Inicialmente, quando soube da candidatura de Fernando Bezerra Coelho (FBC), tive uma péssima reação. Pensei que era uma reedição de Mendonção, isto é, um acordão vindo de “cima”, pregando o surradíssimo discurso da união – a velha cantilena de mudar tudo para deixar tudo como está, como sempre esteve. Sim, minha reação não foi boa. Achava que a candidatura de FBC estava sendo puxada pelo Lado Escuro da Força (LEF), sendo um golpe habilidoso para isolar a oposição. Ao mesmo tempo, desanimado, via a oposição entrando num confuso processo de negociação, no qual tudo podia dar com os burros n’água. Sim, estava desanimado. Pensava que nosso carma era a confusão, sempre dando a sensação de que tudo não daria certo…
Nós parecíamos um bando de Sísifos.
Sim, parecíamos uma das figuras mais patéticas da mitologia grega:
Sísifo era todo metido a astuto, inclusive enganou várias vezes Zeus, o rei dos deuses gregos. Dizem até que ensinava Hera, mulher de Zeus e torcedora da Coisa, a brincar de amarelinha. Como castigo, quando morreu, condenaram o coitado a rolar uma pedra bem pesada até o pico da montanha mais alta do Inferno. O problema era que a pedra tinha um peso diabólico que ia aumentando, assim que se subia a montanha. Toda vez, a poucos metros do cume, a pedra pesava tanto, e Sísifo ficava tão cansado, que largava a maldita, deixando-a rolar até embaixo, e aí tudo recomeçava outra vez, e mais outra vez, e outra vez, ad eternum e ad nauseam (porque isso, convenhamos, dá um enjôo danado).
Sísifo simboliza o eterno recomeço de alguma coisa. Parecia a oposição. Parecia que estávamos sempre recomeçando. Tínhamos a pedra, a montanha, a gana de chegar até lá, e pumba!, algum fato acontecia, algo absolutamente irrelevante explodia, alguma desavença besta encruava, e largávamos a pedra, e a pedra caia, caia, até lá embaixo.
Além disso, o que mais me metia medo era a falta de recursos. Sabia que a oposição tinha projeto e que era muito bom. Mas alguém tinha algum patrocinador? A falta de recurso dava-me medo, e medo do futuro. O que faremos com um clube falido e sem recurso? Onde achá-lo? Existe algum plano de emergência? Sem plano mirabolante e extravagante, como acreditarmos, como evitar o medo?
O que adiantava projeto, intenção e iniciativa sem uma mínima base material? Sem recurso, a gestão seria sobre o nada. Não existe gestão a partir de um vazio orçamentário. A oposição teria um bom projeto, mas irrealizável, flutuando no limbo. Assumindo um clube completamente falido e sem recurso algum, exceto a vontade, a única opção que restaria à oposição seria fechar dignamente o Santinha. O que poderia fazer um bando de assalariados diante de uma falência milionária? Nada.
Sim, foi nesse estado de espírito que recebi a candidatura de FBC.
Mas é com um espírito diferente que faço as seguintes ponderações:
- a candidatura de FBC, ao contrário da de Mendonção, não foi puxada pelo Lado Escuro da Força (LEF) e sim pela oposição. Essa diferença política é fundamental. Aliás, fiquei menos ansioso a partir desse fato. Tal iniciativa política significa que a oposição discute a candidatura de FBC a partir de projetos e de pontos precisos. Ora, o LEF é incapaz de discutir projeto e gestão, pois seu limite é a vontade de poder. E é esse limite que elimina qualquer possibilidade de se pensar numa modernização e numa democratização do clube. E, pelo que percebi, FBC está interessado, ao contrário do exemplo de Mendonção, numa gestão que tenha um projeto consistente. E, cá entre nós, a oposição tem projeto. Por isso, não foi à toa o interesse de FBC em se aproximar, preferencialmente, da oposição;
- em relação à captação de recursos, a candidatura de FBC caiu do céu, pois pode alavancar imediatamente patrocínios de vários tipos, dando fôlego para a implantação da gestão e dos projetos. E lembro que precisamos minimamente de tempo, e insisto que tempo é um recurso que alavanca recurso. Nós não temos escolha;
- o que significa politicamente a candidatura FBC? Citando o irmão do meu bisavô, Lênin Perrusnikov, ela é um passo pra trás e dois pra frente. Passo pra trás, porque o ideal era uma chapa pura da oposição. Numa chapa pura, a oposição teria um espaço bem mais amplo de implementar suas ações. Com FBC, o espaço político torna-se bem mais negociado, e as ações precisarão ser contemporizadas com os objetivos da presidência. Além do mais, FBC é um político, embora de uma cepa mais democrática do que a de Mendonção; contudo, guardo minhas precauções a respeito do modus faciendi da representação política brasileira. Sim, na atual conjuntura, não ponho a minha mão no fogo por político profissional algum. Ao mesmo tempo, é um passo pra trás, porque FBC pode significar a articulação de um consenso (candidatura única) no qual contaríamos com a presença do LEF na chapa, logo, dentro do clube. Com sua presença nefasta, há sempre o perigo de estarmos diante de uma reedição mitigada da miséria da conciliação.
Mas, são dois passos pra frente, já que o LEF entraria de forma subalterna na chapa, e o processo de negociação com FBC está sendo liderado pela oposição – FBC delegou à oposição a organização da reunião para fechar a chapa, bem como a reunião será no escritório do maior nome da oposição: Fred Arruda. Ora, isso é sintoma de uma hegemonia. Se as negociações derem resultado, a candidatura de FBC representará o enfraquecimento político do LEF. Infelizmente, não será seu exorcismo, pelo menos por enquanto; mas, significará uma debilidade que, se bem aproveitada, pode significar a esconjuração do Demo do corpo do Santinha.
Enfim, caso saia o consenso, caso FBC seja o nosso próximo presidente, caso a oposição tenha a hegemonia da chapa, logo, do clube; bem, caso tudo isso seja realizado, considero essa gestão como transitória (a gestão do diminutivo deveria ter sido isso, mas, infelizmente, foi mais do mesmo; na verdade, foi pior: um desastre) — uma transição para a modernização e para a democratização do clube. Como toda transição, o processo não está ganho de antemão; terá vários ziguezagues, avanços e recuos; terá luta política, etc e tal. E, como sabemos, todo futuro é incerto, ainda mais em se tratando do Clube do Santo Nome
Mas, convenhamos, caso tudo ocorra bem, haverá um grande diferencial: nós estaremos no epicentro do processo de reconstrução do clube. Os sócios terão, enfim, a possibilidade de ter voz ativa. E, dadas as circunstâncias, é isso o que verdadeiramente importa.
A sorte está lançada!
PS: escrevo tais considerações antes da reunião com FBC. Bora ver.
Nota da redação:
O Torcedor Coral atualizou o relógio da contagem regressiva do fim da gestão do diminutivo, em razão da antecipação das eleições. O contador aponta agora para as 19 horas do dia 07 de outubro de 2008, quando o dirigente deixará o clube e entrará para a história como o pior presidente do Santa Cruz de todos os tempos.
Na mesma data, nosso blog abandonará o luto. E fará isso ainda que bata alguma ansiedade com a formação da nova chapa de Fernando Bezerra Coelho. A vida segue e teremos alguma esperança com o fim dessa gestão que só trouxe mal à torcida coral.










Acaba de acontecer o CONSENSO DO ARRUDA.
Resta saber, dependendo do anúncio da composição da chapa E do detalhamento dos projetos para o clube, se esse consenso será realmente bom, OU se será tão desastroso como aquele outro, o de Washington…
http://pt.wikipedia.org/wiki/Consenso_de_Washington
Hehe… Gostei do nome, Anízio: Consenso do Arruda. Mas, como vc disse, bora ver no que vai dar. Não será neoliberal, pelo menos; talvez, neoconciliador.
O pessoal do LEF aceita ser subalterno e fica quietinho no seu canto? Acho difícil.
O maior representante do LEF, aquele que Jonas Alvarenga não ousou dizer o nome, está lá no Arruda sem ocupar nenhum cargo.
Porém, contudo, todavia, entretanto, manda e desmanda. Conspira, age nas encolhas e se mantém firme desde o início da década de 70, independentemente de quem esteja no poder.
Portanto, mesmo em posição subalterna e sem cargo algum o LEF não estará sob controle.
O problema, Artur, é que tudo se resume aos últimos parágrafos do seu belo texto – caso….caso……caso……caso. Ou, dependendo do que acontecer, “cazzo” mesmo.
Há incógnitas demais nessa história toda.
Talvez eu esteja enganado, mas o filme ainda está muito parecido com as versões anteriores. Pode ser efeito do meu ceticismo exagerado, mas não consigo, ainda, ver as coisas de outra maneira.
Aguardemos.
Quem é esse que Alvarenga não aceitou dizer o nome?
Desculpe-me pela ignorância, estou longe há muitos anos…. Só conheço os mais nefastos….
[]‘s
Erick Ramo
Pois é Artur, concordo com sua opinião.
Inclusive com o título do texto.
A candidatura de FBC, da forma que foi feita e do que representa politicamente, é um passo para trás… ou melhor, a continuação dos passos que temos dado há anos.
Resta-nos acreditar e agir para que o resultado seja diferente. Temos que ter gente de confiança, credibilidade e competência dentro do arruda. Aí sim, conseguiremos dar dois (ou mais) passos a frente!!!!
Vamos em Frente, literalmente!
Erick Ramo, acho que Ducaldo está falando de João Caixero…
Eu concordo contigo, Ducaldo. Por isso, tanto condicional no texto. Tudo depende da composição da chapa. Caso (lá vou eu, novamente) tenhamos hegemonia na chapa, acho que poderemos “acreditar e agir para que o resultado seja diferente”, como falou Paulo.
E, reitero o que vc disse, Paulo, pois o processo de negociação e composição da chapa, no fundo, findou não rompendo com alguns de nossos velhos hábitos.
Inclusive, fui otimista demais no título, por isso, colocarei uma interrogação
Para bem ou para mal (acredito no primeiro) a candidatura de FBC é fato consumado. Então vamos trabalhar para dar os dois passos à frente. Quanto mais espaço conseguirmos na chapa, melhor. De qualquer maneira, o mais importante de tudo vai ser conseguir a maioria no próximo conselho deliberativo. Independente de FBC, o processo de renovação do Santa Cruz é um processo irreversível. O surgimento de inúmeras novas lideranças já é um fato e deve se consolidar e até se ampliar nos próximos anos.
O problema e o perigo era – caso não tivéssemos um nome com o peso de FBC – que o clube se acabasse antes de concluirmos esse processo.
O LEF ainda vai ter seu espaço no arruda, mas o principal eles já perderam que é o total controle do clube. E depois que a gente entrar com o dedo, o resto é consequencia, para dor de uns e prazer de outros.
O Diário anda ventilando a possibilidade de marco Maciel ser o presidente do conselho. De cara, começo a pensar que essa chapa será dois passos pra trás (se é que ainda é possível sermos mais carangueijos) e nao sei se algum pra frente. Sou pessimista. A foto da conciliaçao com Fred ao lado de Romerito me deixou com um ninho de pulgas atrás de cada orelha. Como estou longe, espero mais notícias.
Só tenho uma opção: ACREDITAR ou ACREDITAR.
Caso contrário, é melhor subir lá nas marquises das cadeiras e dá um “mergulho”.
QUE DEUS ILUMINE O FBC e o afaste dessa banda podre da LEF ou, se de todo impossível, q não lhes dê autonomia pra comprar nem uma garrafa d’água mineral em nome do SCFC.
Erick Ramos, acho q a ” eminência parda” é essa pérola masmo nq o Anízio cantou.
QUE DEUS SE APIEDE DO MAIS QUERIDO
E cuidado com Lord Valdemort e seus asseclas.
Anízio,
Obrigado!
Esse era o nome que eu imaginava que poderia ser,
[]‘s
Entendo que a constituição do Conselho deliberetivo vai ser um indicador da nova gestão. Aquela gente da LEF tem que ser uma minoria ínfima.
olha, muito boa essa análise, muito boa mesmo, gostaria de ver uma análise do silvio ferreira sobre isto tudinho.
Perfeito o texto “Artur” ,
Ontem conversei com um grande amigo Tricolor Coral e confesso que fui dormir muito triste, cabisbaixo mesmo.
Nunca pensei que mudar a história de um Clube fosse algo tão impossível, tudo parece conspirar contra nós, míseros torcedores. E logo eu que tenho a INFELICIDADE de acreditar tanto nas pessoas!
O que consigo perceber é que ser POLÍTICO no Brasil ou em qualquer lugar do mundo parecer algo IMPERDOÁVEL, assim como é imperdoável ser RICO, imperdoável ser BONITO, imperdoável ser EDUCADO, tais qualidade vêem a ser uma espécie de ‘objeto estranho’ em nossas cabeças, que tanto nos faz mal, nos traz dor e desconfiança. Não seria melhor então deixarmos de torcer pelo SANTA CRUZ, ou mesmo ‘mudar de time’, quem sabe torcer pela ‘coisa’ que lá tudo dá certo e só existe ‘homens de bem’ comandando o clube ???? Será que nunca vamos aprender, ou será que estamos sempre adiantando nosso sofrimento … Fomos rebaixados para a Série D, porém parece que tudo pode ainda ficar pior … Não acredito nisso … Os cargos estão abertos e vamos aguardar quem irá preenchê-los. O ideal seria a exclusão definitiva da turma do LEF, mais acho que um grande passo está sendo dado que é colocar pessoas CAPACITADAS dentro além da CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA CORAL. O ‘reinado do LEF’ está chegando ao fim, isso pra mim é uma certeza e com isso vou compartilhar da opção do nosso Nobre amigo “Arnildo Ananias” que é ACREDITAR OU ACREDITAR …
>>> VIVA SANTINHA !!!!
Caro Joaõzinho,
Em linhas gerais, concordo com a análise feita por Arthur Perrusi. A propósito, parabéns ao autor pelo texto.
Mas creio que o atual processo sucessório no Santa Cruz, pegando carona na menção feita a Lênine, sinaliza muito mais na direção da revolução menchevique (ocorrida em fevereiro, liderada por Kerenski) do que da revolução bolchevique (ocorrida em outubro, liderada por Lênine), ambas em 1917. Mas, por favor, considere o que eu digo como uma mera alegoria política, nada mais.
O que me leva a assim pensar pouco tem a ver com o próximo mandatário Coral. Primeiro, porque, como dizia Marx, o homem faz a história; mas não necessariamente de acordo com a sua vontade. O que é válido tanto para o próximo mandatário quanto para nós todos que endossamos a sua candidatura. Segundo, por conta de que as oposições ainda não constituiram uma massa crítica ideológica que as enlace entorno de um projeto político comum. Longe disso!
Talvez recorrer a Gramsci ( e vir a agir em consonância com a sua praxis política) melhor ajude a pensar o atual quadro sucessório do Santa Cruz; e, deste modo, estabelecer o princípio da hegemônia política e a criação de um novo bloco histórico dentro do Clube. Em especial, naquilo que demandará a ação política de todos os grupos de oposição envolvidos no citado processo; o que significa dizer “atuar organicamente”.
Todavia, haja vista que a elaboração de Projetos de Gestão adquiriu mais preponderância, dentre as oposições, do que a discussão de caráter propriamente político-institucional; e o que dela deriva (o que, para mim, é o mesmo que colocar o carro diante dos bois), é possível que entre Marx e Lênine, passando por Kerenski e Gramsci, o Santa Cruz acabe fazendo parte do seleto clube de empresas de Wall Street.
Se assim tiver que ser, que seja para sempre. O que eu não quero ver é O Mais Querido chafurdando na lama – quer por falta de continuidade do modelo de gestão a ser implementado (os yuppies das terras do Leão do Norte muitas vezes me fazem rir) quer por um certo tipo de carência em pensar o Clube politicamente; a qual beira a inanição. Saudações corais!
FBC, sem sombra de duvidas, é o renovar da fé do tricolor, é a certeza que um homem sério, ousado e vencedor de verdade(Não o vencedor genérico desse ex-nada), irá tomar conta dos destinos do nosso Santa Cruz. Entretanto as notícias que chegam que FBC não irá contar com nenhuma pessoa de nenhum grupo, me deixa ainda com uma ponta de desconfiança do sucesso da sua gestão. Pois Fred Arruda e toda Aliança Coral, estudaram o clube e elaboraram projetos para todas os setores do Santa, e vão fazer o quê? sair de cena, Além dos outros bons quadros como Fernando Velozo, Felipe Rêgo Barros , qual motivo de descartá-los, me parece precipitado. Torço muito para dar certo, mas entendo ser muito luxo, dispensar tantos quadros bons, sem um critério muito claro, apenas porque eram candidatos. Burrice? Prepotência? Excesso de Cuidado? Não sei a resposta, só acho desperdício de gente muito boa.
Sou da corrente que não deve existir acordo nem consenso com o escorpião. (lembrem-se a lenda do sapo e do escorpião) e se essa notícia de marco maciel for verdade o processo estará fadado ao insucesso.
Bosquímano, desse susto você não morre.
Marco Maciel ocupando algum cargo no Santa Cruz? Nem fudendo!
Talvez no dia do apocalipse ou de são nunca.
Aposto que ele nem lembra que o nome oficial do Arrudão é “Estádio José do Rego Maciel”.
Com uma perua desse tamanho é possível alimentar o povo do estado de Pernambuco durante um ano.
Nosso problema é que falamos muito e agimos pouco. E ainda não acreditamos no nosso potêncial, nem conseguimos ter paciência para aguardar o resultado de um trabalho.
A imprensa burronegra (falada, escrita e televisada), a FPF, e todos os burronegros arrogantes (0ps!pleonasmo), fazem parte do LEF.
Ducaldo meu caro, acho que só nao vou morrer desse susto porque o mapa do chile nao quer. Mas que tenho taquicardias constantes, tenho…
esse sylvio ferreira é uma autarquia.
Aliás, ducaldo, sao nunca já apareceu em alguns comerciais de carros brasil afora, hehehe…
Bosquímano, o ponto é exatamente o que você escreveu – ele não quer. Se quisesse, sou obrigado a adminitr, seria recebido com fanfarras.
Se quando era um jovem nepote do regime militar – e o Santa estava na sua idade de ouro – ele nunca se interessou, imagine agora, com o abacaxi em que o clube se transformou e depois de ocupar “n” cargos importantes na esfera do poder político brasileiro.
Poderia ser considerada uma hipótese, também remota, dele aceitar, se licenciar do cargo como fez Zé Neves, e ir cuidar dos seus interesses de sempre. Mas, mesmo assim, me parece totalmente fora de cogitação, pois ele não se interessa e, definitivamente, não precisa.
Quem tem posto permanente no “conselho” de Brasília desde a década de setenta não vai se abalar para ocupar o conselho do Santa Cruz.
O mapa do chile só interessa pelo que já está consolidado, é um político de projeção nacional (argh!) e continua a circular nas altas esferas em Brasília, ao contrário de FBC, que é mais conhecido regionalmente e quer ampliar seu raio de ação, com olhos em 2010 (senado ou governo do estado).
Quando eu falo regionalmente é no sentido literal da palavra, pois os mandatos de FBC como deputado estadual e federal foram conseguidos basicamente com votação de Petrolina – onde foi prefeito- e adjacências.
Na região metropolitana, que hoje em dia tem o peso maior nas eleições, ele é pouco conhecido, e uma secretaria de estado não ajuda tanto. Uma possível recuperação do Santa Cruz lhe garantirá uma visibilidade bem maior, caso consiga.
Espero que o medo de vocês não se realize. De todo modo, faço uma promessa: dando tudo errado, escrevo mais um artigo leninista: um passo pra fente, dois pra trás!
Trampolim político mais uma vez?
Espero que vc não esteja certo, Ducaldo…. Espero…
[]‘s
Erick Ramo
Estou na fase do aguardo, embora não goste muito da idéia da liberdade total de escolha de FBC para a sua chapa. Se não entra o LEF, também fica de fora o lado bom da banda da laranja.
Nomes como Marco Maciel assustam. Duvido que ele estará no dia-a-dia do clube e acredito que isto é apenas para dar credibilidade na captação de recursos.
Espero, de fato, que o projeto da Aliança Coral seja operacionalizado pelo futuro presidente.
No mais, o contador regressivo do Torcedor Coral está atualizado para o fim da gestão do diminutivo, que acaba às 19 horas do dia 07/10. Que ele vá e não volte mais.
Saudações corais,
Dimas Lins
o LEF me dá arrepios, como urubus rondando em torno da carniça…
bosquímano, o troféu é seu, hehe
Erick, eu não empregaria literalmente o termo “trampolim”, pois os “mergulhadores” profissionais usa(ra)m o clube e nada deix(ar)am em troca.
No caso de FBC o trabalho terá que ser bem feito ou ele estará dando um tiro no próprio pé. Só haverá dividendos a ser colhidos se o Santa sair do buraco.
Seria mais adequado entender como uma transição – tal qual foi colocado por Artur no seu texto – lucrativa para ambas as partes e, a partir daí, tomar posições dentro do clube e consolidar as mudanças que são o objeto da Aliança Coral, colocando o LEF no seu devido lugar.
No momento, mesmo com reservas, parece ser a nossa melhor alternativa – voto de contingência, mais uma vez.
Há quem diga que ele não precisa do Santa; o Santa é que precisa dele. Nem tanto, nem tão pouco.
Evidentemente, ele poderia seguir com sua carreira de secretário do governo estadual e tem seu publico/eleitorado cativo, o que lhe garantiria tranquilamente uma vaga de deputado em Brasília, mais uma vez.
Mas para um vôo maior existe a necessidade de mais visibilidade, de uma façanha que chame a atenção de uma parte do eleitorado para o qual ele é, exagerando um pouco, quase um ilustre desconhecido.
Essa visibilidade o Santa Cruz pode lhe dar. Alguns perguntarão: como assim, se o clube está em situação de caos absoluto?
É exatamente por isso. Quem conseguir dar um jeito no Santa, ainda que por um biênio, ganhará uma aura – para usar um termo empregado por Artur – de “homo estupendi”, rei da cocada preta (ou tricolor, se preferirem). E com a atuação dos babões de plantão da mídia pernambucana, grana, uma boa estratégia de marketing e os apoios devidos, é só correr para o abraço.
A imprensa brada aos quatro ventos que administrar o Santa Cruz é uma missão impossível. Então, ao vencedor, os votos – se completar a missão, que é ressucitar o clube.
Só não me venham com essa conversa de que não existe um projeto político & outras “cositas mas”, por trás dessa história. Conto de carochinha saiu da minha pauta há muito tempo e James Thorp só houve um.
Ducaldo, o teclado mais certeiro da internet. Concordo contigo.
Aproveito e comento, agora, uma preocupação. Dando tempo, faço um texto sobre o assunto. Sinceramente, tenho uma certa confiança de que a gestão de FBC será boa. Nesse momento, inclusive, a gestão e a captação de recursos são prioritários. Se estou certo, teremos sim uma modernização do clube.
Mas tenho outra preocupação: eu não quero apenas uma modernização, mas também uma democratização do clube. Não vejo, porém, essa preocupação em FBC, bem como percebo, na Aliança Coral, uma ênfase bem maior (talvez, por causa da conjuntura) na questão da gestão. O discurso apega-se muito na transformação do clube numa empresa, através de uma gestão empresarial; ora, uma empresa, para funcionar bem, não precisa necessariamente de democracia (no capitalismo, muito pelo contrário, eu diria). Esquece-se assim que o Santinha é um clube; ora, enquanto clube, defendo a sua democratização, isto é, a participação dos sócios nos seus processos decisórios.
Sendo assim, defendo a transformação do Santinha num clube-empresa, apoiando tanto a sua modernização (a ênfase na gestão) como sua democratização (a ênfase na participação dos sócios).
Pelo que percebo, muitos admiram o modelo do São Paulo; eu já admiro o modelo do Internacional, o clube mais democrático do Brasil.
A postulação de um Marco Maciel ao Conselho
Deliberativo, por exemplo, é esquecer completamente a democratização do clube. É transformar a democracia numa piada.
Arrisco até a dizer que, no futuro, caso a gestão de FBC for bem-sucedida, haverá uma discordância de fundo entre os “gestores” e os “democratas”, inclusive no próprio seio da Aliança Coral.
Antecipo minha posição: sou um “democrata” e gostaria muito de que o processo de implantação de uma gestão empresarial (modernização) fosse acompanhada pari passu de uma democratização do clube.
Uma boa gestão não garante sua perpetuação, pois pode mudar ou acabar depois de uma eleição. Um clube democrático garante muito mais o prolongamento e a reprodução de uma gestão profissionalizada. Democracia só muda ou acaba na porrada.
perfecuts, nobre Artur.
E os produtos de marca
Santa Cruz vêm desaparecendo inclusive no mercado informal, perceberam?
Ótimo texto, o do Perrusi.
Ducaldo, teus comentários são brilhantes.
E esse contador regressivo… que não anda!!!
Dimas, não tem como pedir emprestado o LHC – THE LARGE HADRON COLLIDER, pra vêr se com a velocidade da luz o “tempo anda” e também pra colocar a cabeça do diminutivo lá dentro desta máquina e a energia gerada fritar o “quenguinho” dele?
Flávio, tua sugestão é perigosíssima: caso se coloque a cabeça quântica do diminutivo no LHC, tudo indica que se formará um gigantesco buraco negro que tragará toda a humanidade.
Alertei, imediatamente, o Laboratório Europeu para a Física Nuclear (CERN) dessa possibilidade. Estão apavorados. Muitos, em fuga, refugiaram-se nas cavernas dos Alpes e já tentam fazer fogo com sílex. Um cientista, que não quis, por precaução, revelar seu nome, disse:
_a cabeça quântica diminutiva (CQD) já destruiu um clube quase centenário. No LHC, destruirá o planeta Terra, o sistema solar, a Via Lactea, o escambau do Universo!!!
Flávio,
De fato, não pedimos emprestado o LHC, pois, em verdade, tentamos comprá-lo. Entretanto, ninguém queria receber em Merreca, a moeda oficial do blog.
Para não dizer ninguém, recebemos uma proposta vinda de empresários de um grupo radical islâmico, mas ficamos com medo de o artefato ser, de fato (com perdão do trocadilho), uma bomba. De bomba, já basta o diminutivo.
Mas tenho tomado meus métodos para avançar no tempo. Um deles é dormir mais. Acordado, passo menos tempo com o diminutivo à frente do clube.
O dia dele vai chegar. Ah, se vai.
Saudações corais,
Dimas Lins
KKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!
O que seria deste pobre santacruzense e santacruzense pobre sem esses dois Blogs para amenizar as angústias.
Torço por mais dias felizes do que tristes para toda Nação Santacruzense.
Exatamente, Artur.
Não duvido que a futura administração possa ser boa. Minhas dúvidas são em relação ao que virá depois.
Por isso falei na administração FBC como uma transição que, caso dê certo, poderá alavancar as reformas no clube e consolidar, quem sabe, um novo modelo político-administrativo.
Resta saber a natureza predominante desse modelo que, espero eu, seja o da democratização. Quanto mais gente dentro das Repúblicas Independentes do Arruda, melhor. E o LEF sabe disso pois nunca procurou ampliar o quadro de sócios com medo de perder o controle e as boquinhas.
FBC no poder? Beleza. Mas vamos ocupar o clube – e não estou falando de cargos – para evitar que o LEF volte a reinar e detonar tudo de novo. Quanto mais gente, mais difuso será o controle e menor o risco de regressão.
Aliás, essa sempre foi a linha de pensamento defendida pelo pessoal da quinta-santa, que, ao contrário do que se pensa, não ia para a sede apenas para bebericar.
De resto, serão três longas semanas até o tão aguardado fim da era diminutiva.
Flávio, obrigado pelo elogio. Não mereço tanto.
Artur, a cabeça quântica do diminutivo provocaria o reverso do bib-bang. Tragaria todo o universo.
Ducaldo, comncordo contigo e com Perrusi. Acredito que essa gestao será boa, nao há como nao ser. Na situaçao em que estamos, nao há como ser pior. Ainda nao criaram a série “e”. Nosso único caminho é subir, ou morrer. Não há meio termo. Acredito que subiremos até sair da UTI para uma Semi-UTI, depois, meu caro, é que tenho um medo da gota. Estou com Artur, se nao mudar, ou melhor, democratizar, o clube agora, creio que estaremos condenados ao limbo do iôiô.
Ah, por via das dúvidas, caso faça falta, moro no sul da espanha, entre os árebes e o país basco…. quem sabe… podemos criar… um … consenso… entre… alguns grupos… deixa pra lá
Proponho ao Artur e ao Dimas, um texto com o tema, LHC não o faço por não ser bom com as palavras.
Vocês são muito bons nisso. Seria uma espécie de despedida “honrosa” do diminutivo.
Eu particularmente já ri um bocado com os dois comentários (35 e 36).
Flávio,
Boa sugestão. Já tenho, inclusive, o título do artigo: A despedia quântica do diminutivo.
O bom é que com esse título podemos tanto falar da nossa pressa em mandá-lo para o espaço, como da explosão nuclear que foi sua passagem pelo Arruda.
Dá um bom mote. Está anotado.
Saudações corais,
Dimas Lins
Sinceramente,
Acho que se perguntar o que virá depois é botar o carro na frente dos bois.
Entendo que a questão de democracia é fundamental. Mas só haverá democracia no Santa, caso o Santa não se acabe!
Portanto, no momento precisamos de bons gestores. A equipe não pode ser enorme… Muitas mãos não fazem um bom jarro…
Isso não quer dizer que não devemos estar atentos e fiscalizando todo o processo. Isso é nosso dever como torcedor e sócios do clube.
Abraço!
Erick Ramo
alguma novidade do chapão?
to agoniado com os nomes que vêm a ser da composição. Eita medo que as ratazanas voltem!
Hoje não deveria ser publicada a lista de sócios aptos a votar????
Estamos no aguardo.
[]‘s
Erick Ramo
Dimas, sem querer desanimar, dia 30 é a eleição. O diminutivo sai na hora? Tem que botar para o começo do mandato do novo presidente. (FBC)
Insatisfeito,
A eleição é dia 30, mas a posse é dia 07/10. O contador regressivo está apontado para o dia 07, exatamente às 19 horas, que é o horário previsto para a posse.
Saudações corais,
Dimas Lins
Faleceu ainda há pouco o LUIZ ARNALDO nosso ex-Presidente no biênio 1995-96.
QUE DEUS O TENHA.
Foi campeão em 1995 e só não levantou o BI no ano subsequente porque a imprensa – sempre em proveito da Coisa Maldita do Mangue – fez a maior “onda” pra q o Abel Braga não escalasse nosso artilheiro AYLTON (q veio a ser um dos maiores goleadores de TODOS OS TEMPOS do campeonato germânico) e em seu lugar colocasse o iniciante e inexperiente PANTERA.
Dispensável dizer q este foi outro dos inúmeros títulos “jogado fora pela janela” via fatores EXTRA-CAMPO q sempre NOS DESESTABILIZAM na Hora “H”.
Parabéns bando de FDP nojentos dessa imprensa miserável e tendenciosa.
QUE DEUS NOS AJUDE
Nem se se o que eu vou postar deveria ser postado aqui, gostaria de alguma forma que o blog me desse uma forcinha ao divulgar as minhas ídeias pra ajudar o Santa.
http://docs.google.com/View?docid=dg5dzk4q_5frz2nkg4
Leiam e SE possivel, publiquem no blog.
Caso não dê não tem problema!
Já que o blog se chama “torcedor coral” então pensei que poderia me “ajudar” xD
Saudades do Arruda e do veeeeeeelho Santinha
porque o de hoje diminutivo comeu.
SDS Santacruzenses
Gostei muito do texto e do ponto de vista de você Artur, o importante mesmo é como o comentário do Sílvio Ferreira, tirar o nosso Santa deste poço que parece sem fundo. Tenho um amigo que defende que todos os que fazem parte do LEF sejam banidos para sempre, mas acho difícil neste momento. A própria mídia defende esse pessoal. Grande abraço.
Meus caros,
Não sou de postar meus comentários neste blog, mais quero demonstrar a minha satisfação em chegarmos ao consenso em uma pessoa que tem trânsito livre nos meios nacionais e internacionais.
Essa de dizer há teria que ser uma pessoa da oposição(também acho) que tem um projeto espetacular, é muito bonito…mais na prática, teríamos condições de trazer recursos de IMEDIATO, que é o que precisamos? Nunca. Sou amigo do Fred Arruda, estou com ele e mais ainda agora com esta jogado que considero de MESTRE.
Outro detalhe que acho importantíssimo é a questão dos conselheiros. Hoje temos de todo tipo, inclusive eu, que mal tem condições de pagar R$ 100,00. Gente, o CONSELHO tem que ser formado por pessoas de uma condição financeira melhor, o que é difícil de encontrar no nosso clube, mais fazendo um trabalho de garipagem e com respaldo não acredito que não possamos conseguir pelo menos 250, pagando R$ 1.000,00/mês. CONSELHO para mim é ELITE, todo clube respeitado trata desta forma. Quem não puder participar entra em outra categoria(cadeira cativa/sócio,etc).
Imagine os senhores o que está se passando pela cabeça de nossos adversários diretos. A Arena Coral que para mim não passava de um bonito projeto, começo a vislumbrá-lo. Será que FBC não tem influência junto ao governador e outros pessoas para decidirem qual será o estádio da copa em PE? Tem até de sobra.
Pelas primeiras ações que pude ver de FBC, antes mesmo de assumir o clube já o diferencia dos demais.
Rezemos e torçamos muito para o soerguimento do nosso SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE. Se isto acontecer, vou votar em FBC até o resto da minha vida.
Só complementando. Votaria já neste ano.