Simplicidade

Depois de várias promessas, todos sabem como o Santa Cruz terminou o ano passado. Jogamos a Copa Pernambuco com um time totalmente diferente do Campeonato Pernambucano e da Série D, e, com a diretoria afirmando que, caso ficássemos em terceiro lugar no Campeonato Pernambucano de 2010, o primeiro objetivo no ano seria alcançado. Mudado o “planejamento” pouco ousado, pelo menos na teoria, o Santa iniciou o Campeonato Pernambucano com apenas 1 jogador que terminou como titular a Copa Pernambuco. A estréia contra o Sete de Garanhuns foi difícil (2 x 1, de virada), mas foi melhor do que os amistosos e os treinos preparativos. Em seguida, veio o segundo jogo e empate contra o Central (1 x 1). Parecia que o mundo ia desabar novamente. Ontem, fizemos o terceiro jogo. Mesmo ainda sem empolgar, o resultado final foi diferente e conseguimos voltar a vencer (2 x 0). Vencemos porque fizemos o simples, embora ainda com algumas invenções, mas sempre acreditando que poderíamos ganhar a qualquer momento. Tivemos a sorte de o adversário ter um jogador expulso, mas, também, a competência de tirar proveito da situação. Nesta etapa é mais importante vencer do que jogar bem e perder, pois, é preciso estreitar os laços de confiança entre o time e a torcida, tão abalada nos últimos anos. E isto só se consegue com vitórias. O velho jargão de que “no início do campeonato não se pode cobrar entrosamento” é perfeitamente compreensível. No entanto, não se pode aceitar invenções nem desculpas de falta de estrutura ou de qualidade técnica para aceitar um empate diante do Central no Arruda ou justificar as substituições mal feitas, por exemplo. É necessário fazer o simples. Não se pode ficar inventando no futebol. Existem jogadores que não tem a mínima condição de vestir a camisa dos “aspirantes” do Santa Cruz e todos os torcedores sabem quem são. Todos aqueles que acompanharam os últimos anos do Santa Cruz precisam alertar a Comissão Técnica que, persistindo no erro, o final será o mesmo de anos anteriores. Deve-se por um limite nos chamados “testes” de jogadores que estão no Santa Cruz há um bom tempo e não demonstraram futebol para isso. Quando o diretor Raimundo Queiroz anunciou a contratação dos três jogadores do Porto (Baiano, Joélson e Guego) eu tive a certeza de que, finalmente, novos ares seriam vividos no Arruda. Eis que, dos três, apenas Joélson está jogando de titular e é atualmente quem...

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O ano da zebra coral

O ano do futebol começa no dia 13 de janeiro. E, assim como nos últimos, a torcida coral se refaz na esperança de que a lógica do futebol não ocorra dentro das quatro linhas. Dos prováveis 11 jogadores que começarem jogando contra o Sete de Garanhuns, nenhum deles iniciou o campeonato do ano anterior. Fato normal, quando não existe planejamento. O treinador coral é o mesmo que esteve há 25 atrás e que não deixou saudades. As poucas informações que temos sobre o time, com base nos amistosos e treinos, equiparam-se a dos últimos sofridos anos. Enfim, a lógica do futebol não nos parece favorável. Mas, ainda bem, que o futebol não é uma ciência exata. É claro que existe certa racionalidade no futebol fruto da competência profissional dos seus gestores. Mas também é sabido que outros fatores, às vezes externos à vontade do gestor, podem modificar o resultado do futebol, somando-se o fato de que o planejamento não ocorre de forma imediata. Embora muito aquém do que se esperava, não se pode negar que melhorias foram feitas. As esperanças estão depositadas no trabalho de quem já provou que entende de futebol profissional (Raimundo Queiroz), respaldadas pelo apoio financeiro que o presidente FBC conseguiu para o Santa Cruz. Estes, somados à força da torcida coral, podem modificar qualquer previsão. Afinal, quem não tem uma história pra contar sobre futebol? Quem não conhece a palavra superação em um elenco limitado? Ao longo de sua história, poucos foram os títulos ganhos pelo Santa “de forma antecipada”. Os mais marcantes, em geral, foram frutos da nossa superação. É isto que me motiva ao ponto de deixar o meu lado racional de lado e acreditar que o campeonato pode nos trazer boas surpresas. A maior delas, ver o Santa Cruz ser campeão. Todos nós sabemos que o campeonato se inicia com a taça de campeão bem longe do Arruda, mas este caminho, hoje natural, pode se modificar. Temos que acreditar, confiar e apoiar. Criticar na hora certa e aplaudir nos passes errados. Já passou da hora do clube coral mostrar sua força nos gramados. Já passou da hora de termos um time pra torcer e não apenas uma torcida pra se orgulhar. Quem sabe 2010 seja o ano em que adotaremos um segundo mascote: a Zebra Coral. A zebra que na sua constituição genética guarda resquícios de nossa origem. Preta e branca são suas...

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Retrospectiva coral

Final de Ano é sempre um momento de reflexão. Mesmo ciente da dificuldade (ou impossibilidade) de, em poucas palavras, resumir os pontos positivos e negativos de 2009, resolvi, em frases, fazer um “Retrospecto Santa 2009”. De uma forma geral, o ano de 2009 foi decepcionante em termos de futebol. Claro que tivemos avanços, principalmente se compararmos com 2007 e 2008. Mas, tomando-se por base o nosso potencial e os anos de comparação, mais um ano se passa com a frustrante sensação de que muito pouco foi feito. Na parte administrativa, a melhoria também seguiu os mesmos passos, ou seja, foi mínima. Entretanto, a chegada de um novo dirigente (que parece disposto a causar uma mudança de atitude no Clube) aliado ao fato de 2010 ser um ano político e do apoio incondicional da torcida coral, servem para renovar minhas esperanças em um 2010 promissor. E que venha 2010. E que o Santa tenha dias melhores. Melhor de 2009: Torcida do Santa Cruz. Pior de 2009: Ficar em entre os piores times da série D. Maior emoção (Futebol): Jogo contra o Sport no Arruda. Maior tristeza (Futebol): Jogo contra o CSA no Arruda, que desclassificou o Santa na Série D. Melhor jogo: Santa x Sport, no Arruda. Jogo marcante: CSA x Santa Cruz, pela invasão da Torcida Coral. Melhor jogador (Futebol): Marcelo Ramos e Juninho Pior jogador (Futebol): Bilica, Gonçalves, Adílson e mais 10… Maior promessa (Jogador): Natan (meio-campo) Maior decepção (Jogador): Reinaldo (atacante) Maior acerto da Administração (Futebol): Contratação de um profissional para diretor de futebol. Maior erro da Administração (Futebol): Contratação de Sérgio China. Maior acerto da Administração (Clube): Criação do Santa Fidelidade e da Loja do Clube. Maior erro da Administração (Clube): A volta dos ex-presidentes. Maior esperança (Futebol): Trabalho de Raimundo Queiroz. Maior Orgulho: Jogo do Brasil pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Parceira mais obscura: Coral Investimentos. Dirigente Fantasma: Fernando Silva. Dirigente decepção: Sidney Ayres. “Dirigente” revelação: Bartolomeu Bueno. Maior Perua: “Ramón é o novo reforço do Santa.” Anunciado oficialmente no site do Clube. Maior alegria alheia: Rebaixamento do Sport e do Náutico. Maior esperança (Administrativo) para 2010: Atualização dos salários de todos os funcionários a partir do dia 13 de janeiro. Dito pelo presidente do Clube. Frase enigmática: “Menos do que precisava e mais do que eu esperava.” Raimundo Queiroz respondendo sobre o elenco do Santa após a final da Copa Pernambuco. Maior decisão...

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Ano novo: esperança que se renova

Imagem: Loucos pelo Santa Todo final de ano é hora de fazermos um retrospecto da vida e também de renovarmos as esperanças. Nestes quesitos, mais uma vez, o futebol imita a vida. No Santa, a esperança do torcedor é muito maior do que o resgate de sua auto-estima. A torcida é apaixonadamente sem igual; já deu provas suficientes que tem grande estima pelo seu Clube e não precisa que ninguém lhe cobre mais este amor. No entanto, ela é carente de uma boa administração, de títulos. Isto, sim, é o que a torcida coral quer: o resgate de títulos! Acho que para 2010, diferente dos últimos, a confiança está depositada num profissional, até então, coadjuvante nas Republicas Independentes do Arruda, embora há vários anos o Santa Cruz possua um Diretor de Futebol. Foi assim na época de Mirinda, Jonas, Zé Neves, FBC e tantos outros. Sendo que, desta feita, parece que a situação é um pouco diferente. Explico: qualquer mudança de ambiente de trabalho leva certo tempo para o trabalhador se adaptar ao novo ambiente. Uns conseguem mais rapidamente, outros demoram mais.  Raimundo Queiroz, nosso atual Diretor, preferiu acelerar este processo. Sua presença física é constante dentro do Clube e não apenas dentro da sua sala de trabalho. Ele sabe que para ter sucesso no seu trabalho é preciso estar além das quatro paredes. É só ir a um treino dos juniores, sub-20, sub-17, às reuniões do fórum e outras atividades dentro do Clube, como a confraternização de Natal dos funcionários do Clube, que iremos encontrá-lo. Uns podem achar que não é função do diretor, no entanto, não podem negar que o conhecimento geral do funcionamento do Clube é passo primordial para um bom ambiente e o sucesso de sua atividade. Raimundo Queiroz, que teve a sua vida profissional em Goiás, tem a chance de fazer sucesso aqui. Depois de uma saída pouco amistosa de sua terra natal, nada melhor do que pegar um clube falido e fazê-lo ressuscitar. Claro, desde que lhe dêem condições para tal. No Arruda, ele sabe que encontrará inúmeras dificuldades, mas também muito apoio. Sua trajetória de vida mostra que a dificuldade não é problema, indicando que a sua inteligência e audácia caminham lado a lado. Suas primeiras contratações no Santa Cruz (jogadores do Porto) lembraram às contratações de Araújo, Josué e Marquinhos pelo ex-diretor do Goiás. Às vezes Raimundo é incompreendido (“… menos...

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Bi-campeão

Foto: Revista Placar A torcida do Santa Cruz se acostumou a valorizar, de sobremaneira, as conquistar mais difíceis. Claro, se todas as conquistas precisam ser valorizadas, imagine as mais dramáticas. Afora isso, tem o fato de que nos últimos trinta anos, raríssimas foram as conquistas que não vieram na base do sofrimento. Foi assim em 1983, na emocionante final contra o Náutico; nos campeonatos de 1986 e 1987 em plena Ilha do Retiro; na final, com direito a prorrogação, de 1990; no épico campeonato de 1993; e, no campeonato brasileiro de 1999. Até aí, nada de anormal. Mas, é importante que o torcedor do Santa Cruz saiba valorizar todas as conquistas, independentemente da emoção do último jogo. Pois, muitas vezes, a conquista “menos difícil” é resultado de um planejamento bem feito. Já escrevi alguns textos falando das conquistas memoráveis e me dei conta que todas elas tinham o viés de dramaticidade. Então, desta feita, resolvi mudar. Vou falar de uma conquista que poucos comentam. Vou escrever sobre o nosso BI-Campeonato. Mas, falar o quê se sobramos desde o início? – Ora, enaltecer as nossas virtudes. Quem sabe sirva de lição para os míopes de plantão. Desde o início do campeonato éramos superiores aos nossos adversários. A base formada no anterior foi o nosso maior trunfo. O Náutico e o Sport nunca foram rivais a nossa altura, embora tivessem um bom time. A nossa zaga foi uma das melhores que o Santa Cruz já formou, fazendo frente às zagas formadas à época do penta-campeonato. Falar dos nossos atacantes era falar de gols. Só para se ter uma idéia, no final do campeonato, para cada gol que o vice-campeão marcou, nós marcamos 1,9. Ou seja, quase o dobro. Acho que na história do Campeonato Pernambucano nenhum time teve um saldo de gols tão invejável quanto o nosso: 111. Vencemos todos os três turnos disputados, algo raro de acontecer em Pernambuco. Ainda mais porque tivemos o privilégio de enfrentar nossos maiores rivais nas finais dos respectivos turnos, e, ganhamos todas. Éramos tão poderosos que, neste ano, dava-nos o luxo de pagar o segundo maior salário a um treinador da América Latina. Neste mesmo ano ganhamos da CBF o título de Fita Azul do Brasil. Nós tínhamos mais de 15 mil sócios em dia e nossa sede-social (piscina, bares) registrava uma movimentação de 1.000 sócios por final de semana. Revelávamos e/ou formávamos jogadores com...

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