas arriscadíssimas;
Bem, olhando minha argumentação, confesso que ela não é tão persuasiva. Depende de muitos “se” – mas a argumentação contrária também se nutre de muita aposta. O problema, pessoal, é que o Santinha está numa fase em que o imponderável ainda reina e o futuro ainda é incerto. Nossas propostas e análises findam sendo “teorias da incerteza”, o que é irritante.
Mas, no frigir dos ovos, nossa conclusão é a mesma: só nos resta torcer. Ou como disse Ducaldo: “aguardemos o resultado”.
Você disse tudo. O problema é que nossas propostas e análises se baseiam em teorias da incerteza. E eu acrescento, ou do caos. Não temos solidez naquilo que defendemos. Tanto eu, quanto você podemos estar redondamente enganados. A linha é tênue entre a análise correta e a absurdamente equivocada.
Por isso, só tem uma coisa a mais a acrescentar: viva a diversidade de opiniões!
Não temos o técnico nem o time dos nossos sonhos. Eu gostaria muito de ter um técnico e um time como aquele de 1978, como não é possível, só resta torcer desesperadamente para que a atual combinação dê certo.
Como você bem disse, tudo que defendemos ou atacamos, até agora, está no terreno das hipóteses. Elenco e técnico estão definidos, então só nos resta esperar.
Saudações tricolores!
PS: Por que uma chuvinha de nada fez com que tanta gente deixasse de ir ao happy hour? Eu tive, com a maior boa vontade, de dar conta de uns dois galões de caldinho e outro tanto de skol geladinha.
Fui com um amigo e encontrei apenas três blogueiros (Galdino, Chaves e Insatisfeito). Todos foram atenciosamente recebidos por Lulinha, nosso diretor social, com quem conversei bastante sobre o nosso clube, e conheci outros tricolores presentes ao evento.
Espero que na próxima sexta a presença seja maior. O clube precisa muito disso.
PS2: O telão para a sede está engatilhado, e é quase certo que assitiremos à estréia e aos outros jogos que o tricolor fará fora de casa pela série B.
Impressionante, o time do Bragantino jogou duas partidas contra o Santos durante a semifinal do Paulista.
Quem assistou o jogo pode observar que: 1. Se existisse um vencedor em algum dos jogos, seria o Bragantino. 2. É treinado por um ¨professor desconhecido¨; ao contrário do técnico do outro time, vanderlei luxemburgo. 3. Foi formado em dezembro do ano passado, ao contrário do santos – já há mais de 1 ano junto.
E o mais incrível: FOLHA SALARIAL DE R$ 75.000,00 (Isso mesmo, praticamente três vezes menos a nossa – estimada em R$ 200 mil), segundo fontes do jornalista.
Isso é competência: Tirar do pouco recurso disponível, a máxima eficiência.
Essa folha salarial baixa é, digamos assim, uma meia-verdade. Os quatro grandes clubes de São Paulo ajudaram o Bragantino financeiramente e cedendo jogadores por empréstimo (pagando o salário dos jogadores, caso de Alex Afonso e André, do São Paulo).
Esse valor provavelmente é aquele que o bragantino paga a uma parte dos atletas. Em agradecimento à ajuda recebida a grande maioria dos jogadores vai ser cedida/devolvida aos clubes que ajudaram a evitar que o Bragantino fechasse as portas, segundo seu próprio presidente.
Mas não se pode negar a grande competência do trabalho feito pelo técnico Marcelo Veiga, que recusou propostas mais vantajosas e pretende seguir com o clube na série C, mesmo perdendo quase todo o elenco e tendo que começar o trabalho praticamente do zero.
Já no Santa Cruz, é tudo às próprias custas S/A e com um monte de gente jogando contra (Promotores, árbitros, adversários, Federação, imprensa….).
Esse monte de SACANAS burronegros (ops.pleonasmo) precisa saber que se acabarem com o Santa acabam com o campeonato pernambucano,pois METADE dos torcedores deixarão de ir a campo! Oh, que saudade de Rubem Moreira. Aquele sim é que era um HOMEM !
Deixa eu acrescentar os meus míseros “2 centavos” a essa nobre discussão.
Vi o Paulo e o Artur delineando sobre a falta de competência de se achar um novo técnico, ou um técnico novo, com a competência e perfil necessário para dirigir o Santa. Permitam-me incluir um novo ingrediente: Coragem.
As campanhas e os desmandos das últimas décadas nos tirou a coragem da aposta, quer com treinadores, quer com jogadores. Vivemos uma ânsia da retomada dos “grandes tempos”, que nos suga completamente a paciência, e nos empurra para um imediatismo cruel.
Se um moleque dos Juniores entra na Lateral Esquerda num jogo contra o Ipiranga, e erra dois passes em seguência, ele não presta. “Isso não é jogador para o Santa Cruz”, Braveja um exaltado. “Isso não joga nem no Íbis”, profetiza mais um carrasco. E era o primeiro jogo do moleque no time de cima. Vejo torcedores reclamando das crianças que jogam nos intervalos das partidas do time de cima! Convenhamos…
Essa falta de paciência está nos levando a um nível de exigência perigoso. Não damos tempo para que nossas promessas amadureçam. O Grande Raí, só foi se firmar como grande jogador aos 26 anos! E nós estamos cobrando, que o Fabiano, lateral esquerdo de 18 anos, seja o novo Roberto Carlos. Estou cansado de ver jogadores que passaram pelo Santa, sem nenhum destaque, conseguir se destacar em outros clubes. Exemplos temos aos borbotões.
Hoje o tempo é nosso inimigo. Enquanto não decidirmos que ele precisa ser um aliado, estamos correndo perigo. Não temos paciência para revelar e descobrir talentos, nem temos dinheiro para contratar grande craques. O que faremos?
Com relaçao ao Charles, até tinha comentado com o Dimas. Não adianta mais espernear. Ele é o nosso treinador para a Série B. Queiramos ou não. E já que ele é comandante do nosso escrete, terá o meu apoio. Aguardemos os resultados. Temo especificamente pelas 2 rodadas iniciais.
Se tomarmos um sacode contra o Ipatinga fora, qual será o comportamento da torcida no primeiro jogo no Arruda?
Fico com o Leonardo Jr. Sou contra a permanência de Charles, mas já não tem mais jeito, vamos ver no que dá. Andei procurando argumentos para respaldar a Diretoria, já que os argumentos de Edinho não convencem nem ao próprio Charles. Bem, o segredo está na permanência do treinador, o Real Madrid tem o mesmo técnico há mais de 5 anos, o Barcelona idem, assim trabalham os grande clubes europeus, mas não são só eles, o Santos, o Internacional e o São Paulo que ganham com a continuidade. Vejamos o nosso próprio Tricolor do Arruda nos anos mais difíceis da nossa recente história. Totalmente sem recursos em 2002, fez um time meia bomba, que ainda assim quase foi campeão pernambucano e ficou entre os 4 melhores na série b. Em 2003, com menos recursos ainda (o time era 1/4 de bomba), contratou Péricles Chamusca que levou o time à final do campeonato. Em 2004, com uma folha ainda menor (1/8 de bomba), ficamos com Roberval Davino que levou o clube a figurar entre os oito melhores – convenhamos, por mais vícios que tenha Roberval (como por exemplo, trazer “jogadores de confiança” embaixo do braço), tirou leite de pedra naquele ano – Em 2005, Givanildo permaneceu o ano todo e aí fomos campeões e subimos para a primeira divisão. Em 4 anos, 4 treinadores, é uma marca muito boa para os nossos padrões. O ano passado, começamos o muda-muda de treinador e deu no que deu, Giba, Espinosa, Maurício Simões, Ernesto Guedes (??!!) e Fito Neves. Em um ano tivemos mais treinadores do que nos 4 anos anteriores(olhando direitinho para aquele grupo que terminou o ano de 2006 e para o que temos hoje, acho que Fito Neves merecia ter ficado). Diante disso, vejo que Edinho está com a razão. No fim o que vai valer mesmo é termos jogadores motivados para jogar o campeonato, jovens querendo aparecer para o mundo, a história do clube e a torcida que vai descer “com mais de mil” se o time engrenar dentro de campo. É o caminho que vai dar certo: coração, juventude e fé.
Santa Cruz, cuidado com a FPF, pois o presidente burronegro é capaz de criar caso para não haver esse amistoso com o Sete de Setembro. Não se pode confiar em nenhum burronegro, imitadores do Vasco da Gama, com o plagiado cazá, cazá. cazá…Vasco…Vasco…Vaco !
Santa Cruz, cuidado com a FPF, pois o presidente burronegro é capaz de criar caso para não haver esse amistoso com o Sete de Setembro. Não se pode confiar em nenhum burronegro, imitadores do Vasco da Gama, com o plagiado cazá, cazá. cazá…Vasco…Vasco…Vasco!
Discussão edificante. Este Blog está cada vez melhor.
Em relação ao São Caetano, faço um adendo: Dorival Jr., sacaneado na coisa (novidade…) assumiu o time em franca decadência, que culminou com a queda para a segunda divisão do Brasileiro. O que fez a diretoria do supracitado time? O manteve no comando, deu condições mínimas para ele trabalhar. O resultado todos estão vendo, não é preciso falar mais nada.
Se fosse aqui no Santa Cruz o que aconteceria? Ele seria mandado embora e tachado de incompetente. Falta maturidade e paciência a uma grandíssima parcela da torcida. Falta também COMPROMISSO com o Clube. Vejam que facções que surgiram por causa do Santa Cruz hoje se acham maiores que o Clube. O reflexo disso é claro: fragmentação total e desacordo de opiniões que só tendem a prejudicar mais e mais o outrora grande Clube.
Outra coisa interessante sobre Dorival Jr.: é um cara sério, correto, muito trabalhador e bom caráter. Mas acho que não daria certo aqui no Tricolor por um motivo básico: pelo fato de ter trabalhado na coisa, algumas sumidades vão sempre associar sua figura com aquela gente. Ao primeiro tropeço o chamariam de “burro-nego”, igual como fazem com Givanildo (olha só o que ele tá fazendo no vitória da Bahia…).
O torcida precisa definitivamente perder esse complexo de vira-lata, mania de perseguição ou o que queiram chamar. Se nos tornarmos grandes outra vez ninguém nos segura. Só não podemos arranjar culpados externos todas as vezes em que fracassamos.
Temos que olhar para dentro de nós mesmos. As respostas estão mais perto do que podemos supor.
Continuo contra Charles e achando que estamos perdendo um tempo precioso. Outro problema que estou vendo Eh que agora eh Edinho quem faz tudo no futebol. Os outros diretores nem aparecem. Isso ja sabemos que nao eh bom e esta longe do profissionalismo que ele mesmo prega. Se nao for rebaixado, soltarei fogos no final do ano. Estou sendo pessimista, mas com a campanha deste ano nao dah pra ser muito otimista.
Valter, penso diferente.
O time que vem vindo é operário e vai tirar leite de pedra porque muitos SUBIRAM DE DIVISÃO vindo para o Santa Cruz. Além disso, pela primeira vez estamos fazendo a política do São Caetano.
Vamos dar um crédito.
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Esse promotor é um imbecil, ou um espertinho, à procura de alguma notoriedade. Está equivocado quanto ao que poderia ser objeto de medida legal e usando a instância errada. Acredito que a interdição, se esse fosse o caso, pertence à esfera da justiça desportiva.
O estádio só pode ser interditado quando os fatos decorrem diretamente da sua falta de condições para sediar o evento esportivo, o que não se aplica ao nosso caso.
Será que ele lembra do que ocorreu antes (na venda de ingressos) e durante o jogo barbie x coisa, em “la bonequera”, no primeiro turno?Coicidentemente, nosso clube, que não teve nada com a história, foi punido por tabela. Alguém precisa avisá-lo para pedir a interdição da maquete dos aflitos.
Aliás, as medidas a serem tomadas na esfera da justiça comum, em relação ao acontecido no nosso estádio, estão na Portaria baixada pelo
Juizado Especial Cível e Criminal do Torcedor (Jetep) que trata da repressão à organizadas. Ele precisa ser informado desse fato também.
Lembro que o Sr. Jatobá, em entrevista grunhida a uma dessas emissora de rádio, falou que não temia o MP estadual e sempre dava uma chegadinha por lá. Será que esse promotor não faz parte da curriola?
Creio que a máfia que foi defenestrada do Arruda e aquela que habita o mangue da madalena pode realmente estar por trás de mais essa sacanagem.
Não duvido nada disso. Aquela corja imunda que foi botada pra fora não tem preocupação nenhuma com o Santa Cruz. O que eles queriam e querem é parasitar o Clube, sugar tudo dele.
E agora, fora da mamata que era o Tricolor, tenho certeza de que eles trabalham contra nos bastidores.
Desde o dia em que Muniz assumiu o comando do Santa, não digitei uma palavra criticando seu trabalho. Sempre compreendi as suas dificuldades, assim como as de Givanildo, em comandar um grupo fraco tecnicamente.
Nunca se pode avaliar um profissional se o time é ruim, isso é o que penso, não sei se alguns dos amigos tricolores pensam assim também.
Mas será que o time era ruim mesmo?
No jogo contra o Vera Cruz o Santa se portou relativamente bem, veio o desastre contra a Cabense, e por último a melhor partida da competição, contra a coisa. Como disse Artur, dando um nó tático em Gallo, inteligente na armação do time e encurralando a leoa, Muniz passou para os incrédulos o que realmente sabe e poderá fazer de bom para o Santa Cruz.
SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!
Ah! Sobre a interdição do Arruda, isso não vai acontecer. Mas todo cuidado é pouco, os urubus carniceiros (imprensa nojenta, bode rouco, a coisa do mangue) estão sempre ao redor querendo nos prejudicar.
Artur tem um equilíbrio em sua argumentação de dar inveja a muitos cronistas. Suas ponderações praticamente nos deixam sem argumentos para divergir. Mas, mesmo assim, vou dar uma de advogado do diabo e, enquanto ele tenta apagar a fogueira, e vou jogar mais lenha. Só para apimentar um pouco a discussão.
Desde o primeiro dia em que Charles Muniz foi investido no cargo de treinador, eu me posicionei contrário à decisão da diretoria. Tê-lo como interino é uma coisa, de forma permanente, outra. Sempre enxerguei que Muniz não queria assumir o cargo, mas o apelo do presidente o fez mudar de idéia. Muniz nunca quis ser técnico, seja no Santa ou em qualquer outro time. Sua vocação era outra e ele sempre foi um estudioso em sua área. Tanto assim, que foi campeão estadual duas vezes e, nem por isso, tentou levar adiante a carreira como treinador. Não obstante, ainda que Muniz quisesse sê-lo agora, há anos de defasagem em sua preparação nesta carreira. Se o time não fizer uma boa campanha na série B, esta diretoria terá sua credibilidade comprometida diante da mesma torcida que a colocou lá. E não importará se o trabalho fora de campo estará sendo bem feito.
Sempre fui partidário de que, mesmo com um time ruim, é preciso um bom técnico. Pois um excelente profissional consegue tirar leite de pedra. Concordo, é fato, que houve uma boa apresentação do Santa diante da coisa. É inegável o dedo de Charles. Mas percebam as oscilações da equipe em todo o campeonato, inclusive no período em que ele esteve à frente. Talvez isso tenha feito Artur também oscilar em sua opinião.
No mais, o jovem Robinho, trazido pelas mãos de Charles e que veio para teste nos juniores, foi devolvido, tendo jogado um pedaço de uma partida no profissional, numa grande fogueira. Não sei se o cara era bom de bola ou não, apenas me pareceu incoerência.
Notícias não oficiais (e como não são oficiais não podemos creditá-las como verdadeiras) dão conta de que outro treinador estaria praticamente contratado para a série B, mas a vitória contra a coisa mudou o rumo da história. Todos os diretores queriam mudanças no comando técnico, exceto Edinho.
Agora, só me resta torcer para que Charles Muniz nos faça ver que estávamos errados. Quanto a mim, serei o mais ardoroso torcedor do treinador tricolor.
Saudações tricolores,
Dimas Lins
Tricolores, uma reflexão:
Estava vendo o jogo do São Paulo contra o São Caetano. Meu objetivo era, na verdade, ver como São Caetano jogava. E, fiquei espantado !! Que time !!
Mas, o que isso tem a ver com a crônica, bem escrita, pelo Artur ?
- Simples. No início do ano passado, o time do mangue contratou um técnico que treinador, ¨inexpressivo¨, que tinha treinado apenas 2 times (figueirense, 15 meses seguidos e fortaleza). Em nenhum foi campeão. Mas, fez um bom trabalho em ambos. Lembro-me que o time do mangue não tinha sequer elenco – vinha de uma quase queda para a terceira divisão do nacional – para disputar um campeonato regional. Resultado, o treinador indicou um monte de jogadores (junto com a diretoria), muitos desconhecidos e conseguiu ser campeão pernambucano em cima de um time já formado – o nosso Santa. Na segunda divisão este treinador – Dorival Júnior – sempre se manteve entre os quatro primeiros, quando em uma única rodada ficou fora da lista dos quatro, foi demitido.
Mas, onde se encontra Dorivar Júnior hoje ?
- Ele está treinando um time da série B, finalista do campeonato mais difícil do País, que acabou de golear o São Paulo por 4 x 1 em pleno Morumbi. Detalhe: o São Paulo foi eliminado da competição com apenas 2 derrotas: as duas para o São Caetano.
Para mim, um Time deve escolher um treinador como escolhe (ou deve) um jogador. Se quisermos um mais experiente, temos que contratar um mais velho, mais rodado, com títulos. Se quisermos um mais dinâmico, temos que contratar um mais novo, mais atuante, que quer vencer. O que nos falta é competência para encontrar um bom treinador, seja experiente ou dinâmico. No entanto, vários times conseguem fazê-lo. Nós, não!!
Enquanto isso, vamos dando chance a um treinador que há 10 anos só sentou no banco de reservas por 3 meses, apenas. Que indicou um jogador por uma fita de vídeo e por um treino que fez – Robinho, que já pediu para sair. E, que é amigo do presidente… assim como Evaristo, Givanildo…
Se Dimas é um advogado do diabo, tô lascado, já tô no Inferno! Hehe… Bem, defender Muniz não é tarefa fácil, ainda mais que minhas oscilações são difíceis de controlar. Com os argumentos de Paulo e de Dimas, quase mudo de idéia e assumo que sou mesmo esquizofrênico. Mas não quero me internar, seria uma humilhação para um psiquiatra, assim tentarei uma tréplica (claro, boa parte de minha argumentação, dadas as circunstâncias, repousam em algumas “esperanças”):
a) Muniz não quis e não queria ser técnico. Mas os verbos estão no passado. Agora, ele quer, e muito, pois do contrário teria recusado o cargo ou se colocado explicitamente como interino. Aceitar esse desafio nas atuais condições do clube é um sinal, convenhamos, de coragem e de determinação – pode ser um gesto temerário, mas o perfil de Muniz, com seu jeito de padre e de pessoa ponderada, leva-me a crer que o cabra pensou bastante, antes de aceitar o imbróglio. Ele se acha capaz de dar conta do recado; por enquanto, isso é um dado positivo. Se fracassa, terá de me procurar para uma consulta, pois teria uma auto-avaliação completamente delirante;
b) como bem argumenta Dimas, dado o tempo que passou distante da função de técnico, é muito provável que Muniz esteja defasado. Contudo, aqui, estou diante de uma caixa preta, porque não sei se, de fato, ele está defasado. Pessoalmente, acho que a avaliação de um técnico passa menos pela escalação e pelas mudanças, que porventura fizer durante o transcorrer da partida, do que pelo trabalho cotidiano, do dia-a-dia na semana – bom técnico é aquele que sabe treinar o time, organizando-o e posicionando-o taticamente. Existem várias técnicas para fazer isso (coletivo e outros babados). Giva, por exemplo, é um bom técnico, mas seus treinos são absolutamente convencionais. Ele não é um “professor” e sim um intuitivo (ele é bom durante o transcorrer da partida, pois tem visão de jogo. Mas seus treinos são apenas de posicionamento e têm como base os coletivos. Ele é o rei do feijão-com-arroz. Seria interessante, nesse sentido, saber como são os treinos de Muniz – na minha opinião, é essa observação que confirmará ou não sua defasagem;
c) de todo modo, mais do que o esquema tático, o fundamental na série B é grupo, união, raça e… salário em dia. Muniz parece ser um bom motivador e já se livrou das malas do time. Terá uma ajuda preciosa de Edinho, outro motivador competente – já os salários dependem da direção do clube e de nós torcedores. Só quero que Muniz “arrume” o time. Um time arrumadinho, e estou satisfeito. Acho isso factível com o padre. Qual é o técnico, que se enquadra nas condições financeiras do clube, e que vai além do “arrumadinho”? Paulo citou Dorival. Concordo, mas ele está longe de nossas atuais condições. Um técnico “além”, só na base da amizade, como foi a vinda de Giva. Quais outros? Paulo tem razão quando discute um aspecto importante: não temos ainda a competência necessária para encontrar um técnico desconhecido, um “achado” que se revele competente, como um Dorival. Por isso e inclusive, os outros nomes que já foram perfilados aqui e no blog do Santinha deixam-me tão inseguro quanto Muniz. Aliás, os nomes ventilados na imprensa, que nem me lembro mais e que substituiriam Muniz depois da partida contra a Coisa, não eram grande coisa; ao contrário, eram apostas arriscadíssimas;
Bem, olhando minha argumentação, confesso que ela não é tão persuasiva. Depende de muitos “se” – mas a argumentação contrária também se nutre de muita aposta. O problema, pessoal, é que o Santinha está numa fase em que o imponderável ainda reina e o futuro ainda é incerto. Nossas propostas e análises findam sendo “teorias da incerteza”, o que é irritante.
Mas, no frigir dos ovos, nossa conclusão é a mesma: só nos resta torcer. Ou como disse Ducaldo: “aguardemos o resultado”.
Artur,
Você disse tudo. O problema é que nossas propostas e análises se baseiam em teorias da incerteza. E eu acrescento, ou do caos. Não temos solidez naquilo que defendemos. Tanto eu, quanto você podemos estar redondamente enganados. A linha é tênue entre a análise correta e a absurdamente equivocada.
Por isso, só tem uma coisa a mais a acrescentar: viva a diversidade de opiniões!
Saudações tricolores,
Dimas Lins
Dimas,
Não temos o técnico nem o time dos nossos sonhos. Eu gostaria muito de ter um técnico e um time como aquele de 1978, como não é possível, só resta torcer desesperadamente para que a atual combinação dê certo.
Como você bem disse, tudo que defendemos ou atacamos, até agora, está no terreno das hipóteses. Elenco e técnico estão definidos, então só nos resta esperar.
Saudações tricolores!
PS: Por que uma chuvinha de nada fez com que tanta gente deixasse de ir ao happy hour? Eu tive, com a maior boa vontade, de dar conta de uns dois galões de caldinho e outro tanto de skol geladinha.
Fui com um amigo e encontrei apenas três blogueiros (Galdino, Chaves e Insatisfeito). Todos foram atenciosamente recebidos por Lulinha, nosso diretor social, com quem conversei bastante sobre o nosso clube, e conheci outros tricolores presentes ao evento.
Espero que na próxima sexta a presença seja maior. O clube precisa muito disso.
PS2: O telão para a sede está engatilhado, e é quase certo que assitiremos à estréia e aos outros jogos que o tricolor fará fora de casa pela série B.
Um parêntesis,
Impressionante, o time do Bragantino jogou duas partidas contra o Santos durante a semifinal do Paulista.
Quem assistou o jogo pode observar que: 1. Se existisse um vencedor em algum dos jogos, seria o Bragantino. 2. É treinado por um ¨professor desconhecido¨; ao contrário do técnico do outro time, vanderlei luxemburgo. 3. Foi formado em dezembro do ano passado, ao contrário do santos – já há mais de 1 ano junto.
E o mais incrível: FOLHA SALARIAL DE R$ 75.000,00 (Isso mesmo, praticamente três vezes menos a nossa – estimada em R$ 200 mil), segundo fontes do jornalista.
Isso é competência: Tirar do pouco recurso disponível, a máxima eficiência.
Essa folha salarial baixa é, digamos assim, uma meia-verdade. Os quatro grandes clubes de São Paulo ajudaram o Bragantino financeiramente e cedendo jogadores por empréstimo (pagando o salário dos jogadores, caso de Alex Afonso e André, do São Paulo).
Esse valor provavelmente é aquele que o bragantino paga a uma parte dos atletas. Em agradecimento à ajuda recebida a grande maioria dos jogadores vai ser cedida/devolvida aos clubes que ajudaram a evitar que o Bragantino fechasse as portas, segundo seu próprio presidente.
Mas não se pode negar a grande competência do trabalho feito pelo técnico Marcelo Veiga, que recusou propostas mais vantajosas e pretende seguir com o clube na série C, mesmo perdendo quase todo o elenco e tendo que começar o trabalho praticamente do zero.
Já no Santa Cruz, é tudo às próprias custas S/A e com um monte de gente jogando contra (Promotores, árbitros, adversários, Federação, imprensa….).
Esse monte de SACANAS burronegros (ops.pleonasmo) precisa saber que se acabarem com o Santa acabam com o campeonato pernambucano,pois METADE dos torcedores deixarão de ir a campo! Oh, que saudade de Rubem Moreira. Aquele sim é que era um HOMEM !
Deixa eu acrescentar os meus míseros “2 centavos” a essa nobre discussão.
Vi o Paulo e o Artur delineando sobre a falta de competência de se achar um novo técnico, ou um técnico novo, com a competência e perfil necessário para dirigir o Santa. Permitam-me incluir um novo ingrediente: Coragem.
As campanhas e os desmandos das últimas décadas nos tirou a coragem da aposta, quer com treinadores, quer com jogadores. Vivemos uma ânsia da retomada dos “grandes tempos”, que nos suga completamente a paciência, e nos empurra para um imediatismo cruel.
Se um moleque dos Juniores entra na Lateral Esquerda num jogo contra o Ipiranga, e erra dois passes em seguência, ele não presta. “Isso não é jogador para o Santa Cruz”, Braveja um exaltado. “Isso não joga nem no Íbis”, profetiza mais um carrasco. E era o primeiro jogo do moleque no time de cima. Vejo torcedores reclamando das crianças que jogam nos intervalos das partidas do time de cima! Convenhamos…
Essa falta de paciência está nos levando a um nível de exigência perigoso. Não damos tempo para que nossas promessas amadureçam. O Grande Raí, só foi se firmar como grande jogador aos 26 anos! E nós estamos cobrando, que o Fabiano, lateral esquerdo de 18 anos, seja o novo Roberto Carlos. Estou cansado de ver jogadores que passaram pelo Santa, sem nenhum destaque, conseguir se destacar em outros clubes. Exemplos temos aos borbotões.
Hoje o tempo é nosso inimigo. Enquanto não decidirmos que ele precisa ser um aliado, estamos correndo perigo. Não temos paciência para revelar e descobrir talentos, nem temos dinheiro para contratar grande craques. O que faremos?
Com relaçao ao Charles, até tinha comentado com o Dimas. Não adianta mais espernear. Ele é o nosso treinador para a Série B. Queiramos ou não. E já que ele é comandante do nosso escrete, terá o meu apoio. Aguardemos os resultados. Temo especificamente pelas 2 rodadas iniciais.
Se tomarmos um sacode contra o Ipatinga fora, qual será o comportamento da torcida no primeiro jogo no Arruda?
Fico com o Leonardo Jr. Sou contra a permanência de Charles, mas já não tem mais jeito, vamos ver no que dá. Andei procurando argumentos para respaldar a Diretoria, já que os argumentos de Edinho não convencem nem ao próprio Charles. Bem, o segredo está na permanência do treinador, o Real Madrid tem o mesmo técnico há mais de 5 anos, o Barcelona idem, assim trabalham os grande clubes europeus, mas não são só eles, o Santos, o Internacional e o São Paulo que ganham com a continuidade. Vejamos o nosso próprio Tricolor do Arruda nos anos mais difíceis da nossa recente história. Totalmente sem recursos em 2002, fez um time meia bomba, que ainda assim quase foi campeão pernambucano e ficou entre os 4 melhores na série b. Em 2003, com menos recursos ainda (o time era 1/4 de bomba), contratou Péricles Chamusca que levou o time à final do campeonato. Em 2004, com uma folha ainda menor (1/8 de bomba), ficamos com Roberval Davino que levou o clube a figurar entre os oito melhores – convenhamos, por mais vícios que tenha Roberval (como por exemplo, trazer “jogadores de confiança” embaixo do braço), tirou leite de pedra naquele ano – Em 2005, Givanildo permaneceu o ano todo e aí fomos campeões e subimos para a primeira divisão. Em 4 anos, 4 treinadores, é uma marca muito boa para os nossos padrões. O ano passado, começamos o muda-muda de treinador e deu no que deu, Giba, Espinosa, Maurício Simões, Ernesto Guedes (??!!) e Fito Neves. Em um ano tivemos mais treinadores do que nos 4 anos anteriores(olhando direitinho para aquele grupo que terminou o ano de 2006 e para o que temos hoje, acho que Fito Neves merecia ter ficado). Diante disso, vejo que Edinho está com a razão. No fim o que vai valer mesmo é termos jogadores motivados para jogar o campeonato, jovens querendo aparecer para o mundo, a história do clube e a torcida que vai descer “com mais de mil” se o time engrenar dentro de campo. É o caminho que vai dar certo: coração, juventude e fé.
Santa Cruz, cuidado com a FPF, pois o presidente burronegro é capaz de criar caso para não haver esse amistoso com o Sete de Setembro. Não se pode confiar em nenhum burronegro, imitadores do Vasco da Gama, com o plagiado cazá, cazá. cazá…Vasco…Vasco…Vaco !
Santa Cruz, cuidado com a FPF, pois o presidente burronegro é capaz de criar caso para não haver esse amistoso com o Sete de Setembro. Não se pode confiar em nenhum burronegro, imitadores do Vasco da Gama, com o plagiado cazá, cazá. cazá…Vasco…Vasco…Vasco!
Discussão edificante. Este Blog está cada vez melhor.
Em relação ao São Caetano, faço um adendo: Dorival Jr., sacaneado na coisa (novidade…) assumiu o time em franca decadência, que culminou com a queda para a segunda divisão do Brasileiro. O que fez a diretoria do supracitado time? O manteve no comando, deu condições mínimas para ele trabalhar. O resultado todos estão vendo, não é preciso falar mais nada.
Se fosse aqui no Santa Cruz o que aconteceria? Ele seria mandado embora e tachado de incompetente. Falta maturidade e paciência a uma grandíssima parcela da torcida. Falta também COMPROMISSO com o Clube. Vejam que facções que surgiram por causa do Santa Cruz hoje se acham maiores que o Clube. O reflexo disso é claro: fragmentação total e desacordo de opiniões que só tendem a prejudicar mais e mais o outrora grande Clube.
Outra coisa interessante sobre Dorival Jr.: é um cara sério, correto, muito trabalhador e bom caráter. Mas acho que não daria certo aqui no Tricolor por um motivo básico: pelo fato de ter trabalhado na coisa, algumas sumidades vão sempre associar sua figura com aquela gente. Ao primeiro tropeço o chamariam de “burro-nego”, igual como fazem com Givanildo (olha só o que ele tá fazendo no vitória da Bahia…).
O torcida precisa definitivamente perder esse complexo de vira-lata, mania de perseguição ou o que queiram chamar. Se nos tornarmos grandes outra vez ninguém nos segura. Só não podemos arranjar culpados externos todas as vezes em que fracassamos.
Temos que olhar para dentro de nós mesmos. As respostas estão mais perto do que podemos supor.
Continuo contra Charles e achando que estamos perdendo um tempo precioso. Outro problema que estou vendo Eh que agora eh Edinho quem faz tudo no futebol. Os outros diretores nem aparecem. Isso ja sabemos que nao eh bom e esta longe do profissionalismo que ele mesmo prega. Se nao for rebaixado, soltarei fogos no final do ano. Estou sendo pessimista, mas com a campanha deste ano nao dah pra ser muito otimista.
Saudacoes Corais
Valter, penso diferente.
O time que vem vindo é operário e vai tirar leite de pedra porque muitos SUBIRAM DE DIVISÃO vindo para o Santa Cruz. Além disso, pela primeira vez estamos fazendo a política do São Caetano.
Vamos dar um crédito.