Fim de um estilo

Hoje, sei exatamente quando o futebol brasileiro mudou e abandonou um estilo que foi hegemônico por mais de 40 anos. Era o estilo do toque de bola, do drible, famélico por gols. Era um futebol baseado no meio-campo e no ataque – compulsivo pela criação de jogadas de definição. Nosso passado foi um período histórico exuberante que criou uma identidade e uma maneira típica de jogar. Uma identidade tão forte que todo brasileiro reconhecia-se nessa forma de jogar; tão forte que nossa identidade nacional não estava apenas no carnaval e na música, mas também no futebol. Como explicar esse tempo de pura Fiat Lux? Até hoje, os historiadores tentam explicar o que aconteceu na antiga Grécia, em particular em Atenas, quando ocorreu a maior produção de gênios da história ocidental. O que se passou ali? Qual foi o milagre? Qual a explicação? Pois bem, fomos a Atenas do futebol: a maior produção de gênios na História do Ludopédio!

Sim, o futebol brasileiro mudou, e sei exatamente quando aconteceu a mudança. Foi um momento simbólico, por isso tão poderoso e eloquente no seu movimento. Ali, deu-se a passagem, mas sem ritual, na bucha, de um jeito bem violento. Foi quando Dunga, capitão da seleção do tetra, levantou a taça sagrada e disse um… palavrão – a levantada de taça mais vulgar de todos os tempos. Naquele extraordinário “porra!” anunciava-se o fim de um estilo e o começo de outro. Ali, naquele palavrão, condensava-se o futebol de resultados e o desprezo profundo pela apreciação estética do jogo de bola. Era preciso um termo chulo para, simbolicamente, detonar a beleza. Era preciso raiva, revanchismo, e muito, mas muito mesmo, ressentimento.

Naquele instante, o resultado separava-se da arte. Uma separação arbitrária, afinal, pois o resultado não era arte e a arte, resultado? No estilo antigo, não havia dois lados separados, mas apenas uma moeda com duas faces. Jogar bem e ganhar eram a condição sine qua non do fut nacional. A apreciação estética colava-se à necessidade de vitória. Nosso futebol era lindo e… vencedor. Não havia a contradição; mas, agora, passava a existir o antagonismo. O “porra” separou beleza e resultado de uma maneira tal que é impossível ou muito estranho pensar, novamente, nos dois juntos. Pior: o resultado passou a ser incompatível com a beleza. E surgiu esse tal de futebol-arte, essa estrovenga ingênua e derrotista. Essa designação útil para denegrir o defensor do futebol bem jogado. É difícil escapar dessa armadilha retórica. Ora, futebol-arte é o futebol decorativo da Colômbia!

O gesto rude de Dunga definiu uma situação como real e, se os homens definem as situações como reais, elas são reais em suas consequências.

Qual é nosso novo estilo? Uma defesa forte, muito forte, com ótimos laterais, um meio-campo marcador e um bom ataque. Ocorreu um deslocamento da criação à marcação. A criação passa a ser consequência da marcação. O meio-campo, antes uma catedral gótica, torna-se assim um xópi center repleto de volantes. O toque de bola, mola mestra da criação, perde seu sentido – como realizá-lo sem armadores e sem meias – sem Ganso? Há muita ligação direta entre defesa e ataque. O gol, que virou um mero detalhe, é resultado de ações que dependem mais de indivíduos do que de um jogo coletivo. A fantasia não é mais uma possessão coletiva, mas sim individual.  O craque não é uma individualidade formatada na equipe e sim uma celebridade solitária. O que domina é a Tática e a Numerologia (442, 352, 451…) e não a solidariedade e a experiência dos jogadores. É o reino do Técnico e do Professor.

É um estilo feio, mas eficiente. E a eficiência é o valor supremo dos novos tempos. Se o antigo estilo refletia, como identidade, certos valores da sociedade brasileira, a nova maneira de jogar reflete os novos tempos: resultado, otimização, eficiência, técnica, produtividade… Do futebol-espetáculo, chegamos à nossa maturidade capitalista: o futebol-empresa.

Pois é…

Rezo para que o novo estilo não domine os corações e as mentes dos jovens. Será tarde demais? Como sintoma de época, vi jovens torcendo contra o Santos (“joga bonitinho demais”) e contra o Barcelona (a Inter de Milão, com Mourinho, o técnico-máquina, joga mais eficiente). Nada contra; afinal, acho bem interessante o jogo da Inter. Mas tudo é uma questão de escolha. A escolha determina a vida. E as escolhas dizem muito de nossa identidade. E nossa identidade é formatada por valores.

Confesso minha velhice. A idade tomou conta de minha alma. Só penso no passado e venero minhas memórias. O presente e o futuro já são outros mundos. Não consigo compreendê-los. Não me identifico. Não é meu estilo. Como viver num mundo onde o futebol prescinde da beleza?

Estarei histérico nessa copa; mas, não como torcedor. Apresentarei o sintoma clássico da histeria: la belle indifférence. Talvez me deprima…

Acho que direi um palavrão.

PS: queria entender a razão do surdo desprezo que o time do Santos inpira nos medíocres.

PS2: a relação entre resultado e beleza pode ser destacada da seguine forma: o resultado é o fim; a beleza é o meio. O futebol de resultados impõe uma ditadura dos fins. É o futebol útil.

PS3: Oscar Wilde escreveu no prefácio de O Retrato de Dorian Gray:

“Podemos perdoar a um homem que faça alguma coisa útil, contanto que a não admire. A única justificação para uma coisa inútil é que ela seja profundamente admirada”.

Assim, posso afirmar com absoluta convicção o seguinte paradoxo: atualmente, o futebol que admiro é e deve ser completamente inútil.

PS4: a luta contra as drogas, lá em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, ganhou um apoio notável:

37 Comentários

  1. gustavo rabelo
    1

    Vejam a notícia que acabei de ler:

    “10:18 – Copa 2014 – 13/05/10
    Grupo vence licitação para a Arena da Copa.

    O Governo do Estado anunciou o consórcio liderado pela empresa Odebrecht Investimentos em Infraestrutura como vencedor da licitação de construção e operação da Arena da Copa, em São Lourenço da Mata, uma das cidades que irão sediar a Copa do Mundo de 2014.

    O investimento total a ser feito pelo Estado no projeto é de R$ 379 milhões, que só começará a ser pago a partir do início de operação da Arena, em janeiro de 2013, quando será realizada a Copa das Confederações.

    “Se as 12 arenas contrataram operadores de padrão internacional, nós estamos entrando num marco novo no futebol do Brasil. Vamos entrar em contato com administradores do padrão europeu. Vão trazer práticas, para cá, que vão forçar uma mudança”, disse o secretário da Casa Civil e coordenador do Comitê da Copa 2014, Ricardo Leitão.

    O estádio pernambucano para a competição de 2014 deverá ser construído às margens da BR-408, em uma área de 50 hectares. O projeto é construir uma moderna arena esportiva para 46 mil torcedores e o custo total é estimado em R$ 472 milhões , em uma parceria entre o governo e empresas privadas. O projeto prevê também, próximo ao estádio, a Cidade da Copa, um conjunto habitacional com nove mil apartamentos.”

    FONTE: http://www.futebolnordeste.com/site/NoticiasFutebol.aspx?id=23862

    E aí? Isso é verdade?! Eu tentei confimmar no site do governo de PE e no Diário Oficial, mas não vi nada!!!

  2. Tricolor da Mata Norte
    2

    A meu ver, o futebol resultado não começou simbolicamente na copa de 94. A Copa da Itália em 1990 foi o início do fim. Copa mais chata de todas que acompanhei.

  3. Fábio Belmino
    3

    A diretoria Coral deveria aproveitar que Grafite encontra-se no Recife e convidá-lo para na segunda-feira na reapresentação do elenco, o mesmo proferir uma palestra de motivação aos nossos jogadores.

  4. Texto primoroso de Perrusi.

    Agora, com licença, vou ali comprar uma corneta…

  5. André Tricolor Virtual
    5

    Eita “Artur”,

    Acho que desistiram do circo da arte, agora estamos na era da fazenda, pois a seleção já tem um ‘burro’, um ‘cavalo’, e não sei por que tanto preconceito em barrar o ‘ganso’, o ‘viado’ gordo e o ‘pato’!

  6. Artur, a justificativa dos mediocres para o fim do futebol
    espetaculo é a seleção de 82, que não ganhou nada enquanto a
    de 94 foi campeã mundial, só que a seleção de 82 ganhou admi
    ração e respeito de todo o planeta, precisa de mais?
    Não será só você que estará na fase de la belle indifférence
    creio que alguns milhões de saudosistas, onde me incluo.
    Saudações.

  7. Hélio Mattos
    7

    O atual timaço encantador do Santos foi lá em Porto Alegre e levou quatro mas, em compensação botou três dentro da casa dos caras.

    E tem sido atualmente sempre assim. Muitos e belíssimos gols feitos e sempre uns dois ou mais levados.
    Em que isto incomoda?
    Incomoda aos que nas últimas décadas têm passado a vida a defender o exemplo europeu, de brutamontes chutadores, como o mais bem acabado exemplo de nosso atual mais caro jogador do mundo, o midiático barriga de tanquinho Cristiano Ronaldo.
    Incomoda-os porque teriam que dar a mão à palmatória e se justificar por anos a fio de seus comentários apequenados.
    Preferem se reafirmar na pequeneza, torcendo para que, quem sabe, o Grêmio entre numa retranca louca lá na Vila Belmiro e arranque um empate que deixaria tudo dentro dos padrões atuais.

    Mas disto eu duvido e, confesso que estou torcendo muito para o sucesso destes garotos que, nas suas belas e inconsequentes jogadas estão, históricamente, levantando a bola (literalmente) da grandeza que fez do futebol brasileiro uma referência à parte, não por conta exclusiva de títulos.

  8. Texto Sensacional, sem duvida a melhor tese sobre este futebol burocrático, chato e sem identidade que temos hoje.
    Recordo o quanto torci contra naquela Copa de 94,até hoje me irrito quando passa os VT desta Copa.
    Algumas imagens daquela Seleção conseguiram me marcar negativamente e sinto enjôo toda vez que assisto a cena daquele cardume de cabeças de bagre entrando de mãos dadas,também me deixa nervoso quando passa Galvão Bueno berrando feito um bode abraçado ao aguado Pelé gitando é tetra, é tetra.
    E tem ainda aquela roda de joelhos , misturando Jogadores, cartolas, bicões,e outros penetras num ritual patético. E o Gran Finale sem dúvida é este espetacularmente descrito pelo Sr.Perrusi Dunga erguendo o troféu e soltando um palavrão para o mundo, anunciando a nova era do futebol.

  9. Luis Célio
    9

    Em 1950 o Brasil atropelou os adversários e parou no valente Uruguai.
    Em 1954 a Hungria arrasava os adversários e parou na pragmática Alemanha.
    Em 1966 A Forte Alemanha foi assaltada pela Inglaterra.
    Em 1974 e 1978 foi a vez do Carrosel holandês assombrar o mundo, mas pereder a copa para esforçada Argentina dos militares.
    Em 1982 O Brasil foi a sensação da Copa e Parou na apenas boa seleção Italiana.
    Em 1958, 1962 , 1970, 1986, 1990, 1998, 2002, 2006 se fez justiça.
    Mas em 1994 o Brasil venceu com aquela Seleção horrorosa, mas quem merecia vencer aquela copa, todas as Seleções eram muito ruins. Com exceção de uma, A Argentina de Maradona que vinha jogando um bolão. Até Havelange mexer os pauzinhos para destruir o seu desafeto Diego Maradona, e mudar o rumo daquela Copa.

  10. Luis Célio
    10

    Oxe fiquei na moderação porque considero o Jurídico do santa uma porcaria é? Retiraram o meu texto anterior, o que foi que falei que não pode ser publicado, eita censura , que coisa feia.

  11. Arnildo Ananias de Oliveira
    11

    A SAGA DO FUTEBOL–ARTE X O FUTEBOL–RESULTADO

    A Copa de 50 foi a 1ª e maior inimiga do futebol-arte haja vista as sonoras goleadas impostas pelo Brasil ( 7 X 1 Suécia, 6 X 1 Espanha, 4 X 0 México, etc)e a traumática perda do título, em casa, de virada, pra “celeste olímpica”. Convém ressaltar nesta Copa duas coisas (VTNC):

    1. antes da partida, os brasileiros pediram ao árbitro que, mesmo que os uruguaios “baixassem o sarrafo” , ele não expulsasse ninguém pois isto faria parte da cultura uruguaia de “sangue quente” e o importante era NÃO EMPANAR A VITÓRIA BRASILEIRA;

    2. O “olé” histórico aplicado a Espanha foi o mais perfeito até hoje em partidas de futebol (parece-me até, ter sido inventado na ocasião, com o coro do povo “fui a uma tourada em Madrid”) com uma chuva de gols e bola (sempre) PRA FRENTE (i. é, SEM RECUOS).

    A Seleção magiar, na copa subseqüente (1954, Suiça) “massacrou” os teutos por 8 X 3 e, na partida final, após estar vencendo por 2 X 0, vem a perder por 3 X 2: foi, sem dúvidas, a 2ª “ducha-fria” no futebol-arte. Sublinhe-se que a Alemanha é o ícone Mundial (acredito que, juntamente com a Itália, do futebol-resultado). Entretanto, a Alemanha é um verdadeiro “freguês de caderno” da Canarinha. É só ver as estatísticas (apesar de nos ter enfrentado em apenas uma ocasião em Copas do Mundo).

    Acho que as Copas de 1958 (quando um tal de Pelé e um indivíduo de pernas tordas “cantaram de galo para o Mundo”), 1962 e 1970, vieram a restaurar, ainda que só por quase duas décadas, a mística do “futebol-arte” haja vista que o endiabrado Mané Garrincha nos deu, praticamente sozinho, a Copa do Chile e em 1970, João Saldanha entregou ao Zagalo, “de mão beijada” uma equipe que jogava por música.

    Mas, já em 1974, a Alemanha, mais uma vez, vem colocar “areia” nisso ao jogar por terra o sonho do encantador “carrossel holandês”.

    E o que dizer então das Copas de 1982 e 1986, sob a batuta do Telê Santana?

    As Copas da Inglaterra (1966) e Argentina (1978), pra mim muito atípicas, nada acrescentaram.

    Depois disto, tome goela abaixo, as Copas de 90 e 94 e por aí vai.

    Fazer alguém de “João” hoje em dia é “crime inafiançável”.

    QUE DEUS ME PERDOE.

    SAUDASANTA.

  12. Belíssimo texto.

    Finalmente alguém dá à expressão “futebol-arte” sua verdadeira conotação. Um dos seus maiores usuários é o idiota do G. Bueno – e não é mera coincidência.

    A vitória em 1994 culminou um processo iniciado com a derrota daquela maravilhosa seleção de 1982.

    Dunga é tão recalcado e rancoroso que, mesmo tendo conseguido o que aquela geração não conseguiu, ainda morre de inveja pelo carinho que o torcedor tem pela “perdedora” seleção de 82 e não perde nenhuma oportunidade de alfinetar aquele grupo.

  13. insatisfeito
    13

    So que essa besta me convoca 7 volantes e um meia…. se ganhar, vai ser mais chato que em 94, pode escrever. E um retranqueiro mais que exagerado, nem os delirios de Yustrich conseguiriam prever algo assim…..

  14. insatisfeito
    14

    Quanto a futebol arte, pela primeira vez eu torci para a merda passar de fase so pra tomar duas goleadas do Santastico, hehe
    nem isso eles conseguiram, sao fracos demais, vivem arrotando os titulos nacionais que tem, mas um foi por conta do arrumadinho de Nabi Abi Chedid e o outro, por salto alto de Palmeiras e Internacional (campeao do mundo dois anos antes) e por conta do Sr. Alicio Pena Junior (alias, quem apitou a final mesmo? Por que nao escalaram o Seneme, que teve o melhor desempenho dos arbitrarios de fora?)

  15. insatisfeito
    15

    Ou eu traria Carlos Torres as burras pretas adoram esse nome, hehe

  16. Geraldo Mesquita
    16

    Porra Perusi! Foi, ou melhor, está sendo isso mesmo. O que realmente consolidou essa nova era foi a vitória daquela seleção, o levantar a taça e não as derrotas de outras que encantaram o mundo. Aquela seleção do Telê até hoje é reverenciada e considerada vencedora.
    Em alguns casos, derrotas marcam mais, contribuem mais com o esporte do que certas vitórias. Quem não lembra da Olimpiada de 84 onde a cena mais marcante dos Jogos foi quando a suíça Gabriele Andersen Scheiss chegou cambaleando para completar a maratona feminina. O estádio acompanhou a cena dramática da atleta que estava contundida e exausta e nem mesmo assim desistiu da prova. Gabriele foi ovacionada após fazer os últimos 100 metros em 5min44s, terminando na 37ª colocação. Uma contribuição enorme ao espírito olimpico.

  17. Geraldo Mesquita
    17
  18. Geraldo Mesquita
    18

    Caíu um “r”, então é hora de colocar no lugar correto: PERRUSI.

  19. Artur Perrusi
    19

    Como sou resignado, reconheço a hegemonia do novo estilo, por isso o que mais me assustou na convocação de Dunga não foram suas escolhas — eram óbvias, pra quem conhece o técnico — mas sim seu discurso militaresco e ufanista. Só faltou defender o “ame-o ou deixe-o”. Futebol não é uma guerra suja e jogar na seleção não é serviço militar.

    _Eu quero raça! O emblema de nossa seleção não é incompatível com propaganda de cerveja, muito pelo contrário. Em protesto, tomarei cerveja Frevo, pelo menos faz a gente delirar.

  20. Arthur e demais debatedores, para mim esta é uma falsa dicotomia. Não vejo as duas coisas como excludentes. É possível, sim, ter força e arte ao mesmo tempo. Exemplo? A seleção argentina de 1978. A Argentina mereceu ganhar aquela copa. O Brasil da época só tinha força.
    Acho, contudo, que o tal futebol arte não é condição necessária nem suficiente para o êxito em um certame. Por outro lado, o futebol força é, na maioria das vezes, condição necessária e suficiente. Agora, com um time medíocre, como tem sido o do Santa Cruz, só resta o futebol força. A lógica é a do Jutlândia, barrar, atirar e acertar (vejam que eu não disse, barrar, MIRAR, e acertar).
    Um time ruim como o Santa Cruz e covarde? O pior dos mundos.
    Perdemos as últimas partidas por força de vontade. (não vou me cansar de dizer isso).

  21. Justamente, L’AA, o texto defende que, antigamente, essa dicotomia não existia ou, se existia, não era determinante para a argumentação. Com a apologia do futebol de resultados, criou-se essa estrovenga chamada “futebol-arte”. O antigo estilo brasileiro juntava arte e resultado de uma forma tal que não se percebia a diferença. A separação é um troço recente.

    Mas a dicotomia existe, sim. Ela domina o raciocínio. Quer um exemplo? Vc mesmo nos ofereceu: “Acho, contudo, que o tal futebol arte não é condição necessária nem suficiente para o êxito em um certame. Por outro lado, o futebol força é, na maioria das vezes, condição necessária e suficiente”

    Em suma, seu argumento é baseado na dicotomia.

    Quanto ao Santinha, pode ser qualquer tipo de futebol, até mesmo o australiano, contanto que saia da série D.

  22. Se o Santa Cruz escalar um time de futebol americano e assim conseguir chegar, pelo menos, à série B, dou o maior apoio.

    Seleção é diferente. Como o próprio nome indica, é agrupar o que temos de melhor – dos jogadores à comissão técnica.

    Evidentemente não foi esse o critério do atual dono do futebol brasileiro e, menos ainda, do seu servo fiel – Recalcado, o oitavo anão.

  23. Hélio Mattos
    23

    Ai que saudade me dá de um jogo pra chamar de meu…

  24. icaro coral
    24

    Segundo Miguel Moura, nesta terça-feira o ex-atacante tricolor estará no Arruda para dar uma palestra aos jogadores do elenco profissional e das divisões de base do Tricolor, passando suas experiências positivas no futebol e seu espírito vencedor.

  25. Fred Esaú
    25

    É por isso que desde o dia da convocação vou torcer pra Argentina, Maradona chamou sete atacantes.

    Só falta um pouquinho pra comprar um padrão azul e branco.

    Um abraço a todos.

  26. FORUM PERMANENTE DE DEBATES
    26

    FORUM PERMANENTE DE DEBATES

    Em reunião da Coordenação do Forum Permanente de Debates sobre o Santa Cruz, no dia 08 de maio último, ficou deliberada a retomada das reuniões do Forum, com início nessa Quinta-Feira, 20 de maio.

    Estaremos divulgando a pauta ainda nesta terça-feira, mas desde já convidamos todos os sócios torcedores a comparecerem à Reunião do Fórum de Debates.

    Venha e traga mais um convidado.

    A Coordenação

  27. Furum Pernanente… Retoma as Reuniões.. Como assim ? Permanente que retorna.

  28. É, JANIO; É PERMANENTE O FORUM DE DISCUSSÕES, POIS NÃO FOI FEITO PRA EXISTIR PROVISORIAMENTE.

    MAS AS REUNIÕES PODEM SOFRER INTERVALOS, O QUE É NATURAL.

    NÃO SEI SE AGORA DEU PRA ENTENDER.
    UM, ABRAÇO

  29. PERRUSI:

    QUANDO ESSA CERVEJA ERA MAIS LEVE, EU TOMAVA ( OU MELHOR, EU BEBIA), CERVEJA FREVO.

    Mas, com a nova fórmula, É TOMAR FREVO HOJE E TER UM MARACATU NA CABEÇA, AMANHÃ.

    FOI O MESMO COM A SCHINCARIOL, ANTS DE SUBSTITUIREM A CEVADA PELO MILHO, MAIS BARATO.

    DESISTI DAS DUAS

  30. Hélio Mattos
    30

    Êita que tem gente voltando das “férias”..

    Welcome back Gomes!

  31. Tomava Frevo para me drogar. Sou de escorpião, sou aditivo. A cerveja Frevo é um potente alucinógeno que produz delírios futebolístico. Com Frevo, consigo assistir a qualquer partida do Santinha. O problema é sua toxidade. Afeta a lucidez de forma permanente. E a memória tb — desde 2006, não me lembro mais de nenhum time do clube. Mas isso, convenhamos, pode ser um mero mecanismo de defesa.

  32. Geraldo Mesquita
    32

    Precisamos aplaudir essa nossa imprensa. São claramente “imparciais” e interessados no desenvolvimento de todos os clubes. O timeco da Ilha resolveu fazer chantagem e se deu mal. Ficou fora da copa do Nordeste e agora faz campanha para depreciar a competição e com apoio da nossa “imparcial” imprensa.

  33. SEMPRE ESTIVE POR AQUI, HÉLO DOS MATOS CHEIROSOS!
    É QUE NUM TAVA COM SACO PRA POSTAR.

    É, Perrusi, injetar Frevo nas veias é adquirir a mais translúcida forma de ver o óbvio do impossível, quando os olhos estão sendo enganados por homens em preto, branco e vermelho, dizendo-se delirantemente atletas corais, correndo por entre as escamas coloridas do Arruda, sem nenhuma lógica futebolística que nos convença. Isso tem ocorrido, nos últimos anos.

    Mas, repito: o problema da Frevo não é a toxidade que nos traz essa idiossincrasia; o que me preocupa ainda é a Ressaca Maracatu. (rsrsrsrs)

  34. André Tricolor Virtual
    34

    … Frevo, faz é tempo que não danço !!!!

    E o jogo da ‘barbie’, com o incrível público de 254 torcedores … Não entendo por que o ‘datafoda-se’ não incluiu o ‘Duque de Caxias’ como uma das maiores torcidas do país, na ‘LOGICA’ deles!

  35. FORUM PERMANENTE DE DEBATES
    35

    FORUM PERMANENTE DE DEBATES

    Convidamos todos os sócios torcedores do Santa Cruz, para a reunião do Fórum Permanente de Debate sobre o Santa Cruz.

    Na oportunidade, teremos como convidado o diretor de Futebol Raimundo Queiroz, que explanará o planejamento do santa Cruz para o Nordestão e a série D.

    Teremos, ainda, uma explanação da trajetória do Fórum de ebates e discussão quanto ao caráter do Fórum e suas prerrogativas.

    Contamos com sua presença. Traga mais um convidado

    A Coordenação.

  36. Rosa Lucia
    36

    Estaremos no Fórum, se DEUS permitir.

    Saudações em preto, branco e encarnado seeempre.

    Com carinho

    Rosa Lucia

  37. “PORRA” nenhuma rapaz, o futebol mudou, “ataque ganha jogo, defesa ganha campeonato”..

    em tempo: seleção de dunga campeã mundial.

    obs.: nao me sinto brasileiro

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