
Bem, está na hora de um balanço crítico da gestão. Dimas já vem discutindo alguns pontos — é minha vez, agora. Para isso, dividirei a análise em dois momentos: a gestão e o futebol. Mas, antes de tudo, cabe confessar uma dificuldade: não nego que seja difícil criticar a atual diretoria; afinal, pegou o clube destruído e na série D. Até Obama reconheceu, na frente d’ “o cara”, isto é, Lula, que nossa herança não foi apenas maldita; na verdade, foi uma condenação quase eterna!
_Essa crise é uma marolinha comparada à crise do Santa! Disse o negão no ouvido do ex-metalúrgico.
Convenhamos, o que fez a diretoria, até agora, parece um milagre. Na época da última eleição, pensei que o clube fosse acabar. Inegavelmente, ele está vivo, apresentando ainda muitas dificuldades, já que em convalescença, mas vivo… Estava condenado, o Santinha. Seu sursis deve muito à atual direção. Porém, não quero que tal fato, carregado de significações, seja um argumento contra qualquer discernimento em relação à atual gestão; afinal, ela não é perfeita e tem muitos defeitos. Por tudo isso, entendam a crítica como uma reflexão, como uma forma de abrir o debate e pensar em soluções. No fundo, admito que minha crítica possui um alcance limitado, já que não tenho alternativas a propor.
_Se só tem jacaré, fiquemos com jacaré — disse Lula, um tanto ambíguo, no ouvido de Carla Bruni, a pop-star de Sarkozy (tradução do francês).
Minha única alternativa a FBC seria o Editor-Mor, pois é podre de rico, por causa de seus contatos com a máfia ucraniana (“Lins”, em ucraniano, significa: “mate e enriqueça, porra”); mas, desconfio de todo auditor, esses seres inimputáveis.
Serei esquemático. Estou apenas iniciando e lançando a discussão. Com os comentários e as polêmicas, aprofundarei mais as posições . Primeiro, a gestão:
- 1. Houve algum avanço na democratização do clube. Por exemplo: é possível discutir no Conselho Deliberativo – sei, sei, isso é o óbvio, mas lembro que o conselho era mudo, cego e surdo, antigamente. Faço a comparação com as gestões anteriores apenas para ter um ponto de partida. Haverá uma nova reforma do estatuto e já temos um ouvidor. Falta muito? Falta sim, mas é um começo… Lembro que democratização é também pressão, de dentro e de fora, principalmente de quem não está no poder. Os blogs continuam sendo importantes na formação da opinião pública tricolor. Falando como blogueiro, julgo que seja interessante um jogo de proximidade e distância com a atual gestão. Não somos tietes, nem sectários. Mas a gestão precisa abrir canais de “proximidade” com a torcida, em particular com os blogs — aberturas que não signifiquem cooptação, e sim mais uma forma de avivar a transparência.
- 2. O clube precisa reativar sua vida interna — de clube. Frequentar o clube implica uma socialização que não se esgota no lazer, pois é uma ocasião perfeita para se discutir o seu futuro de outra maneira, tomando uma cervejinha, banho de piscina, conhecendo fulano, trocando idéias com sicrano, e por aí vai. Precisamos disso. De um bom dia de domingo, podem surgir articulações, apoios, recursos e idéias.
- 3. A política de recursos começou bombando, depois definhou. O Santa S/A era uma idéia arrojada, mas… Como o clube é meio amaldiçoado, estourou a crise financeira mundial. Na hora que o Santinha, clube do povo, dependeu da burguesia, o capitalismo pipocou. Géo vaticinou que isso era uma ironia da História. E sabemos como são sacanas as ironias dessa Dama de Preto, a História. Creio até que exista uma correlação positiva entre a crise e o Santinha. Não foi o carai do “subprime”, a causa da crise; não, foi a incompatibilidade entre o Clube do Santo Nome e o Capital Internacional e, claro, Imperialista. Quando anunciaram que o Santinha entraria na roda-vida da especulação financeira, houve uma crise de confiança generalizada no sistema. Acredito que informaram à banca, erradamente, que era o LEF quem ainda geria o clube. Imaginem o diminutivo e quejandos jogando no cassino da globalização! Pois é… Fim do capitalismo e fim da História! Sim, tivemos azar e ficamos sem recurso financeiro. A situação não está fácil e, sinceramente, não sei a solução – como captar recursos? Já começamos a atrasar salários, e essa barafunda é um processo que se retroalimenta e pode vitimar justamente a nossa campanha na série D. Caso não resolvamos essa situação, estamos lascados.
- 4. Chegamos aqui ao grande furo da gestão: a campanha de sócios. Ora, numa situação de crise financeira global, o mundo sem crédito, o clube na série D, numa situação que afugenta qualquer patrocinador, qual seria a política de recursos mais óbvia? Os sócios… O que houve para tanto atraso? Sei que havia duas propostas de campanha, uma cara e uma barata. Se a campanha de sócio fosse compreendida como estratégica para as ambições do clube, fosse vista como fundamental, a proposta escolhida teria sido a mais cara. Escolheram a mais barata e foi um… fiasco. Aqui, não vejo desculpas, nem contemporizações, pois não foi um erro circunstancial e sim de estratégia – espero, assim, que tenham feito a devida autocrítica. Meu medo é pensar que perdemos o melhor momento para a campanha, justamente quando estávamos embalados no primeiro turno. Agora, só nos resta fazê-la quando o clube estiver em recesso, o que contraria os princípios até mesmo de um marqueteiro ou publicitário de cincos anos de idade…
- 5. Pelo que entendi, FBC é da escola da contemporização política. Algumas vezes, funciona bem, vide as negociações para trazer o jogo da seleção ao Arruda – claro, tudo tem seu preço, e o mais caro é a relação amigável com Ricardo Teixeira. Mas, aqui, não faço críticas. É a hora da tática e da negociação – da guerra de posições. Outras vezes, a contemporização não resolve, como no caso da nossa relação amistosa com a FPF (não prego ainda o rompimento, mas uma relação dura e de cobrança). Aqui, é a hora da guerra de movimento, do enfrentamento puro e simples. Chega! Não dá mais para aturar a FPF e sua coisificação. Precisamos urgentemente de uma “política externa”…
- 6. Enfim, toco num assunto delicado. Não nego a legitimidade de FBC cercar-se de seus assessores e de suas pessoas de confiança, longe disso… afinal, seu nome está em jogo. Mas, porém, contudo, todavia, não custa um alerta: que seus indicados tenham o cuidado de ser mais dirigentes do Santinha do que assessores políticos de FBC. Por enquanto, daqui de fora, percebo sinergia e complemento, mas pediria encarecidamente, aos neófitos da gestão esportiva, que a lealdade ao Santinha seja complementar à fidelidade política ao nosso presidente. Sabem como é que é, né, a vida é meio complicada, patati-patatá…
Agora, o futebol:
- 1. Montamos um time do nada, um time que conseguiu o terceiro lugar no campeonato diante de adversários com mais recursos esportivos e financeiros. Conseguimos um técnico razoável, que tem perfil para enfrentarmos uma série D. Contudo, o time, como tal, não me deu ainda a segurança necessária para pensar com tranqüilidade a série D. Confesso que estou me borrando de medo da espetacular série D. Nossos dirigentes precisam tomar a absoluta consciência de que é vital passarmos à série C. É uma questão de vida ou de morte — aliás, é mais importante do que isso. Não tem como. Por isso, pergunto: será que temos, de fato, uma base? Evitaremos um desmanche do elenco? Tal situação não foi prevista?
- 2. Olhando retrospectivamente, até agora não entendi bem a função de Capella. O que ele fez de fato? Se ganhava 35 mil reais, era para fazer muito mais, mas muito mesmo. A Copa Brasil foi um desastre, não havendo planejamento algum para enfrentar o Americano. Capella deveria saber até sobre a quantidade de grama que existia naquele estádio ridículo de Campos. Ganhando um baita salário, eu comeria a grama de Campos — certo, sou professor universitário e, com um pouco de dinheiro, sou capaz de mugir. Não vejo, também, uma articulação entre os profissionais e as categorias de base. É função do diretor de futebol fazer a necessária mediação entre as categorias de nosso futebol. Fazer a mediação o tempo todo. Convenhamos, era pra Capella estar viajando constantemente pela região (no mínimo) à procura do tempo perdido e de jogadores, visando inclusive o possível desmanche de nosso elenco. Se Capella está agindo, que torne visível sua ação. Daqui de fora, tudo está muito opaco, e só percebemos o mundo pela aparência… E, daqui de fora, aparentemente, parece que nosso diretor de futebol está desprestigiado.
- 3. Precisamos de uma comissão técnica mais dura com o elenco. Com raras exceções, o time só foi aguerrido nos clássicos. Há de sê-lo o tempo todo. Série D é porrada, é pressão, é bola para o alto que o jogo é de campeonato. A comissão técnica precisa compreender que a nossa sobrevivência está em jogo. Precisa passar essa urgência aos jogadores. Não queremos gatinhas de madame. Precisamos nos preparar para uma guerra. E como disse Géo: “para fazer omeletes, é preciso quebrar ovos”!
- 4. Não precisamos de um time técnico e sim de um organizado. Queria que fôssemos um sãocaetanozinho da série D. Time arrumadinho e bem posicionado. Com isso, a torcida faz o resto. Sinceramente, não vi ainda o time organizado. Ele é muito instável. Não falo nem da qualidade técnica dos jogadore, pois a organização tática de um time pode ser adquirida apenas com discplina e entrosamento. De qualquer forma, o elenco necessita ser enxugado, e muita gente tem que sair. As contratações já deviam estar planejadas e contatadas – esse planejamento é o mínimo que se pede a um diretor de futebol. Quando Bittencourt cobra planejamento ao presidente do clube, está errado. Quem planeja é o diretor de futebol — o presidente dá o aval.
É isso… pelo menos, por enquanto. Temos um tempão para continuar a discussão. Até encher o saco…









Assino embaixo! Análise equilibrada e sem ufanismos, nem amarguras.
Reitero saudações a este Blog e a seus articulistas e comentaristas. Ademais, agradeço especificamente quanto a este artigo do Artur Perrusi.
Marcos Flávio-Ouvidor.
Marcos,
É um prazer recebê-lo no TC. É importante saber que o Ouvidor está antenado com as coisas que acontecem na órbita do clube.
Aproveitarei o recesso no futebol para fazer uma série de artigos (dois ou três, a depender das questões) avaliando a gestão. Claro que tudo isso do ponto de vista do torcedor, que muitas vezes não tem o conhecimento de causa necessário. Mesmo assim, acho o debate importante, pois fortalece o clube e serve como subsídio para a diretoria.
Não tenho dúvida que esta discussão, com a sua atenção, ganha outra dimensão.
Que ela possa ter alguma serventia para a gestão FBC.
Saudações corais,
Dimas Lins
Independentemente das minhas críticas (e têm mais!), temos uma prova cabal de que houve mudança no Santinha: existe um ouvidor, e um que tem orelhas grandes, pelo visto, escuta e… visita os blogs!
Pra dizer a verdade… Não, não é possível. Isso nunca aconteceu. Deve ser um trote. Dimas, porra, caímos no conto do ouvidor. É Géo fazendo trote!
participei da campanha da anistia, pagando 90,00, ano passado. já tinha tudo articulado para continuar pagando minhas mensalidades, afinal poderia tirar o boleto pela internet.
O que aconteceu? o sistema não foi implantado E ESTOU SEM PAGAR MINHAS MENSALIDADES DESDE JANEIRO.
Faço o que está ao meu alcance para ajudar meu estimado Santa Cruz, mas fazer papel de IMBECÍL e enfrentar aquelas filas sado-masoquistas antes do jogo, PARA MIM É DEMAIS. Não consigo entender como se trata uma prioridade absoluta para a sobrevivênia do clube desta forma. recordo-me daquelas teorias das conspirações, querem acabar com o clube, pernambuco só tem espaço para dois times… e por aí vai.
Ainda apoio FBC, E QUERO PAGAR MINHAS MENSALIDADES COM AS COMODIDADES QUE TODO TRICOLOR MERECE,
RESPEITEM-NOS
Boa visão geral do momento tricolor !
Acho eu que agora cabe uma campanha pés no chão. Minha gente acabou a historia de santa s/a, de refinaria, de isquindô-lê-lê, a realidade é dura e cruel, é parar de frescura, de nêgo pensando que ia ser campeão PE, com um time montado em 3 meses, isso é coisa de campeonato de pelada ou deixar para o acaso da sorte.
Tem mesmo é que fazer a campanha de ´sócios, montar times com recursos realistas parar de fazer futebol de cima pra baixo.
A campanha de sócio terá sempre motivação seja até ela feita para que o clube não se acabe.
O tricolor vive ainda disputando o título de maior torcida, ok, vamos mostrar no quadro de sócios isso(cabe discusão social vasta)…!
Realmente faltam esclarecimentos por parte da direção para com os torcedores.
Para resumir temos sim que arregaçar as mangas e se movimentar, para reerguer este clube amado, bicho, o problema é que depois de algumas ações dessa gestão teve tricolor pensando em tokyo…a relidade é essa, temos que começar tudo novamente, montar um time novamente..etc…etc..
Estou com toda calma do mundo assistindo a todos os jogos do glorioso vejo o jogo com o olhar de quem vê FBC, Fred Arruda, etc…etc….etc…em campo, numa guerra para manter o glorioso numa respiração artificial, e querendo aprontar o fim da UTI.
Um tricolor colocou um site muito interessante no ar, para receber doações http://www.torcidacoral.com.br/, acredito ser de procedencia.
Saudações corais do arruda.
ACABO DE FALAR COM UM AMIGO, QUE É SOCIO DE UMA EMPRESA DE TECNOLOGIA E DESIGN, FALEI SOBRE A SITUAÇÃO DE FORMA SUCINTA E PERGUNTEI POR QUANTO SAIRIA O PREÇO DA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE PAGAMENTO PELA INTERNET. ELE TOMOU POR BASE UMA QUANTIDADE DE 20 MIL SÓCIOS – QUE SABEMOS SER UMA QUANTIDADE ÍNFIMA PERTO DA QUANTIDADE DE TRICOLORES – E, PASMEM, DISSE QUE A IMPLANTAÇÃO DESTE SISTEMA CUSTARIA MENOS DE 1 REAL POR SÓCIO, ISTO MESMO 1 MÍSERO REAL!!!!! O QUE OCORRE?
OBS: APENAS FALEI COM MEU AMIGO PARA TER UMA IDÉIA DO CUSTO, NÃO ESTOU AQUI DEFENDENDO A CONTRATAÇÃO DA EMPRESA DELE
RESPEITEM-NOS
Belo texto,parabens pela análise bem detalhada Prof. Artur. Saudações tricolores!!!!!
Eu gostaria de saber o que vocês acham da atitude do presidente de “convocar” alguns jogadores para uma conversa em seu gabinete.
Até agora não consigo formar a minha opinião sobre essa atitude. Vi uma entrevista do presidente na internet que ainda tem mais jogadores para serem “convocados”.
Mas sei de uma coisa, dá pra perceber que os jogadores brasileiros ainda são pouco profissionais quando alguém toma uma atitude imparcial, baseada na avaliação crítica do elenco. O constrangimento de alguns e o choro de outros deixou isso bem claro.
Por outro lado, como o Artur escreveu muito bem, onde está o diretor de futebol nessas horas? Será que não era papel dele estar junto nessa reunião? Não sei se o trabalho de Capella tem que estar sempre aparecendo, mas acho que ele tem que dar as caras nessas horas importantes para o futebol do Santinha.
[]‘s
Erick Ramo
Erick, ia colocar um comentário justamente sobre essa reunião. Como não sei o que aconteceu de fato, fiquei calado. Caso tenha acontecido como noticiou a imprensa, foi uma falha. Surpreendentemente, uma bobeira política de um político experiente. Mas aguardo esclarecimentos…
Por outro lado, acho Bittencourt um tanto ambíguo nas suas declarações. Muitas vezes, parece que tem uma compulsão em salvar a face. Afinal, ele sabia ou não sabia dessa reunião? Concordava ou não com ela? Sinceramente, depois daquela pantomima no jogo contra o Americano, fiquei ressabiado.
Em relação a Capella, acho que está sendo fritado — lembro que a figura misteriosa, Fernando Silva, o novo captador de recursos, que ganha, dizem, 50 paus para isso, era seu adversário político no Santos. Ou então ele é assim mesmo e tem o poder mutante da invisibilidade.
Boa análise.
E concordo com o que Francis Costa disse também.
É preciso manter os pés nos chão.
Em meio a toda esta situação cabe indagar: “e comé que fica minha moral?”. Explicando melhor, em conversa com um amigo tricolor dos quatros costados, hoje pela manhã, me dizia que já não aguentava mais tanta desilução. vagueou sobre os tantos pilantras que dirigiram o Santinha nestes últimos tempos e sobre pernas de pau e “projetos” de craques, que passaram pelo Arruda e, por fim, me disse meio envergonhado que ia torcer pela coisa (Ei, coisa VTNC!) hoje a noite para ver se apanhava, pois acha que ele é o pé frio da história, ou seja, seu maor incondicional ao Mais Querido, que terminou por desgraçar o time. Acha que tanto amor, como o dele, levou que dirigentes “racionais” astustos, vestidos com o padrão, a cometerem pecados e mais pecados, pois a torcida, em tese, salvaria a alma do time das profundezas do infernos. Deu no que deu.
boleto na internet já! boleto na internet já! eu quero pagar rssss
saudação tricolor!
Artur, ontem escrevi que pelo visto a diretoria do Santa não
acessava a internet, hoje vejo com certa surpresa, que pelo
menos uma pessoa da direção tricolor está antenada nos blogs
no caso o ouvidor, já é alguma cousa. Quanto ao diretor de
futebol, sr. Capella, faço uma pergunta: quem no mercado de
trabalho ganha r$ 35.000,00 por mês? eis uma das razões do
nosso futebol(Brasil) está em decadencia, paga-se muito para
receber pouco ou nada em troca. Com relação a campanha de
novos sócios, hoje se faz tudo através da internet e cartão
de crédito e nosso Santinha está parado no tempo, tendo o
candidato a sócio ou sócio mesmo que se deslocar até a sede
no arruda para se associar ou pagar mensalidade, no meu caso
que estou longe de Recife, quero ajudar(associar-me) e não
posso, sr. ouvidor, se lê este comentário, leve ao conhecimento da direção tricolor, assim como eu, existem
muitos tricolores na mesma situação.
Saudações Corais.
Antes de mais nada, parabéns ao ouvidor pela atenção aos blogs. Como muitos já disseram, por aqui já circularam muitas idéias interessantes, assim como, diariamente, circula parte expressiva do sentimento coral.
Até concordo com a diretoria que julgava mais importante no primeiro momento salvar o patrimônio. Pois o patrimônio pode e deve gerar receitas para o clube. Do jeito que estava, só fazia gerar prejuízos. Mas: o lastro associativo, para mim, é também questão patrimonial! E aí, no momento em que se faziam as reforma no Arruda, deveria ter sido iniciada de forma maciça a campanha de sócios. Julgo que a falha nesse projeto, somada às falhas na comunicação e no enfrentamento das “estruturas do futebol”, os maiores percalços até aqui da gestão.
Quanto ao futebol, sou radical: jogador que vestir a camisa do Santa tem que aceitar multa contratual. Seja quem for. Se não quiser vir, um abraço. Temos condições de trazer jogadores do nível que trouxemos: Wagner, Anderson, Márcio Barros etc, ou seja com o mesmo nível técnico, impondo restrições para abandonar o clube. Temos de dar espaço para os prata-de-casa. Não vejo, por exemplo, em que Leandro Biton seja pior que Wagner nem Thomas Anderson que Pedro Henrique. Se é para ter calma, paciência, não pensar em títulos, então começemos logo por formar um elenco estável. E isso se faz revelando jogador e dificultando a saída daqueles que se revelam e se destacam.
Não há muito o que discutir quanto ao conteúdo do texto, pois está tudo muito bem posto.
O diretor de futebol pisou no tomate quando contribuiu para que o time chegasse à cidade de campos à meia noite do dia do Jogo, depois de três horas de avião e mais quatro horas de ônibus.
No Arruda foi a vez do Técnico que, com aquela cena toda, desestabilizou o time e jogou fora um resultado que, até aquele momento, estava nas nossas mãos. Bastava mais um golzinho para, no mínimo, ir para os pênaltis. Tempo havia com sobras.
Houve a promessa de utilização de alguns jogadores da base; promessa esta não concretizada. Ela foi renovada após as últimas reuniões, resta saber se será cumprida desta vez.
Thomas Anderson e Memo só foram utilizados, mais vez, quando não restava outra alternativa. Não que sejam craques consumados mas, perto de alguns que vi em ação, não fariam feio, custam mais barato e jogam com mais vontade.
Pocurem lembrar de Willian (aargh) e de Miller; quem você escalariam? O primeiro teve um monte de oportunidades, o segundo foi mandado de volta aos juniores, onde caiu de rendimento, pegou banco por um tempo, até ressurgir (bem) nas últimas partidas.
O que Wagner sabe fazer que Leandro não faça, na pior das hipóteses, com um pouquinho mais de qualidade?
Esquerdinha é meia de origem, mas quebrou uma galho razoável como lateral-esquerdo. Alguém duvida que Adilson é pior do que ele, mesmo sendo lateral de origem?
Na zoneada era diminutiva, todos os atletas que mencionei foram jogados em várias fogueiras, e atuando, quase sempre, fora de posição, ao invés de serem lançados gradativamente, em um time minimamente organizado.
Agora há possibilidades de fazê-lo e cumprir a promessa renovada. Seria uma lástima vê-los preteridos em favor de outros Adilsons, Wagners e quejandos.
E temos outros nomes interessantes nos juniores, casos de Gilberto e Yuri – que, juntos, marcaram mamis de 30 gols no campeonato da categoria.
Vão esperar que atinjam os 30 anos para dar-lhes uma chance?
O item 4 está perfeito e esclarece, embora não tenha tal objetivo, a causa principal dos dois últimos rebaixamentos – especialmente da série C para a D.
Mais do que a falta de qualidade dentro das quatro linhas, pesou contra nós a zona que imperava fora delas. Qual a qualidade técnica que tinha o time do Salgueiro para ficar na série C e nós não? E o Icasa?
Então, é formar um elenco com um índice mínimo de qualidade, pois, se não temos grana para contratar atletas “diferenciados”, também não podemos trazer outros do naipe de Willians, Adilson e Wagner; organizar, trabalhar, pagar em dia e bater o pau na mesa quando for preciso. O Santa Cruz não é circo e nós não somos palhaços.
O fato é que a direção de futebol não priorizou ou subestimou as nossas divisões de base. Josias e Ducaldo colocaram vários nomes de jogadores da nossa base que são iguais ou melhores do que vários que aportaram nessa última leva. Inclusive, retifico o que disse, quando afirmei que formamos um time do nada; não, alguns jogadores da base poderiam ter sido aproveitados no time. Salvo engano, acho que o departamento de futebol não prioriza as bases. Mudará agora? Se mudar por circunstâncias, dadas as nossas condições financeiras, não é uma verdadeira mudança, pois priorizar as categorias de base implica um planejamento diferente do que foi e está sendo feito — inclusive, no caso de uma prioridade de fato, o diretor das categorias de base teria muito mais importância e poder dentro do departamento de futebol..
Vejamos. Fiquei surpreso com a visita do nosso ouvidor, e dei boas gargalhadas no pátio da minha faculdade quando li o comentário de Artur Perrusi sobre a visita do nosso ilustríssimo membro da direção.
A nossa ressureição deve começar exatamente por aí. Porém tenho algumas dúvidas:
1) O conselho deliberativo está trabalhando com tanta vontade quanto o nosso ouvidor?
2) Porque não existe um canal onde se possa saber das coisas que estão em pauta na diretoria do santa cruz? Será que os sócios (eu sou sócio) sempre têm que esperar as decisões caindo do céu?
Falta transparência no santinha, por mais que as coisas estejam bem, bem, bem, melhor do que estavam, veja-se o mau presságio de fechamento de portas do clube, há menos de 6 meses atras.
Texto bom, consciente. Visita inusitada (veja-se com o tratamento que estávamos acostumados) do nosso ouvidor. Falta de transparência e de um canal (site de verdade) que represente o clube e atenda aos anseios da torcida.
Ducaldo,
Só uma correção. Não havia mais a possibilidade de penaltis, já que o 3×1 ainda classificaria o americano por ter marcado fora de casa. Mas isso também não quer dizer que não poderíamos chegar aos 4×1.
[]‘s
Erick Ramo
Perfeito, Erick. Valeu pela correção.
Campanha de Sócio já! Faz um acordo com a AMPLA, 5% da arrecadação mensal é dela!
E que seja uma campanha visando a classe baixa, R$15,00 por mês para uns – maioria, no caso do Santa Cruz – é um sacrifício enorme!
Sobre o depto de futebol
Fico me perguntando, pq será q FBC, Sidney e Fred se “intrometem” tanto no depto de futebol profissional. Capela ganha mais de 30mil por mês e não tem autonomia, competência ou seja lá o que for para gerir esse depto?
Ou será que FBC está fazendo prevalecer as questões administrativo-financeiras em detrimento do futebol e por isso Capela deixou de mandar?
São perguntas essenciais no momento atual. A saída de jogadores importantes nesse início de temporada revela uma falta de planejamento ou de aplicação desse planejamento inicial. A impressão q dá é q no meio do caminho decidiram mudar a rota e fazer perecer q estava tudo no script.
O caso de Marcelo Ramos me pareceu simbólico. Ao que parece, FBC tentou convencê-lo sem propor aumento de salário. Ou seja, pode-se até perder o melhor jogador do time mas mexer no orçamento não se mexe.
Não sei até que ponto esse tipo de postura é salutar. A virtude está no meio!
Essa idéia do Victor Montenegro é muito boa…!
Saudações corais do arruda…!
Francis, troféu Marcelo Bebeltrão para vc.
Essa da reunião foi, a meu ver, uma bola fora de FBC, poderiam falar com todo o grupo, dizendo que fariam dessa forma.Depois agiriam como agiram.
No mais, a piscina ficou aberta terça até as 4. Dani, com certeza, vai por ordem na casa da Diretoria Social. A bola está com ela.
Saudações santacruzenses!
Meus companheiros de time, tem a turma que não acredita no lance das doações(ok..!..beleza…!), mas vem por ai 75 dias sem rendas, no mais um amistoso ali, aqui acolá…!
Eu não gosto do esquema das doações, mais acredito ser urgente ..!
Dos 3 milhões de torcedores parece que só 20 acredita nas doações…rsrs…!
Insatisfeito deixa de onda e tira da sua pequena puchette-camping-mala de viagens tabajara, e da r$ 20,00 …pro glorioso. Inlusive temos a informação que vc esconde ELVIS PRESLEY, na sua puschete…..!..Pega uns Dolares…..!
Fui….!
Não sou chegado ao “pé-de-uva”, atual técnico do fluminense, mas, vejam o que ele falou em entrevista coletiva após o jogo contra o Águia de Marabá, no qual a equipe carioca conseguiu a sua classificação para a etapa seguinte da Copa do Brasil – O repórter perguntou sobre os jogadores formados na base do Flu, utilizados na partida:
“É bom para o Fluminense.
Os jogadores estão crescendo, ganhando experiência, maturidade. É preciso que a torcida, que nós tenhamos paciência com esses jogadores.
Um jogador de uma grande equipe não se faz num período muito curto de tempo.
A gente tem que botá-los jogar, expô-los à pressão, à mídia, ao torcedor, pois assim vão ganhando confiança, responsabilidade para jogar, ousar nas jogadas sem medo de errar. E isso é uma coisa que só vem com o tempo.”
Se isso é necessário para atletas formados numa estrutura organizada como o CT de Xerém e com toda assistência, imaginem para os nossos – especialmente os que sofreram com o descaso vigente na era diminutiva.
Foi prometido, no início da era Bittencourt, o aproveitamento de alguns desses jogadores – promessa logo esquecida. Após o balanço do bode rouco 2009 a promessa foi renovada, até em função da grana curta. Espero que, dessa vez, seja cumprida ou que eles não sejam preteridos, mais uma vez, por material humano de qualidade inferior.
Já chega de sócios-atletas do jóquei clube trajando o manto tricolor. E custando caro.
Em tempo: Eu não copiei e colei a entrevista. Ouvi e transcrevi.
Ducaldo,
Serão apenas 5 jogadores da base no time que irá jogar a série D, de acordo como FBC….
Na minha opinião, deveria subir quem tem reais condições de jogar. Se 3, 5 ou 10… o número é o que menos importa nesse momento… A qualidade e domínio dos fundamentos é que faz a diferença nessas horas…
[]‘s
Erick Ramo
É exatamente isso, Erick.
Tendo condições, deve jogar. Mas essa não tem sido a prática lá pelas bandas do Arruda.
Não acho que alguém deve jogar no time principal apenas por ter sido formado no clube ou que algum dos jogadores que mencionei seja a oitava maravilha do universo.
Só que eles têm sido preteridos em favor de jogadores de qualidade nitidamente inferior, descompromissados, que não jogam com a mesma vontade que eles e que custam mais caro aos cofres do clube.
A qualidade de um atleta em formação só pode ser avaliada depois de uma sequência de trabalho, com participações constantes no time e em condições que favoreçam um bom desempenho.
Atirá-los em campo todos de uma vez, sempre que os contratados batem asas, o que tem sido uma constante no Santa, prejudica a eles e ao clube.
E como disse o Parreira, é necessário ter paciência.
Eu creio que, ao contrário do que muita gente pensa, a não utilização dos “prata da casa” é muito mais fruto de uma diretriz política do que da baixa qualidade deles.
Não há nada que justifique, só para ficar nos mais notórios, a presença de Willian, Wagner, Adilson e Márcio no time, em detrimento de Miller, Memo, Gilberto, Yuri, Thomas Anderson……
Se eles e outros não forem bem testados e avaliados, ficando nesse entra e sai ocasional, por mais potencial que tenham, poderão ter suas carreiras estragadas. Nesse aspecto, o Santa tem seguido na contramão da maioria dos clubes brasileiros e da sua própria história.
Era para testar os meninos no campeonato pernambucano! Saberíamos agora quais dos garotos têm condições de estar no time profissional. Era um teste, inclusive, emocional e psicológico. Jogador de clube grande amadurece conhecendo a pressão. Isso é elementar para um planejamento que prioriza as categorias de base. O elementar, o óbvio, não foi feito pelo nosso departamento. Jogador não pode ser tratado como gata de madame, embora devemos oferecer a todo garoto um aporte psicológico profissional. Mas a psicologia do futebol não trata de frescura, ainda que a frescura cause tempestades, depois de Freud. Se tem problema com vaia, se baixou a autoestima com a pressão da torcida, se borra-se todo jogando num clube grande, meu chapa, vá jogar no Salgueiro ou procure outra profissão!
Eu trato gata de madame na base do supositório; mas, com esse tratamento, é impossível jogar futebol.
Vou discordar parcialmente de vocês…
Sei que estou muito longe do Recife e que só consigo assistir a um jogo quando alguma alma caridosa faz a transmissão online pelo justin tv.
Memo e Thomas Anderson, por exemplo, foram duramente criticados, inclusive em comentários feitos aqui mesmo no TC. Principalmente Memo que foi titular no início do campeonato e demonstrou não ter qualidade para função que estava exercendo. Tudo bem, teve momento em que ele foi escalado em posições malucas, mas mesmo assim…
Como meu pai me disse agora há pouco em conversa pelo telefone: “Os mais ou menos do time estão indo embora e os perebas, ficando…”
Serão dois meses e meio de pura angustia e dúvida…
[]‘s
Erick Ramo
Erick, Memo é volante e foi escalado como zagueiro em quase todas as vezes que entrou. Praga que o persegue desde 2008.
Foi titular, na zaga, contra o Sete e contra o Porto, nossas duas primeiras partidas,quando não tínhamos nem um projeto de time
Na única vez em que entrou para jogar na sua real posição, se saiu bem. Foi no jogo contra a barbie (2×2) no campinho da Rosa e Silva. E não jogou muito tempo.
Thomas entrou no segundo tempo contra o Sete, Porto e Centrl e, realmente, não jogou bem, perdendo muitos gols por excesso de firulas.
Em compensação, voltoju a treinar bem no final do segundo turno , teve oportunidade de jogar no segundo tempo contra o Petrolina, se saiu bem e fez um gol.
Pois é, Artur.
O máximo que aconteceu foi relacionar para o banco ou jogar, quando muito, um tempo.
A exceção é Memo que jogou as duas primeira partidas, mas, como zagueiro e não como volante, sua real posição. Depois só metades de segundo tempo, como terceiro zagueiro, em mais três partidas; e no empate contra a Barbie, finalmente, de volante (atuação bastante elogiada).
Thomas Anderson entrou no segundo tempo em três partidas.
Miller no segundo tempo contra o Central, no jogo da reabertura.
Thiago Henrique no segundo tempo contra o Sete, na primeira partida, lá em Garanhuns.
Quando falo segundo tempo não quer dizer jogou os 45 minutos e sim uns 20 ou trinta minutos.
Apenas para complementar: saiu no Coralnet que serão integrados ao elenco principal os seguintes atletas:
O lateral esquerdo Jeferson, os meia Ibson, e o atacante Gilberto.
Os meias Miller e Thiago Henrique e atacante Yuri Savaroni.
Memo e Thomas Anderson já são mais antigos, são profissionais, embora quase sempre não recebam tal tratamento, e devem continuar também no elenco, suponho eu.
A singela notícia da Coralnet (“Dois jogadores deixam o Santa Cruz”) sobre o pior acontecimento do ano no departamento de futebol — a saída de Thiago Matias e MR — lembrou-me de imediato a famosa anotação no diário de Kafka no dia 2 de agosto de 1914:
“A Alemanha declarou guerra à Rússia. Natação à tarde.”
O problema que vejo é o seguinte: somente agora que os pratas da casa estão sendo incorporados no elenco. Isso é fruto de um planejamento? Duvido. Parece mais fruto da necessidade, da falta de grana. Vamos testar os garotos na competição principal, naquela que, para nós, é vida ou morte! Assim, perdemos a chance de testá-los num excelente laboratório: o campeonato do bode rouco. Além do mais, não sabemos se Bittencourt sabe lidar com promessas, se sabe trabalhar com jogadores jovens e debutantes (isso exige experiência e conhecimento). Perdemos a chance de testá-lo tb nesse ponto.
Hehe, muito boa essa, Tiago.
Mais uma vez, concordo com você ARtur. A integração desses jogadores também me parece contingencial,e não fruto de planejamento.
Se o treinador saberá, ou mais ainda, se realmente quer utulizar os garotos, dê uma olhada no meu post (34) e terá uma idéia.
Eu cavouquei todas as fichas dos jogos do Santa e o panorama está no post. Se for da mesma maneira, o resultado será a queimação do filme da rapaziada. Pra variar.
Muito boa, Tiago.
Por falar em guerra, o blog do Santinha está em polvorosa por causa de um texto de Inácio.
Como não estou com disposição, nem ousei botar a colher no prato.
Tiago,
Tão boa que foi para a coleção antológica da seção Cobra Venenosa.
Saudações corais,
Dimas Lins
para dar uma idéia da boa vontade do treinador em relação ao pessoal da base:
Willian (aaargh), aquele gênio da bola, foi titular nas seis primeiras partidas do Santa no 1º turno e ainda entrou em três partidas do segundo turno.
Miller, que no meu modesto entender, com uma perna amarrada às costas joga mais do que o dito cujo, teve 20 minutos contra o Central. E só.
Thiago Henrique teve uns 15 minutos na primeira partida. E nunca mais.
Aí, quando viu que Willian realmente não joga nada, ao invés de dar mais uma chancezinha a Miller ou Thiago o técnico preferiu improvisar Helder ou Alexandre Oliveira, que são volantes.
que parametro para dizer que esse treinador eh bom pra série D?
jah que ouvidor passa aqui, jah tah na hora de botar alguma coisa da ouvidoria no site oficial. se quiserem eh soh dah uma olhada no site do internacional.
Que parâmetro pra dizer que alguém é bom pra série D??? É a primeira vez que existe série D nesse país.
Ducaldo,
Se vc me permite, eu vou cutucar um pouco mais…
Já tem um bom tempo que eu ouço os nomes de Miller e companhia, que eles deveriam entrar e tal e tal.
Quantos treinadores passaram pelo Santa até então? E NENHUM aproveitou esses jogadores… Aí vem a pergunta: será que nós não estamos apostando desesperadamente nossas fichas em quem não tem condições por pura falta de alguém para poder contar?
Como eu falei, moro em São Paulo desde 2004 e no ano passado fui pra mais longe ainda (diga-se de passagem, apresentei o Santinha a vários americanos da Carolina do Norte, onde morei, uns até passaram a torcer pelo Mais Querido). Sei que não tenho como emitir opiniões sobre essas questões e uso o blog para ficar por dentro de tudo sobre o Santa. Daí vem minha pergunta…
[]s
Erick Ramo
Boa tirada a do Thiago!
No mais, concorco com o Ducaldo em todas as suas análises. Não as repetirei para não ser chato. E por falar em ser chato, temos que ter paciência (e controlar nossa ansiedade)
Ontem no bompreço quase fui às via de fato com um torcedor da coisa. Não apregoa a violência. Sou contra. Foi um erro meu, pois a provocação não foi nem para tanto (acreditem). É que, de cabeça quente por outras questões, perdi a esportiva.
O cara simplesmente perguntou se MR-9 ficaria mesmo no Santa…
Abraços a todos os torcedores do Mais Querido
Acho que não, erick. O não aproveitamenteo deles pelos vários treinadores (KKKKKKK), gênios do tipo Fito Neves e Bagé, deve-se mais a outras razõe$.
Mas, note, mais uma vez, que em nenhum momento eu disse que eles são a solução para o Santa. Nada posso afirmar sobre Yuri e Ibson, os quais não vi jogar.
Porém, sobre os outros eu posso falar de cadeira, por ter acompanhado todos os jogos do torneio que jogamos para evitar o rebaixamento para asegundona do estadual em 2008, a copa pernambuco, o campeonato de juniores de 2008 e muitos treinamentos (sim, até treinos fui assistir).
Se não se pode dizer que são ou serão craques, ou até mesmo bons profissionais, também não é possível afirmar o contrário e descartá-los sem lhes dar uma sequência de trabalho regular e de jogos na equipe profissional. Isso eles não tiveram ainda.
Com exceção de Yuri, Jeferson e Ibson, recém saídos dos juniores, os demais foram simplesmente jogados todos de uma vez, quando não havia mais ninguém para utilizar, e com a responsabilidade de salvar o time de algum vexame. E conseguiram o objetivo com, no mínimo, garra e vontade, mesmo ganhando uma merreca, que às vezes nem recebiam.
Ajudaram a salvar a gente do rebaixamento no bode rouco 2008 e ganharam, veja só, o único e nada significativo título da era diminutiva – a copa pernambuco.
Sempre tiveram péssimas condições de trabalho e ficaram nesse ciclo de entradas e saídas do time. Os péssimos profissionais contratados foram embora? bota a meninada pra se virar. Chegou outra leva de ciganos da bola? tira os meninos e devolve para os juniores…..
Foi assim durante os quase dois anos da administração diminutiva e, até agora, nessa administração, que havia priometido o contrário.
Note, também, que fui bem direto e fiz uma comparação entre alguns que vieram e os prata da casa. Posso afirmar, sem medo de errar que teria sido melhor utilizá-los ao invés de insistir em jogadores que já foram ou serão dispensados dispensados agora, aumentando mais ainda o passivo trabalhista do clube.
Leia o post 34 e o 42. Como se pode avaliar um jogador nessas condições?
Por que seis partidas para Willian, execrado pela torcida, com toda razão, e 20 minutos para Miller e Thiago Henrique?
Eu vi, para minha infelicidade, Willian, Juan Felipe (já dispensado), Adilson,Juca e mais uns outros tantos que já partiram ou estão aguardando a vez de puxar a fila, e posso afirmar que Memo, Gilberto, Thomas Anderson, Esquerdinha, Leandro,Bruno Lucena,Miller e Thiago Henrique teriam sido a melhor opção, não só pela qualidade comparativamente superior, mas pela identificação com o clube, vontade e dedicação que sempre demonstraram em campo.
Além disso, manter esse jogadores custa mais barato e é , de certo modo, um investimento onde sempre há a possibilidade de um retorno financeiro, caso algum deles se destaque. Afinal, trata-se de jogadores entre 18 e 22 anos.
Essa possibilidade nunca existiu, nem existirá com Adilson e companhia, ou outros do gênero que, espero eu, não cheguem mais ao nosso clube.
*** “Artur Perrusi”
Parabéns pelo Balanço inicial, trouxe a tona uma nova discussão para que o Clube possa melhorar ainda mais!
*** “Francis Costa”
Meu amigo, vc mencionou um FATO CURIOSO, onde ‘fazemos’ uma questão incrível de ‘sermos a maior torcida’ e esquecemos que em número de SÓCIOS não demonstramos ‘nenhuma grandeza’! E aí eu acredito que o problema não é só de CAMPANHAS NÃO, é como disse uma vez “Ducaldo”, plageando ‘àquela propaganda ridícula’: “QUANDO NÃO SE QUER QUALQUER DESCULPA SERVE” !
*** “Ducaldo”
Mais uma vez vc foi certeiro em seus comentários, e um outro fato lamentável é expor os jogadores nos piores momentos do clube, ou seja, o ‘filé’ os caras nem sentem o cheiro, são esquecidos e só prestam para ‘tapar buracos’!
*** Voltando ao ‘Panorama de Artur’, em relação ao Futebol, o que me desagradou bastante foi o fato do Santa ‘jogar’ de verdade, apenas um único tempo, esquecendo que o jogo é de 90 minutos … o que acho pior do que sermos irregulares! E aí não sei se foi ‘tática’ do técnico, que vai precisar ser muita mais eficiente no Brasileiro Série D e também terá que ter mais ‘juízo’, pois vamos ter que aguentar árbitros piores dos que apitaram no Estadual!
Abraços a Todos !!!!
>>> VIVA SANTINHA !!!!
Acho que vc foi claro e feliz na sua explicação, Ducaldo.
Valeu!
“Ducaldo”
Ratifico a boa qualidade do nosso jogador “Memo”, lembrando àquele jogo contra o ‘central’ lá em Caruaru, inclusive o único que vi lá onde não saímos derrotados, em que, pela primeira vez ele jogou na sua posição (volante) e teve um desempenho espetacular, tão bom, que o ‘extraordinário pagé’ retirou-o ainda no primeiro tempo! Foi uma ótima partida desse garoto, que monstra que deve JOGAR DO MEIO PRA FRENTE, embora ele já tenha mostrado melhoras no setor defensivo!
O jogo que mencionei acima, foi o válido pela Série C do ano passado, no qual nos classificamos, com o ‘penalte’ perdido por ‘marco zero’!
Quem aí pode sugerir uma escalação pro amistoso contra o vasco?
Ontem eu estava muito p da vida. hoje estou mais calmo (é que vendi 3 funerais ontem e mais 2 hoje).
Agora de cabaça mais fria, da pra falar:
Todos nós já prevíamos que issi fosse acontecer, não dá pra segurar altos salários, não dá pra fazer contratação de peso para a série D. apesar de tudo, resgatamos nossa dignidade, e isso é muito importante. Agora, é acreditar na diretoria e apostar nos jagadores e base e trazer alguns de qualidade com salários dentro da nossa realidade para brigar nessa famigerada série D.
SANTA CRUZ SEMPRE!
“ALEXANDRE – VIT. DA CONQUISTA – BA”
Apostaria nos jogadores da base que vão compor o time no Brasileiro, temos que colocar esses garotos pra jogar!
Foi um bom debate, Erick.
Seus questionamentos são absolutamente pertinentes.
Não tenho certeza absoluta em relação ao futuro deles (ninguém pode ter), mas estou torcendo para que pelo menos alguns consigam se firmar, pois será bom para eles e para o Santa. E acho que alguns têm potencial para isso.
Já vi muito futuro craque acabar na pior ou não dar em nada, e já vi casos que foram exatamente o contrário – jogadores que não despertaram a atenção de ninguém no começo e se consagraram depois. As variáveis são muitas e nem sempre podem ser controladas.
Vamos aguardar para ver o resultado desse grupo. Na pior das hipóteses o prejuízo será menor do que com os ciganos da bola que transitaram pelo Arruda a partir da série A de 2006.
A pouco li uma entrevista de FBC no Coralnet e perguntado
sobre reforços ele disse que jogadores de São Paulo são
esperados, que estava conversando com parceiros, no caso a
Coral investimentos, para trazer jogadores do interior de
São Paulo e da base de clubes paulista. Nós temos mais oito
estados no NE em que se disputam campeonatos regionais, será
que não se encontra pelo menos seis(6)jogadores de um nível
técnico razoável para contratar, por que tem-se que recorrer
ao famigerado interior de São Paulo?
Acho que o sr.FBC está mal assessorado.
Saudações Corais.
O ARTILHEIRO MAGOADO
”O que me magoou foram as coisas que aconteceram mesmo como foi conduzido com os outros jogadores.”
“Não senti daqui também daqui muita firmeza, muita motivação. Algumas coisas que aconteceram durante a semana, como o fato de a diretoria ter chamado só os onze jogadores [para negociar salário]… Isso me chateou bastante, todo grupo, toda comissão técnica, ficou aquele clima ruim.”
“O ideal seria conversar com todos, primeiramente com a comissão. Acho que o presidente e a diretoria têm o direito de ficar com quem quiserem e tiram também quem eles quiserem. Mas acho que foi mal conduzido e criou-se um clima ruim dentro do grupo.”
E agora José? O imprensa ruim né?
Andre, estou começando a acreditar que a nossa base é quem nos ajudará a subir de série.
Acho que a diretoria conduziu mal essa história toda, mas, daí a acreditar que o “pobre artilheiro” ficou magoado e saiu por essa razão, vai uma distância muito grande.
Saiu por que recebeu uma proposta financeira que o Santa não tem condições de cobrir e pronto. Era algo já esperado por todos que acompanham a vida do clube de perto.
Ele apenas jogou para a platéia, procurando passar a responsabilidade para a diretoria com o objetivo de não queimar o próprio filme com a torcida.
É provável que haja mais algum fator/lambança determinante na sua saída, o que apenas podemos especular, mas, essa de “grupo” e “magoado” não cola.
Thiago Mathias, por exemplo, não usou esse discurso.
Quando M. Ramos foi para o Atlético Paranaense, nos deixando no meio da segundona, não teve essa de “grupo” ou “magoado”. Teve a hombridade de admitir que havia recebido uma proposta irrecusável, se mandou e a torcida entendeu sua posição. Tanto que o recebeu de braços abertos mais uma vez.
MR9 já é passado; o assunto é o Santa Cruz Futebol Clube.
Boa sorte e adeus.
Thiago Matias foi homem pra assumir que saiu por conta de uma boa proposta financeira. Mostrou grato ao clube e prometeu voltar. Por mim, será bem vindo desde que com uma boa multa rescisória. Já MRamos, ficou sem querer sair mal com a torcida inventou uma conversa mole pra boi dormir. Quero mais é que vá para o raio que o parta!
seu fabiano, me permita, mas o senhor naum é idiota pelo menos eh o que parece. naum eh pq nunca teve série D que naum se tem parametro.
perguntaram aí a escalação para o amistoso contra o vasco:
gustavo, tamandaré, daniel host, sandro, camilo e fagner; anderson, alexandre oliveira e gobatto; thomas anderson e roger.
Tricolores,
Sobre o “caso Marcelo Ramos”, vai minha opinião.
Ele não jogou para a platéia não. Ele apenas omitiu alguns fatos.
O presidente FBC fez besteira, errou feio. Isso é fato.
Marcelo Ramos, Thiago Matias e Sandro são os líderes do “grupo” (ou seja, não é uma família de jeito algum) e foram pra reunião (erraram feio também!). Isto, 1 dia depois dos jogadores terem feito de tudo para Marcelo Ramos ser artilheiro (o atacante mesmo sendo muito bom, só é artilheiro se for “amigo” dos companheiros). Os caras perderam o jogo para um dos piores times do campeonato, mas lhe deram de presente a artilharia.
E, como MR retribuiu? – Mostrando que primeiro queria resolver as pendências dele e depois as do grupo. Foi o que fez indo pra Reunião, junto aos outros dois.
Daí, os outros jogadores perceberam que era cada um por si. E, que, no mínimo, MR ficou mal visto. Ele e Thiago Matias e todos os que estavam na reunião. O “grupo” rachou.
Então, qual a melhor saída pra MR ?
Ir embora. Preferiu colocar a culpa na diretoria e não assumir a sua culpa.
Só lamento mesmo a ida de Thiago Matias! Era pra ter feito um contrato de 5 anos com o cara! Era pra ser nosso ídolo. Todo time tem que ter uma referência. Ele seria o nosso Durval. Não tem time que se sustente ou cresça sem uma boa defesa!!
Aproveitando o título do texto farei um balanço pessoal da atuação ou falta de atuação de seu Capella.
Deslizes sempre ocorrerão em qualquer clube ou gestão, porém determinadas situações podem e devem ser evitadas.
Como sou leigo suponho que o papel de um diretor de futebol também passa por intermediar situações variadas entre jogadores e diretoria. Os últimos fatos ocorridos, na minha humilde opinião, revelam que possivelmente muita coisa ta errada na atuação do nosso diretor de futebol.
Com a palavra a lápide.
Caro Fábio e amigos do blog,
Costumo ler as postagens, mas nunca me permiti retrucar, pois entendo que esse é um espaço sagrado dos torcedores tricolores.
Muitas vezes, estando em um cargo tão importante como esse de diretor de futebol de um time como o Santa Cruz – cuja torcida é o seu maior patrimônio e, portanto, acima de tudo, ela tem que ser respeitada SEMPRE – estamos sujeitos às críticas e podem ter a certeza que eu sempre soube respeitá-las e, na medida do possível, tirar algum proveito delas. Muitas vezes, isso não é possível, dada a urgência que alguns fatos requerem. Bem que eu queria ter tido tempo de visitar o Nordeste em busca de novos valores para o “Mais Querido”, entretanto, acreditem, o cargo de diretor de futebol ocupa mais tempo do que possam imaginar. Assim mesmo fomos atrás de valores da região e, antes que esses pudessem ser contatados pelos nossos rivais, fizemos propostas e devemos fechar brevemente com esses jovens jogadores. Desde que cheguei aqui, em novembro de 2008, posso contar que tive três finais de semana que não trabalhei. E, mesmo nos dias de folga do elenco, eu estava cedo no Arruda, sempre tentando dar o melhor de mim, pois é assim que sempre trabalhei. Isso pôde ser comprovado pela cobertura diária da imprensa no Arruda, sendo certo que vários profissionais me procuravam para saber das coisas do Clube e nunca me neguei a atende-los, a fim de que eles pudessem sempre estar a par de tudo o que ocorria dentro do Clube. No episódio da redução salarial, entendi que o Presidente não deveria ter feito a declaração diretamente à imprensa, pois, além de os valores divulgados pela imprensa não terem sido os reais (nunca ganhei R$ 35.000,00 e o meu salário não foi baixado para R$ 20.000,00), isso me trouxe alguns problemas, inclusive de ordem pessoal. Também concordo que esses valores são altos, mas não fui eu que procurei o Santa Cruz, e sim, fui procurado sendo que num primeiro momento rejeitei a proposta, pois tinha recém assumido o cargo de gerente de futebol e não gostaria de deixar o Santos na situação ruim que se encontrava àquela época. Entretanto, depois de um mês, após nova investida do Presidente Coral, resolvi aceitar a proposta, tendo em vista que entendi que seria muito bom no aspecto profissional para mim, como realmente foi, mesmo o Santos tendo coberto a oferta, o que não aceitei, pois já havia empenhado minha palavra com o Presidente Fernando.
Voltando ao presente, em alguns momentos entendi que o melhor era me calar, uma vez que, como em qualquer ramo de atividade, no futebol, também, há divergências entre comandante e comandado, sendo certo que, nesses momentos, não me olvido em passar isso para quem quer que seja. Se eu não estava na reunião havida entre o Presidente e os jogadores na semana passada, foi porque não fui chamado a participar dela. Entretanto, esse não foi o motivo da minha saída, mas, sim, o fato de eu entender o que me foi passado pelo Presidente, ou seja, que o Clube não passa por um bom momento no aspecto financeiro e que, assim sendo, ele não poderia continuar com os meus serviços. Prontamente compreendi o que ele me expos e, da mesma forma que o episódio da redução salarial, não coloquei nenhum obstáculo para que essa dispensa seja concluída.
Só quero que vcs saibam que o meu curto espaço de tempo aqui no Arruda me fez gostar demais do TRICOLOR e continuarei de forma concreta a acompanhar o futuro do “Mais Querido”. Me desculpem por algo que eu possa não ter feito, mas, creiam que se isso ocorreu foi totalmente alheio à minha vontade, pois sempre estive pronto, a qualquer hora, para dar o melhor para o Santinha.
Hoje foi um dia especial para mim, pois tive a oportunidade de conversar com vários torcedores que manifestaram um carinho grande comigo e isso me deixou orgulhoso, não só como profissional, mas como o mais novo tricolor do Estado de São Paulo.
Até um dia e, SAUDAÇÕES TRICOLORES.
Luiz A. R. Capella