
Com a perspectiva de um novo padrão para o esquadrão coral se aproximando e a preguiça que bate toda sexta-feira em escrever alguma coisa, resolvi republicar este artigo escrito em 13 de junho de 2007 sobre a questão do escudo do Santa Cruz. Embora o tempo tenha passado, a discussão parece mais atual do que nunca.
Bom final de semana a todos,
Dimas Lins
Gosto de melodias e de boas composições. Pela minha idade, considero que grande parte dos mestres da Música Popular Brasileira marcou época na década de 70, pois foram da marca de sangue dos nossos mortos e da certeza de luta de nossos vivos que forjamos a melhor tradução do nosso povo. A mão que toca um violão se for preciso vai à luta e empunha flores contra os canhões.
Um período triste, mas fascinante do ponto de vista histórico. Alguns anos atrás, de enxerido, eu comecei timidamente a rabiscar algo que parecia se assemelhar a um romance sobre os anos de chumbo. Para entender o período, fiz uma pesquisa monstruosa, da juventude de Luiz Carlos Prestes à morte de Sérgio Fleury, mas nunca terminei o livro. Aliás, sequer ultrapassei um quarto do enredo. Um dia, quem sabe, ainda retomo a estória de Francisco, poeta e comunista, personagem principal de O País do Adeus, meu rabisco.
Mas eis que, como faço em diversas oportunidades, fujo do assunto. Já fiz isso tantas vezes, que me considero um fugitivo literário. Eu falava de canções e ontem estava, particularmente, em um dia musical. Pouco me importei com a frieza comercial do Dia dos Namorados. Afinal, já que era para ser frio, que fosse acompanhado de um bom vinho e da mulher amada. Talvez tenha sido até mesmo por causa do clima que eu rompi a barreira da década de setenta que, como disse, é a minha grande referência musical. Retrocedi no tempo e me vi em 1935, quando Silvio Caldas e Orestes Barbosa compuseram Chão de Estrelas. Àquela altura, já cultivava a idéia de um novo blog, Líricas, apenas para falar de música. Amenidades, mas coisa fina. Falta-me apenas coragem, pois o Torcedor Coral já toma bastante tempo.
Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Mas tricolor que se preze, associa tudo ao Santa Cruz. Até mesmo Silvio Caldas, que não é muito a minha praia. E foi cantando o restante da música que pensei no escudo coral, salpicado de estrelas.
A porta do barraco era sem trinco
E a lua furando nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
Há tempos eu pensava em escrever sobre o assunto e, mesmo estando em mãos com um rico material da revista trivela gentilmente cedido pelo Lord Léo, não havia encontrado a abordagem e a inspiração adequada.
Dos rabiscos do atacante Teófilo Carvalho, o popular Lacraia, surgiu o escudo do Santa Cruz, em 1915. De lá para cá, o escudo foi tomando formas arredondas até que, em 1999, no mandato do presidente Jonas Alvarenga, foi atrofiado por oito estrelas e a descrição “super”. Também foi adicionada a data de fundação do clube.
Poucos países padronizam a afixação de estrelas ou outros penduricalhos no escudo do clube. Entre eles, encontra-se a Itália, onde o time põe uma estrela a cada dez conquistas da Séria A. Mas, na maioria dos países, reina o caos estelar. Supernovas explodem todos os dias nos escudos, sem critério algum.
O Emelec, do Equador, possui vinte estrelas, uma para cada um dos vinte esportes em que o clube já conquistou algum título nacional, de futebol a taekwondo. O Boca Juniors, da Argentina, possui quarenta e seis dentro do próprio escudo, sendo que as 25 que se encontram acima da sigla CABJ representam as conquistas nacionais, enquanto as 21 abaixo, as internacionais. As três estrelas fora do escudo representam o tricampeonato mundial.
No Brasil, a salada astrofísica continua. As cinco estrelas do São Paulo, embora com cores diferentes, representam as três conquistas mundiais (vermelhas) e as duas medalhas de ouro olímpicas de Adhemar Ferreira da Silva, atleta do clube. O Vasco possui oito estrelas, sendo que quatro representam os títulos brasileiros e as demais, conquistas da Libertadores, do Sul-Americano de 1949 e do campeonato invicto de Terra e Mar de 1945.
As oito estrelas do Santa Cruz, e me perdoem os mais fanáticos, seguem a tradição de tantos outros clubes brasileiros e não têm representatividade no cenário nacional, menos ainda no planeta bola. As cinco estrelas abaixo do escudo representam o pentacampeonato pernambucano de 1969 a 1973, enquanto as três superiores, os supercampeonatos de 1957 (a preta), 1976 (a branca) e 1983 (a vermelha).
Por isso, proponho uma faxina interestelar no escudo do nosso clube. Vamos aproveitar a reforma no estatuto para retirar as estrelas que, de certo, representam títulos importantes, mas não têm significado fora de Pernambuco.
O escudo coral é o mais belo emblema do futebol mundial e deve ser valorizado. Já que somos humildes, posto que não temos títulos nacionais e internacionais relevantes em competições oficiais, ao menos fiquemos de cara limpa, sem afetação. Mostremos nossa grandeza na beleza de nosso escudo e na tradição de nossas cores, pois um dia chegaremos lá. Superando os obstáculos, nos encontraremos com o nosso destino, a glória. O Santa é a sua própria estrela, não há necessidade de outras.
Tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão









Huuuummm! Sei não! Vou pensar no caso. Mas… acho que você tem razão.
Quem não tem razão nenhuma, aliás, acredito que nem cérebro tem, é quem autorizou trocar o branco pelo cinza.
Com o resgate do nosso clube, com a reestruturação que se iniciou, voltaremos aos dias de glória, afinal, em Pernambuco, o único clube que alcançou o hoje denominado de G4 no campeonato brasileiro foi o Santa Cruz. E olha que já se passaram muito anos. Está chegando a hora de voltarmos a ele.
CONCORDO COM CADA PONTO E VÍRGula do texto ! SOU A FAVOU SIM DESSAS MUDANÇAS NO ESCUDO ! TODAS AQUELAS ESTRELAS POLUEM A IMAGEM DO ESCUDO TRICOLOR !
Dimas, vc está coberto de razao.
Prá mim só ficava uma estrela : AZUL !
Também acabava com essa história de fita azul.
pensemos tambem no nosso simbolo , a cobra não demostra força alguma temho na minha vida colocar tudo que faço nas mãos do senhor.se nos pensármos nisso mudariamos. saudações tricolores.
Amigos, o que faz um time forte e competitivo não são estrelas ou fita azul e sim um trabalho sério e determinada com os pés no chão e pelo que vejo os amigos ainda não entenderam nada e querem perder o tempo com bobagems….
Amo a Santa com o escudo que tem e com os titulos que tem e com o mascote que tem , pois a picada da cobra coral e a mais letal de todas e o titulo fita azul foi a CBD que deu e pronto, vamos ajudar o santa com dinheiro e trabalho pois só assim se faz um time de verdade e lembre se não for ajudar não atrapalha que vocês já ajudam muito.
Mais uma vez saudações tricolores.
Concordo em tirar as estrelas, não farão falta alguma ao belíssimo escudo do Santa.
Os títulos do Santa Cruz de penta-campeão estadual e tri-super são títulos importantes e que fazem parte da história do clube, mas não precisam estar presentes na camisa, valorizando dessa forma o nosso escudo. Também acho não ser importante nenhuma alusão ao título de fita azul que na verdade pouco valoriza o nosso Santa Cruz.
As camisas dos clubes de futebol eram mais bonitas quando não havia essa quantidade de patrocínios e propagandas em seus padrões, infelizmente não
podemos nos dar o luxo de não receber receitas não colocando em nossas camisas marcas de empresas e produtos destas.
Não concordo com a opinião de que não devemos valorizar o título de fita azul. Faz parte da história e tem que ser valorizado sim. Agora, que as camisas sem a imensidão de propagandas é muito, mas muito mesmo mais bonita, é inegável. Eu mesmo costumo procurar para comprar camisas que não exibam publicidade. O problema é que é dificil encontrar alguma oficial.
Sou mais um a concordar com o texto. Na verdade, nem faço objeção à utilização das estrelas de uma forma geral – afinal elas representam títulos importantes em nossa história – só acho que elas não devem ser utilizadas na camisa.
Se o clube quiser usar o modelo de escudo com as estrelas em documentos timbrados, fax, pintado nas paredes do estádio, do CT, enfim, como marca, tudo bem. Porém, no manto sagrado só deve haver espaço para o escudo limpo, sem estrelas.
Pessoal, li hoje no site Coralnet, justamente no site oficial do Santa, a seguinte propaganda:
Camisas do SPORT
Sportnet e Torcida Jovem do Sport Tudo EM ATÉ 10X NO CARTÃO
http://www.vivafutebol.com.br
Isso é um absurdo, ou não é?! Como é que nós podemos confiar nesse site para discutir as questões do Mais Querido? Já li, certa vez, quando dei uma espiadinha no site dos torcedores da “coisa”, um sujeito indignado porque soube que o Renato Arruda, administrador do Coralnet, estava envolvido na gestão do tal site dos torcedores da “coisa”, o que mereceu uma explicação dos administradores do tal site para o referido sujeito. Imaginem se ele vê no seu site uma propaganda de camisas do Santa ou da Inferno Coral? O sujeito morria de infarto antes de poder reclamar. ISSO É UM ABSURDO!!!
Sou a favor de um escudo limpo. E apesar das opiniões contrárias ., também não sou a favor da inclusão da estrela azul. É forçar a barra demais vejam os times que o Santa enfrentou um monte de seleções arábicas e, tudo bem , o Paris Sat German e mesmo assim foi empate, simplesmente ridículo.
Deixemos nosso belísso escudo limpo e aguardemos títulos de maior importância
É minha opinião
Com todo respeito a quem pensa o contrário, acho que valorizar demais o fita azul parece uma desculpa para a falta de títulos mais importantes. O Carlos Sampaio aí em cima foi muito feliz no seu comentário. Jogamos contra um monte de seleçoes que, caso voltassemos a enfrentar hoje, provavelmente ganhariamos de novo. Acrescentaria apenas, e se estiver errado o Perrusi me corrija, afinal ele conhece bem a história do clube francês, que há 30 anos o PSG nao era grande coisa. Para mim, valorizar demasiado o fita azul é o mesmo que valarizar a vitória do torneio do vietnan como um título mundial.
Eu sempre fiu contra essa fantasia do penta como exclusividade nossa. As barbies foram hexa (e, portanto penta) antes.
No dia em que a gente ganhar um título nacional, que se coloque uma estrela na camisa. Enquanto isso nao acontece, jogamos com o escudo limpo, que é muito mais bonito.
Não, acho que só um tal de Michel Platini jogava lá e ainda teve a seleção Romena, pré-Hagi, é verdade, mas sempre perigosa.
Insatisfeito, só uma correção: Platini nunca jogou no PSG não, antes de ir pra Juventus ele atuava no Saint-Ettiene.
E de fato o PSG ainda não era dos maiores na época do Fita Azul. O time foi fundado em 1970 e só começou a ganhar títulos na década de 80.
Mesmo assim, na época, o título foi visto como um grande feito tricolor e merece ser respeitado. Hoje o que importa são títulos nacionais, mas na época um penta estadual ou uma Fita Azul tinham uma dimensão muito maior, por isso devem ser respeitadas. Só não na camisa.
O título da nacional coisa foi conquistado contra Moto Clube, Auto Esporte e coisa que o valha. O time de maiort renome foi o Guarani de campinas. Nem por isso, essa conquista deixa de valer com marketing para os coiseiros. Pensem no marketing! Bem ou mal, é algo que nós temos e nossos adversários não têm, assim como o tri-super e diferente de um penta pernambucano.
Café, teve uma época, que ele ficou balançado entre os dois… não me lembro se era essa. A Juve de Platini e Boniek é inesquecível.
Eu acho interessante a idéia de uma grande mudança no visual, até mesmo para simbolizar a mudança da água pro vinho, o contexto beneficia isso, posteriormente voltariamos para o nosso amado padrão oficial.
Acho até que tem um aspecto psicológico positivo uma grande mudança.
Saudações Corais do arruda.
Vou deixar aqui um grande abraço aos amigos blogueiros de longas datas.
Dimas meu velho, seu blog está, como diria ….soft…rs e convidativo…!
http://superdownloads.uol.com.br/redir.cfm?softid=54957
um guia do brasileirão 2008, para a gente analisar os elencos e sugerir para Márcio Bittencourt e Capella
santacruz e o melhor time de pernnbuco so precisa de uma comiçao tecnica boa.e isso