
Treino é treino, jogo é jogo. Por isso, segundo os jornais eletrônicos e sites esportivos do país, na Série D, o Santa Cruz é o tal. De sábado para cá, parece que deixamos o inferno de Dante para voltarmos a enxergar o início de nossa redenção. Mudamos de rumo. Partimos da descrença total para a confiança plena. Saímos da mediocridade absoluta para botar em campo um time bem armado. Da noite para o dia, o Santa Cruz inverteu a sua polaridade.
Geralmente, a vitória atua no organismo como a endorfina, pois alivia a dor e provoca o estímulo sensorial. Ela também atinge em cheio o hipocampo, rasga o córtex entorrinal e inverte o giro para-hipocampal. Em resumo, a vitória apaga a memória de curto prazo. A perda da memória recente, aliás, é necessária, pois desliga temporariamente a máquina cerebral do torcedor. É o anticorpo psíquico contra as agruras do futebol e a proteção mental contra o colapso da torcida.
A vitória tanto quanto a derrota trazem consigo essa coisa fundamentalista marcada pelo contraste e dualismo. Um apazigua; o outro enlouquece. Um enleva a alma; o outro é um mergulho nas profundezas do mar sem fim. Assim, se ontem Sérgio China era o quarto cavaleiro do apocalipse, amanhã ele poderá ser aquilo que o calendário não marca.
Versado em filosofia das arquibancadas, eu digo sim, mas sim, mas não, nem isso. Na verdade, vitórias incontestáveis e derrotas acachapantes isoladas não indicam necessariamente qualidade – tanto quanto é possível ter qualidade na Série D – ou mediocridade. Sua constância, para um lado ou para o outro, sim. A oscilação, em longo prazo, entre a qualidade e a mediocridade numa mesma equipe é sintoma de transtorno bipolar. Por isso, dentro de uma mesma competição, não fará sentido num dia ser o maioral e no outro não valer aquilo o que o gato enterra.
Em nosso caso, ainda é cedo para fazer qualquer diagnóstico, pois as oscilações que sofremos, ao que tudo indica, são frutos ainda da transição entre a fase de preparação e o início do campeonato. Nada mais natural. Não tem a ver, por enquanto, com o transtorno bipolar. A bipolaridade consiste na constância da oscilação. Quando o nosso futebol pender com regularidade para um dos lados é que saberemos qual é a nossa vocação e se esta equipe se inclinará para a glória ou para o esquecimento. Constância, eis a palavra de ordem. Constância nas vitórias, eis o objetivo a ser perseguido.
Mas, já dizia Machado de Assis, ao vencedor as batatas. No fim, é isto o que conta. E se ontem couberam as críticas, hoje cabem os louvores.
Louvemos então a raça, a vontade, a disposição de um time que soube construir com facilidade uma bela vitória no campo do inimigo. Valorizemos o esquema tático, a disciplina e a aplicação. Enalteçamos – por que não? – o técnico. Sim, pois foi ele que tornou possível a construção de uma vitória tranqüila. Porém, saibamos também compreender que se o time não pode ser chamado de medíocre, tampouco pode ser considerado um grande esquadrão. É cedo demais, volto a dizer, para qualquer diagnóstico. Deixemos o barco correr e as coisas acontecerem. Mais tarde saberemos quem somos e para onde vamos. Ainda não é hora para crises existenciais.
Por isso, louvemos, que é merecido louvar. Louvemos o nosso time ao menos até a próxima partida e deixemos o resto a depender do futebol a ser jogado e dos resultados que virão.
E nunca é demais lembrar que o humor do torcedor depende muito mais de quem entra em campo do que dos olhos que assistem aos jogos da arquibancada. Pois já se sabe, desde os tempos idos, que o torcedor, de uma forma geral, é bipolar. Num dia, a tristeza profunda; no outro, uma enorme euforia.
E hoje eu estou alegre como nunca.
Lançamento do uniforme Fita Azul:
Amanhã, no mesmo horário do lançamento, o Torcedor Coral irá mostrar, em primeira mão, a imagem do 3º uniforme do Santa Cruz para os nossos leitores.
Não percam, aqui no TC, às 18h.










Dimas,
Nada + salutar q essa irracionalidade do torcedor! Ah se o futebol não fosse assim, tão passional! O Parral passou, de uma hora pra outra de um “beque de usina” pro Carlos Alberto Torres na época áurea do Santos. Mas, na atual conjuntura, como diria o Francisco Horta, ñ temos outa opção senão “vencer ou vencer”. Em assim sendo, só me resta afirmar:
SAIAM DA FRENTE QUE A COBRA TÁ FUMANDO!
(Mas, cá pra nós, o faço ainda sem toda convicção)
Perfeito.
Não conseguia ter aquela visão negra antes do início da competição, nem vejo tudo azul agora.
VIRTUS IN MEDIO!
Comemoração, pra mim, só depois de subir pra C!
É 4 X 0 no Central! China é o cara! Todo o mal foi aquele jogo contra o 12, no qual Gsutavo Barreira Humana falhou muito e desesperou os jogadores que queriam ganhar a todo custo…
Transtorno bipolor é governável, contornável, e o Santa já tem estoque suficiente de Rivotril.
Santa 4 X 0 Central. Quem viver, verá!
Dimas, texto racional, bem pés no chão, é isto que nossa
torcida precisa, ter os pés no chão, não vamos nos empolgar,
acharmos que temos um timaço, só porque ganhamos do CSA.
É bom lembrar que o central nosso próximo adversário,montou
um catados do interior de PE e contra o Santa todo mundo dá
o máximo de si e pelo andar da carroça os deuses do futebol
não estão unânime com o Santinha, já nos provocaram uma
baixa, no caso, Thiago Laranjeira.
Vamos subir Santa!!!
Saudações corais.
Pés no chão e bola na rede.
Eu já tô é com medo desse time ficar visado e atrair atenção dos clubes de série A ou B.
Diminhas, vc quer roubar o lugar do psiquiatra de intermares?
Ótimo texto! Perfeito, sobretudo para as reações após a última vitória.
Ainda bem que não escrevi o texto super pessimista que tava rabiscando. Seria esculachado…
Acredito que um começo como esse é fundamental para se lograr êxito no futuro. Todo time e comissão técnica estão de parabéns, pois não é todo dia que um time, qualquer que seja, vai à Maceio e faz três goles no CSA, sendo superior do início ao fim da partida, salienta-se o fato de essa mesma agremiação ter eliminado o Santos em duas partidas. Confesso que comentários em modelo retrospecto é muito mais cômodo e que estava com o mesmo medo, ou talvez maior, que todos os tricolores, no entanto precisamos entender que amistosos não visam, necessariamente, aos resultados, mas sim testar jogadores, esquema tático etc. O fundamental foi a postura dos jogadores dentro de campo, evidenciando-se que existe comando e comandados obedientes, independente do nível técnico do subordinado. E como futebol hoje é aplicação, então estamos de parabéns. Como endorfina é substância com possibilidade de dependência espero que nos vicie, sem síndrome de abstinência. Parabéns ao autor Dimas pelo texto, lúcido e com tom de … pés no chão, nunca é demais…
nada como um dia apos o outro ………..embreve veremos doq este time do Santa é capaz…….ganhou convenceu mas ainda falata muito ………mata-mata viram ai é q mora o medo ……………
Belo Texto Dimas.
E Santa Cruz é isso aí mesmo quem não aguentar que corra.
Eu sai do jogo contra o “barra de 4″ querendo me jogar naquele canal… Mas analisei, e teve um camarada que disse, rapaz isso aí num vale nada não, jogo é jogo… Me tranquilizei…
Tava mais nervoso que tudo domingo, mas graças a Deus, a Invasão Coral, a Sérgio China, Gustavo, Reinaldo, Parral e ao Laranjeiras, demos uma lapada boa e mostramos que o Santa apesar de cambaleante ainda é o Santa…
Vamos Pra C, KCT!!!!
Pois é, aliviados realmente ficamos mas, não dá para pensar que, com este time, podemos relaxar pois já estamos na C, não é?
Principalmente porque, como muito bem lembrou o Jesaías aí em cima, os mata mata ainda estão no porvir e aí meu nêgo, é como disputa de pelnatys, uma coias onde o fator sorte/momento costuma deicidir muitas vagas/títulos.
Mas que dominamos as ações do começo ao fim, isto lá fizemos e isto é inegável de uma situação superior, muitas vezes até mais do que o puro e simples resultado.
Então amigos, confiança, tranquilidade e olho vivo neste mesmo time e nos bastidores ao redor pois, salvo engano advindo da euforia natural de nossa bipolaridade, vi que podemos, podemos sim chegar lá se ajustarmos bem as coisas no seu passo a passo.
Saudações Corais!
Gatos escaldados que somos, mesmo depois de uma vitória maiúscula como a de domingo, só devemos pensar que a hora é de dar um passo de cada vez, com absoluta cautela.
Não nos esqueçamos que a nossa amarga experiência, também nos preparou para saber como evitar os tropeços.
Estamos prontos pra seguir em frente e na direção da glória.
“”Após o cansaço da busca, aprendi o encontro. Após afrontar vento frontal, navego com todos os ventos.” (Nietzsche, A Gaia Ciência)
Saudações Corais!
Alguém Já tem a foto da camisa AZUL?
Comentam que no dia do jogo os jogadores entrarão com a nova camisa azul e jogarão para a torcida, sugiro a diretoria que repense essa tática, pois normalmente acontece conflitos para se pegar a camisa que normalmente não fica inteira após o puxa encolhe além do risco de acidente, seria mais sensato sortear pelo numero do sócio, já que essa iniciatica é voltada para as sociais, segundo soube, além do mais é público que muitos que estão nas sociais não são sócios.
Particularmente tenho a opinião que os expectadores presentes ao jogo deveriam ter oportunidade de concorrer independente de serem sócios, mas compreendo que a ação é uma estratégia para atrair e fidelizar mais sócios.
http://jc3.uol.com.br/blogs/repositorio/camisa_azul.jpg Foto da camisa azul
Cuidado com esse trio de “arbitros” comandados pela FPF. nÓs já sabemos do que eles são capazes. Lembram-se de Patifio, ops! Patricio Souza ?
Minha paixão não tem divisão!!!!!!!!!!!!!!!!!vamos lá santinha!!
Pessoalmente acho o fita azul tão importante quanto o título do torneio do Vietnan, ou seja, não dou a menor bola. Mas achei a camisa bonita. A mais bonita produzida pela pênalty. Bonita, porém cara, muito cara…
… Não quero o mesmo time vencedor de 2005, quero um time Campeão Brasileiro, com vaga na série C, com um passaporte VIP para a decolagem a Série A, a Torcida já é …
Abraços a Todos !!!!
>>> VIVA SANTINHA !!!