FBC assumiu o Clube prometendo muito trabalho. Em seu discurso falou que nenhum ex-presidente terá trabalhado mais do que ele. Ele sabe que se trabalhar corretamente terá feito uma boa administração. Assim, não resta dúvida que trabalhar mais do que o Diminutivo, ele já conseguiu. Em apenas 15 dias, o Clube já sente um novo horizonte a caminho.
Hoje, a grande discussão é a criação do mais novo Santa Cruz. Para sorte dos nossos rivais, este novo Santa Cruz atuará em outro mercado e será chamado de SCSA (Santa Cruz S/A). Será uma data histórica, assim com o 03 de fevereiro.
FBC levou ao Conselho a proposta de criar um FI (Fundo de Investimento) de capital fechado, regulado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), estimado em R$ 25 milhões; cuja receita será toda destinada ao SCFC (Santa Cruz Futebol Clube). Por isso, chamado de SPE (Sociedade de Propósito Específicos).
A operacionalização dessa medida é “relativamente” simples. Cria-se um CNPJ próprio para a nova entidade (Santa Cruz S/A) que passará a ter todos os registros próprios, cuja única diferença reside no objeto social, específico pra o soerguimento do SCFC, devendo se extinguir após sua conclusão (10 anos), podendo ser renovada por mais 5 anos.
Na próxima terça-feira o Conselho se reúne para apreciar os requerimentos do presidente do Executivo, em especial, a criação do SCSA. Um grupo de pessoas foi formado pelo Conselho Deliberativo para apreciar toda a documentação e analisar junto com o estatuto do SCFC. Neste grupo não estava o nome de um ex-presidente. Mas, o presidente do conselho, sem autorização dos conselheiros, acabou o convidando. E, este ex-presidente está virando seu principal conselheiro. Quem assistiu o discurso de posse do presidente do conselho estranha este comportamento. Ou seja, o LEF (Lado Escuro da Força) ainda sobrevive no Arruda.
É muito prematuro afirmar se a criação da SCSA dará certo. No final dos anos noventa, a criação do clube-empresa foi muito propalada como sendo a salvação para a expansão dos clubes do Brasil. Como maior exemplo temos o Bahia e o Vitória que se “transformaram” em clube-empresa em 1998, adotando a tão divulgada “transparência” na administração.
No Bahia, o banco Opportnunity passou a controlar o clube através da Ligafutebol S/A, criada pelo banco de Daniel Dantas e portadora de 51% das ações. O Bahia afundou da série A para a série B e, depois, para a série C. O Vitória, por sua vez, foi adquirido pelo Exxel Group – transformando-se no Vitória S/A – que passou a controlar o futebol profissional com 50,01% das ações. Depois de cair para série C, o Esporte Clube Vitória recomprou as ações do Exxel, que saiu devendo R$ 5 milhões ao Clube. Hoje o Vitória já está na primeira divisão…
Na Inglaterra e em vários países, existem clubes que também se transformaram em empresas. No entanto, tornaram-se companhias de capital aberto, com ações negociadas em bolsa de valores. Um sistema totalmente diferente do proposto pela SCSA, que se restringe a uma SPE.
O que FBC propõe para salvar o SCFC é algo, de minha parte, ainda pouco conhecido. Não está claro, para mim, a participação do clube nos ganhos dos investidores no longo prazo ou até mesmo a cessão dos direitos que o SCFC concederá ao SCSA pelo prazo de 10 anos (ou 15 anos); quando finda o contrato. No entanto, diferente dos outros times, esta pode ser a única solução de emergência para tirar o nosso Clube da UTI. Enquanto os outros buscavam a expansão, nós buscamos a sobrevivência.
Mas, não basta apenas sobrevivermos. É muito pouco para um Clube que tem uma torcida como a nossa. É necessário voltar a crescer, de forma sustentada! Quem sabe não voltaremos, num curto espaço de tempo, a sermos referência com um novo modelo de gestão? Para isso, é fundamental amarrarmos um contrato que traga vantagens tanto para o investidor do SCSA quanto para o SCFC também. Pois, enquanto o SCSA tem data para se encerrar, o Santa Cruz Futebol Clube está renascendo… Para viver eternamente.










Excelente texto. Concordo com Paulo, no primeiro momento o clube precisa sobrviver, porém as ações administrativas precisam da vigilância do conselho deliberativo para que não ocorra os exemplos dos clubes baianos.
Excelente texto, não entendí nada mas é bom, deu uma fome.
Pessoal,
Bora acompanhar a meninada vamos dar força pra eles
Já que não tem marmanjo.
Os times infantil e juvenil do Santa Cruz estão classificados para a próxima fase do Campeonato Pernambucano. A equipe infantil, já classificada, bateu o Santos, por 5×1, e garantiu o primeiro lugar do grupo. O juvenil também venceu o Santos, por 4×0, e terminou a 3ª fase do Estadual na liderança de sua chave.
O Santa aguarda agora o fim da rodada para conhecer o novo grupo.
Fonte: Agência CoralNET de Notícias
Um fundo de investimento que obtenha retorno financeiro de 1% ao mês é um fundo de sucesso no Brasil hoje. 1% de R$25 milhões é R$250.000. FBC diz que esse fundo vai aportar R$900.000 por mês no Santa (aprox. 3,6%). Ou o Santa se transforma numa marca super-rentável ou essa conta não fecha.
Tomara que tudo dê certo, mas os olhos têm que ficar bem abertos.
Ainda é preciso que se fique claro esta proposta de FBC. Em princípio, me parece uma proposta muito boa pro clube, até por o clube poder, a qualquer momento, reassumir seus ativos.
Todavia, tem pontos que ainda geram polêmicas por não estarem claros. É motivo de estarmos alertas, mais clamos, pois acredito que tudo será devidamente esclarecido. E o mais importante: A decisão será democrática, pois FBC, embora não fosse obrigado à isso, entendeu que deveria levar essa decisão à aprovação do renovado conselho deliberativo do Santa Cruz, que para tal já formou uma comissão, e esta comissão deve opinar sobre o contrato da Santa Cruz SA na próxima reunião do CD.
Aguardemos!
Gostei.
Mas quem é o ex-presidente?
João Caixeiro?
Marcos,
O próprio.
Saudações corais,
Dimas Lins
Tenho fé que SCSA dará certo!!!
Amigos, tenho certeza que os conselheiros vão debater o assunto pois como bem cita o texto a criação do Santa S/A pode ser uma via de mão dupla tamto para o bem do club como para sua extinção.
O que temos que fazer ?
1- Fiscalizar e não deixar acontecer o que aconteceu na última gestão
2- temos que dar credito ao Sr. FBC porque ele está fazendo o que não foi feito no Arruda nos últimos 20 anos ( Recuperação do gramado, recuperação do anel superior , Inferior , banheiros e Iluminação ) não sei onde ele arrumou tanto dinheiro mais que bom que ele assumiu o Santa.
3- Temos que cobrar um preço de ingresso que sejá rentalvel não vai adintar cobrar ingresso de R$ 3,00 ou R$ 5,00 reais . Se colocarmos 60.000 torcedores no Arruda a um preço de R$ 5,00 reias o total é de R$ 300.000 trezentos mil reais mais se colocarmos 30.000 torcedores ao valor de R$ 30,00 reias teremos um valor de 900.000 mil reias ou seja teremos o nosso Arruda com menos ação de vandalos e menos reparaos e desta forma mais dinheiro no caixa para poder pagar jogadores e funcionarios bem como manter todas despesas do Santa.
4- Em São Paulo tive oportunidade de ver um jogo do Palmeiras e fui aos espaço VISA, espaço onde o torcedor para mais carro e fica em uma área reservada que é alugada pela VISA e todo custo só pode ser pago com o cartão de credito VISA , na oportunidade fui informado que é uma grande fonte de renda de todos os Clubs de SP. O estadio que fui é infinitamente menor que o Arruda . Porque não fazemos isso aqui ? espaço temos de sobre e temos que fazer ele se reverter em receita para o Santa .
Agradeço a todos pela oportunidade .
Saldaçãoes tricolores.
Gilberto, eu nao posso pagar 30 pilas pra ver o Santa jogar, nao sou vândalo, nem acho que se deva pagar 30 pilas pra ver um time de 3ª (ou 4ª) divisao jogar.
Mania mais besta de elitizar tudo e achar que pobre é vândalo!
Por outro lado, acho que a idéia de criar um espaço pro endinheirados, como vc, pagarem mais caro interessante. Só nao queira expulsar o povao do Arruda!
Aliás, essa é a mesma lógica que os clubes dos 13 utilizam para expurgar os clubes “pobres” , logo inoportunos, do futebol brasileiro. Estrangular financeiramente. Curto e grosso, todo o dinheiro para uns poucos (que por coinciência já sao os mais ricos) e o resto ao resto.
Assino embaixo do post do Bosquímano. O Santa é do povo, o anel superior cabe como uma luva para preços populares.
Elitizar o Santa me faria ser menos tricolor.
Espaço diferenciado e mais caro é uma coisa que eu acho que está demorando muito pra termos. Pederíamos transformar 1/4 das cadeiras nessa área VIP.
gostaria de registrar tambem meu apoio aos tres comentario acima, dizendo que a torcida deve fazer a sua parte como: se associado ao clube para ajudar o nosso FBC .
na questão de asistir o jogo pagando o valor um pouco alto não é uma questão de divisão mas sim uma questão de amor ao santinha se cada torcedor pagasse 10,00 reais no anel superior e 15,00 reais arquibancada seria o ideal para ajudar o nosso TIME por isso temos que dizer que chegou a hora da virada e o meu amor por ti não tem divisão