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Por Leonardo Jr.
A situação atual ainda é deveras preocupante. Reagimos, vencemos dois jogos, perdemos o último, e ainda estamos na zona de rebaixamento. Não temos jogadores capazes de fazer a diferença, não temos preparo físico e um entregador de camisas comanda a equipe, embora tenhamos melhorado nas 2 penúltimas partidas. O Cenário é de filme de terror de oitava categoria. O que vai acontecer? Mais uma vez, infelizmente, vamos acabar partindo (por falta de planejamento) para soluções desesperadoras (se é que já não estamos atuando dessa forma).
Além de não sabermos se dará ou não algum resultado, esse tipo de ação vai comprometer mais uma vez o futuro do clube. Ao terminar o ano (independente de em qual série nos encontremos), mais uma vez não teremos elenco, estrutura, treinador… Alguém aí consegue enxergar quantos desses jogadores poderiam permanecer para o próximo ano? Alguém confiaria a missão de reconstruir o elenco ao entregador de camisas que hoje está no clube?
Alguém deve estar imaginando: "O Léo enlouqueceu de vez. Enquanto a gente está tentando escapar da série C, ele já está pensando no próximo ano! Temos que nos preocupar com o momento atual, resolver nossa situação para depois pensar no futuro". Acredito que nos encontramos nessa situação em grande parte por esse tipo de pensamento. No Santa Cruz Futebol clube sempre se pensa no passado e no Presente. Nunca no Futuro. Suspiramos pelo passado, lamentamos o presente e esquecemos o futuro… Mais um ano vem e começaremos novamente do zero. Sujeitos a todos os erros que conhecemos bem quando se recorre a esse tipo de trabalho.
Perdemos a coragem e a capacidade de arriscar. O Santa Cruz já revelou dezenas de treinadores e jogadores para o Brasil. Hoje, não queremos correr riscos. Mas não é muito mais arriscado montar um time a cada ano, contratar profissionais mercenários que só pensam em dinheiro e trazem junto consigo a sua panela de jogadores? Não teria sido mais honesto ouvir da boca do nosso presidente, que ao invés de brigar por títulos, o nosso clube passaria por um processo completo de reformulação, que o objetivo seria organizar o clube a longo prazo e que a torcida não esperasse resultados imediatos, ao invés de um discurso populista de que “ELE” sempre entra para vencer? Não precisamos de frases de efeito, e sim de ATITUDES de efeito.
Não estou dizendo que atitudes imediatas não podem e devem ser tomadas. Elas têm que acontecer para sairmos do marasmo em que nos encontramos. Mas elas não podem perder o vínculo com o futuro. Porque as pessoas passam, mas o clube TEM que continuar. Não podemos nos contentar com apenas 2 vitórias. Não somos clube pra isso. Ou não podemos continuar sendo…










Perfeito Léo. É isso mesmo. Esse ano, se brincar, já tivemos uns 50 jogadores e desses no máximo 3 ou 4 podem ficar para o ano. É recomeçar novamente do Zero.
Meu caro Leonardo Jr. você acertou na mosca. Concordo plenamente com sua explanação. Não tenho nada a acrescentar. Só dizer que, daqui de longe, observo que existe uma esperança. E ela está nas boas cabeças pensantes como a sua, Dani_tricolor, o Dimas, Fabiano Pinheiro, Inácio, Gerrá e tantos outros e outras que formam um elite intelectual do clube do povo. Temos que romper com o passado, e com o que não presta no presente. Que façamos a revolução, mas que não seja a “Revolução dos Bichos” de George
Orwel.
Ah, se Zero fosse um puta de um gerente de futebol ou de um treinador ou de um craque do meio-campo. Sonho com um Zero assim.
A terceirização do Futebol para MF é que é o problema. Mas agora a decisão já foi tomada e nos resta apoiar, pois mudanças nessa altura do campeonato ficam mais arriscadas. Sem deixar, claro, de enxergar e pensar a solução desse grande problema: não temos Diretoria de Futebol. Qual a solução? Contratar um “Joel Zanata” ou criar uma Comissão de Tricolores de boa vontade e de muita capacidade no ramo para fazer uma triagem dos possíveis contratados para não engolir jogadores empurrados por empresários? (é só isso que tem no futebol, e é isso que acontece hoje no Santa).
PS: dizem que o Paraná Clube tem uma Comissão de experts que avaliam e avalizam as contratações. Não é o treinador dizer “quero fulano”, que fulano vem não. Tem que passar pelo crivo da Comissão. Ou seja, lá existe uma Diretoria de Futebol. Resultado: times bons e baratos. Capaz de a folha deles ser menor do que a nossa.
Léo,
Você é craque mesmo: pés no chão e olhos no futuro! E a gente tem sorte de ler artigos lúcidos como esse. Por suas considerações, já passaram um sem número de sugestões, todas factíveis.
Meu reino por uma revolução gerencial!
Saudações corais,
Dimas Lins
O comentário do Leonardo Jr. retrata de maneira fiel como se tem trabalhado no Santa Cruz nos últimos tempos. A realidade é mesmo muito sombria. O elenco é formado por um bando de jogadores sem nenhum compromisso com o clube (salvo exceções), que, detalhe. lhes paga os salários. Jogadores como Nildo, Marcelo Ramos e Kuki, tidos como diferenciados, já não têm força (é, a idade pesa!) e mesmo motivação para soerguer o nosso time. E Russo? Será que entrou em campo alguma vez desde que foi contratado??
AÇÃO IMEDIATA: Lotar o arruda no sábado.
A esperança ainda está em nossa casa. Se já não podemos mais sonhar, vamos, pelo menos, ajudar nosso querido time a sair dessa situação e assim recuperarmos nossos sonhos.
Belo texte Léo.
Concordo com essa visão de futuro. Inclusive briguei muito pra formar um grupo pra conversar com Edinho e insisti pra o discutirmos, também, o ano que vem. Mas o peesoal tava louco depois daquele 6×0. Aí o Santa venceu duas e o povo deixou pra lá.
Só não concordo com começar do zero. Esse tipo de mudança não funciona. Vejo o exemplo da seleção de volei, onde a renovação se sá gradativamente, diferente do futebol, onde o Brasil muda bruscamente.
Vila; Carlinhos, Hugo, Adriano e Piauí, Didão e Amaral Coveiro, Paraíba e Nildo, Ramos e Kuki. Banco: Marco Antonio, Creedence, Amaral dos pobres, Jonhson. Ainda tem pra conhecer: Aldo e Oliveira. Deses aí, não dispensaria ninguém, mas traria titulares pra lateral direita, zaga(pro lugar de Adriano), meia avançado(pro lugar de Nildo). Dependendo do rendimento, colocaria Jonhson no lugar de Kuki.
Se jonhson não vingar contrataria outro atacante pra ser titular.
Dependendo dos valores de salários e do rendimento no resto da série B, dispensaria Kuki e Nildo.
Contrataria Ricardo Rocha, pra profissionalizar o futebol, e Birigui pra dirigir o time.
P.S. Confirmado! O treino de hoje será no arruda.
Me esqueci de Gotardi, que fica. Seriam 14 jogadores mantidos, mais 4 a avaliar. Na minha humilde opinião.
Isso se a gente se mantiver na série B. Se for pra A, a gente muda um pouquinho mais.
Mais uma vez um comentário bem colocado. Sem olhar para o futuro, sempre ficará muito mais dificil. No final do ano passado Fito Neves iniciou um trabalho que se tivesse continuado, certamente agora estariamos colhendo bons frutos. A preocupação da mudança (naquele momento só se observou o presente), levou a apagar tudo que estava sendo feito de positivo.
Aproveito para dar uma sugestão aos nossos dirigentes: que tal uma visita de alguns dias ao Goiás? Que tal uma boa conversa com o presidente daquele clube? É que costumamos sempre olhar prá São Paulo, Paraná ou Rio Grande do Sul. O Goiás hoje chegou ao ponto de ter uma divisão de base auto-sustentável. Dentro da estrutura futebolistica brasileira, acho que já podemos ver aquele clube com um modelo.
Fabiano,
Permita-me elegantemente discordar do seu abalizado comentário. Na sua relação tem 5 jogadores que ano que vem terão 36 ou 37 anos. E não são jogadores baratos. Será que dá pra apostar neles ano que vem? Vale a pena o custo x benefício? Pagar um salário alto a Nildo e a Adriano para não serem titulares(como você mesmo colocou)?
Dos jogadores citados por você só Hugo possuí vínculo com o clube(ninguém sabe por quanto tempo…). Qual a perspectiva de arrecadarmos algum dinheiro com Kuki, Marcelo Ramos ou Amaral(coveiro)? Não que eu ache que a lucratividade seja uma condição vital para a contratação de um jogador, mas em tempos de crise, não podemos nos dar o luxo de perdermos essa perspectiva!
E com esse entregador de camisas então…
Proponho aqueles que compram ingressos ao cambista ao prêço de 1 ou 2 reais, para NÃO COMPRAR. Colabore com seu clube, adquirindo ingresso na bilheteria do estádio ao prêço de 6 reais. Assim você está colaborando diretamente com seu clube. O ingresso de todos com a nota já está ganho. Ao invés de 2 reais dê mais 4 e pague 6 reais. Os 25 mil ingressos já foram trocados, agora vamos comprar os 10 mil na bilheteria ao prêço de 6 reais. Vamos massificar isso nas rádios para o povão ! . INGRESSO DE CAMBISTA NÃO VAI PARA O CLUBE !
Leonardo, quanto a esse entregador de camisas a nossa concordãncia é clara. Quanto ao resto, mesmo tirando os 5 que você cita ainda ficariam 13 (pura matemática) o que é muito mais que os 4 que você colocou no seu texto.
Mas eu adimro tanto a sua ilustre figura, que me permito questionar a mim mesmo.
Um abraço!
Rapaz,
Na minha humilde opinião creio que, dos jogadores que ja estreiaram (os que jogaram mais de 3 a 4 jogos…), eu ressaltaria Hugo, Carlinhos Paraiba, Didão (não sei pq mais esse desgraçado me agradou), piaui e villa ou gottardi. Sobre Kuki, marcelo ramos, adriano, e outros coroas no maximo poderiamos ficar com dois como forma de dar mais experiencia ao grupo. Temos tambem que aguardar jogadores como o Creedence, Jonhson e Oliveira mostrar para que vieram.
Léo,
Ótimo texto!!!
Resume tudo que tenho “engasgado” na garganta…
RFalcão