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Chutando o pau da barraca

Autor: Artur Perrusi | 28 de julho de 2007 | 0:01h | Artigos | 19 comentários

Arte: Dimas Lins

chute.jpg

Artur Perrusi

Esperei muito para escrever esse texto. Nunca pensei que fosse tão paciente. É a fé e a esperança, camaradas! São dois grudes na alma que deixam a gente esperando, esperando… O trem passa, e a gente nem aí, dizendo a si mesmo: o trem não passou, não passou… Mas escrevo, agora. E sintetizo logo o meu estado de espírito: antes, tudo era branco, o apoio à nova diretoria era incondicional; agora, tudo é vermelho, e o apoio tornou-se crítico. Claro, tudo (ainda) não é preto, pois continuo apoiando a diretoria, mas algo se quebrou, algo vem se quebrando. Não há mais entusiasmo e esperança; não, agora, o que existe é circunspeção e senso crítico.

Antes, uma recapitulação, para que a minha posição fique mais nuançada. Assim, volto ao tempo. Durante as articulações para a formação de chapas, houve aquele momento em que Edinho e Romerito tentaram uma recomposição. Fui totalmente contra pelo seguinte motivo: já se estava fazendo uma composição com a situação. Edinho e quejandos tinham sido da direção passada e representavam uma filosofia de gestão que não rompia, em termos de idéias e mentalidade, com o passado do clube (daí, quem sabe, toda a ambiguidade de Edinho em relação a Romerito — o segundo acusa, o primeiro finge que não escuta. Há um silêncio da presidência em relação à gestão passada que, dadas as circunstâncias, não tem explicação. E, afinal, a auditoria não encontrou nada?!). Claro, há uma espetacular diferença aqui: estava-se compondo com a parte benigna da antiga diretoria. Dada a situação do Santinha, a honestidade tinha um valor estratégico fundamental.

(Aos poucos, fui descobrindo que, infelizmente, honestidade é condição necessária, mas não suficiente para mudar o clube do Santo Nome)

Assim, na minha cabeça, a próxima diretoria seria de transição, visando à formação de uma base de dirigentes e a práticas de gestão que pudessem implementar uma nova configuração no clube, mais democrática e profissional. Mas achava que necessitaria, para que tal objetivo fosse viável, de algumas pré-condições:

a) Edinho e sua ala largassem o amadorismo e uma visão ainda um tanto centralizadora de gestão;
b) a
ala, representada por Fred Arruda, conseguisse força política e fosse se tornando hegemônica no clube;
c) o
Conselho Deliberativo fosse ativo e pendesse politicamente para a democratização e profissionalização do clube

Vamos analisá-las:

a) Edinho não largou o amadorismo; justamente o contrário: aprofundou-o e, ainda, juntou-lhe pitadas de centralismo. Apesar de dizer o oposto, parece não ter uma mentalidade de colegiado. Não conseguiu integrar os setores do clube e, muito menos, trabalhar com uma equipe coesa. As decisões tomadas parecem solitárias e espontâneas, feito o pipocar de cogumelos em dias de chuva. São decisões caprichosas, longe, muito longe, de uma deliberação assentada por um prévio planejamento.

Vejam o que aconteceu com o departamento de futebol: reina ali o que os deuses gregos chamavam de vazio obscuro e ilimitado, isto é, o caos! São mais de 45 jogadores (4 times ou 2 elencos) e três técnicos em seis meses! Isso não existe! Fizemos tal proeza em 2006; mesmo fato no Pernambucano de 2007 e, agora, na série B. Não aprendemos nunca! Caminhões de jogadores e Kombis de técnicos não levam a lugar nenhum, exceto a série C, lugar mais desolado do que o caos. Incrível o que aconteceu: justamente no local mais nobre e importante do clube, isto é, o futebol, fomos um completo fiasco; justamente onde precisávamos de uma profissionalização e de um planejamento, fomos a anarquia completa!

Ah, Edinho e seu pessoal entendem de futebol. Sem dúvida, mas de um futebol feito nas coxas, imediatista e repleto de improvisações — de fato, é impressionante como os cabras sabem encontrar caminhões de jogadores, mas pra quê?! É uma visão de gestão do futebol impossível de se adequar às transformações que ocorreram no mundo da bola. Hoje, futebol é, também, gestão profissional, mercado, competição… Se não se organiza, babau, toma na jaca!

Além do mais, sinceramente, não vejo profissionalismo na relação com os jogadores. O que vejo, na realidade: paternalismos, apadrinhamentos, afetividades…  O ambiente entre os jogadores no Arruda parece uma quermesse de fofocas e de grupinhos. Ambiente afetivo, em suma, passível de tudo que é briguinha e divisões. Ah, mas os jogadores não são profissionais! E daí? O que importa é a postura do Departamento de Futebol: atitude profissional em qualquer situação. E o exemplo precisa, convenhamos, vir de cima, senão…

Por ser profissional, quem manda no futebol do clube é o departamento de futebol, e não o técnico. Não temos um Alex Ferguson ou um Telê Santana para mandar e desmandar na gestão. Deixar Givanildo e Mauro Fernandes exigirem caminhões de jogadores é o cúmulo do amadorismo. Técnico é funcionário do clube e precisa se adequar às regras e às normas do departamento. Não tem essa de mudar tudo ao seu bel-prazer. Mas foi isso o que aconteceu, a ponto de um técnico conseguir mudar até o preço do ingresso! Aliás, essa é prova de que a democratização do clube anda a conta-gotas. A torcida (os sócios) pedia a diminuição do preço do ingresso. Não foi ouvida. Chega um técnico…

b) Na verdade, não vejo propriamente um processo de democratização no clube. Se existe é bem localizado, lá na vice-presidência. Talvez, no convívio do bar da piscina e no telão coral — mas nada decisivo, pois democracia não é convescote. Democracia é participação nos processos decisórios. Sei que Fred Arruda é um grande profissional e está abrindo o clube aos sócios. A formação do núcleo de planejamento estratégico do Santinha, do qual faz parte o Editor-Mor, por exemplo, é composto por vários tricolores, e de todas as espécies. Mas, sejamos sinceros, Fred tem força política no clube? O que percebo, infelizmente, é seu crescente isolamento. E Fred era e é a esperança de renovação. Mas como, se o vice-presidente não consegue dar um pitaco que seja no futebol? Ou vocês acham que ele concorda com caminhões de jogadores e contratações de múmias para o time? Com esse desperdício de dinheiro? Com aquelas promessas malucas de premiação? Ora, ora…

c) Resta o Conselho Deliberativo… Bem, minhas informações sobre o que acontece por lá levam-me a crer que o Conselho é um tanto amorfo, havendo pouca polêmica, pouca discussão, poucas propostas. Aparentemente, a correlação de forças lá dentro não ajuda a democratização do clube e a profissionalização do futebol. Há resistências vetustas contra mudanças; inclusive, tais resistências repercutiram na reformulação do estatuto. Sinceramente, tem muito "cardeal" no Santinha, muito benemérito… Algumas vezes, penso que o clube é dominado por uma gerontocracia.

Em suma, a Revolução do Arruda empacou. Talvez, estejamos presenciando seu Termidor, o que seria lastimável. Mas meu medo concreto não é esse; meu medo mesmo é a Terceirona. Devemos fazer toda e qualquer mobilização para evitá-la. Prefiro que a estrutura do clube continue a mesma de sempre do que desaparecer na Terceirona. Devemos continuar, custe o que custar, na série B, pois é a única forma de dar continuidade às mudanças!

Esqueçamos, por enquanto, nossas esperanças. Sejamos agora absolutamente desesperados. Que o desespero, diante do inferno da Terceirona, una-nos, mobilize-nos e nos tire desse atoleiro.

DimasLins

19 comentários

  1. milton pereira
    28/07/2007 | 0:24h
    1

    Contino dizendo que hoje ganharemos do Avaí por uns 3 x 0. Ainda que não ganhe, mas jogue bem, continuarei com esperanças !

    Responder
  2. Fabiano Pinheiro
    28/07/2007 | 0:42h
    2

    É bom lembrar que o caso do Santa, para esse ano, não de planejamento normal, mas de administração de crises. Profissionalismo não é só fazer um belo planejamento e agir de acordo com ele, mas essencialmente conviver com a crise, apagar incêndios.
    Esse, digo e repito, é um ano perdido. É preciso ter a consciência disso.
    Nem sempre se faz o que se quer, muitas vezes se faz o que se pode. Não se contrata jogador porque se quer, mas porque se precisa. E se há erro, o erro faz parte do proceso. Não vem ao caso, agora, quantificá-los. E isso não significa, necessariamente, falta de profissionalismo. Muito menos o contrário.
    E concordo inteiramente que precisamos nos manter na série B. É fundamental para mantermos o trabalho, pois o ano que vem será um ano melhor.
    Mas precisamos nós, aqui do blog, darmos nossa contribuição efetiva, trancender o discursso, atingir a praxis transformadora. Precisamos ir até Edinho, conversar com ele, ouví-lo. Precisamos fazer alguma coisa para que nossas idéias se transformem em ação. O Santa Cruz somos nós, sejamos o Santa Cruz, então.

    Responder
  3. Geraldo
    28/07/2007 | 6:50h
    3

    Enfim um comentário forte, mas que consegue retratar a maioria das opiniões aqui postadas nos últimos dias.
    Acredito aínda que o Santa Cruz não cairá para a terceira, simplesmente pela força e reação da sua torcida.
    Edinho precisa urgentemente começar a ouvir, refletir e agir com mais rapidez. O departamento de futebol precisa urgentemente mostrar que existe, e pelo menos assegurar: afinal, qual é a escalação do Santa Cruz mesmo?

    Responder
  4. Valter Azevedo
    28/07/2007 | 7:57h
    4

    Geraldo, a torcida do Bahia também achava que não caía. Caiu. Depois pensou que subiria logo no ano seguinte. Não subiu. Não tem torcida que salve quando a incompetência (do Todo Poderoso, no caso) e a ruindade (dois jogadores) é muita. Já estou pensando em fazer promessa pra ficar na Série B ano que vem.

    Milton, você é um otimista. Pra mim, já solto fogos com um empate.

    Saudações Corais

    Responder
  5. Artur
    28/07/2007 | 11:27h
    5

    Grande Fabiano, precisamos esmiuçar o que significa “ano perdido”. Como você, nunca tive muitas ilusões a respeito da performance do Santinha nesse ano. Mas nunca pensei que lutaríamos contra o rebaixamento. O “ano perdido” seria o ano do acúmulo de forças, da restruturação do nosso futebol, do planejamento estratégico, da campanha maciça de sócios, da democratização do clube, da elaboração de um estatuto modernizador, e por aí. Esse ano serviria para construir o próximo ano, 2008.

    O que vejo, agora? Muita honestidade combinada com amadorismo, abnegação, confusão e centralismo. Nós ficamos tão traumatizados com a gestão passada que entronizamos a honestidade como nossa Panacéia. Não é. Repito o que escrevi: é condição necessária, mas não suficiente.

    A pergunta fundamental: estamos de fato construindo uma base para o futuro, seja no futebol (pratas da casa, jogadores com potencial de crescimento, departamento organizado, profissional e com planejamento, técnico com potencial de amadurecimento profissional…), seja na parte administrativa (talvez, aqui, estejamos melhores, mas gostaria de mais dados: gestão profissional, completa informatização, planejamento estratégico, campanha agressiva de sócios, negociação agressiva das dívidas, procura de patrocinadores, , reformulação modernizadora do estatuto, democratização interna, ouvidoria…)?

    Enfim, nossa discordância: eu estou bem mais pessimista do que você. E, claro, gostaria imensamente que você estivesse certo.

    Conversar com Edinho? Nós? Não sei… Uma conversa e a apresentação de uma carta-manifesto com uma série de reivindicações e propostas efetivas? Pode ser…

    Mas, sinceramente, não vejo muita eficácia política. Por que não os conselheiros, solicitando reuniões extraordinárias, com uma pauta definida pela crise? Aliás, cadê os conselheiros? O Conselho Deliberativo deveria ser o Grande Fórum do clube, seu pulmão democrático e político. Ou ainda: por que não Fred Arruda e outros dirigentes tentarem pressionar politicamente Edinho a mudar? Acho isso mais factível; além do mais, por definição, os dirigentes e os conselheiros conhecem a correlação politica interna, o que está, de fato, acontecendo no clube; em suma, têm mais informações e, tendo mais dados, sabem quais são os caminhos das pedras — quais mudanças são factíveis de serem feitas agora.

    Responder
  6. Torcedor Coral
    28/07/2007 | 12:03h
    6

    Artur,

    Seu texto está perfeito. E acrescento: seu último comentário também deveria ser um texto do blog. O “ano perdido”, para mim, tem o mesmo significado que você deu em seu comentário. A questão não é apenas estar lutando contra o rebaixamento. O problema é mais sério: praticamente não está acontecendo nada além disso. Posso estar enganado, mas o único que tentar pensar no Santa de forma planejada é Fred Arruda. Esta causa deveria ser de toda a diretoria e não apenas dele.

    Achar que não conseguiremos nada este ano, mas no ano que será recuperado me faz querer fazer a pergunta básica: por que no ano que vem será diferente? O ano que vem seria diferente se aproveitássemos este para promover as mudanças, o que não está acontecendo.

    Quando chegar no ano que vem, quero ver o argumento que usaremos.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

    Responder
  7. Bosquímano
    28/07/2007 | 13:35h
    7

    Artur, eu ia até fazer um comentário sobre o significado de “ano perdido”, depois do seu, velhinho, me calo. Perfeito!
    Concordo com Dimas, esse camentário deveria ser um texto.

    Quanto ao jogo de hoje, estou otimista. Nem vou sair pra cerveja de sábado só para escutar.

    Responder
  8. André Tricolor Virtual
    28/07/2007 | 13:52h
    8

    Muito bom seu texto “Artur Perrusi” resume de forma fiel o que vem acontecendo com nosso clube: O MAIS QUERIDO !!! E todos já estão convictos que o foco principal é a permanência na SEGUNDONA, para que, como vc bem disse, as mudanças sejam de fato concretizadas. E como o futebol também é cheio de surpresas, quem sabe uma recupareção seja tão fenomenal quanto nossas esperanças !!!!

    UM GRANDE ABRAÇO A TODOS TRICOLORES CORAIS DE VERDADE

    Responder
  9. Marco - de Natal/RN
    28/07/2007 | 16:38h
    9

    Gostei do texto. Realmente nada parece ter mudado. A questão que urge é: quando mudanças reais acontecerão?

    Ainda acho que, falando de quem está no poder hoje, temos um avanço em relação àquilo que vimos no biênio que se encerrou em dezembro último.

    Cair para a série C é solução? Não, absolutamente. Só que cabe um adendo aqui: depende de como se encara a coisa. O Bahia caiu e se afundou mais. O Criciúma caiu e emergiu com muita força. Se vai se manter é outra estória, mas aí só depende deles. O que aconteceruia com o Santa Cruz? Provavelmente o mesmo que o Tricolor da Boa Terra, por que é o modelo de gestão que está errado. Ultrapassado e falido.

    Responder
  10. Paulo Aguiar
    28/07/2007 | 21:23h
    10

    Artur, excelente. Um dos melhores textos e mais realistas que li aqui.

    Só acrescento uma informação: Fred não quer ser representante, já demonstrou várias vezes que não quer essa missão. Ele é mais um, sendo que importantíssimo para compor uma gestão promissora, mais atualizada. Mas, não é um líder, infelizmente.

    O santa carece de NOMES!!! Não existe diretor/tricolor capacitado para assumir cargos de qualquer depto ligado ao FUTEBOL.

    A nossa única saída é a profissionalização!!! Ou seja, buscar FORA daqui. Nòs não temos ¨O tricolor¨ para assumir tal função.

    Abraços!

    Responder
  11. Fabiano Pinheiro
    28/07/2007 | 21:37h
    11

    Artur apontou alguns caminhos interessantes. Porque não fazer uma reunião de tricolores frequentadores desse blog para fazer uma carta com reinvindicações/sugestões sobre a gestão do Santa Cruz? Aí marcaríamos a tal reunião com Edinho.
    Não dá pra ficar pensando se vai adiantar alguma coisa ou não. Façamos, então. Se não adiantar, piorar não vai.
    Dimas: Usa tua liderança para mobilizar essa reunião.

    Responder
  12. José Carlos
    28/07/2007 | 21:57h
    12

    Parabéns, apenas isto. O texto está perfeito, diz tudo. Ufa! tem gente que pensa!

    Responder
  13. Artur
    28/07/2007 | 22:21h
    13

    Paulo,

    você colocou duas questões fundamentais:

    a) Fred não quer ser representante. Tudo bem, mas é o vice-presidente, o que não é pouca coisa. Enquanto durar sua gestão, ele poderia, em tese, criar uma articulação política dentro do clube (com conhecimento e referendado por Edinho, é claro, pois não é oposição) visando a formação e a cooptação de tricolores interessados em participar da gestão do dia-a-dia do clube. Acho que o núcleo de planejamento pode ser o embrião disso. Fred não precisa ser o líder, mas sim o “facilitador” do grupo; afinal, sua posição dentro do clube, queira ele ou não, é estratégica;
    b) a saída é essa mesma: procurar um profissional ou profissionais para gerirem o futebol. Não é uma procura fácil. Lembro-me de Zanata, no tempo de Alvarenga, e foi um malogro. Tem que ter perfil. Mas creio que, procurando, acha-se; ora, a gente nem começou ainda a procurar…

    Grande Fabiano, você é o cara mais otimista das hostes tricolores. Mas você tem razão: pelo menos, devemos ter a dignidade de tentar. Bem, a bola está com o Editor-Mor. De todo modo, seria necessário um contato com os editores do Blog do Santinha, pois eles têm muita força de pressão (sem eles, não há como). Pode até ser uma coisa mista; afinal, Inácio, Gerrá, Joãozinho (irmão de Dimas) e muitos outros são conselheiros do clube. Mas isso requer tempo, várias reuniões, a formulação de propostas efetivas… Temos tempo e fôlego para isso?

    Responder
  14. milton pereira
    29/07/2007 | 5:21h
    14

    Pifou a minha previsão ! Não foi 3 x 0. Mas o empate valeu. Já ví que não sou profeta. Desisto disso (de ser profeta). Mas espero que venha algum ou alguns 3 x 0 (a nosso favor).

    Responder
  15. Torcedor Coral
    29/07/2007 | 10:35h
    15

    Amigo Paulo,

    Você teve precisão cirúrgica no diagnóstico do departamento de futebol: não há tricolor qualificado para o cargo, temos que buscar fora. Restam apenas os cuidados recomendados por Perrusi de não contratar outro Zanata da vida.

    Quanto a Fred Arruda, concordo em parte contigo. Fred é executivo de uma empresa de informática e já deixou claro que não pode assumir nenhum cargo na próxima gestão, por exigência do patrão. Tanto assim, que existe uma cláusula em seu contrato prevendo isso. Entretanto, discordo que ele não seja uma liderança. Acho que ele é sim, embora não tenha a habilidade política de Edinho. Poucos, aliás, tem. Afinal, o forte de Fred é o profissionalismo, não a política. Na composição da chapa vencedora nas últimas eleições, Fred representou a Confraria Ninho da Cobra, que a esta altura (posso estar enganado, mas é isso que eu vejo) parece desarticulada. Agora é que eles deveriam se reunir mais do que nunca, pois se esta administração não der certo, eles são co-responsáveis.

    Fabiano, embora ache a idéia interessante, tenho receio de uma reunião com Edinho levando uma carta de reivindicação. Sugestões até vá lá. Mas pelo que ouço falar de Edinho, ele vai lhe dar um cargo no Arruda, na mesma hora, para você implantar as sugestões. As condições para tanto é que você vai ter que correr atrás.

    Tentei com Inácio, Sama e Perrusi a construção de um pool de blogs para uma entrevista ou um bate-papo informal com Edinho, para levantar questões do clube e ouvir o que o presidente tem a dizer. Afinal, nesse processo de críticas, é importante dar voz ao presidente para que ele possa se defender. Entretanto, a falta de disponibilidade de tempo dos colegas (Artur, inclusive, mora e trabalha em Jampa) tem dificultado a entrevista. Mas não desisti da idéia.

    No mais, não assisti ao jogo de ontem, pois tinha o casamento do nosso cronista Manequinha para ir. Um motivo justificado. Espero que o time tenha demonstrado alguma evolução.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

    Responder
  16. Paulo Aguiar
    29/07/2007 | 14:52h
    16

    Dimas,
    Você entendeu tudo o que escrevi, perfeito.

    Artur, concordo mais uma vez contigo.

    Só acrescento mais uma observação. Muitos falam da autoridade, do ¨individualismo¨ de Edinho…. Eu discordo, em grande parte. Já entrei várias vezes na sua sala para fazer críticas, dar sugestões, ajudar do meu jeito. (Na última estava Mauro Fernandes lá e eu falei diretamente ao treinador ¨observe Carlinhos Paraiba como segundo volante – isso antes do jogo contra o Remo).
    Em todas as vezes, edinho estava isolado, sem ninguém pra conversar. Em uma das vezes ele me perguntou sobre o ¨carlinhos do nacional de patos¨.
    Ele delega poderes sim, mas o problema é que não temos no quadro de dirigente nenhum com o este perfil, de competência! Ele mesmo me falou ¨eu deleguei poderes para o quarteto da diretoria de futebol, e o que eles fizeram?¨.
    Não adianta chegar e falar, sem apontar soluções. Não adianta ficar só ao ¨pé do rádio¨. Tem que ir lá. Essa tal ¨força¨ de pressão, é fraca.
    O santa cruz é imenso e quem o comanda fica meio ¨perdido¨ na imensidão.
    Resta sim, fazermos um levantamento de um profissional competente que possa assumir esta função, sugerir nomes, microempresários que possam ajudar… enfim chegar com algo mais ¨concreto¨.

    abraços!!

    Responder
  17. Artur
    29/07/2007 | 15:17h
    17

    Grande Paulo,

    tuas observações e teu testemunho são fundamentais porque amenizam consideralmente minha crítica ao centralismo de Edinho. Ao mesmo tempo, dão esperança de que Edinho possui, de fato, uma mentalidade de colegiado. Bem, pelo que vejo, a solução não passa apenas pela maior mobilização e participação dos sócios no clube, mas também pela procura de quadros efetivos para a gestão — quadros profissionais, logo, pagos, que podem ser de fora do Estado e não-tricolores. Por que não?

    Responder
  18. Marco - de Natal/RN
    30/07/2007 | 9:52h
    18

    Baseado nisso que nosso amigo Paulo escreveu, reforço minha coclusão: não há interesse, por parte de quem pode ajudar, em fazer o Santa cRuz sair do mar de lama onde se encontra. E sabem por que? Por que a esmagadora maioria das pessoas que passaram pela presidência (especialmente vcs sabem quem) mantém interesses pessoais acima dos interesses do Santa Cruz.

    O Sr. Edson Nogueira sozinho na sala durante a maior parte do tempo é o exemplo cabal disso. Onde estão aqueles que poderiam ajudá-lo? Já fiz essa pergunta várias vezes e ela persiste.

    Quanto ao fato de não haver um Tricolor que possa assumir o futebol do Clube, eu já havia tecido comentários à respeito aqui e no Blog do Santinha. Na minha ótica o Presidente deve cuidar do Clube em si e tem que colocar alguém de frente no Futebol. Um cara sério e profundo conhecedor do riscado, remunerado e com condições e liberdade de trabalho. Gente gabaritada por aí é o que não falta. E que deixem o cidadão trabalhar para que possamos colher os frutos a médio prazo (coisa inexistente no Santa Cruz).

    Fa

    Responder
  19. joaoarthur
    4/08/2007 | 14:29h
    19

    hj o santa cruz vai quebrar o tabu faz 22 anos que ele nao ganha da Ponte Preta hj vamos quebraro tabu vai ser de 3×0 os 3 de kuki ele é o cará

    Responder

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