Fotos: Site Oficial do Sevilha

Montagem: Dimas Lins

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Leonardo Ximenes Jr.

Permita-me transcrever aqui um texto que li sobre o Sevilha da Espanha na revista Trivela e que foi escrito pelo repórter Ubiratan Leal. O texto é um pouco longo, mas creio que vale a pena dar uma lida, pois é um modelo bem interessante, e que poderia ser implantado no Santa Cruz. Não vejo outra saída que não seja revelar jogadores e vendê-los para recapitalizar o nosso clube.

Um grande abraço.


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Durante as eleições do Real Madrid, os cinco candidatos prometeram prometerem reforços e contratações para a torcida. Nomes como Kaká, Boulahrouz, Fabio Capello, Rooney, Adriano, Ibrahimovic e Monchi. Monchi?! Isso mesmo, Ramon “Monchi” Rodriguez Verdejo, Diretor Técnico do Sevilha e considerado peça fundamental na evolução do clube andaluz nas últimas temporadas.

Ex-Goleiro mediano, para ser gentil, Monchi chegou a Nervión em 2000, quando o time acabara de cair para a Segunda Divisão. O Clube tinha pesadas dívidas, e o diretor tratou de estruturar o departamento técnico e criar um sistema em que o Sevilha pudesse montar elencos baratos e eficientes, vendendo os jogadores valorizados para recuperar o caixa do clube.

O dirigente montou um grupo de trabalho com 10 membros, cada um com funções definidas: Victor Orta é o secretário técnico, Pablo Blanco (outro ex-jogador do Sevilha) trabalha nas categorias de base, Marcos Gallego, Ramon Vásquez e José Luis Ruda são os olheiros do futebol internacional, e Pepe Alfaro e Rosendo Cabezas observam os clubes pequenos da Espanha. Monchi coordena o trabalho e não esconde que o modelo foi inspirado nos clubes franceses, conhecidos pela capacidade de descobrir jovens talentos.

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Assim, o Sevilha tornou-se referência na descoberta e desenvolvimento de jovens talentos. No clube, surgiram Reyes, Sergio Ramos e Jesús Navas. A venda dos 2 primeiros ajudou a reequilibrar as contas do Sevilha. Outras descobertas sevilhistas foram Javi Navarro, do pequeno Elche, Daniel Alves, do Bahia, Escudé, do Ajax, Adriano, do Coritiba, e Kepa, do júnior do Marbella. Isso sem falar em Julio Baptista, que o São Paulo comemorou quando vendeu, mas que depois rendeu mais um bom dinheiro.

O Técnico Joaquín Caparrós, que acompanhou o crescimento do clube de 2000, na segunda divisão, a 2005, com o título da copa da Uefa, também foi importante. O treinador deu respaldo em campo às apostas da diretoria e ajudou no surgimento desses jogadores. Com sua ida ao Deportivo La Corunã, o Sevilha contratou Juande Ramos que tem instruções claras de seguir com esse trabalho.

O projeto do clube andaluz não passou desapercebido pelo resto da Europa. Outros clubes espanhóis estudam a estrutura de trabalho sevilhista para copiá-la, ou adaptá-la a suas realidades.