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Canal aberto

Autor: Dimas Lins | 23 de abril de 2007 | 14:00h | Artigos | 22 comentários

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Dimas Lins

Crônica inverossímil de um tratamento de canal. 

Vou abordar aqui um tema que considero de utilidade pública: visite o seu dentista regularmente. Pode parecer que estou me desviando do motivo da existência deste blog, que é falar do Santa Cruz. Mas creia-me, mesmo parecendo, isto não é verdade. Também não estou fazendo apologia ao tratamento dentário, até porque eu sei que esta é umas das rotinas mais chatas que existem. Sei também que é uma repetição monótona, mas que considero um mal necessário. Aliás, repetição sim, monótona, não. É impossível não sentir um friozinho na barriga toda vez que vamos ao consultório de um dentista. E não é um friozinho qualquer, é um troço aterrador. Tudo bem, sou réu confesso. Tenho medo de dentista e pronto. Aquele que nunca teve, que atire a primeira cárie.
 
Quem nunca teve medo do barulho de uma broca, enquanto aguardava sua vez na sala de espera do consultório? Aquele zunido é tenebroso. Não é à toa que considero a broca um instrumento de tortura legalizado. Tive trauma desde a primeira vez em que ouvi aquele som hipnótico e, na ocasião, não me restou outra atitude senão me ajoelhar na frente do dentista e implorar para que me poupasse do sofrimento. Às favas com a dignidade! Eu confessaria qualquer crime, mesmo se não tivesse cometido.
 
Até pouco tempo, eu tinha uma teoria, vinda de dados científicos nenhum, que a broca havia sido inventada na idade média, quando a igreja, em nome de Deus, torturou gente até umas horas. Mas, segundo um estudo publicado na revista científica Nature, os pesquisadores dataram, através de exame do carbono 14, a sua existência a mais de nove mil anos. Mas eis que fujo do assunto.
 
Pausa para reflexão. A esta altura do texto, o leitor deve estar imaginando o que tem a ver o orifício na extremidade inferior do intestino grosso com as calças. Ou seja, qual a relação disso tudo com o Santa Cruz ou sua torcida? Até agora, caro leitor, fiz apenas uma introdução ao assunto que gostaria de tratar. Ainda vai demorar alguns parágrafos, mas eu chego lá.
 
Enfim. No ano passado, eu decidi usar aparelho ortodôntico. Isso mesmo. Aquela coisa esquisita cheia de braquetes, tubos, bandas, fios, ganchos, amarrilhos, entre outras coisas sinistras que nos deixam com um sorriso amarelo e metálico no rosto. Porém, uma pequena lesão, minúscula mesmo, na raiz de um dente apontou a necessidade de um tratamento de canal. Por isso, fui encaminhado ao meu dentista. Gente boa, tricolor, por sinal.
 
Faço aqui uma breve interrupção no tema para tratar de algo relevante. Acho que existem alguns critérios para se escolher um bom médico ou dentista. Cabe a nós, cautelosamente, aplicar um bom questionário para sabermos, de maneira eficaz, se o profissional escolhido tem capacidade e competência para cuidar da nossa saúde. Meu questionário tem apenas uma pergunta.
 
– O senhor é tricolor?
– Não.
– Então, até mais ver.
 
Mas retorno ao tratamento de canal. Como o dentista era um velho conhecido, tão logo entrei na câmara de tortura, ele já veio puxando conversa.
 
– E aí, quais são as novas?
– De novo, só o canal.
– Aliás, nem isso – disse ele.
– Como assim?
– Não é a primeira vez que você faz tratamento de canal neste dente.
 
Apontou para a radiografia que eu havia levado e mostrou-me uma parte branca, em forma de palito, dentro do dente.
 
– Tá vendo? Isso é a vedação do canal.
 
Tudo bem. Como disse antes, o dentista era tricolor. Por isso, mesmo em um consultório, nada mais natural entre dois tricolores do que uma conversa sobre o velho Santa. Para ser bem preciso, foi mais um monólogo, dado que eu, enquanto permanecia no recinto, mantinha a boca aberta o tempo todo. Broca na mão do dentista, começa o tratamento.
 
Zuinnnnnnnnnnm!
 
– Eita! E não vai ter nem anestesia?! – intervim, já segurando a mão do dentista.
– Precisa não. Você não tem mais sensibilidade no dente.
 
Conhecendo a minha já famosa covardia dentária, ele foi logo explicando os procedimentos. Disse que o tratamento de canal consistia na retirada da polpa do dente, que é um tecido encontrado em sua parte interna. Ela é que dá a sensibilidade. Que, uma vez retirada a polpa, não haveria possibilidade de eu sentir dor, já que eu tinha feito canal naquele mesmo dente, tempos atrás.
 
Caros leitores, para um molenga inveterado, não há explicação no mundo que lhe convença que uma broca não pode lhe infligir dor. E aí, você se contorce o quanto pode.
 
– Falar em canal, estou sentindo falta de um canal aberto entre a direção do Santa e a torcida. O que você acha?
– Mmmmf – respondi já com a broca trabalhando a todo vapor.
– Sei que os diretores têm as portas abertas para a torcida, mas imaginava algo mais profissional, entende?
– Mmmmf.
– Também acho.
 
(Como assim também acho, se eu nem disse nada inteligível?!).
 
– A gente precisa ser ouvido pelo clube, não é não?
– Groonfff – já comecei a me contorcer na cadeira.
– Além do mais, tem muita gente querendo ajudar o clube de alguma forma. Seria um canal institucional. Como é mesmo o nome disso?
– Brmmfff.
 
Foi aí que numa reação motivada por uma sensação psicológica de quase dor (só Freud ou Perrusi explicam) e, por isso mesmo, isenta de qualquer responsabilidade, acabei derrubando a bandeja de instrumentos do dentista. O tratamento teve que ser interrompido até que os instrumentos fossem esterilizados novamente.
 
Mesmo sendo obrigado a ficar vinte minutos a mais naquela tensão, acabei me acalmando. Fiquei lá, boquiaberto, pensando no canal. Não no meu, mas no do Santa Cruz.
 
Terminado o tratamento, me despedi e saí imaginando porque a ouvidoria coral ainda não havia sido implantada. Talvez, a falta de recursos tenha paralisado mais esse projeto. Não sei. Mesmo assim, é necessário colocá-la na ordem do dia o quanto antes, pois, precisamos perseguir a profissionalização do Santa Cruz em todas as áreas.
 
Pensando bem, talvez valesse a penas convocar meu dentista para fazer um tratamento de canal no clube. Quem sabe assim, canal aberto, nós veremos brevemente a ouvidoria funcionando no Santa Cruz e reduzindo, cada vez mais, a distância entre o corpo diretivo e a torcida.
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22 comentários

  1. Leonardo Jr.
    23/04/2007 | 14:28h
    1

    Dimas,

    Uma pena que a minha “sessão canal” não tenha sido tão divertida… mas parabéns, pois você descreveu a “broca” com uma felicidade ímpar!!

    E vamos questionar com relação a Ouvidoria. Sem dúvida é uma ótima ferramenta!

    Responder
  2. Artur
    23/04/2007 | 14:56h
    2

    Hehe… grande crônica. Se existia uma forma original de se cobrar uma ouvidoria, essa forma foi inventada agora. Assim, cadê a ouvidoria? Já temos dois canais, o de Dimas e o do Arruda, falta o terceiro e fundamental, o canal com a torcida.

    Bem, acho que o texto de Dimas extrapola o assunto futebol. Chegam a ser metafísicas as questões colocadas. Dimas problematiza aquele barulho insuportável da broca. Pergunto-me: por que aquele barulho se mantém? Mil sofisticações tecnológicas, aumentos de preço exorbitantes, mas o barulho continua lá firme e forte. Por que não, ao invés do zuinnn, a Quinta de Beethoven, gerando até uma expectativa com aquele tam-tam-tam-tam?

    Freud explica tudo e já respondeu a essa questão, antes mesmo que se inventasse a broca: todo dentista é perverso, e aquele barulho tem duas funções: reproduz a perversidade do dentista, vendo-nos sofrendo, e, ao mesmo tempo, protege-nos, já que sem o barulho o dentista quebraria nossos dentes.

    Responder
  3. Torcedor Coral
    23/04/2007 | 15:43h
    3

    Artur,

    Quando eu falei que só Freud ou você explicam tudo, não estava mentindo. Está aí, em seu comentário a prova!

    Aliás, gostei da relação da broca com a quinta de Beethoven. Seria uma revolução no mundo da ortodontia.

    Saudações tricolores,

    Dimas Lins

    Responder
  4. Marco - de Natal/RN
    23/04/2007 | 17:49h
    4

    Ótimo texto Dimas!
    Já falei a você da ALSC não foi? Ela seria um dos “canais” de comunicação com a direção. Imediatamente antes das eleições havia uma extrema boa vontade da direção, inclusive tivemos algumas reuniões com eles, mostrando nossa disposição em ajudar. Eles, em princípio, se mostraram bastante receptivos. Mas, após as eleições, o negócio escasseou…

    Considero fundamental que a Torcida tenha alguma voz junto à direção. Não que eles tenham que fazer tudo o que vem das arquibancadas (e se vier das sociais piorou, por que a concentração de corneteiros por metro quadrado por ali beira o absurdo), mas pelo menos que haja algum contato certo entre as partes.

    Responder
  5. ducaldo
    23/04/2007 | 19:16h
    5

    Texto muito bem sacado, embora não me traga recordações muito agradáveis.

    Acho ótima a idéia de uma ouvidoria, mas para que ela exista é necessário que os “falantes” se aproximem do clube.

    Abrir o bocão em resenha de rádio, nas coberturas após os jogos, na arquibancada ou internet não é condição suficiente para levar à criação desse canal entre diretoria e torcida. Fica tudo muito difuso, ou confuso mesmo.

    Além disso, por se tratar de uma função bem específica carece de alguém com um perfil apropriado para ocupá-la e ter bem definido o seu modo de funcionamento.

    Sou totalmente a favor de que ela seja criada, mas para isso, acho eu, o torcedor precisa deixar de ser virtual e comparecer mais ao seu clube, ou teremos um diálogo de surdos.

    Nós já temos um quase-ouvidor na pessoa do nosso diretor social. Ele sentou em todas as mesas e conversou com todos os presentes ao happy hour na última sexta. Essas reuniões podem ser o ponto de partida para a criação da ouvidoria e outras coisas do nosso interesse, então vamos comparecer. Lugar de torcedor é dentro do clube.

    O telão para assistir aos jogos na sede e o próprio Happy hour das sextas, por exemplo, são idéias levadas por torcedores e encampadas por Lulinha.

    Responder
  6. milton pereira
    23/04/2007 | 21:34h
    6

    Estou bastante preocupado com essa estória de interdiçõ do Arruda! Por que a interdição só do Estádio do Santa A alegação de insegurança, higiene, acomodações confortáveis, etc, alegadas por esse procurador (será que é burronegro? ) só se estende ao nosso Estádio, quando muitos outros estão até em piores condições e com pos mesmos problemas! Querem acabar com o SDanta, tirando-lhe as rendas! Como o Santa pagaria aos jogadores sem a renda dos jogos e em que Estádio jogaria, sem o comparecimento em massa dos seus torcedores, amargando enormes prejuizos ? Estão querendo inviabilizar o Santa no Campeonato ! È assim, fora de campo, que nossos adversários querem sempre ganhar os jogos, principalmente os torcedores da Coisa ! Vá para o inferno, procurador burronegro !

    Responder
  7. milton pereira
    23/04/2007 | 21:40h
    7

    Por que a interdição sómente do Estádio do Santa, se em outros Estádios da Capital houve até tragédias, com morte e até acidente com que de estruturas de estádio, como aquele no campo da Coisa, com vítima ? Ou nos Aflitos, no jogo contra o Grêmio, onde a polícia teve que intervir. POR QUE O MP SÓ VÊ COISAS ERRADAS NO SANTA ? SERÁ COINCIDENCIA ? OU FANATISMO COVARDE, SERVINDO-SE DE AUTORIDADE PARA TIRAR A MÁSCARA DA JUSTIÇA ?

    Responder
  8. ducaldo
    23/04/2007 | 22:46h
    8

    Estranhamente a falta de condições e a hipótese de interdição só apareceram após a vitória sobre a “coisa”, na última partida do campeonato.

    Coincidentemente, reeditam essa ação no momento em que se vislumbra a possibilidade de investimentos e melhorias no estádio para que possa sediar o jogo da seleção, desesperadamente reivindicado pela leoa do mangue.

    Não tão estranhamente assim, o estado em que se encontram as demais praças esportivas de Pernambuco é solenemente ignorado, levando à conclusão lógica que trata-se de um ato orquestrado nos bastidores contra o nosso clube.

    Não vou dizer que o Arrudão não tenha muitos problemas, mas nisso aí está, no mínimo, em pé de igualdade com os demais estádios. Quando o MP vai pedir a interdição deles?

    É impressionante a quantidade de FDPs dispostos a nos prejudicar.

    Responder
  9. Marco - de Natal/RN
    24/04/2007 | 0:44h
    9

    Concordo aí com o ducaldo. Tô curioso pra conhecer esse cara pessoalmente… :-)

    Rapaz, o que falta é mais AÇÃO! A turma tem que chegar junto. Eu tava indo aí duas vezes por mês, falei com o Fred Arruda algumas vezes e tudo o mais. Tem o lance da ALSC também, que é um movimento interessante…

    O negócio é arregaçar as mangas. E diretoria, olho aberto! Tem muita gente querendo ajudar…

    Responder
  10. Leonardo Jr.
    24/04/2007 | 9:11h
    10

    E esse promotorzinho, hein!??

    Ele e a imprensa Pernambucana se completam de uma forma… Ele querendo aparecer, e os babacas da Imprensa querendo dar notícias contra o Santa. Perfeito, não!?

    CONTRA TUDO E CONTRA TODOS!!!
    SANTA CRUZ SEMPRE!!!!!!!!

    Responder
  11. insatisfeito
    24/04/2007 | 9:37h
    11

    Eu penso que era hora de meter uma carta aberta à imprensa. Não é possível ficarmos calados ante as notícias negativas que vemos em relação ao Santa Cruz. Sabemos que o maior devedor de Recife é o Sport. Sabemos que, nem Ilha do Retiro, nem Aflitos reúnem condições mínimas para um jogo da seleção. Não podemos tolerar vilania contra nosso clube! Atenção assessoria de imprensa, vamos preparar uma reação contra essa campanha negativante! A revolução continua!

    Responder
  12. ducaldo
    24/04/2007 | 9:38h
    12

    Na verdade, desde 2004 o clube foi advertido, após inspeção dos órgãos (in)competentes e assumiu o compromisso de fazer as obras necessárias para o pleno funcionamento do Arrudão.

    Mas, na mesma época, a ilha da leoa e “la bonequera” também tiveram apontados seus problemas. Ninguém sabe se os problemas foram resolvidos e não consta nenhuma cobrança a esse respeito.

    Segundo o basbaque responsável, o estopim para a ação do MP foi a briga das torcidas durante o descabaçamento da leoa. Quer dizer que se não houvesse briga ou talvez se a leoa estivesse invicta, não haveria ação?

    A torcida da coisa apanhou da fanautico por causa da arquitetura e número limitado de acessos de “la bonequera, que obrigou as leoas a passarem no meio da gang adversária. O MP nada fez; já a FPF disse que tinha “culpa todo mundo” e puniu a todos, por falta de coragem ou interesse em punir diretamente os envolvidos.

    Desde janeiro o estádio vem sendo utilizado, mas só depois dos acontecimentos do dia 11 de abril ele perdeu as condições de funcionamento?

    Segundo o representante do departamento jurídico do nosso clube, a atual diretoria vem fazendo o que pode para cumprir o compromisso assumido pelas gestões anteriores, e as ações estão sendo acompanhadas pelo próprio MP. A comprovação das providências tomadas pela nova diretoria serão encaminhadas ao Juiz que julgará a ação assim que o Clube for notificado oficialmente.

    Primeiro joga-se a ação na imprensa, somente depois disso a parte acionada recebe a intimação oficial. Mais uma “coisa” estranha na atuação do MP.

    Responder
  13. insatisfeito
    24/04/2007 | 9:40h
    13

    As intimações foram de 2005 e 2006, quem estava no poder na época?

    Responder
  14. Leonardo Jr.
    24/04/2007 | 9:47h
    14

    O mesmo que estava ontem no programa “Fórum Esportivo” da JCoisa. Logo agora? Será coincidência? Levar um cara da oposição num momento delicado do clube ajuda de que forma? Dou outros clubes foram convidados caras da Situação.

    Depois o mesmo cidadão que “comanda” esse programa, vai em seu horário de comentário às 13h(comentários fraquíssimos por sinal) criticar Fred Carvalho porque falou da Imprensa de Pernambuco.

    Faça-me o favor…

    Responder
  15. ducaldo
    24/04/2007 | 9:49h
    15

    Uma das alegações que mais me chamou à atenção foi a do número reduzido de portões de acesso ao estádio.

    Lá bonequera só tem dois. O chiqueiro do mangue tem menos portões do que o nosso estádio. Será que o demente representante do MP já foi a algum deles ou se deu ao trabalho de consultar os relatórios dos órgãos (in)competentes?

    Responder
  16. ducaldo
    24/04/2007 | 10:17h
    16

    Dar voz a quem colocou o clube nessa situação já diz tudo. Em 2006 o sr. Jatobá, entre um gunhido e outro, soltou que não temia o MP, e inclusive aparecia por lá com frequência. Não seria o Sr. Maviael Souza chegado a essa figura?

    Justamente quando as coisas parecem melhorar no nosso clube, começam a pipocar diversos problemas, alguns reais e outros acrescentados pela nossa imprensa. E quem é chamado para falar a respeito deles é o principal responsável pelo surgimento dos mesmos.

    Parece que a crônica esportiva esqueceu rapidamente o modo como era tratada durante a administração de Romerito. Deve ser efeito do jabá, que ele pagava entre uma braçada e outra.

    Responder
  17. Artur
    24/04/2007 | 11:40h
    17

    Insatisfeito tem razão. Está na hora de ir pro pau! Edinho, vamos fazer política! Uma carta aberta aos tricolores sobre esses fatos e outros parecidos seria muito bem-vinda. Uma carta que questione politicamente, pode ter um estilo elegante, mas que seja contundente, a lisura dos questionamentos e dos processos que vêm sofrendo o clube. Ao mesmo tempo, nos bastidores, com o fato político da carta, a ampliação da “crise”, a chiadeira geral da comunidade tricolor, tenta-se acordos. Estamos mantendo uma conduta civilizada, o que é bom, mas os adversários estão mandado às favas a civilidade. Assim, vamos retrucar utilizando os mesmos instrumentos. Essas estórias estão muito estranhas.

    O promotor chega a propor, de fato, o fim do Santinha: multa de 60 mil reais por dia! É um irresponsável! E doido, pois não sabe do vespeiro no qual está se metendo.

    Qualquer criancinha de cincos anos, menos o promotor, sabe das condições da Ilha e dos Aflitos. Aliás, é muito mais desconfortável assistir aos jogos lá do que no Arruda. Se é pra ser rigoroso, interdite-se todos os estádios de PE.

    Responder
  18. mauricio
    24/04/2007 | 11:55h
    18

    Ducaldo, quer dizer que a briga entre as torcidas da barbie e da leoa, o MP não fez nada e bode rouco disse que os dois tinham culpa?

    E por que no conflito entre as torcidas de Santa e coisa só o Santa é quem vai ser punido? Que eu saiba a torcida do mangue deteriorou o patrimônio tricolor também, basta ver as cadeiras que eles quebraram no Arruda. E as pedras não vieram só da tocida do Santa não.

    Esse Promotorzinho tem que ficar sabendo disso, a imprensa que cobriu a partida, tem que divulgar a verdade e não deixar que esse MPPE puna só um lado. Estão querendo apenas detonar o lado do Santa Cruz.

    Responder
  19. ducaldo
    24/04/2007 | 13:35h
    19

    maurício,

    Na verdade o Presidente da FPF simplesmente proibiu a venda de ingressos na sede dos clubes,e com isso prejudicou o Santa Cruz que já tinha comprado máquinas e armado um esquema para melhor atender os sócios e demais torcedores.

    Nós não que não fizemos e recebemos a mesma punição da coisa e barbie.

    Interdição ou perda de mando de campo? Nem pensar. Se os incidentes tivessem acontecidos na nossa sede e no nosso estádio provavelmente seria determinada a demolição dos dois.

    Responder
  20. ducaldo
    24/04/2007 | 14:09h
    20

    O caráter oportunista e suspeito dessa ação está mais do que evidente. Eu acho que isso estava pronto para ser usado no momento mais conveniente.

    O expediente não foi usado antes por que a empáfia burronegra lhes dava a certeza de que nos infligiriam uma derrota humilhante em nosso próprio estádio. Se a gente tivesse feito uma campanha melhor e ganhado um dos turnos, representando uma ameaça ao titulo da leoa, essa criatura das trevas teria desencavado a ação bem antes.

    Como foi comentado acima, em 2005 e 2006 os três estádios foram inspecionados e ameaçados de interdição. Agora, apenas o nosso é objeto da atuação do MP. Será que homerda lacero botou um cavalo em cima do promotor, como fez com o Cantalice?

    Os burronegros são os maiores interessados nessa história, secundados pela máfia que foi expulsa do Arruda. Essa gente tem muitos “amigos influentes” que podem estar agindo nos bastidores.
    Lembram da sentença engraçadinha do Dr. Lourival quando julgou a medida cautelar intentada pela oposição para anular a eleição de Romerito?

    Quem sabe se o Senador J. Vasconcelos, o fantasma do metrô do filme Ghost, também não está dando uma mãozinha nessa história toda?

    Responder
  21. Carlos da Ciência
    24/04/2007 | 15:57h
    21

    ouvi dizer. alguém falou. disseram por aí. e tantas outras coisas são o que a la prensa faz. sem critério, sem condições, sem prisões, sem opiniões.
    ouvir seria escutar, ter interesse em saber. canal por canal de repente não seria o melhor, entretanto, poderia se instalar algo como fosse o bem maior, onde pudesse concentrar as angústias, idéias, anciedades, reclamações, aplausos da grande torcida. é extremamente necessário todas as opiniões, divergentes ou não.

    Responder
  22. Marco - de Natal/RN
    24/04/2007 | 18:52h
    22

    Sabe o que vai acontecer? Nada. Nenhuma reação da direção do Santa Cruz, nenhuma mobilização dos Tricolores de posses e de poder. Nada, nada x nada. Infelizmente no Santa Cruz é assim.

    Vejam só esse bandido, escroque e safado desse rouberito jarrobá. Depois da patifaria e espoliação a que esse fdp submeteu o Santa Cruz, ainda tem coragem de apontar erros dos outros. SAFADO!

    Isso é uma vergonha. Parece que de uns tempos pra cá virou moda as pessoas no Santa Cruz baixarem a cabeça pra qualquer fdp. É soda!

    Responder

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