Fácil de improvisar

Fácil de improvisar

Nesta quarta faremos nossa primeira partida pela Copa do Brasil. Campeonato criado para substituir o formato da política de contemplação geral, a qual se expirou com o fim do antigo Brasileirão, onde todos os rincões deste país tropical mandavam seus representantes para participar de uma verdadeira disputa futebolística nacional. A Copa do Brasil segue o modelo dos torneios mata-mata, porém guarda uma vaga para a Libertadores da América, sendo esta ocorrência de suma importância motivadora para os participantes. Nossas participações na Copa do Brasil são sempre tímidas. Nunca conseguimos avançar muito na competição. Na grande maioria das vezes, fomos eliminados de forma vergonhosa por equipes totalmente desconhecidas do cenário futebolístico brasileiro. Todavia, os tabus são feitos para serem mantidos ou quebrados. O que precisa ser feito é encarar cada partida como uma decisão, pois, o modelo desta competição requer este tipo de comportamento. Estrearemos contra o Atlético Clube Corintians, da cidade de Caicó, no Estado do Rio Grande de Norte. Atualmente, o galo de Caicó amarga uma sexta colocação no estadual potiguar e disputará sua partida contra o Santa Cruz sem a sua dupla de ataque. Este Corintians é uma equipe sem expressão e tradição, mas que costuma se superar e pregar sustos nos seus adversários. Enquanto eles perderam os atacantes para o embate, nós jogaremos sem um especialista na lateral direita. Não vejo isto como um problema. Para mim é somente um fato que provoca a busca de uma solução. A posição de lateral, principalmente a destra, é uma das mais fáceis de se exercer. Conseqüentemente, não há muita complicação para alguém que se atreva a fazer a função do lateral-direito. No nosso caso, neste momento, tal tarefa não é de todo complicada. Vejamos que o nosso primeiro atleta dono da titularidade, o Bruno Leite, é o que se pode considerar um zero à esquerda (aos que têm dificuldade na ciência matemática, o zero colocado à esquerda de qualquer número não serve absolutamente para nada). Já o outro que por hora é titular, o Jackson, este foi amplamente disperso no ultimo confronto que tivemos no Arruda e até agora não mostrou nada além de um futebol comum. Do seu nível encontramos muitos no mercado futebolístico e nas boas peladas do nosso Brasil. Dito isto, é conclusivo que substituir estes dois atletas não é nenhum bicho de sete cabeças. Normalmente quando um treinador precisa fazer uma improvisação na lateral-direita...

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Paciência e sensatez

Paciência e sensatez

Domingo jogaremos contra a equipe da Associação Desportiva Cabense. Nas minhas análises anteriores eu havia esquecido que jogar na cidade do Cabo de Santo Agostinho é uma tarefa árdua e de difícil execução. Falemos antes da partida contra o Central. O futebol é realmente um esporte que envolve pequenos detalhes. Poucos perceberam que a formação imposta pelo treinador Zé Teodoro, onde ele armou o time baseado no esquema 3-5-2 foi fruto do desfalque no nosso gol. Ao se deparar com a falta de ritmo e de auto-confiança do goleiro reserva, o André Zuba, o técnico foi bastante cuidadoso e tentou dar uma boa proteção ao arqueiro, colocando a equipe para jogar um 3-5-2 defensivo, visto que os laterais ficaram presos, principalmente, o atleta que ocupa nossa lateral-esquerda. Contudo, todo mal traz um bem, assim como todo bem traz um mal. Ficamos compactos, mas ficamos sem criação ofensiva. Com a mudança do esquema para o segundo tempo, o processo futebolístico se inverteu. Ficamos com mais poder de ataque, mas vulneráveis na nossa retaguarda. E deu no que deu. É necessário que todos compreendam que nosso principal objetivo é adquirir o direito para participar da série D do campeonato brasileiro. É isto que deve ser focado. Pelo que estamos observando no que já foi decorrido neste estadual, travaremos um bom duelo contra os representantes de Caruaru, o Porto e o Central. É necessário que todos os tricolores ponham o ódio e o orgulho de lado e, por exemplo, num enfretamento entre o Sport e as equipes caruaruenses, direcionem suas energias positivas para o time rubro-negro. Exceto alguns ignorantes, quem tiver o mínimo de bom senso, deve torcer para o Santa Cruz participar da quarta divisão nacional, custe o que custar. A título de exemplo, na rodada passada se nós tivéssemos empatado o jogo e o Porto fosse derrotado, a situação hoje era outra, de modo que estaríamos numa situação um pouco mais confortável. Passemos a fazer um estudo sobre a disputa de domingo próximo: Mesmo em seu reduto, o time da Cabense vai atuar de maneira precavida e cuidadosa. A equipe litorânea, ao ser enfrentada em seus domínios,  torna-se um adversário tenaz e difícil de ser batido facilmente. Ela sabe muito bem jogar em seu campo, o qual tem dimensões pequenas que facilita muito o jogo amarrado. O ideal para um enfrentamento deste nível era entrar armado num 3-5-2 ofensivo. Três...

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Uma derrota importantíssima

Uma derrota importantíssima

Na minha derradeira análise, deixei explícito que nossos grandes desafios ainda estariam para chegar. Os jogos no Sertão, nossa freguesia em Caruaru e os clássicos. No Sertão fomos bem, mas ainda falta jogar contra a equipe do Petrolina Social Futebol Clube, a fera sertaneja, lá no Paulo Coelho, em Petrolina. Pelo que mostrou no jogo aqui em Recife, este time vai nos dar muito trabalho. É rápido, aguerrido e possui uma movimentação muito bem articulada. Além disto, tem no comando técnico um profissional que entende muito de futebol pernambucano. Caruaru já nos espera na próxima quinta-feira, com o Porto como anfitrião. Páreo duríssimo, principalmente, porque vamos  desfalcados em todos os setores e nossos reservas são fracos. Dito isto, o empate deve ser comemorado como uma vitória. Precisamos estar focados na questão da vaga para série D e o Porto é um concorrente direto. Os clássicos. Das quatro partidas denominadas clássico, já competimos em uma e saímos derrotados. Para mim não houve nenhuma novidade. Fazendo uma análise fria e calculista é notório que perder o jogo contra o Clube Náutico Capibaribe foi de extrema importância para o querido Santa Cruz. Ontem ficou estampado para os mais emotivos as nossas deficiências, falhas e fraquezas. Passo agora a fazer uma análise individual dos nossos atletas. Nosso xerife Thiago Matias é deficiente na defesa das bolas altas. O zagueiro Thiago Bambu deixa a desejar nos fundamentos básicos do futebol. A lateral esquerda está carente de um bom jogador. Na cabeça da área o primeiro volante é pesado e lento. Por sua vez, Memo mostrou que não evoluiu nada nestes últimos tempos, apenas enganou a alguns otimistas. Basta ver que o rapaz não conseguiu marcar o principal armador do nosso adversário. Os meias não tem nada de excepcional. Weslley é apenas um bom jogador, mas ainda não está na sua melhor forma física, fato que pode comprometer o equilíbrio psicológico. Já o camisa 10 Mário Lúcio, não passa de um jogador como outro qualquer. Sua presença em campo não faz nenhuma diferença. Vamos para o ataque. Thiago Cunha e Laécio. Laécio não tem nenhuma característica para jogar como referência de área. Ele se comporta muito mais como um meia-atacante do que como um centroavante. Já ouvi alguém dizendo que este atleta faz muito bem o “pivô”. Engana-se quem pensa assim. Laécio pode até tentar fazer a função denominada pivô, mas não a faz com...

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Uma análise apurada do que vi

Uma análise apurada do que vi

Nota da Redação: Ano passado foi difícil. A segunda desclassificação prematura do Santa Cruz na Série D precipitou o afastamento de alguns cronistas. Dos nossos oito colaboradores, apenas três permaneceram escrevendo para o blog. Era preciso renovação, mas estava difícil conseguir mão-de-obra qualificada disponível e com disposição para falar do Santa Cruz. Nosso primeiro reforço, neste sentido, é o Professor Farias. Com dupla formação, Artes Cênicas e Educação Física, Farias é figura constante no Torcedor Coral, embora nunca fosse afeito a comentários. No ano passado, ele enviou nos enviou um artigo para publicação e foi, a partir daí, que surgiu nosso interesse em trazê-lo para o blog. Professor Farias, ao longo do tempo, especializou-se em esquema tático, após diversos cursos que fez na área de futebol. Ele, sem dúvidas, será uma grande aquisição para o TC. Caro Professor, bem-vindo ao nosso blog. Futebol é uma caixinha de surpresas. Boas e ruins, vale esclarecer. Para muitos o resultado de ontem e a liderança do querido Santa Cruz não estavam previstos nesse início de campeonato. Para mim, nada de anormal. Eu já sabia que o time de Vitória de Santo Antão era um pato morto. O Ypiranga é freguês antigo aqui no Arruda e o efeito orloff do América abalaria os nossos nervos, mas não impediria a vitória do Santa. O que eu não conhecia era a ruindade de alguns contratados. Com estas três partidas oficiais, já deu para perceber que os laterais, assim como alguns cartolas, servem mesmo é para jogar no lixo; o goleiro é fraco e já caiu na desconfiança da torcida. Não se surpreendam ao vê-lo levar um frangaço. O time joga num 4-4-2 tradicional. O problema é que o primeiro volante já tem uma certa idade e isto compromete em muito a cobertura dos laterais. Ele fica ali, distribui uma bola para o lado, dá um combate e vai enganando a torcida. Até que segundo volante pode fazer a vez de cobrir os laterais, mas se isto ocorre, sobrecarrega a criação no meio-campo. No 4-4-2 o segundo volante é muito mais um meia-armador de contenção do que um cão de guarda. O miolo de zaga está lento e ineficiente nas bolas cruzadas por cima. Um detalhe que não pode passar despercebido, o zagueiro Leandro Bambu. Este cidadão não tem o menor cacoete para jogar futebol profissional. Então, percebam a vulnerabilidade do nosso sistema defensivo? No futebol...

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Uma análise consciente

Nota da redação: Recebemos aqui em nossa redação um e-mail do Professor Farias, que, segundo ele, costuma acompanhar nosso blog, mas não é muito de comentar. O missivista nos chama de pessimista e faz coro ao dizer que estamos pregando o apocalipse. Por isso, pede que publiquemos um artigo seu com a análise do jogo de ontem. Atendemos o seu pedido com a ressalva de que pessimista é o cacete. Professor Farias[1] A partida de ontem renovou as esperanças da torcida tricolor. É como se o campeonato estivesse começando agora. Estamos com um treinador jovem, moderno, que fica em pé o tempo todo. E que não tem medo do futuro e do amanhã. O time mostrou um novo desenho tático. A preparação física começa a mostrar seus frutos. O goleiro não foi acionado. Não dá para fazer uma análise da sua atuação. Porém, já deu para perceber que sua saída de bola é muito melhor do que o do outro goleiro, o Darci. Desconfio que com aquela altura, ele não seja bom nas bolas rasteiras. O lateral-direito Gilberto Matuto teve uma evolução técnica e física muito boa. Correu como um louco e fez ótimos cruzamentos. Foi um dos diferenciais da equipe coral. A dupla de zaga começa a se afirmar, mostrando muita superação e um aproveitamento muito bom nos escanteios a favor do Santa Cruz. Não gostei do lateral-esquerdo. Muito franzino, apavorado e pedante. O rapaz no primeiro tempo foi fominha. Já no segundo tempo mostrou uma melhora, mas muito longe de ser um titular. Marcos Mendes é o dono da posição. A proteção de zaga, ou seja, os volantes estiveram numa noite muito feliz. O Goiano joga para o treinador. É aquele empregado, operário. Leo é um jogador diferenciado para aquela posição. Tem qualidade no passe, visão de jogo e personalidade. Jackson precisa melhorar muito. Errou passes de meio metro. Em alguns momentos se escondeu. Elvis chegou ao seu limite, o futebol dele é aquilo ali. Não compromete, porém, não resolve nada. Meia-atacante que não faz gol tem dificuldade de arrumar emprego. O que me preocupa nesse meio-campo é a vulnerabilidade. O outro time joga solto e a carga sobra para nossos volantes e zagueiros. Senti muito a ausência de Natan. Queria ter visto sua arte com a bola no pé. No ataque, o artilheiro Joelson precisa voltar ao seu planeta. Parece que os gols subiram para sua...

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