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Artur Perrusi
Uma
Acredito
Enfim, uma política de futebol é, também, uma política de identidade. Somos assim porque jogamos dessa forma. O que vemos, como consequência do imediatismo, é a descaracterização de nosso jeito de ser. Várias formas de se jogar futebol, e tudo dependendo do técnico da vez. Em relação à nossa história, ficamos esquizofrênicos – perdidos e sem identidade. Nosso filhos devem saber qual é o nosso pathos, nossa paixão, justamente para nos diferenciar dos outros, dos nossos adversários. É uma questão de honra e de estilo. É como aprender uma língua, uma gramática. Não se esquece jamais.










Obtendo induções, tomando com ponto de partida a racionalização futebolística, no que se refere a arte de ganhar as partidas, podemos concluir, que apesar do modelo setentista ter sido pleno de vitórias, conquistas, júbilos, vivemos um novo momento.
O novo sempre trará junto surpresas e grandes novidades. Mas existe coisas fundamentais que não necessariamente mudam de sentido, apenas porque “el tiempo passa”. Quando o tempo passa, o que ontem era amor pode se tornar outro tipo de afeto. E no campo futebolístico não é diferente. A raça, não aqui com o sentido de casta, mas a vontade é a principal mola propulsora da vitória dentro dos gramados. Se nos idos de 70 esta qualidade citada era importante, hoje é muito mais. Já a técnica, o dançar do atleta, a maestria do artista do gramado, está ofuscada pelos estudos educacionais físicos, pelos cientistas dos exercícios musculares, pelos profissionais do corre-corre. Entretanto, tudo pode ser revertido e a mudança é mais rápida do que se fantasia. O santa cruz, o time do povo, tem que ter a cara do povo, do povaréu e do poviléu, excluindo os problemas sociais, sexuais, educacionais e de fome. Ora, o jogador deve ter cara e também barriga cheia, pois, os dirigentes e treinadores tem. Conceitualmente entraríamos aqui no campo das dificuldades, sabendo-se que as mesmas foram inventadas para serem superadas, inclusive as das quatro linhas. Dito isto, cabe ao profissional do pé na bola, entender a mensagem e estabelecer de forma clarividente, um novo jeito de fazer e ser, adequando a sua filosofia ao perfil do seu consumidor.
Eu gostaria de sugerir ao “EDITOR-MOR”(Muito bem colocado Artur! Mas que estória é essa de bem pago?) que acrescentasse no campo “links” algum dicionário de Lingua Portuguesa, porque do jeito que a coisa anda, no nível dos artigos e dos comentários, precisarei urgentemente para acompanhar a leitura desse conceituado Blog.
Gostaria de fazer mais uma Solicitação ao “Chefe”: Segure o meu próximo texto. Porque pra “competir” com o Artur e com o Editor supracitado, terei que, no mínimo, enviar um texto em Hebraico ou Mandarim.
Com esse palavrório egrégio, torna-se incomensurável a homérica erudição de tal veículo opinativo, representante da hercúlea e colossal agremiação santacruzense. Destarte, saúdo-os com um amplexo digno das gloriosas atuações pretéritas desse clube de porvir magnífico, que nos deixa exultantes!
Saudações santacruzenses. Tricolor até o Panthera leo da ilha das elocubrações alucinógenas, que margeiam o Rio das Capivaras é.
gostaram?
Caro Insatisfeito,
Gostei do “Hercúlea”.
Saudações!
Artur,
Como tantos outros torcedores, eu e você somos defensores da profissionalização do futebol tricolor. Esse é o caminho. E a adequação da filosofia de jogo com a história do clube para mim é perfeita. Basta olhar aqui pertinho e ver o Grêmio. Não entro no pormenor da forma de jogar do Grêmio, que por sinal acho muito feia, mas ela é a marca registrada do time. Tudo mundo sabe o que futebol desta equipe tem com marca o futebol força.
A filosofia, antes de ser do técnico, tem de ser do clube. O técnico deve ter perfil para se adequar à filosofia e não o contrário. E como bem diz Artur, filosofia não tem a ver com esquema tático. Este sim, compete ao treinador.
Não entendo como diametralmente oposto a proposta de Artur com a preocupação do momento novo de hoje mencionada por Carlos da Ciência. Ao contrário entendo como complementar. Como tudo na vida, é necessário evoluir, mas sem abandonar a essência.
Léo, quanto ao “bem pago” comentado por Artur, proponho, para que isso se torne realidade, que passemos a negociar as ações do Torcedor Coral na bolsa de valores. De Nova Iorque, preferencialmente.
P.S. Alguém vai para o happy hour no Arruda hoje?
Saudações tricolores,
Dimas Lins
Voltando ao texto do Artur…
Sem dúvidas, ter uma política de futebol seria excelente. Isso levaria o clube a ter um padrão. Um mesmo objetivo, com idéias e ações e investimentos que nos orientassem enos levassem ao norte estabelecido pela política.
Já com relação a filosofia de jogo, acho que, no futebol Brasileiro de hoje, é uam completa utopia. Nosso futebol foi tomado por “professores” quem em suas cartolas mágicas a fórmula perfeita, capaz de derrotar os adversários. Se não der certo? A culpa é do clube que não lhe deu condições de trabalho, ou dos jogadores, que não conseguiram captar as suas brilhantes estratégias. Principalmente no profissional.
Seria uma boa implatarmos nos Juniores. COm profissionais que tem uma história com o clube, que já tenham tido diversas experiências vitoriosas com o Santa.
Perdão pelos erros no texto acima.
Deve ser por conta da Sexta, véspera do Feriadão…
Que frase de Insatisfeito: “Tricolor até o Panthera leo da ilha das elocubrações alucinógenas, que margeiam o Rio das Capivaras é”!
É de uma sofisticação e erudição do caralho, para usar uma palavra rara e bem afetada.
Concordo contigo, Leonardo. Achar um técnico hoje em dia que não “invente”, não invente pra pior, é difícil. Os malditos professores – são mais empolados do que meus textos (hehe…). Como disse Carlos da ciência: “Já a técnica, o dançar do atleta, a maestria do artista do gramado, está ofuscada pelos estudos educacionais físicos, pelos cientistas dos exercícios musculares, pelos profissionais do corre-corre”.
(você não recebeu ainda o cheque polpudo do Editor_Mor? Dá pra comprar cesta básica aos milhares…)
De todo modo, difícil não é impossível. Um Muricy é um exemplo de um técnico com um perfil interessante. Temos que procurar. Não procuramos jogadores? Então procuremos técnicos.
Enfim, está faltando estilo ao futebol brasileiro. Com a sangria que vive nosso futebol – surgiu jogador, imediatamente é vendido – o futebol brasileiro está perdendo suas características. E o fut mundial está se homogeneizando. Por isso, acho importante que joguemos da mesma forma (não falo propriamente de tática e sim de estilo) nas bases.
Rapaz, Artur consegue dar consistência a a cada “viagem”. Identidade do clube com forma de jogar parece inusitado no Brasil, mas como cresci na década de 70 vendo o Santa Cruz dar verdadeiras exibições de futebol, começo a gostar da proposta. No Rio Grande do Sul, os gremistas costumam dizer que futebol arte é coisa para boiola, isso, segundo me contou um amigo de lá, está naquele livro de Eduardo Bueno sobre o Grêmio, é a resposta aos Colorados que se vangloriam daquele timaço de 75, de Falcão e cia, e que, por conta dessa memória, associam o Clube àquela filosofia de jogo. Aqui fico com a lembrança da cadência e da arte de um Mazinho, Deus do Ébano, a elegância de um Carlos Alberto Rodrigues, de um Wilson Carrasco, a frieza de um Givanildo, de um Santa Cruz sempre soberano dentro de campo…
Amigos,
Estaremos eu e Leonardo Jr. no Arruda por volta das 18:00h para tomar umas cervejas (melhor do que dizer happy hour que é coisa de barbie e suzie).
Aos que forem também, nos encontraremos e falaremos do glorioso, salve, salve Santa!
Saudações tricolores,
Dimas Lins
Indubitavelmente, os recentes colóquios caracterizam-se como interações altamente eruditas, versando fortemente acerca do uso do léxico da língua pátria.
Destarte, torna-se imperiosa a aquisição de um acólito gramatical, de modo a que os esforços homéricos no entendimento de tão nobre confabulação se caracterizem em um êxito cabal. Tal procedimento auxiliará sobremaneira a patuléia rubro-negra que insistentemente nos assombra com sua presença nefasta neste recinto. Outrossim, no que tange à escumalha do manguezal, não nos perturbemos, visto que o entendimento gramatical dos ignóbeis supracitados não excede os de um sarcodíneo.
Amplexos hercúleos
Ao ouvir da crônica esportiva, em várias épocas e situações diferentes, antes do embate entre duas equipes tradicionais, que o jogador “esse” ou o técnico “aquele” conhecia o adversário pois havia passado por lá há tantos anos atrás, pensava cá com as listras da minha camisa : que grande besteira.
Os jogadores são completamente diferentes, o técnico é outro, como esse jogador ou aquele técnico poderia ter algum conhecimento a seu respeito?
O texto de Artur deixa claro aquilo que a mídia esportiva não consegue expressar. Há algo que transcende a mera junção dos elementos objetivos que dão forma ao futebol – jogadores, dirigentes, técnicos, patrimônio – e perpassa a vida do clube. Esse algo mais é a sua história, sua tradição, aquilo que o diferencia ante os demais.
Não sei precisar o momento em que se deu, mas a história do nosso clube sofreu uma ruptura e criou-se uma espécie de vácuo entre a nossa época de conquistas e glórias e o nosso momento atual, como se dissessem respeito a duas entidades completamente diferentes, separadas no tempo e no espaço.
Foram “n” esquadrões, técnicos e dirigentes, uma verdadeira procissão de zumbis que habitam o limbo que nos separa da nossa verdadeira identidade, do nosso título de “terror do nordeste”.
Precisamos eliminar o vácuo e ligar o Santa Cruz de ontem ao “santinha” de hoje, recuperar a unidade perdida e o nosso lugar de direito entre os grandes do futebol brasileiro.
Aparentemente temos um grupo de dirigentes capaz de iniciar esse processo e levá-lo adiante. Ao menos não se pode negar que o perfil político/administrativo é bem diferente daqueles que nos atormentaram no passado mais recente. Então, não custa nada esperar por dias melhores, mas fazendo também a nossa parte, é claro.
Saudações tricolores!
Acho que essa “ruptura” possivelmente se deu no meio da década de 1980. Basta pegarmos o histórico o Santa Cruz até o ano de 1985 e avaliarmos o que já fomos. A década de 70 foi espetacular, foi o período em que nos tornamos grandes de fato. Após isso fomos nos apequenando, embora tenhamos sido o Clube com mais conquistas de PE na década de 80 (4 – 83, 86, 87 e 90), contra três do Náutico e três da coisa nojenta.
Nos anos seguintes foram 3 títulos. Três títulos em 16 anos, uma média ridícula de um campeonato a cada quase 6 anos. Para um time dito grande é um desempenho pífio.
E onde está a culpa? Basta termos em conta quem assumiu o Clube em meados da década de 80…
Talvez, na realidade não exista uma “ruptura” e sim um processo mais ou menos lento. Frutos de gestões implacáveis na incompetência ou na irresponsabildiade administrativa (aqui, estou usando eufemismos)Passei boa parte da década de 90 fora do país. Nossa mentalidade atual é fruto dessa década. Quando cheguei, tive um susto com a decadência de nosso clube. Foi uma sensação estranha, pois o passado ainda era presente na minha mente.
Mas tem um momento especial na década de 80 que sinaliza a nossa decadência. Ali, talvez, houve uma ruptura, pelo menos simbólica, o que já é grande coisa. Foi a goleada contra o Bahia. No futebol, sou paranóico e místico: aquele jogo foi um sinal dos deuses. Um futuro sombrio se anunciava.
Acho que a primeira vitória da oposição na história do clube só pode ser um novo anúncio dos deuses. Creio que estamos, novamente, diante de uma ruptura simbólica. Agora, é apostar no processo de redenção do clube. A palavra chave é a paciência.
Com certeza. Paciência e apoio dos verdadeiros Tricolores. Aqueles que realmente se importam com o Clube, são sócios, pagam seus ingressos, apóiam o Santa Cruz.
rapaz, dá até medo entrar nesse debate. pense num povo pra escrever difícil!!! imagina carlinhos de bezerros por aqui. eheheh
insatisfeito tu deve tá trabalhando como assessor de magistrado.
sim, mas artur foi perfeito e marco levantou uma questão que muitas vezes passa despercebida, nossa decadência começa justamente quando zé neves entra no santa cruz.
qto ao que artur disse, além do exemplo do grêmio, temos o são paulo, entre outros. acredito na redenção do santa cruz e o grande cuidado que se deve ter é: não deixar os que saíram voltarem na próxima eleição.
domingo todos no bar da piscina.
O leão é um bicho covarde preguiçoso, que deixa a leôa caçar e depois toma a maior parte para sí, em detrimento da fêmea e dos filhos ! Ele tem medo do elefante, e precisa de outro leão para terminar sua cópula com a leôa, pois ele “cansa” e não termina, deixando a leôa insatisfeita, precisando de outro macho para completar o serviço. O leão é um animal ideal para ser o simbolo da Coisa,pois é um animal nojento e indígno ! Não insultem a leôa comparando a Coisa com ela !
Acabei de voltar do happy hour na sede do mais querido. Na verdade, saí um pouco depois das dez horas e fui completar o tanque em outro compromisso etílico.
Por que o povo blogueiro está farrapando tanto? Hoje havia mais gente do que na sexta feira passada, mas a freqüência poderia ser melhor.
NÃO ESQUEÇAM. FAÇAM UM ESFORÇO PARA IR NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA A PARTIR DAS 18:00 HORAS.
Pessoal,
Bom dia! Também estive ontem na boemia tricolor. Uma noite de deleite rematada para discorrer sobre o Santa Cruz. A combinação harmoniosa e expressiva de sons que emanavam do intrumento de cordas dedilháveis com caixa de resonância em formato semelhante a um oito era prodigiosa. A tempos não percebia pelo sentido da audição um recital revestido de qualidades tão notáveis.
Quem deixou de usufruir tais privilégios não sabe o que perdeu.
Todo sexto espaço-tempo de 24 horas a partir do domingo às 18 horas terá seresta coral.
Estão todos convidados.
Dirijo meus cumprimentos de cor negras, alvas e avermelhadas,
Dimas Lins
Hein?
E Marco Maciel, hein ? Não me lembro de ele ter feito algo em prol do Santa. Será que fez ?Não acredito. Sei que ele é homenagiado no Santa, parece-me que hour concurs (será que se escreve assim ?) em alguma coisa, sócio benemérito ou coisa assim, mas deve ser por gratidão ao seu pai, que beneficiou o Santa,graças a Deus ! Porem, aposto que nunca pôs um tostão sequer no Caixa tricolor ! Será que deve ser homenagiado ? Alguem me esclareça. Não quero ser injusto !Saudações tricolores.
Acho que o certo é homenageado …
Pois é Gerrá, nossa sorte foi selada quando o Sr. José Neves entrou no Santa Cruz. O próprio José Nivaldo de Castro admitiu isso na entrevista que concedeu ao Blog do Santinha. Olhem só o que aconteceu com o Clube no período desse cidadão. Isso diz tudo.
Então vejam só: um Clube que era respeitado em todo o país hoje é motivo de chacota e humilhação. E na esteira da entrada desse senhor, começaram a aparecer facções que se comportam como se o Clube dependesse delas e não o contrário. Vcs sabem do que estou falando…
E, para culminar, tivemos o supremo desprazer de termos como “presidente” uma pessoa sem qualquer qualificação, truculenta e de métodos “pouco ortodoxos”, que insistentemente teimava em não abandonar o Clube.
Temos que trabalhar para evitar que essas pessoas voltem ao Santa Cruz, sob pena de ele fechar suas postas.
Vocês podem até discordar de mim, mas parte do texto de Artur é a cara da filosofia de Charles Muniz.
Como a política imediatista tinha que prevalecer, Muniz usou o esquema tático compatível com o elenco que possuia, o que o levou a muitas críticas, menos as minhas, pois entendia o que ele passava.
Da mistura do Santinha de Muniz para o Santinha da década de 70, só a técnica ficou de fora. Vontade e raça, pelo menos contra a leoa, mostraram.
SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!
Maurício, eu concordo com você. Apenas ampliaria para incluir a direção do clube que, guardadas as diferenças e proporções, está seguindo uma política parecida com a dos anos setenta:Valorizando os jogadores da casa (Jairo, Hugo, Leandro, Fabiano), apostando em atletas da região (Allan, Marcelo, Piaui, Carlinhos, Wendel) e alguns mais rodados que já mostraram serviço (Marquinhos Caruaru, Carlinhos, Marcelo Ramos, Marcos Antonio, Marquinhos Catarina e Adauto). Acredito que esse grupo que está se formando pode não ter condições para subir, mas tem possibilidades de fazer boa figura na segundona.
Concordo com o comentário acima.
Acho que essa política deveria ter sido adotada desde o começo do PE.