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A miséria do resultado

Autor: Artur Perrusi | 2 de julho de 2007 | 11:00h | Artigos | 17 comentários

futebol-forca.gif

Artur Perrusi

Quando converso sobre futebol com meus alunos, normalmente sou acusado de antigo e nostálgico. Antigo, não sou, embora só tenha jovens no “Tricolor Coral”. Afinal, considero-me Jovem Guarda, morou?! Nostálgico? Talvez… Porque tenho uma saudade desgraçada de um futebol brasileiro decente e bonito? Sim, seria este o motivo da minha nostalgia. Curiosa situação: meus alunos criticam-me porque não vejo o futebol brasileiro como ele é e sim como deveria ser, sendo assim um mísero idealista, sintonizado com a fantasia e não com a realidade; afora, é claro, a minha ingenuidade em pensar que o futebol arte, atualmente, tenha alguma serventia.

Olhando meus alunos, essa geração sub-25, cuja mentalidade vai dominar os espíritos no futuro, posso deduzir que eles têm razão — o futuro sempre terá razão — e eu estou completamente errado. Finalmente, entendi que o futebol de resultados venceu, pelo menos nos espíritos mais jovens. Vitória da subjetividade juvenil contra a minha obstinada nostalgia. Subjetividade objetiva, já que consenso da maioria dos pequerruchos. Enfim, caiu a ficha e peguei-a no chão — ficha feia e com a esfinge de Dunga.

Faço, portanto, autocrítica. E, apesar da expiação crítica, ainda estou desorientado com o fato de a defesa do futebol arte ter-se transformado numa utopia. Mas quero reconciliar-me com o real. Quero entender. No fundo, subestimei o clima da época, pensando que as mentalidades continuavam as mesmas. Que nada! O pessoal quer mesmo é resultado; arte é frescura! Beleza, só beleza do feio!

O antigo círculo…

Como tudo isso aconteceu? Por que o estilo brasileiro de jogar futebol está sendo revisado e mesmo substituído?

Faço aqui algumas hipóteses.

A discussão sobre arte e resultado no futebol é antiga, mas, antigamente, não havia uma dicotomia quase absoluta entre os dois pólos. A discussão era mais nuançada, em que um dos lados era apenas enfatizado, isto é, ninguém negava a importância da arte ou do resultado, simplesmente alguns defendiam a prioridade de um em relação ao outro. A arte e o resultado, no futebol, eram pontos de um mesmo círculo: podia-se começar pelo resultado e terminar na arte ou o contrário: encetava-se pela arte e se chegava ao resultado. Assim, fomos tricampeões mundiais jogando um futebol eficiente, com resultados evidentes, e, ao mesmo tempo, belíssimo e baseado no espetáculo — do drible ao gol, arte e resultado eram duas faces da mesma moeda.

Hoje, parece que o futebol tem que escolher entre a arte e o resultado. Ou um ou outro, mas nunca os dois ao mesmo tempo! Em suma: arte e resultado são dois pólos praticamente irreconciliáveis. Os sinais são evidentes: o drible, por exemplo, passou a ser menosprezado e acusado de ser uma decoração kitsch, passível de punição pelos técnicos, os "osamas" do futebol brasileiro. Parece que ocorreu alguma transformação no futebol que estancou o antigo circuito entre a arte e o resultado, transformando-o numa dicotomia e separando a beleza e a eficiência em dois pólos de difícil reconciliação. Da bola ao quadrado, eis nossa evolução.

A preparação física da retranca…

Repito, novamente, a pergunta: como isso aconteceu? Como a mentalidade ou melhor, como o gosto por um futebol bonito foi diminuindo de importância?

Pessoalmente, sou da opinião de que o futebol, do ponto de vista do jogo, mudou muito pouco. O que mudou, realmente, foi a preparação física dos jogadores, antes simples mortais da bola, agora, super-atletas. Não existiria, nesse sentido, um futebol científico — o futebol continua simples e seu poder de mobilização deve muito à sua simplicidade. O que existe mesmo é uma preparação científica do jogador, principalmente no que se refere ao controle atlético do corpo.

Qual foi a conseqüência da "atletização" dos jogadores no futebol? O jogo tornou-se mais rápido. O espaço relativo do campo diminuiu. Os jogadores, mais velozes, mais fortes e incansáveis, ocupam quase todos os espaços. A geografia do campo tornou-se relativamente menor e mais difícil de se encontrar brechas de criação. Embora a velocidade e a ocupação dos espaços permitam um potencial de criação de jogadas, seria muito mais fácil ocupar os espaços no intuito de destruir as jogadas do que de criá-las! A ocupação dos espaços estaria menos a serviço da criação do que da destruição. Por isso, talvez, os jogadores criativos, atualmente, sejam raros, pois a diminuição do espaço relativo de jogo dificulta a criação — o meia-armador virou um mico dourado em extinção. E a criação é a mãe da arte. Sim, talvez por causa disso, o drible virou um mandacaru num sertão de "pegadas"; logo, o drible, este movimento de corpo criador, por excelência, de espaços…

A preparação científica do corpo do jogador seria a "base objetiva" para a diminuição relativa dos espaços no campo de futebol, afetando a criação, mas não explicaria, por exemplo, a necessidade da retranca. Certo, a ocupação dos espaços facilita a "pegada" e diminui a livre expressão da criatividade do jogador, mas priorizar a marcação em detrimento da criação não é ditada por uma necessidade intrínseca ao futebol moderno, e sim uma escolha. Sim, uma escolha, livremente adotada por técnicos e jogadores.

Ora, a ocupação dos espaços já teve um nome revolucionário: futebol total. Quando Rinus Michels inventou o carrossel holandês, qual foi o seu pensamento? Jogar ocupando todos os espaços em prol da criação e do objetivo supremo do futebol: o gol! Ali, arte e resultado fundiram-se completamente. A "pegada" era apenas um momento subalterno da criação de jogo, e não um martelar constante da "contenção" de jogadas, separado da criatividade. Marcar era um momento da armação que era a base do ataque. O gol não era um mero detalhe do futebol, e sim sua razão de ser.

Foram os italianos, os sempiternos retranqueiros do futebol mundial, que deram o primeiro passo da deformação do futebol total, transformando-o, a partir da copa de 82, na "pegada total". Tal transformação não foi determinada pela necessidade. Foi uma questão de mentalidade, de vontade, de estilo. A retranca sempre fez parte constituinte da mentalidade do futebol italiano, e a utilização do futebol total, para aperfeiçoar mais ainda a retranca, foi uma conseqüência lógica. Mas, se a "pegada" tem uma afinidade eletiva com o futebol italiano, o que dizer de um futebol que já foi comparado com a personificação da beleza? O que aconteceu com o nosso futebol para que a pegada virasse nossa "ideologia dominante”?

O poder do técnico…

Um amigo meu, sub-40, culpa a mentalidade de nossos técnicos pela descaracterização do futebol brasileiro. Mentalidade esta imposta pelos técnicos aos jogadores, desde a sua formação, lá no infanto-juvenil, até o mundo profissional. Acho interessante tal hipótese e até mesmo a ampliaria: o problema envolve os técnicos, sim, mas também jogadores, torcedores e dirigentes.

Ora, por que a maioria absoluta de nossos técnicos são apologistas do futebol de resultado?

O poder profissional dos técnicos de futebol vem aumentando desde o final da década de 70. Hoje, o técnico é tão ou mais importante do que o jogador. Os técnicos são agora "profissionais", detentores de um saber que, por azar da profissão, não tem nada de esotérico e que todo brasileiro já nasce sabendo: o saber sobre o futebol. O clichê já fulmina os mais novos "professores" da paróquia: todo brasileiro é potencialmente um técnico de futebol!

O técnico de futebol deseja ser reconhecido como um "especialista". Seu sonho é ter o poder de um médico ou de um advogado que podem dizer: aqui, quem entende do babado sou eu! Tal necessidade de reconhecimento explica um pouco o discurso empolado dos atuais "professores"; a necessidade de um discurso complicado o suficiente para que ninguém entenda, principalmente o jogador.

Os novos "especialistas" do futebol pensam que sabem e se iludem sabendo. Contra essa usurpação do conhecimento sobre o futebol, a vingança popular é cruel: não há maior humilhação para os novos sacerdotes do futebol do que serem chamados pela massa de… burros! Ao chamarem os técnicos de burros, os torcedores reivindicam para si, através do insulto e da gozação, o conhecimento monopolizado pelos técnicos. Confesso que tenho um prazer imenso em chamá-los de burros — seria minha pequena vingança contra os "especialistas".

O poder do técnico é o poder de monopolizar o conhecimento sobre o futebol, e sua principal vítima é o jogador de futebol. Atualmente, é raro um jogador que fale com desenvoltura sobre sua profissão, pois quem detém o discurso sobre o mesmo é o técnico. O jogador parece mais um robô enquadrado na numerologia mística  (4-4-2, 3-5-2 e quejandos) dos novos "doutores", seja na mentalidade, seja no campo.

Mas o monopólio do saber não explica completamente a mentalidade do futebol de resultado. Os técnicos poderiam utilizar as potencialidades do futebol moderno a favor do ataque e dos gols, independentemente da burrice ou da especialização. O problema é que o resultado é fundamental para a profissão do técnico. Os "professores" nutrem-se de resultados. Não há profissão mais flexível no mundo moderno e com mais mobilidade. Os técnicos são obsessivos pelo resultado, porque precisam manter seus cargos. Dadas as circunstâncias, futebol de resultados e manutenção do cargo possuem uma afinidade eletiva. O técnico, assim, procura os dois.

Se perde, babau o emprego. A busca do resultado não resulta na busca da vitória, e sim na busca da pontuação. Se pontua, mantém o emprego. Um pontinho a mais na tabela significa um pequeno fôlego de sobrevivência. Devemos ser compreensivos com os técnicos, coitadinhos, pois sofrem uma pressão ímpar no mundo das profissões. A realidade de sua profissão "empurra"-os para a mentalidade do resultado. O resultado é a defesa de sua profissão. A "pegada", a marcação, a contenção, as faltas táticas, a apologia dos volantes são as armas utilizadas para manter o seu emprego. Tudo isso, convenhamos, é muito prosaico…

Epílogo…

Por fim, não podemos acusar os técnicos como os únicos culpados pelo futebol de resultado. A mania do resultado é uma mania do atual estágio de nossa civilização. A compulsão pela competência e pela eficiência, em suma pela técnica, faria parte constituinte de nossa mentalidade. A beleza deixou de ser um meio privilegiado de se atingir a perfeição. A arte afastou-se do futebol, acompanhando o distanciamento moderno da arte em relação à vida.

A geração sub-25, torcedores e jogadores, vive num mundo feio e violento e seu referencial de beleza são os xópis centeres. Querem resultado, porque a vida exige-lhes a todo momento lucro, proveito, ganhos e proventos. Nada contra — o que incomoda é a compulsão dos meninos. São os futuros especialistas sem coração; os competentes sem vocação. Os futuros depressivos…

A Arte morreu! Viva o Resultado!

Os antilosers da vida venceram! Que fiquem com o mundo, o futebol e Dunga. O mundo vai acabar mesmo…

Que os boeings não caiam nas suas cabeças, é meu voto de esperança!

DimasLins

17 comentários

  1. Artur
    2/07/2007 | 11:17h
    1

    Ai, ai, eu preocupado com o futebol e o Santinha contrata… Nildo. Acho que meu próximo artigo será sobre o futebol de Jacarta. Ou, talvez, defenda que o Torcedor Coral apóie a formação de um time de beisebol no Arruda.

    Responder
  2. Torcedor Coral
    2/07/2007 | 11:20h
    2

    Artur,

    Sempre fico impressionado com a sua habilidade na escrita, mas desta vez você foi longe demais! Você acabou de escrever uma tese, incontestável, de doutorado sobre o futebol de resultado e essa coisa ruim que decorreu disso. Acabaram-se os Pelés, Garrinchas, Zico e Sócrates. Agora temos Dunga e sua seleção sem graça.

    Ainda bem que o mundo vai acabar mesmo! Assim, seremos poupados dos próximos capítulos desta novela que, por certo, serão piores do que os atuais.

    Artur para presidente da FIFA!

    Saudações corais,

    Dimas Lins

    Responder
  3. Torcedor Coral
    2/07/2007 | 11:22h
    3

    Artur,

    Formaremos um time de futebol de botão. Nossa equipe do Torcedor Coral se preocupará apenas com o futebol arte.

    É uma promessa!

    Saudações corais,

    Dimas Lins

    Responder
  4. Arnildo Ananias de Oliveira
    2/07/2007 | 12:28h
    4

    Cláudio Coutinho, Dunga, Felipão e Cia Ltda VERSUS Telê Santana: ainda sou mais o último. O Riquelmes ressuscitou um pouco o futebol arte aliado ao futebol de resultados diante do time de resultados por excelência: o Grêmio.

    Que Deus nos dê dias melhores, principalmente ao nosso Santinha.
    Por falar nele, o GERSON CARDOSO no “Blog do Santinha” disse a verdade mais cristalina que ouvi nos últimos tempos: “O Santa Cruz é FUTEBOL”.

    E eu acrescento: até no nome. Não somos clube náutico ou de escrima mas, Futebol Clube. Então eu pergunto: como CONVENCER ao vigia aqui da rua que 1° teremos que ser um CLUBE de 1ª Divisão para então montarmos um TIME de 1ª Divisão ? Convencer alguém aqui do Blog é fácil mas é uma minoria inexpressiva em termos de REPRESENTATIVIDADE do que é (ainda) a IMENSA e FIEL torcida coral (parafraseando o nosso ex-presidente Jonas Alvarenga).

    Olha, não estou vendo “luz no fim do túnel” e não pretendo jogar a toalha mas quem tem quase os 60 que nem eu sabe que a perda de torcedores principalmente nas classes mais desassistidas foi impressionante nos últimos 25 a 30 anos! Numa época que não tinhamos estádio e chamavamos para os Aflitos um jogo com a Coisa quando o mando de campo era nosso ou chamavamos pra Casa de Jacutinga um jogo com as Barbies quando o mando de campo era nosso, era notório perceber (mesmo não havendo separação de torcidas à época, que tomavamos, num jogo com a Coisa – mesmo na Ilha da Fantasia – cerca de 60 a 70% das dependências do Chiqueirão. Isso foi visível pra quem estava lá no TRI que o SÃO DETINHO nos presenteou em 1972.

    Moro na Madalena e, com quem converso e/ou vejo na rua é logo um chaveiro ou um adesivo no carro identificando que o caboclo é burro-negro. Pessoas da favela do campo do Cacique passam aos bandos, travestidas de Coisa FC.

    Vejo também no site o comentário do DIOGO mui feliz preocupando-se com o assombro da 3ª Divisão nos rondando.

    Por outro lado sabemos que tivessemos montado um time que estivesse na ponta da tabela já teriamos perdidos todos esses jogadores (face a LEi Pelé e à vista do salário que podemos pagar a um jogador, por maior que seja o prazo do contrato) pra times da 1ª e, talvez até, da própria 2ª divisão.

    Acho que já me enrolei todo mas o que quero dizer é que salvo Clubes ULTRA ORGANIZADOS a exemplo do Paraná Clube (oriundo de uma 2ª fusão – entre o Colorado e o Pinheiros – que por sua vez já era oriundo da fusão do Ferroviário e outro-, já nascido sem passivo), do FIGUEIRENSE e do JUVENTUDE, nenhum outro Clube QUE NÃO DO CLUBE DOS 13 conseguiu se manter na 1ª divisão nos últimos anos (vide o exemplo do próprio Santa Cruz, do Fortaleza, do América, etc.). É mole as BARBIES começarem um mesmo Campeonato junto com a Coisa recebendo 3 milhões e esta 12 ? Nós subirmos com um Grêmio da vida recebendo o mesmo valor das Barbies e êste 20 ? O Bahia na terceirona pelo 2° ano consecutivo e recendo do Clube dos 13 e nós NADA ?

    O que quero NOVAMENTE DIZER é que ou se faz um MUTIRÃO JURÍDICO à NÍVEL NACIONAL pra derrubar essa Ditadura imposta pelo Clube dos 13 com a aquiescência do CAPI DE TUTI CAPI Ricardo Teixeira ou ficaremos, com o passivo que herdamos (aumentando GEOMETRICAMENTE a cada dia), ETERNAMENTE, “enxugando gêlo”.

    E, como disse algum torcedor no mesmo blog, que Deus no livre de uma coisa parecida com a década de 90 passada quando quase me convenceram que a única saída nossa seria a fusão com as barbies dando origem ao NACRUZ.

    Olhem gente: sou mais otimista que o FABIANO PINHEIRO, amigo pessoal do FRED ARRUDA desde a epoca do Banorte, mas, realmente, não estou vendo solução de curto-prazo pra essa nossa maldita situação.

    Quem as tiver, favor explicitá-la aqui para mim.

    Grato por aturar esta extensa colocação.

    Responder
  5. insatisfeito
    2/07/2007 | 16:09h
    5

    O outro, é o Palestra Italia do Paraná.

    Responder
  6. Bosquimano
    2/07/2007 | 16:10h
    6

    Perrusi meu velho, já tivemos esse papo durante muito tempo e o que conseguiamos era ficar bêbados ainda chorando a derrota de 82.

    Pra mim o ponto central está aí. Esse é o momento chave. Se Brasil e FRança fazem aquela final, independente de quem ganhasse, o paradigma seria outro, mas deu itália x alemanha. Ambos nao jogam futebol, o primeiro o calccio, e o segundo (numa das poucas falas – talvez a única – com razao do galvao bueno) joga alguma coisa que lembra o futebol. Pior, sabe o que foi pior? Foi Telê voltar e ser aplaudido. Isso matou de inveja os zegalos da vida e seus fiéis escudeiros, barreira e o anaozinho da branca de neve. Faço uma ressalva a Felipao, que por alguns isntantes na seleçao optou pela arte, como na contusao do brucutu émrson e na convocaçao do ricardinho. Um tímido passo em direçao a um futebol mais bonito e eficiente.

    A última copa era a da volta por cima, lembra que dizíamos que esse time tinha que jogar bonito e ganhar? seria novamente a mudança de paradgima. Aliás, o futebol vive pedindo isso. Zidane de 98, 2006, Rivaldo e Ronaldo em 2002, o Barça do ano passado: tudo isso era o futebol pedindo: por favor, quero ser bonito!

    Tem uma música gravada pelo ney matogrosso (nao sei o autor) que faz essa pergunta: “o brasil é mauro silva, dinga e zinho, brasil zero a zero e campeao, ou o outro que parou pelo caminho, Zico, Sócrates, Júnior e Falcao” Acrescento a narraçao do Luciano do vale, “só mesmo de Falcao”… pena

    Ah, quanto aos técnicos, perfeito. Acho que o sujeito para se sobressair teima em inventar uma gastronomia sofisticada (aquela dos sofistas), quando um arroz com feijao bem preparado é delicioso! Aliás, o proprio Rickjard, um dos poucos treinadores de (bom) futebol (se escreve assim?) sofre dessa moléstia…

    POr fim, falando do Santinha, é por isso que para mim é a mesma coisa se estamos com Charles ou nao. Nao há tanta diferença assim entre ele e os que estao no mercado. O problema é outro…

    Responder
  7. insatisfeito
    2/07/2007 | 16:13h
    7

    Pois é, mataram o nosso futebol….

    Responder
  8. Bosquimano
    2/07/2007 | 16:15h
    8

    Só mais uma coisa, no meu blog outro dia fiz uma comparaçao entre o time de dunga e a fórmula 1. TAva pensando no que vc escreveu e cheguei a conclusao que vc descreveu muito bem a comparaçao. Hoje só se ultrapassa nos boxes, ganhar na pista é algo muito raro. Ontem, vendo a corrida, me surpreendi (nao deveria) com o narrador espanhol que dizia que agora teria que ser na pista…
    É isso mais ou menos que ocorre no futebol, nao se ganha mais na pista, no jogo jogado, mas numa bola parada, numa “jogada ensaiada”… improviso, dribles, praque?

    Responder
  9. Manequinha
    2/07/2007 | 16:57h
    9

    Artur,

    Quero hoje mesmo vc para técnico do Santa. Se a arte do futebol brasileiro fosse igual a sua arte com as palavras, não teria pra ninguém

    Parabéns

    Responder
  10. Manequinha
    2/07/2007 | 16:58h
    10

    Um notícia BOA pelo menos :

    Saiu no blog do Torcedor

    Adauto fora do Santa Cruz

    Depois de contratar o experiente meia Nildo, a diretoria de futebol do Santa Cruz confirmou a dispensa do atacante Adauto.

    A saída de Adauto é mais do que óbvia. Afinal, o jogador nunca mostrou motivos para permanecer no elenco coral.

    Com informações de João de Andrade Neto/Esportes JC

    Responder
  11. Paulo Aguiar
    2/07/2007 | 18:27h
    11

    Excelente, Artur ! Mais uma vez!

    Mudando de assunto… Fico impressionado com as desculpas sobre a permanência de Charles no comando. Sei que o santa cruz tem muitos torcedores com pouca qualificação, mas acho um desreipeito com eles e com os que possuem algum tipo de qualificação… de entendimento sobre futebol…
    O presidente diz ¨Charles está mais que prestigiado, posso demitir todos os treinadores mas Charles fica¨, o diretor Sylvio belém completa ¨Charles não errou nas substituições, fez as trocas certas¨.
    O presidente e o diretor afirmam ¨já temos 33% do campeonato percorrido, temos que fazer mudanças, que não significa dimitir jogador¨…

    Fico impressionado… acho que não sabem a diferença entre treinador e entregador de camisas que faz as subsituições certas, além de não saberem contar. Julgam o treinador pelas substituições e após 9 rodadas (total 38) dizem que já se passaram 33% do campeonato.

    Frases como¨nildo nem de graça jogaria no Santa Cruz¨; ¨Givanildo não tem contrato, tem mandato¨;¨não existe melhor treinador do que Charles Muniz¨;¨Cesar baiano e miro bahia foram indicados pelo ex-treinador¨;

    Conclusão: Edinho (Sylvio), você calado é um poeta.

    Responder
  12. Milton Santos Jr.
    2/07/2007 | 18:39h
    12

    E o Santinha no pior dos mundos: sem arte e sem resultados…A diretoria de futebol (quem é mesmo que a compõe? desconfio que seja um colegidao de um só) é realmente insuperável, contratar Nildo de Cristo é prá desanimar qualquer cristão. Espero que a gente sobreviva a essas trapalhadas.

    Responder
  13. Francis Costa
    3/07/2007 | 0:23h
    13

    Rapá…..lição de futebol….+ lição de vida…..o que dizer de um texto desse….??????…..Espetacular…!!
    Fiquei aqui lembrando do futebol sem clube dos treze, sem a exclusividade televisiva, sem o DIREITO DE IMAGEM, sem os contratos de 15 folhas,…sem os comentaristas que vendem jogador…sem as torcidas organizadas assassinas que até tem lucro…é acho que sou nostalgico também….!!…
    Companheiro…muitos parabéns…pelo texto…!!

    Responder
  14. ERICK RAMO
    3/07/2007 | 9:19h
    14

    Parabéns pelo texto!!!!!
    Reflete exatamente o que é o futebol atual…. Infelizmente, já comecei a acompanhar o futebol com o clube dos 13 existindo…Não tenho essa visão poética do futebol, pois cresci ouvindo “Futebol é negócio”…

    Voltando ao Mais Querido, palavras de Edinho para o site oficial:
    “…Por fim, questionado se haverá outras contratações, o presidente confirma o interesse, mas diz que não há pressa. “Se houver necessidade, no máximo mais dois, um volante, cabeça-de-área, e um meia-atacante”, concluiu.”

    Se houver necessidade? O que mais precisamos ver para que a necessidade bata na porta do Arruda?

    []´s
    Erick Ramo

    Responder
  15. insatisfeito
    3/07/2007 | 9:56h
    15

    Edinho, o time precisa é de um Segundo Volante e um Centroavante típico para a reserva de Marcelo Ramos.
    Eu indico Carlos Alberto Silva para coordenador técnico do Santinha.
    Ele poderia orientar Charles, que, para ser treinador, é aluno.

    Responder
  16. Robson/Piauí
    3/07/2007 | 10:26h
    16

    Arthur, na minha modesta opinião o futebol bem jogado acabou por conta da supervalorização deste esporte. A partir do momento em que o futebol foi abduzido pelo capitalismo, a vitória ganhou um sentido diferente. Aliás, o capitalismo fez isso não só com o futebol, veja a geração hipie no que se transformou. Sendo um mero negócio, e tendo que obrigatoriamente ser lucrativo, o resultado só pode ser um. Assim, gente que não teria vaga nas nossas peladas de infância, ganham status de jogador profissional, alguns até se tornando ricos. Lembram do Mauro Silva, excelente na marcação, mas com a bola no pé, um desastre. E o meia clássico, considerado hoje lento, preguiçoso, ou vocês acham que Gerson o ” canhota de ouro” teria vaga nos times atuais. Eu era bem criança no tempo de Luciano, a Maravilha do Arruda, mas pelo que meu pai me conta, ele tinha esse estilo. Então é isso, o futebol quando virou show bussines ganhou outra dimensão. Na europa os clubes de futebol têm ações vendidas nas bolsas de valores. O campeonato inglês, fortíssimo, é uma verdadeira lavanderia de dinheiro sujo. Na Turquia, segundo o meia, à moda antiga, Alex, empresários do ramo de armamentos jogam suas fortunas a fundo perdido nos clubes. Por fim, diga a Dimas que, tenho um time de botão que pelo menos na escalação joga o futebol arte: Joel Mendes, Carlos Alberto Basrbosa, Paranhos, Alfredo e Pedrinho, Giganildo, Carrasco e Betinho, Fumanchu, Nunes e Joãozinho.

    Responder
  17. Torcedor Coral
    3/07/2007 | 11:39h
    17

    Robson,

    Podemos aproveitar seu time de botão para matar a saudade do futebol arte.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

    Responder

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