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Tudo às claras

Autor: Dimas Lins | 7 de dezembro de 2009 | 14:41h | Artigos | 27 comentários

As-Claras-e-As-Gemas
Que seja tudo às claras!
(as gemas são os estádios, é evidente)
(a gema central é o Arruda; a proboscídea não está tão na clara…)

Semana passada foi apresentado ao Santa Cruz a proposta de adesão ao projeto Cidade da Copa. A reunião aconteceu a portas fechadas e participaram apenas integrantes da diretoria coral e o representante do governo estadual.

Soube que os diretores corais defenderam o Arruda na reunião com Ricardo Leitão, Secretário da Casa Civil e Coordenador do Comitê da Copa em Pernambuco. Há quem pense que tudo não passou de encenação, que a adesão do clube é iminente e seja o que Deus quiser. Pessoalmente, prefiro acreditar que os diretores do Santa Cruz defenderam, sobretudo e antes de tudo, o Santa Cruz.

Ao que parece, Sidney Aires, vice-presidente do Executivo, José Augusto de Paula, Presidente da Comissão Patrimonial, e Roberto Arraes, Presidente do Conselho Deliberativo, irão se reunir para analisar com mais detalhes a proposta do governo para, enfim, apresentar ao Conselho Deliberativo do Santa Cruz.

Em primeiro lugar, acho louvável a atitude de FBC em ampliar a discussão dentro do clube sobre uma proposta que entendo crucial para o futuro do Santa Cruz. Nem poderia ser diferente. Este é o tipo de decisão que não cabe exclusivamente ao Executivo e talvez até mesmo extrapole a discussão no Conselho Deliberativo. É preciso analisar o estatuto do clube para saber se este tipo de discussão não cabe, na verdade, à Assembléia de Sócios.

Tenho esperanças apenas que essa discussão dentro do Conselho Deliberativo não seja feita à toque de caixa. É preciso, como já disse anteriormente, analisar o impacto econômico e projetar o futuro do Arruda com a vinculação de mando de vinte jogos na arena do governo. Sou da opinião – até que alguém me prove o contrário – que esta adesão inviabilizará o Arruda como estádio de futebol e que em poucos anos ele estará sucateado.

O fato é que uma decisão assim tem que envolver todos os setores do Santa Cruz e não pode ser apressada, sob pena de inviabilizar o clube no futuro. Não sei qual será a forma de discussão entre os conselheiros – tudo isso só ficará claro no dia 15/12 – mas espero que não se imponha ao Conselho Deliberativo a decisão sobre esta questão numa única reunião. A pressa favorece apenas o governo estadual. A nós, tricolores, cabe analisar o que é bom para o Santa Cruz no tempo adequado e fim de papo.

Sobre o outro lado da moeda, FBC declarou recentemente no site Coralnet que o projeto Arena Coral não encontrou receptividade junto a iniciativa privada. Em outras palavras, ainda não apareceram investidores interessados na execução do projeto.

Entrei em contato com Eduardo Esteves, sócio da Esteves Assessoria, uma das empresas responsáveis pelo projeto da Arena Coral, para confirmar a informação. Esteves disse que “causou estranheza a declaração de FBC, já que ele nunca se prontificou a receber os responsáveis pelo projeto”.

Pelo visto, as declarações não batem.

Pessoalmente, sou contra a adesão do Santa Cruz à Cidade da Copa e favorável a um projeto para o Arruda. Defendo a Arena Coral, porque ela é o único projeto posto na mesa. Mesmo assim, considero relevante conhecer os termos do contrato firmado pelo Santa Cruz, a Engepar e a Esteves Assessoria, pois minha defesa é essencialmente pelo Arruda. Se houver outra alternativa, que ela também seja posta na mesa para discussão.

Acredito que o caminho está na transparência. É preciso colocar na mesa não apenas a proposta de adesão à Cidade da Copa, mas a real situação em que se encontra o projeto Arena Coral.

Somente enxergando todas as questões envolvidas seremos capazes de tomar a melhor decisão para o clube. Espero que os dirigentes corais joguem um holofote sobre o que está posto na mesa. E deixem que os tricolores decidam o que fazer, como deve ser: com tudo às claras.

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27 comentários

  1. Josias de Paula Júnior
    7/12/2009 | 15:40h
    1

    Acho que a discussão sobre a Arena Capibaribe encerra dua facetas: 1. Ser contra ou a favor da construção de um outro estádio; 2. Ser contra ou a favor que, sendo irrevogável a construção, seja o Santa o clube que se associe ao projeto.
    Continuo, como cidadão, sendo contrário ao projeto da Arena Capibaribe. Haveria possibilidades menos onerosas e com forte impacto social para a região metropolitana. No entanto, como a construção é certa, sou TOTALMENTE favorável que o Santa se associe ao projeto, desde que negocie com firmeza contrapartidas interessantes para o clube. Teríamos 20 anos para pensar e desenvolver o aproveitamento de nosso patrimônio na avenida Beberibe, gerando lucros contínuos e duráveis, consolidando enfim uma base econômica para nosso crescimento; e, ao final dos 20 anos, um moderno estádio. Mais: uma erna que também ela, é fonte de lucro e receitas para o clube.
    Abraçar-se à tradição é um equívoco e só serve para quem não enxerga mais vida no futuro. O Santa nem sempre jogou no Arruda, e nem sempre este foi um “colosso” – já foi um campo modestíssimo e acanhadíssimo… Hoje é dispendioso mantê-lo e salvo jogos da seleção de século em século, gera alguma receita.
    Sou a favor da associação Santa-Arena Capibaribe e penso que o conselho terá de ser maduro nesse momento. Nada de tradicionalismo, de ter medo de ousar, de ficar preso ao passado. O Arruda hoje é um monstrengo estróina e perdulário.

    Responder
  2. Arnildo Ananias de Oliveira
    7/12/2009 | 17:21h
    2

    Reipeito, civilizadamente, a opinião do Sr. JOSIAS DE PAULA JR. mas não a acato. Pelo contrário, DISCORDO PEREMPTORIAMENTE do mesmo, em princípio.

    Já acho um acinte não se ter escolhido o Estádio do Arruda para a futura sede da Copa 2014, na subsede Recife. Além das razões óbvias que “saltam aos olhos de qualquer cidadão de bom senso” – e não vamos esperar bom-senso lá pras bandas de um clube associado à mentira tal dizer que foi o campeão no seu centenário e por aí vai e que foi PRESENTEADO pelo PODER PÚBLICO com reformas vitais de seu estádio na COPA de 50 – estamos perdendo uma oportunidade ímpar de “desfavelizar” e dar melhoria de vida a uma das áreas mais desassistidas de Recife.

    Como já disse no blog do Santinha INFELIZMENTE dia 15 precisarei viajar à Brasília, em caráter inadiável, por uma semana e, pela primeira vez nessa administração FBC, faltarei a essa que pra mim está se revestindo como a mais importante reunião do Conselho.

    Não sou daqueles que também se apegam a bens materiais e, tendo casado meus 3 filhos não pensei duas vezes, recentemente, de sair, sem qualquer saudosismo, de uma casa que contruí e residi por mais de 20 anos aqui na Madalena, com quatro suites, piscina, etc, para um simples apartamento de 3 quartos com apenas 1 vaga pra automóvel, por razões racionais, PRINCIPALMENTE ECONÔMICA.

    Isso que era um “elefante branco” pra mim é uma meia verdade quanto se fala do SCFC pois se o estado atual do Arrudão é de subutilização, a razão é que nos encontramos (se ainda nos habilitarmos para tal no pernambuquinho) numa maldita série “D” devido a uma série de gestões catastróficas e perdulárias que tivemos nas últimos décadas mas isso não significa que vá se perdurar eternamente (pois, se tal fato vir a ocorrer, também cerraremos nossa porta de qualquer jeito).

    Como todos sabem sou engenheiro vivil de graduação e nenhum urbanista ou planejador estratégico de desenvolvimento urbano das metrópoles. Entretanto, nada contra crescermos no sentido oeste pois Recife é um triângulo com um vértice no MARCO ZERO, “espremido” por Olinda e as praias da zona sul e não tenho dúvidas que temos que sair “rasgando” linhas de metrô ou enormes outras avenidas no sentido radial (NOVOS CORREDORES LESTE-OESTE), saindo do bairro de Recife e se espraiando por “paralelas” ou pela própria Abdias de Carvalho, av. Norte, Beberibe etc, bem como perimetrais concêntricas NOVAS via São Lourenço da Mata , Limoeiro (num futuro não muito distante), etc. partindo de minicípios que nem Itamaracá, Goiânia, etc. e saindo em Jãboatão, Cabo, etc.

    Agora mesmo, está pra ser implementado esse louvável projeto do CORREDOR NORTE-SUL do Jaime Lerner, de Igarassu a Cajueiro Seco, passando pela Agamenon Magalhães (e cujo trajeto, no meu entender, deveria ser implementado via metrô e não com veículos automotivos de altas velocidades).

    Portanto, estou mais pra posição do Dimas: não vou radicalizar sem ouvir e entender CLARAMENTE a proposta do Governo que, em princípio, tem meu sonoro “NÃO”, enquanto CONSELHEIRO. E, muito menos, dou “carta branca” a quem quer que seja pra dizer um SIM, em meu nome.

    Agora, adianto uma coisa(VTNC): como já disse no blog do Santinha, essa “moeda de troca” tem que ser pra lá de ÓTIMA pra vir a dar o meu SIM: algo do tipo 10 anos de dividendos de visitação a uma Torre Eiffel ou uma estátua da Liberdade (com todos os “encargos” decorrentes: passagens de ida-e-volta a Paris, Nova York, etc).

    É o que penso.

    SAUDASANTA.

    Tomo tb a liberdade de transcrever o que coloquei hj, no blog do Santinha:

    Não está me cheirando bem essa “anistia” para sócios agora em Dezembro, ANTES da publicação da LISTA DE SÓCIOS APTOS a VOTAR no próximo pleito que, se não estou enganado, tb deve ser publicada agora em dezembro.

    Quem esperou tanto tempo, por que não fazer essa anistia CONCOMITANTEMENTE com a nova campanha de sócios que acontecerá em janeiro próximo? Cuidado, não substimem a LEF!

    SAUDASANTA

    Responder
  3. Arnildo Ananias de Oliveira
    7/12/2009 | 17:32h
    3

    Outra coisa (VTNC): vivemos no Brasil e, particularmente no nordeste do País e não na Escandinávia. Qual a razão de termos um estádio NECESSARIAMENTE coberto se não estamos sujeitos a neve e outras intempérias?

    Os estádios têm que ser adaptados às necessidades brasileiras (e não às da Alemanha ou da Coréia). Vamos receber meia dúzia de jogos que, certamente, NÃO SERÃO de primeira linha. Temos que nos preocupar é com estadias BOAS e SEGURAS e acessos descomplicados aos vizitantes. Quando falo descomplicado não significa, necessariamente, acesso à porta do estádio pois nem isso a Cidade da Copa o terá (o desembarque da estação do metrô deixará o torcedor a 2,5 Km de distância da ARENA CAPIBARIBE).

    Já pensaram que beleza a “inferno” e a “jovem” marchando JUNTAS num Clássico das Multidões”?

    Que beleza!

    SAUDASANTA.

    Responder
  4. Fábio Belmino
    7/12/2009 | 21:24h
    4

    Simples, FBC aceita a proposta do governo e agente constroi uma campanha para FBC não ganhar nem eleição de síndico.

    Responder
  5. Arnildo Ananias de Oliveira
    7/12/2009 | 21:26h
    5

    digo: visitantes

    Responder
  6. Eduardo Ramos
    7/12/2009 | 21:49h
    6

    Dimas, sensatas suas palavras. Sempre defendi o debate transparente e, movido por esta paixão em 3 cores, podemos não enxergar e muito menos, querer ouvir, as propostas que não são exatamente aquelas que, em princípio, não nos interessa.

    Ouvir e analisar tecnicamente as alternativas existentes, procurando sempre, dentro da ética, do respeito ao contraditório e dos interesses maiores da sociedade, são fundamentais e básicos, em um processo democrático.

    Discordo daqueleus que preferem agredir ao governador Eduardo Campos, única e exclusivamente, porque a sinalização maior é da construção da Arena da Copa em São Lourenço da Mata. Da mesma forma, as críticas vorazes contra o presidente FBC, titulando pejorativamente ao mesmo como lacaio do governador.

    Tenho sido um adepto em favor da Arena Coral mas, precisamos saber a que preço e em quais condições. Deixar que a emoção prevaleça sobre a razão, não é recomendável.

    Estive pensando: caso o Arruda venha a ser o escolhido, como viverá o nosso Santa Cruz durante 3 anos? Sem estádio? Treinando ejogando no Ademir Cunha? Confesso que não tenho a menor idéia.

    Saudações Corais!

    Responder
  7. Geraldo Tricolor da Iputinga
    8/12/2009 | 8:11h
    7

    Eduardo, nós nos ultimos dois anos vimos o Santa Cruz jogar apenas um, fruto de uma administração equivocada na área de futebol. Perdemos muito tempo em troca de nada. Entretanto, paralizar as atividades no Arruda por conta da sua modernização com vistas a uma disputa de copa do mundo trará dividendos positivos não sómente para o Santa Cruz, mas também para a cidade do Recife.
    Arnildo, a sua forma de pensar externada na opinião acima é semelhante à minha.

    Responder
  8. Arnildo Ananias de Oliveira
    8/12/2009 | 8:24h
    8

    Leiam o que foi postado ontém às 23:45 hrs no LPS a respeito deste tema (reunião ontém à noite, no Arruda, da comissão diretiva Coral, constituída para analisar o projeto da Arena PE para a Copa de 2014, e que vai levar uma proposta inicial a FBC).

    SAUDASANTA

    Responder
  9. Fred Dias
    8/12/2009 | 9:25h
    9

    Dimas,

    permita-me concordar 100% com seu texto.

    Neste momento temos de ser menos radicais e mais racionais.

    Quem precisa do Santa Cruz é o governo e não o contrário.

    Vamos fazer nossas exigencias pensando no futuro do clube.

    Se eles não aceitarem, procurem o Central.

    Mas neste momento, pode estar em jogo o futuro do Santa Cruz.

    Nossa situação não permite que deixemos de lado, por exemplo, uma possivel proposta de um CT, quitação de dívidas, a manutenção do Arruda e um valor fixo mensal por 30 anos.

    Vamos pensar e decidir pensando no MELHOR PARA O SANTA CRUZ.

    Responder
  10. josias geó de paula jr
    8/12/2009 | 10:23h
    10

    Fred Dias está dando exemplos concretos, pessoal, do que seriam os benefícios de nossa adesão ao projeto. Acho que temos de ter calma e serenidade nessa escolha. Não adianta, apenas por motivos passionais, como bem disse Eduardo Ramos, negarmos a posibilidade de negociação a priori. Podemos aproveitar a situação atual e transformá-la em ótima oportunidade de alavancar e soerguer o clube. Sem radicalismos, sem amor infrutífero ao passado; com razão e PLANEJAMENTO (como tanto pedem…) para o futuro.
    As palavras de Fred – pesemos bem, sem vaidades, racionalmente – nos aparecem como dados concretos do que pode representar para nós essa adesão. Ganho patrimonial, alívio do passivo, possibilidades de receitas vigorosas e contínuas. Que o Conselho reflita com calma e racionalidade.

    Responder
  11. Geraldo Tricolor da Iputinga
    8/12/2009 | 11:04h
    11

    O projeto do elefanta branco financeiramente é inviável, mas com o sacrifício do Santa Cruz e até de outros clubes locais poderá se tornar POLÍTICAMENTE viável. Ninguem consegue até o momento ver grande futuro para essa obra megalomaníaca, mas, a depender da baixada do pescoço, o que ocorrerá com o Santa Cruz? O que o futuro reserva para êsse clube quase centenário? Tudo é discutido sem que se saiba ao certo o que se negocia.

    Responder
  12. Dimas Lins
    8/12/2009 | 12:34h
    12

    Caro Sr. Josias de Paula Jr., nosso popular Geó,

    Tão logo o senhor insinuou que eu sou um equivocado e me abraço à tradição, posto que não enxergo um palmo de vida no futuro, parei de ler o seu comentário. Pois saiba que equivocado é o senhor, Sr. Josias. Nunca na história desse blog eu fui tão contrariado por um colaborador. Aliás, pelo visto ex-colaborador, pois o senhor – entrego logo os seus podres – não escreve uma linha para o TC já faz séculos!

    Mas eis que só por diversão termino a leitura do seu comentário para me contrapor.

    Rejeito a pecha de que me agarro à tradição. Não tenho nenhum problema, por exemplo, que se derrube o Arruda e construa outro estádio. Embora não esteja no texto, também não tenho problema que um novo estádio coral seja construído em outro local que não na Avenida Beberibe. Mas, de fato, me agarro a um projeto do Santa.

    Em primeiro lugar, porque o Santa Cruz pode ter seu próprio projeto independentemente da Copa do Mundo no Brasil e da casuística Arena Capibaribe. Basta, para tanto, que tenha um projeto viável e atrativo aos investidores.

    Em segundo, cá entre nós, digamos que o governo oferecesse um centro de treinamento, eu também o rejeitaria. Ponto um, porque trocar o Arruda por R$ 5 ou 6 milhões, não faz sentido. Ponto dois, porque FBC firmou compromisso de construir um Centro de Treinamento, cujo terreno já existe, e cabe a ele cumprir a promessa.

    Quanto aos recursos, é difícil mensurar o impacto de uma receita mensal, por exemplo, de R$ 400 mil para jogar na Cidade da Copa. Como diz um amigo tricolor. Daqui a trinta anos muita coisa pode acontecer e R$ 400 mil, mesmo corrigido, pode não ter significado nenhum. Além do mais, o Santa na Série D tem uma necessidade, na Série A, convenhamos, tem outra.

    E mesmo a quitação de dívidas, proposta por Fred Dias, parece-me pouco viável. A razão disso: a maior parte de nossa dívida é trabalhista e o governo estadual não pode pagá-la em nossa lugar, pois existe uma lei chamada Responsabilidade Fiscal que poria obstáculos à questão. Aliás, o governo não pode nem mesmo perdoar a dívida coral sem indicar como o Estado irá recompor os recursos que abriu mão. Isso sem contar numa possível mudança de rumo e assumir um partido da oposição. Neste país, leis servem apenas para o cidadão comum.

    O Arruda é um monstrengo, porque não é sustentável economicamente. A proposta é exatamente torná-lo auto-sustentável. Auto-sustentável significa mantê-lo sem que haja uma sangria desatada nos cofres do clube.

    Enfim, as propostas apresentadas, na minha opinião, nem de longe são suficientes para entrar numa aventura como a Arena Capibaribe. Quer que se discuta decentemente? Que o Santa contrate um profissional ou uma empresa que analise o impacto econômico de 30 anos aderindo ao elefantão.

    No mais, Sr. Josias, podemos continuar essa discussão numa mesa de bar, pois uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

    Responder
  13. josias geó de paula jr
    9/12/2009 | 7:13h
    13

    Meu bom Diminhas. Há um ponto fundamental que você precisa rever: não será o governo estadual que negociará, por exemplo, a assunção de parte do passivo do Santa. Todas as negociações se farão entre o Santa e o consórcio vencedor da disputa pelo empreendimento. O papel do Governo do Estado é formatar os lindes do processo licitatório. Você está certo quando diz que o governo não pode assumir a dívida do clube. No entanto, se equivoca no essencial: a Arena da Copa não será um estádio tocado pelo estado, e sim pela iniciativa privada!!
    Quanto ao CT, entre o compromisso de Bezerra Coelho e a construção efetiva há lá grande distância. Vontade não ergue prédios… São necessários recursos (no caso, o Santa vinha postulando apoio junto ao Governo federal). Mais: não podemos pensar que se trata do Arruda pelo CT. Nós não teremos alienado nosso patrimônio na Av. Beberibe!! Isso tem que ficar claro! O Arruda, a sede, etc e tal continuarão sendo nossos. teremos tempo e condições de pensar a melhor maneira de explorar comercialmente toda aquela área. Para isso, negociaremos as condições. Entre elas, é evidente que não será aceito 400 mil sem correção monetária durante 30 anos… Agora, 400 mil mensais HOJE, mais solvência de parte do passivo, mais um CT, é um bom ponto de partida.
    Por fim, sou plenamente de acordo com a contratação de uma empresa que analise o impacto econômico da adesão ao projeto. Pois teremos a comprovação profissional daquilo que venho argumentando. Respeito – e você sabe disso – as diferenças, apenas espero que tenhamos calma e racionalidade nesse momento; e que, sem posições radicalizadas, tratemos do melhor para o clube.

    Responder
  14. ducaldo
    9/12/2009 | 9:24h
    14

    Devemos crer piamente nos contratos, convênios e, principalmente, promessas envolvendo nossos políticos quando estão em campanha.

    Na política brasileira é lugar comum, prática costumeira, os políticos e governantes cumprirem tudo que prometem e jamais deixarem de cumprir um contrato.

    Em vinte anos esse pacote de bondades passará – a partir de 2014 – por outros quatro governos diferentes, que não pensarão nem um minuto na hipótese de rever contratos, convênios e outros espécimes da burocracia jurídica estatal por qualquer que seja o motivo – contenção de despesas, prejuízos ao erário, interesse político……

    Considerando tratar-se de negócio jurídico entre o estado e uma entidade privada que concede a milhares de pessoas o benefício essencial de torcer e se esgoelar desesperadamente nas arquibancadas de um estádio, mesmo não conseguindo sair da quarta divisão, não corremos o risco de ver o negócio desfeito ou modificado.

    Basta lembrar que todos os sucessores, mesmo de partidos diferentes, sempre mantêm e terminam tudo que foi começado ou firmado pelos seus antecessores com a maior boa vontade – inclusive dando crédito a quem de direito pelas notáveis realizações.

    O torcedor pernambucano – o do Santa Cruz em particular, acostumado a pagar merreca ou simplesmente não pagar, mesmo quando pode (vide o todos com a nota*), irá satisfeitíssimo ao elefante voador**, pagando no mínimo quatro passagens baratíssimas e circulando no nosso sensacional sistema de transporte coletivo juntamente com os educadíssimos rapazes e moças da Inferno, Jovem e Fanaútico.

    Tudo na maior segurança e cordialidade, como pude comprovar depois da final da copa Pernambuco, observando a coreografia dos vários núcleos da TOIC trocando afagos entre si, jogando confetes de concreto e levando os celulares e carteiras uns dos outros “emprestados” ao longo da avenida Beberibe. Será muito bacana.

    Gingo Bell para todos. Papai Noel existe e é tricolor.

    * Conheço muitas pessoas que podem pagar e vão para o todos com a nota. Quando digo muitas, não estou exagerando.

    **Lembram da letra de Chico feita para a peça Calabar? É só substituir o boi pelo elefante.

    Elefante Voador Não Pode

    Composição: Chico Buarque/Ruy Guerra
    Adaptação: Ducaldo Buarque

    Quem foi, quem foi
    Que falou no elefante voador
    Manda prender esse elefante
    Seja esse elefante o que for

    O elefante ainda dá bode
    Qual é a do elefante que revoa
    elefante realmente não pode
    Voar à toa

    É fora, é fora, é fora
    É fora da lei, é fora do ar
    É fora, é fora, é fora
    Segura esse elefante

    Responder
  15. ducaldo
    9/12/2009 | 9:26h
    15

    Dimas, a segurança pegou meu texto de novo. Libera aí.

    Responder
  16. josias geó de paula jr
    9/12/2009 | 9:42h
    16

    Pessoal, o argumento de Ducaldo expressa, novamente, um mal-entendido que deve ser afastado da discussão em definitivo, sob pena de nos perdermos em equívoco. O contrato não será com o governo do estado, mas COM O CONSÓRCIO VENCEDOR DA LICITAÇÃO para empreender o projeto Arena Capibaribe. Não se trata de um acordo Santa-Governo do Estado (repito isso) – talvez sujeito às vicissitudes apontadas por Ducaldo. Mas será um contrato Santa-Consórcio privado.
    Temos que ter clareza do processo para não nos perdermos por fantasmas… Calma! Vamos discutir a coisa com calma e prudência. Podemos sim tirar proveito desse projeto.
    Quanto a Inferno, o próprio comentário de Ducaldo traz o “x” da questão: a torcida é violenta no Arruda, na Madalena, em Campina Grande, em São Lourenço, nos Aflitos…. Não teremos – a torcida coral – nem piora nem melhora, quanto a tal aspecto, com a adesão à Arena da Copa.

    Responder
  17. Arnildo Ananias de Oliveira
    9/12/2009 | 10:01h
    17

    Se o contrato é com a iniciativa privada e se o “trio de ferro” o rejeita, simplesmente ELE NÃO SAI. Se ele não sai, ÓTIMO: ou se abdica da Copa em PE ou ele TERÁ QUE ACONTECER NO ARRUDA, COM OU SEM ARENA CORAL.

    Portanto, partindo-se desse raciocínio linear, a resposta é NÃO!

    SAUDASANTA

    Responder
  18. Dimas Lins
    9/12/2009 | 10:03h
    18

    Geó,

    Talvez o que você não leve em consideração é que o projeto será tocado por um consórcio vencedor, mas sob forte influência política. Se não é assim, quem deveria estar procurando os clubes pernambucanos seria o consórcio, não o governo. Lembro que vivemos no Brasil e sabemos como a política é feita neste país.

    A observação de Ducaldo é mais do que pertinente. Serão quatro governos e nesse período tudo pode acontecer.

    Sobre a questão da violência, é verdade, ela está em toda parte. Mas em São Lourenço da Mata terá um agravante: todas as torcidas virão, excetos os mais abastardos, pelo metrô. Já imagino como será o encontro das organizadas neste local.

    A decisão de construção é do governo estadual. E ele diz que construirá com ou sem adesão de qualquer clube. Parece bastante insensata essa posição do governo.

    O Arruda continuará lá em pé, mas sem uso ou praticamente sem uso, o que equivale a um início de degradação. Também não entendo sua lógica de ter 20 anos para saber o que vamos fazer com o Arruda. Podemos fazer isso com o Arruda em pleno funcionamento.

    Entretanto, concordo com você quando diz que é necessário ouvir antes a proposta do governo – governo, não consórcio, pois é o governo que está negociando com o clube – para refletir e decidir. Mas esta decisão não pode ser tomada da noite para o dia. Repito, é necessário um estudo sério que aponte o melhor caminho. Isto é o principal e nisto concordamos.

    A pressa está a favor do governo, não do Santa Cruz.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

    Responder
  19. joãozinho
    9/12/2009 | 10:36h
    19

    olha vou dizer, tenho vergonha desse governador. ele vai fazer de todo jeito o campo em são lourenço da mata. olha, e vou dizer mais, FBC vai apoiar sim.

    Responder
  20. ducaldo
    9/12/2009 | 11:38h
    20

    Exatamente, Dimas.

    Tudo depende do governo do estado.

    Aliás, Foi por influência dele, e não de consórcios ou grupos privados, que REcife foi escolhida como sede.
    Quanto às organizadas, nas ruas sempre há onde se refugiar (eu que o diga) e a ação da polícia é facilitada.

    Enlatados em vagões do metrô, e num trajeto razoavelmente longo, como será?

    Ouvir, dicutir, tudo bem. Estamos numa democracia.
    Mas, não confio nesse povinho e pronto.

    Político em campanha é capaz de prometer até o fiofó. Mas não tenho notícias de que algum deles tenha entregado – salvo algumas exceções que confirmam a regra, e não foi por promessa de campanha (eheheheh).

    Responder
  21. Arnildo Ananias de Oliveira
    9/12/2009 | 15:05h
    21

    Não me preocupa a não adesão dos times de torcida de PE a tal projeto pois entendo que a Arena Coral – quer queiram quer não o plano “B” de fato – é a melhor solução pra subsede da Copa 2014, em Pernambuco.

    Sem esse “papo furado” que se trata de um estádio velho e que irá exigir desapropriações. E o que dizer da idade do Morumbi, Beira-Rio, etc TODOS erguidos CONCOMITANTEMENTE, que nem o Arrudão, na época do “pra frente Brasil do meu coração”?

    E o que dizer de eventuais desapropriações no Morumbi encravado numa das áreas de maior valor por m² de SAMPA só comparável à região dos Jardins? Fazer eventuais desapropriações no Arruda, cercado de favelas com provável “usucapião”, é brincadeira se comparadas às cercanias de um Maracanã, de um Beira-Rio e até de uma Fonte-Nova (que apesar daquela avenidas é confluência de três bairros de classe média/média alta (Graça, Matatu e Fonte Nova).

    Sr. Governador, ainda há tempo. Ponha a cabeça no lugar. Num recente acontecimento no Rio ou foi SP, a maquete do Arrudão tava lá exposta. Não queira nadar contra a maré. O povo e sua futura eleição agradecem.

    SAUDASANTA

    Responder
  22. Marcos Costa
    9/12/2009 | 21:45h
    22

    Bom, primeiro de tudo sinto que a torcida tricolor será ludibriada mais uma vez por seu presidente, como foi nas gestões anteriores.

    O projeto Arena Coral é o sonho da torcida, o estádio do Arruda é um dos nossos maiores orgulhos e já provou que pode suportar jogos da própria seleção Brasileira nas eliminatórias deste ano. Por que não pode sediar os jogos da copa?

    Ora, a própria Odebrecht não conseguiu encontrar viabilidade no projeto da Cidade da Copa, exceto que haja jogos de grande clubes lá. Por isso, o governo tenta a todo custo esta adesão. Mas, amigos, um dos nossos adversários, a leoa banguela, já disse não! E eles têm um estadiozinho que não chega nem aos pés do Arruda! Ora, qual seria então o motivo para tanta lenga lenga em torno desse projeto no Santa? Simples, política! Nosso presidente faz parte do governo e vai trabalhar nos bastidores para viabilizar um projeto que será bom para ele, mas péssimo para o Santa Cruz. O Arruda ficará sub-utilizado. Um dos nossos principais patrimônios será sucateado. E após esses 20 anos? O Santa não terá estádio. Todo o dinheiro terá ido embora e não teremos estádio!!! Pensem nisto!

    Eu digo não! E você?

    Responder
  23. Edinaldo Araújo
    9/12/2009 | 22:00h
    23

    É Tricolores!!

    Vamos aguardar o que este consórcio tem a oferecer e analisar, mas torço para que a Arena Coral seja concretizada.

    Saudações Santacruzenses… Sempre…

    Responder
  24. Geraldo Tricolor da Iputinga
    9/12/2009 | 23:12h
    24

    Tres clubes, quatro estádios, extravagancia fruto do desperdicio do dinheiro público (como é bom atirar com a pólvora dos outros!). Após a copa um vai sobrar e vai ficar muito mais branco. Adivinhem qual?

    Responder
  25. Dunga de Adelaide
    10/12/2009 | 8:00h
    25

    IRRESPONSABILIDADE

    O Secretário da Casa Civil, com sua empáfia, mesmo com cara de quem nunca entrou em um estádio de futebol, saiu com a seguinte pérola em uma entrevista recente para as rádios do Estado: – “a arena da copa vai ser construida com ou sem o apoio dos clubes do Recife, com ou sem parceria público/privada.”

    Mas, cá com meus botões, o Governo Eduardo Campos aguentaria mesmo uma campanha popular com o povo na rua exigindo mais respeito com o erário público?

    Responder
  26. insatisfeito
    10/12/2009 | 9:47h
    26

    Logo ele que já tem um precedente….

    Responder
  27. Fernando Arruda
    13/12/2009 | 10:30h
    27

    Essa declaração do secretário de que o Novo-Elefante-Branco-PE sairá com ou sem o apoio dos clubes de Recife é o cerne da questão. A questão já está decidida.

    Imagino que a construção será feita na marra. Muito, muito provavelmente com dinheiro dos contribuintes. Agora, o que o Governo procura é arrumar uma maneira de iludir a população.

    O restante do projeto (o novo bairro a ser construído) e suas “nobres conseqüências sociais” foi apenas idealizado para justificar a construção do Quadrúpede Branco. Percebe-se isso claramente. Os prazos previstos para as duas partes do projeto são distintos. A bem da verdade, o novo bairro poderia ser levantado sem a necessidade da nova arena.

    A propalada viabilidade econômica da Arena Capibaribe significará o sucateamento dos estádios dos clubes que aderirem ao inaceitável projeto. Isso é óbvio.

    Que dinheiro será arrecadado nos jogos contra times pequenos no Arruda?

    É difícil imaginar a sobrevivência do Colosso do Arruda após 30 anos de atraentes jogos contra Sete de Setembro, Araripina, Vitória, Vera Cruz, Salgueiro, Petrolina, Expressinho do Pina etc.

    30 anos não são 3 anos (tempo demandado para transformar o Arruda na Arena Coral).

    Acreditar em promessa de políticos é acreditar em Papai Noel, Saci-Pererê, Mula-sem-Cabeça etc. Já faz tempo que não acredito nisso…

    Lamentável é a conclusão a que chego, mas não dá pra pensar em outra coisa. A despeito da opinião de alguns, e diante de tantas justificativas pra não levar o projeto adiante, fico pensando que há algo de podre nessa história toda. Os políticos sempre precisam de obras públicas pra sobreviverem…

    Fosse conselheiro do clube, diria um não bem redondo a esse absurdo proposto: quem quer parir o monstro que o embale!!!

    Um abraço, Fernando Arruda.

    Responder

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