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Artur Perrusi
Temos time para evitar o rebaixamento! Digo isso dando gargalhadas de autocomiseração. Sim, foi o máximo que o departamento de futebol conseguiu com sua incrível capacidade organizativa: montar um time que consiga evitar a terceirona. Dessa forma, nosso sofrimento até o final do campeonato será o seguinte: lutar para ganhar dentro de casa e tentar, pelo menos, empatar fora dela. O Mundão será vital, como sempre foi… Não será fonte de comemorações, mas sim de desespero e, espero, de alívio.
É uma posição realista, confesso, por isso amarga. Não queria isso e tenho a certeza absoluta de que poderia ser melhor. Claro, nunca pensei que pudessem montar um timaço; na verdade, minhas expectativas eram até modestas: queria apenas um time que lutasse para ficar entre os quatro — enfatizo a palavra: lutasse… Como o CRB, por exemplo. Não acho que seja pedir muito. Era uma meta perfeitamente factível. Diria até obrigatória, dado o nosso discurso de "grandeza" — a potência da série B, esses papos todos. Sei, sei, seria uma luta muito difícil e, considerando as nossas circunstâncias, provavelmente não conseguiríamos a classificação. Mas que esse campeonato representasse a formação de uma boa base para o próximo ano. Tal era, na minha opinião, o grande objetivo.
O fato é que não temos uma base; aliás, temos sim, temos uma base para lutar contra o rebaixamento no próximo ano. E, como a maioria absoluta de nossos jogadores irá se aposentar amanhã, por causa das alterações degenerativas que acompanham o envelhecimento celular, começaremos provavelmente tudo de novo, utilizando os nossos respeitáveis (pela idade) métodos: um caminhão de jogadores e técnicos malucos. Espero que, pelo menos, mudem a faixa etária, senão teremos um gasto excessivo com sarcófagos, dada a quantidade de múmias no nosso elenco.
Em tese, se começássemos agora a reestruturação e a profissionalização do futebol, eu estaria mais otimista. Contudo, não vejo sinalização alguma de uma mudança radical no nosso departamento de futebol. Edinho e os dirigentes de nosso futebol são honestos (e aqui vai minha homenagem, considerando a raridade dessa especiaria no mundo do ludopédio nacional: a honestidade), porém não são gestores, parecendo mais típicos cartolas.
O cartola brasileiro possui uma resistência visceral contra a impessoalidade da gestão esportiva e a profissionalização do esporte — dedicam um tempo enorme ao imediatismo e à improvisação. Estão acostumados ao empreendimento pessoal e familiar, bem afetivo e emocional, entre amigos e agregados, e todos muito, mas muito mesmo, "experientes": futebol é assim mesmo, gostam de dizer e, entre uma cervejinha e outra, porque ninguém é de ferro, adoram contar estórias sobre o Santinha.
Os historiadores e os jornalistas adoram-nos; afinal, são um prato cheio para histórias e estórias. São fontes de memórias afetivas do Mais Querido. Deveria existir um museu de sentimentos tricolores no Arruda. A gente entraria, receberia aquela carga emocional toda no ar e cairia em prantos; afinal, o santacruzense é o torcedor mais emotivo do planeta. Levaríamos nossos filhos lá para convencê-los da necessidade de continuar torcendo pelo Clube do Santo Nome — apesar de tudo. Sim, ia ser uma boa. E, convenhamos, memória é um negócio bonito; mas, [dou um suspiro] como gostaria de lembrar o passado apenas como passado; como gostaria que o passado não fosse tão vivo a ponto de assombrar o nosso presente; como gostaria de ter saudade de um futuro glorioso e… profissional [dou outro suspiro].
Cá entre nós, tudo indica, nosso futebol continuará tendo o toque de Midas do caos e da desordem. De vez em quando, como em 1999 e 2005, acertarão o alvo. Assim, o negócio é esperar. E milagres no Santinha sempre acontecem. Já assisti a vários. Nossos dirigentes são os cartolas do milagre – a própria sobrevivência do Santinha é uma alteração repentina e insólita dos determinismos naturais. Sabem o que aconteceu, mas não como aconteceu. Na verdade, eles não sabem o que fazem! Por isso, nunca repetem o milagre. O jeito é esperar, pois sempre finda aparecendo algum. Ao invés da profissionalização, talvez prefiram rituais místicos. Algumas vezes, a dança da chuva (parece que) funciona; na maioria das vezes, não.
Vejam, não falo isso com amargura. Sou tricolor, e minha cota de frustração é eterna. Não somos mesmo as amélias do Santinha? Não somos doentes de paixão?! Reclamamos, reclamamos, mas não estamos lá todo jogo, pagando todo mês a mensalidade, acreditando e esperando sempre?! Pois bem, continuarei aguardando até o fim dos tempos.
E, certamente, muito além do cúmulo do cúmulo do Supremo Chifre, no leito de morte, olharei o passado, o Santinha e gritarei a mim mesmo: — vivi traído, sofri muito (continuo a sofrer), mas valeu a pena! Tri-tricolor-tri-tri-tri-tricolor!
[suspiro final]
Eu sou uma besta quadrada…










Caríssimos, ser rebaixado ou não, perdoem-me, não faz muita diferença. Explico, simplesmente não temos base nehuma para 2008, nem em termos de time, nem financeiro, porque não temos uma diretoria (existem execeções) séria. O Sr. Edson Nogueira é o puro continuismo em quase todos, se não, de todos os velhos problemas. Fanfarrão, hipócrita, mentiroso, nos trata como imbecís. Apareceu como um salvador da pátria, semi Deus, mostra-se incompetente. Ele conhece futebol, não posso negar, trabalhou toda vida nesse meio. Sabe o que presta e o que não presta. Com pouquíssimo dinheiro ele não poderia fazer o que está fazendo. Contratou jogadores reconhecidamente em inatividade, Alex Pinho, estava jogando na Indonésia, com seus 36 anos. E por aí estamos indo. Criou uma mentira que foi impossível auditar as contas do seu antecessor. Enfim, vamos terminar o ano pior do que começamos, rebaixados ou não. Sou apaixonado pelo Santinha, mas não sou imbecil.
Meus amigos, para ser sincero, acreditei na volta à 1a divisão, quando coloquei, com meu voto, Edinho na presidência. Depois com o passar do tempo, com as contratações e primeiros resultados, estou pessimista até para mantermos na série B. Não dá para acreditar e confiar nesse time. Quando começamos a fazer conta, o perigo mora ao lado. Quando se ganha no arruda, graças a força da torcida, a esperança se renova. Mas, depois vem a decepção. Não se vê progresso em nada. A cada partida o time não muda de atitude. O técnico treina o time a semana toda mas não enxerga durante o jogo. Assim, bate o cansaço, o desespero e o fantasma do rebaixamento vem logo a cabeça. Não vejo nenhum poder de reação. A direção levando todo mundo no bico, colocando a culpa na situação financeira do clube, não toma atitude para mudar. Não adianta reunir, discutir, Edinho não ouve ninguém. Me desculpem, mas gostaria de dormir e acordar no dia 25 de dezembro com Papai Noel dizendo: TRICOLOR VOCÊ CONTINUA NA SÉRIE B.
Eu vejo reação. O time mudou, melhorou, aumentou a pegada, tá jogando com vontade. Mas, claro, ainda apresenta muitas falhas. por isso, só vejo a série A como sonho. Mas a séie B pra mim é fato. Se mantivermos essa mesma performance, não cairemos.
Se vencermos em casa e ao menos empatarmos fora, como colocou Artur Perrussi, não evitaremos o rebaixamento, mas subiremos a série A.
O Santa mudou, melhorou. Não se compara com a gestão passada em muitos aspectos. Mas, é claro, ainda tem muito por melhorar.
A auditoria foi feita, os resultados dependem de informações que foram solicitdas a orgãos externos. Edinho não engavetou, nem vai engavetar nada.
O problema é que, assim como os resultados da auditoria, o processo de mudança é muito mais lento do que o nosso desejo, principalmente no meio futebolístico, que é um meio mais imoral que a casa de Odete.
Todavia, o processo de mudança está sim ocorrendo, mesmo que lentamente, e precisa demais de nossa participação proativa (não confundir com passiva).
Precisamos ser mais otimistas, menos carrancudos e urubulinos. É muito imediatismo! Quando ganha é o céu, até Romeu e Mauro Fernandes prestam; quando perde, já ouvi até gente pedindo pra dispensar Marcelo Ramos e Carlinhos Paraíba.
Peraí! Se a diretoria é honesta, não é mais do que a obrigação dela, entendo. Porém, embora não seja o suficiente para aplacar todos os nossos anseios, já é muito, muito mesmo. A partir dess base, vamos aos poucos transformando, melhorando, evoluindo, profissionalizando. A pressão é importante, mas precisa ser inteligente, positiva e não um rio de lamentos. Porra! quando o time nos faz vergonha, resolbvo isso enchendo a cara de Frevo. Mas nop outro dia penso no que posso fazer pra melhorar a gestão do Santa Cruz.
Os blogs são importantíssimos, pois ajudam na nossa organização e mobilização.
Vamos lá deixar de tristeza! O Santa Cruz tem um futuro brilhante pela frente.
Grande Fabiano,
você é o cara mais otimista que conheço! Não sei como consegue. Deve ser algum tipo de iogurte ou algum cereal raro que você toma pela manhã. Tivesse um confessionário no Arruda para nós pobres tricolores descrentes, você seria o cara que ficaria lá dentro, escutando nossas mágoas contra o Santinha e injetando ânimo nas nossas almas. Se a gente voltar à primeirona, pago uma grade de Frevo; ficando na série B, pago meia grade; caindo na terceirona, jogo a grade na tua cabeça! Abração.
Vejam só: um time que se contenta em comemorar títulos PE como se isso fosse a glória suprema (aquela papagaida ridícula no Escudo atesta isso) não pode almejar mais nada além de fugir do rebaixamento de forma patética.
Sou realista, é necessário ser consciente: é lutar duramente para não cair, e isso até o final do ano. Escapar da degola é o ponto da vez, e não serão algumas vitórias suadas que me farão mudar de opinião. Uma avaliação criteriosa precisa ser feita. Muita coisa errada, pouca mudança macro vista, dificuldades cada vez maiores se avizinhando. Infelizmente é a realidade.
Sou sócio em dia.
É lamentavel essa situação do Santa Cruz!
Quando a diretoria vai tomar as providencias?
Estamos ver descer de ladeira abaixo as nossas cores do coraçao, a honra desse clube que merecia ser respeitado e nao esta sendo, o respeito pelos torcedores etc.
É LAMENTAVEL Sr. Edson Nogueira.
Fabiano Pinheiro, respeito sua opinião e torço muito pra que você esteja certo, principalmente com relação a honestidade da diretoria. Realmente você é um exemplo de otimismo, uma alma pura. Durante o campeonato pernambucano, no blog do Santinha, você sempre acreditou na evolução da equipe. Como eu disse antes, infelizmente, evoluindo ou não o nosso time, o amanhã é que me preocupa. Com tantas contrações infelizes, dispensas muitas ainda irão acontecer, e o clube não terá como arcar com essas rescisões. Débitos trabalhistas se acumulurão e estaremos sempre caminhando para o fundo poço. Pois é Fabiano, o sr. Edson Nogueira ampliou o caos financeiro do clube. Sugiro aos Editores do blog do Santinha e ao Dimas do torcedor coral, uma entrevista, aberta, franca, com o sr. Nogueira. Não precisa nem consultar os internautas, confio neles. Só exijo que Nogueira apresente prova documental quando o assunto envolver as fiananças do clube. Ganhando ou perdendo essa entrevista deveria ser realizada. Pra concluir, costumo dizer a todos que me conhecem que, eu gosto mais do Santa Cruz do que da minha mulher. Explico, se ela me fizesse as raivas que o tricolor me faz, eu não estaria mais com ela, há muito tempo. O Santinha a gente perdoa sempre. Abraço Fabiano!
Cidadãos Corais!
Creio que todos nós que elegemos essa Diretoria esperávamos uma realidade mais prazerosa, entretanto, no tocante ao futebol ela repetiu erros crassos. O pior desses erros, para um clube eminentemente futebolístico, foi não planejar seu futebol, pois, quando foi eleita já sabia o que esperava. Veio o campeonato estadual e as contratações nos levaram ao fiasco que todos sabem. No intervalo deste para o nacional, pensamos que haveria um planejamento mínimo, ledo engano, o que vimos foi a efetivação de um técnico desatualizado e a contratação de jogadores fora de forma e/ou sem experiência na disputa de campeonatos nacionais.
Não acredito que vamos cair, pelo menos, ainda não, mas se não planejarmos o nosso futebol correremos o risco de nem se quer juntar essas, ridículas, estrelas na camisa, que significam os campeonatos locais, pois, nem esses nós teremos, vejam o retrospecto dos últimos 20 anos.
Temos que profissionalizar o nosso futebol, para não acontecer de vivermos das lembranças de outras épocas, como a dos anos setenta. Não podemos permitir que o SANTA CRUZ, por nós carinhosamente chamado de SANTINHA, parafraseando Ducaldo, se transforme num ameriquinha. Além do mais, não quero ter o desprazer de ver meus filhos torcer por outras cores.
Saudações Corais
Robson, meu camarada, Edinho pode cometer muitos erros, mas não tá aumentando o caos financeiro do Santa Cruz. Por isso que muitas vezes a torcida pede uma dispensa, como no caso de Marquinhos Caruaru (um grande fdp), mas ela não ocorre. Um exemplo é o caso de Marco Antonio, que deixou o Santa (agora já voltou), mas após um acordo com a diretoria onde ele abriu mão de salários atrasados. Ou seja, quando a diretoria tem responsabilidade, as dispensas são feitas mediante acordo, o que não deixa sequelas financeiras no clube. É claro que nem sempre pode ser assim. O Caruaru, esse eu dispensava de todo jeito, independente do passivo que isso fosse gerar. Valeria a pena.
O Santa Cruz não é só Edinho, tem Lulinha e Fred, por exemplo, com quem a gente tá sempre conversando e que acompanha o que acontece no clube e que atestam a honestidade na gestão atual.
E é fácil confirmar isso comparando com o ano passado:
Em 2006 – verba de série A, patrocínio de série A, venda de Bala, Roversio, Xavier, empréstimo do Mago, antecipações, boas rendas (só contra o Corintians foram 400 mil de renda), verba do pernambuco da sorte, ajuda de governos estadual e municipal, programa futebol solidário etc. Ainda assim, com folha salarial de série B, 10 meses de atraso dos funcionários, 3 meses de atraso dos jogadores, cheques sem fundo para jogadores a patrocinadores, 9 meses sem pagar a justiça do trabalho.
Em 2007 – sem verba de patrocínio, verba de série B descontado antecipação, pernambuco da sorte indo para saldar débito do ano anterior junto à justiça, Todos com a nota (a salvação, mas o clube recebe com atraso, com descontos e perde a renda), etc. Apesar disso, tem pago cheques sem fundo como os 20 e poucos mil de Tiano, além de fornecedores, folha dos jogadores em dia, funcionários do clube com 3 meses de atraso, regularizando sua situação com a justiça do trabalho, etc.
Se o cara ainda tivesse o que roubar iria trabalhar num circo como mágico.
Por isso digo sempre, esse é o ano perdido, a tendêmcia é melhorar. Melhorar por dois lados: pelo lado financeiro e pelo lado da gestão que apresenta um processo irreversível (mais lento) de modernização. E esse processo depende do quadro renovado de conseheiros (Eu, Dimas, Gerrá, Peçonha etc). Somos nós o futuro do Santinha. E como sou convencido, acredito num futuro melhor.
A matemática é implacável. 7 atacantes para 2 vagas, 7 volantes para 2 vagas, 6 zagueiros para 2 vagas e …3 meias para 2 vagas (sendo que um deles cansa no meio do jogo e o outro vem de uma contusão) e …1,25 lateral esquerdo e 1,5 lateral direito. Não é preciso ser especialista no ramo para saber que as coisas não estão sendo feitas com um mínimo de racionalidade. E não precisa nem uma Diretoria de Futebol para ver isso, basta um mínimo de bom senso. Agora, é o seguinte, já estamos nas ladeiras de Olinda, o frevo tá comendo no centro, meu bloco tá na rua e pode vir a Celouras de lá que não abro. A orquestra vai segurar um Cabelo de Fogo e a gente atravessa essa porra na raça e no gogó. Até novembro, estaremos fora do rebaixamento, para pensar o próximo ano com calma.
…na empolgação Ceroulas virou Celouras
Gente, por falar em planejamento, o Depto de Futebol, finalmente o fez para o decorrer da série B. Dividiu o segundo turno em 3 campeonatos de 6 jogos, com o objetivo de obter 12 pontos em cada campeonato. Se não atingir 12 na primeira perna, dançamos, é ficar na segundona. Se conseguirmos, é tentar a vitória na quarta fase. O jogo do Coritiba (time que tem vergonha do cu da cidade) e, dessa forma, acessar à série A por nossos próprios méritos sem depender de ninguém. Vamos conferir se esse planejamento dá certo já contra o Icatinga no sábado.
Saudações santacruzenses,
tricolor até a pomba-gira do capibaribe é.
É isso aí Fabiano Pinheiro, o Santa Cruz para os santacruzenses.
Artur, cara….poeticamente é isso mesmo que vc escreveu…e vc com o Fabiano…fizeram uma mistura do nosso contexto……!
Parabéns….a todos…aqui…!….e o caminho é trabalhar, procurar soluções…debater….e pricipalmente comparecer na pratica…!
saudações corais…!
Dimas, a reunião da coralnet com Edinho foi muiot vaga….amigo…!!
Chama o Sama…e da andamento na entrevista..!!
saudações…!
Grande Artur,
Durante a semana fico alternando momentos de confiança e de total desespero.
Acabei de assistir à vitória do avaí sobre o vitória. Meu comentário: o avaí tentou até o final e, com um a menos, fez o gol da vitória aos 47 do 2º tempo. Já o time baiano, parecia cansado desde a metade do 2º tempo (e o locutor falava que o velho zagueiro Sandro, ex-coisa, estava cansado).
Primeiro, que m* o avaí ganhar; depois, além da nossa vitória contra o icatinga, temos de torcer contra o paulista, senão a gente permanece na degola.
Vou para o gardenal, diazepan e congêneres.
O Santa Cruz é minha pátria.
Coronel, nem meu poder mutante de psiquiatra consegue me acalmar. Todos os tricolores estão com transtorno bipolar do humor (menos o grande Fabiano, o felizardo, que é monomaníaco — hehe…). É um pisca-pisca danado: depressão/euforia, euforia/depressão. Depois do Criciúma, esperei ansiosamente o jogo contra o Coritiba. Bem, depois desse jogo, saiu esse texto acima. É difícil ser racional nesses tempos. Sábado, novamente, estarei com o coração na mão. Juro que gostaria de envelhecer de uma forma menos histérica.
Edinho, o que o impede de se comunicar com a torcida? O Santa Cruz é um clube do povo, de uma grande, fiel e apaixonada torcida. Essa massa merece um pouco de atenção. Tira o tampão do ouvido e escuta. O clube tem que se comunicar. Ditado velho, cansado, mas verdadeiro:”quem não se comunica, se trumbica”.
Rapaz, essa história de que Edinho não se comunica com a torcida eu questiono. É certo que se errou – e sempre se erra – em algumas contratações, mas a torcida pediu a saída de Charles, Charles saiu (demorou um pouquinho, mas saiu), pediu a saída de Alan, Dudu, Miro Bahia, Cezar Baiano, pediu a titularidade de Hugo e Edinho atendeu todos. Agora não dá pra ficar atendendo tudo a todo tempo, se não vira zona. Até porque a torcida são várias pessoas que pensam diferente umas das outras. E existem muitas opiniões divergentes.
Edinho não foi centralizador no Pernambucano, mas a torcida caiu de pau na diretoria de futebol, a mesma que formou a base de 2005 que subiu à série A e era muito elogiada. Primeiro, Pernambucano não pode ser parâmetro, pois é a maior roubalheira pra ajudar a coisa. Depois, partimos do zero, o que, pra quem entende o mínimo de futebol, é uma desvantagem descomunal. E ainda começamos o ano sem dinheiro algum, cheio de dívidas e sem credibilidade. Ou seja, acho que não deviam esperar muito. A torcida deveria ter sido mais paciente, deveríamos ter continuado com aquela diretoria de futebol trabalhando com autonomia. O time ía mal, a torcida criticava Edinho. Ele assumiu, então, toda a responsabilidade. Um erro, culpa da pressão da torcida, erro por ter ouvidio a torcida. É muito complicado esse negócio de ouvir a torcida, pois o torcedor em geral é emocional, mais do que racional. Esse tem sido o problema de Edinho nessa série B. Mas isso passa, cada dia se aprende mais, a gente participa mais, o clube a gestão vão evoluir. Edinho não vai se manter assim, pois não é a dele. Edinho não é centralizador, é sim democrático e muito aberto às sugestões. Mas o que a gente tem de entender que a decisão final é dele, e tem de ser, pois se o time perde ninguém vai criticar Fabiano ou Dimas que sugeriram isso ou aquilo. O pau vai todo pra cima dele. Pro ano que vem é diferente, começa um novo ano e teremos que aprender e planejar pra não repetir os erros desses. Na minha opinião, o clube precisa de um diretor de futebol remunerado.
Mas por enquanto, nesse momento crítico da competição, não tem como mudar nada, vai ser com Edinho mesmo, o time é esse mesmo com poucas possibilidades de reforços, e a gente tem de entender que é reta final e pra torcida só resta uma alternativa: torcer, apoiar e ir a campo com entusiasmo e alegria.
Falu e disse tudo Artur
É isso aí Artur, seu sentimento era o mesmo de todo e qualquer tricolor sóbrio (não no sentido da abstenção etílica, isso não combina com um tricolor) no começo do ano. Depois da vergonha do pernambucano pensamos que a diretoria iria acordar e fazer algo pelo nosso Clube. Erramos mais uma vez, nos enganamos… Hoje você não reflete o sentimento apenas dos torcedores sóbrios, e sim de todos nós que amamos o Santa Cruz. Esperamos dóceis o dia que eles acertem novamente.
Fabiano,
Desculpe-me mas quando a gente reclama que Edinho não nos ouve, é porque deixou Charles Muniz no cargo de técnico até a 11ª rodada do brasileiro, mesmo com quase toda a torcida pedindo um novo técnico desde o pernambucano. E só trocou porque o que já era quase toda a torcida, passou a ser unânime depois das muitas cagadas de Charles Muniz no brasileiro.
Depois ao contratar um novo técnico trouxe quem? Mauro Fernandes. A torcida ofereceu muitas opções e certamente a escolha de uma dessas opções não agradaria a toda a torcida, mas entre essas opções não me lembro de ninguém pedindo esse treinador metido a Luxemburgo dos pobres.
E o preço do ingresso, que a torcida pediu durante toda a campanha de Charles Muniz que baixasse e ele só atendeu o pedido quando o Luxemburgo dos pobres pediu. Depois fica pedindo pro torcedor comprar ingressos pois a renda não tá dando pra pagar as despesas dos jogos.
Além de que Dudu e Cesar Baiano continuam na equipe, além de que Hugo só chegou a titularidade por absoluta falta de opção. Mas mesmo assim Hugo só foi confirmado como o títular para o jogo contra o criciúma momentos antes porque Mauro Fernandes tinha escalado o recém chegado e absolutamente fora de forma Aldo. Se Hugo não tivesse jogado o bolão que jogou contra o criciúma, na certa teria perdido a vaga contra o coritiba. Mas mesmo assim, acredito que Hugo se não jogar muita bola contra o Ipatinga, deverá ser barrado novamente quando Adriano voltar.
Mas mesmo assim concordo que em alguns pontos a torcida foi ouvida, mas não vi nada muito democrático nas últimas atitudes de Edinho.
Saudações Corais.
Anderson Bispo
Futebol Profissional
Santa poderá ter quatro mudanças contra Ipatinga
Publicado em 21 de agosto de 2007, às 18:25
Por Karlos Felipe
A equipe do Santa Cruz poderá ter quatro mudanças para a partida do próximo sábado, diante do Ipatinga, no Arruda, pela 20ª rodada da Série B 2007. Ao menos foi o que indicou o técnico Mauro Fernandes no coletivo realizado na tarde desta terça-feira.
Três das modificações já eram esperadas. Na zaga, Josemar substituiu Adriano, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo, no último sábado, na derrota para o Coritiba. Pelo mesmo motivo Fernandes se viu obrigado a mexer no ataque, colocando Creedence na vaga de Marcelo ramos, também suspenso.
No meio, Carlinhos Paraíba, que cumpriu suspensão na última rodada, volta ao time, fazendo com que Genalvo volte para a suplência. Por fim, a alteração mais surpreendente, a entrada do volante Amaral na vaga de Romeu.
O experiente Amaral teve sua contratação confirmada há pouco mais de uma semana, no entanto, ainda aguarda regularização. Fernandes não confirma se a formação utilizada no coletivo desta terça será a que enfrentará o Ipatinga, ficando essa definição para os trabalhos no restante da semana.
Fonte: Agência CoralNET de Notícias
Deus ouviu as minhas preces!
Mas mesmo assim chega de “mas mesmo assim”… Isso é o que dá postar o comentário sem revisar.
=)
Abraços!
21/08/2007 | 20:53
Atlético-MG não libera jogadores para o Santa
Há quase um mês, o presidente do Santa Cruz, Édson Nogueira, ventilou a possibilidade do Atlético-MG ceder, por empréstimo, alguns jogadores para o tricolor. Entre as duas diretorias estava quase tudo certo e os atletas em questão eram o meia Lúcio e os atacantes Amílton e Vanderlei. Porém, o tempo passou, Leão assumiu o Galo, e ninguém chegou. Nem vai chegar
Como diria Romário, Edinho calado é um poeta. Falando sério, se não vem jogador nenhum, deve haver alguma indenização em dinheiro, ou não? Numa gestão democrática como a nossa, certamente saberemos os valores envolvidos.
Perrusi, besta quadrada sou eu, que vim da espanha só pra ver o jogo de sábado…