Um dia de jogo no Arrudão

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Encontro cívico dos editores do Torcedor Coral no Bar da Piscina
(Artur Perrusi, Dimas Lins, Manequinha e Leonardo Jr.)

Artur Perrusi

Ah, o Bar da PiscinaAli se respira os novos tempos. A gente se sente em casa. E isso é a pura verdade, pois freqüentei a piscina no tempo da gestão de Alvarenga, e a sensação era diferente: sentia-me freqüentando o clube, mas não tinha a impressão de posse. Depois, nas últimas gestões, parecia que freqüentava a casa de um inimigo; afora que, naquela época, não tinha nada para freqüentar, pois as moscas passeavam naquele cemitério. Repito: agora, a gente se sente em casa no Santinha. E digo mais: nunca tinha sentido isso.

Vejam, ainda tem gente que subestima o que ocorreu na eleição. Não se ganhou apenas uma eleição e se evitou a perpetuação de um grupo no poder; não, o que aconteceu foi bem mais amplo e mais significativo: o clube voltou ao povo (quando falo de povo, refiro-me a pessoas concretas, os torcedores do Santinha). A minha sensação é a de que o clube é meu e de todos os tricolores. Nunca vivenciei algo parecido: possuir um espaço coletivo. E falo de uma impressão mais ampla, confissão de um tupiniquim: nunca senti no meu país esse sentimento de posse coletiva de algo que é de todos e para todos. Infelizmente, a democracia brasileira ainda não permite aos brasileiros assumir esse estado especial e raríssimo: de sermos todos iguais no nascimento, na vida e na morte.

Pois é, no Bar da Piscina, sinto-me entre iguais. Vejo vida por todo lado. Vejo renascimento. É um resultado palpável e concreto da eleição. Seria como se a gente pudesse exercer uma espécie de cidadania ainda um tanto rarefeita no país. Por isso, o ambiente é tão convivial. Todo mundo recebe todo mundo, porque todo mundo parece ser dono do clube e do bar. O clube deixou de ser uma propriedade privada; agora, é o kibutz dos tricolores!

Quando cheguei direto de João Pessoa, todos estavam no Bar da Piscina, a começar pelos famosos irmãos tricolores: Dimas, Felipe e Joãozinho. A paixão é tão grande nesses nobres rapazes, que tomam cerveja Frevo sem pestanejar, sem nenhuma reclamação. E ainda fazem apologia:

_Frevo é sensacional, Artur!

Felipe parece o mais fervoroso fundamentalista da Frevo:

_Eu não gostava, Artur, passei a amá-la!

Na verdade, tomar a Frevo é uma prova de amor reiterada ao Santinha. A cada gole, digo “eu te amo meu Santinha!”, arroto, engulho, lacrimejo, o estômago ferve e saio da provaçãomais apaixonado ainda! O Clube do Santo Nome merece essa curiosa catarse cristã: o sofrimento como forma de redenção. E o meio divino do sofrimento absoluto é a… Frevo.

Bar da Piscina, lugar de encontro. Vejo Leonardo Jr, o lorde tricolor. Ele é a demonstração de que o Santinha tem uma nobreza. Ele confessa que enriqueceu com o salário que recebe como colunista do Torcedor Coral. Não sendo um novo rico, preferiu assumir sua condição de nobre tricolor. Encontro Manequinha (Manoel Valença), o texto mais emotivo da internet. Escreve com o coração na ponta do teclado. Dizem que chora aos borbotões quando escreve suas crônicas. Chega o grande Inácio. Está meio trêmulo. está nervoso. Contra o Barueri, tremia. Agora, diz que está pior. Terá uma síncope até o final do campeonato.

Falo com Ducaldo, o texto mais certeiro da comunidade tricolor. Passei a admirá-lo quando soube que trocou um concerto com Turíbio Santos por uma partida do Santinha. Foi um ato de erudição. Ducaldo preferiu o palco do Arruda. Aqui, tem de tudo: dos atos mais miseráveis aos mais sublimes. Futebol é o teatro da vida. Quer tragédia? Aqui tem. Quer epopéia? Aqui tem. Aristófanes morreria de amor pelo Santinha. Conheço enfim Claudemir Pereira, o mameluco tricolor. Gente boa. Falo com Rodrigo Falcão. No intervalo do jogo, encontro-o novamente – está apopléctico, gritando: Piauí, Piauí! O cabra estava arriado de paixão pelo nosso lateral.

Tudo está perfeito? Não, nem tudo. Ainda estamos numa fase de clube do bolinha. Cadê as tricolores? Tenho algumas limitações cognitivas em passar horas conversando com homens, mesmo que seja sobre futebol, o Santinha, o destino da humanidade. Precisamos remediar essa situação. Chamá-las, pois o Bar da Piscina não é sexista. É um lugar de todos os gêneros. Cadê as tricolores?

Pois é, o Bar da Piscina é um lugar cheio de personagens. Aqui se produz muita estória e, um dia, faremos história. Ninguém aqui é muito razoável. É sentar numa mesa e escutar as discussões. E lembro que qualquer progresso depende do homem não razoável. Num ambiente de liberdade, todos são realistas, todos querem o impossível. Na beira da piscina, todos sonham e deliram. E isso tudo por causa de um embate glorioso contra o CRB!

Mas, como disse Mário Quintana: se as coisas são inatingíveis, ora / Não é motivo para não querê-las.

Final de jogo, mais cervejinha em outros bares. E, já meio alto e sôfrego de paixão pelo Santinha, admito que estou com saudade da… Frevo! Felipe tem razão. O amor é inevitável, e até aquela leve dor de cabeça passa a ser um prazer. Além do mais e convenhamos, gritar quatro gols é a melhor psicoterapia que existe - a gente sai leve, leve, totalmente clean, sem complexos, sem traumas, sem recalques. Diante de um grito de gol, Freud não explica porra nenhuma!

Minha língua já está enrolada e fico mais ou menos calado, enquanto escuto Dimas e Gustavo Couto discutindo sobre reforma do Estado, o futuro da Venezuela, o escambau. Belo debate. Futebol, boêmia e política, um trio inseparável. E eu, sem capacidade linguística (literalmente) para entrar no debate, fico sonhando com o patrocínio do Santinha pela PDVSA, a estatal petroleira. Virava bolivarista na hora!

Pois é…

Estradar

26 comentários

  1. insatisfeito
    1

    A coralnet está em luto por Rafael Lucena… alguém tem uma foto dele?

  2. Artur,

    para a crônica ficar completa só faltou um “podcast” tocando “o mais querido” durante a leitura. Bateu uma vontade danada de ir pro bar da piscina tomar Frevo com caldinho, e quase babo nas teclas.

    O seu texto passa com perfeição o sentimento que hoje, eu acredito, habita a alma de cada tricolor, especialmente os “piscineiros’.

    Quanto ao concerto, digamos que eu escolhi assistir à Sinfônica Tricolor. E olha que eu sou doente por música, principamente quando se trata de violão ou guitarra. Fazer o quê? Apresentação de Turíbio sai em CD e DVD, jogo do Santinha não.

    Obrigado pelo “texto certeiro”. Eu vou terminar acreditando que sei mesmo escrever.

  3. é isso artur. a grande obra é essa democratização do santa cruz. esse mesmo sentimento seu, é o que eu sinto. na minha opinião, estamos numa gestão de transição, cuja principal atitude o cuidado em agregar. tomara que não haja volta. mas, que eles vão querer voltar, claro que vão.
    quanto a frevo, segue aquele conselho que te dei, “toda vez q vc vier pro recife, leva uma caixinha de frevo para joão pessoa, e passa a semana tomando, pra acostumar o paladar”.
    sobre o patrocínio da PDVSA, acho que geó pode conseguir fácil.

  4. Manequinha
    4

    Grande Artur,

    Cara, você escreve um texto desses e diz que eu é quem sou emotivo ??? Brincadeira, perfeito o texto Artur, parabéns !!!
    E não apenas pelas palavras, mas pelo sentimento que é o mesmo de toda torcida que frequenta o clube hoje em dia.

    Ducaldo, o caldinho da piscina é nosso !!!

    Léo, vou pedir pra compor uma música chamada “O Lord Tricolor” em sua homenagem, e Gerrá e Chiló providenciam a execução da obra.

    Aos queridos amigos Irmãos Lins, lamento que os 3 juntos não sejam capazes de trazer Murilo, o quarto integrante do quarteto fantátisco dos Lins, a um jogo. E se não conseguirem, cortem relações como ele.

    E, Léo, aproveitando teu enriquecimento como colunista, tu podias bancar as Frevos geladas pra gente na piscina e o estoque pra artur levar pra João Pessoa e passar a semana lembrando ainda mais do Santinha.

    Grande abraço a todos e sexta todos lá !!!

  5. Perrusi meu velho,

    que hora eu arranjei para morar na Espanha!!!!!

    sinto uma inveja violenta. Aliás, nunca senti tanta inveja na minha vida. Por acaso hoje de manhã estava pensando nisso. Naquela história de economizar os euros para comprar a camisa nova, depois, claro, regularizar minha situaçao. E como diria Mercedes Sosa, sólo le pido a dios que em outubro tudo esteja ainda mais feliz. Inclusive com as tricolores. Cade Lucinha, Marta, Mariana e Cátia?

    Abraçao

  6. Regularizar minha situaçao de sócio!!!!

  7. Leonardo Jr.
    7

    Manequinha,

    Para o próximo jogo, prometo reverter todo o salário pago pelo Torcedor Coral em cervejas Frevo! Estou tentando calcular em hectolitros o quanto isso representaria. Enquanto eu não termino as contas, deixo uma sugestão: Levem uns canudos!

    O enrequecimento que ser colunista de tão presitigiado espaço me proporcionou, foi de conhecer pessoas tão ilustres como os demais colunistas deste blog, dentre outras personalidades do nosso Santa. E isso relamente não tem preço!

    Artur,

    O Torcedor do Santa Cruz já é um nobre por natureza.Tem um sentimento de amor e de doação em favor do clube capaz de envergonhar os mais altos escalões da nobreza mundial. Nossa história está repleta de atitudes nobres da massa coral.

    Realmente é muito bom ver toda aquela movimentação na sede do NOSSO clube. Espero que se torne uma constante, ver a sede do nosos clube cheia de vida e de esperança!

  8. Claudemir Pereira - Mameluco Tricolor
    8

    Cidadãos Corais!

    Como escreve esse Artur, porra! Quando ele começou a falar sobre o clima de respeitabilidade hoje existente no SANTINHA entre a Diretoria/sócios, sócios/sócios e todos/todos, lembrei-me de que quando me associei – sou sócio desde 99 antes a grana era muito curta – andava pela sede, sempre com a impressão que estava incomodando e olhava tudo com estranheza, mesmo sendo sócio, faltava algo. Nunca antes havia estado no bar da piscina, tão pouco na própria, minha primeira vez foi no dia do jogo contra o Barueri.
    E agora, os sócios se organizam e proporcionam eventos dentro da área social (o baile de carnaval, as sexta-SANTA, a feijoada com telão na estréia da serie B). E não para por aí, também podemos nos juntar com diretores para discutir idéias que contribuam com o crescimento do clube e isso é fundamental para que as pessoas tenham o sentimento de que são parte desse todo.
    Outra coisa, esses encontros antes do jogo no bar são de importância ímpar, pelo menos para mim, vejam, antes eu me reunia com os amigos nos bares que ficam nas mediações do ARRUDA, agora vou ao bar do clube gero receita e conheço figuras incríveis como: Dimas Lins, Artur Perrusi, Inácio França, o irmão do Dimas que teimo em não lembrar o nome (haja cana), e outros, que se não conheço pessoalmente, ainda vou conhecer, já os conheço dos blogs, que são frutos do desejo de mudar o SANTA CRUZ.
    Quanto à cerveja frevo, devo dizer que após o jogo contra o CRB me encaminhei a um bar, que não servia essa maravilha, tínhamos apenas aquelas que vêm logo à cabeça quando queremos beber (não vou dizer o nome, pois, não são patrocinadoras do SANTA), e por incrível que pareça, estranhei, fiquei procurando o paladar e a causa que está por traz de cada latinha consumida nas sociais e no bar da piscina da REPUBLICA INDEPENDENTE DO ARRUDA.

    Saudações Corais

  9. Paulo Aguiar
    9

    Vou ¨me chegar¨ também ao bar da piscina, que infelizmente as informações dão conta que ainda não é ¨literalmente do santa cruz¨.

    Essa mobilização eu já vi em 1999 e o resultado foi positivo, embora a curto prazo. Sendo que agora vai ser diferente !!

    Viva os dias de jogos do Santa !!!! E, claro, jogos com vitórias.
    abraços!!!

  10. Milton Santos Jr.
    10

    Não sei se exagero, mas começo a duvidar que exista outro clube do futebol no mundo que consiga reunir craques da palavra do nível de Inácio, Samarone, Artur no lado dos profissionais, e de Manoel, Dimas e Leonardo, no lado dos amadores, fora os colaboradores bissextos do blogdosantinha, que não são poucos. Meus irmãos(ih, rapaz, daqui a pouco isso vira religião), ou melhor, companheiros, é de grande felicidade saber que existe muita vida inteligente nas arquibancadas do Arruda. Conheço Inácio já há algum tempo e fico admirando de longe a relação de Dimas e irmãos com o Santinha, Artur Perrusi é sempre genial (aquele texto Santa Cruz x Sampaio Correia dá uma ótima esquete) e agora saiu-se com essa muito boa, o apoio da PDVSA. O que surge como brincadeira, a mim já me leva aos pensamentos mais práticos, patrocínio, PDVSA, projetos sociais, Santa Cruz…. já começo a pensar na Revolução Bolivariana a partir do entorno do Arruda, tendo como quartel general o Colosso e como armas a alegria e a criatividade do torcedor do Santa Cruz.

  11. Marcelo Araujo
    11

    Meus amigos, como é bom estarmos ao lado de pessoas que compartilham o mesmo sentimento nosso. Falar (bem) do Santa Cruz é uma das maravilhas de nossas vidas, pois, pensem quantos obstáculos nós enfrentamos em nosso dia-a-dia,porém, ao falarmos do Santinha nos aflora a sensação de alegria. Longa Vida Ao Tricolor do Arruda.

  12. Artur,

    Entreguei os pontos. Dá uma olhada no texto que escrevi no Blog do Santinha.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

  13. Carai, Dimas, que susto você me deu. Li “entreguei os pontos” e pronto, pensei, lascou tudo, já tava de luto por causa de Marcelo Ramos, e agora deu, é o fim do mundo, a entrevista com Edinho deve ter revelado alguma notícia catastrófica.

    Mas não! Era a confirmação de que Muniz não é um treinador e sim um técnico de futebol. Isso é fundamental. E que texto, velhão. E que final sensacional! Muito bem sacado!

    Estou preocupado com esse jogo. Sem Marcelo Ramos… Estamos sem o ataque titular. Espero que Muniz tenha coragem e não escale Marco Antonio e Adauto juntos. Prefiro, no lugar de Adauto, Cláudio ou até Tiago Almeida. Ou ainda Jairo na frente com Marco Antonio. Tudo, menos Adauto.

    Esse jogo vai ser pauleira!

  14. Milton Santos Jr,

    diz uma coisa aí, velhão: teu nome tem alguma relação com o grande geógrafo brasileiro Milton Santos?

    Ia ser uma boa, hein, o patrocínio da PDVSA? Inclusive, eu e Bosquímano, blogueiro espanhol, já deliramos com isso, quando surgiu um boato, sem pé nem cabeça, lá na Paraíba, que o Santinha ia ser patrocinado pelos venezuelanos. Isso na época em que Chávez esteve em Pernambuco.

    Bem, a PDVSA para nós e a cassada RCTV para a Coisa!

    abração a todos

  15. ë verdade, é verdade…

  16. milton pereira
    16

    Estou muito desconfiado desse Marcelo Ramos. É danado para se machucar antes de pertidas fora ! Vou continuar observando, pois também sou desconfiado de nossa preparação física. Cada jogador que se machuca leva,pelo menos, quinze dias pra se recuperar ! ??????????

  17. milton pereira
    17

    Ops! Vou sair desse número, pois 16 é leão !

  18. Artur,

    Depois do seu comentário, percebi que tinha dado margem a outra interpretação.

    Tenho que confessar que o treino foi bom. Você, se estivesse lá, teria gostado.

    Pena essa de Marcelo Ramos. Veremos o que Charles fará.

    Saudações corais,

    Dimas Lins

  19. bartolomeu
    19

    Eu pensava que a renda do bar da piscina era do clube. Caro Paulo, você pode confirmar esta afirmativa. Quanto ao Marcelo Ramos não vejo motivo para duvidar do seu caráter.

    Abraços

  20. Milton Santos Jr.
    20

    Artur, meu nome é herança de outro Milton Santos, professor também, mas da engenharia. Os dois Miltons, que já se foram, tinham em comum a cor da pele e um humanismo raro. A gente fica sempre lamentando essas paritdas precoces…mas, vamos lá! Essa idéia da PDVSA não sai da minha mente,acho que justifica um “estudo de viabilidade”. Tô pensando nisso. E espero conhecê-lo pessoalmente em uma dessas sextas santas.
    Saudações Corais do Arruda.

  21. Leonardo Jr.
    21

    Lamentável a contusão do Marcelo Ramos…

    Mas discordo da opinião do Artur com relação a Adauto. Agora que ele começa a ter uma sequência de jogos, fundamental a qualquer jogador. E muito menos para colocar Cláudio…

  22. Paulo Aguiar
    22

    Dimas, tu vais ao treino e Marcelo Ramos se machuca ?
    - Não vá mais, por favor. :) )

    abraços!!!

  23. Paulo,

    Marcelo não se machucou no treino que eu fui, mas no dia seguinte.

    Aliás, enquanto estive lá, ele estava bem. Sou pé quente!!!

    Saudações corais,

    Dimas Lins

  24. Manequinha
    24

    Artur ,

    Com Adauto ou sem Adauto, vamos destruir o PV.

    Dimas,

    Infelizmente, não vi o treino, mas, imagino e até já tinha dito a algumas pessoas que, uma coisa eu tinha que admitir, Charles Muniz tem o grupo nas mãos, vai quietinho comendo pelas beiradas e consegue mandar e desmandar no grupo. Além disso, já tou começando a ver ele dar uns esporros nos jogos.

    Parabéns pelo texto

  25. ducaldo
    25

    Dimas,

    gostei muito do texto que saiu no blog do santinha. Conteúdo nota dez e o título/referência mais bem sacado de todos que eu li esse ano.

    Uma descrição tranquilizadora dos métodos do nosso treinador, embora eu tenha cá minhas discordâncias quanto à escalação da equipe.

    Nós temos 6 atacantes, mas apenas dois são centroavantes mesmo: Marcelo Ramos e Cláudio. Pode ser que eu esteja errado, mas acho que o reserva natural de Marcelo Ramos é o Cláudio e o ataque para o próximo jogo deveria ser formado por ele e qualquer um dos outros quatro.

    Continuo desconfiado em relação ao Alan e ao César Baiano. Ambos falharam muito, principalmente na cobertura aos avanços dos laterais.

    Vamos ver qual vai ser a decisão treinador.

    Saudações tricolores!

    PS: Manoel tem razão. Uma das críticas mais freqüentes a Charles é que ele parece um dois de paus no banco de reservas. O que eu vi foi um treinador atento, em pé à beira do gramado e chamando os seus atletas à atenção.

    PS 2: Estão falando muito bem do zagueiro Dudu. Não sei se procede.

  26. Luis André Barbosa
    26

    Meu Santa do coração, da série D a séria A, sigamos juntos a ascessão.

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