Crédito, débito e planejamento

Crédito, débito e planejamento

No futebol, um dos recursos utilizados por quem executa o produto final é o lançamento. De forma bem feita, o lançamento pode resultar numa plasticidade de rara beleza, num golaço ou até numa jogada interrompida pela força legal do impedimento. Especificamente aqui, surge uma grande polêmica, a de quem é o provocador do impedimento: quem deu o passe ou quem o recebeu? Esta questão milimétrica merece um amplo debate e o momento pede que abordemos este assunto em lauda posterior, afinal que entramos em declínio técnico e, por conseguinte, o pessimismo, a indignação, as especulações e a revolta de uma maneira geral, se fazem presentes no cotidiano do nosso Clube. O nome que vem à baila é o de Zé Teodoro. Este cidadão vem fazendo história no Santa, com suas vitórias e derrotas inesperadas, suas invenções e malabarismos urbanos, suas palavras  e verborragias. Ao se falar do comandante técnico da equipe profissional do Santa Cruz, uma inquietação toma conta de certos torcedores que defendem de forma inconteste a permanência do atual treinador. Tais defensores, nas suas explanações irracionais e desprovidas de conhecimento acadêmico, balizam suas opiniões usando termos contábeis e administrativos, muitas vezes aplicados de maneira tangencial e a deriva. Afirmar que um treinador não pode ser demitido porque existe um planejamento a ser cumprido é entrar no jogo de bordões e palavras utilizadas para ocuparem o conjunto de justificativas pra a torcida. Abordemos o planejamento. O planejamento formula objetivos para selecionar ações e suas execuções, buscando atingir metas especificas. No decorrer da execução do planejamento, processos avaliativos deverão ser realizados, com o intuito de se verificar a evolução do que foi planejado. Nestas avaliações são observados se fatores internos e/ou externos estão afetando de forma negativa o andamento do que foi traçado. Se sim,  são feitos ajustes para que se consiga atingir o objetivo. É de se observar que seguir um planejamento não é atuar de maneira ortodoxa. Dito isto, podemos afirmar de maneira peremptória, que um planejamento não deve ficar refém das peças envolvidas na sua execução. Paralelizando ao nosso caso, se é que existe dentro do Santa Cruz um planejamento escrito de acordo com o que manda as teorias cientificas que tratam deste assunto, a saída do treinador, diretor, jogador ou qualquer pessoa que estiver dentro do futebol profissional, não necessariamente botará o planejamento a se perder. Por sua vez, alguns mais emotivos defendem a permanência...

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Mirem-se no exemplo de Virgulino

Mirem-se no exemplo de Virgulino

O campeonato coca-cola de 2012 já começou e é terminantemente precipitado alguém querer emitir uma opinião sobre o futuro dos três principais participantes da disputa.  Entretanto, há de ser pertinente uma avaliação a respeito da performance apresentada nestes primeiros cento e oitenta minutos pelos times da capital. Contudo, este espaço que acolhe meus escritos é destinado ao Santa Cruz Futebol Clube e em virtude de tal fato, o assunto em tela será o clube do santo nome. Não pude ir ao primeiro embate, a magra vitória sobre o estreante Belo Jardim. Porém, estive ontem no Estádio Cornélio de Barros Muniz, em Salgueiro, e amanhã sigo viagem pela BR-232 em direção a terra do cangaceiro Lampião, que por sinal era torcedor do Santa Cruz, e caso estivesse vivo, com certeza iria prestigiar o seu time do coração no duro gramado do Pereirão. Lampião, cujo nome de batismo era Virgulino Ferreira da Silva, entrou para o cangaço já com 21 anos de idade. Era artesão. Adorado por uns, odiado por outros, temido em Pernambuco e Estados circunvizinhos, Virgulino foi uma pessoa ousada e não se intimidava com nenhum tipo de hostilidade, atuando de forma voraz nas fazendas, sítios e cidades dos seus inimigos, sem ter medo da morte ou de cara feia. Diferente do glorioso, ou não, Rei do Cangaço, o técnico Zé Teodoro é um homem que prefere ficar acuado, encolhido, encostado na parede, quando vai para o embate. Neste tantos meses de Zé Teodoro à frente da equipe profissional de futebol do Santa Cruz Futebol Clube, do ponto de vista ofensivo, pouca qualidade é observada no trabalho executado por este treinador.  Já está evidente para todos e todas, a sua predileção por esquemas retranqueiros, onde espera a iniciativa ofensiva do adversário para depois contra-atacar. Mesmo assim, os seus comandados, por diversas vezes no decorrer da partida, se comportam de forma medrosa e confusa. Em alguns momentos o futebol apresentado pelo Santa beira a mediocridade. Fato este que pode ser comprovado de maneira fácil e clara. Nos meus arquivos analíticos, por exemplo, tenho anotado todas as reais impressões e diagnósticos do que já aconteceu nesses cerca de treze meses de trabalho de Zé Teodoro, Sandro e demais componentes da comissão técnica no que se refere à estratégia utilizada e formatação da equipe. Mira-se que em raras ocasiões o time jogou de maneira ofensiva, ficando evidente a opção tática do treinador...

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O que passou e o que virá

O que passou e o que virá

No bojo do que aconteceu para o Santa Cruz neste ano que está prestes a ser sepultado, dois fatos me causaram surpresas. A categórica conquista do título estadual e o vice-campeonato da Série D. Os outros acontecimentos não foram capazes de motivar no meu terreno emocional, impacto surpreendente. Do ano que vai acabar, devemos deletar a incoerência e teimosia do treinador Zé Teodoro em apostar fichas no futebol de pseudo-jogadores do tipo Leandrinho, Ricardinho, Washington, Diego Biro, Rodrigo Gral, Laécio, Alexandre Silva, entre outros enganadores, e de não ter um critério claro para definir escalações e esquemas táticos. Estes dois itens foram peças principais nos pilares de sustentação do alicerce que nos deixou em boa parte da Série D, na linha limítrofe entre o sucesso e a decadência. Sem muito esforço racional, é fácil lembrar que por muitas vezes nosso futebol frequentou descaradamente a zona de fronteira entre o bonzinho e a ruindade plena. Entretanto, estamos numa situação tão calamitosa e de desconforto que devemos comemorar nossa performance em 2011 de maneira sublime. Passemos para o ano que vai nascer. Apesar da abissalidade existente entre o Santa Cruz e os outros dois times da Veneza pernambucana, 2012 poderá ser fácil. Para o estadual, mantivemos o que há de melhor na equipe, o treinador e sua comissão técnica, a diretoria de futebol e, um detalhe de suma importância ainda não percebido por muitos, somos o único time com condições reais de alcançar o bi-campeonato. Apesar da lambança produzida pela diretoria no caso da reapresentação, seremos respeitados pelos primos ricos, em virtude da nossa performance no estadual do ano corrente. E não se admirem se chegarmos à nova conquista. A receita para saborear o gosto de outro título estadual é, de certa forma, simples: – Jogar com seriedade sempre e dentro dos limites possíveis; – Ganhar dos times pequenos, dentro e fora de casa; – Não perder os clássicos no Arruda. Se conseguirmos alcançar os objetivos acima, nossas chances de sermos campeões estaduais tornar-se-ão verídicas. Por sua vez, na Copa do Brasil, continuaremos a nos comportar como franco atiradores, usando o lema “o que vier é lucro”. Nesta competição nossa torcida se contenta com o consolo de ter lotado o decadente estádio José do Rego Maciel e de ser notícia nacional em um hebdomadário qualquer, principalmente se a aparição se der na mídia televisiva, mais ainda, se aparecer na tela da...

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Lapidar

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No próximo domingo, dar-se-á o primeiro ato de embate para decidir qual o time que vai subir no degrau mais alto do pódio da quarta divisão do campeonato brasileiro de futebol profissional. Nossas chances são mais do que claras, e dificilmente o Santa Cruz deixará de papar a taça. Pelo que tenho acompanhado nestes vários meses, o time do Tupi não amedronta. É apenas mais um desses aventureiros que se lançam a participar da Série D, onde ficar no mesmo lugar, subir ou descer, pouco importa para os seus aficionados, uma vez que os mesmos, em detrimento a sua própria camisa, são mais apegados a equipes que estão participando da Série A e que estão cotidianamente na mídia televisiva. Explicitado isto, resta esperar que a equipe da Cobra Coral entre no jogo já nos primeiros minutos, mantendo a pegada que foi resgatada a partir da segunda fase da competição. Se desta forma for, seremos campeões de maneira fácil e tranquila. Anima-me, também, o fato de Thiago Cunha está impossibilitado de atuar. É sabedor que o atleta estará ausente por suspensão em virtude de acumulo do cartão amarelo, porém este jogador já vem demonstrando um certo desequilíbrio na sua forma física, comprometendo assim sua qualidade técnica (espero que não seja consequência de vida desregrada, pois a depender do grau de irresponsabilidade, o tratamento é custoso, sendo necessário, às vezes, uma intervenção psicoterapeuta). Conjuguei o verbo animar no parágrafo anterior, visto que o substituto do atacante acima referido será Flávio Caça-Rato. Em minha opinião, Caça-Rato é uma pedra bruta a ser burilada. Comparo-o a uma parede mal construída que precisa de um conceituado arquiteto para melhor aparentá-la. Já mencionei em outro artigo que este atacante é para ser trabalhado aquém do grupo, tanto na parte técnica, quanto na parte psíquica. A comissão técnica precisa ser competente para capacitá-lo e, desta forma, extrair do Caça os devidos resultados positivos. Entretanto, além destas questões, que envolvem a atuação do esquadrão profissional nestes jogos finais, torna-se necessário o Santa Cruz Futebol Clube colocar dentro do seu planejamento estratégico (se é que existe algo elaborado neste sentido em algum departamento daquela instituição), a lapidação da sua identidade futebolística. A identidade futebolística serve para nortear qual a maneira que o time vai jogar, deixando claro para todos os profissionais envolvidos na produção da apresentação em campo, a maneira que o Clube deseja vê-los se comportando tática,...

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Ganhar e planejar

Ganhar e planejar

Nunca será tarde para abordarmos a nossa saída da quarta divisão do campeonato brasileiro de futebol. Ficou devidamente claro que a proposta futebolística do treinador Zé Teodoro, foi arquitetada de maneira fria e racional, onde a blindagem para evitar a contaminação pelo histerismo e desequilíbrio emocional dos agentes externos foi um dos principais pilares. Aqueles que tiveram habilidade para enxergar nossas deficiências, hão de concordar que não havia muita coisa a ser feita além do que foi executado. Salvo, em algumas raras situações, como é de praxe. Numa ótica abalizada, conseguimos ver que nossa maior deficiência foi no sistema ofensivo, desde o setor responsável pelo trabalho de criação até a seção que tinha como atribuição principal a finalização para o gol, isto é, os homens de frente. Diante desta situação e do modelo estabelecido para o campeonato, tomou-se a atitude correta: defender em primeiro lugar e depois atacar. Mas o campeonato ainda não acabou. Diferentemente de alguns afobados, penso que é de extrema importância a conquista do título da série D. Chegar ao ápice da quarta divisão nacional, formará ainda mais novas platéias, aumentará a nossa exposição na mídia e massageará o ego dos verdadeiros torcedores do Santa Cruz Futebol Clube. Por outro lado é necessário olhar para frente e começar a traçar o planejamento que vai ser colocado nos dias do ano que se aproxima. A conquista do bicampeonato estadual, uma melhor colocação na Copa do Brasil e a ascensão para segunda divisão são itens que devem estar elencados nos nossos objetivos principais. Chegar ao píncaro do estadual é salutar tanto para o Santa Cruz quanto para o futebol de Pernambuco, pois fortalece e solidifica o caminho de mudança no status quo do futebol praticado em nosso Estado, uma vez que quebrará a monotonia que existe no cenário futebolístico pernambucano. A Copa do Brasil nos trará dividendos e mídia espontânea. E por fim, por motivos mais do que óbvios, o item 1 dos objetivos principais é a ascensão a Série B. Neste cerne, é primordial que o planejamento seja produzido pelas mãos da comissão técnica e da diretoria de futebol, tendo por último o aval da presidência executiva. O primeiro ato a ser realizado é a escolha da comissão técnica, no caso em tela, o clube deve decidir o mais rápido possível se o atual treinador, o Zé Teodoro, vai continuar. Caso não se concretize a renovação contratual...

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